As ideias aqui não são originalmente minhas, mas são fruto do que tenho aprendido da Palavra de Deus fora dos sistemas denominacionais com irmãos congregados ao nome do Senhor e também com autores de outras épocas que congregavam assim, como J. G. Bellett, C. H. Brown, J. N. Darby, E. Dennett, W. W. Fereday, J. L. Harris, W. Kelly, C. H. Mackintosh, A. Miller, F. G. Patterson, A. J. Pollock, H. L. Rossier, H. Smith, C. Stanley, W. Trotter, G. V. Wigram e muitos outros. Uma lista completa em inglês você encontra neste link.

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Qual é o pecado sem perdão?

Não há como Deus salvar alguém que blasfeme contra o Espírito. Mas o que significa blasfemar contra o Espírito Santo? A rigor, a primeira aplicação diz respeito ao tempo em que o Senhor Jesus estava aqui e era acusado de fazer seus milagres pelo poder de Satanás, e não pelo poder do Espírito.


Neste sentido hoje seria impossível alguém blasfemar contra o Espírito, pois Jesus não está neste mundo em forma visível fazendo milagres. Portanto não há como alguém dizer o mesmo que os judeus disseram no seu tempo. Este versículo esclarece:


Heb 2:3-4 "como escaparemos nós, se não atentarmos para uma tão grande salvação, a qual, começando a ser anunciada pelo Senhor, foi-nos, depois, confirmada pelos que a ouviram; testificando também Deus com eles, por sinais, e milagres, e várias maravilhas, e dons do Espírito Santo, distribuídos por sua vontade?"

Portanto, a primeira aplicação do termo blasfemar contra o Espírito se refere à acusação direta dos judeus que viveram há 2 mil anos. Apesar de verem os milagres operados pelo Espírito Santo através de Jesus, eles o acusaram de fazer aquilo pelo poder de Belzebu. João 11 deixa claro que eles tinham consciência de todos os milagres que Jesus estava fazendo, portanto suas palavras os condenavam:

Joã 11:47 "Depois, os principais dos sacerdotes e os fariseus formaram conselho e diziam: Que faremos? Porquanto este homem faz muitos sinais."

Uma segunda aplicação do termo blasfemar contra o Espírito está em negar a sua operação no convencimento do pecador. Em João 16.7‑15 vemos escrito que é o Espírito que convence do pecado. Se alguém disser que Cristo, que foi ungido com o Espírito e fazia tudo pelo poder de Deus, fez tudo pelo poder do demônio (Mateus 12.22‑32), e não receber a convicção que o Espírito dá acerca do pecado, é evidente que para essa pessoa não há perdão. Pois como Deus irá perdoar alguém que não crê no Filho de Deus se o perdão só é dado para aqueles que crêem em Cristo? Aquele que não se deixa convencer pelo Espírito para que creia em Jesus, está, de certa forma, blasfemando contra o Espírito.

Mas é evidente também que ninguém poderá dizer Jesus é Senhor (1 Coríntios 12.3) se não for pelo Espírito. Todas as pessoas, por natureza rejeitam o Evangelho, que são as boas novas de salvação pela fé em Jesus Cristo, pois todos são inimigos de Deus no seu estado natural (leia Romanos 5.10). Portanto, todos nós um dia fomos incrédulos, e isto acontece com todas as pessoas. Porém um dia Deus efetuou uma obra em mim, e eu aceitei o que o Espírito Santo me mostrava pela Palavra de Deus, ou seja, reconheci que era um pecador e que necessitava do Salvador. Cri em Jesus como meu Salvador; cri que na cruz Ele foi castigado em meu próprio lugar; cri que Ele sofreu todo o juízo que eu merecia. E fui salvo!

Se eu tivesse morrido na incredulidade, duvidando daquilo que o Espírito Santo procurava me convencer, é evidente que não haveria salvação para mim, pois como poderia ser salvo sem crer? Mas, enquanto estamos vivos ainda há uma chance. Como não sabemos o momento em que vamos morrer ou em que o Senhor Jesus vai voltar, é urgente que qualquer pessoa se converta, assegurando assim a entrada no céu.

Portanto, quem crê no Senhor Jesus tem a salvação assegurada, não importa o quão incrédulo foi antes. Mas quem não crê, e continua vivo neste mundo, é porque Deus ainda lhe dá chance de se converter. Mas até quando?

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