O que Deus não uniu o homem pode separar?

Você pergunta se é possível para o cristão divorciar-se e casar-se novamente por não ter sido uma união de Deus o primeiro casamento. Literalmente, você escreveu que a pessoa em questão alega que o que está escrito em Mt 19:6 "Assim já não são mais dois, mas uma só carne. Portanto o que Deus ajuntou, não o separe o homem" é apenas para uniões de Deus.

Segundo essa pessoa, que divorciou-se e quer se casar novamente, não se aplicaria no caso dele pois não teria sido Deus quem o ajuntou com a primeira mulher, já que ambos eram incrédulos quando se casaram. Segundo ele, agora sim é que Deus está lhe dando uma esposa, conforme a Sua vontade.

Já ouvi esse argumento, o qual, no meu entendimento, é completamente furado. O matrimônio não é uma instituição dada por Deus apenas aos cristãos ou convertidos. É uma instituição universal, dada na criação do homem e da mulher, antes mesmo de existir a lei que foi dada aos judeus, ou a doutrina que foi dada à igreja.

Quando um homem deixa seu pai e sua mãe para se unir à mulher com a qual pretende ser uma só carne, isso é o matrimônio que Deus instituiu no Éden. Há instituições que Deus deu a todos os homens, independente de suas crenças. O governo e a autoridade, e a devida sujeição a ela, é uma delas, uma instituição divina. A instituição do governo foi dada a Noé após ter saído da arca e não foi revogada até hoje. O matrimônio encontra-se na mesma categoria.

Não existe "casamento religioso" como costumamos pensar, com um ministro, pastor, padre ou quem quer que seja unindo um homem e uma mulher em nome de Deus. Você não encontra em nenhum lugar da Bíblia Deus dando autoridade a algum homem para unir um casal. É Deus quem une. Nos países onde a lei exige também uma união civil, aí sim os homens deram autoridade ao juiz, ao chefe da tribo ou a quem quer que seja (e Deus reconhece isso), para fazer a união perante os homens. Mas, perante Deus, ninguém pode dizer "Eu vos declaro marido e mulher".

Voltando ao caso que mencionou, alegar que Deus não os tinha unido é o mesmo que dizer que viveram todo esse tempo em fornicação pois, se Deus não considerava aquilo como um matrimônio, só podia ser fornicação. E o mesmo poderia ser dito de todas as pessoas que se converteram depois de casados pois, se Deus não os uniu em matrimônio quando eram incrédulos, então deveriam se casar novamente ou estariam vivendo em fornicação.

Veja mais sobre o assunto em:
O que você pensa do divórcio?
Só posso ser batizado se estiver legalmente casado?
Quem deve celebrar o casamento?
A Bíblia condena o sexo antes do casamento?
Posso me casar com uma incrédula?
Jesus era casado com Maria Madalena?

Cristo levou embora nossas enfermidades?

O versículo ao qual você se refere não diz que todas as nossas doenças tenham sido carregadas com Ele na cruz e que, por isso, o cristão não precisa mais adoecer. Vamos ver o que diz o versículo.

(IS 53:4) "Verdadeiramente ele tomou sobre si as nossas enfermidades, e as nossas dores levou sobre si; e nós o reputavamos por aflito, ferido de Deus, e oprimido."

Este versículo não se refere às nossas enfermidades agora, nem tampouco está se referindo à nossa salvação. Muitos usam este versículo para dizer que Ele levou embora nossas enfermidades sobre Si de modo que hoje não precisamos mais ficar doentes.

Na verdade este versículo se cumpriu quando o Senhor estava aqui na Terra levando embora as enfermidades daqueles que curava. Se não enxergarmos isso iremos fazer com o versículo o que bem desejarmos. Veja o cumprimento disso:

(MT 8:16) "E, chegada a tarde, trouxeram-lhe muitos endemoninhados, e ele com a sua palavra expulsou deles os espíritos, e curou todos os que estavam enfermos;"
(MT 8:17) "Para que se cumprisse o que fora dito pelo profeta Isaías, que diz: Ele tomou sobre si as nossas enfermidades, e levou as nossas doenças."

Se eu apontasse a profecia de Isaías e peguntasse a você quando foi que ela se cumpriu, qual passagem do Novo Testamento você me mostraria para dar a resposta? Mateus 8:17. Se eu tivesse que resumir as palavras acima, diria que Mateus está dizendo que trouxeram-lhe enfermos e que Ele curou a todos para que se cumprisse a profecia que dizia haver Ele levado sobre Si as nossas enfermidades e nossas doenças.

Portanto o cumprimento da profecia de Isaías 53:4 foi a cura que Ele efetuou nas pessoas naquela oportunidade em que andou aqui.

Porém há muita gente ensinando que foi na cruz que o Senhor levou nossas doenças e que agora o crente não adoece mais. Isto seria o mesmo que ensinar que estamos vivendo em um corpo já ressuscitado, o que não é verdade. Paulo tinha uma enfermidade (provavelmente nos olhos), Timóteo sofria do estômago e outros irmãos também adoeciam.

Obviamente na cruz Cristo levou todas as consequências do pecado e nos livrou delas. Porém ainda estamos em um corpo que aguarda a ressurreição, ainda sujeito às consequências do pecado. Não existe na Palavra de Deus nenhuma indicação de que o cristão esteja imune a doenças, ou que Deus cure todas elas de forma milagrosa. Se assim fosse, não morreríamos mais e encontraríamos alguns discípulos do Senhor, que não tivessem sido mortos, andando pelas ruas.

Mesmo assim, devemos orar pelos enfermos e crer que, se for da vontade de Deus, Ele possa curá-los. Mas sempre tendo em mente que Deus não é nosso servo, que não damos ordens a Ele. Se ele curar um enfermo, terá uma razão para fazê-lo. Se não curar, terá também uma razão para isso e devemos nos sujeitar à Sua vontade.

Um ministro é ordenado por um presbitério?

Você aparentemente se surpreendeu com minha afirmação de que não encontramos, nas epístolas, um modelo de igreja como o que é visto hoje por aí, com um homem liderando e dirigindo uma congregação. Realmente não encontramos e sua definição para "presbitério" como sendo "residência paroquial; território, população subordinada eclesiasticamente a um pároco;sacerdote que tem a seu cargo a direcção espiritual de uma paróquia" pode ser correta do ponto de vista da língua portuguesa, mas não é no sentido bíblico.

A palavra "presbitério" na Bíblia significa simplesmente o grupo de presbíteros ou anciãos de uma determinada assembléia em uma localidade. Você deve ter visto o significado em algum dicionário, o qual obviamente irá dar o sentido comumente usado hoje. Mas as palavras da Bíblia devem ser entendidas em seu contexto, e não segundo os costumes atuais.

Por exemplo, "igreja" é a palavra greja eklesia que significava simplesmente agrupamento de pessoas. Um grego poderia dizer que ali na esquina tem uma "eklesia" quando quisesse dizer que há um grupo de pessoas batendo papo na esquina. Hoje o termo é usado para um edifício de pedras, no sentido de templo, algo que nunca encontramos nas cartas dos apóstolos.

