Essa agressividade toda é normal? Confesso que nunca conversei sobre questões de fé com um muçulmano e não sei que comportamento é considerado normal para você numa situação assim. O uso de clichês pode parecer falta de argumentos, e você usou vários: "dogma luterano inventado por um bêbado mulherengo", "outra mentira cristã", "esse papo de filho de Deus salvador vem de cultos pagãos e deuses solares", "farsa da trindade", "muitas profecias são pura distorção", "falsificação da Bíblia" etc.
Antes que me esqueça, obrigado pela visita ao meu blog respondi.blogspot.com Não se trata de "mentir unilateralmente", porque antes o blog era aberto a comentários, mas algumas pessoas começaram a usar a área de comentários para fazer apologia a práticas e crenças contrárias à Palavra de Deus. Por falta de tempo para responder ou filtrar, decidi fechar os comentários.
Não entendi o "atacar o Islã". Você considera um ataque comparar Jesus e Maomé, ou alguma das comparações está equivocada? Pode indicar qual? Você sabe muito bem que Maomé tinha grande apreço por Jesus.
Você fala da "falsificação da Bíblia". Poderia indicar uma versão não falsificada? Você usa a Bíblia para responder, mas é um problema usar algo falsificado, a menos que tenha o original. Só podemos afirmar que algo é falsificado se tivermos o original para comparar. Você tem?
Minha intenção não é fugir. O tema "Trindade" você não pode entender, pois há uma pré-condição para isso. Eu provavelmente falaria muitas besteiras se fosse discutir o Islã com você, por não ter a bagagem que você tem. O problema é que a condição para entender algumas das verdades da Bíblia é a conversão, como Paulo explica em 1 Coríntios 2:
"Ora, o homem natural não compreende as coisas do Espírito de Deus, porque lhe parecem loucura; e não pode entendê-las, porque elas se discernem espiritualmente".
Homem natural é o homem inconverso, que não recebeu ainda a vida eterna e o Espírito Santo de Deus. Daí eu naturalmente levar o assunto para a questão da pré-condição:
Se você morrer agora, para onde vai? Você OUVE? Você CRÊ? Você TEM a vida eterna? Você NÃO ENTRARÁ em juízo? PASSOU da morte para a vida? O apóstolo João escreveu: "Estas coisas vos escrevi a vós, os que credes no nome do Filho de Deus, PARA QUE SAIBAIS que tendes a vida eterna, e para que creiais no nome do Filho de Deus. 1 João 5:13
Este é um ponto cardeal no cristianismo. Como você pode querer impressionar um cristão com uma fé que não lhe dá um átomo sequer de segurança e paz quanto ao seu futuro eterno? Você compraria uma passagem se a companhia aérea dissesse que não sabe para onde vai seu vôo e nem menos se vai chegar?
Um dia uma menina mórmom (os mórmons não crêem que Cristo seja Deus e Salvador e adoram o profeta deles, Joseph Smith) queria me convencer a aceitar o mormonismo, e minha pergunta a ela (que, como você, não tinha certeza de seu futuro eterno), foi a mesma. Em suma, o você tem que possa me interessar ou a qualquer cristão que tem a vida eterna, a paz e a segurança quanto ao seu destino?
Agora respondendo algulas questões...
>> Até Jesus falou “porque me chamas bom, bom só há um, que é Deus” então, a perfeição só pertence a Deus.
Minha formação é em arquitetura (não exerço). Se você me chamar de arquiteto, eu posso responder: "Por que me chamas de arquiteto. Arquiteto neste fórum só existe um". Eu entendo que a resposta do Senhor Jesus foi neste sentido.
>> Para turvar o assunto você inseriu “o pecado original”, outra mentira cristã
O pecado é a natureza. Explico: um pé de limão é limoero, não porque dá limões, mas porque é de sua natureza. Os limões são apenas conseqüências da natureza da árvore. Assim um pecador o é não porque peca. Sua natureza é pecador. Pecados são seus frutos. A morte de Cristo resolveu judicialmente a questão do pecado (que entrou na criação) e dos pecados individuais daquele que nEle crê. Mesmo que ninguém fosse salvo, ainda assim Cristo, com Sua morte, teria tirado o pecado do mundo (ou seja, glorificado a Deus quanto a essa nódoa na Criação). É isso que a Bíblia ensina.
Pelo jeito o Islã acredita que todo homem é inerentemente inocente e bom, porém capaz de pecar. É como uma árvore genérica que pode dar limões. Então já fica um pouco mais clara a diferença.
Eu, Mario, sou um pecador perdido. Como não tenho virtude alguma que garanta a salvação (lembre-se, sou pé de limão, portanto só posso produzir limões), dependo exclusivamente na obra de Cristo e da graça de Deus para chegar lá. E, no céu, jamais poderei me gabar de ter alcançado por alguma virtude minha, pois não as tenho.
Você não é pecador (no sentido de não considerar que tenha a natureza pecaminosa) e depende de suas virtudes para se salvar. Embora não possa ter certeza alguma de seu destino ou se já colecionou virtudes suficientes para fazer o fiel da balança pesar a seu favor, digamos que consiga. Para quem fica o mérito? Lembre-se de que, no Islã, o maior pecado é o orgulho, tentar se igualar a Deus. Mas se o padrão de virtudes é Deus, será que Ele aceitaria alguém que estivesse abaixo desse padrão? E se alguém se considerar à altura do padrão, como fica Deus?
É uma equação difícil de resolver, mas quando vejo na Bíblia que Cristo não somente tomou meu lugar no juízo, mas também é por meio dEle que sou justificado (reputado por justo), toda a glória pela minha salvação é dada a Cristo. Como Ele é Deus, toda glória é dada a Deus.
>> O fato é que não há uma profecia que diga claramente “Deus virá em forma humana para morrer e redimir o mundo”
"Verdadeiramente ele tomou sobre si as nossas enfermidades, e as nossas dores levou sobre si; e nós o reputávamos por aflito, ferido de Deus, e oprimido. Mas ele foi ferido por causa das nossas transgressões, e moído por causa das nossas iniqüidades; o castigo que nos traz a paz estava sobre ele, e pelas suas pisaduras fomos sarados". Is 53
>> Jesus não veio pra morrer, veio pra revitalizar a lei.
"E Jesus lhes respondeu, dizendo: É chegada a hora em que o Filho do homem há de ser glorificado. Na verdade, na verdade vos digo que, se o grão de trigo, caindo na terra, não morrer, fica ele só; mas se morrer, dá muito fruto.... E eu, quando for levantado da terra, todos atrairei a mim. E dizia isto, significando de que morte havia de morrer". João 12
>> Muitos profetas tiveram varias esposas, quantas vezes Deus os condenou?
Os árabes são grandes matemáticos. De quantos elementos é formado o número "dois"?
"Ele (Jesus), porém, respondendo, disse-lhes: Não tendes lido que aquele que os fez no princípio macho e fêmea os fez, E disse: Portanto, deixará o homem pai e mãe, e se unirá a sua mulher, e SERÃO DOIS numa só carne?
Lembrei-me de que há mais de dez anos me correspondi com um egípcio convertido a Cristo e acabei publicando sua história em meu site http://www.stories.org.br/vale.html
Vale a pena conhecer a experiência dele. Em 1998 ele enviou uma atualização da história contando que havia se casado.
Baixe todos as respostas de "O que respondi" até Dezembro/2011 em PDF (7Mb)
Jesus foi um profeta como Maome?
O problema da religião muçulmana não está tanto no que Maomé disse, mas no que as pessoas fizeram de Maomé. Se você analisar direitinho os predicados de Maomé e de Jesus, verá que existe um desequilíbrio muito grande na balança da consideração que os muçulmanos têm por Maomé em detrimento de Jesus.
Você citou uma lista de virtudes que agradam a Deus. Vamos ver algumas delas em relação a Jesus e Maomé e, por gentileza, corrija-me se eu estiver errado em algum das afirmações.
Jesus nasceu de uma virgem.
Maomé?
Jesus era sem pecado, e nunca pecou.
Maomé?
Deus falou com Jesus e ele deu início ao seu ministério.
Deus falou com Maomé e ele quis se suicidar.
Jesus recebeu instruções de Deus Pai.
Maomé diz ter recebido instruções do anjo Gabriel.
Jesus nunca lutou.
Maomé?
Jesus nunca matou ninguém.
Maomé?
Jesus ressuscitou pessoas.
Maomé?
Jesus permaneceu casto até a morte.
Maomé teve 20 esposas, uma delas criança de 9 anos.
Jesus fez muitos milagres.
Maomé?
O A.T. tem mais de mil profecias relacionadas a Jesus.
Maomé?
Jesus não resistiu ser sacrificado.
Maomé matou quem quis tirar-lhe a vida.
Jesus falou bem das mulheres.
Maomé?
Jesus morreu e ressuscitou.
Maomé?
Será que cometi alguma incorreção? Se esta comparação está correta, qual é realmente o Profeta? Qual dos dois pode Deus chama de Messias e Salvador?
"Porque há um só Deus, e um só Mediador entre Deus e os homens, Jesus Cristo homem. O qual se deu a si mesmo em preço de redenção por todos, para servir de testemunho a seu tempo". 1 Timóteo 2
"Disse-lhe Jesus: Eu sou o caminho, e a verdade e a vida; ninguém vem ao Pai, senão por mim". João 14:6
Você citou uma lista de virtudes que agradam a Deus. Vamos ver algumas delas em relação a Jesus e Maomé e, por gentileza, corrija-me se eu estiver errado em algum das afirmações.
Jesus nasceu de uma virgem.
Maomé?
Jesus era sem pecado, e nunca pecou.
Maomé?
Deus falou com Jesus e ele deu início ao seu ministério.
Deus falou com Maomé e ele quis se suicidar.
Jesus recebeu instruções de Deus Pai.
Maomé diz ter recebido instruções do anjo Gabriel.
Jesus nunca lutou.
Maomé?
Jesus nunca matou ninguém.
Maomé?
Jesus ressuscitou pessoas.
Maomé?
Jesus permaneceu casto até a morte.
Maomé teve 20 esposas, uma delas criança de 9 anos.
Jesus fez muitos milagres.
Maomé?
O A.T. tem mais de mil profecias relacionadas a Jesus.
Maomé?
Jesus não resistiu ser sacrificado.
Maomé matou quem quis tirar-lhe a vida.
Jesus falou bem das mulheres.
Maomé?
Jesus morreu e ressuscitou.
Maomé?
Será que cometi alguma incorreção? Se esta comparação está correta, qual é realmente o Profeta? Qual dos dois pode Deus chama de Messias e Salvador?
"Porque há um só Deus, e um só Mediador entre Deus e os homens, Jesus Cristo homem. O qual se deu a si mesmo em preço de redenção por todos, para servir de testemunho a seu tempo". 1 Timóteo 2
"Disse-lhe Jesus: Eu sou o caminho, e a verdade e a vida; ninguém vem ao Pai, senão por mim". João 14:6
Deus não quer mais boas obras?
>> Você está dizendo que Deus não mais admira uma alma reta, pacífica, fiel, casta... ?
Sim, Deus admira... se existisse tal alma. O problema é que não existe!
"Não há NINGUÉM que faça o bem. O SENHOR olhou desde os céus para os filhos dos homens, para ver se havia algum que tivesse entendimento e buscasse a Deus. Desviaram-se TODOS e juntamente se fizeram imundos: NÃO HÁ quem faça o bem, NÃO HÁ SEQUER UM." Salmos 14 (o mesmo no Salmo 53)
O simples fato de alguém pensar em pecar já é considerado aos olhos de Deus pecado. (é esse o pecado da cobiça, o imaginar matar, adulterar, fornicar etc., não apenas desejar o camelo do vizinho).
>> Jesus está dizendo que quem crer nele como verdadeiro profeta e acreditar que Deus o enviou esse terá a vida eterna.
Não, você repetiu o verbo no tempo errado. TEM a vida eterna, não TERÁ. Você citou outro versículo: "os que tiverem o bem, para a ressurreição da vida; e os que tiverem praticado o mal, para a ressurreição do juízo".
Pois é, este mesmo versículo que você acha que anula o outro apenas o complementa. De que "bem" o Senhor está falando? Exatamente o dos versículos anteriores (porque aqui há um contexto): "Quem OUVE a minha palavra, e CRÊ naquele que me enviou, TEM a vida eterna, e NÃO ENTRARÁ em condenação, mas PASSOU da morte para a vida". Pois agora dá para ver quem são os que ressuscitarão para a vida? Os mesmos que fizeram a obra de Deus:
"Disseram-lhe, pois: Que faremos para executarmos as obras de Deus? Jesus respondeu, e disse-lhes: A obra de Deus é esta: Que creiais naquele que ele enviou". João 6:28, 29
Você cai no mesmo equívoco de todas as religiões: considerar a salvação como algo meritório. Se eu for bom vou para o céu e se for mau vou para o inferno. Falta algo aí, e é o pecado.
O pecado foi um crime cometido contra Deus, e precisa ser julgado. O problema é que o castigo para o pecado é a morte e, portanto, como posso ser salvo se for morto? Isso porque o pecado traz como conseqüência uma reação judicial. O homem precisa ser julgado porque é pecador, e a sentença para isso é a morte.
Mas a religião diz: seja bom e você vai para o céu, o que equivale a dizer a um bandido que ele não precisa ser preso, basta fazer boas ações para compensar as más. Não é assim que funciona na justiça dos homens, que exige uma pena para o bandido, e não é assim que funciona na justiça de Deus, que exige uma pena para o pecador.
Como essa pena seria a condenação do pecador, é aí que Deus intervém entregando Seu Filho para morrer, o inocente pelo culpado, para nos levar a Deus. Aquele que crê em Cristo é justificado pela fé (tido por justo por Deus) e está salvo. Outro (Cristo) foi condenado e morreu em seu lugar. E Deus aceitou essa morte como suficiente porque ressuscitou a Cristo.
Paulo explica bem isso em Romanos 4, mas vamos nos ater ao Antigo Testamento: "E creu ele (Abraão) no Senhor, e foi-lhe imputado isto por justiça" Gn 15:3 O que significa? Que a fé de Abraão no que Deus disse foi suficiente para ser depositada como crédito, como justificação para Abraão.
Muito bem, se Abraão foi justificado (considerado justo) pela fé, então não foi por suas obras que ele foi salvo, mas pela sua fé. E Davi? Que obras poderiam justificá-lo do horrendo crime que cometeu contra Urias, roubando sua mulher e entregando o homem à morte?
Veja, Antonio, que existe uma lacuna grande em sua fé. Ela atropela a questão judicial do pecado, que é justamente a que Jesus veio resolver com Sua morte.
Mas, você dirá, e a Lei? E os mandamentos? Bem, são as placas de contra-mão que Deus colocou. Uma placa de contra-mão não salva ninguém, apenas condena. Se todo mundo andasse na mão, tudo bem, mas a Palavra de Deus afirma categoricamente que TODOS pecaram, TODOS estão na contra-mão. Foi por isso que Deus precisou enviar um Salvador (= Aquele que salva), um Redentor (= Aquele que redime). Se fôssemos capazes de nos salvar a nós mesmos, pra que um Salvador?!
