Aqui no Brasil os irmãos com os quais me congrego usam um hinário com hinos tradicionais compilados por alguns de nós. Foi feita uma seleção de hinos de adoração e louvor, e também de vida cristã e oração para fazerem parte do hinário que é usado no canto coletivo da assembléia dos irmãos, quando estes estão reunidos para a ceia do Senhor, para oração ou ministério da Palavra. O critério usado na seleção foi de hinos que pudessem ser cantados na terceira pessoa ("nós te louvamos" ao invés de "eu te louvo", por exemplo), para expressarem mais o caráter de um louvor coletivo.
Em pregações do evangelho é utilizado um outro hinário com hinos de apelo evangelístico, do tipo "vem a Jesus" por exemplo. Não faria sentido uma assembléia reunida na ceia do Senhor, por exemplo, para lembrar Sua morte, cantar um hino de convite com frases como "vem a Cristo", "arrepende-te" etc. Quem está participando da ceia do Senhor já foi a Jesus, já se arrependeu, e está ali agora não cantando para incrédulos, mas para Deus.
A idéia de montar um hinário de hinos selecionados surgiu justamente porque nos hinário normalmente utilizados pelos cristãos no Brasil há uma mistura muito grande de hinos de louvor, evangelismo, ocasiões especiais etc. Geralmente eles são separados por numeração, mas um recém convertido com pouco entendimento poderia, por exemplo, sugerir um hino de evangelismo na reunião da Ceia do Senhor, o que não seria apropriado.
Talvez seja preciso lembrar que quando nos reunimos não existe um dirigente além do Espírito Santo, quero dizer, não há um homem na frente da congregação dizendo o que devemos cantar, fazendo as orações ou responsável pela pregação ou ministério. Cada irmão que sente no coração trazer uma oração, uma palavra ou um hino faz isso, enquanto os outros julgam.
Nos países de língua inglesa os irmãos usam um hinário chamado "Little Flock", compilado no século 19 por John Nelson Darby e outros. Encontrei um site (clique) onde você pode ouvir os hinos.
Quando estamos em reuniões familiares ou para conversar na casa de algum irmão, costumamos cantar esses hinos e também outros hinos populares que alguém saiba tocar ou cantar. Mas nas reuniões da assembléia cantamos apenas os hinos do hinário (mesmo porque assim todos saberão cantar) e não usamos instrumentos musicais porque não encontramos subsídios no Novo Testamento para fazer isso nas reuniões de adoração dos cristãos.
No carro ou no trabalho costumo ouvir CDs de música cristã de diversos estilos, mas pessoalmente gosto mais dos hinos tradicionais.
Leia mais sobre o assunto aqui:
"O que acha da música gospel?"
"Devemos utilizar instrumentos musicais na adoração?"
Baixe todos as respostas de "O que respondi" até Dezembro/2011 em PDF (7Mb)
O que você pensa do aborto?
A Bíblia é clara quanto ao "não matar", e geralmente a sociedade discute o aborto do ponto de vista das vantagens ou desvantagens da mãe, o que pode até variar segundo o caso. Mas quando a questão é o bebê, o ser humano que ela carrega, não há o que discutir. É uma vida, é um ser humano criado à imagem de Deus, é uma pessoa que será tão pessoa quanto qualquer um.
O detalhe é que ainda está em fase embrionária, mas isso não invalida o fato de ser uma pessoa. Um bebê não é menos gente do que um adulto, e um embrião não é menos gente do que um bebê. Se as pessoas pró-aborto vissem um rosto talvez mudassem de idéia.
Um dos argumentos é que a mãe pode abortar se for constatado que a criança é portadora de alguma deficiência grave. Pouca gente liga a questão do aborto com a questão da inclusão dos portadores de deficiência na sociedade. Mas será que não é contraditório aceitar uma coisa independente da outra?
Tenho um filho portador de deficiência que provavelmente seria candidato a ser abortado se tivesse sido gerado no útero de alguém seletivo o suficiente para recusar quem não é gerado 100% perfeito. A discriminação enquanto está no útero parece não ser um crime tão grave na sociedade quanto a discriminação depois que a criança sai do útero. Como alguém que não quer um filho porque terá deficiências no futuro pode dizer que apóia a inclusão de deficientes na sociedade se excluiu o seu? Neste aspecto o aborto é tão politicamente incorreto quanto discriminar um deficiente.
O detalhe é que qualquer pessoa que nasceu fisicamente perfeita poderá desenvolver alguma deficiência em caso de doença ou acidente. Não seria irônico alguém que um dia descartou seu filho por ser deficiente acabar sendo um? Poderíamos nós descartar os portadores de deficiência já nascidos ou crescidos, como Hitler tentou fazer? Hoje isso é feito com os que ainda não nasceram, mas já foram gerados.
Não estou falando aqui do aborto feito para salvar a vida da mãe, ou o parto feito às custas da vida da mãe para salvar a vida do filho. Muitos médicos já tiveram que passar pela decisão de quem deviam deixar viver e quem deviam deixar morrer. Quando você tem apenas um coração de um doador e duas pessoas em estado crítico esperando, terá de decidir quem vive e quem morre.
Há abortos aprovados pelas leis de alguns países, como em caso de estupro. Enquanto o estupro faz uma vítima inocente - a mãe - o aborto faz outra vítima inocente: a criança. No início tínhamos apenas uma vítima, depois temos duas. A criança é tão inocente quanto a mãe. Matar a criança é penalizar a pessoa errada, no caso, o estuprador.
Se eu fosse você não seria tão rápido em discordar do que estou dizendo antes de estudar direitinho sua árvore genealógica. Talvez você nem estaria aqui para discordar se alguém de sua família fosse favorável ao aborto em caso de estupro.
Quantas pessoas vieram ao mundo e nem sabem que foram geradas por estupro? Apenas nos Estados Unidos, a cada dois minutos uma mulher é estuprada. Em Ruanda, durante a guerra, meio milhão de mulheres foram vítimas de estupro. Calcula-se que nas zonas de guerra 5% a 8% das crianças que nascem são originadas de estupros. O que teria acontecido se elas tivessem sido privadas de nascer e você fosse descendente de uma delas?
Considerando que todos nós temos atrás de nós uma enorme árvore genealógica, qual de nós pode afirmar com certeza que não é filho, neto ou tataraneto de um estuprador? Se uma ancestral minha ou sua estivesse em um navio abordado por piratas há alguns séculos eu e você seríamos tataranetos de um estuprador. Considerando que não eram só piratas que faziam isso, mas em todas as civilizações, em todas as épocas isso acontecia com frequência, é difícil dizer quem é descendente de um estupro e quem não é.
Pegue, por exemplo, o caso dos judeus. Um judeu me disse que ele só era ruivo de olhos azuis porque alguma mulher em sua árvore genealógica tinha sido estuprada por algum bárbaro europeu. Os judeus originais são morenos como qualquer habitante do Oriente Médio, e considerando que sua religião não aprova o casamento com outras etnias, os judeus ruivos ou louros de olhos claros que você conhece provavelmente ganharam sangue bárbaro nas invasões de suas comunidades e rapto de suas donzelas tataravós. Detalhe: alguém é considerado judeu se for descendente de mãe judia. Esse detalhe até ajudou a preservar a linhagem.
Tem muita gente que lida muito bem com o fato de ser filho ou filha de um estuprador. Rebecca Kiessling não apenas é filha de um estuprador, como é contra o aborto em caso de estupro. E como poderia ser diferente? Se a mãe dela, estuprada com uma faca encostada no corpo, decidisse não seguir adiante com a gravidez ela não teria nascido. Veja o que ela escreve em seu site:
O detalhe é que ainda está em fase embrionária, mas isso não invalida o fato de ser uma pessoa. Um bebê não é menos gente do que um adulto, e um embrião não é menos gente do que um bebê. Se as pessoas pró-aborto vissem um rosto talvez mudassem de idéia.
Um dos argumentos é que a mãe pode abortar se for constatado que a criança é portadora de alguma deficiência grave. Pouca gente liga a questão do aborto com a questão da inclusão dos portadores de deficiência na sociedade. Mas será que não é contraditório aceitar uma coisa independente da outra?
Tenho um filho portador de deficiência que provavelmente seria candidato a ser abortado se tivesse sido gerado no útero de alguém seletivo o suficiente para recusar quem não é gerado 100% perfeito. A discriminação enquanto está no útero parece não ser um crime tão grave na sociedade quanto a discriminação depois que a criança sai do útero. Como alguém que não quer um filho porque terá deficiências no futuro pode dizer que apóia a inclusão de deficientes na sociedade se excluiu o seu? Neste aspecto o aborto é tão politicamente incorreto quanto discriminar um deficiente.
O detalhe é que qualquer pessoa que nasceu fisicamente perfeita poderá desenvolver alguma deficiência em caso de doença ou acidente. Não seria irônico alguém que um dia descartou seu filho por ser deficiente acabar sendo um? Poderíamos nós descartar os portadores de deficiência já nascidos ou crescidos, como Hitler tentou fazer? Hoje isso é feito com os que ainda não nasceram, mas já foram gerados.
Não estou falando aqui do aborto feito para salvar a vida da mãe, ou o parto feito às custas da vida da mãe para salvar a vida do filho. Muitos médicos já tiveram que passar pela decisão de quem deviam deixar viver e quem deviam deixar morrer. Quando você tem apenas um coração de um doador e duas pessoas em estado crítico esperando, terá de decidir quem vive e quem morre.
Há abortos aprovados pelas leis de alguns países, como em caso de estupro. Enquanto o estupro faz uma vítima inocente - a mãe - o aborto faz outra vítima inocente: a criança. No início tínhamos apenas uma vítima, depois temos duas. A criança é tão inocente quanto a mãe. Matar a criança é penalizar a pessoa errada, no caso, o estuprador.
Se eu fosse você não seria tão rápido em discordar do que estou dizendo antes de estudar direitinho sua árvore genealógica. Talvez você nem estaria aqui para discordar se alguém de sua família fosse favorável ao aborto em caso de estupro.
Quantas pessoas vieram ao mundo e nem sabem que foram geradas por estupro? Apenas nos Estados Unidos, a cada dois minutos uma mulher é estuprada. Em Ruanda, durante a guerra, meio milhão de mulheres foram vítimas de estupro. Calcula-se que nas zonas de guerra 5% a 8% das crianças que nascem são originadas de estupros. O que teria acontecido se elas tivessem sido privadas de nascer e você fosse descendente de uma delas?
Considerando que todos nós temos atrás de nós uma enorme árvore genealógica, qual de nós pode afirmar com certeza que não é filho, neto ou tataraneto de um estuprador? Se uma ancestral minha ou sua estivesse em um navio abordado por piratas há alguns séculos eu e você seríamos tataranetos de um estuprador. Considerando que não eram só piratas que faziam isso, mas em todas as civilizações, em todas as épocas isso acontecia com frequência, é difícil dizer quem é descendente de um estupro e quem não é.
Pegue, por exemplo, o caso dos judeus. Um judeu me disse que ele só era ruivo de olhos azuis porque alguma mulher em sua árvore genealógica tinha sido estuprada por algum bárbaro europeu. Os judeus originais são morenos como qualquer habitante do Oriente Médio, e considerando que sua religião não aprova o casamento com outras etnias, os judeus ruivos ou louros de olhos claros que você conhece provavelmente ganharam sangue bárbaro nas invasões de suas comunidades e rapto de suas donzelas tataravós. Detalhe: alguém é considerado judeu se for descendente de mãe judia. Esse detalhe até ajudou a preservar a linhagem.
Tem muita gente que lida muito bem com o fato de ser filho ou filha de um estuprador. Rebecca Kiessling não apenas é filha de um estuprador, como é contra o aborto em caso de estupro. E como poderia ser diferente? Se a mãe dela, estuprada com uma faca encostada no corpo, decidisse não seguir adiante com a gravidez ela não teria nascido. Veja o que ela escreve em seu site:
Todos nós já ouvimos alguém dizer: "Sou contra o aborto exceto em casos de estupro..." ou "A mãe deve decidir, principalmente em casos de estupro..." Você já chegou a considerar o insulto que é dizer a alguém "Acho que sua mãe devia ter abortado você"? É como dizer "Por mim você estaria morta".
E é isso que ouço todas as vezes que alguém diz que é a favor do aborto em caso de estupro, porque eu eu sou uma que teria sido abortada se a lei do estado de Michigan permitisse o aborto quando eu ainda era um feto. Posso garantir a você que ouvir essas coisas me faz mal.
Mas eu sei que a maioria das pessoas nunca pensam em um ser humano real quando tratam da questão do aborto. Elas falam do aborto como se não passasse de um conceito. Dão sua opinião, deixam o assunto de lado e logo se esqueceram. Eu realmente espero que, por ter sido gerada de um estupro, eu possa ajudar a dar um rosto e uma voz à questão do aborto. - Rebecca Kiessling
Quem nunca ouviu o evangelho pode ser salvo?
Esta é uma pergunta recorrente, e geralmente vem na forma de questões como "E o índio que nunca ouviu falar de Jesus?", ou "O que aconteceu com quem nasceu antes de Jesus?". A melhor maneira de lidar com esta questão é afirmar certas verdades nas quais as Escrituras são bem francas. A Bíblia é muito clara quando diz que ninguém pode ir ao Pai senão através de Jesus Cristo.
Jesus disse: "Ninguém vem ao pai senão por mim" (João 14:6). A única base para o perdão do pecado e vida eterna é o caminho feito por Jesus. Muitas pessoas pensam que isto implica na condenação automática daqueles que nunca ouviram falar de Jesus, contudo nós não sabemos se este é o caso.
Embora as Escrituras não ensinem explicitamente que aquele que nunca ouviu de Jesus pode ser salvo, nós acreditamos que ela infere isto. Cremos que toda pessoa terá uma oportunidade para se arrepender, e que Deus não irá excluir ninguém por ter nascido num lugar errado e numa época errada.
Jesus disse: "Se alguém quiser fazer a vontade dele, conhecerá a respeito da doutrina, se ela é de Deus ou se eu falo por mim mesmo'' (João 7:17).
A Bíblia também revela que ninguém tem qualquer desculpa: "Porquanto o que de Deus se pode conhecer é manifesto entre eles, porque Deus lhes manifestou. Porque os atributos invisíveis de Deus, assim o seu eterno poder como também a sua própria divindade, claramente se reconhecem, desde o princípio do mundo, sendo percebidos por meio das coisas que foram criadas. Tais homens são por isso indesculpáveis" (Romanos 1:19,20).
É uma realidade que toda a humanidade pode dizer que existe um criador porque a sua criação testifica por ele. Este testemunho é universal. Embora as pessoas tenham informações suficientes de que Deus existe, elas se tornam voluntariamente ignorantes sobre as coisas de Deus porque seus corações são maus.
A Bíblia ensina que o incrédulo "detém a verdade pela injustiça" (Romanos1:18). Além do mais, as Escrituras dizem que o homem não está buscando Deus, mas fugindo dEle. "Não há quem busque a Deus" (Romanos 3 : 11). Portanto não é um caso de Deus rejeitar levar Sua Palavra a alguém que esteja procurando desesperadamente pela verdade.