Quanto ao versículo que citou, "Não desprezes o dom que há em ti, o qual te foi dado por profecia, com a imposição das mãos do presbitério" em 1 Timóteo 4:14, para justificar uma liderança e um tipo de ordenação pastoral, o texto indica que aquilo foi claramente uma instrução específica a Timóteo e, mesmo assim, não no sentido de Timóteo ter recebido seu dom de homens, mas de apenas ter sido comunicado do fato de tê-lo e isso ter sido confirmado pelos irmãos anciãos da assembléia onde se reunia. Se acharmos que uma junta de homens tem poder para conceder dons estaremos entrando em conflito com Efésios 4:8: "[Cristo] subindo ao alto, levou cativo o cativeiro, e deu dons aos homens".

Ainda que nos concentrássemos apenas no ato dos anciãos (presbíteros) fazendo essa profecia (comunicação) ou confirmação de um dom, hoje seria impossível reunir os anciãos de uma localidade para fazer isso. Entenda que "igreja" nas cartas era o grupo de todos os cristãos em uma determinada cidade ou localidade (Corinto, Éfeso etc.) e não uma denominação ou organização. Seria hoje como chamarmos de "igreja em Fortaleza" todos os cristãos que moram na cidade de Fortaleza. No estado de divisões que estão seria impossível reunir os anciãos ou pessoas que zelam pelo rebanho para fazerem isso que vê no versículo.

Você é "espiritualista" ou o quê?

O diálogo que se segue ocorreu em 1999 com um autor de textos espiritualistas e de um livro de ufologia. Se me lembro corretamente, ele estaria tentando atrair adeptos para uma sociedade "espiritualista" que estaria organizando e me encontrou ao acaso quando leu sobre minha conversão na Internet.

Após eu responder ao primeiro e-mail, ele incluiu um número de pessoas, provavelmente de seu relacionamento, para que acompanhassem nossa conversa. Aparentemente ele não conseguia entender como eu teria abandonado o "espiritualismo" e me tornado "crente". Decidi publicar o diálogo aqui por saber que muitas das questões que ele levanta são também dúvidas sinceras de muita gente. Uma outra razão de publicar é para revelar os pensamentos de um "espiritualista" quando confrontado com a Bíblia. Se você for alguém que teme a Deus irá se surpreender com o ódio que essa pessoa destila ao se referir ao Deus da Bíblia e ao Senhor Jesus.

Que isto sirva de alerta para aqueles que são encantados com as frases bonitas do espiritualismo, mas que não conhecem o que se esconde debaixo do véu de uma falsa piedade. Eu já estive lá, eu já pensei assim, e esta não é a primeira e nem a única pessoa com quem tive diálogos semelhantes e ouvi opiniões escabrosas sobre Deus e a Bíblia. Os parágrafos que começam com ">" são suas indagações e opiniões:

> Me parece difícil compreender como alguém que diz ter se convertido a Cristo (ou a Jesus ?), que disseminava idéias essencialmente espiritualistas, pode colocar os mesmos "por terra". Talvez o seu conceito de "espiritualismo" não seja o mesmo que conheço.

Exatamente. É o oposto. O "espiritualismo" que eu professava era homocêntrico, do tipo "você pode, você faz, você consegue". É, em síntese, o que ensinam as religiões. O homem precisa melhorar, se aperfeiçoar, se elevar, etc. E isto ele consegue... se melhorando, se aperfeiçoando, se elevando. Glória para quem? Para o homem, evidentemente. Mas a Bíblia é clara a respeito de Quem merece toda (100%) a glória: "Eu sou o SENHOR; este é o meu nome; a minha glória, pois, a outrem não darei, nem o meu louvor às imagens de escultura." (IS 42:8)

A Bíblia não deixa glória para o homem. É Deus quem faz a obra de transformação (ou de nova vida) naquele que crê em Jesus. Não sobra glória para o homem. Toda ela vai para Deus. Evidentemente esta não é uma idéia nem um pouco simpática para nosso EGO. Gostamos de confete seja aqui seja no além. Todavia, (falando do homem) "...quando morrer, nada levará consigo, nem a sua glória o acompanhará." (SL 49:17)

>Bem...Pela forma como o amigo escreve, devo supor que conhece "o Autor" com grande intimidade e segurança, não é mesmo ?

Conheço, como conhece todo aquele que se converteu a Cristo e crê nEle como Salvador. Aliás, o desejo do Senhor era que cada pessoa O conhecesse pessoalmente. Isto não significa uma assertiva intelectual sobre certos pontos dogmáticos ou um privilégio obtido por grande esforço, exercícios espirituais, elevação ou alguma privação monástica. Trata-se do resultado de um encontro pessoal que transcende o visível e até o intelectual. Não está restrito a iniciados que leram uma montanha de livros ou galgaram os graus de alguma loja mística, mas é privilégio até de crianças. Todavia é preciso fé, pois "sem fé é impossível agradar-lhe; porque é necessário que aquele que se aproxima de Deus creia que ele existe, e que é galardoador dos que o buscam." (HB 11:6)

>Como pode a Inteligência Maior (onipotente, onisciente e onipresente) ter um "inimigo" num falível ser humano que, aliás (dizem os cristãos) foi criado por Ele mesmo ?

Não era. Ficou depois da queda. NÓS somos inimigos de Deus. Deus NÃO é nosso inimigo. Para entender todo o rancor e ódio que temos em nosso coração (inimizade contra Deus), releia o que me escreveu em seu e-mail. É inegável que você tem ódio de Deus, porque Ele não é como você gostaria que fosse. Porque se a Bíblia estiver certa você está errado como eu estive um dia. E então não sobra glória para você, suas palestras, seu conhecimento.

Eu entendo bem o que sente pois depois de minha conversão a Cristo encontrei muitos a quem havia ensinado o espiritualismo homocêntrico (no meu caso extremamente egocêntrico) e precisei me retratar. Alguém disse que a última coisa que morre no homem é o orgulho. E nascemos orgulhosos e não queremos que Deus interfira em nosso caminho. Ou você acha que não somos orgulhosos por natureza? Negar isso é negar que você se conhece.

O apóstolo Paulo passou por algo assim quando precisou admitir que sua bagagem (que não era pouca) era esterco comparada com o que tinha então. Ele descreve bem o que passou:

"Ainda que também podia confiar na carne; se algum outro cuida que pode confiar na carne, ainda mais eu: Circuncidado ao oitavo dia, da linhagem de Israel, da tribo de Benjamim, hebreu de hebreus; segundo a lei, fui fariseu; Segundo o zelo, perseguidor da igreja, segundo a justiça que há na lei, irrepreensível. Mas o que para mim era ganho reputei-o perda por Cristo. E, na verdade, tenho também por perda todas as coisas, pela excelência do conhecimento de Cristo Jesus, meu Senhor; pelo qual sofri a perda de todas estas coisas, e as considero como escória, para que possa ganhar a Cristo," (FP 3:4)

Você estaria pronto, caso "trombasse" com a Verdade, a considerar escória toda sua vida até aqui?

> O amigo por ventura acha que Deus é um homem, ou algo assim, ao conferir-lhe atributos como "paciente"?

