As ideias aqui não são originalmente minhas, mas são fruto do que tenho aprendido da Palavra de Deus fora dos sistemas denominacionais com irmãos congregados ao nome do Senhor e também com autores de outras épocas que congregavam assim, como J. G. Bellett, C. H. Brown, J. N. Darby, E. Dennett, W. W. Fereday, J. L. Harris, W. Kelly, C. H. Mackintosh, A. Miller, F. G. Patterson, A. J. Pollock, H. L. Rossier, H. Smith, C. Stanley, W. Trotter, G. V. Wigram e muitos outros. Uma lista completa em inglês você encontra neste link.

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Nao e' errado tentar converter pessoas de outras religioes?



https://youtu.be/qBBmoh8MHwU

Ao ler a orientação que dei a um rapaz sobre o modo como um cristão deve se comportar uma vez dentro da família de Deus, você considerou que tenho "uma inabilidade impressionante de conviver com as diferenças".

Segundo você, eu deveria respeitar todas as religiões e não querer que as pessoas aceitassem a minha como verdadeira. Como "minha" você estava se referindo, obviamente, a aceitar o que diz a Palavra de Deus e, particularmente, as cartas dos apóstolos para o comportamento do cristão.

Você não percebe que ao se indignar com meu modo de pensar está fazendo exatamente a mesma coisa? Você fica indignada porque minha percepção do que é correto é diferente de sua percepção do que é correto, o que a torna igualmente intransigente e discriminatória em relação os que possuem a minha percepção do que é correto.

Veja assim: A crença de João traça os limites "A" e a crença da Maria os limites "B", aí vem sua crença que diz que ambos estão errados, porque os únicos limites válidos são os seus, que considera que não deveriam existir tais limites.

Existe um problema aí. Ao se colocar na posição de quem está apto a decidir que limites os outros devem estabelecer (ou não estabelecer de modo algum), você já está assumindo uma posição e quer que eu me converta a ela.

Colocando-se numa posição superior (de quem supostamente conhece as crenças de João e Maria), você considera a crença de João e de Maria erradas e acha que eles não deveriam sair por aí tentando converter outros a aceitar suas crenças ou posições, por considerar isso um desrespeito à liberdade individual que cada um tem de acreditar naquilo que quiser.

Você diz acreditar que "somos TODOS uma mesma família - todos são os eleitos, e não poucos... todos somos filhos de Deus, que é amoroso, sabe perdoar, não vai permitir que nenhum de seus filhos padeça no sofrimento eterno".

Viu? Ao fazer isso você diz que "A" e "B" estão errados, porque o correto é a crença "C" (a sua). A partir do momento que você tem uma crença (ainda que seja a mais inclusiva e abrangente de todas) você passa a adotar uma posição, e toda posição é exclusiva por natureza. A partir do momento que você adota uma posição, seja ela qual for, boa ou ruim, exclui todos os que não têm a mesma posição. Isso é inevitável.

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