Nós também sabemos que é da vontade de Deus "que nenhum pereça, senão que todos cheguem ao arrependimento" (2 Pedro 3:9). Isto mostra que Deus também cuida daquelas pessoas que não ouviram o evangelho. Ele demonstrou isto enviando seu Filho para morrer em nosso lugar. "Mas Deus prova o seu próprio amor para conosco, pelo fato de ter Cristo morrido por nós, sendo nós ainda pecadores" (Romanos 5:8; ARA).
A Bíblia ensina que Deus julgará o mundo justamente. "Porquanto estabeleceu um dia em há de julgar o mundo com justiça" (Atos 17:31). Isto significa que, quando todos os fatos estiverem postos, o nome de Deus será justificado e ninguém estará capacitado de acusá-lo de infidelidade.
Mesmo assim nós não sabemos como Ele, especificamente, irá lidar com essas pessoas; sabemos que seu julgamento será honesto. Somente este fato poderia satisfazer qualquer um que quer saber como Deus irá lidar com pessoas que nunca tenham ouvido falar de Jesus Cristo.
É importante entender que a Palavra de Deus fala a respeito do homem na sua responsabilidade para com Deus, portanto ela sempre trata do ser humano supondo que ele já tenha um contato com a própria Palavra.
Vou dar um exemplo. Um espelho sempre trata da pessoa que está olhando para ele e não das outras pessoas. Se eu quero saber o que o espelho diz de meu vizinho, dou o espelho a ele e então ele se enxergará lá, mas eu não sei nada sobre meu vizinho, porque o espelho só reflete quem entra em contato com ele.
Assim é a Bíblia, portanto ela não fala muita coisa daqueles que não estão em contato direto com esse conhecimento. A partir do momento em que o índio entra em contato com o evangelho ele é responsável, portanto já não pode alegar que ignora as verdades contidas ali e precisa tomar uma decisão. Mas eu não vejo o índio na Bíblia, porque ela está falando a meu respeito e comigo.
A única passagem que pode dar alguma luz sobre o assunto é esta:
Rom 2:12-16 "Porque todos os que sem lei pecaram sem lei também perecerão; e todos os que sob a lei pecaram pela lei serão julgados. Porque os que ouvem a lei não são justos diante de Deus, mas os que praticam a lei hão de ser justificados. Porque, quando os gentios, que não têm lei, fazem naturalmente as coisas que são da lei, não tendo eles lei, para si mesmos são lei, os quais mostram a obra da lei escrita no seu coração, testificando juntamente a sua consciência e os seus pensamentos, quer acusando-os, quer defendendo-os, no dia em que Deus há de julgar os segredos dos homens, por Jesus Cristo, segundo o meu evangelho".
De duas coisas nós podemos ter certeza: Uma, Deus é justo e não vai tratar ninguém injustamente. Outra, ninguém será salvo a não ser pela obra de Cristo na cruz, ainda que não saiba disso. Um bebê que nasce e morre está salvo porque Jesus morreu e derramou seu sangue para pagar pelo pecado desse bebê, ainda que ele nem saiba disso. Talvez aí possamos encaixar o que diz Paulo:
"Quando os gentios, que não tem lei, fazem naturalmente as coisas que são da lei, não tendo eles lei, para si mesmos são lei, os quais mostram a obra da lei escrita no coração, testificando juntamente a sua consciência e os seus pensamentos, quer acusando-os, quer defendendo-os, no dia em que Deus há de julgar os segredos dos homens, por Jesus Cristo, segundo o meu evangelho".
Acredito que quando alguém percebe que está aquém daquilo que Deus poderia esperar dele (porque todos os povos, de uma forma ou de outra possuem um padrão que costuma ser superior à capacidade do homem alcançá-lo, que é o assunto do capítulo 1 de Romanos), então essa pessoa apela para a misericórdia divina, reconhecendo-se pecador e incapaz. É apenas a esse que Deus salva, pois um coração contrito e humilhado Ele não despreza.
Agora, independente do grau de conhecimento que essa pessoa tem, se ela for salva será pelo sangue de Cristo derramado na cruz, e isso vale tanto para os que viveram antes como depois de Cristo. O valor do sacrifício de Cristo é eterno, portanto não está limitado ao tempo.
Os bebês e crianças que morrem antes da idade da responsabilidade moral irão para o céu. Isso baseia-se nos seguintes versículos:
(1) Em 2 Samuel 12:23, quando aquela criança, filha de Davi, morreu, ele disse: "Eu irei a ela, porém ela não voltará para mim". Isso implica que o bebê estava com o Senhor.
(2) No Salmo 139, Davi fala até mesmo de um bebê ainda não nascido como estando escrito no livro de Deus no céu (v,16).
(3) Isaías faz distinção entre aqueles que ainda não têm idade suficiente para "desprezar o mal e escolher o bem" (7:15), o que implica que eles não são moralmente responsáveis.
(4) Paulo fala que o sacrifício de Cristo torna a todos justos (Rm 5:19), o que abrangeria até mesmo as criancinhas que tenham nascido em pecado (Sl 51:5).
Jesus disse: "Ninguém vem ao pai senão por mim" (João 14:6). A única base para o perdão do pecado e vida eterna é o caminho feito por Jesus. Muitas pessoas pensam que isto implica na condenação automática daqueles que nunca ouviram falar de Jesus, contudo nós não sabemos se este é o caso.
Embora as Escrituras não ensinem explicitamente que aquele que nunca ouviu de Jesus pode ser salvo, nós acreditamos que ela infere isto. Cremos que toda pessoa terá uma oportunidade para se arrepender, e que Deus não irá excluir ninguém por ter nascido num lugar errado e numa época errada.
Jesus disse: "Se alguém quiser fazer a vontade dele, conhecerá a respeito da doutrina, se ela é de Deus ou se eu falo por mim mesmo'' (João 7:17).
A Bíblia também revela que ninguém tem qualquer desculpa: "Porquanto o que de Deus se pode conhecer é manifesto entre eles, porque Deus lhes manifestou. Porque os atributos invisíveis de Deus, assim o seu eterno poder como também a sua própria divindade, claramente se reconhecem, desde o princípio do mundo, sendo percebidos por meio das coisas que foram criadas. Tais homens são por isso indesculpáveis" (Romanos 1:19,20).
É uma realidade que toda a humanidade pode dizer que existe um criador porque a sua criação testifica por ele. Este testemunho é universal. Embora as pessoas tenham informações suficientes de que Deus existe, elas se tornam voluntariamente ignorantes sobre as coisas de Deus porque seus corações são maus.
A Bíblia ensina que o incrédulo "detém a verdade pela injustiça" (Romanos1:18). Além do mais, as Escrituras dizem que o homem não está buscando Deus, mas fugindo dEle. "Não há quem busque a Deus" (Romanos 3 : 11). Portanto não é um caso de Deus rejeitar levar Sua Palavra a alguém que esteja procurando desesperadamente pela verdade.
Nós também sabemos que é da vontade de Deus "que nenhum pereça, senão que todos cheguem ao arrependimento" (2 Pedro 3:9). Isto mostra que Deus também cuida daquelas pessoas que não ouviram o evangelho. Ele demonstrou isto enviando seu Filho para morrer em nosso lugar. "Mas Deus prova o seu próprio amor para conosco, pelo fato de ter Cristo morrido por nós, sendo nós ainda pecadores" (Romanos 5:8; ARA).
A Bíblia ensina que Deus julgará o mundo justamente. "Porquanto estabeleceu um dia em há de julgar o mundo com justiça" (Atos 17:31). Isto significa que, quando todos os fatos estiverem postos, o nome de Deus será justificado e ninguém estará capacitado de acusá-lo de infidelidade.
Mesmo assim nós não sabemos como Ele, especificamente, irá lidar com essas pessoas; sabemos que seu julgamento será honesto. Somente este fato poderia satisfazer qualquer um que quer saber como Deus irá lidar com pessoas que nunca tenham ouvido falar de Jesus Cristo.
É importante entender que a Palavra de Deus fala a respeito do homem na sua responsabilidade para com Deus, portanto ela sempre trata do ser humano supondo que ele já tenha um contato com a própria Palavra.
Vou dar um exemplo. Um espelho sempre trata da pessoa que está olhando para ele e não das outras pessoas. Se eu quero saber o que o espelho diz de meu vizinho, dou o espelho a ele e então ele se enxergará lá, mas eu não sei nada sobre meu vizinho, porque o espelho só reflete quem entra em contato com ele.
Assim é a Bíblia, portanto ela não fala muita coisa daqueles que não estão em contato direto com esse conhecimento. A partir do momento em que o índio entra em contato com o evangelho ele é responsável, portanto já não pode alegar que ignora as verdades contidas ali e precisa tomar uma decisão. Mas eu não vejo o índio na Bíblia, porque ela está falando a meu respeito e comigo.
A única passagem que pode dar alguma luz sobre o assunto é esta:
Rom 2:12-16 "Porque todos os que sem lei pecaram sem lei também perecerão; e todos os que sob a lei pecaram pela lei serão julgados. Porque os que ouvem a lei não são justos diante de Deus, mas os que praticam a lei hão de ser justificados. Porque, quando os gentios, que não têm lei, fazem naturalmente as coisas que são da lei, não tendo eles lei, para si mesmos são lei, os quais mostram a obra da lei escrita no seu coração, testificando juntamente a sua consciência e os seus pensamentos, quer acusando-os, quer defendendo-os, no dia em que Deus há de julgar os segredos dos homens, por Jesus Cristo, segundo o meu evangelho".
De duas coisas nós podemos ter certeza: Uma, Deus é justo e não vai tratar ninguém injustamente. Outra, ninguém será salvo a não ser pela obra de Cristo na cruz, ainda que não saiba disso. Um bebê que nasce e morre está salvo porque Jesus morreu e derramou seu sangue para pagar pelo pecado desse bebê, ainda que ele nem saiba disso. Talvez aí possamos encaixar o que diz Paulo:
"Quando os gentios, que não tem lei, fazem naturalmente as coisas que são da lei, não tendo eles lei, para si mesmos são lei, os quais mostram a obra da lei escrita no coração, testificando juntamente a sua consciência e os seus pensamentos, quer acusando-os, quer defendendo-os, no dia em que Deus há de julgar os segredos dos homens, por Jesus Cristo, segundo o meu evangelho".
Acredito que quando alguém percebe que está aquém daquilo que Deus poderia esperar dele (porque todos os povos, de uma forma ou de outra possuem um padrão que costuma ser superior à capacidade do homem alcançá-lo, que é o assunto do capítulo 1 de Romanos), então essa pessoa apela para a misericórdia divina, reconhecendo-se pecador e incapaz. É apenas a esse que Deus salva, pois um coração contrito e humilhado Ele não despreza.
Agora, independente do grau de conhecimento que essa pessoa tem, se ela for salva será pelo sangue de Cristo derramado na cruz, e isso vale tanto para os que viveram antes como depois de Cristo. O valor do sacrifício de Cristo é eterno, portanto não está limitado ao tempo.
Os bebês e crianças que morrem antes da idade da responsabilidade moral irão para o céu. Isso baseia-se nos seguintes versículos:
(1) Em 2 Samuel 12:23, quando aquela criança, filha de Davi, morreu, ele disse: "Eu irei a ela, porém ela não voltará para mim". Isso implica que o bebê estava com o Senhor.
(2) No Salmo 139, Davi fala até mesmo de um bebê ainda não nascido como estando escrito no livro de Deus no céu (v,16).
(3) Isaías faz distinção entre aqueles que ainda não têm idade suficiente para "desprezar o mal e escolher o bem" (7:15), o que implica que eles não são moralmente responsáveis.
(4) Paulo fala que o sacrifício de Cristo torna a todos justos (Rm 5:19), o que abrangeria até mesmo as criancinhas que tenham nascido em pecado (Sl 51:5).
Não era para eu prosperar depois de convertido?
Quando você lê a Bíblia, percebe até uma distinção grande entre o Antigo e o Novo Testamento. No primeiro, as promessas de bênçãos eram materiais: esposa, filhos, terras, gado, ouro e prata. No segundo, o principal protagonista, o Homem perfeito, não tinha onde recostar a cabeça, era alimentado por mulheres que o ajudavam e, quando foi indagado se era certo pagar impostos, precisou pedir emprestado de alguém uma moeda porque ele mesmo provavelmente não tinha. Quando morreu, seu espólio não passou da roupa do corpo.
Então, quando você lê as cartas de Paulo percebe que parece ter alguma coisa errada, pois aquele que foi o cristão mais prominente do início da Igreja levou uma vida péssima do ponto de vista físico e material. Em 2 Coríntios 11 ele conta seus percalços:
"São ministros de Cristo? ( Falo como fora de mim. ) Eu ainda mais: em trabalhos, muito mais; em açoites, mais do que eles; em prisões, muito mais; em perigo de morte, muitas vezes. Recebi dos judeus cinco quarentenas de açoites menos um; três vezes fui açoitado com varas, uma vez fui apedrejado, três vezes sofri naufrágio, uma noite e um dia passei no abismo; em viagens, muitas vezes; em perigos de rios, em perigos de salteadores, em perigos dos da minha nação, em perigos dos gentios, em perigos na cidade, em perigos no deserto, em perigos no mar, em perigos entre os falsos irmãos; em trabalhos e fadiga, em vigílias, muitas vezes, em fome e sede, em jejum, muitas vezes, em frio e nudez. Além das coisas exteriores, me oprime cada dia o cuidado de todas as igrejas.... Em Damasco, o que governava sob o rei Aretas pôs guardas às portas da cidade dos damascenos, para me prenderem, e fui descido num cesto por uma janela da muralha; e assim escapei das suas mãos".
Tudo isso sem contar o "espinho na carne, mensageiro de Satanás" (2 Co 12:7), e sua aparência provavelmente repulsiva. Gl 4:14: "Embora a minha doença lhes tenha sido uma provação, vocês não me trataram com desprezo ou desdém".
Agora eu pergunto: Como Paulo podia se considerar abençoado com uma vida assim? Simplesmente porque as bênçãos prometidas ao cristão não são bênçãos físicas ou terrenas, mas celestiais. E quanto a estas, não falta uma que não nos tenha sido dada. Ef 1:3 "Bendito o Deus e Pai de nosso Senhor Jesus Cristo, o qual nos abençoou com TODAS AS BÊNÇÃOS ESPIRITUAIS nos lugares celestiais em Cristo". Essas bênçãos não são na terra de Israel, como no Antigo Testamento, mas nos lugares celestiais.
João 16:33 diz que no mundo teríamos aflições, e é essa a porção do cristão no que diz respeito a este mundo. Quando não temos aflições aqui, ou somos agraciados com família e bens, só temos a agradecer a Deus porque isso na verdade não são bênçãos, são misericórdias, pois são coisas totalmente contrárias à corrente na qual o cristão está em seu caminho para o céu.
O que podemos esperar deste mundo senão rejeição e sofrimento? Foi assim com a peregrinação dos hebreus no deserto, onde só eram alimentados pelo maná que vinha do céu e pela água que saía da Rocha. Do deserto mesmo eles não podiam tirar coisa alguma. Além disso não faltavam inimigos, como não faltam hoje ao cristão, conforme o Senhor revela em sua oração:
Jo 17:14-16 "Dei-lhes a tua palavra, e o mundo os odiou, porque não são do mundo, assim como eu não sou do mundo. Não peço que os tires do mundo, mas que os livres do mal. Não são do mundo, como eu do mundo não sou".