E as boas obras? Ah, essas são os vagões arrastados pela locomotiva da fé. São conseqüência de uma fé genuína de quem foi justificado e salvo por Deus. Mas aí já nem são as obras do crente, mas de Deus feitas por intermédio dele (instrumento).
"Porque pela graça sois salvos, por meio da fé; e isto não vem de vós, é dom de Deus. Não vem das obras, para que ninguém se glorie; Porque somos feitura sua, criados em Cristo Jesus para as boas obras, as quais Deus preparou para que andássemos nelas".
Então não pense que estou jogando no lixo sua "castidade, serenidade, cortesia, honestidade, verdade e justiça, coragem e paciência, perdão, caridade, amor e simpatia". Estou simplesmente mostrando que elas não lhe garantem uma salvação que você só pode obter pela fé em Jesus.
Sim, Deus admira... se existisse tal alma. O problema é que não existe!
"Não há NINGUÉM que faça o bem. O SENHOR olhou desde os céus para os filhos dos homens, para ver se havia algum que tivesse entendimento e buscasse a Deus. Desviaram-se TODOS e juntamente se fizeram imundos: NÃO HÁ quem faça o bem, NÃO HÁ SEQUER UM." Salmos 14 (o mesmo no Salmo 53)
O simples fato de alguém pensar em pecar já é considerado aos olhos de Deus pecado. (é esse o pecado da cobiça, o imaginar matar, adulterar, fornicar etc., não apenas desejar o camelo do vizinho).
>> Jesus está dizendo que quem crer nele como verdadeiro profeta e acreditar que Deus o enviou esse terá a vida eterna.
Não, você repetiu o verbo no tempo errado. TEM a vida eterna, não TERÁ. Você citou outro versículo: "os que tiverem o bem, para a ressurreição da vida; e os que tiverem praticado o mal, para a ressurreição do juízo".
Pois é, este mesmo versículo que você acha que anula o outro apenas o complementa. De que "bem" o Senhor está falando? Exatamente o dos versículos anteriores (porque aqui há um contexto): "Quem OUVE a minha palavra, e CRÊ naquele que me enviou, TEM a vida eterna, e NÃO ENTRARÁ em condenação, mas PASSOU da morte para a vida". Pois agora dá para ver quem são os que ressuscitarão para a vida? Os mesmos que fizeram a obra de Deus:
"Disseram-lhe, pois: Que faremos para executarmos as obras de Deus? Jesus respondeu, e disse-lhes: A obra de Deus é esta: Que creiais naquele que ele enviou". João 6:28, 29
Você cai no mesmo equívoco de todas as religiões: considerar a salvação como algo meritório. Se eu for bom vou para o céu e se for mau vou para o inferno. Falta algo aí, e é o pecado.
O pecado foi um crime cometido contra Deus, e precisa ser julgado. O problema é que o castigo para o pecado é a morte e, portanto, como posso ser salvo se for morto? Isso porque o pecado traz como conseqüência uma reação judicial. O homem precisa ser julgado porque é pecador, e a sentença para isso é a morte.
Mas a religião diz: seja bom e você vai para o céu, o que equivale a dizer a um bandido que ele não precisa ser preso, basta fazer boas ações para compensar as más. Não é assim que funciona na justiça dos homens, que exige uma pena para o bandido, e não é assim que funciona na justiça de Deus, que exige uma pena para o pecador.
Como essa pena seria a condenação do pecador, é aí que Deus intervém entregando Seu Filho para morrer, o inocente pelo culpado, para nos levar a Deus. Aquele que crê em Cristo é justificado pela fé (tido por justo por Deus) e está salvo. Outro (Cristo) foi condenado e morreu em seu lugar. E Deus aceitou essa morte como suficiente porque ressuscitou a Cristo.
Paulo explica bem isso em Romanos 4, mas vamos nos ater ao Antigo Testamento: "E creu ele (Abraão) no Senhor, e foi-lhe imputado isto por justiça" Gn 15:3 O que significa? Que a fé de Abraão no que Deus disse foi suficiente para ser depositada como crédito, como justificação para Abraão.
Muito bem, se Abraão foi justificado (considerado justo) pela fé, então não foi por suas obras que ele foi salvo, mas pela sua fé. E Davi? Que obras poderiam justificá-lo do horrendo crime que cometeu contra Urias, roubando sua mulher e entregando o homem à morte?
Veja, Antonio, que existe uma lacuna grande em sua fé. Ela atropela a questão judicial do pecado, que é justamente a que Jesus veio resolver com Sua morte.
Mas, você dirá, e a Lei? E os mandamentos? Bem, são as placas de contra-mão que Deus colocou. Uma placa de contra-mão não salva ninguém, apenas condena. Se todo mundo andasse na mão, tudo bem, mas a Palavra de Deus afirma categoricamente que TODOS pecaram, TODOS estão na contra-mão. Foi por isso que Deus precisou enviar um Salvador (= Aquele que salva), um Redentor (= Aquele que redime). Se fôssemos capazes de nos salvar a nós mesmos, pra que um Salvador?!
E as boas obras? Ah, essas são os vagões arrastados pela locomotiva da fé. São conseqüência de uma fé genuína de quem foi justificado e salvo por Deus. Mas aí já nem são as obras do crente, mas de Deus feitas por intermédio dele (instrumento).
"Porque pela graça sois salvos, por meio da fé; e isto não vem de vós, é dom de Deus. Não vem das obras, para que ninguém se glorie; Porque somos feitura sua, criados em Cristo Jesus para as boas obras, as quais Deus preparou para que andássemos nelas".
Então não pense que estou jogando no lixo sua "castidade, serenidade, cortesia, honestidade, verdade e justiça, coragem e paciência, perdão, caridade, amor e simpatia". Estou simplesmente mostrando que elas não lhe garantem uma salvação que você só pode obter pela fé em Jesus.
A salvação é pela graça somente?
Posso ver que você, como muçulmano que é, tem um grande problema com a graça de Deus, mesmo porque não é algo que se encaixa na fé que professa. Obviamente, você procura ver o caráter valoroso dos personagens bíblicos, mas deixa escapar o cerne da mensagem que é a graça de Deus, que nos dá o que não merecemos e nos livra daquilo que merecemos.
Jesus é Deus?
Os versículos que mostram o Senhor Jesus como Mediador, não invalidam seu caráter de Deus. O que quero dizer é que não são características excludentes. Elas só parecerão excludentes a quem não quiser aceitar certas verdades da Palavra de Deus.
Por exemplo, Salmos 2:7-12 fala de Jesus como o Filho de Deus. Salmo 110:1 fala dele como Senhor. O Salmo 45 fala de Jesus como "mais formoso do que os filhos dos homens", ungido "com óleo de alegria mais do que a teus companheiros", cujas "vestes cheiram a mirra e aloés e cássia", de "rei", de "Senhor" digno de adoração e, no vers. 6, de "Deus".
E Isaías 9 dá mais detalhes: "Porque um menino nos nasceu, um filho se nos deu, e o principado está sobre os seus ombros, e se chamará o seu nome: Maravilhoso, Conselheiro, DEUS FORTE, Pai da Eternidade, Príncipe da Paz."
João 1:1 O chama de "Verbo", "e o Verbo era Deus"; Filipenses 2 fala dEle como sendo "em forma de Deus"; Hebreus 1 fala dEle como agente Criador, Mantenedor de todas as coisas, e diz: "E todo os anjos de Deus O adorem" (Você adora a Jesus?).
No vers. 8 do mesmo capítulo, ele repete o que diz no Salmo 45: "do Filho, diz: Ó Deus, o teu trono subsiste pelos séculos dos séculos; Cetro de eqüidade é o cetro do teu reino." Colossenses 1 o chama de "imagem do Deus invisível"; 1 Timóteo 3:16 não deixa dúvidas ao dizer que "Deus se manifestou em carne, foi justificado no Espírito, visto dos anjos, pregado aos gentios, crido no mundo, recebido acima na glória."
E algumas passagens dos Evangelhos mostram atributos de Jesus que pertencem a Deus, como "Senhor do sábado" (Mt 2:28), perdoador de pecados (Lc 5:20), ressuscitador de mortos (Jo 11:43,44), e infinito em Suas obras (Jo:20:30,31). Ele foi reconhecido pelas pessoas como "verdadeiramente o Cristo, o Salvador do mundo" (Jo 4:42).
Você é o Antonio, mas você é também o Andrade. Não são nomes excludentes, apenas diferentes identificações ou atributos de uma mesma pessoa. Como você é um cara inteligente, veja isto:
"Vós sois as minhas testemunhas, diz o SENHOR, e meu servo, a quem escolhi; para que o saibais, e me creiais, e entendais que eu sou o mesmo, e que antes de mim deus nenhum se formou, e depois de mim nenhum haverá. Eu, eu sou o SENHOR, e fora de mim não há Salvador". Isaías 43. Também "Porventura não sou eu, o SENHOR? Pois não há outro Deus senão eu; Deus justo e Salvador não há além de mim". Isaías 45:21 "porque não há Salvador senão eu". Oséias 13:4
Então, depois disso tudo, vemos "Pois, na cidade de Davi, vos nasceu hoje o Salvador, que é Cristo, o Senhor". Lucas 2:11 Aí temos um problema. Se Jesus é o Salvador, ou Ele é Deus, pois claramente não há outro Salvador, ou é um impostor.
Ok, como muçulmano que é, você tem duas opções aqui: considerar todas as passagens que não se encaixam no seu pensamento como falsas (Mórmons, Testemunhas de Jeová e Espíritas fazem assim, escolhendo apenas as partes da Bíblia que lhes convém), ou alegar que "salvador" no caso de Jesus seria no mesmo sentido dos valentes do Antigo Testamento, que hora ou outra salvavam o povo. Bem, neste caso, Jesus salvou quem do quê?
Por exemplo, Salmos 2:7-12 fala de Jesus como o Filho de Deus. Salmo 110:1 fala dele como Senhor. O Salmo 45 fala de Jesus como "mais formoso do que os filhos dos homens", ungido "com óleo de alegria mais do que a teus companheiros", cujas "vestes cheiram a mirra e aloés e cássia", de "rei", de "Senhor" digno de adoração e, no vers. 6, de "Deus".
E Isaías 9 dá mais detalhes: "Porque um menino nos nasceu, um filho se nos deu, e o principado está sobre os seus ombros, e se chamará o seu nome: Maravilhoso, Conselheiro, DEUS FORTE, Pai da Eternidade, Príncipe da Paz."
João 1:1 O chama de "Verbo", "e o Verbo era Deus"; Filipenses 2 fala dEle como sendo "em forma de Deus"; Hebreus 1 fala dEle como agente Criador, Mantenedor de todas as coisas, e diz: "E todo os anjos de Deus O adorem" (Você adora a Jesus?).
No vers. 8 do mesmo capítulo, ele repete o que diz no Salmo 45: "do Filho, diz: Ó Deus, o teu trono subsiste pelos séculos dos séculos; Cetro de eqüidade é o cetro do teu reino." Colossenses 1 o chama de "imagem do Deus invisível"; 1 Timóteo 3:16 não deixa dúvidas ao dizer que "Deus se manifestou em carne, foi justificado no Espírito, visto dos anjos, pregado aos gentios, crido no mundo, recebido acima na glória."
E algumas passagens dos Evangelhos mostram atributos de Jesus que pertencem a Deus, como "Senhor do sábado" (Mt 2:28), perdoador de pecados (Lc 5:20), ressuscitador de mortos (Jo 11:43,44), e infinito em Suas obras (Jo:20:30,31). Ele foi reconhecido pelas pessoas como "verdadeiramente o Cristo, o Salvador do mundo" (Jo 4:42).
Você é o Antonio, mas você é também o Andrade. Não são nomes excludentes, apenas diferentes identificações ou atributos de uma mesma pessoa. Como você é um cara inteligente, veja isto:
"Vós sois as minhas testemunhas, diz o SENHOR, e meu servo, a quem escolhi; para que o saibais, e me creiais, e entendais que eu sou o mesmo, e que antes de mim deus nenhum se formou, e depois de mim nenhum haverá. Eu, eu sou o SENHOR, e fora de mim não há Salvador". Isaías 43. Também "Porventura não sou eu, o SENHOR? Pois não há outro Deus senão eu; Deus justo e Salvador não há além de mim". Isaías 45:21 "porque não há Salvador senão eu". Oséias 13:4
Então, depois disso tudo, vemos "Pois, na cidade de Davi, vos nasceu hoje o Salvador, que é Cristo, o Senhor". Lucas 2:11 Aí temos um problema. Se Jesus é o Salvador, ou Ele é Deus, pois claramente não há outro Salvador, ou é um impostor.
Ok, como muçulmano que é, você tem duas opções aqui: considerar todas as passagens que não se encaixam no seu pensamento como falsas (Mórmons, Testemunhas de Jeová e Espíritas fazem assim, escolhendo apenas as partes da Bíblia que lhes convém), ou alegar que "salvador" no caso de Jesus seria no mesmo sentido dos valentes do Antigo Testamento, que hora ou outra salvavam o povo. Bem, neste caso, Jesus salvou quem do quê?
Como evitar ser tentado?
(A pergunta veio acompanhada de links para vídeos de uma cantora no YouTube e a indagação se assistir aquilo poderia ser errado)
Não conhecia a cantora, mas a música é famosa. A apresentação é belíssima e, obviamente, utiliza bem os recursos da TV. Maquiagem, iluminação e lentes transformam pessoas comuns em verdadeiros deslumbres, portanto não acredite em tudo o que vê no cinema ou na TV. Havia um seriado "A gata e o rato" com o Bruce Willis que usava diferentes lentes. Quando a câmera dava um close no Bruce Willis, era lente comum. Quando dava um close na artista (não sei o nome) era lente esfumaçada nas bordas, para deixá-la deslumbrante.
Eu não vejo nada de errado em uma canção ou apresentação assim, pois é uma canção romântica e algo perfeitamente natural cantar o amor. Afinal, há um livro na Bíblia que é, ele todo, uma canção de amor: Cantares. Se ele não estivesse na Bíblia, muitos cristãos o repudiariam pela ousadia com que trata o tema, inclusive o aspecto sexual do relacionamento marido-esposa. Obviamente ali não se trata de sexo ilícito, mas da relação do Senhor com Sua amada (no caso é Israel), representado pela mulher.
> Considerando a opção sexual do compositor da canção do vídeo, contrária à Palavra de Deus, não seria errado assistir por esta razão?
Não conheço o compositor. De qualquer modo, eu não me preocuparia muito em ir a fundo na biografia de alguém para saber detalhes, quando não é isso que está sendo exposto em sua canção. Existe uma corrente dentro das igrejas evangélicas que adora se ocupar do mal. São pastores que ganham a vida pregando contra o He Man, os desenhos da Disney, as músicas da Xuxa e coisas do tipo. Aí eles vem dizer que você deve pegar uma lente e examinar a embalagem de um desenho da Disney para ver que o detalhe se assemelha a um órgão sexual, ou deve tocar a música da Xuxa ao contrário para descobrir mensagens demoníacas.
