Você se diz impressionado com a facilidade com que as pessoas parecem ser curadas em alguns programas evangélicos na TV, e pelo jeito isso tem abalado sua fé, já que vê tantos irmãos e irmãs onde costuma se reunir que estão com doenças graves e nada acontece.
Bem, já escrevi sobre o assunto em outras ocasiões:
Como enfrentar a doença e o sofrimento?
Qual reza ou oração pode resolver meus problemas?
Epilepsia é possessão demoníaca?
O que acha desses pregadores de prosperidade?
Deus pode usar um falso cristão para pregar a Verdade?
Dúvidas sobre unção e votos
Não sou filha legítima de Deus?
Se Cristo levou nossas enfermidades, por que adoecemos?
Não é preciso assistir muitos desses programas de TV para entender que "tem coisa ali". Não digo que todos eles sejam um engodo, pois se alguém disser que foi curado, que direito tenho eu de duvidar do que disse? Mas posso duvidar da realidade de sua doença. Conheci uma pessoa que se dizia curada de câncer, doença "diagnosticada" por uma funcionária de um hospital onde ela foi fazer uns exames, que a viu pálida e disse "Nossa! Você parece que está com câncer!". Evidentemente, com um diagnóstico assim tão preciso qualquer um pode ser curado de qualquer coisa.
Eu particularmente não acredito em tudo o que esses pregadores de carnê vendem na TV e no rádio. As possibilidades são de cura real (remota, mas obviamente não podemos limitar o que Deus pode fazer), armação (sim, você nem imagina quanto tem por aí) ou placebo (o mesmo efeito psicológico causado por remédio de mentirinha). Pessoas que se acham enfermas (ou podem mesmo estar) às vezes são curadas por uma simples mudança de atitude ou por tomarem um placemo, aqueles medicamentos feitos de farinha que são dados em pesquisas para o grupo de controle, ou mesmo no tratamento de doenças de fundo psicológico.
Quanto às possibilidades de enganação, se conhecermos bem o ser humano não nos surpreenderemos com o que ele é capaz de fazer para ganhar dinheiro e poder. Um dia peguei um taxi em Fortaleza e o motorista contou que levou um homem do aeroporto ao hotel e o passageiro pediu para ele passar mais tarde para levá-lo em outro lugar. À noite ele voltou ao hotel e o homem veio caminhando perfeitamente bem com suas próprias pernas e com um par de muletas debaixo do braço. Pediu para levá-lo em um templo evangélico desses que prometem cura para todos os males. Quando ele parou em frente, o sujeito desceu do taxi apoiado nas muletas e entrou no templo arrastando os pés, como se tivesse acabado de ficar paralítico. Nem preciso dizer o que ele iria fazer ali, né?
Uma vez dei carona para um homem bem simples que dizia frequentar uma pequena igreja pentecostal de seu bairro. Ele disse que gostava dos cultos, mas achava que o pastor não fazia o serviço direito, porque sempre via as mesmas pessoas que foram libertadas de algum demônio voltarem lá para serem libertadas outra vez. Obviamente a igreja devia ser pobre e contratava sempre os mesmos atores para a sessão de exorcismo.
Um irmão do Canadá, que trabalhava numa editora cristã lá, me contou que a editora precisava contratar alguém e colocou um anuncio no jornal para serviços gerais. Apareceu um candidato à vaga. Quando perguntaram de sua experiências, provavelmente para mostrar que já tinha experiência no meio evangélico, o rapaz contou que tinha trabalhado para uma determinada religião para ser curado em diferentes cultos, aos quais comparecia com diferentes doenças. Ora ele era cego, ora paralítico e assim por diante.
Taí o que penso do assunto. A fé verdadeira não depende de sinais ou milagres para se manter; não depende do que é visível. "ORA, a fé é o firme fundamento das coisas que se esperam, e a prova das coisas que se não vêem." "Disse-lhe Jesus: Porque me viste, creste? Bem-aventurados os que nao viram e creram". Hebreus 11:1 Joao 20.29
Dúvidas sobre unção e votos
No estado de confusão em que o testemunho de Deus se encontra, cada vez mais você verá os chamados "evangélicos" voltando aos tempos do catolicismo, com todas as superstições, medos e objetos mágicos, como água benta, hóstia, crucifixos etc. Deus nos libertou de tudo isso, portanto é bom olhar com outros olhos para essas práticas.
Vou tentar responder suas perguntas:
A questão do óleo aparece em Tiago 5:14: "Está alguém entre vós doente? Chame os presbíteros da igreja, e orem sobre ele, ungindo-o com azeite em nome do Senhor; E a oração da fé salvará o doente, e o Senhor o levantará".
É importante entender para quem foi escrita a epístola inicialmente: Tiago 1:1: "TIAGO, servo de Deus, e do Senhor Jesus Cristo, às doze tribos que andam dispersas, saúde."
É importante notar que é uma epístola escrita aos judeus-cristãos, que ainda não estavam totalmente libertos de todas as suas práticas, portanto você verá nela um nível de "alimento" muito diferente daquele encontrado, por exemplo, na carta de Paulo aos Efésios. Tiago está mais para "leite", coisas básicas e de um período de transição.