Ao contrário do que prometem esses pregadores da prosperidade por aí, esse mundo não é um lugar feliz para o cristão, embora possa ser às vezes por pura misericórdia de Deus. Então como o cristão pode ser feliz em um lugar infeliz? Andando na certeza de que o Senhor cuida dele, como Paulo: "Já aprendi a contentar-me com o que tenho. Sei estar abatido e sei também ter abundância; em toda a maneira e em todas as coisas, estou instruído, tanto a ter fartura como a ter fome, tanto a ter abundância como a padecer necessidade".
Você acha que Paulo teria preferido outra vida àquela que o Senhor lhe deu depois de convertido? Ele certamente teria mais vantagens físicas e materiais de todos os tipos se tivesse permanecido um fariseu incrédulo. Porém, onde ele estaria hoje?
Então, quando você lê as cartas de Paulo percebe que parece ter alguma coisa errada, pois aquele que foi o cristão mais prominente do início da Igreja levou uma vida péssima do ponto de vista físico e material. Em 2 Coríntios 11 ele conta seus percalços:
"São ministros de Cristo? ( Falo como fora de mim. ) Eu ainda mais: em trabalhos, muito mais; em açoites, mais do que eles; em prisões, muito mais; em perigo de morte, muitas vezes. Recebi dos judeus cinco quarentenas de açoites menos um; três vezes fui açoitado com varas, uma vez fui apedrejado, três vezes sofri naufrágio, uma noite e um dia passei no abismo; em viagens, muitas vezes; em perigos de rios, em perigos de salteadores, em perigos dos da minha nação, em perigos dos gentios, em perigos na cidade, em perigos no deserto, em perigos no mar, em perigos entre os falsos irmãos; em trabalhos e fadiga, em vigílias, muitas vezes, em fome e sede, em jejum, muitas vezes, em frio e nudez. Além das coisas exteriores, me oprime cada dia o cuidado de todas as igrejas.... Em Damasco, o que governava sob o rei Aretas pôs guardas às portas da cidade dos damascenos, para me prenderem, e fui descido num cesto por uma janela da muralha; e assim escapei das suas mãos".
Tudo isso sem contar o "espinho na carne, mensageiro de Satanás" (2 Co 12:7), e sua aparência provavelmente repulsiva. Gl 4:14: "Embora a minha doença lhes tenha sido uma provação, vocês não me trataram com desprezo ou desdém".
Agora eu pergunto: Como Paulo podia se considerar abençoado com uma vida assim? Simplesmente porque as bênçãos prometidas ao cristão não são bênçãos físicas ou terrenas, mas celestiais. E quanto a estas, não falta uma que não nos tenha sido dada. Ef 1:3 "Bendito o Deus e Pai de nosso Senhor Jesus Cristo, o qual nos abençoou com TODAS AS BÊNÇÃOS ESPIRITUAIS nos lugares celestiais em Cristo". Essas bênçãos não são na terra de Israel, como no Antigo Testamento, mas nos lugares celestiais.
João 16:33 diz que no mundo teríamos aflições, e é essa a porção do cristão no que diz respeito a este mundo. Quando não temos aflições aqui, ou somos agraciados com família e bens, só temos a agradecer a Deus porque isso na verdade não são bênçãos, são misericórdias, pois são coisas totalmente contrárias à corrente na qual o cristão está em seu caminho para o céu.
O que podemos esperar deste mundo senão rejeição e sofrimento? Foi assim com a peregrinação dos hebreus no deserto, onde só eram alimentados pelo maná que vinha do céu e pela água que saía da Rocha. Do deserto mesmo eles não podiam tirar coisa alguma. Além disso não faltavam inimigos, como não faltam hoje ao cristão, conforme o Senhor revela em sua oração:
Jo 17:14-16 "Dei-lhes a tua palavra, e o mundo os odiou, porque não são do mundo, assim como eu não sou do mundo. Não peço que os tires do mundo, mas que os livres do mal. Não são do mundo, como eu do mundo não sou".
Ao contrário do que prometem esses pregadores da prosperidade por aí, esse mundo não é um lugar feliz para o cristão, embora possa ser às vezes por pura misericórdia de Deus. Então como o cristão pode ser feliz em um lugar infeliz? Andando na certeza de que o Senhor cuida dele, como Paulo: "Já aprendi a contentar-me com o que tenho. Sei estar abatido e sei também ter abundância; em toda a maneira e em todas as coisas, estou instruído, tanto a ter fartura como a ter fome, tanto a ter abundância como a padecer necessidade".
Você acha que Paulo teria preferido outra vida àquela que o Senhor lhe deu depois de convertido? Ele certamente teria mais vantagens físicas e materiais de todos os tipos se tivesse permanecido um fariseu incrédulo. Porém, onde ele estaria hoje?
Por que o sexo não pode vir antes do casamento?
Só temos um lugar para buscar as respostas às nossas dúvidas: A Bíblia, a Palavra de Deus. Se sairmos fora dela acabamos perdidos em conjecturas e devaneios. Você escreveu:
"Deus criou o amor, nosso corpo com instintos animais que inclui atração fisica, ou seja, ingredientes para um relacionamento bom."
Você pode olhar o sexo de duas formas: O sexo como expressão (resultado ou subproduto) de um relacionamento, ou um relacionamento como expressão (resultado ou subproduto) do sexo. Para o cristão o sexo é a expressão, o resultado, a consequência de um relacionamento que atingiu o mais alto grau de intimidade e de vulnerabilidade em relação à outra pessoa. Na sua concepção, o relacionamento aparece apenas como conseqüência de instintos animais colocados em prática, ou seja, da atração e ato sexual.
O ato sexual e todas as carícias que o acompanham são uma expressão de total entrega, total confiança na outra pessoa, quando duas pessoas se despem total e literalmente numa expressão de que não existem mais segredos entre elas. É o ato mais íntimo que qualquer ser humano pode atingir em relação a outra pessoa, e é também a figura que o próprio Deus usa para expressar o relacionamento de Jesus com a Igreja, sua noiva, que culmina nas bodas do Cordeiro. A Igreja não se une a Cristo para só depois iniciar um relacionamento. Embora o livro de Cantares represente a relação de Deus (o amado) com Israel (a amada), ele expressa bem que a união que Cristo terá com sua noiva, a Igreja, tem os mesmos elementos de uma união entre marido e mulher.
Analise se você seria capaz de dizer a alguém algo assim:
"Quero me despir para você, me abrir completamente, me revelar sem segredos e sem reservas, deixar exposto cada centímetro de meu corpo e me unir com você a ponto de nos tornarmos um só, compartilhando até mesmo nossas entranhas... porém não quero me casar com você, não quero ter um compromisso duradouro, não quero ter consequências dessa nossa união, não quero que isso dure".
É um absurdo, não acha? É uma mentira. Dizer que está disposto a chegar a um tal grau de intimidade e, mesmo assim, querer permanecer independente, é contraditório. É como o sapato dizer ao pé, "Ok, pode me calçar, mas não me amarre", ou a calça ao cinto, "Ok, pode passar por minha cintura, mas não feche a fivela".
Portanto, entenda que o sexo é a expressão de um relacionamento, o resultado de um relacionamento que já existe, não o contrário. Tentar criar um relacionamento a partir do sexo é o que fazemos com o gado, buscando obter resultados e dividendos a partir da cópula.
O problema de se considerar o sexo como o ponto de partida de um relacionamento é que quando o sexo faltar, e um dia vai faltar, iremos imediatamente procurar por outra experiência sexual como forma de garantir a manutenção de algum relacionamento. O processo não tem fim, porque se o relacionamento começa a partir da experiência e satisfação física, com a idade essa satisfação irá desaparecer para um ou para outro, porque fisicamente um casal pode envelhecer a um ritmo diferente.
Você pergunta por que o cristão não pode ter relações sexuais antes do casamento, e eu pergunto por que o cristão não pode se casar antes de ter relações sexuais. Até hoje ninguém morreu por esperar. Mas vamos ao que diz a Palavra de Deus:
Mat 19:4-6 "Ele, porém, respondendo, disse-lhes: Não tendes lido que, [1] no princípio, o Criador os fez [2] macho e fêmea e [3] disse: Portanto, [4] deixará o homem pai e mãe e [5] se unirá à sua mulher, e [6] serão dois numa só carne? Assim [7]não são mais dois, mas uma só carne. Portanto, [8]o que Deus ajuntou não separe o homem".
Estamos tão acostumados a ler esta passagem pensando no contexto do divórcio, que nos esquecemos de que ele está reafirmando a ordem de um matrimônio segundo o projeto original ("no princípio") de Deus. Se fôssemos chamar estes versículos de um "passo-a-passo" do casamento, teríamos:
1. Este é o projeto original de Deus. "No princípio".
2. Um casamento é feito de um homem e uma mulher. "o Criador os fez macho e fêmea"
3. O mesmo Criador estabeleceu como devia ser essa união. "E [Deus] disse..."
4. O homem deixa o pai e a mãe, ou seja, se desliga daquele casal ou célula familiar. "Portanto, deixará o homem pai e mãe"
5. O homem se une à sua mulher, criando uma nova célula familiar como aquela de onde veio, isto é um homem + uma mulher = um filho. "e se unirá à sua mulher"
6. A união chega ao extremo quando atinge o físico e dois corpos se transformam em um. "e serão dois numa só carne"
7. Do ponto de vista físico já não são dois corpos, mas só um, o que elimina a possibilidade de ser polígamo.
7. Essa aliança, que ajunta esse casal, não é algo que o homem criou, mas Deus. "o que Deus ajuntou não separe o homem".
Esse é o passo-a-passo para quem crê na Palavra de Deus e a respeita. Obviamente os incrédulos tentarão sempre subverter essa ordem, criando casamentos apenas entre machos ou entre fêmeas, tornando-se uma só carne antes mesmo de se desligar da família na qual estão inseridos, criar possibilidades para serem mais do que apenas dois em uma só carne e deixar apenas para o fim a união no sentido do relacionamento, como algo que só poderá existir quando o sexo for bom.
Veja também:
Sexo antes do casamento me faz perder a salvação?
É pecado substituir o ato sexual por masturbação?
Viver com alguém é fornicação?
Como evitar ser tentado?
O que Deus uniu o homem pode separar?
---
Depois de publicar esta resposta alguém escreveu dizendo que tudo o que escrevi tem muito mais a ver com sexo fora do casamento, como adultério, e não com a possibilidade de um homem e uma mulher poderem se conhecer melhor e sexualmente antes do casamento. Mas em qualquer caso trata-se de sexo extra-conjugal, não é mesmo?
Esses argumentos todos caem por terra com uma simples pergunta: Foi essa a ordem de eventos que Deus instituiu?
Gên 2:24 Portanto [1] deixará o homem a seu pai e a sua mãe, [2] e unir-se-á à sua mulher, [3] e serão uma só carne.
Mar 10:7-8 Por isso, [1] deixará o homem a seu pai e a sua mãe [2] e unir-se-á a sua mulher. [3] E serão os dois uma só carne e, assim, já não serão dois, mas uma só carne.
Efs 5:31 Por isso, [1] deixará o homem seu pai e sua mãe [2] e se unirá à sua mulher; [3] e serão dois numa carne.
A ordem é esta:
1. O homem deixa seu pai e sua mãe
2. Se une à sua mulher (matrimônio)
3. Tornam-se uma só carne
Para não haver dúvidas quanto ao que significa ser "uma só carne":
1Co 6:16 Ou não sabeis que o que se ajunta com a meretriz faz-se um corpo com ela? Porque serão, disse, dois numa só carne.
Veja o que já escrevi sobre o assunto:
http://www.respondi.com.br/2009/03/por-que-o-sexo-nao-pode-vir-antes-do.html
http://www.respondi.com.br/2008/10/sexo-antes-do-casamento-me-faz-perder.html
http://www.respondi.com.br/2008/03/viver-com-alguem-e-fornicacao.html
http://www.respondi.com.br/2005/06/posso-me-casar-com-uma-incrdula.html
http://www.respondi.com.br/2009/02/fiquei-vulneravel-demonios-por-ter-sido.html
http://www.respondi.com.br/2007/08/os-costumes-citados-em-corntios-valem.html
http://www.respondi.com.br/2007/02/o-que-deus-no-uniu-o-homem-pode-separar.html
"Deus criou o amor, nosso corpo com instintos animais que inclui atração fisica, ou seja, ingredientes para um relacionamento bom."
Você pode olhar o sexo de duas formas: O sexo como expressão (resultado ou subproduto) de um relacionamento, ou um relacionamento como expressão (resultado ou subproduto) do sexo. Para o cristão o sexo é a expressão, o resultado, a consequência de um relacionamento que atingiu o mais alto grau de intimidade e de vulnerabilidade em relação à outra pessoa. Na sua concepção, o relacionamento aparece apenas como conseqüência de instintos animais colocados em prática, ou seja, da atração e ato sexual.
O ato sexual e todas as carícias que o acompanham são uma expressão de total entrega, total confiança na outra pessoa, quando duas pessoas se despem total e literalmente numa expressão de que não existem mais segredos entre elas. É o ato mais íntimo que qualquer ser humano pode atingir em relação a outra pessoa, e é também a figura que o próprio Deus usa para expressar o relacionamento de Jesus com a Igreja, sua noiva, que culmina nas bodas do Cordeiro. A Igreja não se une a Cristo para só depois iniciar um relacionamento. Embora o livro de Cantares represente a relação de Deus (o amado) com Israel (a amada), ele expressa bem que a união que Cristo terá com sua noiva, a Igreja, tem os mesmos elementos de uma união entre marido e mulher.
Analise se você seria capaz de dizer a alguém algo assim:
"Quero me despir para você, me abrir completamente, me revelar sem segredos e sem reservas, deixar exposto cada centímetro de meu corpo e me unir com você a ponto de nos tornarmos um só, compartilhando até mesmo nossas entranhas... porém não quero me casar com você, não quero ter um compromisso duradouro, não quero ter consequências dessa nossa união, não quero que isso dure".
É um absurdo, não acha? É uma mentira. Dizer que está disposto a chegar a um tal grau de intimidade e, mesmo assim, querer permanecer independente, é contraditório. É como o sapato dizer ao pé, "Ok, pode me calçar, mas não me amarre", ou a calça ao cinto, "Ok, pode passar por minha cintura, mas não feche a fivela".
Portanto, entenda que o sexo é a expressão de um relacionamento, o resultado de um relacionamento que já existe, não o contrário. Tentar criar um relacionamento a partir do sexo é o que fazemos com o gado, buscando obter resultados e dividendos a partir da cópula.
O problema de se considerar o sexo como o ponto de partida de um relacionamento é que quando o sexo faltar, e um dia vai faltar, iremos imediatamente procurar por outra experiência sexual como forma de garantir a manutenção de algum relacionamento. O processo não tem fim, porque se o relacionamento começa a partir da experiência e satisfação física, com a idade essa satisfação irá desaparecer para um ou para outro, porque fisicamente um casal pode envelhecer a um ritmo diferente.