Oras, se vivermos neste mundo de lente em punho, vamos descobrir aquilo que a Bíblia já ensina, que o mundo jaz no Maligno, e que tudo o que há no mundo não procede de Deus, mas do mundo (entenda "mundo" não como o planeta, mas como o sistema humano de coisas, a civilização).
Devemos ser símplices como a pomba, que não anda de lupa na mão, e astutos como a serpente, que sabe muito bem identificar algo como perigoso. É assim que deve ser. Se você enxergar que isso é uma ameaça para sua fé, fuja. Mas, volto a dizer, não fique por aí preocupado em divulgar o mal, pois é isso que muitos cristãos hoje estão fazendo, até mesmo entrevistando pessoas possessas para conhecer o que o diabo tem a dizer.
Isso me lembra a piada da mulher que chamou a polícia para avisar que o homem do apartamento vizinho estava se exibindo nu na janela. A polícia chegou, olhou pela janela e não viu nada. Aí a mulher disse ao policial: "Mas experimenta subir na geladeira que você vai ver".
Uma vez um rapaz escreveu indagando como eu podia usar o software Greymatter (uso em dois outros de meus blogs) em razão da opção sexual de seu autor. Respondi que se eu fosse investigar a vida íntima de todos os que trabalharam no Windows, iria descobrir várias pessoas que não andam conforme o que ensina a Bíblia que, obviamente, condena o homossexualismo. Mas, o que fazer? Deixar de usar o Windows? O computador? O automóvel? Parar de comer a pizza do restaurante da esquina? Recusar-me a ser tratado pelos profissionais de saúde se ficar internado?
Evidentemente devo procurar evitar qualquer associação com o mal, mas se eu sair por aí ocupado com o mal e investigando cada coisa que utilizo em meu dia-a-dia, vou morrer de fome, de frio, de sede ou de alguma doença, pois certamente algum plantador de feijão, entregador de água, dono de confecção ou médico que não deve estar com sua vida moral em dia. Resumindo: a ocupação do cristão deve ser com as coisas do alto, e a exortação também vale para quem fica ocupado com o mal, que causa sensação, sob o pretexto de estar avisando as pessoas de seus malefícios. É o que fazem os pastores que fazem disso sua bandeira nos programas de rádio e TV. Isso certamente não é estar ocupado com Cristo.
Quanto à sua outra pergunta, a respeito de evitar as tentações, o fato de ser tentado pelo que vê ou acontece ao seu redor só mostra que você não está morto. Mas aí entra a questão. Embora nosso corpo não esteja morto aos olhos de todos, ele deveria estar ocupando essa posição, já que está morto aos olhos de Deus. O cristão ainda tem sua carne viva e ativa, mas deve mortificá-la (considerá-la morta) pois é este o lugar onde ela foi colocada ao recebermos a nova vida. Porém, se eu viver lidando com a carne, ainda que seja na tentativa de mantê-la quieta, isso continuará sendo ocupação com a carne. Era o que faziam os monges que se flagelavam. Oras, enquanto estavam batendo na carne, estavam ocupados com ela, para bem ou para mal.
Gálatas 5:16 Digo, porém: Andai em Espírito, e não cumprireis a concupiscência da carne.
17 Porque a carne cobiça contra o Espírito, e o Espírito contra a carne; e estes opõem-se um ao outro, para que não façais o que quereis.
18 Mas, se sois guiados pelo Espírito, não estais debaixo da lei.
Veja o que diz aí. Não é combatendo a carne que andamos no Espírito, mas é andando no Espírito que este (o Espírito) combate a carne. Outra coisa que diz é que somos guiados pelo Espírito e não pela lei. As duas coisas não podem coexistir. Se eu me deixo levar pela lei (não faça isto, não faça aquilo), então não estou sendo guiado pelo Espírito. Se eu me ocupo com o Espírito, é Ele quem irá cuidar do resto.
Você se lembra de quando era criança e ganhava um presente há muito desejado? O que acontecia então? Seus pais precisavam obrigá-lo a almoçar e jantar, porque você até se esquecia das necessidades básicas. Ficava tão encantado com o presente que só queria brincar, e só ia fazer xixi quando a coisa ficava apertada demais. É assim que funciona: quando estamos entretidos e encantados com alguma coisa, deixamos naturalmente de fazer as outras, sejam elas boas ou ruins. É a atração pelas coisas que pertencem a Cristo que nos faz deixar as coisas que não agradam a Ele. Os judeus tentaram fazer isso pela lei e não conseguiram. Mas nós temos o Espírito.
Obviamente, em última instância, nós não perdemos o controle de decidir o que queremos fazer, e quando pecamos é porque queremos pecar. Mas, como diz o ditado, "você não pode evitar que os pássaros voem sobre sua cabeça, mas pode evitar que façam ninho em seus cabelos". Se eu perceber que algo, seja música, vídeo, imagem, ambiente, amizade ou o que for, está me fazendo desviar para aquilo que é pecaminoso, então devo evitar essas coisas ou situações.
José fugiu da mulher de Potífar correndo para escapar de uma circunstância que ele sabia não ter poder para lidar contra ela. Davi, no dia em que os reis iam à guerra, ficou em casa, acordou tarde, viu Bateseba tomando banho pela janela (não diz se precisou subir na geladeira para isso), mandou buscá-la e deu no que deu. Se ele tivesse feito o que os reis faziam naquela época, não estaria em casa, não acordaria tarde, não olharia pela janela...
2 Samuel 11:1 E aconteceu que, tendo decorrido um ano, no tempo em que os reis saem à guerra, enviou Davi a Joabe, e com ele os seus servos, e a todo o Israel; e eles destruíram os filhos de Amom, e cercaram a Rabá; porém Davi ficou em Jerusalém.
2 E aconteceu que numa tarde Davi se levantou do seu leito, e andava passeando no terraço da casa real, e viu do terraço a uma mulher que se estava lavando; e era esta mulher mui formosa à vista.
3 E mandou Davi indagar quem era aquela mulher; e disseram: Porventura não é esta Bate-Seba, filha de Eliã, mulher de Urias, o heteu?
4 Então enviou Davi mensageiros, e mandou trazê-la; e ela veio, e ele se deitou com ela (pois já estava purificada da sua imundícia); então voltou ela para sua casa.
>> Você acha melhor evitar vídeos com apresentações como as da cantora que mencionei?
Não existe uma lei para isso. Tudo depende de seu exercício com o Senhor. Tem gente que enxerga coisas com a mente que podem não estar tão patentes ou serem explícitas. Uma pessoa com problemas de alcoolismo não pode ver uma garrafa. Sei de um rapaz que foi trancado no quarto pela mãe para não beber e esvaziou todos os vidros de perfume. Coisas lícitas podem ser instrumento de pecado para uns, mas não para outros. Vai do seu discernimento, experiência, etc. O dono de uma confecção de roupas íntimas está enjoado de ver e pegar em calcinhas o dia todo, mas a simples visão de uma por outra pessoa pode fazer sua mente dar piruetas.
"E, se a tua mão te escandalizar, corta-a; melhor é para ti entrares na vida aleijado do que, tendo duas mãos, ires para o inferno, para o fogo que nunca se apaga" Marcos 9:43
Obviamente o objetivo aí não é cortar a mão (algumas pessoas já fizeram literalmente isso, com a mão e outros membros do corpo!), mas trata-se de uma analogia, ou seja, qualquer coisa que possa me servir de tropeço é melhor eu tirá-la de perto. Se eu for um alcoólatra, pode ser preciso evitar perfumes.
Mas às vezes somos obrigados a abrir mão de certas coisas não por nós mesmos, mas pelo dano que elas podem causar aos que nos cercam. Isso porque podemos ser fortes ou indiferentes a elas, mas outros não. E isso pode incluir coisas tão inócuas quanto comer e beber.
Romanos 14:20 Não destruas por causa da comida a obra de Deus. É verdade que tudo é limpo, mas mal vai para o homem que come com escândalo.
21 Bom é não comer carne, nem beber vinho, nem fazer outras coisas em que teu irmão tropece, ou se escandalize, ou se enfraqueça.
Não conhecia a cantora, mas a música é famosa. A apresentação é belíssima e, obviamente, utiliza bem os recursos da TV. Maquiagem, iluminação e lentes transformam pessoas comuns em verdadeiros deslumbres, portanto não acredite em tudo o que vê no cinema ou na TV. Havia um seriado "A gata e o rato" com o Bruce Willis que usava diferentes lentes. Quando a câmera dava um close no Bruce Willis, era lente comum. Quando dava um close na artista (não sei o nome) era lente esfumaçada nas bordas, para deixá-la deslumbrante.
Eu não vejo nada de errado em uma canção ou apresentação assim, pois é uma canção romântica e algo perfeitamente natural cantar o amor. Afinal, há um livro na Bíblia que é, ele todo, uma canção de amor: Cantares. Se ele não estivesse na Bíblia, muitos cristãos o repudiariam pela ousadia com que trata o tema, inclusive o aspecto sexual do relacionamento marido-esposa. Obviamente ali não se trata de sexo ilícito, mas da relação do Senhor com Sua amada (no caso é Israel), representado pela mulher.
> Considerando a opção sexual do compositor da canção do vídeo, contrária à Palavra de Deus, não seria errado assistir por esta razão?
Não conheço o compositor. De qualquer modo, eu não me preocuparia muito em ir a fundo na biografia de alguém para saber detalhes, quando não é isso que está sendo exposto em sua canção. Existe uma corrente dentro das igrejas evangélicas que adora se ocupar do mal. São pastores que ganham a vida pregando contra o He Man, os desenhos da Disney, as músicas da Xuxa e coisas do tipo. Aí eles vem dizer que você deve pegar uma lente e examinar a embalagem de um desenho da Disney para ver que o detalhe se assemelha a um órgão sexual, ou deve tocar a música da Xuxa ao contrário para descobrir mensagens demoníacas.
Oras, se vivermos neste mundo de lente em punho, vamos descobrir aquilo que a Bíblia já ensina, que o mundo jaz no Maligno, e que tudo o que há no mundo não procede de Deus, mas do mundo (entenda "mundo" não como o planeta, mas como o sistema humano de coisas, a civilização).
Devemos ser símplices como a pomba, que não anda de lupa na mão, e astutos como a serpente, que sabe muito bem identificar algo como perigoso. É assim que deve ser. Se você enxergar que isso é uma ameaça para sua fé, fuja. Mas, volto a dizer, não fique por aí preocupado em divulgar o mal, pois é isso que muitos cristãos hoje estão fazendo, até mesmo entrevistando pessoas possessas para conhecer o que o diabo tem a dizer.
Isso me lembra a piada da mulher que chamou a polícia para avisar que o homem do apartamento vizinho estava se exibindo nu na janela. A polícia chegou, olhou pela janela e não viu nada. Aí a mulher disse ao policial: "Mas experimenta subir na geladeira que você vai ver".
Uma vez um rapaz escreveu indagando como eu podia usar o software Greymatter (uso em dois outros de meus blogs) em razão da opção sexual de seu autor. Respondi que se eu fosse investigar a vida íntima de todos os que trabalharam no Windows, iria descobrir várias pessoas que não andam conforme o que ensina a Bíblia que, obviamente, condena o homossexualismo. Mas, o que fazer? Deixar de usar o Windows? O computador? O automóvel? Parar de comer a pizza do restaurante da esquina? Recusar-me a ser tratado pelos profissionais de saúde se ficar internado?
Evidentemente devo procurar evitar qualquer associação com o mal, mas se eu sair por aí ocupado com o mal e investigando cada coisa que utilizo em meu dia-a-dia, vou morrer de fome, de frio, de sede ou de alguma doença, pois certamente algum plantador de feijão, entregador de água, dono de confecção ou médico que não deve estar com sua vida moral em dia. Resumindo: a ocupação do cristão deve ser com as coisas do alto, e a exortação também vale para quem fica ocupado com o mal, que causa sensação, sob o pretexto de estar avisando as pessoas de seus malefícios. É o que fazem os pastores que fazem disso sua bandeira nos programas de rádio e TV. Isso certamente não é estar ocupado com Cristo.
Quanto à sua outra pergunta, a respeito de evitar as tentações, o fato de ser tentado pelo que vê ou acontece ao seu redor só mostra que você não está morto. Mas aí entra a questão. Embora nosso corpo não esteja morto aos olhos de todos, ele deveria estar ocupando essa posição, já que está morto aos olhos de Deus. O cristão ainda tem sua carne viva e ativa, mas deve mortificá-la (considerá-la morta) pois é este o lugar onde ela foi colocada ao recebermos a nova vida. Porém, se eu viver lidando com a carne, ainda que seja na tentativa de mantê-la quieta, isso continuará sendo ocupação com a carne. Era o que faziam os monges que se flagelavam. Oras, enquanto estavam batendo na carne, estavam ocupados com ela, para bem ou para mal.
Gálatas 5:16 Digo, porém: Andai em Espírito, e não cumprireis a concupiscência da carne.
17 Porque a carne cobiça contra o Espírito, e o Espírito contra a carne; e estes opõem-se um ao outro, para que não façais o que quereis.
18 Mas, se sois guiados pelo Espírito, não estais debaixo da lei.
Veja o que diz aí. Não é combatendo a carne que andamos no Espírito, mas é andando no Espírito que este (o Espírito) combate a carne. Outra coisa que diz é que somos guiados pelo Espírito e não pela lei. As duas coisas não podem coexistir. Se eu me deixo levar pela lei (não faça isto, não faça aquilo), então não estou sendo guiado pelo Espírito. Se eu me ocupo com o Espírito, é Ele quem irá cuidar do resto.
Você se lembra de quando era criança e ganhava um presente há muito desejado? O que acontecia então? Seus pais precisavam obrigá-lo a almoçar e jantar, porque você até se esquecia das necessidades básicas. Ficava tão encantado com o presente que só queria brincar, e só ia fazer xixi quando a coisa ficava apertada demais. É assim que funciona: quando estamos entretidos e encantados com alguma coisa, deixamos naturalmente de fazer as outras, sejam elas boas ou ruins. É a atração pelas coisas que pertencem a Cristo que nos faz deixar as coisas que não agradam a Ele. Os judeus tentaram fazer isso pela lei e não conseguiram. Mas nós temos o Espírito.
Obviamente, em última instância, nós não perdemos o controle de decidir o que queremos fazer, e quando pecamos é porque queremos pecar. Mas, como diz o ditado, "você não pode evitar que os pássaros voem sobre sua cabeça, mas pode evitar que façam ninho em seus cabelos". Se eu perceber que algo, seja música, vídeo, imagem, ambiente, amizade ou o que for, está me fazendo desviar para aquilo que é pecaminoso, então devo evitar essas coisas ou situações.