Ungir com óleo era uma prática comum no Antigo Testamento e aparentemente também entre os primeiros cristãos. A questão hoje não está exatamente na prática em si, mas onde encontraremos os presbíteros da igreja para fazerem isso. É importante ter em mente que a Igreja de Deus não é o que vemos hoje por aí. Isso são apenas tristes divisões que os homens criaram. Antigamente havia a "igreja em Corinto", a "igreja em Tessalônica", etc., mas não eram denominações e nem grupos independentes. Era a mesma igreja que estava representada em diferentes localidades. Então você certamente poderia encontrar pessoas que eram reconhecidas como os presbíteros ou anciãos de Éfeso etc.
Onde hoje você poderia encontrar, por exemplo, os "presbíteros de Recife"? Não é algo possível, porque, assim como em todo o mundo, os cristãos em Recife estão divididos em diferentes facções e denominações, cada uma com seus próprios presbíteros eleitos segundo métodos próprios. Eu não seria capaz de apontar hoje, com sinceridade de coração e isenção de consciência, alguém como "presbítero" no sentido do que havia no início da igreja. Seria muita pretensão dizer que fulano, sicrano e beltrano que se reúnem onde me reúno são os presbíteros da cidade onde moro.
"Por esta causa te deixei em Creta, para que pusesses em boa ordem as coisas que ainda restam, e de cidade em cidade estabelecesses presbíteros, como já te mandei" Tito 1:5
Era assim que eram, "de cidade em cidade", não "de denominação em denominação".
Então já começamos com um problema que é distinguir quem é presbítero para chamarmos para praticar a unção de Tiago 5. Não que vá fazer mal se alguém fizer isso, mas simplesmente não poderá fazê-lo com base bíblica.
Sei que na confusão que reina no cristianismo tem até gente que vende azeite em vidrinhos e coisas do tipo, mas o Senhor certamente cuidará desses logo. Tudo isso é apenas uma versão evangélica de Aparecida do Norte. O ser humano em seu estado carnal precisa ver algo, ter algum objeto nas mãos, presenciar algum ritual para poder sentir-se bem. A fé verdadeira, porém, não vê, não sente, simplesmente crê e descansa em Deus que é fiel.
De qualquer modo, mesmo no versículo de Tiago 5, não é o óleo que tem algum poder mágico de curar o enfermo, mas sim a oração da fé, algo que temos disponível sempre, com ou sem óleo. Quando você fala de "jugo quebrado por causa da unção do óleo" nem imagino do que está falando. Aparentemente é mais uma dessas histórias contadas por pastores para amedrontar os fiéis e deixá-los dependentes de seus rituais. O ser humano é essencialmente supersticioso e muitos pastores se aproveitam disso para mantê-los assim sob seu poder.
De vez em quando ouço falar de maldição que passa de geração em geração e coisas do tipo, tiradas do Antigo Testamento e lançadas como fardos adicionais sobre os cristãos, que não têm mais nada a ver com essas coisas. Como alguém, que foi lavado pelo sangue do Cordeiro, que creu no Salvador e teve todos os seus pecados perdoados, poderia sequer pensar que existe alguma maldição pendente sobre si, ou que algum óleo poderia ter o poder de fazer bem ou mal a si? Seria voltar aos rudimentos, àquelas coisas que os Gálatas estavam voltando e foram repreendidos pelo apóstolo.
Você perguntou se um voto deve ser pago antes do pedido ser atendido ou depois. Quanto a fazer voto, o mesmo acontece. É preciso entender que era um prática do Antigo Testamento, algo como fazer uma promessa para receber algo em troca. Em Atos Paulo faz votos, inclusive querendo parecer estar no judaísmo, algo que não estava certo. Devemos nos lembrar que quando lemos "Atos dos Apóstolos" estamos lendo sobre o que os apóstolos fizeram, seus atos, o que nem sempre encontra respaldo na vontade de Deus.
Se ler direito o que aconteceu com Jacó, verá que Deus não lhe pediu que fizesse voto algum. Deus queria agir em graça (favor imerecido) e Jacó foi inventar o voto, porque ele sempre foi um homem de truques e estratagemas. Veja o que Deus prometia de forma incondicional:
"Eu sou o SENHOR Deus de Abraão teu pai, e o Deus de Isaque; esta terra, em que estás deitado, darei a ti e à tua descendência; E a tua descendência será como o pó da terra, e estender-se-á ao ocidente, e ao oriente, e ao norte, e ao sul, e em ti e na tua descendência serão E eis que estou contigo, e te guardarei por onde quer que fores, e te farei tornar a esta terra; porque não te deixarei, até que haja cumprido o que te tenho falado". Gn 28:14...
O que Jacó precisava fazer para receber isso? O que Deus disse que queria dele para, em troca, multiplicar sua descendência como o pó da terra, estar sempre com Jacó, guardá-lo por onde quer que fosse, fazê-lo voltar à terra etc? Nada. Absolutamente nada. Tudo aquilo Deus daria porque queria dar. No entanto, Jacó inclui um "SE" na história...
"E Jacó fez um voto, dizendo: SE Deus for comigo, e me guardar nesta viagem que faço, e me der pão para comer, e vestes para vestir; E eu em paz tornar à casa de meu p E esta pedra que tenho posto por coluna será casa de Deus; e de tudo quanto me deres, certamente te darei o dízimo".
Portanto, esqueça essa idéia de fazer votos e confie na graça de Deus. Não há nada que possamos dar a Ele que Ele já não seja dono. Ore, peça, mas não queira fazer barganha. Deus é um Deus de graça, um Deus que ouve orações, que sabe muito bem o que é melhor para nós e saberá fazer as coisas à Sua maneira no momento certo.