Você pergunta por que o cristão não pode ter relações sexuais antes do casamento, e eu pergunto por que o cristão não pode se casar antes de ter relações sexuais. Até hoje ninguém morreu por esperar. Mas vamos ao que diz a Palavra de Deus:
Mat 19:4-6 "Ele, porém, respondendo, disse-lhes: Não tendes lido que, [1] no princípio, o Criador os fez [2] macho e fêmea e [3] disse: Portanto, [4] deixará o homem pai e mãe e [5] se unirá à sua mulher, e [6] serão dois numa só carne? Assim [7]não são mais dois, mas uma só carne. Portanto, [8]o que Deus ajuntou não separe o homem".
Estamos tão acostumados a ler esta passagem pensando no contexto do divórcio, que nos esquecemos de que ele está reafirmando a ordem de um matrimônio segundo o projeto original ("no princípio") de Deus. Se fôssemos chamar estes versículos de um "passo-a-passo" do casamento, teríamos:
1. Este é o projeto original de Deus. "No princípio".
2. Um casamento é feito de um homem e uma mulher. "o Criador os fez macho e fêmea"
3. O mesmo Criador estabeleceu como devia ser essa união. "E [Deus] disse..."
4. O homem deixa o pai e a mãe, ou seja, se desliga daquele casal ou célula familiar. "Portanto, deixará o homem pai e mãe"
5. O homem se une à sua mulher, criando uma nova célula familiar como aquela de onde veio, isto é um homem + uma mulher = um filho. "e se unirá à sua mulher"
6. A união chega ao extremo quando atinge o físico e dois corpos se transformam em um. "e serão dois numa só carne"
7. Do ponto de vista físico já não são dois corpos, mas só um, o que elimina a possibilidade de ser polígamo.
7. Essa aliança, que ajunta esse casal, não é algo que o homem criou, mas Deus. "o que Deus ajuntou não separe o homem".
Esse é o passo-a-passo para quem crê na Palavra de Deus e a respeita. Obviamente os incrédulos tentarão sempre subverter essa ordem, criando casamentos apenas entre machos ou entre fêmeas, tornando-se uma só carne antes mesmo de se desligar da família na qual estão inseridos, criar possibilidades para serem mais do que apenas dois em uma só carne e deixar apenas para o fim a união no sentido do relacionamento, como algo que só poderá existir quando o sexo for bom.
Veja também:
Sexo antes do casamento me faz perder a salvação?
É pecado substituir o ato sexual por masturbação?
Viver com alguém é fornicação?
Como evitar ser tentado?
O que Deus uniu o homem pode separar?
---
Depois de publicar esta resposta alguém escreveu dizendo que tudo o que escrevi tem muito mais a ver com sexo fora do casamento, como adultério, e não com a possibilidade de um homem e uma mulher poderem se conhecer melhor e sexualmente antes do casamento. Mas em qualquer caso trata-se de sexo extra-conjugal, não é mesmo?
Esses argumentos todos caem por terra com uma simples pergunta: Foi essa a ordem de eventos que Deus instituiu?
Gên 2:24 Portanto [1] deixará o homem a seu pai e a sua mãe, [2] e unir-se-á à sua mulher, [3] e serão uma só carne.
Mar 10:7-8 Por isso, [1] deixará o homem a seu pai e a sua mãe [2] e unir-se-á a sua mulher. [3] E serão os dois uma só carne e, assim, já não serão dois, mas uma só carne.
Efs 5:31 Por isso, [1] deixará o homem seu pai e sua mãe [2] e se unirá à sua mulher; [3] e serão dois numa carne.
A ordem é esta:
1. O homem deixa seu pai e sua mãe
2. Se une à sua mulher (matrimônio)
3. Tornam-se uma só carne
Para não haver dúvidas quanto ao que significa ser "uma só carne":
1Co 6:16 Ou não sabeis que o que se ajunta com a meretriz faz-se um corpo com ela? Porque serão, disse, dois numa só carne.
Veja o que já escrevi sobre o assunto:
http://www.respondi.com.br/2009/03/por-que-o-sexo-nao-pode-vir-antes-do.html
http://www.respondi.com.br/2008/10/sexo-antes-do-casamento-me-faz-perder.html
http://www.respondi.com.br/2008/03/viver-com-alguem-e-fornicacao.html
http://www.respondi.com.br/2005/06/posso-me-casar-com-uma-incrdula.html
http://www.respondi.com.br/2009/02/fiquei-vulneravel-demonios-por-ter-sido.html
http://www.respondi.com.br/2007/08/os-costumes-citados-em-corntios-valem.html
http://www.respondi.com.br/2007/02/o-que-deus-no-uniu-o-homem-pode-separar.html
Quem será o Anticristo?
Sua pergunta é múltipla, e a identidade do anticristo é apenas parte dela. Você quer saber como o Templo será reconstruído, já que há uma Mesquita em seu lugar, como esse Templo será profanado e como o anticristo fará as pessoas pensarem que ele é o Messias.
Então você apresenta a teoria, bem no estilo conspiratório, falando de um anticristo que seria um clone de Cristo fabricado com DNA de sangue encontrado no interior da Arca da Aliança que um arqueólogo teria encontrado, ou extraído desidratado do Santo Sudário, ou ainda de uma amostra guardada por alguma sociedade secreta. Se essas idéias não foram tiradas de algum livro do tipo "O Código Da Vinci", então mereciam estar em algum próximo lançamento do tipo.
Neste ponto eu sou bastante pragmático. Sempre me lembro da história do cara na balsa:
"Um sujeito estava na balsa indo de Niterói para o Rio quando alguém chegou apavorado para ele e disse:
- Antonio! Sua mulher está na sua casa em Niterói passando mal por causa da gravidez!
O sujeito não pensou duas vezes: mergulhou no mar e saiu nadando de volta a Niterói. Quando estava no meio do canal, caiu a ficha e ele disse para si mesmo:
- Ué?! Não me chamo Antonio, não sou casado e não moro em Niterói... O que é que eu estou fazendo aqui?!!!"
É a mesma coisa. O problema de quem será o anticristo é um problema que eu não terei de resolver, pois já não estarei no mundo nessa ocasião. Se não morrer antes, serei arrebatado quando o Senhor vier buscar Sua igreja. A Palavra de Deus me promete que serei guardado da hora da tribulação que há de vir sobre o mundo, portanto as coisas que são especificamente desse período, como o significado do número seiscentos e sessenta e seis, quem é o anticristo, ou como vão reconstruir o Templo, não me dizem respeito.
Da mesma forma como os profetas do Antigo Testamento olhavam para os textos que eles mesmos escreviam e não entendiam o que tinham escrito, por serem coisas futuras, creio que muita coisa que está em Apocalipse será entendida pelo remanescente de judeus fiéis que irá se converter após o arrebatamento da Igreja. Eles serão protagonistas daqueles acontecimentos que você encontra principalmente depois das cartas às sete igrejas.
Depois de 30 anos de convertido eu já vi passar tantos modismos de interpretação dos acontecimentos futuros, que sou meio cético em relação a toda novidade que aparece neste sentido e garante a venda de livros. Você ficaria estarrecida de ver quantos livros de interpretação das profecias foram escritos depois de minha conversão na década de 70, e quantos nem voltaram a ser publicados justamente por tentarem interpretar as profecias bíblicas a partir de coisas que ocorriam naquele momento no mundo. Muitos que ganharam o papel de anticristo em livros assim até já morreram, frustrando os esforços proféticos desses autores que previam uma carreira de sucesso para os tais.
Por exemplo, o número da besta já foi explicado de uma infinidade de maneiras, desde a uma conta feita com os nomes de diversos papas ou até de Hitler, até como símbolos encontrados na mitra do papa. Nem a mancha na calva de Gorbachev escapou, e já foi interpretada por alguns como um "666" tatuado ali.
Da marca na mão e na testa, nem se fala. Desde tatuagens diversas, até o código de barras ganhou essa honra, quando foi lançado. Lembro-me de alguém que sugeria o boicote dos cristãos aos produtos que trouxessem código de barra porque era a marca da besta. Obviamente ele tentava fazer isso quando código de barras era novidade e apenas alguns produtos traziam isso na embalagem. A marca também já foi interpretada como algum tipo de cartão magnético e, mais recentemente, como um chip implantado sob a pele, igual aos que usam em cachorros e em executivos à prova de sequestro. Conforme a tecnologia avança vão lançando novas versões da interpretação de algo que provavelmente não será interpretado a não ser pelas pessoas que viverem essas coisas.
Se ficarmos presos à tecnologia atual para interpretar o Apocalipse, como é o caso do DNA que você sugeriu em seu email como a solução para se criar um anticristo, estaremos sempre errados quando surgirem novas tecnologias. Li um livro que dizia que os gafanhotos de Apocalipse 9 seriam helicópteros de combate, uma interpretação impossível antes da invenção do helicóptero e completamente furada se ele vier a ser substituído por um equipamento mais moderno no futuro. Um dia os balões e dirigíveis já foram considerados a última palavra em conquista dos ares, mas acabaram substituídos pelos aviões. Qualquer um que tivesse interpretado esses gafanhotos como dirigíveis equipados para a guerra teria sua interpretação obsoleta.
Por esta razão, quando o assunto é profecia é interessante ler o que escreviam autores do século 19 que não tentavam limitar sua interpretação do texto à tecnologia ou política de seu tempo, mas buscavam encontrar na própria Bíblia a resposta a essas perguntas. Você encontra muitos deles (em inglês) em http://www.stempublishing.com/
Então você apresenta a teoria, bem no estilo conspiratório, falando de um anticristo que seria um clone de Cristo fabricado com DNA de sangue encontrado no interior da Arca da Aliança que um arqueólogo teria encontrado, ou extraído desidratado do Santo Sudário, ou ainda de uma amostra guardada por alguma sociedade secreta. Se essas idéias não foram tiradas de algum livro do tipo "O Código Da Vinci", então mereciam estar em algum próximo lançamento do tipo.
Neste ponto eu sou bastante pragmático. Sempre me lembro da história do cara na balsa:
"Um sujeito estava na balsa indo de Niterói para o Rio quando alguém chegou apavorado para ele e disse:
- Antonio! Sua mulher está na sua casa em Niterói passando mal por causa da gravidez!
O sujeito não pensou duas vezes: mergulhou no mar e saiu nadando de volta a Niterói. Quando estava no meio do canal, caiu a ficha e ele disse para si mesmo:
- Ué?! Não me chamo Antonio, não sou casado e não moro em Niterói... O que é que eu estou fazendo aqui?!!!"
É a mesma coisa. O problema de quem será o anticristo é um problema que eu não terei de resolver, pois já não estarei no mundo nessa ocasião. Se não morrer antes, serei arrebatado quando o Senhor vier buscar Sua igreja. A Palavra de Deus me promete que serei guardado da hora da tribulação que há de vir sobre o mundo, portanto as coisas que são especificamente desse período, como o significado do número seiscentos e sessenta e seis, quem é o anticristo, ou como vão reconstruir o Templo, não me dizem respeito.
Da mesma forma como os profetas do Antigo Testamento olhavam para os textos que eles mesmos escreviam e não entendiam o que tinham escrito, por serem coisas futuras, creio que muita coisa que está em Apocalipse será entendida pelo remanescente de judeus fiéis que irá se converter após o arrebatamento da Igreja. Eles serão protagonistas daqueles acontecimentos que você encontra principalmente depois das cartas às sete igrejas.
Depois de 30 anos de convertido eu já vi passar tantos modismos de interpretação dos acontecimentos futuros, que sou meio cético em relação a toda novidade que aparece neste sentido e garante a venda de livros. Você ficaria estarrecida de ver quantos livros de interpretação das profecias foram escritos depois de minha conversão na década de 70, e quantos nem voltaram a ser publicados justamente por tentarem interpretar as profecias bíblicas a partir de coisas que ocorriam naquele momento no mundo. Muitos que ganharam o papel de anticristo em livros assim até já morreram, frustrando os esforços proféticos desses autores que previam uma carreira de sucesso para os tais.
Por exemplo, o número da besta já foi explicado de uma infinidade de maneiras, desde a uma conta feita com os nomes de diversos papas ou até de Hitler, até como símbolos encontrados na mitra do papa. Nem a mancha na calva de Gorbachev escapou, e já foi interpretada por alguns como um "666" tatuado ali.
Da marca na mão e na testa, nem se fala. Desde tatuagens diversas, até o código de barras ganhou essa honra, quando foi lançado. Lembro-me de alguém que sugeria o boicote dos cristãos aos produtos que trouxessem código de barra porque era a marca da besta. Obviamente ele tentava fazer isso quando código de barras era novidade e apenas alguns produtos traziam isso na embalagem. A marca também já foi interpretada como algum tipo de cartão magnético e, mais recentemente, como um chip implantado sob a pele, igual aos que usam em cachorros e em executivos à prova de sequestro. Conforme a tecnologia avança vão lançando novas versões da interpretação de algo que provavelmente não será interpretado a não ser pelas pessoas que viverem essas coisas.
Se ficarmos presos à tecnologia atual para interpretar o Apocalipse, como é o caso do DNA que você sugeriu em seu email como a solução para se criar um anticristo, estaremos sempre errados quando surgirem novas tecnologias. Li um livro que dizia que os gafanhotos de Apocalipse 9 seriam helicópteros de combate, uma interpretação impossível antes da invenção do helicóptero e completamente furada se ele vier a ser substituído por um equipamento mais moderno no futuro. Um dia os balões e dirigíveis já foram considerados a última palavra em conquista dos ares, mas acabaram substituídos pelos aviões. Qualquer um que tivesse interpretado esses gafanhotos como dirigíveis equipados para a guerra teria sua interpretação obsoleta.
Por esta razão, quando o assunto é profecia é interessante ler o que escreviam autores do século 19 que não tentavam limitar sua interpretação do texto à tecnologia ou política de seu tempo, mas buscavam encontrar na própria Bíblia a resposta a essas perguntas. Você encontra muitos deles (em inglês) em http://www.stempublishing.com/
Qual é a segunda morte?
A resposta geralmente está na Bíblia e é bem simples. Se a pergunta é "Qual é a segunda morte?", a resposta é "A condenação eterna dos que não foram salvos".
Ap 20:11-15 "E vi um grande trono branco e o que estava assentado sobre ele, de cuja presença fugiu a terra e o céu, e não se achou lugar para eles. E vi os mortos, grandes e pequenos, que estavam diante do trono, e abriram-se os livros. E abriu-se outro livro, que é o da vida. E os mortos foram julgados pelas coisas que estavam escritas nos livros, segundo as suas obras. E deu o mar os mortos que nele havia; e a morte e o inferno deram os mortos que neles havia; e foram julgados cada um segundo as suas obras. E a morte e o inferno foram lançados no lago de fogo. ESTA É A SEGUNDA MORTE. E aquele que não foi achado escrito no livro da vida foi lançado no lago de fogo".
