As ideias aqui não são originalmente minhas, mas são fruto do que tenho aprendido da Palavra de Deus fora dos sistemas denominacionais com irmãos congregados ao nome do Senhor e também com autores de outras épocas que congregavam assim, como J. G. Bellett, C. H. Brown, J. N. Darby, E. Dennett, W. W. Fereday, J. L. Harris, W. Kelly, C. H. Mackintosh, A. Miller, F. G. Patterson, A. J. Pollock, H. L. Rossier, H. Smith, C. Stanley, W. Trotter, G. V. Wigram e muitos outros. Uma lista completa em inglês você encontra neste link.

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Como interpretar as sensacoes?



https://youtu.be/Eg7tpYfBYN8

Sua dúvida é sobre certas sensações que sua irmã tem experimentado, ora de prazer, ora de opressão, e se elas têm alguma relação com a expectativa da volta do Senhor Jesus para buscar os Seus no arrebatamento.

O arrebatamento é uma certeza para todo aquele que crê, e devemos viver sempre com esta perspectiva. Porém o apóstolo Paulo, depois de escrever a primeira carta para os cristãos de Tessalônica falando do arrebatamento escreveu a segunda apontando alguns erros resultantes da má compreensão dessa verdade, como era o caso de alguns que aparentemente paravam de trabalhar por achar que o Senhor iria voltar em breve.

A visão do arrebatamento deve ter para nós o efeito que tem aguardar uma pessoa amada que está chegando de viagem (mas que não sabemos quando vem). É uma expectativa, mas também é uma preocupação maior em estar "bem vestido" porque ela pode chegar a qualquer hora. Esse sentimento é excelente.

Agora imagine que você esteja aguardando alguém chegar e começa a ter calafrios, sensações de alegria e tristeza alternadamente, ou outras coisas físicas. Eu diria que está fazendo da vinda daquela pessoa um transtorno para sua vida, e não um prazer. Como estamos falando da volta do Senhor para os Seus (que pode acontecer antes de eu terminar de escrever ou daqui a cem anos), é muito comum as pessoas criarem idéias de mistério e superstição em torno disso.

Ou seja, temos a tendência de mistificar as coisas relacionadas a Deus (isso acontece muito entre cristãos pentecostais). Aí a vida vira um inferno, porque a pessoa fica procurando significado para tudo e, quando não encontra, entra em parafuso. É um perigo achar que cada calafrio, cada sensação de prazer ou tristeza, ou cada sonho e ocorrência do dia-a-dia precise ter algum significado espiritual.

É claro que podemos ser oprimidos espiritualmente por algo, ou Deus pode usar alguém para nos dizer algo, mas não é a regra. Quando estamos ocupados realmente com Cristo, vivemos em paz e tranqüilidade com respeito às coisas que vêm dEle. Quanto às coisas que vêm do mundo ou do inimigo, estas certamente irão nos atribular, mas nenhuma delas chega até nós antes de pegar um carimbo de permissão de Deus.

Portanto diga à sua irmã para analisar primeiro se está ocorrendo algum paralelo entre as coisas que ela sente e outras influências físicas (como sentir algo depois de comer ou antes, depois de dormir demais ou de menos, em determinados períodos do mês etc.). Nosso corpo está sujeito a uma série de influências químicas de alimentos e remédios que afetam nossas sensações. O erro está em querer atribuir cada arrepio a algo espiritual, como fazem os superticiosos.

Aí vamos começar a achar que a sensação de calor na orelha é porque alguém está falando mal da gente, que aquele arrepio na pele é porque um demônio está por perto ou que alque vento nos cabelos foi causado pelas asas de um anjo. Não seremos muito diferentes de pessoas que evitam pasar sob escadas, têm medo de gatos pretos atravessando na frente e não abrem guarda-chuva dentro de casa.

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