Vou tentar responder suas perguntas:
A questão do óleo aparece em Tiago 5:14: "Está alguém entre vós doente? Chame os presbíteros da igreja, e orem sobre ele, ungindo-o com azeite em nome do Senhor; E a oração da fé salvará o doente, e o Senhor o levantará".
É importante entender para quem foi escrita a epístola inicialmente: Tiago 1:1: "TIAGO, servo de Deus, e do Senhor Jesus Cristo, às doze tribos que andam dispersas, saúde."
É importante notar que é uma epístola escrita aos judeus-cristãos, que ainda não estavam totalmente libertos de todas as suas práticas, portanto você verá nela um nível de "alimento" muito diferente daquele encontrado, por exemplo, na carta de Paulo aos Efésios. Tiago está mais para "leite", coisas básicas e de um período de transição.
Ungir com óleo era uma prática comum no Antigo Testamento e aparentemente também entre os primeiros cristãos. A questão hoje não está exatamente na prática em si, mas onde encontraremos os presbíteros da igreja para fazerem isso. É importante ter em mente que a Igreja de Deus não é o que vemos hoje por aí. Isso são apenas tristes divisões que os homens criaram. Antigamente havia a "igreja em Corinto", a "igreja em Tessalônica", etc., mas não eram denominações e nem grupos independentes. Era a mesma igreja que estava representada em diferentes localidades. Então você certamente poderia encontrar pessoas que eram reconhecidas como os presbíteros ou anciãos de Éfeso etc.
Onde hoje você poderia encontrar, por exemplo, os "presbíteros de Recife"? Não é algo possível, porque, assim como em todo o mundo, os cristãos em Recife estão divididos em diferentes facções e denominações, cada uma com seus próprios presbíteros eleitos segundo métodos próprios. Eu não seria capaz de apontar hoje, com sinceridade de coração e isenção de consciência, alguém como "presbítero" no sentido do que havia no início da igreja. Seria muita pretensão dizer que fulano, sicrano e beltrano que se reúnem onde me reúno são os presbíteros da cidade onde moro.
"Por esta causa te deixei em Creta, para que pusesses em boa ordem as coisas que ainda restam, e de cidade em cidade estabelecesses presbíteros, como já te mandei" Tito 1:5
Era assim que eram, "de cidade em cidade", não "de denominação em denominação".
Então já começamos com um problema que é distinguir quem é presbítero para chamarmos para praticar a unção de Tiago 5. Não que vá fazer mal se alguém fizer isso, mas simplesmente não poderá fazê-lo com base bíblica.
Sei que na confusão que reina no cristianismo tem até gente que vende azeite em vidrinhos e coisas do tipo, mas o Senhor certamente cuidará desses logo. Tudo isso é apenas uma versão evangélica de Aparecida do Norte. O ser humano em seu estado carnal precisa ver algo, ter algum objeto nas mãos, presenciar algum ritual para poder sentir-se bem. A fé verdadeira, porém, não vê, não sente, simplesmente crê e descansa em Deus que é fiel.
De qualquer modo, mesmo no versículo de Tiago 5, não é o óleo que tem algum poder mágico de curar o enfermo, mas sim a oração da fé, algo que temos disponível sempre, com ou sem óleo. Quando você fala de "jugo quebrado por causa da unção do óleo" nem imagino do que está falando. Aparentemente é mais uma dessas histórias contadas por pastores para amedrontar os fiéis e deixá-los dependentes de seus rituais. O ser humano é essencialmente supersticioso e muitos pastores se aproveitam disso para mantê-los assim sob seu poder.
De vez em quando ouço falar de maldição que passa de geração em geração e coisas do tipo, tiradas do Antigo Testamento e lançadas como fardos adicionais sobre os cristãos, que não têm mais nada a ver com essas coisas. Como alguém, que foi lavado pelo sangue do Cordeiro, que creu no Salvador e teve todos os seus pecados perdoados, poderia sequer pensar que existe alguma maldição pendente sobre si, ou que algum óleo poderia ter o poder de fazer bem ou mal a si? Seria voltar aos rudimentos, àquelas coisas que os Gálatas estavam voltando e foram repreendidos pelo apóstolo.
Você perguntou se um voto deve ser pago antes do pedido ser atendido ou depois. Quanto a fazer voto, o mesmo acontece. É preciso entender que era um prática do Antigo Testamento, algo como fazer uma promessa para receber algo em troca. Em Atos Paulo faz votos, inclusive querendo parecer estar no judaísmo, algo que não estava certo. Devemos nos lembrar que quando lemos "Atos dos Apóstolos" estamos lendo sobre o que os apóstolos fizeram, seus atos, o que nem sempre encontra respaldo na vontade de Deus.
Se ler direito o que aconteceu com Jacó, verá que Deus não lhe pediu que fizesse voto algum. Deus queria agir em graça (favor imerecido) e Jacó foi inventar o voto, porque ele sempre foi um homem de truques e estratagemas. Veja o que Deus prometia de forma incondicional:
"Eu sou o SENHOR Deus de Abraão teu pai, e o Deus de Isaque; esta terra, em que estás deitado, darei a ti e à tua descendência; E a tua descendência será como o pó da terra, e estender-se-á ao ocidente, e ao oriente, e ao norte, e ao sul, e em ti e na tua descendência serão E eis que estou contigo, e te guardarei por onde quer que fores, e te farei tornar a esta terra; porque não te deixarei, até que haja cumprido o que te tenho falado". Gn 28:14...