A segunda morte não tem qualquer coisa a ver com um salvo em Cristo, mesmo porque da cena do grande trono branco ninguém sai salvo. Ao contrário do que muitos pensam, que esse julgamento fará a separação de salvos e perdidos, o grande trono branco não é mais o momento de julgar as pessoas no sentido de ver quem será salvo ou não. O grande trono branco é um tribunal de condenação. Tudo o que se ouvirá ali será a sentença dos perdidos, os quais até então estavam mortos e ressuscitarão apenas para ouvirem a sentença e serem lançados no lago de fogo com um corpo ressuscitado.
Em Ap 2:11, "O que vencer, de modo algum sofrerá o dado da segunda morte", está falando algo bastante óbvio. Como nas cartas às igrejas o assunto é o testemunho neste mundo, não é possível encontrar um testemunho genuíno naqueles que não foram salvos. O vencedor é aquele que tem como provar que sua fé é real. Você mencionou o capítulo 3:5: "O que vencer será assim vestido de vestes brancas, e de maneira nenhuma riscarei o seu nome do livro da vida; antes confessarei o seu nome diante de meu Pai e diante dos seus anjos." Depois de tantos versículos que falam da segurança eterna do salvo, como Jo 3:16; 5:24; 10:27-29, este não pode significar outra coisa. E se restar alguma dúvida de que o salvo por Cristo seja um vencedor, é só nos lembrarmos de Romanos 8:31-39:
"Que diremos, pois, a estas coisas? Se Deus é por nós, quem será contra nós? Aquele que nem mesmo a seu próprio Filho poupou, antes, o entregou por todos nós, como nos não dará também com ele todas as coisas? Quem intentará acusação contra os escolhidos de Deus? É Deus quem os justifica. Quem os condenará? Pois é Cristo quem morreu ou, antes, quem ressuscitou dentre os mortos, o qual está à direita de Deus, e também intercede por nós. Quem nos separará do amor de Cristo? A tribulação, ou a angústia, ou a perseguição, ou a fome, ou a nudez, ou o perigo, ou a espada? Como está escrito: Por amor de ti somos entregues à morte todo o dia: fomos reputados como ovelhas para o matadouro. Mas em todas estas coisas somos mais do que vencedores, por aquele que nos amou. Porque estou certo de que nem a morte, nem a vida, nem os anjos, nem os principados, nem as potestades, nem o presente, nem o porvir, nem a altura, nem a profundidade, nem alguma outra criatura nos poderá separar do amor de Deus, que está em Cristo Jesus, nosso Senhor! ".
Portanto você está correto ao dizer que um cristão verdadeiramente nascido de novo não perde a salvação. Sugiro que leia o texto "Salvos para sempre" no blog "Manjar Celestial", que criei para publicar textos de terceiros que traduzi ao longo dos últimos 30 anos.
J.N. Darby escreveu sobre a segunda morte: "As escrituras falam expressamente da segunda morte, a quel é o lago de fogo; isto é, até onde a linguagem pode expressar, a pessoa perde sim sua vida mais de uma vez. A segunda morte é descrita como o tormento no lago de fogo, não como a aniquilação da pessoa; de qualquer modo, uma segunda morte é a declaração de que a vida pode ser perdida mais de uma vez".
Ap 20:11-15 "E vi um grande trono branco e o que estava assentado sobre ele, de cuja presença fugiu a terra e o céu, e não se achou lugar para eles. E vi os mortos, grandes e pequenos, que estavam diante do trono, e abriram-se os livros. E abriu-se outro livro, que é o da vida. E os mortos foram julgados pelas coisas que estavam escritas nos livros, segundo as suas obras. E deu o mar os mortos que nele havia; e a morte e o inferno deram os mortos que neles havia; e foram julgados cada um segundo as suas obras. E a morte e o inferno foram lançados no lago de fogo. ESTA É A SEGUNDA MORTE. E aquele que não foi achado escrito no livro da vida foi lançado no lago de fogo".
A segunda morte não tem qualquer coisa a ver com um salvo em Cristo, mesmo porque da cena do grande trono branco ninguém sai salvo. Ao contrário do que muitos pensam, que esse julgamento fará a separação de salvos e perdidos, o grande trono branco não é mais o momento de julgar as pessoas no sentido de ver quem será salvo ou não. O grande trono branco é um tribunal de condenação. Tudo o que se ouvirá ali será a sentença dos perdidos, os quais até então estavam mortos e ressuscitarão apenas para ouvirem a sentença e serem lançados no lago de fogo com um corpo ressuscitado.
Em Ap 2:11, "O que vencer, de modo algum sofrerá o dado da segunda morte", está falando algo bastante óbvio. Como nas cartas às igrejas o assunto é o testemunho neste mundo, não é possível encontrar um testemunho genuíno naqueles que não foram salvos. O vencedor é aquele que tem como provar que sua fé é real. Você mencionou o capítulo 3:5: "O que vencer será assim vestido de vestes brancas, e de maneira nenhuma riscarei o seu nome do livro da vida; antes confessarei o seu nome diante de meu Pai e diante dos seus anjos." Depois de tantos versículos que falam da segurança eterna do salvo, como Jo 3:16; 5:24; 10:27-29, este não pode significar outra coisa. E se restar alguma dúvida de que o salvo por Cristo seja um vencedor, é só nos lembrarmos de Romanos 8:31-39:
"Que diremos, pois, a estas coisas? Se Deus é por nós, quem será contra nós? Aquele que nem mesmo a seu próprio Filho poupou, antes, o entregou por todos nós, como nos não dará também com ele todas as coisas? Quem intentará acusação contra os escolhidos de Deus? É Deus quem os justifica. Quem os condenará? Pois é Cristo quem morreu ou, antes, quem ressuscitou dentre os mortos, o qual está à direita de Deus, e também intercede por nós. Quem nos separará do amor de Cristo? A tribulação, ou a angústia, ou a perseguição, ou a fome, ou a nudez, ou o perigo, ou a espada? Como está escrito: Por amor de ti somos entregues à morte todo o dia: fomos reputados como ovelhas para o matadouro. Mas em todas estas coisas somos mais do que vencedores, por aquele que nos amou. Porque estou certo de que nem a morte, nem a vida, nem os anjos, nem os principados, nem as potestades, nem o presente, nem o porvir, nem a altura, nem a profundidade, nem alguma outra criatura nos poderá separar do amor de Deus, que está em Cristo Jesus, nosso Senhor! ".
Portanto você está correto ao dizer que um cristão verdadeiramente nascido de novo não perde a salvação. Sugiro que leia o texto "Salvos para sempre" no blog "Manjar Celestial", que criei para publicar textos de terceiros que traduzi ao longo dos últimos 30 anos.
J.N. Darby escreveu sobre a segunda morte: "As escrituras falam expressamente da segunda morte, a quel é o lago de fogo; isto é, até onde a linguagem pode expressar, a pessoa perde sim sua vida mais de uma vez. A segunda morte é descrita como o tormento no lago de fogo, não como a aniquilação da pessoa; de qualquer modo, uma segunda morte é a declaração de que a vida pode ser perdida mais de uma vez".
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Como me livrar do apego a coisas e hábitos?
Não são poucas as coisas que nos atraem nesta vida, e todos nós as temos de vez em quando, mas acabamos nos esquecendo delas sempre que nos deparamos com algo melhor, mais algum aspecto da sublimidade de Cristo. Talvez essas coisas e afeições se encaixem nas "todas as coisas me são lícitas, mas nem todas convém" que o apóstolo Paulo mencionou:
1 Coríntios 6:12, 23 "Todas as coisas me são lícitas, mas nem todas as coisas convêm. Todas as coisas me são lícitas, mas eu não me deixarei dominar por nenhuma... Todas as coisas me são lícitas, mas nem todas as coisas convêm; todas as coisas me são lícitas, mas nem todas as coisas edificam."
Eu creio que não é livrando-se dessas coisas que a gente passa a se ocupar mais com o Senhor, mas o contrário. É ocupando-se mais com o Senhor que as coisas vão perdendo sentido em nossa vida. Gal 5:16 "Digo, porém: Andai em Espírito e não cumprireis a concupiscência da carne." Essa é a ordem das coisas: primeiro andar em Espírito (no no Espírito). O abandono da concupiscência vem como resultado.
O problema é que nos iludimos achando que é uma espécie de vacina, que tomamos uma vez na vida e ficamos imunes. Não, o cristão precisa andar de fé em fé, dia a dia, hora a hora... Todas as manhãs precisamos de uma porção renovada do Maná, o Pão que desceu do céu, nosso Senhor Jesus, ou no dia seguinte estamos famintos de novo e vamos desejar as cebolas do Egito como os israelitas desejaram no deserto. Números 11:5 "Lembramo-nos dos peixes que no Egito comíamos de graça; e dos pepinos, e dos melões, e dos porros, e das cebolas, e dos alhos". Peixes? Pepinos? Melões? Porros? Cebolas? Alhos? Assim é o coração do cristão quando está descontente. Eles não se lembravam de que nada disso tinham ou vinha de graça: eram escravos de Faraó!
Não sei o quanto preza as coisas e hábitos que mencionou, mas às vezes a preocupação constante de se livrar delas faz com que você se ocupe ainda mais com elas. Deixa pra lá. O Senhor cuidará disso. Me faz lembrar uma historinha contada por um irmão que já está com o Senhor.
"Certo homem sonhou que recebeu um aviso de que o Senhor estava indo visitá-lo em casa. Desesperado, tratou de tirar da sala tudo o que podia desagradar o Senhor e jogou tudo no quarto. O Senhor chegou, ficou alguns minutos na sala e disse que queria conhecer o quarto. O homem pediu um minuto, correu lá e transportou tudo para a cozinha, as coisas impróprias da sala e as que ficavam no quarto também. Tendo visto o quarto o Senhor pediu para ver a cozinha. Outra vez o homem foi antes providenciar para que tudo fosse levado para o porão da casa. Você adivinhou. Depois da cozinha o Senhor quis ver o porão, e o homem desceu antes e conseguiu enfiar tudo em um enorme baú e fechar com um cadeado. O Senhor desceu e quis ver o baú. Aí não tinha mais jeito. O homem abriu o baú e, para sua surpresa, estava vazio."
Enquanto ficamos no desespero de resolver essas coisas, continuamos tão ocupados quanto antes. Quando abrimos, escancaramos nossa vida para o Senhor, Ele cuida de fazer o resto. Mas, volto a repetir, a ordem é sempre nos ocuparmos com Ele, e só então as outras coisas vão perder importância. Mas é dia a dia, porque não existe vacina contra a concupiscência enquanto andarmos por aqui.
Eu não sou diferente de você e também já tive diferentes fases de apego a isso ou aquilo, mas quando olho para trás vejo que coisas que antes me eram tão caras, hoje não têm importância nenhuma. Infelizmente não posso dizer que hoje esteja menos apegado às coisas de um modo geral, porque em grande parte aquelas coisas antigas simplesmente foram substituídas por coisas novas. Mas continuo neste exercício de todos os dias buscar uma porção renovada de Cristo para suportar este deserto que não é nosso lar. No mundo teremos tribulações, prometeu o Senhor. Portanto não se espante quando vê a promessa dele sendo cumprida à risca. João 16:33 "Tenho-vos dito isto, para que em mim tenhais paz; no mundo tereis aflições, mas tende bom ânimo, eu venci o mundo."
Porém, de todas as coisas com as quais nos ocupamos e que nos fazem desviar nosso olhar de Cristo, a pior de todas é justamente aquela da qual não podemos nos livrar enquanto vivemos aqui: nós mesmos. A ocupação com o eu, com nossas fraquezas, nossos fracassos, nossas derrotas é a mais prejudicial de todas as ocupações, porque é a ocupação com a carne, essa parte fracassada que continua em nós, mesmo depois que nos convertemos. Entre as ocupações com a carne uma das mais destruitivas é a auto piedade.
A carne é nossa velha natureza, aquela que herdamos de Adão, e que continua em nós lado a lado com a nova natureza, a que recebemos de Deus quando nascemos de novo. Não há como lutar contra a carne, pois sempre que lutamos contra ela saímos perdemos. Efésios 6:12 "Porque não temos que lutar contra a carne e o sangue". O que fazer com a carne então? Considerá-la morta, mantê-la no lugar que lhe é devido, que é onde ela foi colocada na cruz por Cristo: na morte. Gálatas trata bem desse tema e mostra nossa nova posição depois da cruz:
1. CRISTO FOI CRUCIFICADO POR MIM
Gal 3:1 Ó gálatas insensatos! Quem os enfeitiçou? Não foi diante dos seus olhos que Jesus Cristo foi exposto como crucificado?
2. EU FUI CRUCIFICADO COM CRISTO
Gal 2:20 Fui crucificado com Cristo. Assim, já não sou eu quem vive, mas Cristo vive em mim. A vida que agora vivo no corpo, vivo-a pela fé no filho de Deus, que me amou e se entregou por mim.
3. NOSSA CARNE FOI CRUCIFICADA COM ELE
Gal 5:24 Os que pertencem a Cristo Jesus crucificaram a carne, com as suas paixões e os seus desejos.
4. O MUNDO FOI CRUCIFICADO PARA MIM
5. EU FUI CRUCIFICADO PARA O MUNDO
Gal 6:14 Quanto a mim, que eu jamais me glorie, a não ser na cruz de nosso Senhor Jesus Cristo, por meio da qual o mundo foi crucificado para mim, e eu para o mundo.
Espero que de alguma forma minhas palavras sirvam de alento. Pode ter certeza de que "os vossos irmãos, que estão espalhados pelo mundo, sofrem os mesmos padecimentos que vós. O Deus de toda graça, que vos chamou em Cristo à sua eterna glória, depois que tiverdes padecido um pouco, vos aperfeiçoará, vos tornará inabaláveis, vos fortificará. ". 1 Pedro 5:9, 10.
1 Coríntios 6:12, 23 "Todas as coisas me são lícitas, mas nem todas as coisas convêm. Todas as coisas me são lícitas, mas eu não me deixarei dominar por nenhuma... Todas as coisas me são lícitas, mas nem todas as coisas convêm; todas as coisas me são lícitas, mas nem todas as coisas edificam."
Eu creio que não é livrando-se dessas coisas que a gente passa a se ocupar mais com o Senhor, mas o contrário. É ocupando-se mais com o Senhor que as coisas vão perdendo sentido em nossa vida. Gal 5:16 "Digo, porém: Andai em Espírito e não cumprireis a concupiscência da carne." Essa é a ordem das coisas: primeiro andar em Espírito (no no Espírito). O abandono da concupiscência vem como resultado.
O problema é que nos iludimos achando que é uma espécie de vacina, que tomamos uma vez na vida e ficamos imunes. Não, o cristão precisa andar de fé em fé, dia a dia, hora a hora... Todas as manhãs precisamos de uma porção renovada do Maná, o Pão que desceu do céu, nosso Senhor Jesus, ou no dia seguinte estamos famintos de novo e vamos desejar as cebolas do Egito como os israelitas desejaram no deserto. Números 11:5 "Lembramo-nos dos peixes que no Egito comíamos de graça; e dos pepinos, e dos melões, e dos porros, e das cebolas, e dos alhos". Peixes? Pepinos? Melões? Porros? Cebolas? Alhos? Assim é o coração do cristão quando está descontente. Eles não se lembravam de que nada disso tinham ou vinha de graça: eram escravos de Faraó!
