As ideias aqui não são originalmente minhas, mas são fruto do que tenho aprendido da Palavra de Deus fora dos sistemas denominacionais com irmãos congregados ao nome do Senhor e também com autores de outras épocas que congregavam assim, como J. G. Bellett, C. H. Brown, J. N. Darby, E. Dennett, W. W. Fereday, J. L. Harris, W. Kelly, C. H. Mackintosh, A. Miller, F. G. Patterson, A. J. Pollock, H. L. Rossier, H. Smith, C. Stanley, W. Trotter, G. V. Wigram e muitos outros. Uma lista completa em inglês você encontra neste link.

Pesquisar este blog

Carregando...

Existe reencarnação?



https://youtu.be/f7N_C_usWzI

A ideia da reencarnação é tirar de Deus a glória pela salvação e transferi-la para o homem. Se for se esforçando para evoluir nas várias supostas vidas que você chega a um lugar melhor (céu, nirvana, etc.), palmas para você. Se a salvação for aceita como obra e graça de Deus, palmas para Deus. Mas não é isso que quer nem o homem natural, nem Satanás. Daí a reencarnação.

A idéia da reencarnação traz embutida a idéia da auto-evolução, que você deve se aperfeiçoar espiritualmente, subindo degraus de uma escada sem fim. Isso pode fazer bem para o ego, e é a razão dos livros espíritas como os de Chico Xavier ou Zibia Gasparetto serem best-sellers. As pessoas gostam de ler ou ouvir que elas são especiais, que vão conseguir, que são poderosas, guerreiras, etc. Ninguém quer ouvir: Você é pecador.

Mas a reencarnação ou a auto-evolução não é a verdade que você encontra na Bíblia que nos fala de um Salvador. Oras, se Deus providenciou um Salvador foi porque viu que não éramos capazes de nos salvar a nós mesmos. Por que existiria um Salvador se as pessoas pudessem se salvar a si mesmas?

Além disso, a idéia de auto-evolução gera alguns problemas de ordem social, já que determina que alguns povos são mais evoluídos espiritualmente do que outros. O próprio Alan Kardec acabou se revelando racista em alguns de seus livros, graças a essa mesma idéia:

Allan Kardec, Obras Póstumas, 1ª parte, capítulo da "Teoria do Belo": "O negro pode ser belo para o negro, como um gato para os gatos; mas não o é no sentido absoluto, porque os seus traços grosseiros, os lábios grossos, acusam materialidade dos seus instintos; podem perfeitamente exprimir paixões violentas, mas nunca variedades do sentimento e as modulações de um Espírito elevado."

Mais alguns trechos de livros apontam algumas das conseqüências da doutrina espírita, só para falar do que concerne as raças, sem ainda entrar em questões como a reencarnação e a eliminação do carma por meio de caridade e boas obras (ótimo para o ego):

"O progresso não foi, pois, uniforme em toda a espécie humana; as raças mais inteligentes naturalmente progrediram mais que as outras, sem contar que os Espíritos, recentemente nascidos na vida espiritual, vindo a se encarnar sobre a Terra desde que chegaram em primeiro lugar, tornam mais sensíveis a diferença do progresso. Com efeito, seria impossível atribuir a mesma antiguidade de criação aos selvagens que mal se distinguem dos macacos, que aos chineses, e ainda menos aos europeus civilizados" (Allan Kardec, A Gênese, Ed. Lake, São Paulo, 1a edição, p. 281)

"Esses Espíritos dos selvagens, entretanto pertencem à humanidade; atingirão um dia o nível de seus irmãos mais velhos, mas certamente isso não se dará no corpo da mesma raça física, impróprio a certo desenvolvimento intelectual e moral. Quando o instrumento não estiver mais em relação ao desenvolvimento, emigrarão de tal ambiente para se encarnar num grau superior, e assim por diante, até que hajam conquistado todos os graus terrestres, depois do que deixarão a Terra para passar a mundos mais e mais adiantados" (Revue Spirite, abril de 1863, pág. 97: Perfectibilidade da raça negra, in Allan Kardec, A Gênese, Lake _ Livraria Allan Kardec editora, São Paulo, p. 187.

"Por que há selvagens e homens civilizados? Se tomarmos uma criança hotentote* recém nascida e a educarmos nas melhores escolas, fareis dela, um dia, um Laplace ou um Newton? (...) Em relação à sexta questão, dir-se-á, sem dúvida, que o Hotentote é de uma raça inferior; então, perguntaremos se o Hotentote é um homem ou não. Se é um homem, por que Deus o fez, e à sua raça, deserdado dos privilégios concedidos à raça caucásica?** Se não é um homem, porque procurar fazê-lo cristão?" (Allan Kardec, O Livro dos Espíritos, Instituto de Difusão Espírita, Araras, São Paulo, sem data, capítulo V, p. 126-127).

*Hotentote: negro, membro de uma tribo sul-africana
** Caucásico ou caucasiano: branco

Mais acessadas da semana