O que Jacó precisava fazer para receber isso? O que Deus disse que queria dele para, em troca, multiplicar sua descendência como o pó da terra, estar sempre com Jacó, guardá-lo por onde quer que fosse, fazê-lo voltar à terra etc? Nada. Absolutamente nada. Tudo aquilo Deus daria porque queria dar. No entanto, Jacó inclui um "SE" na história...
"E Jacó fez um voto, dizendo: SE Deus for comigo, e me guardar nesta viagem que faço, e me der pão para comer, e vestes para vestir; E eu em paz tornar à casa de meu p E esta pedra que tenho posto por coluna será casa de Deus; e de tudo quanto me deres, certamente te darei o dízimo".
Portanto, esqueça essa idéia de fazer votos e confie na graça de Deus. Não há nada que possamos dar a Ele que Ele já não seja dono. Ore, peça, mas não queira fazer barganha. Deus é um Deus de graça, um Deus que ouve orações, que sabe muito bem o que é melhor para nós e saberá fazer as coisas à Sua maneira no momento certo.
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Se Cristo levou nossas enfermidades, por que adoecemos?
Não é bem assim. Sei que muitos cristãos acreditam que, na cruz, Cristo tenha levado nossas enfermidades e, por esta razão, só adoece quem não tem fé. Será que é isso? Vamos ver.
O versículo citado está em Isaías: "Verdadeiramente ele tomou sobre si as nossas enfermidades, e as nossas dores levou sobre si; e nós o reputávamos por aflito, ferido de Deus, e oprimido". Isaías 53:4 Como o capítulo fala bastante do calvário, pode dar a impressão que Ele tenha eliminado lá todas as enfermidades.
É preciso entender que Isaías foi um profeta e estava, portanto, profetizando algo relacionado ao povo de Israel (os profetas do Antigo Testamento não profetizavam a respeito da Igreja, pois até para eles era um mistério que só seria revelado depois ao apóstolo Paulo).
Assim, se perguntarmos à Palavra de Deus quando foi que se cumpriu a profecia de Isaías sobre as enfermidades do povo, a resposta que o Novo Testamento nos dá é que foi na ocasião descrita em Mt 8:17, e não na cruz.
"Então disse Jesus ao centurião: Vai, e como creste te seja feito. E naquela mesma hora o seu criado sarou. E Jesus, entrando em casa de Pedro, viu a sogra deste acamada, e com febre. E tocou-lhe na mão, e a febre a deixou; e levantou-se, e serviu-os. E, chegada a tarde, trouxeram-lhe muitos endemoninhados, e ele com a sua palavra expulsou deles os espíritos, e curou todos os que estavam enfermos; para que se cumprisse o que fora dito pelo profeta Isaías, que diz: Ele tomou sobre si as nossas enfermidades, e levou as nossas doenças". Mateus 8
O texto está dizendo que ele curava as pessoas enquanto estava aqui para que se cumprisse o que profetizara Isaías. O cumprimento da profecia foi em sua relação com o povo de Israel e não em sua morte na cruz.
O problema que acontece com esta e outras passagens da Bíblia é que doutrinas são criadas e depois versículos são escolhidos para ampará-las. E quando alguém mostra a simplicidade da Palavra, respondendo claramente, parece estranho, pois acabará indo contra compêndios e compêndios de dogmas que não passam de distorções da Palavra de Deus.
Na cruz o Senhor levou os nossos pecados. Enfermidades não são pecados, mas conseqüências do pecado que herdamos de Adão. Paulo era enfermo, Timóteo tinha uma doença no estômago e nem todos os crentes morriam de velhice. Somos salvos, mas ainda vivemos em um corpo que está arruinado por causa do pecado e que adoece, independente da fé e da perseverança da pessoa.
Aguardamos um corpo novo, sem pecado, e aí sim não teremos enfermidades. Dizer que o cristão não está mais sujeito à doença é asseverar que a ressurreição já ocorreu, pois isso só pode acontecer com um corpo perfeito, que não envelhece e não morre. Essa doutrina já existia no primeiro século da Igreja e foi citada por Paulo na segunda carta a Timóteo.
---
P.S. Respondendo a dúvidas e complementando este post:
Raciocine assim: Se nossos primeiros avós (Adão e Eva) tivessem obedecido a Deus, estaríamos hoje desfrutando dos benefícios disso sem nem mesmo termos participado daquela decisão. O inverso também é verdadeiro.
Quando você assina um contrato de compra e venda imóvel, por exemplo, no final há uma cláusula que diz. "...obrigando-se as partes contratantes, por si, seus herdeiros e sucessores..." Ou seja, os herdeiros acabam ficando sob o compromisso de seus pais.
Da mesma forma, se um parente seu falecer e deixar uma herança, você a recebe sem ter feito coisa alguma para merecê-la. O que aconteceu com o pecado é semelhante. Recebemos como herança e o que fizemos com essa herança? Nós a utilizamos (ou será que você nunca pecou?).
Mas você não pode dizer que Deus seja injusto, porque o que Ele fez foi muito além do que poderíamos esperar. Para não deixar que o ser humano sofresse as consequências judiciais do pecado (ser condenado no lago de fogo), Ele providenciou um substituto, Jesus, para morrer no lugar do pecador, assumindo a culpa por nossos pecados. Assim Deus agora pode salvar aquele que crê em Jesus.