Não sei o quanto preza as coisas e hábitos que mencionou, mas às vezes a preocupação constante de se livrar delas faz com que você se ocupe ainda mais com elas. Deixa pra lá. O Senhor cuidará disso. Me faz lembrar uma historinha contada por um irmão que já está com o Senhor.
"Certo homem sonhou que recebeu um aviso de que o Senhor estava indo visitá-lo em casa. Desesperado, tratou de tirar da sala tudo o que podia desagradar o Senhor e jogou tudo no quarto. O Senhor chegou, ficou alguns minutos na sala e disse que queria conhecer o quarto. O homem pediu um minuto, correu lá e transportou tudo para a cozinha, as coisas impróprias da sala e as que ficavam no quarto também. Tendo visto o quarto o Senhor pediu para ver a cozinha. Outra vez o homem foi antes providenciar para que tudo fosse levado para o porão da casa. Você adivinhou. Depois da cozinha o Senhor quis ver o porão, e o homem desceu antes e conseguiu enfiar tudo em um enorme baú e fechar com um cadeado. O Senhor desceu e quis ver o baú. Aí não tinha mais jeito. O homem abriu o baú e, para sua surpresa, estava vazio."
Enquanto ficamos no desespero de resolver essas coisas, continuamos tão ocupados quanto antes. Quando abrimos, escancaramos nossa vida para o Senhor, Ele cuida de fazer o resto. Mas, volto a repetir, a ordem é sempre nos ocuparmos com Ele, e só então as outras coisas vão perder importância. Mas é dia a dia, porque não existe vacina contra a concupiscência enquanto andarmos por aqui.
Eu não sou diferente de você e também já tive diferentes fases de apego a isso ou aquilo, mas quando olho para trás vejo que coisas que antes me eram tão caras, hoje não têm importância nenhuma. Infelizmente não posso dizer que hoje esteja menos apegado às coisas de um modo geral, porque em grande parte aquelas coisas antigas simplesmente foram substituídas por coisas novas. Mas continuo neste exercício de todos os dias buscar uma porção renovada de Cristo para suportar este deserto que não é nosso lar. No mundo teremos tribulações, prometeu o Senhor. Portanto não se espante quando vê a promessa dele sendo cumprida à risca. João 16:33 "Tenho-vos dito isto, para que em mim tenhais paz; no mundo tereis aflições, mas tende bom ânimo, eu venci o mundo."
Porém, de todas as coisas com as quais nos ocupamos e que nos fazem desviar nosso olhar de Cristo, a pior de todas é justamente aquela da qual não podemos nos livrar enquanto vivemos aqui: nós mesmos. A ocupação com o eu, com nossas fraquezas, nossos fracassos, nossas derrotas é a mais prejudicial de todas as ocupações, porque é a ocupação com a carne, essa parte fracassada que continua em nós, mesmo depois que nos convertemos. Entre as ocupações com a carne uma das mais destruitivas é a auto piedade.
A carne é nossa velha natureza, aquela que herdamos de Adão, e que continua em nós lado a lado com a nova natureza, a que recebemos de Deus quando nascemos de novo. Não há como lutar contra a carne, pois sempre que lutamos contra ela saímos perdemos. Efésios 6:12 "Porque não temos que lutar contra a carne e o sangue". O que fazer com a carne então? Considerá-la morta, mantê-la no lugar que lhe é devido, que é onde ela foi colocada na cruz por Cristo: na morte. Gálatas trata bem desse tema e mostra nossa nova posição depois da cruz:
1. CRISTO FOI CRUCIFICADO POR MIM
Gal 3:1 Ó gálatas insensatos! Quem os enfeitiçou? Não foi diante dos seus olhos que Jesus Cristo foi exposto como crucificado?
2. EU FUI CRUCIFICADO COM CRISTO
Gal 2:20 Fui crucificado com Cristo. Assim, já não sou eu quem vive, mas Cristo vive em mim. A vida que agora vivo no corpo, vivo-a pela fé no filho de Deus, que me amou e se entregou por mim.
3. NOSSA CARNE FOI CRUCIFICADA COM ELE
Gal 5:24 Os que pertencem a Cristo Jesus crucificaram a carne, com as suas paixões e os seus desejos.
4. O MUNDO FOI CRUCIFICADO PARA MIM
5. EU FUI CRUCIFICADO PARA O MUNDO
Gal 6:14 Quanto a mim, que eu jamais me glorie, a não ser na cruz de nosso Senhor Jesus Cristo, por meio da qual o mundo foi crucificado para mim, e eu para o mundo.
Espero que de alguma forma minhas palavras sirvam de alento. Pode ter certeza de que "os vossos irmãos, que estão espalhados pelo mundo, sofrem os mesmos padecimentos que vós. O Deus de toda graça, que vos chamou em Cristo à sua eterna glória, depois que tiverdes padecido um pouco, vos aperfeiçoará, vos tornará inabaláveis, vos fortificará. ". 1 Pedro 5:9, 10.
O que são os concertos ou alianças da Bíblia?
Alianças, concertos ou contratos são coisas comuns entre os homens em todas as épocas e em diferentes sociedades. Há, porém, os concertos e alianças de Deus. Vou traduzir um texto que poderá responder melhor sua pergunta.
Para mais sobre o assunto (em inglês), siga este link.
Deus faz Suas alianças por conta própria, sem consultar o homem. Com Noé Deus fez uma aliança de que não voltaria a destruir o mundo com um dilúvio, e como garantia daquele concerto Ele colocou o arco-íris nas nuvens (Gn 9:8-17). Este tipo de aliança assume a forma de uma promessa incondicional. Assim foi a aliança que Deus fez com Abraão, primeiro para com sua posteridade biológica em Gn 15:4-6 e depois no sentido de seu descendente, Cristo (Gn 22:15-18). A Abraão Deus também deu a aliança da circuncisão (Gn 17:10-14; At 7:8), um selo da justiça da fé (Rm 4:11).
A aliança com os filhos de Israel no Monte Sinai, por outro lado, foi condicional: se eles fossem obedientes e guardassem a lei, seriam abençoados; mas se fossem desobedientes, eles seriam amaldiçoados. (Dt 27, 28).
Na Epístola aos Gálatas o apóstolo argumenta que "a promessa" feita por Deus, "o testamento (concerto) anteriormente confirmado por Deus em Cristo", não podia ser afetada pela lei que foi dada 430 anos depois (Gl 3:16,17). Tendo a promessa sido feita através de Cristo, o apóstolo podia acrescentar, a respeito dos crentes gentios, que "se sois de Cristo, então, sois descendência de Abraão e herdeiros conforme a promessa". (Gl 3:29).
A Nova Aliança
Esta é uma aliança incondicional que Deus declarou que iria fazer com as casas de Judá e Israel: colocaria Suas leis em suas mentes e as escreveria em seus corações; Ele seria seu Deus, e perdoaria sua maldade e nunca mais se lembraria de seus pecados (Jr 31:31-34). O fundamento disso foi lançado na cruz. Isso fica às vezes obscuro em algumas versões que não são traduzidas de forma uniforme. Às vezes aparece como 'testamento', outras como 'concerto' ou 'aliança'.
Por ocasião da instituição da ceia do Senhor o Senhor referiu-se ao Seu sangue como 'o sangue da nova aliança' (Mt 26:28; 1 Co 11:25); e 'Ele é o mediador da nova aliança' (Hb 9:15; Hb 12:24). Disso deduzimos que embora essa aliança com Israel ainda seja futura, é sobre o princípio que a rege, isto é, o princípio da graça soberana, que Deus está agindo hoje enquanto estabelece os termos sobre os quais trata o Seu povo, sendo o Senhor Jesus o Mediador, por intermédio de quem todas as bênçãos ficam asseguradas.
Veja Rm 5:1-10 e 2 Co 3 onde Paulo fala de si mesmo e daqueles com ele como 'ministros de um Novo Testamento", não da letra que mata, mas do Espírito que vivifica (2 Co 3:6). (Traduzido de Morrish Bible Dictionary)
Para mais sobre o assunto (em inglês), siga este link.
Os eleitos ou escolhidos de Mt 24:31 são cristãos (igreja)?
Não, a Igreja não aparece na profecia de Mateus 24:31. Tudo o que diz ali se refere a Israel ou ao mundo de um modo geral. Veja o que W. Kelly escreve sobre os eleitos:
Seus Eleitos
Os "eleitos" podem não necessariamente se referir a cristãos. Se alguém falar de eleitos em nossos dias, aí sim, mas acaso Deus não tinha "eleitos" celestiais antes de existirem cristãos? E depois que os cristãos forem levados para o céu, porventura não existirão eleitos sobre a terra? Estaria Deus impedido de mostrar misericórdia na terra porque Sua graça soberana já teria dado a nós e aos santos do Antigo Testamento nossos respectivos lugares no céu?
Havia gentios eleitos nos dias dos patriarcas e depois também. Tome Jó e seus amigos: acaso não eram eles eleitos? Melquisedeque, Jetro e outros; não eram eles eleitos? Será preciso enumerar os eleitos de Israel no passado? Encontramos gentios eleitos tanto quanto judeus e cristãos. Quando lemos do cristianismo, então os eleitos devem ser identificados como tais; quando lemos sobre os judeus, então a frase se aplica à eleição dos judeus e o mesmo com respeito às nações. Devemos ser governados pelo contexto.
Já que o Senhor está aqui (Mateus 24) falando sobre Israel, o sentido não deve ser ambíguo. Quando temos "seus eleitos" mencionados, Ele quer dizer os eleitos daqueles que estão sendo descritos, ou seja, Israel. Não se trata de introduzir regras arbitrárias. Trata-se, na verdade, de um princípio de muito claro e necessário na exposição de um assunto.
O Senhor em todo o contexto está falando de Israel e de suas esperanças. Consequentemente, "seus eleitos" deve ser interpretado em conformidade com o assunto em pauta. Esses eleitos serão reunidos "dos quatro ventos, de uma à outra extremidade dos céus", todavia não para serem levados ao céu, mas para permanecerem na terra (compare com Isaías 27, Isaías 65 e Romanos 11:5, 7, 28). [William Kelly]
O primeiro a falar do arrebatamento foi John Nelson Darby?
Não. Apesar de Darby ter escrito bastante sobre o assunto, e também sobre as diferentes dispensações ou formas de Deus tratar com o homem nas diferentes épocas, existem referências ao arrebatamento da Igreja feitas por outros autores contemporâneos a eles e também referências bem mais antigas. Algumas trazem alguns ensinamentos confusos, mas ao menos servem para mostrar que a idéia de um arrebatamento era conhecida no passado entre os cristãos.
Uma delas está em um manuscrito chamado Pseudo-Efraim escrito entre o ano 374 e 627 (não existe uma concordância quanto à data exata):
"Portanto, por que não rejeitamos todo cuidado terrenal e nos preparamos para encontrar o Senhor Cristo, de modo que Ele possa nos tirar da confusão que toma conta do mundo?... Pois todos os santos e eleitos de Deus são reunidos, antes da tribulação que virá, e são levados para o Senhor a fim de não verem a confusão que está para dominar o mundo por causa de nossos pecados"
Outro texto foi escrito por Morgan Edwards em 1744 e publicado em 1788:
"A distância entre a primeira e a segunda ressurreição será de aproximadamente mais de mil anos. Digo aproximadamente mais porque os santos mortos ressuscitarão e os vivos serão transformados quando Cristo aparecer nos ares; e isso acontecerá cerca de três anos e meio antes do milênio, como veremos a seguir: mas ficarão ele e eles nos ares todo esse tempo? Não: eles subirão ao paraíso, ou para alguma das muitas mansões na casa do Pai, e desaparecerão durante o periodo de tempo mencionado. O objetivo dessa retirada e desaparecimento será para julgar os santos ressuscitados e transformados; pois eis que o tempo do juízo deve começar e isso pela casa de Deus...
Há também um texto de 1316 chamado "História do Irmão Dolcino", escrito por um autor anônimo da diocese de Vercelli no norte da Itália. O texto em latim fala das obras e crenças de uma ordem religiosa chamada de Irmãos Apostólicos, sob a liderança de Irmão Dolcino, existente naquela época. O texto foi recopiado em 1551 e mais tarde impresso em 1740 no Rerum Italicarum Scriptores. A edição mais recente é de 1907. A ordem dos Irmãos Apostólicos foi perseguida pelo Papa e apenas no ano de 1307 mais de 400 deles foram mortos pelo exército do Papa. Vamos ao texto, que mostra existir naquela época uma idéia da existência de um arrebatamento, muito embora o relato seja de alguém ligado a Roma e pode não representar com precisão as crenças de Dolcino:
"Dolcino acreditava e pregava e ensinava que naqueles três anos o próprio Dolcino e seus seguidores pregarão a vinda do Anticristo. E que o Anticristo vinha ao mundo naquele período de três anos e meio; e que após vir, então ele (Dolcino) e seus seguidores seriam transferidos para o Paraíso, no qual estão Enoque e Elias. E desse modo eles serão poupados da perseguição do Anticristo. E que então os próprios Enoque e Elias descerão à terra para pregar contra o Anticristo. Então eles serão mortos pelos servos do Anticristo, e assim o Anticristo irá reinar por um longo tempo. Mas quando o Anticristo for morto, o próprio Dolcino, que então será o santo padre, e seus seguidores que o seguiram, descerá à terra e pregará a verdadeira fé em Cristo a todos, e converterá aqueles que crerem à verdadeira fé de Jesus Cristo".
Todavia, é inegável a influência que o pensamento de Darby e os muitos livros que publicou tiveram na sociedade do século 19 e na história do mundo. Mesmo sem ter se envolvido com política, hoje sabemos que até a decisão da Inglaterra de apoiar a criação do estado de Israel foi tomada sob influência do pensamento dispensacional, do qual Darby foi um dos principais propagadores. Outros cristãos também tiveram grande influência na história do mundo cada um em seu tempo, como foi o caso de Martinho Lutero e Charles Wesley.
Embora não fosse intencional, a configuração do mundo cristianizado atual é consequência do modo como Deus usou Lutero, e a a própria manutenção da coroa britânica deve muito a Charles Wesley e ao volume de pessoas que se converteu em uma época quando a inquietação pública estava a ponto de levar o país a uma revolução. Quando hoje vemos cristãos falando em arrebatamento, vinda do Senhor antes da tribulação ou que o cristão não tem nada que dominar a Terra, mas que isso será dado a Israel no futuro, poucos sabem o quanto do que crêem teve a influência dos escritos de John Nelson Darby.
Uma matéria escrita por um jornalista britânico faz críticas aos pensamentos de Darby, mas atribui a ele boa parte do desenho do mundo político atual. Obviamente Darby não tinha qualquer intenção de se intrometer em política, mas é interessante ler o artigo (em inglês) para entender o lugar que teve na história, leia o trecho que colei no final.
O artigo completo está aqui.
Para ler o mesmo em uma tradução automática do Google Translator, clique aqui lembrando mais uma vez que trata-se de um artigo crítico escrito por um jornalista secular.
Outro artigo aqui com tradução automática aqui.