José fugiu da mulher de Potífar correndo para escapar de uma circunstância que ele sabia não ter poder para lidar contra ela. Davi, no dia em que os reis iam à guerra, ficou em casa, acordou tarde, viu Bateseba tomando banho pela janela (não diz se precisou subir na geladeira para isso), mandou buscá-la e deu no que deu. Se ele tivesse feito o que os reis faziam naquela época, não estaria em casa, não acordaria tarde, não olharia pela janela...
2 Samuel 11:1 E aconteceu que, tendo decorrido um ano, no tempo em que os reis saem à guerra, enviou Davi a Joabe, e com ele os seus servos, e a todo o Israel; e eles destruíram os filhos de Amom, e cercaram a Rabá; porém Davi ficou em Jerusalém.
2 E aconteceu que numa tarde Davi se levantou do seu leito, e andava passeando no terraço da casa real, e viu do terraço a uma mulher que se estava lavando; e era esta mulher mui formosa à vista.
3 E mandou Davi indagar quem era aquela mulher; e disseram: Porventura não é esta Bate-Seba, filha de Eliã, mulher de Urias, o heteu?
4 Então enviou Davi mensageiros, e mandou trazê-la; e ela veio, e ele se deitou com ela (pois já estava purificada da sua imundícia); então voltou ela para sua casa.
>> Você acha melhor evitar vídeos com apresentações como as da cantora que mencionei?
Não existe uma lei para isso. Tudo depende de seu exercício com o Senhor. Tem gente que enxerga coisas com a mente que podem não estar tão patentes ou serem explícitas. Uma pessoa com problemas de alcoolismo não pode ver uma garrafa. Sei de um rapaz que foi trancado no quarto pela mãe para não beber e esvaziou todos os vidros de perfume. Coisas lícitas podem ser instrumento de pecado para uns, mas não para outros. Vai do seu discernimento, experiência, etc. O dono de uma confecção de roupas íntimas está enjoado de ver e pegar em calcinhas o dia todo, mas a simples visão de uma por outra pessoa pode fazer sua mente dar piruetas.
"E, se a tua mão te escandalizar, corta-a; melhor é para ti entrares na vida aleijado do que, tendo duas mãos, ires para o inferno, para o fogo que nunca se apaga" Marcos 9:43
Obviamente o objetivo aí não é cortar a mão (algumas pessoas já fizeram literalmente isso, com a mão e outros membros do corpo!), mas trata-se de uma analogia, ou seja, qualquer coisa que possa me servir de tropeço é melhor eu tirá-la de perto. Se eu for um alcoólatra, pode ser preciso evitar perfumes.
Mas às vezes somos obrigados a abrir mão de certas coisas não por nós mesmos, mas pelo dano que elas podem causar aos que nos cercam. Isso porque podemos ser fortes ou indiferentes a elas, mas outros não. E isso pode incluir coisas tão inócuas quanto comer e beber.
Romanos 14:20 Não destruas por causa da comida a obra de Deus. É verdade que tudo é limpo, mas mal vai para o homem que come com escândalo.
21 Bom é não comer carne, nem beber vinho, nem fazer outras coisas em que teu irmão tropece, ou se escandalize, ou se enfraqueça.
O que você acha do Natal?
Bem, você já deve ter escutado muitas histórias e argumentos a favor e contra o Natal. Eu mesmo publiquei um texto de autor desconhecido colocando as bases bíblicas para o não reconhecimento do Natal como uma celebração cristã. Você pode ler em "A verdade sobre o Natal".
Mas aqui vou contar uma história de Natal diferente, mas prepare-se porque é uma história diferente. Não é cheia de estrelinhas cantantes e pastorzinhos saltitantes como em presépio, nem tem fadas e duendes ajudando o Papai Noel, como em Shopping, mas é a verdadeira história do Natal.
Era uma vez – há muito tempo, sem neve e nem dezembro – alguns homens sábios – ninguém sabe se eram três – que chegaram do Oriente a Israel para visitar a criança que tinha nascido para ser Rei de Israel. Como eles souberam do nascimento? Bem, foi Deus quem revelou isso e usou uma estrela para guiá-los. Um cometa? Não acredito. Já viu um cometa que às vezes anda e às vezes pára sobre uma casa?
Chegando em Jerusalém, os sábios descobriram que estavam com um probleminha. Israel já tinha um rei, Herodes, que não queria nem um pouco descer do trono. Ele ficou perturbado, e não apenas ele, mas toda a população de Jerusalém. Já viu isso? Todo mundo ficar perturbado porque outro Rei iria tomar o lugar de Herodes? Pois é, ninguém queria Jesus. O pessoal era da opinião de que em time que está ganhando bem não se mexe.
Esta história você encontra nos Evangelhos, principalmente em Mateus. Em outro lutar aparece o que as pessoas de Jerusalém estavam realmente pensando: "Não queremos que este reine sobre nós". (Lucas 9:14) Isso não é novidade nenhuma. A gente já nasce assim, inimigos de Deus e de Cristo. (Romanos 5:10) Mas vamos continuar nossa verdadeira história do Natal.
O rei Herodes mandou os principais sacerdotes e escribas – os teólogos e doutores da época – pesquisarem o que estava escrito nas profecias dos antigos profetas. Sabe o que acharam? "E tu, Belém, terra de Judá, De modo nenhum és a menor entre as capitais de Judá; Porque de ti sairá o Guia Que há de apascentar o meu povo de Israel." (Mateus 2:6)
Aí o rei armou um plano. Perguntou aos sábios – é esta a interpretação correta para a palavra "magos" – quando foi que viram a estrela, para poder calcular direitinho a data de nascimento do novo Rei, e pediu que avisassem quando encontrassem a criança. Herodes disse que queria ir até lá adorar o menino, mas o que ele queria mesmo era matá-Lo. Percebeu como a história da paixão e morte de Cristo começou muito tempo antes? A verdadeira história do Natal tem seu desfecho na cruz do Calvário.
Finalmente os sábios, guiados pela estrela, chegaram à casa onde estava o menino. Casa? Isso mesmo, casa. Ué?! E a história da cocheira, da manjedoura, do burrinho e da vaquinha de presépio? Ou cadê a gruta de algumas versões? Bem, Jesus nasceu mesmo num lugar humilde, provavelmente numa cocheira, e seu primeiro berço foi uma manjedoura. Por que? Oras, porque não havia lugar para Ele em nenhuma estalagem (Lucas 2:6). Na maioria dos corações das pessoas hoje ainda está escrito "NÃO HÁ VAGA" para Jesus. E no seu?
Sinto ter estragado aquela idéia romântica que você tinha do presépio, mas a verdade é que quando os sábios chegaram com seus presentes José, Maria e Jesus já estavam numa casa e provavelmente o menino era bem crescidinho, pois os sábios não vieram do Oriente de avião, mas caminhando ou montados em animais. Meses se passaram entre o nascimento e sua chegada a Belém.
Surpreso? Então veja só o que Herodes fez. Quando os sábios não voltaram para lhe dar notícia – Deus avisou para que voltassem por outro caminho – ficou furioso. Tão furioso que mandou seus guardas a Belém para matarem todos os meninos da cidade e arredores com idade até dois anos. Isso mesmo, todos os meninos de Belém e vizinhança com até dois anos de idade. Aquelas crianças não receberam a visita de Papai Noel com um saco de presentes, mas dos soldados para matá-las com espadas e lanças. O primeiro e verdadeiro Natal foi um infanticídio, um extermínio em massa de crianças até dois anos de idade. Enquanto isso, avisados por Deus, José e Maria fugiam para o Egito levando o menino Jesus, que devia ter até dois anos de idade.
Você já percebeu que o mundo daquela época não desejava nem um pouco Jesus – nem Herodes, nem o povo, nem os sacerdotes e escribas, nem os soldados. Percebe que são as mesmas classes de pessoas – governo, povo, religião, sábios e militares – que aparecem na cena da crucificação? Nem o mundo nem as pessoas mudaram nesses 2 mil anos. "Não queremos que este reine sobre nós" (Lucas 19:14) continua sendo o que a maioria das pessoas realmente diz para Jesus.
Em nossa época as pessoas continuam também matando crianças, às vezes até para garantir seu presente de Natal.

"E Jesus, chamando um menino, o pôs no meio deles, e disse: Em verdade vos digo que, se não vos converterdes e não vos fizerdes como meninos, de modo algum entrareis no reino dos céus. Portanto, aquele que se tornar humilde como este menino, esse é o maior no reino dos céus. E qualquer que receber em meu nome um menino, tal como este, a mim me recebe. Mas, qualquer que escandalizar um destes pequeninos, que crêem em mim, melhor lhe fora que se lhe pendurasse ao pescoço uma mó de azenha, e se submergisse na profundeza do mar." (Mateus 18:2-6)
É isso. Este mundo não é nenhuma Disneylândia, as pessoas não mudaram e nem vão mudar a menos que... Bem, o evento mais importante da vinda de Jesus a este mundo não foi Seu nascimento, mas Sua morte. Ele morreu para que aqueles que crêem nEle pudessem nascer de novo – um novo nascimento espiritual – com um coração limpinho, do jeito que Deus gosta. Para isso Jesus teve que pagar por nossos pecados na cruz, substituindo aqueles que O aceitam como Salvador.
Então não é ficando bonzinho que a gente vai para o céu? Bem, talvez você ganhe mais presentes de Natal ficando bonzinho, mas nunca vai ganhar a salvação eterna tentando fazer isso. Primeiro, porque a salvação é um presente de Deus, é grátis porque Jesus pagou seu preço na cruz. Segundo, porque ninguém consegue ser bonzinho o suficiente – o padrão é o próprio Deus – para chegar lá. Deus salva e transforma aqueles que vão a Cristo com todos os seus defeitos, pecados, vícios, problemas. Ele sabe exatamente o que cada um está passando.
Uma vez eu li a história de um médico que foi a um leprosário na África falar de Jesus aos leprosos. Quando chegou lá, viu que todos estavam sentados sobre as mãos, com os pés sob o corpo. Percebeu que escondiam os cotos que restaram das mãos e pés, mutilados pela doença. Sentiam vergonha que aquele médico todo arrumadinho visse suas deficiências, como muita gente faz tentando esconder seus problemas de Jesus.
O médico ficou apavorado. Como iria repetir o sermão cheio de palavras bonitinhas que preparou enquanto viajava num avião com ar condicionado? Achou melhor esquecer. Olhou para aquelas pessoas e disse algo mais ou menos assim:
"Eu venho de um lugar onde não passo fome, tenho casa para morar, saúde, dinheiro e muitas coisas que faltam a vocês aqui. Não sei o que é passar forme, dormir ao relento, ser leproso ou aleijado das mãos e dos pés. Então não tenho nada de mim para falar a vocês. Mas vou falar de Alguém que sabe o que vocês estão passando.
Sou médico, e sei que grandes pregos cravados nas mãos e nos pés mutilam. As mãos param de funcionar, os pés também. Quero dizer a vocês que Jesus um dia ficou com suas mãos e pés mutilados, pregados numa cruz. Morreu ali, sem poder se mexer, totalmente inválido, por mim e por vocês. Ele sabe muito bem o que vocês estão passando. É para Ele que vocês devem olhar, é nEle que devem crer. Ele entende o que vocês estão passando."
Quando terminou de falar, todas aquelas pessoas – homens e mulheres, velhos e jovens, meninos e meninas – levantaram suas mãos expondo suas mutilações. Não queriam mais esconder seus problemas de Jesus. Ele os conhecia bem.
"Porque Deus amou o mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito, para que todo aquele que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna. Porque Deus enviou o seu Filho ao mundo, não para que condenasse o mundo, mas para que o mundo fosse salvo por ele. Quem crê nele não é condenado; mas quem não crê já está condenado, porquanto não crê no nome do unigênito Filho de Deus." João 3:16-18
Evidentemente não cabe ao cristão ser um estraga-prazeres, mesmo porque muitas pessoas realmente desfrutam da oportunidade de reunir a família, visitar amigos e presentear. Eu já fui muito radical neste sentido e não consegui nada. Hoje participo com a família numa festa que considero uma tradição familiar (como é o Dia de Ações de Graças nos EUA) e não uma celebração religiosa. E se sei que alguém irá me presentear, também compro um presente para aquela pessoa pois seria uma indelicadeza recusar o presente ou deixar de retribuir.
Há também o lado comercial da coisa, e de nada adianta reclamar de um dia que realmente movimenta o comércio quando a maioria de nós acaba se beneficiando disso, ou trabalhando em indústrias, em lojas ou mesmo em serviços, como um bancário, garçom ou manicure, nas mãos de quem vai parar o dinheiro das compras.
Se algum cristão quiser realmente tratar a questão a ferro e fogo, o melhor então é procurar uma atividade que não se beneficie desses picos de vendas, mas acho que vai ser difícil. Ainda que você decida ir morar no campo e plantar trigo, obviamente suas vendas vão melhorar porque mais gente vai comer panetone.
Apesar de sua falta de fundamento bíblico, não podemos deixar de nos lembrar de que o Natal é também uma excelente oportunidade para pregar o evangelho, pois tem muita gente que se sente bastante triste e melancólica nesta época do ano. Então, se você realmente deseja fazer uma diferença nesta época, faça algo de positivo e construtivo. Ao invés de sair por aí queimando árvores de natal, recusando presentes ou batendo com a Bíblia na cabeça do Papai Noel, pregue o evangelho.
Mas aqui vou contar uma história de Natal diferente, mas prepare-se porque é uma história diferente. Não é cheia de estrelinhas cantantes e pastorzinhos saltitantes como em presépio, nem tem fadas e duendes ajudando o Papai Noel, como em Shopping, mas é a verdadeira história do Natal.
Era uma vez – há muito tempo, sem neve e nem dezembro – alguns homens sábios – ninguém sabe se eram três – que chegaram do Oriente a Israel para visitar a criança que tinha nascido para ser Rei de Israel. Como eles souberam do nascimento? Bem, foi Deus quem revelou isso e usou uma estrela para guiá-los. Um cometa? Não acredito. Já viu um cometa que às vezes anda e às vezes pára sobre uma casa?
Chegando em Jerusalém, os sábios descobriram que estavam com um probleminha. Israel já tinha um rei, Herodes, que não queria nem um pouco descer do trono. Ele ficou perturbado, e não apenas ele, mas toda a população de Jerusalém. Já viu isso? Todo mundo ficar perturbado porque outro Rei iria tomar o lugar de Herodes? Pois é, ninguém queria Jesus. O pessoal era da opinião de que em time que está ganhando bem não se mexe.
Esta história você encontra nos Evangelhos, principalmente em Mateus. Em outro lutar aparece o que as pessoas de Jerusalém estavam realmente pensando: "Não queremos que este reine sobre nós". (Lucas 9:14) Isso não é novidade nenhuma. A gente já nasce assim, inimigos de Deus e de Cristo. (Romanos 5:10) Mas vamos continuar nossa verdadeira história do Natal.