Quanto ao estrago que já foi feito (o fato de nascermos com doenças etc.), isso não muda, do mesmo modo como não muda a saúde de um alcoólatra que se converte. Seu corpo continuará trazendo as marcas de seu vício. Assim, nosso corpo continuará trazendo as marcas do pecado (doença, dor, morte) até que seja transformado em um corpo novo e imortal.
A pergunta agora não é querer saber se isso tudo é justo ou injusto. A pergunta é: você já aceitou o remédio que Deus preparou para sua eternidade?
---
Deus continua curando e devemos continuar orando por isso. Mas a cura não ocorre com base na falsa premissa de que Ele tenha levado todas as nossas doenças e que o cristão não precisa mais ficar doente, como pregam alguns. Também não ocorre no mesmo caráter que encontramos nos Evangelhos ou em Atos, quando Deus estava fazendo algo novo e procurando convencer os judeus, "que pedem sinais" 1 Co 1. Hoje não precisamos mais de sinais ("os gregos buscam sabedoria"), pois todo o conselho de Deus já foi revelado em Sua Palavra, algo que os primeiros cristãos não tinham como a temos hoje (eles dependiam dos profetas do início da igreja, e dos apóstolos, para saber o que Deus queria deles).
---
Não, pelo contrário. O cristão não é do mundo, apenas está no mundo como estrangeiro, de passagem. Não tem nada que reinar aqui, pois quem agora reina aqui é Satanás. "Já não falarei muito convosco, porque se aproxima o príncipe deste mundo, e nada tem em mim;" Jo 14:30. Também não foi prometido prosperidade para o cristão aqui. "no mundo tereis aflições... Tendo, porém, sustento, e com que nos cobrirmos, estejamos com isso contentes". Jo 16:33; 1 Timóteo 6:8
Ao colocar a cura dependente da fé da pessoa e associar a isso a idéia de que o cristão não adoece, é lançado um fardo terrível sobre o cristão que crê, tem fé, porém está doente mesmo assim. Isso é não entender que a cura, como sinal indubitável de Deus, teve seu lugar principalmente para uma geração que precisava ser convencida de que Deus estava começando algo novo. "Os judeus pedem sinal..." 1 Co 1.
A idéia de que Cristo vive em mim é correta, mas não como alguns tentam colocá-la. Por meio do Espírito Santo de Deus Cristo vive em mim, porém minha carne, a velha natureza, continua em mim também. Caso contrário não haveria necessidade de exortações como as que encontramos nas cartas, pois o crente seria então perfeito. Essa doutrina já foi, de certa forma, ensinada por dois homens chamados Himeneu e Fileto, citados por Paulo em 2 Timóteo 2. Afirmar que o cristão não adoece mais seria afirmar que ele não está mais neste corpo corruptível, o que é o mesmo que dizer que a ressurreição já ocorreu na conversão.
Quem disse que a doença é a ausência de Deus no corpo do enfermo não leu que Paulo era provavelmente um homem enfermo por algumas coisas que diz em suas cartas, que Timóteo tinha uma enfermidade no estômago, razão pela qual Paulo aconselha que tome vinho com água, e que Trófimo não pode acompanhar Paulo por causa de doença (por que Paulo não o curou?): "Erasto ficou em Corinto, e deixei Trófimo doente em Mileto". 2 Timóteo 4:20
Não, é um engano dizer que o cristão tem autoridade sobre tudo o que acontece em sua vida. Ele não tem qualquer autoridade fora da vontade de Deus, e Deus tem também seus planos quando permite que um cristão adoeça e até mesmo morra. Ou será que não morremos mais? Não é aqui que aguardamos a realização de todas as promessas de Deus, mas em Cristo, quando Ele vier para nos buscar.
O versículo citado está em Isaías: "Verdadeiramente ele tomou sobre si as nossas enfermidades, e as nossas dores levou sobre si; e nós o reputávamos por aflito, ferido de Deus, e oprimido". Isaías 53:4 Como o capítulo fala bastante do calvário, pode dar a impressão que Ele tenha eliminado lá todas as enfermidades.
É preciso entender que Isaías foi um profeta e estava, portanto, profetizando algo relacionado ao povo de Israel (os profetas do Antigo Testamento não profetizavam a respeito da Igreja, pois até para eles era um mistério que só seria revelado depois ao apóstolo Paulo).
Assim, se perguntarmos à Palavra de Deus quando foi que se cumpriu a profecia de Isaías sobre as enfermidades do povo, a resposta que o Novo Testamento nos dá é que foi na ocasião descrita em Mt 8:17, e não na cruz.
"Então disse Jesus ao centurião: Vai, e como creste te seja feito. E naquela mesma hora o seu criado sarou. E Jesus, entrando em casa de Pedro, viu a sogra deste acamada, e com febre. E tocou-lhe na mão, e a febre a deixou; e levantou-se, e serviu-os. E, chegada a tarde, trouxeram-lhe muitos endemoninhados, e ele com a sua palavra expulsou deles os espíritos, e curou todos os que estavam enfermos; para que se cumprisse o que fora dito pelo profeta Isaías, que diz: Ele tomou sobre si as nossas enfermidades, e levou as nossas doenças". Mateus 8
O texto está dizendo que ele curava as pessoas enquanto estava aqui para que se cumprisse o que profetizara Isaías. O cumprimento da profecia foi em sua relação com o povo de Israel e não em sua morte na cruz.
