As ideias aqui não são originalmente minhas, mas são fruto do que tenho aprendido da Palavra de Deus fora dos sistemas denominacionais com irmãos congregados ao nome do Senhor e também com autores de outras épocas que congregavam assim, como J. G. Bellett, C. H. Brown, J. N. Darby, E. Dennett, W. W. Fereday, J. L. Harris, W. Kelly, C. H. Mackintosh, A. Miller, F. G. Patterson, A. J. Pollock, H. L. Rossier, H. Smith, C. Stanley, W. Trotter, G. V. Wigram e muitos outros. Uma lista completa em inglês você encontra neste link.

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Por que os 4 evangelhos não coincidem?



https://youtu.be/OKKVnkpcUqc

Quando lemos os evangelhos estamos falando de história. Tudo o que sabemos de história é o que alguém registrou, apesar que, no caso dos evangelhos, estamos falando de um registro histórico e inspirado por Deus. Mas tratando apenas do aspecto histórico, não há como voltar ao passado para constatar se foi assim ou não, por isso nos baseamos em registros. Podemos, isso sim, contestar os registros quando temos outros mais fidedignos. Temos quatro evangelhos que nos falam de fatos acerca de Jesus. Há outros documentos históricos também, mas vamos nos ater a estes.

P: Mas os quatro autores não contaram a mesma história...

E não poderia ter sido diferente. Senão teríamos um evangelho e três cópias. Quantos livros você acha que existem falando da vida de Kennedy? Napoleão? Einstein? Nada de estranho até aqui, considerando que quatro homens têm quatro formas de narrar as coisas. Se usarmos este raciocínio, então temos que admitir que Kennedy não foi presidente, Napoleão não existiu, e Einstein é uma fábula. Isto porque seus biógrafos omitem uns fatos e outros não.

P: A árvore genealógica de Jesus contada em Mateus e Lucas são totalmente diferentes.

Se observar com mais cuidado, verá que Mateus escreveu em Aramaico, o idioma hebraico usual da época e restrito aos judeus. Lucas escreveu em grego, a língua universal da época e comum a todo o mundo ocidental de então (era o inglês do momento).

Se descer aos detalhes, verá que Mateus traz um volume enorme de citações das Escrituras do Velho Testamento, bem conhecidas dos Judeus. Há vários acontecimentos narrados "como disse o profeta fulano". Tudo indica que ele estava falando de um Jesus previsto na cultura judaica, e mostrando que esse havia chegado. É insistente também em procurar provar que Jesus é o rei há muito prometido para os judeus.

Não é de se estranhar, portanto, que a genealogia apresentada inclua apenas a ascendência real do Senhor, que começa com Abraão, a quem Deus havia dado as promessas às quais todos os israelitas se agarravam, passando por Davi, o rei amado de Israel, e apresentando José como pai de Jesus, mesmo porque José era legalmente o pai. Tenho um filho adotivo cuja certidão de nascimento diz que eu sou o pai e que meus pais são os avós. Ninguém pode contestar o que está em cartório.

Lucas (escrito em grego para os homens em geral), é característico por apresentar a humanidade de Cristo (não a sua realeza, trabalho dado a Mateus). Portanto sua genealogia é para mostrar que Jesus era um homem, vindo desde Adão. Portanto nada de estranho até aqui, se entender que cada evangelista procurava mostrar um aspecto diferente de Cristo.

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