O rei Herodes mandou os principais sacerdotes e escribas – os teólogos e doutores da época – pesquisarem o que estava escrito nas profecias dos antigos profetas. Sabe o que acharam? "E tu, Belém, terra de Judá, De modo nenhum és a menor entre as capitais de Judá; Porque de ti sairá o Guia Que há de apascentar o meu povo de Israel." (Mateus 2:6)
Aí o rei armou um plano. Perguntou aos sábios – é esta a interpretação correta para a palavra "magos" – quando foi que viram a estrela, para poder calcular direitinho a data de nascimento do novo Rei, e pediu que avisassem quando encontrassem a criança. Herodes disse que queria ir até lá adorar o menino, mas o que ele queria mesmo era matá-Lo. Percebeu como a história da paixão e morte de Cristo começou muito tempo antes? A verdadeira história do Natal tem seu desfecho na cruz do Calvário.
Finalmente os sábios, guiados pela estrela, chegaram à casa onde estava o menino. Casa? Isso mesmo, casa. Ué?! E a história da cocheira, da manjedoura, do burrinho e da vaquinha de presépio? Ou cadê a gruta de algumas versões? Bem, Jesus nasceu mesmo num lugar humilde, provavelmente numa cocheira, e seu primeiro berço foi uma manjedoura. Por que? Oras, porque não havia lugar para Ele em nenhuma estalagem (Lucas 2:6). Na maioria dos corações das pessoas hoje ainda está escrito "NÃO HÁ VAGA" para Jesus. E no seu?
Sinto ter estragado aquela idéia romântica que você tinha do presépio, mas a verdade é que quando os sábios chegaram com seus presentes José, Maria e Jesus já estavam numa casa e provavelmente o menino era bem crescidinho, pois os sábios não vieram do Oriente de avião, mas caminhando ou montados em animais. Meses se passaram entre o nascimento e sua chegada a Belém.
Surpreso? Então veja só o que Herodes fez. Quando os sábios não voltaram para lhe dar notícia – Deus avisou para que voltassem por outro caminho – ficou furioso. Tão furioso que mandou seus guardas a Belém para matarem todos os meninos da cidade e arredores com idade até dois anos. Isso mesmo, todos os meninos de Belém e vizinhança com até dois anos de idade. Aquelas crianças não receberam a visita de Papai Noel com um saco de presentes, mas dos soldados para matá-las com espadas e lanças. O primeiro e verdadeiro Natal foi um infanticídio, um extermínio em massa de crianças até dois anos de idade. Enquanto isso, avisados por Deus, José e Maria fugiam para o Egito levando o menino Jesus, que devia ter até dois anos de idade.
Você já percebeu que o mundo daquela época não desejava nem um pouco Jesus – nem Herodes, nem o povo, nem os sacerdotes e escribas, nem os soldados. Percebe que são as mesmas classes de pessoas – governo, povo, religião, sábios e militares – que aparecem na cena da crucificação? Nem o mundo nem as pessoas mudaram nesses 2 mil anos. "Não queremos que este reine sobre nós" (Lucas 19:14) continua sendo o que a maioria das pessoas realmente diz para Jesus.
Em nossa época as pessoas continuam também matando crianças, às vezes até para garantir seu presente de Natal.

"E Jesus, chamando um menino, o pôs no meio deles, e disse: Em verdade vos digo que, se não vos converterdes e não vos fizerdes como meninos, de modo algum entrareis no reino dos céus. Portanto, aquele que se tornar humilde como este menino, esse é o maior no reino dos céus. E qualquer que receber em meu nome um menino, tal como este, a mim me recebe. Mas, qualquer que escandalizar um destes pequeninos, que crêem em mim, melhor lhe fora que se lhe pendurasse ao pescoço uma mó de azenha, e se submergisse na profundeza do mar." (Mateus 18:2-6)
É isso. Este mundo não é nenhuma Disneylândia, as pessoas não mudaram e nem vão mudar a menos que... Bem, o evento mais importante da vinda de Jesus a este mundo não foi Seu nascimento, mas Sua morte. Ele morreu para que aqueles que crêem nEle pudessem nascer de novo – um novo nascimento espiritual – com um coração limpinho, do jeito que Deus gosta. Para isso Jesus teve que pagar por nossos pecados na cruz, substituindo aqueles que O aceitam como Salvador.
Então não é ficando bonzinho que a gente vai para o céu? Bem, talvez você ganhe mais presentes de Natal ficando bonzinho, mas nunca vai ganhar a salvação eterna tentando fazer isso. Primeiro, porque a salvação é um presente de Deus, é grátis porque Jesus pagou seu preço na cruz. Segundo, porque ninguém consegue ser bonzinho o suficiente – o padrão é o próprio Deus – para chegar lá. Deus salva e transforma aqueles que vão a Cristo com todos os seus defeitos, pecados, vícios, problemas. Ele sabe exatamente o que cada um está passando.
Uma vez eu li a história de um médico que foi a um leprosário na África falar de Jesus aos leprosos. Quando chegou lá, viu que todos estavam sentados sobre as mãos, com os pés sob o corpo. Percebeu que escondiam os cotos que restaram das mãos e pés, mutilados pela doença. Sentiam vergonha que aquele médico todo arrumadinho visse suas deficiências, como muita gente faz tentando esconder seus problemas de Jesus.
O médico ficou apavorado. Como iria repetir o sermão cheio de palavras bonitinhas que preparou enquanto viajava num avião com ar condicionado? Achou melhor esquecer. Olhou para aquelas pessoas e disse algo mais ou menos assim:
"Eu venho de um lugar onde não passo fome, tenho casa para morar, saúde, dinheiro e muitas coisas que faltam a vocês aqui. Não sei o que é passar forme, dormir ao relento, ser leproso ou aleijado das mãos e dos pés. Então não tenho nada de mim para falar a vocês. Mas vou falar de Alguém que sabe o que vocês estão passando.
Sou médico, e sei que grandes pregos cravados nas mãos e nos pés mutilam. As mãos param de funcionar, os pés também. Quero dizer a vocês que Jesus um dia ficou com suas mãos e pés mutilados, pregados numa cruz. Morreu ali, sem poder se mexer, totalmente inválido, por mim e por vocês. Ele sabe muito bem o que vocês estão passando. É para Ele que vocês devem olhar, é nEle que devem crer. Ele entende o que vocês estão passando."
Quando terminou de falar, todas aquelas pessoas – homens e mulheres, velhos e jovens, meninos e meninas – levantaram suas mãos expondo suas mutilações. Não queriam mais esconder seus problemas de Jesus. Ele os conhecia bem.
"Porque Deus amou o mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito, para que todo aquele que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna. Porque Deus enviou o seu Filho ao mundo, não para que condenasse o mundo, mas para que o mundo fosse salvo por ele. Quem crê nele não é condenado; mas quem não crê já está condenado, porquanto não crê no nome do unigênito Filho de Deus." João 3:16-18
Evidentemente não cabe ao cristão ser um estraga-prazeres, mesmo porque muitas pessoas realmente desfrutam da oportunidade de reunir a família, visitar amigos e presentear. Eu já fui muito radical neste sentido e não consegui nada. Hoje participo com a família numa festa que considero uma tradição familiar (como é o Dia de Ações de Graças nos EUA) e não uma celebração religiosa. E se sei que alguém irá me presentear, também compro um presente para aquela pessoa pois seria uma indelicadeza recusar o presente ou deixar de retribuir.
Há também o lado comercial da coisa, e de nada adianta reclamar de um dia que realmente movimenta o comércio quando a maioria de nós acaba se beneficiando disso, ou trabalhando em indústrias, em lojas ou mesmo em serviços, como um bancário, garçom ou manicure, nas mãos de quem vai parar o dinheiro das compras.
Se algum cristão quiser realmente tratar a questão a ferro e fogo, o melhor então é procurar uma atividade que não se beneficie desses picos de vendas, mas acho que vai ser difícil. Ainda que você decida ir morar no campo e plantar trigo, obviamente suas vendas vão melhorar porque mais gente vai comer panetone.
Apesar de sua falta de fundamento bíblico, não podemos deixar de nos lembrar de que o Natal é também uma excelente oportunidade para pregar o evangelho, pois tem muita gente que se sente bastante triste e melancólica nesta época do ano. Então, se você realmente deseja fazer uma diferença nesta época, faça algo de positivo e construtivo. Ao invés de sair por aí queimando árvores de natal, recusando presentes ou batendo com a Bíblia na cabeça do Papai Noel, pregue o evangelho.
Qual o papel que "minha igreja" teve em minha conversão e edificação?
Sei que muitos cristãos atribuem à "sua igreja" ou denominação o mérito de ter sido responsável por sua salvação e estar agora sendo responsável por sua edificação e vida cristã. Será que isso tem fundamento na Bíblia? Bem, eu não encontro qualquer evidência na Palavra de Deus que Cristo tenha dado dons a "pessoas jurídicas", ou capacitado "pessoas jurídicas" a pregar, ensinar, consolar, exortar etc. São "pessoas físicas" que Ele usa.
A questão é: você teria passado por tudo isso se a denominação que segue não existisse? Certamente. Deus não usa denominações, porque uma denominação é um erro, é uma aberração da verdade do "um só corpo", uma cisão do testemunho do "um só corpo" pois espalha os crentes, identificando-os por diferentes nomes. O desejo do Senhor foi que todos os Seus fossem um, "para que o mundo creia". Hoje não damos muitas razões para o mundo crer neste sentido, não é mesmo?
Mas se Deus não usa as denominações, como você pode ter encontrado a verdade "na igreja X", crescido e permanecido separado para o Senhor "na igreja X", recebido palavras de edificação, consolo e exortação "na igreja X"? Bem, você não está se referindo a "igreja" como o corpo de Cristo, mas como uma determinada organização cuja fundação se deu, não no dia de Pentecostes, mas numa outra data qualquer. Além disso, não se trata da "Igreja" que encontro na Bíblia, pois daquela são membros TODOS os salvos. Evidentemente o rol de membros da "igreja X" não inclui TODOS os salvos, não é mesmo?
A verdade é que "a igreja X" não fez nada disso por você e é aí que está o grande erro, o mesmo no qual o catolicismo incorre há séculos: acreditar que Deus criou alguma organização (a "igreja X", por exemplo) e que é através dela que somos salvos, edificados, consolados, exortados etc. (o católico a chama de "santa mãe Igreja" e costuma dizer que "a Igreja ensina isso e aquilo...").
Se ler cuidadosamente Efésios 3 verá algo curioso:
ROGO-VOS, pois, eu, o preso do Senhor, que andeis como é digno da vocação com que fostes chamados,
2 Com toda a humildade e mansidão, com longanimidade, suportando-vos uns aos outros em amor,
3 Procurando guardar a UNIDADE do Espírito pelo vínculo da paz.
4 Há UM SÓ CORPO e um só Espírito, como também fostes chamados em uma só esperança da vossa vocação;
5 Um só SENHOR, uma só fé, um só batismo;
6 Um só Deus e Pai de todos, o qual é sobre todos, e por todos e em todos vós.
7 Mas a graça foi dada a cada um de nós segundo a medida do dom de Cristo.
8 Por isso diz: Subindo ao alto, levou cativo o cativeiro, E deu dons aos homens.
9 Ora, isto ele subiu que é, senão que também antes tinha descido às partes mais baixas da terra?
10 Aquele que desceu é também o mesmo que subiu acima de todos os céus, para cumprir todas as coisas.
11 E ele mesmo deu uns para apóstolos, e outros para profetas, e outros para evangelistas, e outros para pastores e doutores,
12 Querendo o aperfeiçoamento dos santos, para a obra do ministério, para edificação do corpo de Cristo;
13 Até que todos cheguemos à unidade da fé, e ao conhecimento do Filho de Deus, a homem perfeito, à medida da estatura completa de Cristo,
Além de deixar claro que "há um só corpo" (que corpo é esse, a "igreja X"?), o apóstolo Paulo mostra o que Deus fez para que ouvíssemos o evangelho, fossemos ensinados, pastoreados etc. visando o aperfeiçoamento dos santos, a edificação do corpo de Cristo.
Ali diz que deu dons "aos homens", a pessoas físicas, não a pessoas jurídicas, não a uma organização, e deu uns ("pessoas físicas", não "pessoas jurídicas") para apóstolos, profetas, evangelistas, pastores, doutores. Em suma, Deus providenciou PESSOAS e DONS como a forma de ouvirmos o evangelho, sermos edificados etc. Deus não providenciou esta ou aquela organização ("igreja", denominação etc.) para essa finalidade.
Se você um dia ouviu o evangelho e creu, não foi a denominação que freqüenta que fez isso por você. Foi obra de Deus que usou um de seus vasos (pessoas), idôneo ou não, para fazer o evangelho chegar até você e, por meio do Espírito Santo, fez com que você cresse no evangelho. Quando digo "idôneo ou não" é porque Paulo mesmo diz que alguns pregavam por inveja e porfia, mas que não importava a ele já que o evangelho estava sendo pregado.
15 Verdade é que também alguns pregam a Cristo por inveja e porfia, mas outros de boa vontade;
16 Uns, na verdade, anunciam a Cristo por contenção, não puramente, julgando acrescentar aflição às minhas prisões.
17 Mas outros, por amor, sabendo que fui posto para defesa do evangelho.
18 Mas que importa? Contanto que Cristo seja anunciado de toda a maneira, ou com fingimento ou em verdade, nisto me regozijo, e me regozijarei ainda. Filipenses 1
Deus pode tanto ter usado essa pessoa para pregar para você numa estrada deserta, em uma prisão, debaixo de uma árvore, em uma boate (conheci um rapaz que se converteu em uma boate), ou dentro daquilo que os homens chamam de "igreja X" ou "templo" (quando a verdade é que só existiu um templo endossado por Deus, o de Jerusalém).
Não foi o lugar ou a organização que fizeram alguma coisa por sua salvação, mas o fato de Deus ter usado alguém que estava nesse lugar com você para fazê-lo ouvir a Palavra. Se fossemos dar importância "ao lugar", então poderíamos iniciar novas religiões em estradas desertas, prisões, debaixo de árvores ou em boates, por achar que o local teve algum mérito na conversão de alguém.
Do mesmo modo, depois de convertido, Deus continuou usando "pessoas físicas", e não "pessoas jurídicas", para ajudar em seu crescimento espiritual. O problema é que, quando essas pessoas pertencem a alguma denominação elas estarão puxando a sardinha para a brasa da denominação, e você não terá a liberdade de julgar todas as coisas segundo a Palavra de deus, mas ficará limitado a julgá-las segundo as normas, dogmas ou estatutos dessa denominação. A razão disso é que você aprenderá que alguém "mais espiritual", talvez o fundador da denominação, entendeu tudo sobre a Palavra de Deus e, por isso, traçou aqueles limites. Pensar fora daquela caixa fica fora de questão. Por isso você sempre acaba ficando com menos do que tem direito.
