As ideias aqui não são originalmente minhas, mas são fruto do que tenho aprendido da Palavra de Deus fora dos sistemas denominacionais com irmãos congregados ao nome do Senhor e também com autores de outras épocas que congregavam assim, como J. G. Bellett, C. H. Brown, J. N. Darby, E. Dennett, W. W. Fereday, J. L. Harris, W. Kelly, C. H. Mackintosh, A. Miller, F. G. Patterson, A. J. Pollock, H. L. Rossier, H. Smith, C. Stanley, W. Trotter, G. V. Wigram e muitos outros. Uma lista completa em inglês você encontra neste link.

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Devo seguir minha consciência?



https://youtu.be/FER3ekG8cxM

Deus nos deu uma consciência, e ela é útil em muitas ocasiões. Mas não se engane achando que sua consciência é Norte seguro. Não é. Nossa consciência acaba ficando sob nosso comando e somos capazes de manipulá-la, na pior das hipóteses, ou de sermos iludidos por ela, na melhor das hipóteses.

Portanto, não podemos nos apegar à consciência para saber se algo é certo ou errado. Para isso temos a Palavra de Deus e o Espírito Santo que habita no crente. Porém se algo que eu penso ser do Espírito for contra o que diz a Palavra de Deus, então posso crer que já não é o Espírito me mostrando aquilo, mas minha mente ou meu coração enganoso, de onde procedem muitos males, como disse o Senhor.

Existe um problema com a consciência, porque ela pode ser pura, porém não justa. É o caso do apóstolo Paulo, que tinha uma consciência pura, porém não justa.

"Dou graças a Deus, a quem desde os meus antepassados sirvo com uma consciência pura" 2 Tm 1:3

Embora pura, era injusta, pois ele mandava matar os cristãos.

"E, havendo recebido autorização dos principais dos sacerdotes, encerrei muitos dos santos nas prisões; e quando os matavam eu dava o meu voto contra eles". Atos dos Apóstolos 26:10

Não podemos confiar em nossa consciência quando o assunto é o juízo. Paulo só podia dizer que tinha uma consciência pura (embora não fosse justa) enquanto não sabia o que estava fazendo. A partir do caminho de Damasco, se ele não aceitasse o Senhor Jesus como seu Salvador após aquela revelação, ele seguiria adiante com uma consciência, mas então ela já não seria nem pura, nem justa.

Por isso quando pregamos o evangelho a alguém e essa pessoa não aceita, não crê no Salvador, sua consciência já não é pura. Ela não pode alegar ignorância, mas se tornou responsável diante de Deus por haver rejeitado Seu Filho.

De uma forma ou de outra, sempre acabamos tendo uma consciência que não é justa, porque nossa capacidade de julgar é falha e os parâmetros que adotamos nos são convenientes. Mas, mesmo assim pode existir uma consciência pura. O problema é quando ela não é nem pura, nem justa.

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