Sim, agora é... também! Ele Se fez homem na pessoa do Senhor Jesus. Você e eu nunca vamos entender isso. O que se entende é o que se pode aceitar sem fé. "ORA, a fé é o firme fundamento das coisas que se esperam, e a prova das coisas que se não vêem." (HB 11:1) Cristo é Deus feito homem, "qual, sendo o resplendor da sua glória (de Deus), e a expressa imagem da sua pessoa, e sustentando todas as coisas pela palavra do seu poder, havendo feito por si mesmo a purificação dos nossos pecados, assentou-se à destra da majestade nas alturas;" (HB 1:3) Hoje existe um Homem de carne e osso no céu. Obviamente você não crê na Bíblia e não pode crer nisto. Mas ou a Bíblia é a Palavra de Deus ou é a mais perigosa armação, já que se declara ser a Palavra de Deus.

>Meu querido...Ninguém é mais aberto do que eu a criticas, sugestões, debates, especialmente sobre os livros da Bíblia e as centenas de outros textos (apócrifos e pseudepigrafos) que não foram incluídos nela.

Bom saber isto. A verdade é algo que aceitamos ou rejeitamos. Não podemos julgá-la pois se o fizéssemos nos tornaríamos juízes de Deus. Você critica o Deus do Antigo Testamento como algo absurdo para sua razão. Qual é o gabarito que você usa para suas afirmações? O seu bom senso? A sua razão? O seu conhecimento? Não é estranho que julgue a Deus com a mesma confiança que julga assuntos do dia a dia. Você só justificará a Deus, em todos os Seus atos e desígnios, quando se submeter a Ele, quando se tornar Seu filho."Mas a sabedoria é justificada por todos os seus filhos." (LC 7:35) "Mas, a todos quantos o receberam, deu-lhes o poder de serem feitos filhos de Deus, aos que crêem no seu nome;" (JO 1:12)

>O companheiro não sabe que cheguei a vender Bíblias de porta em porta quando tinha 12 anos de idade! Estudei a Bíblia e fui conhecer alguns trabalhos dos maiores expoentes em estudos bíblicos do mundo, que dominam, com fluência, o hebraico, o aramaico e o grego. Estudei um pouco de arqueologia bíblica e tive a felicidade de constatar as verdades e inverdades contidas naquela secular coletânea de textos. Estou com quase 40 anos nesta vida. Comecei a estudar a Bíblia com 11 anos de idade... É provável que ate mesmo Jesus fosse analfabeto, e portanto, não saberia ler os textos, se os tivesse conhecido !).

Então, se me permite a franqueza, é melhor mudar seu método de estudo :-). Parece que não estudou a Bíblia tanto quanto fala. "E, chegando a Nazaré, onde fora criado, entrou num dia de sábado, segundo o seu costume, na sinagoga, e levantou-se PARA LER. E foi-lhe dado o livro do profeta Isaías: e, quando abriu o livro achou o lugar em que estava escrito: O Espírito do Senhor é sobre mim, pois que me ungiu para evangelizar os pobres, enviou-me a curar os quebrantados do coração, a apregoar liberdade aos cativos, e dar vista aos cegos; a por em liberdade os oprimidos; a anunciar o ano aceitável do Senhor. E cerrando o livro, e tornando-o a dar ao ministro..." Lc 4:17-20

>Querer ver a Bíblia como "a palavra de Deus" me cheira a uma gravíssima ofensa a qualquer ser divino.

Não sou eu quem quer vê-la assim, é ela que diz ser. Se for verdade, devo aceitá-la 100%. Se não é, devo rejeitá-la 100%. Aceitar 10% de verdades que EU julgue ela conter faria de mim juiz do que Deus revelou. Quem sou eu para separar o que Deus falou e o que não falou? A Bíblia tem evidências suficientes para demonstrar ser ela a Palavra de Deus. Aconselho que leia o livro "Evidências que demandam um veredicto" de Josh McDowell (acho que é assim que se escreve).

>O Deus em que acredito jamais seria capaz de cometer as barbaridades descritas na Bíblia.

Que você julga serem barbaridades. Que gabarito usou? Para mim Deus tem poder soberano sobre suas criaturas e não cabe a nós discutir isso. Se o dono de uma empresa despede um funcionário porque a seu critério - e somente a seu critério - o considerou desqualificado para o serviço, quem pode discutir? Ele é o dono e ponto final. O primeiro passo para se conhecer a Deus é reconhecer a Deus e respeitá-Lo pelo que Ele é, não pelo que pensamos dEle.

"O temor do SENHOR é o princípio da sabedoria, e o conhecimento do Santo a prudência." (PV 9:10) Se você quer "começar" a conhecer a sabedoria, o ponto de partida é o temor, o respeito de quem sabe que está entrando em terreno santo. Moisés, ao se aproximar da sarça que ardia, foi aconselhado a tirar suas sandálias, porque entrava em terreno santo ao se aproximar de Deus e ouvir Sua voz. O segundo passo, que na verdade é conseqüência do conhecimento do Santo, é prudência. E parece que isto é o que falta em seu linguajar quando fala de Deus de um modo como não falaria de seu pai ou de sua mãe.

> Ele jamais seria burro o bastante para se comunicar com a sua criação através da palavra escrita.

É a este modo de falar que me refiro. Sim, Deus se comunica com Sua criação através da palavra escrita, justamente para evitar os "achismos" que você tanto teme. E aquele que se propõe a aceitar o que Ele quer dizer, este passa a conhecer o teor dessa Palavra escrita. É aí que entra o Espírito Santo, quando faz Sua habitação aquele que crê em Jesus. "Mas, como está escrito: As coisas que o olho não viu, e o ouvido não ouviu, E não subiram ao coração do homem, São as que Deus preparou para os que o amam." "Mas Deus no-las revelou pelo seu Espírito; porque o Espírito penetra todas as coisas, ainda as profundezas de Deus." (1CO 2:9)

>Um Deus de "amor" que sacrifica seu filho numa cruz para salvar um bando de pecadores alienados ?!!

Por favor, não queira ridicularizar o que não entende. Como poderia o que é finito julgar o que é infinito? A criatura julgar seu Criador? Como o Filho de Deus é inseparavelmente Deus, jamais entenderemos o que se passou. Mas é suficiente saber que Ele nos ama ao ponto que chegou.

>E o pior de tudo é que, se tivesse sido assim, esse "deus" quebrou a cara!! Como você mesmo já constatou, o mundo está um caos!! De que adiantou o sacrifício de Jesus ?!! Nada !! Nem mesmo os cristãos são menos pecadores do que os demais !!

Aconselho que leia Romanos. Ser pecador é uma coisa. Ser pecador justificado é outra. Depois que ler Romanos podemos voltar a tratar do assunto da justificação se quiser. O tempo do mundo ainda não terminou. O final de sua frase é verdade: os cristãos não são menos pecadores que os demais. Porém estão justificados pois Alguém pagou. Dos dois ladrões, que a princípio também agrediram o Senhor na cruz com suas palavras, um foi justificado quando creu. O outro não. O levita e o publicano no templo eram igualmente pecadores. O que pensou ser alguma coisa de si mesmo não foi justificado. O publicano, reconhecendo sua falta, foi.

Se você reconhecer que é um pecador perdido e que não existe em você um átomo sequer de poder para tirá-lo dessa condição, então se humilhará na presença de Deus e clamará por socorro. Então Deus virá ao seu encontro e fará valer o preço já pago na cruz para você. Terá TODOS os seus pecados perdoados pela obra substitutiva de Cristo na cruz. Perderá sua glória, mas ganhará a vida eterna.

>Não é como quero, mas como a sensatez mostra que é! Quem precisa de um livro para "ouvir" a voz de Deus ou sentir a sua ÓBVIA presença não tem sensibilidade para encontrá-lo !