O problema que acontece com esta e outras passagens da Bíblia é que doutrinas são criadas e depois versículos são escolhidos para ampará-las. E quando alguém mostra a simplicidade da Palavra, respondendo claramente, parece estranho, pois acabará indo contra compêndios e compêndios de dogmas que não passam de distorções da Palavra de Deus.
Na cruz o Senhor levou os nossos pecados. Enfermidades não são pecados, mas conseqüências do pecado que herdamos de Adão. Paulo era enfermo, Timóteo tinha uma doença no estômago e nem todos os crentes morriam de velhice. Somos salvos, mas ainda vivemos em um corpo que está arruinado por causa do pecado e que adoece, independente da fé e da perseverança da pessoa.
Aguardamos um corpo novo, sem pecado, e aí sim não teremos enfermidades. Dizer que o cristão não está mais sujeito à doença é asseverar que a ressurreição já ocorreu, pois isso só pode acontecer com um corpo perfeito, que não envelhece e não morre. Essa doutrina já existia no primeiro século da Igreja e foi citada por Paulo na segunda carta a Timóteo.
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P.S. Respondendo a dúvidas e complementando este post:
Raciocine assim: Se nossos primeiros avós (Adão e Eva) tivessem obedecido a Deus, estaríamos hoje desfrutando dos benefícios disso sem nem mesmo termos participado daquela decisão. O inverso também é verdadeiro.
Quando você assina um contrato de compra e venda imóvel, por exemplo, no final há uma cláusula que diz. "...obrigando-se as partes contratantes, por si, seus herdeiros e sucessores..." Ou seja, os herdeiros acabam ficando sob o compromisso de seus pais.
Da mesma forma, se um parente seu falecer e deixar uma herança, você a recebe sem ter feito coisa alguma para merecê-la. O que aconteceu com o pecado é semelhante. Recebemos como herança e o que fizemos com essa herança? Nós a utilizamos (ou será que você nunca pecou?).
Mas você não pode dizer que Deus seja injusto, porque o que Ele fez foi muito além do que poderíamos esperar. Para não deixar que o ser humano sofresse as consequências judiciais do pecado (ser condenado no lago de fogo), Ele providenciou um substituto, Jesus, para morrer no lugar do pecador, assumindo a culpa por nossos pecados. Assim Deus agora pode salvar aquele que crê em Jesus.
Quanto ao estrago que já foi feito (o fato de nascermos com doenças etc.), isso não muda, do mesmo modo como não muda a saúde de um alcoólatra que se converte. Seu corpo continuará trazendo as marcas de seu vício. Assim, nosso corpo continuará trazendo as marcas do pecado (doença, dor, morte) até que seja transformado em um corpo novo e imortal.
A pergunta agora não é querer saber se isso tudo é justo ou injusto. A pergunta é: você já aceitou o remédio que Deus preparou para sua eternidade?
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Deus continua curando e devemos continuar orando por isso. Mas a cura não ocorre com base na falsa premissa de que Ele tenha levado todas as nossas doenças e que o cristão não precisa mais ficar doente, como pregam alguns. Também não ocorre no mesmo caráter que encontramos nos Evangelhos ou em Atos, quando Deus estava fazendo algo novo e procurando convencer os judeus, "que pedem sinais" 1 Co 1. Hoje não precisamos mais de sinais ("os gregos buscam sabedoria"), pois todo o conselho de Deus já foi revelado em Sua Palavra, algo que os primeiros cristãos não tinham como a temos hoje (eles dependiam dos profetas do início da igreja, e dos apóstolos, para saber o que Deus queria deles).
---
Não, pelo contrário. O cristão não é do mundo, apenas está no mundo como estrangeiro, de passagem. Não tem nada que reinar aqui, pois quem agora reina aqui é Satanás. "Já não falarei muito convosco, porque se aproxima o príncipe deste mundo, e nada tem em mim;" Jo 14:30. Também não foi prometido prosperidade para o cristão aqui. "no mundo tereis aflições... Tendo, porém, sustento, e com que nos cobrirmos, estejamos com isso contentes". Jo 16:33; 1 Timóteo 6:8
Ao colocar a cura dependente da fé da pessoa e associar a isso a idéia de que o cristão não adoece, é lançado um fardo terrível sobre o cristão que crê, tem fé, porém está doente mesmo assim. Isso é não entender que a cura, como sinal indubitável de Deus, teve seu lugar principalmente para uma geração que precisava ser convencida de que Deus estava começando algo novo. "Os judeus pedem sinal..." 1 Co 1.
A idéia de que Cristo vive em mim é correta, mas não como alguns tentam colocá-la. Por meio do Espírito Santo de Deus Cristo vive em mim, porém minha carne, a velha natureza, continua em mim também. Caso contrário não haveria necessidade de exortações como as que encontramos nas cartas, pois o crente seria então perfeito. Essa doutrina já foi, de certa forma, ensinada por dois homens chamados Himeneu e Fileto, citados por Paulo em 2 Timóteo 2. Afirmar que o cristão não adoece mais seria afirmar que ele não está mais neste corpo corruptível, o que é o mesmo que dizer que a ressurreição já ocorreu na conversão.