Vou explicar. Gosto de ouvir pregações bem fundamentadas do evangelho, ler livros de autores cristãos com palavras de consolação e coisas do tipo, evidentemente sempre julgando segundo o que encontro na Palavra de Deus. Geralmente você encontra boas coisas em termos de evangelho, consolo, devoção e assuntos assim, porém eu não perco meu tempo em ouvir alguém ensinar sobre a verdade da Igreja, o corpo de Cristo, se essa pessoa pertence a alguma denominação. Seu ensino não será isento, pois ele não poderá falar algo que esteja fora dos muros aos quais se submeteu.
O grande problema é que, por vivermos em uma sociedade "cristianizada" que herdou muita coisa do catolicismo romano, ficamos indiferentes a certas verdades que estão na Bíblia, ou até mesmo as ignoramos, por não se encaixarem em nossa própria cartilha ou no contrato verbal que assinamos ao nos fazermos membros de uma organização que é da terra e que não estará no céu.
Mas quando entendemos que qualquer desvio da verdade é iniqüidade, somos levados, pelo Senhor, e não por nossas convicções pessoais, a nos afastarmos daquilo que não enaltece o nome de Cristo. E qualquer organização que se inclua no processo de salvação, ou mesmo do ensino, exortação etc. não enaltece Aquele que é o único responsável pela salvação, o único que morreu na cruz e derramou Seu sangue para nos salvar e glorificar a Deus.
Se eu me congrego em algum lugar porque "igreja X" é o elemento catalisador, o centro de reunião, aquilo que torna os que estão ali iguais neste particular, então não estou me congregando somente ao nome do Senhor Jesus. Estou me congregando, talvez, em nome do Senhor "E" da "igreja X".
Hoje bagunçou geral. Aquilo que deveria ter sido a "casa de Deus" de 1a. Timóteo, coluna e baluarte da verdade (refere-se ao testemunho da Igreja deixado nas mãos dos homens) transformou-se na "grande casa" de 2a. Timóteo, onde há de tudo um pouco. Cabe a cada um agora discernir o que é de Deus e o que não é, e apartar-se, de pessoas e doutrinas que não dão a Cristo 100% da glória pela salvação das almas e sua edificação, ou de pessoas que estejam em pecado.
19 Todavia o fundamento de Deus fica firme, tendo este selo: O Senhor conhece os que são seus, e qualquer que profere o nome de Cristo aparte-se da iniqüidade.
20 Ora, numa grande casa não somente há vasos de ouro e de prata, mas também de pau e de barro; uns para honra, outros, porém, para desonra.
21 De sorte que, se alguém se purificar destas coisas, será vaso para honra, santificado e idôneo para uso do Senhor, e preparado para toda a boa obra. 2 Timóteo 2
Repetindo, organizações, "igrejas", denominações, associações etc. nada podem fazer por você em termos de salvação, edificação, exortação e consolação. Mas Cristo pode, usando pessoas (dons), e isso não depende de onde elas estejam ou do grupo ao qual pertençam. Mas, repito, se essas pessoas que Deus usa por meio desses dons de evangelista, pastor ou mestre/doutor pertencerem a alguma organização, "igreja", denominação etc., seu ensino provavelmente não estará isento dos erros ou das limitações impostas pelo sistema ao qual estão sujeitas.
Leia também sobre o mesmo tema:
O que acha da "Congregação Cristã no Brasil"?
O que preciso fazer para ser salvo?
Qual religião pode me salvar?
Por que há tantas denominações?
Em que templo devo adorar?
Devo divulgar denominação?
Onde celebrar a ceia do Senhor?
O que significa a palavra Igreja?
O que significa 'reunir-se ao nome do Senhor'?
Como os dons se manifestam na igreja?
Qual o verdadeiro lugar de adoração?
Quem deve liderar nas reuniões da igreja?
Devemos usar instrumentos musicais na adoração?
Você já pertenceu a alguma denominação?
É possível congregar com desprendimento denominacional?
É errado deixar de congregar?
O que é uma seita?
Qual é a hierarquia na igreja?
Devemos obedecer aos pastores?
Devemos esperar a igreja voltar ao que era no início?
Como deve ser o clero na igreja?
O que é um clérigo?
É correto dizer que a igreja ensina?
A obediência aos pastores é incondicional?
Você é dizimista?
Como saber se uma igreja reconhece o senhorio de Cristo?
Como saber se um "apóstolo" é genuíno?
Quem pode ser chamado de "bispo"?
A escola dominical é uma reunião de assembléia ou ...
Devo dar o dízimo?
Um ministro é ordenado por um presbitério?
O cristianismo não é uma religião?
Como você entende a expressão "casa de deus"?
Como se reunir sem um templo?
A questão é: você teria passado por tudo isso se a denominação que segue não existisse? Certamente. Deus não usa denominações, porque uma denominação é um erro, é uma aberração da verdade do "um só corpo", uma cisão do testemunho do "um só corpo" pois espalha os crentes, identificando-os por diferentes nomes. O desejo do Senhor foi que todos os Seus fossem um, "para que o mundo creia". Hoje não damos muitas razões para o mundo crer neste sentido, não é mesmo?
Mas se Deus não usa as denominações, como você pode ter encontrado a verdade "na igreja X", crescido e permanecido separado para o Senhor "na igreja X", recebido palavras de edificação, consolo e exortação "na igreja X"? Bem, você não está se referindo a "igreja" como o corpo de Cristo, mas como uma determinada organização cuja fundação se deu, não no dia de Pentecostes, mas numa outra data qualquer. Além disso, não se trata da "Igreja" que encontro na Bíblia, pois daquela são membros TODOS os salvos. Evidentemente o rol de membros da "igreja X" não inclui TODOS os salvos, não é mesmo?
A verdade é que "a igreja X" não fez nada disso por você e é aí que está o grande erro, o mesmo no qual o catolicismo incorre há séculos: acreditar que Deus criou alguma organização (a "igreja X", por exemplo) e que é através dela que somos salvos, edificados, consolados, exortados etc. (o católico a chama de "santa mãe Igreja" e costuma dizer que "a Igreja ensina isso e aquilo...").
Se ler cuidadosamente Efésios 3 verá algo curioso:
ROGO-VOS, pois, eu, o preso do Senhor, que andeis como é digno da vocação com que fostes chamados,
2 Com toda a humildade e mansidão, com longanimidade, suportando-vos uns aos outros em amor,
3 Procurando guardar a UNIDADE do Espírito pelo vínculo da paz.
4 Há UM SÓ CORPO e um só Espírito, como também fostes chamados em uma só esperança da vossa vocação;
5 Um só SENHOR, uma só fé, um só batismo;
6 Um só Deus e Pai de todos, o qual é sobre todos, e por todos e em todos vós.
7 Mas a graça foi dada a cada um de nós segundo a medida do dom de Cristo.
8 Por isso diz: Subindo ao alto, levou cativo o cativeiro, E deu dons aos homens.
9 Ora, isto ele subiu que é, senão que também antes tinha descido às partes mais baixas da terra?
10 Aquele que desceu é também o mesmo que subiu acima de todos os céus, para cumprir todas as coisas.
11 E ele mesmo deu uns para apóstolos, e outros para profetas, e outros para evangelistas, e outros para pastores e doutores,
12 Querendo o aperfeiçoamento dos santos, para a obra do ministério, para edificação do corpo de Cristo;
13 Até que todos cheguemos à unidade da fé, e ao conhecimento do Filho de Deus, a homem perfeito, à medida da estatura completa de Cristo,
Além de deixar claro que "há um só corpo" (que corpo é esse, a "igreja X"?), o apóstolo Paulo mostra o que Deus fez para que ouvíssemos o evangelho, fossemos ensinados, pastoreados etc. visando o aperfeiçoamento dos santos, a edificação do corpo de Cristo.
Ali diz que deu dons "aos homens", a pessoas físicas, não a pessoas jurídicas, não a uma organização, e deu uns ("pessoas físicas", não "pessoas jurídicas") para apóstolos, profetas, evangelistas, pastores, doutores. Em suma, Deus providenciou PESSOAS e DONS como a forma de ouvirmos o evangelho, sermos edificados etc. Deus não providenciou esta ou aquela organização ("igreja", denominação etc.) para essa finalidade.
Se você um dia ouviu o evangelho e creu, não foi a denominação que freqüenta que fez isso por você. Foi obra de Deus que usou um de seus vasos (pessoas), idôneo ou não, para fazer o evangelho chegar até você e, por meio do Espírito Santo, fez com que você cresse no evangelho. Quando digo "idôneo ou não" é porque Paulo mesmo diz que alguns pregavam por inveja e porfia, mas que não importava a ele já que o evangelho estava sendo pregado.
15 Verdade é que também alguns pregam a Cristo por inveja e porfia, mas outros de boa vontade;
16 Uns, na verdade, anunciam a Cristo por contenção, não puramente, julgando acrescentar aflição às minhas prisões.
17 Mas outros, por amor, sabendo que fui posto para defesa do evangelho.
18 Mas que importa? Contanto que Cristo seja anunciado de toda a maneira, ou com fingimento ou em verdade, nisto me regozijo, e me regozijarei ainda. Filipenses 1
Deus pode tanto ter usado essa pessoa para pregar para você numa estrada deserta, em uma prisão, debaixo de uma árvore, em uma boate (conheci um rapaz que se converteu em uma boate), ou dentro daquilo que os homens chamam de "igreja X" ou "templo" (quando a verdade é que só existiu um templo endossado por Deus, o de Jerusalém).
Não foi o lugar ou a organização que fizeram alguma coisa por sua salvação, mas o fato de Deus ter usado alguém que estava nesse lugar com você para fazê-lo ouvir a Palavra. Se fossemos dar importância "ao lugar", então poderíamos iniciar novas religiões em estradas desertas, prisões, debaixo de árvores ou em boates, por achar que o local teve algum mérito na conversão de alguém.
Do mesmo modo, depois de convertido, Deus continuou usando "pessoas físicas", e não "pessoas jurídicas", para ajudar em seu crescimento espiritual. O problema é que, quando essas pessoas pertencem a alguma denominação elas estarão puxando a sardinha para a brasa da denominação, e você não terá a liberdade de julgar todas as coisas segundo a Palavra de deus, mas ficará limitado a julgá-las segundo as normas, dogmas ou estatutos dessa denominação. A razão disso é que você aprenderá que alguém "mais espiritual", talvez o fundador da denominação, entendeu tudo sobre a Palavra de Deus e, por isso, traçou aqueles limites. Pensar fora daquela caixa fica fora de questão. Por isso você sempre acaba ficando com menos do que tem direito.
Vou explicar. Gosto de ouvir pregações bem fundamentadas do evangelho, ler livros de autores cristãos com palavras de consolação e coisas do tipo, evidentemente sempre julgando segundo o que encontro na Palavra de Deus. Geralmente você encontra boas coisas em termos de evangelho, consolo, devoção e assuntos assim, porém eu não perco meu tempo em ouvir alguém ensinar sobre a verdade da Igreja, o corpo de Cristo, se essa pessoa pertence a alguma denominação. Seu ensino não será isento, pois ele não poderá falar algo que esteja fora dos muros aos quais se submeteu.
O grande problema é que, por vivermos em uma sociedade "cristianizada" que herdou muita coisa do catolicismo romano, ficamos indiferentes a certas verdades que estão na Bíblia, ou até mesmo as ignoramos, por não se encaixarem em nossa própria cartilha ou no contrato verbal que assinamos ao nos fazermos membros de uma organização que é da terra e que não estará no céu.
Mas quando entendemos que qualquer desvio da verdade é iniqüidade, somos levados, pelo Senhor, e não por nossas convicções pessoais, a nos afastarmos daquilo que não enaltece o nome de Cristo. E qualquer organização que se inclua no processo de salvação, ou mesmo do ensino, exortação etc. não enaltece Aquele que é o único responsável pela salvação, o único que morreu na cruz e derramou Seu sangue para nos salvar e glorificar a Deus.
Se eu me congrego em algum lugar porque "igreja X" é o elemento catalisador, o centro de reunião, aquilo que torna os que estão ali iguais neste particular, então não estou me congregando somente ao nome do Senhor Jesus. Estou me congregando, talvez, em nome do Senhor "E" da "igreja X".
Hoje bagunçou geral. Aquilo que deveria ter sido a "casa de Deus" de 1a. Timóteo, coluna e baluarte da verdade (refere-se ao testemunho da Igreja deixado nas mãos dos homens) transformou-se na "grande casa" de 2a. Timóteo, onde há de tudo um pouco. Cabe a cada um agora discernir o que é de Deus e o que não é, e apartar-se, de pessoas e doutrinas que não dão a Cristo 100% da glória pela salvação das almas e sua edificação, ou de pessoas que estejam em pecado.
19 Todavia o fundamento de Deus fica firme, tendo este selo: O Senhor conhece os que são seus, e qualquer que profere o nome de Cristo aparte-se da iniqüidade.
20 Ora, numa grande casa não somente há vasos de ouro e de prata, mas também de pau e de barro; uns para honra, outros, porém, para desonra.
21 De sorte que, se alguém se purificar destas coisas, será vaso para honra, santificado e idôneo para uso do Senhor, e preparado para toda a boa obra. 2 Timóteo 2
Repetindo, organizações, "igrejas", denominações, associações etc. nada podem fazer por você em termos de salvação, edificação, exortação e consolação. Mas Cristo pode, usando pessoas (dons), e isso não depende de onde elas estejam ou do grupo ao qual pertençam. Mas, repito, se essas pessoas que Deus usa por meio desses dons de evangelista, pastor ou mestre/doutor pertencerem a alguma organização, "igreja", denominação etc., seu ensino provavelmente não estará isento dos erros ou das limitações impostas pelo sistema ao qual estão sujeitas.
Leia também sobre o mesmo tema:
O que acha da "Congregação Cristã no Brasil"?
O que preciso fazer para ser salvo?
Qual religião pode me salvar?
Por que há tantas denominações?
Em que templo devo adorar?
Devo divulgar denominação?
Onde celebrar a ceia do Senhor?
O que significa a palavra Igreja?
O que significa 'reunir-se ao nome do Senhor'?
Como os dons se manifestam na igreja?
Qual o verdadeiro lugar de adoração?
Quem deve liderar nas reuniões da igreja?
Devemos usar instrumentos musicais na adoração?
Você já pertenceu a alguma denominação?
É possível congregar com desprendimento denominacional?
É errado deixar de congregar?
O que é uma seita?
Qual é a hierarquia na igreja?
Devemos obedecer aos pastores?
Devemos esperar a igreja voltar ao que era no início?
Como deve ser o clero na igreja?
O que é um clérigo?
É correto dizer que a igreja ensina?
A obediência aos pastores é incondicional?
Você é dizimista?
Como saber se uma igreja reconhece o senhorio de Cristo?
Como saber se um "apóstolo" é genuíno?
Quem pode ser chamado de "bispo"?
A escola dominical é uma reunião de assembléia ou ...
Devo dar o dízimo?