Exatamente. Um pecador com os sentidos tão embotados quanto os meus jamais teria encontrado a Deus. Nem dando trombada. Por isso Ele precisou falar comigo através da Sua Palavra e o Espírito Santo precisou tocar meu coração para me fazer reconhecer pecador perdido. O Senhor Jesus usou a Sua palavra ao resistir a Satanás com o "está escrito". Aconselho que leia a Bíblia sem preconceitos. Jamais conhecerá o pensamento de Deus com um espírito assim crítico (no mau sentido). E se tem alguma consideração pelo que o Senhor Jesus falou nos Evangelhos, terá que aceitar o Antigo Testamento, principalmente Moisés, pois Ele mesmo colocou Selo de aprovação. Já encontrei pessoas que diziam crer somente no que Jesus falou (será você um deles?). Veja que interessante o que Ele disse aos judeus, que O rejeitavam por gostarem de ter seus egos inflados:

"Como podeis vós crer, recebendo honra uns dos outros, e não buscando a honra que vem só de Deus? Não cuideis que eu vos hei de acusar para com o Pai. Há um que vos acusa, Moisés, em quem vós esperais. Porque, se vós crêsseis em Moisés, creríeis em mim; porque de mim escreveu ele. Mas, "se não credes nos seus escritos", como crereis nas minhas palavras?" (JO 5:44)

Já não tenho certeza se agi corretamente ao iniciar um debate com você após ter recebido um e-mail seu. Gosto de uma boa esgrima de idéias, sempre respeitando a pessoa que crê, ainda que venha a criticar aquilo que a pessoa crê. Não respeitar pessoas seria negar até mesmo um dos princípios do Cristianismo, o que pode até ter acontecido em meu caso, já que sem dúvida alguma costumo falhar com uma freqüência indesejável.

Considerando sua reação tão tempestiva, apoiada pelos que comungam de suas idéias, creio que me deparei com um caso singular de intolerância religiosa sob o pretexto de se iniciar uma nova sociedade "espiritualizada". Vai mal, de início, essa nova sociedade se seus membros são incapazes de tolerar um pobre ignorante como eu (segundo seus próprios conceitos... e também o que eu próprio tenho a meu respeito). A tolerância e o respeito são primordiais para a convivência e isto começa já na menor célula que é a família. O que se dirá de uma sociedade.

Se a sua intenção é a de se criar mais uma seita cujo elemento aglutinador sejam as idéias encontradas em um universo limitado a algumas centenas ou milhares de pessoas que pensam igual, desculpe-me pela minha intromissão. Ela foi uma reação natural aos primeiros e-mails que recebi. Espero que você e seus amigos não estejam planejando um mundo de clones que concordem em tudo. A diferença de opiniões não pode ser jamais motivo para gerar a violência, mesmo que esta venha na forma de palavras (ásperas) enfeitadas com um "glacê" de paladino da justiça e defensor da verdade.

Prefiro pensar que estejam me confundindo com algum "pastor", padre, ou membro de alguma organização religiosa. Não sou. Aliás nem mesmo pertenço a alguma religião oficialmente estabelecida. Entendo que o Cristianismo seja como a pura neve que desce do céu, enquanto que a Cristandade (o que os homens fizeram dele) seja o barro formado quando a neve branca entra em contato com esta terra, com as sujeiras deste mundo. Se você me tomou por algum religioso (no sentido dos vendedores de milagres), não é de estranhar que reaja da maneira como reagiu, sem nem mesmo abrir a possibilidade de um debate franco sobre a Bíblia.

Me espanta porém o desdém que de um modo geral você e seus amigos têm pela Bíblia. O livro dos muçulmanos, que prega a conversão à espada, não sofre os mesmos ataques. Interessante, não? Por que tanto ódio por este livro? Um livro que conta a história de como Deus interferiu no tempo e na humanidade, fazendo-Se carne na Pessoa de Cristo! Seria este o foco de tamanho desprezo? Certamente vocês sabem ter sido este o libelo de acusação usado contra o próprio Senhor: o de expressar ser Ele o Filho de Deus feito Homem.

Todavia, se não foi o caso de ter me confundido com algum adepto de alguma "igreja milagreira", só me resta pensar que não você não esteja preparado para debater, que não conheça a Bíblia (como provou não conhecer ao considerar Jesus analfabeto) ou não tenha argumentos para refutar tudo o que escrevi. Pelo menos argumentos inteligentes, e não aqueles que utilizou tentando ridicularizar a Bíblia.

> Realmente não apenas a Bíblia, mas todas as publicações similares são escravizantes, escravizam 95% do seres humanos, inclusive um grande número de intelectuais.

É interessante sua opinião, mas se eu lhe disser que foi através da Bíblia que fui libertado da escravidão você acreditaria? Existem coisas que não se pode contestar, e uma delas é a experiência de alguém. Se você me disser que viu um elefante cor de rosa, posso duvidar que seja o animal, mas não posso colocar em dúvida que você tenha tido algum tipo de visão de alguma coisa. Se eu digo que a Palavra de Deus me mostrou o caminho da libertação, e que há vinte anos sou uma nova criatura e vivo uma vida de paz e certeza de minha salvação eterna, com base em que você poderia dizer que isto não é assim? Se digo que sinto amor por alguém, será que você poderia provar ser isto algo falso? Uma experiência pessoal de conversão é algo que transcende o véu. É algo que vem de Deus.

Nicodemos foi confrontado com o novo nascimento e tentou tratar o assunto do ponto de vista da limitada razão: Como pode alguém entrar no ventre da mãe? perguntou ele infantilmente. O Senhor respondeu que o novo nascimento era uma obra do Espírito de Deus em uma alma. E que tudo tinha por base o fato de Deus haver amado os homens de tal maneira que entregou o Seu Filho Unigênito para que todo o que nEle crer não morra, mas tenha a vida eterna.

> É triste que certas pessoas não consigam se libertar dessa anestesia mental, dessa estupidez crônica e alienante. Você me mandou uma resposta cheia de transcrições de passagens bíblicas e afirmando, entre outros absurdos, que "Deus tem a forma de homem" e que os horrores praticados pelo estúpido "Senhor dos Exércitos" do Velho Testamento (uma criatura sub-demoníaca!) são perfeitamente justificáveis uma vez que nos não podemos compreender os desígnios do que chama de "deus" (alias, afirma que encontrou essa "coisa", esse "deus", "pessoalmente").

Mais uma vez uma clara manifestação de intolerância religiosa. Suas palavras poderiam ter sido tiradas da boca (ou da pena) dos inquisidores quando queimavam pessoas que liam a Bíblia. E tudo em nome de Deus. "Anestesia mental", "estupidez crônica e alienante" são palavras fortes para descrever alguém que apenas tentou expor a razão de sua fé. Você diria o mesmo a qualquer outro que não comungasse de suas crenças ou essa rispidez é reservada apenas aos que crêem na Bíblia? É esta a tônica adotada por todos os da confraria a que pertence?

> Não há necessidade de pedir perdão a DEUS porque jamais se ofende com as nossas mediocridades, encontra-se em um PATARMAR de uma outra REALIDADE.