Quem disse que a doença é a ausência de Deus no corpo do enfermo não leu que Paulo era provavelmente um homem enfermo por algumas coisas que diz em suas cartas, que Timóteo tinha uma enfermidade no estômago, razão pela qual Paulo aconselha que tome vinho com água, e que Trófimo não pode acompanhar Paulo por causa de doença (por que Paulo não o curou?): "Erasto ficou em Corinto, e deixei Trófimo doente em Mileto". 2 Timóteo 4:20
Não, é um engano dizer que o cristão tem autoridade sobre tudo o que acontece em sua vida. Ele não tem qualquer autoridade fora da vontade de Deus, e Deus tem também seus planos quando permite que um cristão adoeça e até mesmo morra. Ou será que não morremos mais? Não é aqui que aguardamos a realização de todas as promessas de Deus, mas em Cristo, quando Ele vier para nos buscar.
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Este site é anti-catolicismo?
Não, não é anti-coisa-alguma, mas apenas uma forma de expressar o que encontro na Bíblia e responder a perguntas como a sua. Vejo que você é uma pessoa preocupada com verdade e coerência. Deve sofrer quando vê pessoas buscando o "cristo" que melhor se adapte a elas. Ou religiões que vestem a fantasia que melhor se adapte às pessoas que quer conquistar. De reacionários políticos a fãs da Xuxa.
Mas discutir religião não nos leva a lugar nenhum. Você deve ler a Bíblia. Se crê no Senhor Jesus e em Sua obra consumada na cruz do calvário como único meio de salvação, então irei encontrá-lo no céu, seja você católico, batista ou presbiteriano. Pelo menos é o que a Palavra de Deus nos promete.
Pelo pouco que o conheço, não poderia julgá-lo por qualquer outra coisa além do que me disser (julgá-lo no sentido de considerá-lo um irmão em Cristo). É pela confissão de sua boca, de que tem a Jesus como seu Senhor e Salvador, que posso deduzir isso. O coração é algo para Deus sondar e julgar, não para os homens.
Não pretendo gastar o seu tempo e o meu discorrendo sobre erros doutrinários, porque muita gente já fez isto ao longo de séculos de história. Você deve conhecer todos eles e todos os argumentos para refutar qualquer ataque àquilo que tomou como verdade. Não estou muito interessado se você acredita ou não naquilo que diz acontecer na eucaristia católica.
Há milhões de pessoas que acreditavam nisso e estão no inferno porque, ainda que seguissem rigorosamente o rito, nunca creram em Cristo como Salvador. Aceitaram apenas o dogma, e não a Pessoa. Como há outros milhões de protestantes que passaram a vida pregando contra o catolicismo, ao invés de pregar o evangelho, e eles mesmos acharam que ser salvo é ser um não-católico ou um anti-católico.
Se meu site lhe passou a impressão de ser anti-católico, desculpe-me, mas não foi a intenção. Costumo selecionar os textos e publico aqueles onde vejo que os prós valem tanto a pena, que posso deixar alguns "contras" passarem pelo filtro. Mas pode ter certeza de que não são poucas as idéias que me chegam de protestantes com as quais não concordo, porque não passam de "igrejismo" e não de "cristianismo".
Meu problema com o catolicismo vai além do doutrinário. A questão principal está na dúvida e na incerteza em que vivem os católicos, e espero que este não seja o seu caso. Deus não quer que vivamos na incerteza. Você confessa que crê em Cristo. Então tem sua salvação assegurada? Está confiante de que estará no céu com Aquele que derramou Seu sangue precioso por você na cruz? Tem certeza do seu destino eterno?
A incerteza é fruto da incredulidade por não acreditarmos no que Ele disse. Se você receber um cheque de alguém, só irá descansar na certeza de que vai receber o dinheiro se o que deu o cheque for idôneo. Deus promete a salvação a todo o que crê. Ele é idôneo, pode crer.
"Em verdade, em verdade vos digo: Quem ESCUTA a Minha palavra e ACREDITA [ou crê] nAquele que Me enviou TEM a vida eterna e NÃO ESTÁ SUBMETIDO a julgamento, mas PASSOU da morte para a vida" João 5.24 - Ed. Loyola.
Observe o tempo dos verbos. O Senhor disse que se você ouve (presente) e crê (presente) tem (presente) não está sujeito (algumas traduções dizem "não entrará em condenação), passou (passado).
Você aceita o que Ele disse? Você ouve a Palavra dEle? Certamente. Você crê? Acredito que sua resposta seja afirmativa (e aqui está o "cheque" que você tem no bolso) você TEM a vida eterna, não entrara' em condenação ou julgamento, mas PASSOU da morte para a vida. Não é um descanso ter a certeza da eternidade com Cristo? "Quem crê não é julgado" João 3.18. Esta passagem deixa claro que existe uma classe de pessoas que não passará pelo juízo final.
A questão é saber se você já tem paz com Deus (já fez as pazes com Deus). Se não tem, nenhuma religião católica ou protestante irá resolver seu problema. O Senhor Jesus, sim. Ou você acha que Ele seja condição necessária, porém não suficiente? Lembre-se de que Ele é Deus.
