As ideias aqui não são originalmente minhas, mas são fruto do que tenho aprendido da Palavra de Deus fora dos sistemas denominacionais com irmãos congregados ao nome do Senhor e também com autores de outras épocas que congregavam assim, como J. G. Bellett, C. H. Brown, J. N. Darby, E. Dennett, W. W. Fereday, J. L. Harris, W. Kelly, C. H. Mackintosh, A. Miller, F. G. Patterson, A. J. Pollock, H. L. Rossier, H. Smith, C. Stanley, W. Trotter, G. V. Wigram e muitos outros. Uma lista completa em inglês você encontra neste link.

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A Bíblia fala da transubstanciação?



https://youtu.be/EPx9gqpsMG0

Não existe na Bíblia a idéia de que ocorra uma transubstanciação durante a ceia, ou seja, que o pão transforma‑se em corpo de Cristo e o vinho em sangue. Ver Deus em objetos é costume pagão e em todos os lugares onde encontramos objetos com referência ao Senhor, na Bíblia, sempre são apenas representações ou exemplos da realidade. O Senhor Jesus disse "Eu sou a Porta", "Eu sou o Caminho", "Eu sou a Videira verdadeira", o "Pão que desceu do céu", etc.. Acerca dEle foi dito que é o "Cordeiro", a "Resplandecente Estrela da manhã", etc. E mesmo assim todos entendem que sempre falou no sentido figurado, pois jamais alguém iria adorar uma porta, uma estrada ou uma videira. A idéia transubstanciação surgiu inicialmente nos escritos de um tal de Pascácio Radberto, em 818, tendo depois sido tornado um dogma no concílio de Latrão em 1200.

Mateus 26.27,28 nos fala da ceia que foi celebrada ANTES da morte do Senhor. Aquela ceia não era uma transubstanciação, pois o Senhor estava presente ali entre os discípulos e nem passaria pela cabeça deles olhar para o pão como sendo o Senhor que estava, em carne e osso, diante de seus olhos. Também não era uma recordação da morte do Senhor, pois ainda não havia morrido. Era, isto sim, uma antecipação da Sua morte, diferente de 1 Coríntios 11.24, que é a ceia que agora celebramos, como memória de algo passado.

A ceia que o Senhor revelou a Paulo, para que este por sua vez nos ensinasse, foi uma revelação nova, que Paulo não aprendeu de Pedro ou dos outros discípulos do Senhor. "Porque eu recebi DO SENHOR o que também vos ensinei..." João 6.48‑58 nada tem a ver com o pão da ceia. O pão da ceia é um símbolo do Corpo de Cristo, que morreu para nos dar eterna salvação. O pão de que João fala é em referência ao pão que caiu do céu, alimento do povo de Deus. Hoje nos alimentamos de Cristo, comemos Sua carne, bebemos o Seu sangue, ou seja, somos mantidos vivos eternamente pelo Seu sacrifício: "O pão que eu der a minha carne, que eu darei pela vida do mundo".

O Senhor não faz nenhuma referência à ceia em tal passagem, pois a ceia foi dada aos Seus somente (Judas saiu antes) e Ele não iria ensinar coisas tocantes à ceia a judeus incrédulos, como é o caso da passagem de João 6. A passagem toda nos fala de salvação e não de celebração. Se considerarmos a passagem como sendo a ceia, então uma pessoa só seria salva se recebece o pão da ceia, pois o Senhor diz que "se não comerdes a carne do Filho do homem, e não beberdes o Seu sangue, não tereis vida em vós mesmos".

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