As ideias aqui não são originalmente minhas, mas são fruto do que tenho aprendido da Palavra de Deus fora dos sistemas denominacionais com irmãos congregados ao nome do Senhor e também com autores de outras épocas que congregavam assim, como J. G. Bellett, C. H. Brown, J. N. Darby, E. Dennett, W. W. Fereday, J. L. Harris, W. Kelly, C. H. Mackintosh, A. Miller, F. G. Patterson, A. J. Pollock, H. L. Rossier, H. Smith, C. Stanley, W. Trotter, G. V. Wigram e muitos outros. Uma lista completa em inglês você encontra neste link.

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Por que no rádio oferecem lenços, azeite e outros objetos "ungidos"?



https://youtu.be/XmY7TBbm6yA

A questão lenços ungidos, sangue, água, xampu, etc., que são propagados pelos programas de rádio e por muitos pregadores de duvidosa idoneidade não passam de comércio. Na verdade está se cumprindo aquilo que o Senhor disse em Mateus 7.22 e também em 2 Timóteo 3.5,13; 4.3,4; 2 Pedro 2 (especialmente o versículo 3).

O povo é extremamente supersticioso e muitos falsos pregadores estão se aproveitando disso para vender seus "cálices sagrados", "azeites ungidos", "água do rio Jordão", etc., prometendo poderes miraculosos. A maioria dos que hoje professam ser crentes vieram do catolicismo e muitas religiões modernas nada mais fizeram do que dar‑lhes exatamente o que já tinham no catolicismo, apenas com uma nova roupagem. No lugar da "água benta", oferecem a "água do rio Jordão". Há o azeite, no lugar do azeite usado na crisma do catolicismo. Há ainda os objetos diversos como sabonetes, lenços, fitas, etc., para substituir as medalhinas, fitinhas e santinhos católicos. Se você analisar friamente certas denominações ditas cristãs, não vai achar muito diferente daquilo que é feito em Aparecida do Norte.

A própria idolatria católica começou assim. Constantino, imperador romano que oficializou o cristianismo no terceiro século, percebeu que os pagãos do império romano não iriam aceitar facilmente a "nova religião" que ele havia abraçado. Não iriam querer deixar os deuses romanos. Então ele simplesmente troucou os deuses romanos oferecendo‑os "cristianizados" na figura dos "santos" do catolicismo. Assim, para uma certa deusa romana que, por exemplo, vestisse roupa azul, segurasse uma flor e fosse protetora dos olhos, havia uma imagem de uma santa católica com as mesmas características. Há um livro a este respeito chamado "Mitologia Dupla" de Archiminia Barreto, que é publicado pela JUERP (Caixa Postal 320 Cep 20001‑970 Rio de Janeiro, RJ) (não dispomos deste livro para venda).

A transferência da adoração pagã para a cristã exigiu pouca mudança. As estátuas de Júpiter e Apollo foram imediatamente transformadas em São Pedro e São Paulo, e por volta da metade do quinto século a cristandade tinha adquirido várias deidades pagãs como santos.

Segundo o Cobham Brewer Dictionary (1810–1897), em Roma, várias obras de arte feitas para deuses pagãos e imperadores romanos foram transformadas em santos católicos:

Anjos da Catedral de São Pedro em Roma são estátuas pagãs de cupidos e seres alados. O anjo Gabriel é uma estátua do deus Mercúrio. João Batista é uma estátua de Hércules. Santa Catarina é uma estátua da deusa Fortuna. São Egídeo é uma estátua do deus Vulcão. São Paulo é uma estátua colocada sobre a coluna de mármore de Marco Aurélio (no lugar da estátua dele). A coluna é decorada com baixo-relevos das guerras do imperador romano. A Virgem Maria é uma estátua da deusa Ísis sobre uma Lua crescente, e São Pedro é uma antiga estátua do deus Júpiter, cujo pé está gasto de bilhões de fiéis que já passaram por ali beijando e tocando a estátua de Júpiter pensando que é Pedro.



Seja no meio chamado evangélico, seja no catolicismo romano, você deve rejeitar todo esse curandeirismo e superstição que está sendo oferecido por lobos gananciosos. Cristo deve ser suficiente para o coração sincero, e não devemos correr atrás de ídolos. O fato de lenços de Paulo terem sido usados no início da igreja não nos autoriza a fazermos o mesmo. Objetos conectados à devoção logo acabam tornando‑se em idolatria, como aconteceu com a serpente de bronze que Moisés levantou no deserto. (veja Números 21.9 e 2 Reis 18.4).

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