Você fala com muita certeza. Deve saber o que diz. Mas e se não for assim? E se Deus for diferente do que imagina? Quando me coloco numa posição absoluta em relação a certos assuntos, o faço porque creio na Bíblia como um documento fidedigno deixado por Deus. E se creio é porque vejo nela evidências internas e externas, tanto em sua harmonia, como no cumprimento de suas profecias, que para mim são suficientes. Talvez não o sejam para você, porém até aqui os únicos argumentos que usou foram opiniões, não provas. Gosto de uma boa crítica que seja baseada em fatos. Descer ao nível do mero criticismo não seria demonstrar falta de elementos para discutir, ou em linguagem mais clara, querer fugir da raia?

>Você defende a "fé pela fé", sem questionamentos !! Quer dizer...O Criador nos deu inteligência, razão e intuição para não usarmos, para aceitarmos as coisas passivamente (Sem duvidas ?!! ...Sem questionamentos ??!!) Que absurdo !! Antes tivesse criado um bando de autômatos, sem cérebro, sem mente, sem alma.

Passei sim pelos questionamentos. Talvez você nunca saiba até que ponto. Você se interessa por manifestações do que diz ser UFOs e até escreveu um livro sobre o assunto? Bem, em 1979 passei por duas vezes por experiências assim, uma por espaço de meia hora (tenho minha opinião a respeito do que vi). Você se interessa por mover objetos com o que acredita ser o poder da mente? Ok, já fiz isso. Costuma se ocupar com o que acredita ser transmissão de pensamentos? Também já fiz experiências assim com cores. Detecção de aura? Idem. Pêndulo, radiestesia? Também. Experiências com energia de pirâmides? Idem.

Considerando que esteja envolvido em muitas coisas que me interessavam no passado, me espanta ver que possa considerar "absurdo" crer no mesmo que pessoas como o apóstolo Paulo creu. Você já leu a Bíblia? Você já tentou compreender o primeiro capítulo do livro aos Romanos? Não estou falando aqui de um livro desconhecido, mas de algo que tem influenciado milhões de pessoas por séculos. Não me venha citar os católicos/protestantes, as guerras religiosas, etc., pois tudo isso nada mais é do que a versão humana do cristianismo. E é o que existe mais hoje. Creio que a moeda que sofra mais tentativas de falsificação seja o dólar. Se fazem isto é porque tem valor. O mesmo se deu com o cristianismo. Mas voltando ao assunto, leia Romanos 1 e depois podemos discutir a questão da fé, pois ali deixa claro que o justo viverá de fé.

>Por que jogar fora tudo o que já aprendeu e de repente achar-se um idiota que, tudo o que viveu de nada serviu? Você jogou fora uma parte de sua existência como se nada tivesse vivido de bom, de útil, de proveitoso. Quero ficar longe de um Deus assim.

Porque encontrei algo melhor. Só por isso. Você pode afirmar que não é melhor? Não, não pode. Os tiranos é que decidem o que é melhor para quem, e não creio que você seja assim. Ainda continuo acreditando que todo o seu rancor contra alguém que conheceu só via bits e bytes se deva a confundir-me com algum membro de alguma seita vendedora de milagres.

Não importa o conceito que você tenha de Deus, Ele jamais fica longe de você. At 17:24 "O Deus que fez o mundo e tudo que nele há, sendo Senhor do céu e da terra... de um só sangue fez toda a geração dos homens... para que buscassem ao Senhor, se porventura, tateando, o pudessem achar; ainda que não está longe de cada um de nós."

>Não consigo compreender isso !!

Já experimentou pedir a Deus sabedoria? É a primeira prova de humildade que pode dar ao se reconhecer incapaz de compreender como Ele age. Ore a Deus como uma criança faria, sem preconceitos. E fique atento para as respostas. Ele responde, sabia? Não queira compreender tudo, pois isto não seria fé. A fé não anula a razão, mas não espera que esta tenha seu vagão cheio para por o trem em movimento. Não podemos compreender o modo de Deus agir, pois Ele é muito mais do que nós. Apenas compreendemos aquilo que Ele revelou em Sua Palavra, e que achou que era o que deveríamos saber. Há mais, muito mais. Por exemplo, o modo como Deus age em uma pessoa convertendo-a, fazendo com que nasça de novo é comparado em João 3 a um vento que sopra onde quer. Ninguém sabe de onde vem nem para onde vai. Assim, diz a Palavra, é todo aquele que é nascido do Espírito.

> A humanidade já esta passando por uma fase natural de saneamento. Esperamos que esses malucos de pedra se juntem aos seus "deusezinhos de ira", aos seus amalucados e prepotentes "Senhores dos Exércitos" e nos deixem em paz para explorar o amor do Criador.

"Saneamento...", "malucos de pedra...". O saneamento de que fala, o que seria? Uma limpeza étnica? Um holocausto de judeus e ciganos? Uma inquisição dos inimigos da mãe igreja? Ou algum meteoro errante a atrair os menos evoluídos para bem longe da Terra? Repito: Não existe aí um embrião de intolerância religiosa que possa se tornar perigoso? Essa incapacidade de suportar a simples existência de pessoas com opiniões diferentes não me parece muito à altura dos nobres ideais que você quer me fazer crer que comunga. Talvez eu não tenha entendido o que quis dizer sobre os ideais.

> Vou parar por aqui. Adoro discutir a Bíblia com quem entende, com quem tem estudo e conhecimento de causa, não com decoradores de parábolas normalmente mal sabem pensar e, muito menos escutar. Um dia, espero, você vai reconhecer o mal que esta fazendo a si mesmo e o quanto esta se distanciado da Inteligência Suprema. Sou um missionário com um grande trabalho destinado a pessoas como você, que querem SER e interagir amorosamente com o Criador, sem fantasmagorias, mistificações, dogmatismos baratos e "sabedoria" decorada. Somos livres pensadores, amantes do uso amplo e irrestrito da inteligência, da intuitividade e do amor.

Uau! Acho que não sou digno de me misturar a gente de tão nobre estirpe! Brincadeiras à parte, deixo vocês para que continuem com seus planos e idéias. Não quero mais importuná-los com minhas vis mensagens. Desculpe se fiz aumentar a acidez de seu suco gástrico levando-o a se alterar e descarregar adjetivos que certamente não devem fazer parte de seu vocabulário usual ou de sua forma de tratar pessoas. Caso você ou alguém queira bater um papo saudável, ou até expor dúvidas e opiniões contrárias sinceras sobre a Bíblia, estarei à disposição.

Reunir-se sem denominação não é criar uma nova igreja?

Você pergunta se, ao me colocar como alguém que se reúne sem denominação, eu não acabaria sendo membro de uma 'igreja' nos mesmos moldes daquelas que questiono. Creio que você pode sim ter essa impressão se ficar restrito aos aspectos funcionais da igreja, à forma de se reunir, deixando de enxergar o princípio ou fundamento da reunião dos cristãos.

Muitos grupos em todo o mundo não adotam o sistema denominacional, mas isso não significa que estejam se reunindo sobre o fundamento que encontramos na doutrina dada à igreja.. Na confusão que existe em nossos dias, é sempre motivo de alegria descobrir que existem irmãos que compreendem, pelo Espírito, que todo o sistema denominacional foi estabelecido por homens e, embora tenha em seu meio muitos, ou até mesmo a maioria, dos que são verdadeiramente salvos, não se trata de um sistema ao qual o crente deve se unir.