Um ministro é ordenado por um presbitério?
O cristianismo não é uma religião?
Como você entende a expressão "casa de deus"?
Como se reunir sem um templo?
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Como você entende a expressão "casa de deus"?
Deus tem uma casa e nela deve haver ordem, assim como tenho uma casa e devo manter a ordem nela. A diferença que a ordem da casa de Deus foi dada por Ele aos homens (1 Tm 3.15). Estou agora me referindo à Igreja em um aspecto diferente. Já falei dela em outras cartas como Corpo, organismo, tendo a cabeça no céu. A casa é a parte terrena. Como já disse em outra carta, o corpo continua perfeito (Efésios 4). A casa não (2 Timóteo 2). Mas isto não nos exime da responsabilidade da casa, que foi dada a homens.
O que vemos em 1 Coríntios 5? O cuidado da casa. Havia pecado e Paulo clama por ação. Trata-se de um caso de disciplina na Igreja ou assembléia no seu caráter de casa de Deus. Deveriam deixar que o que se prostituía decidisse se devia ou não participar da Ceia? Obvio que não. Os irmãos tinham o poder ou autoridade do Senhor para agir. É claro que no capitulo vemos algo mais que não temos hoje, a autoridade de entregar alguém a Satanás para a destruição da carne (morte) como Pedro fez com Ananias e Safira, o que é mais ou menos o caso do "pecado para morte" (do corpo) que encontramos nas epistolas.
Mas Paulo manda "tirai dentre vos a esse iníquo" (1 Co 5.13). Se pensarmos nos padrões modernos quando o homem inventou um montão de coisas que não encontramos nas Escrituras, uns iriam dizer que isto seria equivalente a hoje cassar a carterinha de membro do fulano, ou não deixar que entre no templo ou que participe de certas reuniões reservadas, proibi-lo de cantar no coro, tocar na banda, etc. etc.
Mas tudo isso não tem fundamento bíblico portanto não encontraremos os Coríntios agindo assim. Não tinham carterinha, não tinham templo, não tinham coro ou banda. Mas o que tinham então? Tinham a mesa do Senhor. Ou por que estaria escrito: "com o tal nem ainda COMAIS?" Onde comemos? Na mesa, o lugar de comunhão. Onde expressamos comunhão com os outros membros do corpo? No pão, partido a mesa do Senhor (1 Co 10).
1 Coríntios 5 não se trata de tirar alguém do corpo, pois isto é impossível, mas trata-se de tirar alguém da mesa do Senhor. E creio que se a assembléia (não um pastor, pois não encontramos "the one-man-band", ou melhor, "the one-man-ministry" nas epistolas) tinha o poder de excluir alguém da comunhão a mesa do Senhor, ela também tinha o poder de admitir, ou readmitir (que parece ser o assunto de 2 Co 2.7,8 quanto ao que foi excluído em 1 Co 5). E isto era feito não com a autoridade de homens, mas com a autoridade do Senhor. Era feito em nome do Senhor Jesus Cristo (1 Co 5.4).
Fazer algo "em nome de" é fazer com autoridade delegada. Esta é a razão de meu posting anterior perguntando sobre a mesa do Senhor sob uma bandeira denominacional. Não consigo entender como algo dentro de uma denominação possa estar sendo feito SOMENTE em nome do Senhor, e não em nome dEle **E** da denominação. Mas isto já é outra historia.
Onde entra 1 Coríntios 11.28? (o "Examine-se a si mesmo")? Entra para os que JÁ estão a mesa. Colocando em termos práticos. Alguém chega a um local onde os irmãos estão reunidos ao nome do Senhor (Mt 18.20), celebrando a ceia do Senhor, a mesa do Senhor, e se apresenta como sendo cristão. Deve ser recebido com base no que fala? Não, pois a responsabilidade e cuidado da mesa foi dado aos que estão ali reunidos ("Tudo o que ligardes na terra será ligado no céu, etc." Mt 18.18 - não se trata aqui de salvação, mas de administração).
O recém chegado pode ser um herege, um espírita (espíritas se dizem cristãos), um discípulo do Moon, etc. Ou, se for cristão, pode estar vivendo em adultério ou estar publicamente desonrando o nome do Senhor. Como posso me sentar a mesa e ter comunhão com alguém assim? Devemos nos lembrar Deus havia dado aos israelitas semelhante cuidado quando da ordenação da páscoa: "Nenhum incircunciso comera dela" (Ex 12.48)
Como sei se o que chegou é cristão? Não sei, pois só Deus conhece o coração. Mas pelas suas obras posso ter uma idéia. E só posso conhecer suas obras se observá-lo por algum tempo, ou receber com ele uma carta de recomendação de irmãos que conheço (como vemos que era feito no N.Testamento). Resolvida esta questão, certamente aquele irmão terá o seu lugar a mesa do Senhor para celebrar a memória da Sua morte.
Hei, Mario, você se esqueceu do "Examine-se a si mesmo"! Ah, sim! E o que vem a seguir? "...e ASSIM COMA DESTE PÃO E BEBA DESTE CÁLICE". (1 Co 11.28). O examine-se não é no sentido da própria pessoa julgar ou não se é digna de comer ou não. Éramos todos indignos, mas o Senhor nos fez dignos. Se cheguei até aqui, a ordem é "COMA!". E, assim examinado (um ex-indigno feito digno), eu como sempre. Não diz "veja se deve comer ou não", mas diz, "ASSIM COMA". Se estiver em algum pecado que desonre o nome de Cristo, não devo nem chegar a tal ponto. Devo antes confessar aos irmãos com os quais estou reunido e eles, com a autoridade que o Senhor deu a assembléia, decidirão se devo ser excluído da comunhão a mesa do Senhor.
É interessante como somos criteriosos quando se trata da nossa casa, mas como abrimos todas as portas quando se trata da casa do Senhor! Será que o que escrevi acima tem fundamento bíblico? Antes de refutarem, esperaria que os irmãos analisassem cuidadosamente. Não é porque já fazemos algo há muitos anos que estamos fazendo certo. A Palavra de Deus é nosso padrão, não o que vemos sendo praticado ao redor.
O que vemos em 1 Coríntios 5? O cuidado da casa. Havia pecado e Paulo clama por ação. Trata-se de um caso de disciplina na Igreja ou assembléia no seu caráter de casa de Deus. Deveriam deixar que o que se prostituía decidisse se devia ou não participar da Ceia? Obvio que não. Os irmãos tinham o poder ou autoridade do Senhor para agir. É claro que no capitulo vemos algo mais que não temos hoje, a autoridade de entregar alguém a Satanás para a destruição da carne (morte) como Pedro fez com Ananias e Safira, o que é mais ou menos o caso do "pecado para morte" (do corpo) que encontramos nas epistolas.
Mas Paulo manda "tirai dentre vos a esse iníquo" (1 Co 5.13). Se pensarmos nos padrões modernos quando o homem inventou um montão de coisas que não encontramos nas Escrituras, uns iriam dizer que isto seria equivalente a hoje cassar a carterinha de membro do fulano, ou não deixar que entre no templo ou que participe de certas reuniões reservadas, proibi-lo de cantar no coro, tocar na banda, etc. etc.
Mas tudo isso não tem fundamento bíblico portanto não encontraremos os Coríntios agindo assim. Não tinham carterinha, não tinham templo, não tinham coro ou banda. Mas o que tinham então? Tinham a mesa do Senhor. Ou por que estaria escrito: "com o tal nem ainda COMAIS?" Onde comemos? Na mesa, o lugar de comunhão. Onde expressamos comunhão com os outros membros do corpo? No pão, partido a mesa do Senhor (1 Co 10).
1 Coríntios 5 não se trata de tirar alguém do corpo, pois isto é impossível, mas trata-se de tirar alguém da mesa do Senhor. E creio que se a assembléia (não um pastor, pois não encontramos "the one-man-band", ou melhor, "the one-man-ministry" nas epistolas) tinha o poder de excluir alguém da comunhão a mesa do Senhor, ela também tinha o poder de admitir, ou readmitir (que parece ser o assunto de 2 Co 2.7,8 quanto ao que foi excluído em 1 Co 5). E isto era feito não com a autoridade de homens, mas com a autoridade do Senhor. Era feito em nome do Senhor Jesus Cristo (1 Co 5.4).
Fazer algo "em nome de" é fazer com autoridade delegada. Esta é a razão de meu posting anterior perguntando sobre a mesa do Senhor sob uma bandeira denominacional. Não consigo entender como algo dentro de uma denominação possa estar sendo feito SOMENTE em nome do Senhor, e não em nome dEle **E** da denominação. Mas isto já é outra historia.
Onde entra 1 Coríntios 11.28? (o "Examine-se a si mesmo")? Entra para os que JÁ estão a mesa. Colocando em termos práticos. Alguém chega a um local onde os irmãos estão reunidos ao nome do Senhor (Mt 18.20), celebrando a ceia do Senhor, a mesa do Senhor, e se apresenta como sendo cristão. Deve ser recebido com base no que fala? Não, pois a responsabilidade e cuidado da mesa foi dado aos que estão ali reunidos ("Tudo o que ligardes na terra será ligado no céu, etc." Mt 18.18 - não se trata aqui de salvação, mas de administração).
O recém chegado pode ser um herege, um espírita (espíritas se dizem cristãos), um discípulo do Moon, etc. Ou, se for cristão, pode estar vivendo em adultério ou estar publicamente desonrando o nome do Senhor. Como posso me sentar a mesa e ter comunhão com alguém assim? Devemos nos lembrar Deus havia dado aos israelitas semelhante cuidado quando da ordenação da páscoa: "Nenhum incircunciso comera dela" (Ex 12.48)
Como sei se o que chegou é cristão? Não sei, pois só Deus conhece o coração. Mas pelas suas obras posso ter uma idéia. E só posso conhecer suas obras se observá-lo por algum tempo, ou receber com ele uma carta de recomendação de irmãos que conheço (como vemos que era feito no N.Testamento). Resolvida esta questão, certamente aquele irmão terá o seu lugar a mesa do Senhor para celebrar a memória da Sua morte.
Hei, Mario, você se esqueceu do "Examine-se a si mesmo"! Ah, sim! E o que vem a seguir? "...e ASSIM COMA DESTE PÃO E BEBA DESTE CÁLICE". (1 Co 11.28). O examine-se não é no sentido da própria pessoa julgar ou não se é digna de comer ou não. Éramos todos indignos, mas o Senhor nos fez dignos. Se cheguei até aqui, a ordem é "COMA!". E, assim examinado (um ex-indigno feito digno), eu como sempre. Não diz "veja se deve comer ou não", mas diz, "ASSIM COMA". Se estiver em algum pecado que desonre o nome de Cristo, não devo nem chegar a tal ponto. Devo antes confessar aos irmãos com os quais estou reunido e eles, com a autoridade que o Senhor deu a assembléia, decidirão se devo ser excluído da comunhão a mesa do Senhor.
É interessante como somos criteriosos quando se trata da nossa casa, mas como abrimos todas as portas quando se trata da casa do Senhor! Será que o que escrevi acima tem fundamento bíblico? Antes de refutarem, esperaria que os irmãos analisassem cuidadosamente. Não é porque já fazemos algo há muitos anos que estamos fazendo certo. A Palavra de Deus é nosso padrão, não o que vemos sendo praticado ao redor.
Quem são os justos na Bíblia?
Todos aqueles que foram justificados por Deus, não aqueles que tentaram se justificar a si mesmos por atos de justiça. É um grande engano pensar que somos justificados pelo nosso modo de agir. O mais justo dentre os homens sempre será ímpio se comparado com a justiça de Deus. Veja o caso de Jó e o que um de seus melhores amigos conta que ele fazia (ele devia saber):
"Porventura não é grande a tua malícia, e sem termo as tuas iniqüidades? Porque sem causa penhoraste a teus irmãos, e aos nus despojaste as veste Não deste ao cansado água a beber, e ao faminto retiveste o pão. Mas para o poderoso era a terra, e o homem tido em respeito habitava nela. As viúvas despediste vazias, e os braços dos órfãos foram quebrados". Jó 23
Todavia, a opinião de Deus a respeito de Jó era bem diferente:
"E disse o SENHOR a Satanás: Observaste tu a meu servo Jó? Porque ninguém há na terra semelhante a ele, homem íntegro e reto, temente a Deus, e que se desvia do mal". Jó 1:8
A opinião de Deus era vertical, baseada na Sua justificação do ímpio. A opinião de Jó era baseada na justificação horizontal, de homem para homem. É por isso que existe uma aparente discrepância entre Tiago e Romanos:
"Meus irmãos, que aproveita se alguém disser que tem fé, e não tiver as obras? Porventura a fé pode salvá-lo?... Assim também a fé, se não tiver as obras, é morta em si mesma. Mas dirá alguém: Tu tens a fé, e eu tenho as obras; mostra-me a tua fé sem as tuas obras, e eu te mostrarei a minha fé pelas minhas obras.... Porventura o nosso pai Abraão não foi justificado pelas obras, quando ofereceu sobre o altar o seu filho Isaque?" Tg 2
Tiago falava da justificação horizontal, "mostra-me a tua fé sem as obras e eu te mostrarei a minha fé pelas minhas obras". Mas em Romanos Paulo fala da justificação em seu aspecto vertical, como Deus vê o homem:
"Concluímos, pois, que o homem é justificado pela fé sem as obras da lei... Porque, se Abraão foi justificado pelas obras, tem de que se gloriar, mas não diante de Deus... Pois, que diz a Escritura? Creu Abraão em Deus, e isso lhe foi imputado como justiça... Ora, àquele que faz qualquer obra não lhe é imputado o galardão segundo a graça, mas segundo a dívida. Mas, àquele que não pratica, mas crê naquele que justifica o ímpio, a sua fé lhe é imputada como justiça. Assim também Davi declara bem-aventurado o homem a quem Deus imputa a justiça sem as obras, dizendo: Bem-aventurados aqueles cujas maldades são perdoadas, E cujos pecados são cobertos. Bem-aventurado o homem a quem o Senhor não imputa o pecado". Romanos 3 e 4
Davi também foi justificado por Deus, mas não tinha nada que pudesse fazê-lo merecer. No tempo em que os reis deviam estar guerreando ele estava em casa, dormindo até tarde, olhando uma mulher se banhando. Não satisfeito com o que tinha, ainda mandou buscar essa mulher, esposa de Urias, e a engravidou. Para encobrir seu pecado armou todo um estratagema que, por não funcionar, levou Davi a um dos mais cruéis atos que um homem pode cometer: dar à vítima, sem que ela soubesse, a carta de sua condenação para ser levada ao general no campo de batalha. No entanto, após reconhecer seu pecado (Salmos 32 e 51) e se arrepender, ele ficou livre de morrer e foi reputado por justo aos olhos de Deus.
