As ideias aqui não são originalmente minhas, mas são fruto do que tenho aprendido da Palavra de Deus fora dos sistemas denominacionais com irmãos congregados ao nome do Senhor e também com autores de outras épocas que congregavam assim, como J. G. Bellett, C. H. Brown, J. N. Darby, E. Dennett, W. W. Fereday, J. L. Harris, W. Kelly, C. H. Mackintosh, A. Miller, F. G. Patterson, A. J. Pollock, H. L. Rossier, H. Smith, C. Stanley, W. Trotter, G. V. Wigram e muitos outros. Uma lista completa em inglês você encontra neste link.

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Por que Deus cria pessoas com imperfeições?



https://youtu.be/iE4QTXlqvD8

Na verdade não é Deus quem cria imperfeições físicas, mas elas são uma conseqüência do pecado. Não da pessoa, obviamente, mas do pecado que entrou na Criação e contaminou toda a raça humana. A partir daí todas as pessoas que nascem são imperfeitas de uma forma ou de outra, algumas de forma mais visível, outras não. A mais grave das imperfeições que entraram na criação em função do pecado é a morte. Como todos morrem, podemos dizer que somos todos imperfeitos de nascença.

Então sua pergunta também poderia ser feita da seguinte forma: Por que nascemos mortais? Somos diferentes aos olhos de Deus? Somos amaldiçoados ou abençoados?

Percebeu como a perspectiva muda quando olhamos o assunto mais detalhadamente e pensamos na maior das imperfeições, a morte? De qualquer modo, embora Deus não seja o criador das imperfeições, Ele pode ou não permitir esta ou aquela em nossa vida com um propósito determinado. Da mesma forma como Ele pode permitir que alguém sofra um acidente ou adoeça porque Ele sabe que de outra forma aquela pessoa nunca pararia para pensar que precisa de um Salvador.

Em João capítulo 9 você encontra o caso do cego de nascença. A dúvida ali era saber quem teria pecado para ele ter nascido cego, se teria sido seus pais ou o próprio cego (talvez considerando algumas crenças envolvendo uma suposta reencarnação). O Senhor diz que nem uma coisa, nem outra, mas que ele tinha nascido cego para que a glória de Deus se manifestasse nele. Depois disso o Senhor cura o cego e este dá um testemunho maravilhoso dAquele que o havia curado.

Ou seja, sua enfermidade fazia parte de um plano maior e pode ter certeza de que hoje, no céu, aquele cego não está nem um pouco chateado por ter nascido cego. As coisas ganham uma nova perspectiva quando vistas do ponto de vista da eternidade.

Há outras situações onde vemos a enfermidade ou deformidade sendo utilizada por Deus, como na história de Naamã, dos inúmeros cegos, mudos, coxos e aleijados curados nos Evangelhos, ou mesmo de enfermidades como a do apóstolo Paulo, que dizia ter um espinho na carne, que Deus havia permitido para ele não se ensoberbecer da grande tarefa que lhe tinha sido confiada e das coisas que tinham sido reveladas a ele.

Embora a gente não entenda muita coisa, ao conhecermos a Deus aprendemos que sua perspectiva é muito maior do que a nossa. Uma criança pequena pode não entender por que sua mãe, que deveria amá-la, permite que ela tome uma injeção dolorida ou a obrigue a comer brócoli. Assim somos em relação a Deus. Não entendemos uma porção de coisas porque nosso entendimento e visão são limitados.

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