As ideias aqui não são originalmente minhas, mas são fruto do que tenho aprendido da Palavra de Deus fora dos sistemas denominacionais com irmãos congregados ao nome do Senhor e também com autores de outras épocas que congregavam assim, como J. G. Bellett, C. H. Brown, J. N. Darby, E. Dennett, W. W. Fereday, J. L. Harris, W. Kelly, C. H. Mackintosh, A. Miller, F. G. Patterson, A. J. Pollock, H. L. Rossier, H. Smith, C. Stanley, W. Trotter, G. V. Wigram e muitos outros. Uma lista completa em inglês você encontra neste link.
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O que é "comer indignamente" na ceia?



https://youtu.be/3iMVGTCzUTQ

Como saberemos que o nosso comer e o beber é indigno? (1 Co 11). Os Coríntios estavam celebrando a ceia apenas como uma refeição qualquer (v.20), fazendo dela uma ocasião para comer e beber (v.21,22). O apóstolo tem que trazer à memória deles a origem da ordenança e a solene ocasião em que foi instituída ("na noite em que foi traído") para mostrar que não era algo banal. Ele ainda mostra que a celebração é em memória de Cristo morto, do corpo e do sangue do Senhor (v.25,26).

Ora, qualquer pessoa que não tenha estas coisas em mente ao participar da ceia, estará comendo e bebendo indignamente. Estará, como os Coríntios, considerando aquela apenas uma simples refeição, razão pela qual estavam recebendo juízo sobre si mesmos (v.30). Comer indignamente, não discernindo o corpo do Senhor, é, portanto, fazer da ceia algo banal e corriqueiro.

Quanto a julgar-se a si mesmo na Ceia, ao nos julgarmos a nós mesmos, reconhecemos que somos, por nossos méritos, indignos de estar ali participando dos símbolos do corpo e do sangue de Cristo. Mas, ao mesmo tempo, entendemos que Deus nos tornou dignos pela obra de Cristo e, portanto, estamos ali por favor. O juízo próprio sempre nos leva a nos considerarmos nada e Deus tudo. O julgamento próprio na Ceia não é para deixar de comer, mas para comer. "E assim (julgado), coma."

O texto abaixo pode ajudar:

Aceitos com Deus e aceitáveis para Deus

"...para louvor e glória da sua graça, pela qual nos fez agradáveis [ACEITOS] a si no Amado, em quem TEMOS a redenção pelo seu sangue, a remissão das ofensas, segundo as riquezas da sua graça" Efésios 1:3-7

"Nada pode ser acrescentado a essa aceitação; nada pode ser tirada dela; ela depende de Cristo, e Cristo, e Cristo é confiável. Ele é o mesmo ontem, hoje e para sempre; a sua Pessoa, seu coração, sua obra, seu poder são todos imutáveis, e portanto a aceitação do mais débil crente também é imutável. Mas enquanto aqui nos esforçamos para ser aceitáveis, e isso é algo completamente diferente. Deixe-me ilustrar isso. 
[...]
"Um sábado à tarde fui a uma casa na cidade de Aberdeen tomar chá, ao me aproximar da porta da casa de meu anfitrião para tocar a campainha, me surpreendi com seu filho mais velho que chegou ao mesmo tempo, do campo de futebol. Era um dia úmido de outono, e evidentemente ele estava coberto de lama da cabeça aos pés. Pouco depois nos sentaríamos à mesa para tomar chá. Então aquele jovem sentou-se conosco sem qualquer traço de lama sobre si. Ao se aproximar da casa de seu pai coberto de lama, aquele jovem tinha direito a entrar naquela casa, pois era filho de seu pai. Ele era aceito ali, mas sabia que sentar-se à mesa do chá naquelas roupas cheias de lama não seria aceitável, portanto passou antes pelo banheiro e pelo guarda-roupa, tomou um bom banho e trocou de roupa, e logo sentou-se à mesa de seu pai em condição aceitável.

"Deus quer que estas duas coisas andem juntas. Se não estivermos nos esforçando para sermos aceitáveis, então Deus terá que colocar em prática algumas medidas, as quais ele adota em razão de seu profundo amor. Ele pode nos fazer passar por alguma tribulaçao. Ele pode nos colocar em meio a exercícios dos mais diversos e em disciplina, para nos fazer entender nossa responsabilidade nisso." [extraído de "Accepted with God and Acceptable to God", A. J. Pollock]

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