P.S. - Respondendo a uma dúvida sobre este post... não é pelo que fazemos ou deixamos de fazer que somos salvos, mas pelo que Cristo fez. Posso ter um passaporte perfeito e querer entrar em outro país, mas se não tiver o visto exigido lá, não entro. Ainda que um ateu ame seu próximo, às vezes mais até do que muitos cristãos, ele se recusa a aceitar seu Criador, o que é algo terrível. Como Deus iria levar para o céu alguém que não quer nem reconhecer Sua existência? O céu seria o inferno para tal pessoa. A Bíblia deixa muito clara a questão do caminho que Deus determinou para sermos salvos e me surpreende tantos acharem que, apesar de tão simples, isso ainda é algo radical, inacessível, sem digno de crédito etc:
"Disse-lhe Jesus: Eu sou o caminho, e a verdade e a vida; NINGUÉM vem ao Pai, senão por mim." João 14:6
Quando o Senhor diz "ninguém", o que será que ele quer dizer? Eu creio que é exatamente o que está escrito.
Mas discutir religião não nos leva a lugar nenhum. Você deve ler a Bíblia. Se crê no Senhor Jesus e em Sua obra consumada na cruz do calvário como único meio de salvação, então irei encontrá-lo no céu, seja você católico, batista ou presbiteriano. Pelo menos é o que a Palavra de Deus nos promete.
Pelo pouco que o conheço, não poderia julgá-lo por qualquer outra coisa além do que me disser (julgá-lo no sentido de considerá-lo um irmão em Cristo). É pela confissão de sua boca, de que tem a Jesus como seu Senhor e Salvador, que posso deduzir isso. O coração é algo para Deus sondar e julgar, não para os homens.
Não pretendo gastar o seu tempo e o meu discorrendo sobre erros doutrinários, porque muita gente já fez isto ao longo de séculos de história. Você deve conhecer todos eles e todos os argumentos para refutar qualquer ataque àquilo que tomou como verdade. Não estou muito interessado se você acredita ou não naquilo que diz acontecer na eucaristia católica.
Há milhões de pessoas que acreditavam nisso e estão no inferno porque, ainda que seguissem rigorosamente o rito, nunca creram em Cristo como Salvador. Aceitaram apenas o dogma, e não a Pessoa. Como há outros milhões de protestantes que passaram a vida pregando contra o catolicismo, ao invés de pregar o evangelho, e eles mesmos acharam que ser salvo é ser um não-católico ou um anti-católico.
Se meu site lhe passou a impressão de ser anti-católico, desculpe-me, mas não foi a intenção. Costumo selecionar os textos e publico aqueles onde vejo que os prós valem tanto a pena, que posso deixar alguns "contras" passarem pelo filtro. Mas pode ter certeza de que não são poucas as idéias que me chegam de protestantes com as quais não concordo, porque não passam de "igrejismo" e não de "cristianismo".
Meu problema com o catolicismo vai além do doutrinário. A questão principal está na dúvida e na incerteza em que vivem os católicos, e espero que este não seja o seu caso. Deus não quer que vivamos na incerteza. Você confessa que crê em Cristo. Então tem sua salvação assegurada? Está confiante de que estará no céu com Aquele que derramou Seu sangue precioso por você na cruz? Tem certeza do seu destino eterno?
A incerteza é fruto da incredulidade por não acreditarmos no que Ele disse. Se você receber um cheque de alguém, só irá descansar na certeza de que vai receber o dinheiro se o que deu o cheque for idôneo. Deus promete a salvação a todo o que crê. Ele é idôneo, pode crer.
"Em verdade, em verdade vos digo: Quem ESCUTA a Minha palavra e ACREDITA [ou crê] nAquele que Me enviou TEM a vida eterna e NÃO ESTÁ SUBMETIDO a julgamento, mas PASSOU da morte para a vida" João 5.24 - Ed. Loyola.
Observe o tempo dos verbos. O Senhor disse que se você ouve (presente) e crê (presente) tem (presente) não está sujeito (algumas traduções dizem "não entrará em condenação), passou (passado).
Você aceita o que Ele disse? Você ouve a Palavra dEle? Certamente. Você crê? Acredito que sua resposta seja afirmativa (e aqui está o "cheque" que você tem no bolso) você TEM a vida eterna, não entrara' em condenação ou julgamento, mas PASSOU da morte para a vida. Não é um descanso ter a certeza da eternidade com Cristo? "Quem crê não é julgado" João 3.18. Esta passagem deixa claro que existe uma classe de pessoas que não passará pelo juízo final.
A questão é saber se você já tem paz com Deus (já fez as pazes com Deus). Se não tem, nenhuma religião católica ou protestante irá resolver seu problema. O Senhor Jesus, sim. Ou você acha que Ele seja condição necessária, porém não suficiente? Lembre-se de que Ele é Deus.
P.S. - Respondendo a uma dúvida sobre este post... não é pelo que fazemos ou deixamos de fazer que somos salvos, mas pelo que Cristo fez. Posso ter um passaporte perfeito e querer entrar em outro país, mas se não tiver o visto exigido lá, não entro. Ainda que um ateu ame seu próximo, às vezes mais até do que muitos cristãos, ele se recusa a aceitar seu Criador, o que é algo terrível. Como Deus iria levar para o céu alguém que não quer nem reconhecer Sua existência? O céu seria o inferno para tal pessoa. A Bíblia deixa muito clara a questão do caminho que Deus determinou para sermos salvos e me surpreende tantos acharem que, apesar de tão simples, isso ainda é algo radical, inacessível, sem digno de crédito etc:
"Disse-lhe Jesus: Eu sou o caminho, e a verdade e a vida; NINGUÉM vem ao Pai, senão por mim." João 14:6
Quando o Senhor diz "ninguém", o que será que ele quer dizer? Eu creio que é exatamente o que está escrito.
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