"If Darby’s teaching and that of others who shared his perspective had remained simply a topic of debate among Christians over how to interpret the difficult apocalyptic passages of Scripture, it would have had little impact on world affairs. As it was, it had great influence: Darby’s teaching came to influence key nineteenth-century British political figures at a time when the British Empire was still in full sail.
The most important of these figures was Lord Anthony Ashley Cooper, seventh Earl of Shaftesbury.23 Lord Shaftesbury was an influential figure among evangelicals of his day. He also had the ear of powerful British politicians including the British foreign minister, Lord Palmerton. Shaftesbury became a tireless advocate for the dispensationalist take on biblical teaching both in his work with the church and on the political scene." CHRISTIAN ZIONISM: A HISTORICAL ANALYSIS AND CRITIQUE By John Hubers
"John Nelson Darby (1800-81), a renegade Irish Anglican priest, added several unique features to Way's teachings, including the doctrine of "the Rapture," whereby "born again Christians" would be literally removed from history and transferred to heaven prior to Jesus' return. Darby also placed a restored Israel at the center of his theology, claiming that an actual Jewish state called Israel would become the central instrument for God to fulfill His plans during the last days of history. Only true ("born again") Christians would be removed from history prior to the final battle of Armageddon through the Rapture - based on his literal interpretation of 1 Thessalonians 4:16.
Darby's extensive writings and 60-year career as a missionary consolidated a form of fundamentalism called "premillennialism" (Jesus would return prior to the Battle of Armageddon and his millennial rule on earth). Darby made six missionary journeys to North America, where he became a popular teacher and preacher. The premillennial theology and its influence on Christian fundamentalism and the emerging evangelical movement in the United States can be directly traced to Darby's influence" Christians and Zion: Part I - Part I: "British Stirings" - by Donald Wagner - Daily Star
Uma delas está em um manuscrito chamado Pseudo-Efraim escrito entre o ano 374 e 627 (não existe uma concordância quanto à data exata):
"Portanto, por que não rejeitamos todo cuidado terrenal e nos preparamos para encontrar o Senhor Cristo, de modo que Ele possa nos tirar da confusão que toma conta do mundo?... Pois todos os santos e eleitos de Deus são reunidos, antes da tribulação que virá, e são levados para o Senhor a fim de não verem a confusão que está para dominar o mundo por causa de nossos pecados"
Outro texto foi escrito por Morgan Edwards em 1744 e publicado em 1788:
"A distância entre a primeira e a segunda ressurreição será de aproximadamente mais de mil anos. Digo aproximadamente mais porque os santos mortos ressuscitarão e os vivos serão transformados quando Cristo aparecer nos ares; e isso acontecerá cerca de três anos e meio antes do milênio, como veremos a seguir: mas ficarão ele e eles nos ares todo esse tempo? Não: eles subirão ao paraíso, ou para alguma das muitas mansões na casa do Pai, e desaparecerão durante o periodo de tempo mencionado. O objetivo dessa retirada e desaparecimento será para julgar os santos ressuscitados e transformados; pois eis que o tempo do juízo deve começar e isso pela casa de Deus...
Há também um texto de 1316 chamado "História do Irmão Dolcino", escrito por um autor anônimo da diocese de Vercelli no norte da Itália. O texto em latim fala das obras e crenças de uma ordem religiosa chamada de Irmãos Apostólicos, sob a liderança de Irmão Dolcino, existente naquela época. O texto foi recopiado em 1551 e mais tarde impresso em 1740 no Rerum Italicarum Scriptores. A edição mais recente é de 1907. A ordem dos Irmãos Apostólicos foi perseguida pelo Papa e apenas no ano de 1307 mais de 400 deles foram mortos pelo exército do Papa. Vamos ao texto, que mostra existir naquela época uma idéia da existência de um arrebatamento, muito embora o relato seja de alguém ligado a Roma e pode não representar com precisão as crenças de Dolcino:
"Dolcino acreditava e pregava e ensinava que naqueles três anos o próprio Dolcino e seus seguidores pregarão a vinda do Anticristo. E que o Anticristo vinha ao mundo naquele período de três anos e meio; e que após vir, então ele (Dolcino) e seus seguidores seriam transferidos para o Paraíso, no qual estão Enoque e Elias. E desse modo eles serão poupados da perseguição do Anticristo. E que então os próprios Enoque e Elias descerão à terra para pregar contra o Anticristo. Então eles serão mortos pelos servos do Anticristo, e assim o Anticristo irá reinar por um longo tempo. Mas quando o Anticristo for morto, o próprio Dolcino, que então será o santo padre, e seus seguidores que o seguiram, descerá à terra e pregará a verdadeira fé em Cristo a todos, e converterá aqueles que crerem à verdadeira fé de Jesus Cristo".
Todavia, é inegável a influência que o pensamento de Darby e os muitos livros que publicou tiveram na sociedade do século 19 e na história do mundo. Mesmo sem ter se envolvido com política, hoje sabemos que até a decisão da Inglaterra de apoiar a criação do estado de Israel foi tomada sob influência do pensamento dispensacional, do qual Darby foi um dos principais propagadores. Outros cristãos também tiveram grande influência na história do mundo cada um em seu tempo, como foi o caso de Martinho Lutero e Charles Wesley.
Embora não fosse intencional, a configuração do mundo cristianizado atual é consequência do modo como Deus usou Lutero, e a a própria manutenção da coroa britânica deve muito a Charles Wesley e ao volume de pessoas que se converteu em uma época quando a inquietação pública estava a ponto de levar o país a uma revolução. Quando hoje vemos cristãos falando em arrebatamento, vinda do Senhor antes da tribulação ou que o cristão não tem nada que dominar a Terra, mas que isso será dado a Israel no futuro, poucos sabem o quanto do que crêem teve a influência dos escritos de John Nelson Darby.
Uma matéria escrita por um jornalista britânico faz críticas aos pensamentos de Darby, mas atribui a ele boa parte do desenho do mundo político atual. Obviamente Darby não tinha qualquer intenção de se intrometer em política, mas é interessante ler o artigo (em inglês) para entender o lugar que teve na história, leia o trecho que colei no final.
O artigo completo está aqui.
Para ler o mesmo em uma tradução automática do Google Translator, clique aqui lembrando mais uma vez que trata-se de um artigo crítico escrito por um jornalista secular.
Outro artigo aqui com tradução automática aqui.
"If Darby’s teaching and that of others who shared his perspective had remained simply a topic of debate among Christians over how to interpret the difficult apocalyptic passages of Scripture, it would have had little impact on world affairs. As it was, it had great influence: Darby’s teaching came to influence key nineteenth-century British political figures at a time when the British Empire was still in full sail.
The most important of these figures was Lord Anthony Ashley Cooper, seventh Earl of Shaftesbury.23 Lord Shaftesbury was an influential figure among evangelicals of his day. He also had the ear of powerful British politicians including the British foreign minister, Lord Palmerton. Shaftesbury became a tireless advocate for the dispensationalist take on biblical teaching both in his work with the church and on the political scene." CHRISTIAN ZIONISM: A HISTORICAL ANALYSIS AND CRITIQUE By John Hubers
"John Nelson Darby (1800-81), a renegade Irish Anglican priest, added several unique features to Way's teachings, including the doctrine of "the Rapture," whereby "born again Christians" would be literally removed from history and transferred to heaven prior to Jesus' return. Darby also placed a restored Israel at the center of his theology, claiming that an actual Jewish state called Israel would become the central instrument for God to fulfill His plans during the last days of history. Only true ("born again") Christians would be removed from history prior to the final battle of Armageddon through the Rapture - based on his literal interpretation of 1 Thessalonians 4:16.
Darby's extensive writings and 60-year career as a missionary consolidated a form of fundamentalism called "premillennialism" (Jesus would return prior to the Battle of Armageddon and his millennial rule on earth). Darby made six missionary journeys to North America, where he became a popular teacher and preacher. The premillennial theology and its influence on Christian fundamentalism and the emerging evangelical movement in the United States can be directly traced to Darby's influence" Christians and Zion: Part I - Part I: "British Stirings" - by Donald Wagner - Daily Star
A igreja não aparece no Antigo Testamento?
A palavra "igreja" significa simplesmente assembléia, congregação ou agrupamento de pessoas. Neste sentido você vai encontrar a palavra também no Antigo Testamento, porque em alguns lugares Israel é chamado de assembléia ou congregação. O Salmo 107:32, por exemplo, usa assembléia e congregação para Israel: "Exaltem-no na congregação do povo e glorifiquem-no na assembléia dos anciãos!"
Mas o ponto de partida para a interpretação não pode ser apenas a palavra "igreja", que significa assembléia, existir no Antigo Testamento. Em Atos, quando uma turba quer pegar Paulo, esse ajuntamento é chamado de "eclésia" no original grego em Atos 19:32 e 39, no entanto ninguém de sã consciência diria que aquilo era a "igreja" no sentido que hoje usamos. Se fizer uma busca por "eclésia" na Wikipedia, encontrará a palavra descrita como a principal assembléia popular da democracia ateniense da Grécia antiga.
A igreja não existia no AT porque teve início em Atos 2 e foi um mistério até Paulo receber a revelação. A questão é o corpo de Cristo, e os judeus não fazem parte do corpo de Cristo com tais, nem no Antigo Testamento, nem no Novo Testamento. No momento em que um judeu, como Paulo ou Pedro, se converte a Jesus, ele já não é mais identificado por Deus como pertencente ao povo de Israel, mas como membro do corpo de Cristo. Aos judeus convertidos a Cristo que teimavam em se apegar à sua identidade anterior o livro de Hebreus fala das coisas melhores e mais elevadas concernentes à igreja. Uma outra passagem ajuda a entender o caráter distinto da igreja nos dias de hoje:
1 Co 10:32: Portai-vos de modo que não deis escândalo nem aos judeus, nem aos gregos, nem à igreja de Deus.
Deus reconhece aí três grupos de pessoas: judeus, gregos (gentios) e igreja de Deus. Se os judeus fossem a igreja, o que estariam fazendo nessa lista? Existe uma distinção entre cada grupo.
A falta de compreensão do que seja o corpo de Cristo (a igreja) leva a esse tipo de confusão. Misturar Israel e Igreja é um erro normalmente encontrado em algumas correntes do protestantismo e no catolicismo, e isso ajudou a estimular a perseguição dos judeus durante a Inquisição e também nas épocas seguintes. O raciocínio dos perseguidores era simples: Se as promessas do Antigo Testamento são para a igreja, considerando esta como a continuação do judaísmo, então aqueles judeus que não são hoje cristãos não têm qualquer parte nas promessas e podem ser descartados.
Mas o ponto de partida para a interpretação não pode ser apenas a palavra "igreja", que significa assembléia, existir no Antigo Testamento. Em Atos, quando uma turba quer pegar Paulo, esse ajuntamento é chamado de "eclésia" no original grego em Atos 19:32 e 39, no entanto ninguém de sã consciência diria que aquilo era a "igreja" no sentido que hoje usamos. Se fizer uma busca por "eclésia" na Wikipedia, encontrará a palavra descrita como a principal assembléia popular da democracia ateniense da Grécia antiga.
A igreja não existia no AT porque teve início em Atos 2 e foi um mistério até Paulo receber a revelação. A questão é o corpo de Cristo, e os judeus não fazem parte do corpo de Cristo com tais, nem no Antigo Testamento, nem no Novo Testamento. No momento em que um judeu, como Paulo ou Pedro, se converte a Jesus, ele já não é mais identificado por Deus como pertencente ao povo de Israel, mas como membro do corpo de Cristo. Aos judeus convertidos a Cristo que teimavam em se apegar à sua identidade anterior o livro de Hebreus fala das coisas melhores e mais elevadas concernentes à igreja. Uma outra passagem ajuda a entender o caráter distinto da igreja nos dias de hoje:
1 Co 10:32: Portai-vos de modo que não deis escândalo nem aos judeus, nem aos gregos, nem à igreja de Deus.
Deus reconhece aí três grupos de pessoas: judeus, gregos (gentios) e igreja de Deus. Se os judeus fossem a igreja, o que estariam fazendo nessa lista? Existe uma distinção entre cada grupo.
A falta de compreensão do que seja o corpo de Cristo (a igreja) leva a esse tipo de confusão. Misturar Israel e Igreja é um erro normalmente encontrado em algumas correntes do protestantismo e no catolicismo, e isso ajudou a estimular a perseguição dos judeus durante a Inquisição e também nas épocas seguintes. O raciocínio dos perseguidores era simples: Se as promessas do Antigo Testamento são para a igreja, considerando esta como a continuação do judaísmo, então aqueles judeus que não são hoje cristãos não têm qualquer parte nas promessas e podem ser descartados.
Profecia: Perguntas e Respostas
P. Para quem o Livro de Apocalipse foi endereçado?
R. Não foi. É uma profecia, como as profecias do A.T. Há nele porções que falam da Igreja, e por isso podem ser entendidas por aqueles que hoje formam a Igreja (judeus e gentios convertidos) e há partes que falam dos judeus que irão se converter no futuro, após o arrebatamento da Igreja, que provavelmente só serão compreendidas por esses. É o caso, por exemplo, do número da besta, algo que não nos diz respeito na presente dispensação.
P. Se ela tem instruções para diversas igrejas e conclui no capítulo 22 v. 16 dizendo que "Eu, Jesus, enviei o meu anjo, para vos testificar estas coisas nas igrejas", por que no capítulo 16, v. 15 ele fala "Bem-aventurado aquele que vigia e guarda as suas vestes"?
R. É uma profecia, portanto tem mensagens para todos. Não é como as epístolas que trazem a doutrina dos apóstolos para a Igreja, mas Apocalipse está mais para os profetas do A.T., pois em sua maior parte está tratando de Israel e da sua relação com o mundo, embora também inclua bastante coisa sobre o falso testemunho ou a cristandade, identificada como a meretriz. O versículo 15 deve ser uma exortação dirigida aos judeus que se converterão depois do arrebatamento, normalmente chamado de remanescente.
P. Por que em Mateus o que o Senhor falou para os discípulos era para Israel e em Apocalipse toda a informação que ele está dando para as igrejas não é para a igreja?
R. É para a igreja também, mas a igreja não vai entender tudo porque a maioria das coisas não lhe dizem respeito. Deus revelou a Abraão o que ia acontecer em Sodoma, embora Abraão não morasse lá e nem corresse o risco de sofrer com os juízos que cairiam sobre a cidade. Por Deus amar Abraão quis compartilhar com ele daquelas coisas. O trecho em que Deus compartilha com Abraão o juízo que cairá sobre Sodoma começa assim:
"E disse o SENHOR: Ocultarei eu a Abraão o que faço, visto que Abraão certamente virá a ser uma grande e poderosa nação, e nele serão benditas todas as nações da terra?" Gn 18:17,18
O fato de Deus compartilhar com Abraão teve também outro efeito, que foi Abraão interceder pelos que porventura fossem achados justos em Sodoma. Hoje o cristão, sabendo dos juízos que cairão sobre este mundo ao ler o livro de Apocalipse, pode ter um melhor discernimento e ser levado a interceder pelos que ainda estão em trevas e a levar o evangelho até eles.
