As ideias aqui não são originalmente minhas, mas são fruto do que tenho aprendido da Palavra de Deus fora dos sistemas denominacionais com irmãos congregados ao nome do Senhor e também com autores de outras épocas que congregavam assim, como J. G. Bellett, C. H. Brown, J. N. Darby, E. Dennett, W. W. Fereday, J. L. Harris, W. Kelly, C. H. Mackintosh, A. Miller, F. G. Patterson, A. J. Pollock, H. L. Rossier, H. Smith, C. Stanley, W. Trotter, G. V. Wigram e muitos outros. Uma lista completa em inglês você encontra neste link.

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É possível reconhecer quem é crente pelas roupas?

Vou contar uma história para que entenda a que estou me referindo. Conta‑se que, na Índia, um príncipe vivia vestido em ricos trajes e morava em um grande palácio. Todos os dias ele era visitado pelo "guru" (uma espécie de sábio indiano que vive com monge), o qual fazia longos sermões ao príncipe dizendo que ele estava muito ligado às coisas materiais, que tinha muitas riquezas, que sua roupa era muito luxuosa, que precisava se desligar das coisas materiais, etc. O príncipe escutava tudo pacientemente. Ao contrário do príncipe que tinha muitas riquezas, tudo o que o guru possuía era um manto.

Certo dia, enquanto o guru fazia mais um de seus sermões acusando o príncipe de materialista, vaidoso e apegado às riquezas, um violento incêndio irrompeu no palácio mal dando tempo de seus ocupantes pularem para fora. Em questão de minutos tudo estava em chamas. Do lado de fora o príncipe assistia a tudo impassível, enquanto o guru corria de um lado para o outro gritando desesperado para os criados tentarem apagar o incêndio. Vendo a gritaria que o guru armava, o príncipe o chamou e disse: "Guru, eu acabo de me tornar um homem pobre. Todas as minhas riquezas estavam naquele palácio e se queimaram. E, no entanto, eu estou tranquilo, mesmo sabendo que nada me resta. Posso saber por que você está tão nervoso, correndo de um lado para o outro tentando apagar o incêndio?" A resposta do inquieto guru foi: "É que meu manto ficou lá dentro!".

Contei esta história para mostrar a você que a aparência interior muitas vezes não retrata o que há no coração da pessoa. O príncipe, apesar de todo o luxo, não estava apegado àquilo. O guru, que só tinha um manto, era tão apegado a este que quase enloqueceu ao ver que o perdera. Assim também hoje há muitos cristãos que estão tão apegados à sua maneira de vestir que quando alguém lhes diz que aquilo não tem valor para sua salvação, ficam logo irados, como que dizendo: "Como!? Então todo o meu esforço não vale nada? Toda a minha luta contra a vaidade não vai me levar para o céu?".

Pense nisto. Na hora em que o Senhor Jesus estava morto na cruz, nenhum de seus discípulos mais próximos chegou perto dele. Dois homens ricos e importantes, Nicodemos e José de Arimatéia se expuseram, pondo em risco suas vidas, suas carreiras, suas riquezas (pois podiam ser presos como cúmplices de Cristo) e deram ao Senhor um sepultamento digno. "...e com o rico na sua morte" Is 53.9. O servo de Abraão deu a Rebeca um pendente de ouro e duas pulseiras quando a encontrou para ser esposa de Isaque (Gn 24). Não quero com tudo isso defender as cristãs que mais parecem árvore de natal, de tantas coisas que têm penduradas. Apenas quero mostrar que a pregação que muitos fazem acerca dessas coisas é exagerada e só serve para exaltar a carne naqueles que se esforçam a se vestir com simplicidade.

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