As ideias aqui não são originalmente minhas, mas são fruto do que tenho aprendido da Palavra de Deus fora dos sistemas denominacionais com irmãos congregados ao nome do Senhor e também com autores de outras épocas que congregavam assim, como J. G. Bellett, C. H. Brown, J. N. Darby, E. Dennett, W. W. Fereday, J. L. Harris, W. Kelly, C. H. Mackintosh, A. Miller, F. G. Patterson, A. J. Pollock, H. L. Rossier, H. Smith, C. Stanley, W. Trotter, G. V. Wigram e muitos outros. Uma lista completa em inglês você encontra neste link.

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Os hebreus atravessaram mesmo o Mar Vermelho?



https://youtu.be/9SmmnLbt8HU

Sua dúvida é baseada nas várias suposições sobre a atravessia, desde a que diz que eles teriam atravessado um pântano, até que não atravessaram coisa alguma. Os mais favoráveis tentam associar a abertura do mar a algum terremoto ou vendaval. No fundo, ninguém gosta de admitir que Deus tenha feito um milagre. Vamos fazer algumas considerações:

a. Temos o relato bíblico de um mar aberto para os hebreus passarem e de um exército se afogando nessas águas quando fecharam.

b. O que hoje chamamos de "Mar Vermelho" não era chamado assim na época, e o original bíblico diz que eles atravessaram o "yam suph", literalmente "mar de juncos".

c. Ninguém sabe onde era esse "mar de juncos" na época, porque as coisas mudam de nome com o tempo. O termo pode ter sido usado na época para toda a extensão de água ou para um ponto apenas. Se você encontrar alguém que diz ter nascido no Estado da Guanabara, não vai duvidar que ele tenha nascido só porque não existe Estado da Guanabara.

d. Ao norte do que HOJE chamamos de Mar Vermelho há grandes lagos e pântanos que os historiadores concordam que podiam não ser como são hoje. Em 4 mil anos o sertão pode virar mar e o mar virar sertão. (Pergunte ao Antonio Conselheiro).

e. Em 1 Rs 9:26 é usado o mesmo "yam suph" para apontar onde Salomão deixava seus navios: "Também o rei Salomão fez naus em Eziom-Geber, que está junto a Elate, à praia do mar de Sufe ("yam suph"), na terra de Edom." Pelo seu raciocínio, Salomão devia estar falando de navios de brinquedo para brincar num pântano.

Juntando tudo, temos um relato de uma travessia de um povo por um mar, genericamente chamado de "Mar de Juncos", mas não temos exatamente o ponto onde se deu essa travessia. Pode ter sido em qualquer ponto, raso ou fundo. Quando o detetive junta a isso um outro relato, de um exército que se afogou nesse ponto, só pode concluir que foi num ponto fundo. O cético elimina aquilo que não cabe na sua cabeça. Seria um problema de profundidade?

Você acreditaria se eu dissesse que já pulei o Rio Tocantins de um salto? Se eu não disser o ponto exato você pode tirar duas conclusões: ou foi mentira, ou foi milagre. A 3a. opção, foi na nascente.

Nem eu nem você podemos dizer o ponto onde os hebreus cruzaram. Mentira, nascente ou milagre? Neste caso, milagre.

Uma teoria interessante vi ontem em um documentário "Decodificando o Êxodo" no Discovery Channel. Embora em muitos pontos o autor viaja de Hellman's Airlines, ele apresenta a teoria de que os Hicsos, povo semita que ficou 200 anos no norte do Egito, seria o mesmo povo de Israel, já que foram encontrados sinetes contendo o nome de José nas escavações de onde esse povo morava. Sua saída do Egito coincidiria com o Êxodo bíblico.

Alguns relatos de autores gregos Maneton e Mnaseas de Patara sobre os Hicsos e como eles seriam os mesmos judeus podem ser vistos aqui:
http://www.airtonjo.com/judeus04.htm

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