As ideias aqui não são originalmente minhas, mas são fruto do que tenho aprendido da Palavra de Deus fora dos sistemas denominacionais com irmãos congregados ao nome do Senhor e também com autores de outras épocas que congregavam assim, como J. G. Bellett, C. H. Brown, J. N. Darby, E. Dennett, W. W. Fereday, J. L. Harris, W. Kelly, C. H. Mackintosh, A. Miller, F. G. Patterson, A. J. Pollock, H. L. Rossier, H. Smith, C. Stanley, W. Trotter, G. V. Wigram e muitos outros. Uma lista completa em inglês você encontra neste link.

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Quem será o Anticristo?

Sua pergunta é múltipla, e a identidade do anticristo é apenas parte dela. Você quer saber como o Templo será reconstruído, já que há uma Mesquita em seu lugar, como esse Templo será profanado e como o anticristo fará as pessoas pensarem que ele é o Messias.

Então você apresenta a teoria, bem no estilo conspiratório, falando de um anticristo que seria um clone de Cristo fabricado com DNA de sangue encontrado no interior da Arca da Aliança que um arqueólogo teria encontrado, ou extraído desidratado do Santo Sudário, ou ainda de uma amostra guardada por alguma sociedade secreta. Se essas idéias não foram tiradas de algum livro do tipo "O Código Da Vinci", então mereciam estar em algum próximo lançamento do tipo.

Neste ponto eu sou bastante pragmático. Sempre me lembro da história do cara na balsa:

"Um sujeito estava na balsa indo de Niterói para o Rio quando alguém chegou apavorado para ele e disse:
- Antonio! Sua mulher está na sua casa em Niterói passando mal por causa da gravidez!
O sujeito não pensou duas vezes: mergulhou no mar e saiu nadando de volta a Niterói. Quando estava no meio do canal, caiu a ficha e ele disse para si mesmo:
- Ué?! Não me chamo Antonio, não sou casado e não moro em Niterói... O que é que eu estou fazendo aqui?!!!"

É a mesma coisa. O problema de quem será o anticristo é um problema que eu não terei de resolver, pois já não estarei no mundo nessa ocasião. Se não morrer antes, serei arrebatado quando o Senhor vier buscar Sua igreja. A Palavra de Deus me promete que serei guardado da hora da tribulação que há de vir sobre o mundo, portanto as coisas que são especificamente desse período, como o significado do número seiscentos e sessenta e seis, quem é o anticristo, ou como vão reconstruir o Templo, não me dizem respeito.

Da mesma forma como os profetas do Antigo Testamento olhavam para os textos que eles mesmos escreviam e não entendiam o que tinham escrito, por serem coisas futuras, creio que muita coisa que está em Apocalipse será entendida pelo remanescente de judeus fiéis que irá se converter após o arrebatamento da Igreja. Eles serão protagonistas daqueles acontecimentos que você encontra principalmente depois das cartas às sete igrejas.

Depois de 30 anos de convertido eu já vi passar tantos modismos de interpretação dos acontecimentos futuros, que sou meio cético em relação a toda novidade que aparece neste sentido e garante a venda de livros. Você ficaria estarrecida de ver quantos livros de interpretação das profecias foram escritos depois de minha conversão na década de 70, e quantos nem voltaram a ser publicados justamente por tentarem interpretar as profecias bíblicas a partir de coisas que ocorriam naquele momento no mundo. Muitos que ganharam o papel de anticristo em livros assim até já morreram, frustrando os esforços proféticos desses autores que previam uma carreira de sucesso para os tais.

Por exemplo, o número da besta já foi explicado de uma infinidade de maneiras, desde a uma conta feita com os nomes de diversos papas ou até de Hitler, até como símbolos encontrados na mitra do papa. Nem a mancha na calva de Gorbachev escapou, e já foi interpretada por alguns como um "666" tatuado ali.

Da marca na mão e na testa, nem se fala. Desde tatuagens diversas, até o código de barras ganhou essa honra, quando foi lançado. Lembro-me de alguém que sugeria o boicote dos cristãos aos produtos que trouxessem código de barra porque era a marca da besta. Obviamente ele tentava fazer isso quando código de barras era novidade e apenas alguns produtos traziam isso na embalagem. A marca também já foi interpretada como algum tipo de cartão magnético e, mais recentemente, como um chip implantado sob a pele, igual aos que usam em cachorros e em executivos à prova de sequestro. Conforme a tecnologia avança vão lançando novas versões da interpretação de algo que provavelmente não será interpretado a não ser pelas pessoas que viverem essas coisas.

Se ficarmos presos à tecnologia atual para interpretar o Apocalipse, como é o caso do DNA que você sugeriu em seu email como a solução para se criar um anticristo, estaremos sempre errados quando surgirem novas tecnologias. Li um livro que dizia que os gafanhotos de Apocalipse 9 seriam helicópteros de combate, uma interpretação impossível antes da invenção do helicóptero e completamente furada se ele vier a ser substituído por um equipamento mais moderno no futuro. Um dia os balões e dirigíveis já foram considerados a última palavra em conquista dos ares, mas acabaram substituídos pelos aviões. Qualquer um que tivesse interpretado esses gafanhotos como dirigíveis equipados para a guerra teria sua interpretação obsoleta.

Por esta razão, quando o assunto é profecia é interessante ler o que escreviam autores do século 19 que não tentavam limitar sua interpretação do texto à tecnologia ou política de seu tempo, mas buscavam encontrar na própria Bíblia a resposta a essas perguntas. Você encontra muitos deles (em inglês) em http://www.stempublishing.com/

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