As ideias aqui não são originalmente minhas, mas são fruto do que tenho aprendido da Palavra de Deus fora dos sistemas denominacionais com irmãos congregados ao nome do Senhor e também com autores de outras épocas que congregavam assim, como J. G. Bellett, C. H. Brown, J. N. Darby, E. Dennett, W. W. Fereday, J. L. Harris, W. Kelly, C. H. Mackintosh, A. Miller, F. G. Patterson, A. J. Pollock, H. L. Rossier, H. Smith, C. Stanley, W. Trotter, G. V. Wigram e muitos outros. Uma lista completa em inglês você encontra neste link.

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Por que não vemos possessos de demônios no Antigo Testamento?

Creio que a razão principal de faltarem relatos de possessão demoníaca no Antigo Testamento seja porque a Bíblia não tem como objetivo principal os demônios, e sim Cristo. Portanto, eles aparecem com maior frequência no Novo Testamento em sua relação de oposição ao Filho de Deus. A própria vinda de Jesus também pode ser a razão de uma maior atividade de todo o reino espiritual, o que obviamente inclui os demônios.

Outra razão pode estar relacionada ao estado do povo de Deus, Israel, do qual só restavam as tribos de Judá e Benjamim e, mesmo assim, em total degradação e abandono da Verdade. Basta ver o que fizeram com seu Messias para perceber isso. No Antigo Testamento Deus prometia sustento, saúde e força ao Seu povo, desde que fossem obedientes. No Novo Testamento nós encontramos um povo desobediente e corrupto sofrendo não apenas o jugo romano, mas também sendo assolado por uma infinidade de enfermidades e demônios.

Mas a idéia da influência demoníaca pode ser encontrada em várias passagens do Antigo Testamento, além de evidências no Novo Testamento de que era popular entre os judeus a prática de expulsar demônios, mesmo antes da vinda de Jesus. Veja esta passagem:

Atos 19:13 "E alguns dos exorcistas judeus ambulantes tentavam invocar o nome do Senhor Jesus sobre os que tinham espíritos malignos, dizendo: Esconjuro-vos por Jesus a quem Paulo prega. E os que faziam isto eram sete filhos de Ceva, judeu, principal dos sacerdotes".

Evidentemente esses exorcistas judeus ambulantes já praticavam sua profissão antes, e aqui tentam apenas se aproveitar do nome de Jesus porque era o nome em evidência no momento.

Algumas evidências de atividade demoníaca no Antigo Testamento, em alguns momentos como instrumento de Deus para disciplinar seu povo:

Juízes 9:22-23 "Fazia três anos que Abimeleque governava Israel, quando Deus enviou um espírito maligno entre Abimeleque e os cidadãos de Siquém, e estes agiram traiçoeiramente contra Abimeleque".


1 Samuel 16:14-15 "O Espírito do Senhor se retirou de Saul, e um espírito maligno, vindo da parte do Senhor, o atormentava. Os servos de Saul lhe disseram: "Há um espírito maligno mandado por Deus te atormentando".


1 Reis 22:20-21 "E o Senhor disse: ‘Quem enganará Acabe para que ataque Ramote-Gileade e morra lá? ’ "E um sugeria uma coisa, outro sugeria outra, até que, finalmente, um espírito colocou-se diante do Senhor e disse: ‘Eu o enganarei’".

Em todos estes casos pode-se ver claramente que os demônios estão sujeitos a Deus, o que também fica evidente no Novo Testamento, quando o Senhor Jesus mostra ter domínio sobre os demônios e estes se sujeitarem a Ele.

O episódio da profetisa consultada por Saul em 1 Samuel 28 pode também ser o caso de uma mulher que incorporava um demônio para fazer suas adivinhações. É importante lembrar que uma possessão demoníaca não ocorre apenas quando alguém tem seu corpo tomado por um demônio e fica se debatendo. Pessoas que invocam os mortos e se deixam incorporar por espíritos estão, na verdade, servindo de receptáculo de demônios, algo que sempre existiu em todas as épocas, culturas e religiões do mundo.

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