Mas em nossos dias de confusão, é sempre bom nos lembrarmos da lição que encontramos em Neemias 7, quando é feita uma relação dos que voltaram do exílio. Havia alguns que não foram considerados limpos pois não conseguiam mostrar seus antecedentes (vers.. 61-64). Estes não poderiam exercer o sacerdócio. Isto é uma lição para nós (Rm. 15:4), pois em nossa época de ruína, como era também em Neemias, quando os filhos de Deus estão espalhados por milhares de divisões, denominações ou mesmo grupos sem nome, é importante que, ao entrarmos em contato com algum grupo de cristãos, procuremos examinar bem todas as coisas. Não apenas a forma da reunião, mas ir mais além verificando o fundamento sobre o qual se reúnem e também a origem ou os antecedentes, como sabiamente fizeram aqueles na época de Neemias.

Hoje existem muitos grupos que se reúnem sem denominação, mas creio que devemos ter cuidado para verificar se não são apenas mais uma denominação sem nome. Eu mesmo já tive oportunidade de visitar dois grupos assim. Um, embora não tivesse denominação, era composto por pessoas de diversas denominações, ou seja, não havia qualquer entendimento sobre o mal que é pertencer a um sistema denominacional e nem havia o princípio da separação deste mal (veja 2 Tm.2:19-22). Outro grupo grupo que visitei dizia não ter denominação, mas traçando os seus antecedentes pude verificar que se tratava de uma seita iniciada em 1913 por um homem baseado em suas próprias visões, que negava a Trindade e cria na salvação através do batismo.

No Brasil existe ainda um grupo iniciado na década de 60 por um pastor batista, que professa, com algumas variações, doutrinas pentecostais. Há ainda um movimento que se originou com Watchman Nee (já se encontra com o Senhor), um cristão chinês que sofreu duras perseguições em seu país e tinha um grande conhecimento da Palavra, cujos ensinamentos foram acolhidos por um seu discípulo, Witness Lee (também falecido há poucos anos).

Este último acabou se tornando o líder máximo do movimento, embora isto não seja admitido pelos membros daquele grupo, os quais chegam ao ponto de estudar suas cartas nas suas reuniões. Conheço um irmão norte-americano que era um dos seguidores de Witness Lee e deixou o movimento quando este começou a afirmar, em reuniões reservadas, que a sua palavra era a Palavra de Deus. Hoje há outro líder encabeçando a organização e os estudos nas igrejas locais seguem um mesmo padrão, com uma revista publicada pela sede para que todos estudem a mesma coisa em todos os lugares.

Como você pode ver, mesmo quando nos apartamos do sistema denominacional corremos o risco de cair em erro. Tudo que tiver um homem na posição de líder ou guia geral é engano. Porém, além de verificar as doutrinas de um determinado grupo, à luz da Palavra de Deus, é conveniente verificar os seus antecedentes pois pode se tratar de uma seita formada a partir de irmãos reunidos ao nome do Senhor.

É comum acontecer de alguém ser colocado em disciplina (excluído da mesa e da ceia do Senhor) por causa de pecado e se separar, levando consigo outros e começando a promover suas próprias reuniões com outras pessoas que o escutem. Apesar de dizerem estar reunidos somente ao nome do Senhor, uma simples verificação da origem da sua reunião irá mostrar que se trata de fruto de pecado e rebeldia. Em alguns casos o tempo se encarrega de lançar uma camada de poeira sobre o caso e as novas gerações acabam sem saber a origem daquilo a que se uniram.

Me alegra saber que você tem entendido que a confusão de "igrejas" que existe ao nosso redor é obra dos homens. Deus não deseja que os seus estejam sós, mas sim que estejam reunidos. Um passo é se separar do sistema denominacional por compreender tratar-se de um erro. Outro passo é reunir-se somente ao nome do Senhor Jesus, expressando assim a suficiência do Seu nome e o reconhecimento de que todos os crentes são um só Corpo, o Corpo de Cristo.

Há muitos cristãos que estão deixando suas denominações pelos mais variados motivos: descontentamento com a doutrina, insatisfação com irmãos, desejo de se apartar de pecado, etc. Porém, o que geralmente acontece é que muitos se separam de uma denominação para ficar sozinhos, para ingressar em outra ou para fundar mais uma. E neste último caso é possível até dê início a uma denominação "sem denominação". A única separação válida é aquela que é feita PARA O SENHOR. Ou seja, abandonar o sistema denominacional para estar onde o Senhor está. E onde Ele prometeu estar? Onde dois ou três estiverem reunidos em (ou para) Seu nome.

Porém, em nossos dias de tanta confusão, é necessário cuidado para se discernir o lugar onde o Senhor reconhece como sendo crentes reunidos ao Seu nome. Com base na Palavra de Deus, coloco abaixo alguns pontos que devem ser considerados para se estar reunido conforme nos mostra a Palavra. É preciso entender que não é uma lista ou regras, mas indicações claras dadas pela Palavra de Deus. Há outras e o Espírito Santo é suficiente para guiar os reunidos ao nome do Senhor de modo a fazer tudo conforme a Palavra.

  • Estejam reunidos unicamente em (ou para o) NOME DO SENHOR JESUS CRISTO (Mt 18.20);
  • Tenham somente a Pessoa de Cristo diante de suas mentes e corações e as pessoas que foram a esse lugar, foram por causa de Cristo (Jo 1:38, 39; 6:68)
  • Evitem impedir a ação do Espírito Santo, O qual deve dirigir a cada um segundo a Sua escolha, para exaltar a Cristo e animar e consolar aos demais (1 Ts 5.19,20);
  • Estejam atentos e prontos a detectar qualquer coisa que seja contrária à Palavra de Deus. (1 Co 14.29; 1 Ts 5.21);
  • Exerçam a autoridade delegada pelo Senhor identificando e julgando o mal que possa surgir no meio (Mt 18.17-20; 1 Co 5)
  • Dêem oportunidade uns aos outros para que Deus possa usar a quem Lhe aprouver para apresentar a Sua mensagem (1 Co 14.30,31);
  • Falem um de cada vez e pratiquem o controle próprio (1 Co 14.31,32);
  • Obedeçam e reconheçam que é "mandamento do Senhor" (1 Co 14.37) que "as mulheres estejam caladas nas igrejas, porque não lhes é permitido falar" (1 Co 14.34,35; 1 Tm 2.11-14);
  • Tenham sempre em mente que a missão do Espírito Santo é guiar-nos a toda a verdade, glorificando a Cristo. Sua direção é sempre de acordo com as Escrituras.

Encontramos nas Escrituras o princípio do retorno às origens. É mais ou menos o mesmo que fazemos quando tomamos o atalho errado. Voltamos e vamos examinando cuidadosamente cada encruzilhada para ver se foi ali que nos perdermos. Somos mais cuidadosos na volta do que na ida. É que o machado era emprestado e nós apenas o tínhamos por graça e favor. Perdê-lo foi algo triste. Mas é preciso voltar aonde o machado caiu, lançar o madeiro na água, aplicar a cruz na questão e certamente Deus o fará flutuar.