Quando Deus olha para um dos Seus ele o vê pelas lentes de Cristo, ou através da obra na cruz do Calvário. Fora disso, não há justificação para o homem. Nossa opinião humana de justo é de alguém que anda direito e tem uma vida correta, mas quem é o justo da parábola do fariseu e do publicado? E qual dos filhos foi justificado, o pródigo, que gastou tudo e viveu dissolutamente, ou o que ficou na casa do pai?
Graças a essa justificação divina a Bíblia pode dizer que Deus "Não viu iniqüidade em Israel, nem contemplou maldade em Jacó" Nm 23. Não é que Israel ou Jacó não tivessem iniqüidade ou maldade, mas Deus não viu, não reputou ou levou isso em conta. Deus justificou a Jacó, mas fez isso com base no sacrifício (ainda futuro na ocasião) de Cristo e na Sua ressurreição.
Você perguntou de Ananias e Safira e eu creio que irei encontrá-los no céu, pois o próprio fato de terem sido casticados com morte é prova de que eram crentes. Escrevi algo sobre isso aqui e aqui.
O cristão sempre morre como conseqüência do pecado. Mesmo um convertido traz em seu corpo a deterioração causada pelo pecado, portanto adoecer ou morrer faz parte do processo, apenas interrompido se o Senhor voltar para buscar os Seus. Quanto a uma morte prematura, ela pode ser por causa de pecado (como aconteceu com Ananias e Safira), quando o crente já não serve para viver aqui como testemunho para seu Senhor, para servir de testemunho e para que sua morte seja um instrumento nos desígnios de Deus (Estêvão) ou simplesmente porque terminou o trabalho que Deus havia designado para ele aqui no mundo (Paulo). Nos três casos a morte não foi natural, mas por razões diferentes.
Depois de morto, o cristão não entra em juízo (não será julgado). O juízo é só para o incrédulo. Muitos fazem confusão entre o trono branco (para incrédulos) e o tribunal de Cristo (para crentes). O tribunal de Cristo não é um tribunal de julgamento para condenar ou não, mas é mais como um juri de concurso de beleza ou de calouros, para escolher a qualidade da obra de cada um e recompensar.
"Porventura não é grande a tua malícia, e sem termo as tuas iniqüidades? Porque sem causa penhoraste a teus irmãos, e aos nus despojaste as veste Não deste ao cansado água a beber, e ao faminto retiveste o pão. Mas para o poderoso era a terra, e o homem tido em respeito habitava nela. As viúvas despediste vazias, e os braços dos órfãos foram quebrados". Jó 23
Todavia, a opinião de Deus a respeito de Jó era bem diferente:
"E disse o SENHOR a Satanás: Observaste tu a meu servo Jó? Porque ninguém há na terra semelhante a ele, homem íntegro e reto, temente a Deus, e que se desvia do mal". Jó 1:8
A opinião de Deus era vertical, baseada na Sua justificação do ímpio. A opinião de Jó era baseada na justificação horizontal, de homem para homem. É por isso que existe uma aparente discrepância entre Tiago e Romanos:
"Meus irmãos, que aproveita se alguém disser que tem fé, e não tiver as obras? Porventura a fé pode salvá-lo?... Assim também a fé, se não tiver as obras, é morta em si mesma. Mas dirá alguém: Tu tens a fé, e eu tenho as obras; mostra-me a tua fé sem as tuas obras, e eu te mostrarei a minha fé pelas minhas obras.... Porventura o nosso pai Abraão não foi justificado pelas obras, quando ofereceu sobre o altar o seu filho Isaque?" Tg 2
Tiago falava da justificação horizontal, "mostra-me a tua fé sem as obras e eu te mostrarei a minha fé pelas minhas obras". Mas em Romanos Paulo fala da justificação em seu aspecto vertical, como Deus vê o homem:
"Concluímos, pois, que o homem é justificado pela fé sem as obras da lei... Porque, se Abraão foi justificado pelas obras, tem de que se gloriar, mas não diante de Deus... Pois, que diz a Escritura? Creu Abraão em Deus, e isso lhe foi imputado como justiça... Ora, àquele que faz qualquer obra não lhe é imputado o galardão segundo a graça, mas segundo a dívida. Mas, àquele que não pratica, mas crê naquele que justifica o ímpio, a sua fé lhe é imputada como justiça. Assim também Davi declara bem-aventurado o homem a quem Deus imputa a justiça sem as obras, dizendo: Bem-aventurados aqueles cujas maldades são perdoadas, E cujos pecados são cobertos. Bem-aventurado o homem a quem o Senhor não imputa o pecado". Romanos 3 e 4
Davi também foi justificado por Deus, mas não tinha nada que pudesse fazê-lo merecer. No tempo em que os reis deviam estar guerreando ele estava em casa, dormindo até tarde, olhando uma mulher se banhando. Não satisfeito com o que tinha, ainda mandou buscar essa mulher, esposa de Urias, e a engravidou. Para encobrir seu pecado armou todo um estratagema que, por não funcionar, levou Davi a um dos mais cruéis atos que um homem pode cometer: dar à vítima, sem que ela soubesse, a carta de sua condenação para ser levada ao general no campo de batalha. No entanto, após reconhecer seu pecado (Salmos 32 e 51) e se arrepender, ele ficou livre de morrer e foi reputado por justo aos olhos de Deus.
Quando Deus olha para um dos Seus ele o vê pelas lentes de Cristo, ou através da obra na cruz do Calvário. Fora disso, não há justificação para o homem. Nossa opinião humana de justo é de alguém que anda direito e tem uma vida correta, mas quem é o justo da parábola do fariseu e do publicado? E qual dos filhos foi justificado, o pródigo, que gastou tudo e viveu dissolutamente, ou o que ficou na casa do pai?
Graças a essa justificação divina a Bíblia pode dizer que Deus "Não viu iniqüidade em Israel, nem contemplou maldade em Jacó" Nm 23. Não é que Israel ou Jacó não tivessem iniqüidade ou maldade, mas Deus não viu, não reputou ou levou isso em conta. Deus justificou a Jacó, mas fez isso com base no sacrifício (ainda futuro na ocasião) de Cristo e na Sua ressurreição.
Você perguntou de Ananias e Safira e eu creio que irei encontrá-los no céu, pois o próprio fato de terem sido casticados com morte é prova de que eram crentes. Escrevi algo sobre isso aqui e aqui.
O cristão sempre morre como conseqüência do pecado. Mesmo um convertido traz em seu corpo a deterioração causada pelo pecado, portanto adoecer ou morrer faz parte do processo, apenas interrompido se o Senhor voltar para buscar os Seus. Quanto a uma morte prematura, ela pode ser por causa de pecado (como aconteceu com Ananias e Safira), quando o crente já não serve para viver aqui como testemunho para seu Senhor, para servir de testemunho e para que sua morte seja um instrumento nos desígnios de Deus (Estêvão) ou simplesmente porque terminou o trabalho que Deus havia designado para ele aqui no mundo (Paulo). Nos três casos a morte não foi natural, mas por razões diferentes.
Depois de morto, o cristão não entra em juízo (não será julgado). O juízo é só para o incrédulo. Muitos fazem confusão entre o trono branco (para incrédulos) e o tribunal de Cristo (para crentes). O tribunal de Cristo não é um tribunal de julgamento para condenar ou não, mas é mais como um juri de concurso de beleza ou de calouros, para escolher a qualidade da obra de cada um e recompensar.
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Como se reunir sem um templo?
Sua dúvida não é usual, pois a maioria das pessoas estão tão condicionadas a "igrejas", "capelas", "catedrais" e "templos" de pedras ou tijolos que nem perceberam que não existiam essas coisas no tempo que sucedeu a formação da igreja em Atos 2.
Obviamente no início os primeiros cristãos continuaram dirigindo-se ao templo em Jerusalém, mas isso ocorreu porque ainda não tinham entendido que a igreja nada tinha com a velha ordem de coisas do judaísmo. Quando começou a perseguição eles foram obrigados a se reunir em casas e outros lugares, tanto em Jerusalém, como em outras cidades para onde fugiram à medida que a perseguição aumentava.
Onde costumo me reunir usamos um salão com aproximadamente uns 80 ou 100 lugares. Em outras localidades também são utilizados salões, salas de escritório, casas, salas de reuniões em hotéis, o que melhor atender. Algumas assembléias de algumas localidades costumam promover reuniões especiais convidando irmãos de outras assembléias (tipo 3 dias de reuniões), e aí utilizam hotéis com a infra-estrutura para as refeições ou simplesmente algum salão alugado e cada um leva seu alimento, dependendo da ocasião.
Já ouvi de irmãos no Egito que faziam reuniões no porão emprestado de uma igreja católica, pois lá só permitem aos cristãos se reunirem em locais que tenham sido construídos e autorizados para isso há muitos anos. Lá e em outros países muçulmanos não se permitem novas reuniões, nem pregar o evangelho ou distribuir folhetos nas ruas. Você só pode evangelizar outra pessoa se ela professar o cristianismo, pois é proibido evangelizar muçulmanos.
Esses irmãos, quando promovem reuniões especiais, alugam um barco e vão para o meio do Nilo. Enfim, a necessidade faz o local físico, mas não é este o importante (pode ser sob uma árvore ou dentro de uma Kombi), e sim as pessoas reunidas. Aqui costumamos dizer que vamos à reunião. (que é a tradução do grego eclésia, que significa assembléia ou ajuntamento de pessoas).
Você perguntou como é tratado um irmão visitante mais experiente na Palavra, se é chamado de algum título distinto ou se tem precedência na exposição da Palavra. Normalmente quando vem algum irmão mais experiente na Palavra podem acontecer duas coisas. Se ele estiver participando de uma reunião normal de estudo ou ministério e sentir que tem algo a dizer, tomará a palavra, como qualquer outro irmão local faria, quer ele estivesse ali ou não.
Caso esse irmão mais experiente tenha um assunto muito interessante que os irmãos do local queiram usufruir com mais tempo, podem até ser programadas reuniões especiais para ele expor esse assunto. Obviamente, se for este o caso, ele tomará a frente da reunião, como normalmente é feito no caso de uma pregação do evangelho. Não existe qualquer título identificando este ou aquele irmão. E aqui vai um detalhe curioso: na versão King James em inglês há um versículo, referindo-se a Deus, que diz: "Reverendo é o Seu nome". Salmos 11:9
Mais uma vez, insisto que o importante é o agrupamento das pessoas, a assembléia, e não o edifício (ou o barco ou a Kombi dos exemplos). O cristão não possui um templo de pedras ou tijolos onde adorar. Só havia um templo assim, e era o que Deus mandou construir em Jerusalém, onde em seu lugar existe hoje uma mesquita muçulmana. A cristandade copiou muitas coisas do judaísmo para justificar suas práticas clericais: templos, sacerdotes, vestes especiais, corais, dízimos etc.
"Não vos deixeis levar em redor por doutrinas várias e estranhas, porque bom é que o coração se fortifique com graça, e não com alimentos que de nada aproveitaram aos que a eles se entregaram. Temos um altar, de que não têm direito de comer os que servem ao tabernáculo. Porque os corpos dos animais, cujo sangue é, pelo pecado, trazido pelo sumo sacerdote para o santuário, são queimados fora do arraial. E por isso também Jesus, para santificar o povo pelo seu próprio sangue, padeceu fora da porta. Saiamos, pois, a ele fora do arraial, levando o seu vitupério." Hebreus 13:9-13
Obviamente no início os primeiros cristãos continuaram dirigindo-se ao templo em Jerusalém, mas isso ocorreu porque ainda não tinham entendido que a igreja nada tinha com a velha ordem de coisas do judaísmo. Quando começou a perseguição eles foram obrigados a se reunir em casas e outros lugares, tanto em Jerusalém, como em outras cidades para onde fugiram à medida que a perseguição aumentava.
Onde costumo me reunir usamos um salão com aproximadamente uns 80 ou 100 lugares. Em outras localidades também são utilizados salões, salas de escritório, casas, salas de reuniões em hotéis, o que melhor atender. Algumas assembléias de algumas localidades costumam promover reuniões especiais convidando irmãos de outras assembléias (tipo 3 dias de reuniões), e aí utilizam hotéis com a infra-estrutura para as refeições ou simplesmente algum salão alugado e cada um leva seu alimento, dependendo da ocasião.
Já ouvi de irmãos no Egito que faziam reuniões no porão emprestado de uma igreja católica, pois lá só permitem aos cristãos se reunirem em locais que tenham sido construídos e autorizados para isso há muitos anos. Lá e em outros países muçulmanos não se permitem novas reuniões, nem pregar o evangelho ou distribuir folhetos nas ruas. Você só pode evangelizar outra pessoa se ela professar o cristianismo, pois é proibido evangelizar muçulmanos.
Esses irmãos, quando promovem reuniões especiais, alugam um barco e vão para o meio do Nilo. Enfim, a necessidade faz o local físico, mas não é este o importante (pode ser sob uma árvore ou dentro de uma Kombi), e sim as pessoas reunidas. Aqui costumamos dizer que vamos à reunião. (que é a tradução do grego eclésia, que significa assembléia ou ajuntamento de pessoas).
Você perguntou como é tratado um irmão visitante mais experiente na Palavra, se é chamado de algum título distinto ou se tem precedência na exposição da Palavra. Normalmente quando vem algum irmão mais experiente na Palavra podem acontecer duas coisas. Se ele estiver participando de uma reunião normal de estudo ou ministério e sentir que tem algo a dizer, tomará a palavra, como qualquer outro irmão local faria, quer ele estivesse ali ou não.
Caso esse irmão mais experiente tenha um assunto muito interessante que os irmãos do local queiram usufruir com mais tempo, podem até ser programadas reuniões especiais para ele expor esse assunto. Obviamente, se for este o caso, ele tomará a frente da reunião, como normalmente é feito no caso de uma pregação do evangelho. Não existe qualquer título identificando este ou aquele irmão. E aqui vai um detalhe curioso: na versão King James em inglês há um versículo, referindo-se a Deus, que diz: "Reverendo é o Seu nome". Salmos 11:9
Mais uma vez, insisto que o importante é o agrupamento das pessoas, a assembléia, e não o edifício (ou o barco ou a Kombi dos exemplos). O cristão não possui um templo de pedras ou tijolos onde adorar. Só havia um templo assim, e era o que Deus mandou construir em Jerusalém, onde em seu lugar existe hoje uma mesquita muçulmana. A cristandade copiou muitas coisas do judaísmo para justificar suas práticas clericais: templos, sacerdotes, vestes especiais, corais, dízimos etc.
"Não vos deixeis levar em redor por doutrinas várias e estranhas, porque bom é que o coração se fortifique com graça, e não com alimentos que de nada aproveitaram aos que a eles se entregaram. Temos um altar, de que não têm direito de comer os que servem ao tabernáculo. Porque os corpos dos animais, cujo sangue é, pelo pecado, trazido pelo sumo sacerdote para o santuário, são queimados fora do arraial. E por isso também Jesus, para santificar o povo pelo seu próprio sangue, padeceu fora da porta. Saiamos, pois, a ele fora do arraial, levando o seu vitupério." Hebreus 13:9-13
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