Outro princípio que você já deve ter encontrado nas Escrituras é o da decisão individual. Muito se fala sobre voltar a unir os irmãos, mas isto seria reconhecer as várias divisões como coisas certas, apenas separadas por algum motivo banal. Isso poderia valer para as tribos de Israel, que eram entidades estabelecidas por Deus e que Ele mesmo permitiu dividir. Mas não ocorre com a Igreja ou Assembléia. Não existem "igrejas separadas", pois a idéia de independência não cabe a um só corpo.

Quando se pensa em resolver a questão da separação logo se imagina uma forma de reunir os vários grupos como uma grande colcha de retalhos. Eu saí de uma denominação anos atrás quando o Senhor me mostrou que eu estava no lugar errado. Poderia ter sido uma "denominação sem nome". Mas foi preciso um exercício individual para procurar onde o Senhor havia colocado o Seu nome.

Creio que é errado dizer a alguém "venha aqui" ou "vá lá". Evito convidar pessoas para as reuniões (exceto para pregações do evangelho). Creio que o exercício é individual. Para a alma sincera e ansiosa o Senhor indicará o lugar. Não haverá uma reconstrução das divisões. Existe, isto sim, um indicar do Senhor, e quando alguém é por Ele assim conduzido, saberá que está no lugar onde Ele colocou o Seu nome e que Ele reconhece como o Seu testemunho na terra.

O que a Bíblia diz da pena de morte?

Quando Deus criou o homem, criou um homem inocente e sem qualquer conhecimento de bem ou mal. O homem não conseguiu conservar sua inocência e pecou, o que acarretou uma pena de morte, morte física e espiritual, além da expulsão da presença de Deus.

Como conseqüência do pecado e rebelião, todos nascemos mortos espiritualmente e sujeitos à morte também do corpo, além de naturalmente réus do juízo eterno. O Senhor deixou claro em João 3:18 que a condenação é um estado permanente e natural ao ser humano, e não, como pensam alguns, algo que se adquire por não praticar o bem. "Quem crê nele não é condenado; mas quem não crê já está condenado, porquanto não crê no nome do unigênito Filho de Deus".

Depois de sua queda e de posse da consciência do bem e do mal, o homem preferiu continuar em rebelião contra Deus até vir o dilúvio, uma espécie de recomeço. A Noé, o patriarca de uma nova geração de pessoas, foi dada a autoridade humana de julgar e condenar seus semelhantes. "Quem derramar o sangue do homem, pelo homem o seu sangue será derramado; porque Deus fez o homem conforme a sua imagem." Gênesis 9:6

Essa autoridade - de derramar o sangue de um homicida - nunca foi revogada. No Novo Testamento encontramos o Senhor apontando as conseqüências normais do ato de um homicida, "Então Jesus disse-lhe: Embainha a tua espada; porque todos os que lançarem mão da espada, à espada morrerão". Mateus 26:52

E o apóstolo Paulo, falando da prerrogativa da autoridade humana instituída por Deus, deixa claro a extensão do poder da autoridade: "Porque ela é ministro de Deus para teu bem. Mas, se fizeres o mal, teme, pois não traz debalde a espada; porque é ministro de Deus, e vingador para castigar o que faz o mal". Romanos 13:4 É importante lembrar que uma espada trazida pela autoridade à qual ele se refere aqui não é um enfeite, mas serve para matar.

A ordem de Deus dada ao homem, de condenar à morte o homicida, nunca foi revogada. A idéia de que no Brasil ou em outros países não exista pena de morte é falsa, pois a autoridade continua carregando a espada (a arma) e a utiliza quando necessário, ou seja, aplica a pena de morte. É o caso de um policial que se vê obrigado a eliminar um bandido que está causando perigo à população.

À medida que os homens vão diluindo a autoridade divina e o próprio conceito de autoridade humana, toda a sociedade vira um caos como o que encontramos em situações de anarquia ou de frouxidão dos poderes instituídos. Com a autoridade do governo, da polícia, dos pais e professores diluídas por discursos que nada mais são do que uma clara rebelião à autoridade maior, de Deus, ainda que envoltos em "aparência de piedade", nada mais resta senão ver claramente que não falta muito para as "estrelas" caírem do céu, como preconiza o livro de Apocalipse.

Nesse tempo ainda futuro, aquele que deseja ser, só ele, a autoridade máxima, cuidará para que de uma vez por todas as "estrelas" do céu sejam destituídas de seus lugares altos, para que ele assuma o posto de comandante supremo.

"E viu-se outro sinal no céu; e eis que era um grande dragão vermelho, que tinha sete cabeças e dez chifres, e sobre as suas cabeças sete diademas. E a sua cauda levou após si a terça parte das estrelas do céu, e lançou-as sobre a terra" Apocalipse 12:3, 4.

Se você considerar que a Bíblia responde às questões que a própria Bíblia levanta, irá se lembrar que "estrelas", juntamente com o Sol e a Lua, são apresentadas pela primeira vez em Gênesis no papel de governantes do dia e da noite:

"E disse Deus: Haja luminares na expansão dos céus, para haver separação entre o dia e a noite; e sejam eles para sinais e para tempos determinados e para dias e anos. E sejam para luminares na expansão dos céus, para iluminar a terra; e assim foi. E fez Deus os dois grandes luminares: o luminar maior para governar o dia, e o luminar menor para governar a noite; e fez as estrelas. E Deus os pôs na expansão dos céus para iluminar a terra, E para governar o dia e a noite, e para fazer separação entre a luz e as trevas; e viu Deus que era bom." Gênesis 1:14-18

Irá se lembrar também que Satanás foi o primeiro a contestar a autoridade de Deus no jardim do Éden: "Ora, a serpente era mais astuta que todas as alimárias do campo que o SENHOR Deus tinha feito. E esta disse à mulher: É assim que Deus disse: Não comereis de toda a árvore do jardim?" Gênesis 3:1

O que falta? irmos do primeiro livro, Gênesis, ao último livro da Bíblia, Apocalipse, para descobrirmos quem é essa serpente ou o dragão do versículo que citei, que não apenas contesta a autoridade de Deus, mas enfraquece e destitui as autoridades humanas, simbolizadas pelas estrelas, varrendo-as de sua posição de governo:

"... o dragão, a antiga serpente, que é o Diabo e Satanás". Apocalipse 20:2

Palavras como "arco-íris" vêm do paganismo?

Entendo sua preocupação, que está em dizer palavras ou nomes que representem deuses ou símbolos pagãos, neste caso, a "Íris", nome de uma deusa contido na palavra "arco-íris".

Não se preocupe com essas coisas, porque se tentar evitar essas coisas terá de sair do mundo. Toda a nossa cultura está permeada de culturas e religiões pagãs. Nossa língua está cheia de palavras de origem pagã, sejam gregas, romanas ou até africanas, como "oxalá". Se deixar de usar palavras que façam referência a deuses pagãos, precisará deixar de usar o calendário:

  • Janeiro: homenagem a Jano, deus da mitologia romana.
  • Fevereiro: inspirado em Februus, deus da morte e da purificação na mitologia etrusca.
  • Março: deriva do deus romano Marte.
  • Abril: derivado de Aprus, o nome etrusco de Vénus, deusa do amor e da paixão.
  • Maio: derivado da deusa romana Bona Dea da fertilidade. Outras versões apontam que a origem se deve à deusa grega Maya, mãe de Hermes.
  • Junho: derivado da deusa romana Juno, mulher do deus Júpiter.
  • Julho: deve o seu nome ao ditador romano Júlio César.
  • Agosto: em honra do imperador César Augusto. (fonte: Wikipedia)

Sugestão: deixe de se preocupar com o mal (como aqueles que ficam procurando coisas em filmes do Walt Disney), porque você vai encontrar o mal em tudo o que há no mundo, pois são coisas do mundo. Oras, o mundo jáz no maligno, o dinheiro que usamos é sujo, a arquitetura, a moda, a indústria, o entretenimento, tudo isso é parte de um mundo que foi construído pouco a pouco pelos descendentes de Caim (veja mais sobre isso aqui).

O jeito é nos ocuparmos com Cristo, porque é melhor ocupar sua mente com o bem do que com o mal, ainda que seja com a intenção de combatê-lo. A ordem é se afastar do mal, não ficar se ocupando com ele.

A condenação é mesmo eterna?

Você escreveu dizendo que não concorda nem com a bem-aventurança eterna dos salvos e o sofrimento consciente dos perdidos no inferno de fogo pela eternidade afora. O que tenho a dizer é que as duas coisas estão muito claras nas palavras do Senhor, que promete nunca perder Suas ovelhas. Além disso, como a vida poderia ser eterna se não fosse assim?:

"As minhas ovelhas ouvem a minha voz, e eu conheço-as, e elas me seguem; e dou-lhes a vida ETERNA, e NUNCA hão de perecer, e ninguém as arrebatará da minha mão. Meu Pai, que mas deu, é maior do que todos; e ninguém pode arrebatá-las da mão de meu Pai". João 10.27-29

"E, se a tua mão te escandalizar, corta-a: melhor é para ti entrares na vida aleijado do que, tendo duas mãos, ires para o inferno, para o fogo que NUNCA se apaga". Marcos 9.43-48

Você também escreveu dizendo que não acredita que Cristo tenha sofrido como um pecador sofrerá se for condenado por causa de seus pecados. Bem, a grande diferença é que Jesus não pecou, portanto não estava sujeito à morte. Tampouco Ele foi morto na cruz, seja por sofrimentos ou pela lança (já estava morto então).

Ao contrário de nós, que só morremos se existir uma ação externa, ainda que aplicada por nós mesmos (no caso do suicídio), o Senhor fez algo que homem algum é capaz de fazer, ou seja, entregar a vida. Nem eu nem você podemos decidir: vou morrer agora.

Não foi o nosso pecado que "matou" o Senhor na cruz. O que Ele fez foi cumprir os desígnios de Deus, de que um inocente deveria morrer pelo culpado, como prefiguraram todos os sacrifícios do Antigo Testamento.

Quanto a dizer que o Senhor não sofreu o tanto que o pecador sofreria se condenado, nem você nem ninguém poderá entrar naquelas três horas de agonia do Senhor na cruz, quando o sol se escureceu e, ao entregar a vida, a terra tremeu e toda a criação entrou em convulsão.

Pode ter a certeza de que Ele sofreu sim pelo pecado dos que salvou ali. Você analisa as coisas do ponto de vista do tempo, mas Deus não está limitado ao tempo. Portanto ele é capaz de concentrar uma eternidade em um minuto, pois Ele é Senhor do tempo também.

Quando tudo se consumar, e for dado início aos novos céus e nova terra, não haverá mais tempo. Nem me pergunte como será, porque é impossível para a mente criada no contexto do tempo linear imaginar uma existência sem tempo.

Você afirma tudo isso dizendo que prefere crer em um Deus justo. Mas pode ter certeza de que Deus é justo. O problema é que Deus não poderia nos tratar com justiça, porque a justiça de Deus exige a condenação do pecador. Foi por isso que Cristo entra em cena para Deus ser justo, tratando a Ele com a justiça que deveria tratar a nós, e dando lugar à graça e misericórdia para tratar conosco. Cristo sofreu o que nós merecíamos para nos dar uma salvação que não merecemos.

Ao se referir a um suposto julgamento de pessoas boas e condenação de pessoas más, você está confundindo as coisas. Não há julgamento para pecadores não convertidos. Quem não é convertido já está julgado ou condenado.

"Quem crê nele NÃO É JULGADO (ou condenado); mas quem não crê, JÁ ESTÁ JULGADO (ou condenado); porquanto não crê no nome do unigênito Filho de Deus.
" João 3:18


A idéia de que podemos ser julgados e, assim, condenados ou não, é falsa. Já nascemos condenados. Você não precisa fazer nada para ir para o inferno, basta ter nascido. É importante entender que o que chamamos de juízo final, o grande trono branco que você encontra em Apocalipse 20, não é um julgamento para ver quem vai e quem não vai ser condenado. Ali é a leitura da sentença. Ninguém sai salvo daquele julgamento, mesmo porque ali estarão todos os que não receberam a salvação em algum momento antes daquilo. Lembre-se de que "quem crê NEle não é julgado" ou condenado como dizem algumas versões.

Os açoites aos quais se referiu (uns receberão menos açoites e outros mais, da passagem do evangelho), nada têm a ver com um juízo final. O prêmio ou castigo que o Senhor traz aos servos quando volta (citado nos evangelhos) está mais bem explicado em 1 Coríntios 3:

12 E, se alguém sobre este fundamento levanta um edifício de ouro, prata, pedras preciosas, madeira, feno, palha,
13 a obra de cada um se manifestará; pois aquele dia a demonstrará, porque será reveldada no fogo, e o fogo provará qual seja a obra de cada um.
14 Se permanecer a obra que alguém sobre ele edificou, esse receberá galardão.
15 Se a obra de alguém se queimar, sofrerá ele prejuízo; mas o tal será salvo todavia como que pelo fogo.

Trata-se de um julgamento de obras, não de pessoas, para a outorga de prêmios (galardão) ou não. Isso acontece muito tempo antes do juízo final de Apocalipse.

Você diz querer crer em um Deus que não condene etc., mas sugiro que é melhor crer no Deus que a Bíblia mostra e não em um que você gostaria de crer. O versículo "Não repreenderá perpetuamente, nem para sempre conservará a sua ira", que você citou fora de contexto para tentar comprovar suas idéias, é assim:

Salmos 103:7-10
7 Fez notórios os seus caminhos a Moisés, e os seus feitos aos filhos de Israel.
8 Compassivo e misericordioso é o Senhor; tardio em irar-se e grande em benignidade.
9 Não repreenderá perpetuamente, nem para sempre conservará a sua ira.
10 Não nos trata segundo os nossos pecados, nem nos retribui segundo as nossas iniqüidades.


O contexto mostra muito bem que Deus não repreende perpetuamente os Seus. Veja que está falando de Moisés, dos filhos de Israel, e daqueles aos quais não retribui segundo as suas iniqüidades. Conforme eu disse, ele nos dá o que não merecemos porque é grande em benignidade.

Finalmente você diz que aprecia a doutrina das Testemunhas de Jeová quanto ao destino eterno das pessoas, mas isso equivale dizer que você prefere acreditar em uma doutrina ensinada por pessoas que negam a divindade de Cristo. Você prefere isso a crer no que a Bíblia diz?

Será que minha conversão foi real?

Você está preocupada porque todos dizem que sentem isso e aquilo, que têm visões, que conseguem coisas, e você vive uma vida cristã sem pirotecnia. Posso dizer algo com sinceridade? É melhor que seja assim.

Mais acessadas da semana

Loading...