P. Por que Apocalipse não faz referência aos judeus, a não ser quando fala das 12 tribos seladas, sendo que atualmente 10 das 12 tribos estão completamente misturadas com os gentios?
R. Apocalipse é também um livro de símbolos, portanto é preciso encontrar referências na forma de símbolos. No cap. 12 a mulher que dá à luz um filho que se torna um alvo de Satanás por ser aquele que irá reinar. Esse filho é arrebatado ao trono de Deus e a mulher é escondida no deserto por 1.260 dias ou 3 anos e meio. Essa mulher é Israel, isto é, representa o verdadeiro remanescente de Israel que irá se converter após o arrebatamento da Igreja e será guardado por três anos e meio.
P. Por que a grande multidão de apocalipse 7 vem de todas as tribos, línguas e nações e foram lavadas no sangue do Cordeiro se não tem mais igreja na terra? Se quem é lavado no sangue do cordeiro não é igreja, o que são eles?
R. Não há um salvo que não tenha sido lavado no sangue do Cordeiro, mesmo porque sem sangue não há remissão de pecados. Porém há diferentes grupos de pessoas na Bíblia, tratados de diferentes maneiras e com diferentes objetivos. Por exemplo, de João Batista é dito que ele era o maior de todos os profetas, mas qualquer um no reino dos céus seria maior do que ele. Isso significa diferentes categorias de pessoas em diferentes épocas.
A igreja é o conjunto dos salvos por Cristo que teve início no dia de Pentecostes descrito em Atos 2. João Batista foi salvo, mas nunca fez parte da igreja, como não fez parte até mesmo algum dos que andavam com os apóstolos e tenha morrido na véspera do dia de Pentecostes.
A igreja tem começo, meio e fim. Ela começa em Pentecostes, é edificada sobre o fundamento dos apóstolos e profetas (do Novo Testamento), portanto não é algo do Antigo Testamento, e termina quando chegar a plenitude dos gentios. Aí Deus encerra seu tratamento com a Igreja, que é tirada da terra, e volta a tratar com os judeus que, no seu aspecto de povo de Deus, que no momento encontra-se, por assim dizer, "no gelo":
Rom 11:25-26 "Porque não quero, irmãos, que ignoreis este segredo ( para que não presumais de vós mesmos ): que o endurecimento veio em parte sobre Israel, até que a plenitude dos gentios haja entrado. E, assim, todo o Israel será salvo, como está escrito: De Sião virá o Libertador, e desviará de Jacó as impiedades".
P. Se acontecer o arrebatamento e a igreja sair da terra, os gentios que se converterem durante a tribulação são o que?
R. Fazem parte do remanescente, junto com os judeus. Havia prosélitos no passado, que eram gentios convertidos. Rute foi uma que ganhou um livro com seu nome no A.T. Depois do arrebatamento o mundo volta ao estado do Antigo Testamento, no que diz respeito a Israel na terra e sua relação com as nações.
P. A nova Jerusalém é formada só por judeus?
R. Ao contrário, a Nova Jerusalém é formada por gentios e judeus convertidos, pois é a Igreja, a noiva do Cordeiro (que desce ataviada como esposa), e em Apocalipse aparece em contraste com a Babilônia, que é a prostituta ou a falsa noiva. Os salvos por Cristo do período atual (Igreja) irão morar na Nova Jerusalém (ou serão a própria) durante o milênio. Enquanto isso há uma Jerusalém na terra, onde há um templo que é descrito nos profetas do Antigo Testamento, e onde há todo um ritual muito parecido com o da antiguidade.
P. Se a igreja é um parênteses, e depois Deus volta a tratar com os judeus, por que Deus já está tratando com os judeus como nação durante todo o período da igreja?
R. Ainda não está. Essa é uma idéia normalmente aceita por livros e sites de profecia, mas o retorno de Israel para a terra prometido na profecia não é a fundação do estado de Israel, porque quando voltarem eles voltarão quebrantados. O Israel atual será destruído antes que o verdadeiro retorno aconteça. Geralmente é usado um versículo em Isaías 66:8 para justificar que a fundação do estado de Israel em um só dia é a concretização daquele versículo. Mas vamos ver o contexto:
Isa 66:7 Antes que estivesse de parto, ela deu à luz; antes que lhe viessem as dores, ela deu à luz um filho.
Isa 66:8 Quem jamais ouviu tal coisa? Quem viu coisas semelhantes? Poder-se-ia fazer nascer uma terra em um só dia? Nasceria uma nação de uma só vez? Mas Sião esteve de parto e já deu à luz seus filhos.
O Filho que nasce antes das dores de parto ou do trabalho do parto (que pode significar o sofrimento ou tribulação) é Jesus. Depois, no trabalho de parto, nasce uma nação inteira de uma só vez, os filhos de Sião. Entre uma coisa e outra já se passaram 2 mil anos.
O verdadeiro retorno de Israel à sua terra prometida é este:
"Então aparecerá no céu o sinal do Filho do homem; e todas as tribos da terra se lamentarão, e verão o Filho do homem, vindo sobre as nuvens do céu, com poder e grande glória. E ele enviará os seus anjos com rijo clamor de trombeta, os quais ajuntarão os seus escolhidos desde os quatro ventos, de uma à outra extremidade dos céus". Mt 24:30
Portanto não creio que o atual retorno de Israel à terra prometida em 1948 seja a realização da profecia de Isaías 66, mesmo porque os que voltaram continuam na incredulidade e inimizade contra Deus e seu Cristo. Além do mais, o tempo dos gentios que começou com o exílio na Babilônia não terminou, já que Israel continua sob domínio de gentios. Mesmo nos tempos de Jesus, quando havia um rei em Israel, esse rei estava subordinado a Roma, portanto não era autônomo.
Hoje Israel continua sem o seu Rei, e só existe à sombra dos Estados Unidos e de outras nações ocidentais que lhe dão proteção. O Israel atual é como uma criança pequena que provoca os outros meninos porque tem um irmão enorme atrás de si, pronto para castigar quem tentar bater no garotinho.
R. Não foi. É uma profecia, como as profecias do A.T. Há nele porções que falam da Igreja, e por isso podem ser entendidas por aqueles que hoje formam a Igreja (judeus e gentios convertidos) e há partes que falam dos judeus que irão se converter no futuro, após o arrebatamento da Igreja, que provavelmente só serão compreendidas por esses. É o caso, por exemplo, do número da besta, algo que não nos diz respeito na presente dispensação.
P. Se ela tem instruções para diversas igrejas e conclui no capítulo 22 v. 16 dizendo que "Eu, Jesus, enviei o meu anjo, para vos testificar estas coisas nas igrejas", por que no capítulo 16, v. 15 ele fala "Bem-aventurado aquele que vigia e guarda as suas vestes"?
R. É uma profecia, portanto tem mensagens para todos. Não é como as epístolas que trazem a doutrina dos apóstolos para a Igreja, mas Apocalipse está mais para os profetas do A.T., pois em sua maior parte está tratando de Israel e da sua relação com o mundo, embora também inclua bastante coisa sobre o falso testemunho ou a cristandade, identificada como a meretriz. O versículo 15 deve ser uma exortação dirigida aos judeus que se converterão depois do arrebatamento, normalmente chamado de remanescente.
P. Por que em Mateus o que o Senhor falou para os discípulos era para Israel e em Apocalipse toda a informação que ele está dando para as igrejas não é para a igreja?
R. É para a igreja também, mas a igreja não vai entender tudo porque a maioria das coisas não lhe dizem respeito. Deus revelou a Abraão o que ia acontecer em Sodoma, embora Abraão não morasse lá e nem corresse o risco de sofrer com os juízos que cairiam sobre a cidade. Por Deus amar Abraão quis compartilhar com ele daquelas coisas. O trecho em que Deus compartilha com Abraão o juízo que cairá sobre Sodoma começa assim:
"E disse o SENHOR: Ocultarei eu a Abraão o que faço, visto que Abraão certamente virá a ser uma grande e poderosa nação, e nele serão benditas todas as nações da terra?" Gn 18:17,18
O fato de Deus compartilhar com Abraão teve também outro efeito, que foi Abraão interceder pelos que porventura fossem achados justos em Sodoma. Hoje o cristão, sabendo dos juízos que cairão sobre este mundo ao ler o livro de Apocalipse, pode ter um melhor discernimento e ser levado a interceder pelos que ainda estão em trevas e a levar o evangelho até eles.
P. Por que Apocalipse não faz referência aos judeus, a não ser quando fala das 12 tribos seladas, sendo que atualmente 10 das 12 tribos estão completamente misturadas com os gentios?
R. Apocalipse é também um livro de símbolos, portanto é preciso encontrar referências na forma de símbolos. No cap. 12 a mulher que dá à luz um filho que se torna um alvo de Satanás por ser aquele que irá reinar. Esse filho é arrebatado ao trono de Deus e a mulher é escondida no deserto por 1.260 dias ou 3 anos e meio. Essa mulher é Israel, isto é, representa o verdadeiro remanescente de Israel que irá se converter após o arrebatamento da Igreja e será guardado por três anos e meio.
P. Por que a grande multidão de apocalipse 7 vem de todas as tribos, línguas e nações e foram lavadas no sangue do Cordeiro se não tem mais igreja na terra? Se quem é lavado no sangue do cordeiro não é igreja, o que são eles?
R. Não há um salvo que não tenha sido lavado no sangue do Cordeiro, mesmo porque sem sangue não há remissão de pecados. Porém há diferentes grupos de pessoas na Bíblia, tratados de diferentes maneiras e com diferentes objetivos. Por exemplo, de João Batista é dito que ele era o maior de todos os profetas, mas qualquer um no reino dos céus seria maior do que ele. Isso significa diferentes categorias de pessoas em diferentes épocas.
A igreja é o conjunto dos salvos por Cristo que teve início no dia de Pentecostes descrito em Atos 2. João Batista foi salvo, mas nunca fez parte da igreja, como não fez parte até mesmo algum dos que andavam com os apóstolos e tenha morrido na véspera do dia de Pentecostes.
A igreja tem começo, meio e fim. Ela começa em Pentecostes, é edificada sobre o fundamento dos apóstolos e profetas (do Novo Testamento), portanto não é algo do Antigo Testamento, e termina quando chegar a plenitude dos gentios. Aí Deus encerra seu tratamento com a Igreja, que é tirada da terra, e volta a tratar com os judeus que, no seu aspecto de povo de Deus, que no momento encontra-se, por assim dizer, "no gelo":
Rom 11:25-26 "Porque não quero, irmãos, que ignoreis este segredo ( para que não presumais de vós mesmos ): que o endurecimento veio em parte sobre Israel, até que a plenitude dos gentios haja entrado. E, assim, todo o Israel será salvo, como está escrito: De Sião virá o Libertador, e desviará de Jacó as impiedades".
P. Se acontecer o arrebatamento e a igreja sair da terra, os gentios que se converterem durante a tribulação são o que?
R. Fazem parte do remanescente, junto com os judeus. Havia prosélitos no passado, que eram gentios convertidos. Rute foi uma que ganhou um livro com seu nome no A.T. Depois do arrebatamento o mundo volta ao estado do Antigo Testamento, no que diz respeito a Israel na terra e sua relação com as nações.
P. A nova Jerusalém é formada só por judeus?
R. Ao contrário, a Nova Jerusalém é formada por gentios e judeus convertidos, pois é a Igreja, a noiva do Cordeiro (que desce ataviada como esposa), e em Apocalipse aparece em contraste com a Babilônia, que é a prostituta ou a falsa noiva. Os salvos por Cristo do período atual (Igreja) irão morar na Nova Jerusalém (ou serão a própria) durante o milênio. Enquanto isso há uma Jerusalém na terra, onde há um templo que é descrito nos profetas do Antigo Testamento, e onde há todo um ritual muito parecido com o da antiguidade.
P. Se a igreja é um parênteses, e depois Deus volta a tratar com os judeus, por que Deus já está tratando com os judeus como nação durante todo o período da igreja?
R. Ainda não está. Essa é uma idéia normalmente aceita por livros e sites de profecia, mas o retorno de Israel para a terra prometido na profecia não é a fundação do estado de Israel, porque quando voltarem eles voltarão quebrantados. O Israel atual será destruído antes que o verdadeiro retorno aconteça. Geralmente é usado um versículo em Isaías 66:8 para justificar que a fundação do estado de Israel em um só dia é a concretização daquele versículo. Mas vamos ver o contexto:
Isa 66:7 Antes que estivesse de parto, ela deu à luz; antes que lhe viessem as dores, ela deu à luz um filho.
Isa 66:8 Quem jamais ouviu tal coisa? Quem viu coisas semelhantes? Poder-se-ia fazer nascer uma terra em um só dia? Nasceria uma nação de uma só vez? Mas Sião esteve de parto e já deu à luz seus filhos.
O Filho que nasce antes das dores de parto ou do trabalho do parto (que pode significar o sofrimento ou tribulação) é Jesus. Depois, no trabalho de parto, nasce uma nação inteira de uma só vez, os filhos de Sião. Entre uma coisa e outra já se passaram 2 mil anos.
O verdadeiro retorno de Israel à sua terra prometida é este:
"Então aparecerá no céu o sinal do Filho do homem; e todas as tribos da terra se lamentarão, e verão o Filho do homem, vindo sobre as nuvens do céu, com poder e grande glória. E ele enviará os seus anjos com rijo clamor de trombeta, os quais ajuntarão os seus escolhidos desde os quatro ventos, de uma à outra extremidade dos céus". Mt 24:30
Portanto não creio que o atual retorno de Israel à terra prometida em 1948 seja a realização da profecia de Isaías 66, mesmo porque os que voltaram continuam na incredulidade e inimizade contra Deus e seu Cristo. Além do mais, o tempo dos gentios que começou com o exílio na Babilônia não terminou, já que Israel continua sob domínio de gentios. Mesmo nos tempos de Jesus, quando havia um rei em Israel, esse rei estava subordinado a Roma, portanto não era autônomo.
Hoje Israel continua sem o seu Rei, e só existe à sombra dos Estados Unidos e de outras nações ocidentais que lhe dão proteção. O Israel atual é como uma criança pequena que provoca os outros meninos porque tem um irmão enorme atrás de si, pronto para castigar quem tentar bater no garotinho.
O arrebatamento e a volta de Jesus não são a mesma coisa?
Pergunta: O que você diz ser o arrebatamento da igreja não é a mesma coisa que a vinda de Jesus, quando todo olho o verá? Me parece que as palavras usadas no grego não fazem distinção ou apontam para algum outro tipo de "vinda".
A maior dificuldade que eu vejo quanto à ordem dos eventos proféticos não é do ponto de vista das palavras usadas para falar da vinda do Senhor, mas de como encaixar tudo o que é falado de um remanescente de Israel nas profecias do Antigo Testamento e também em Apocalipse em claro contraste com o que é dito a respeito da Igreja. Esta foi fundada no dia de Pentecostes (Atos 2), portanto não é mostrada no Antigo Testamento (era um mistério que só foi depois revelado a Paulo). Sobre a Igreja é feita menção a ela como algo ainda futuro do ponto de vista daquele momento em que o Senhor estava na terra ("edificarei") em Mateus 16:18. No mais, os evangelhos, em suas partes proféticas, mostram basicamente a relação entre o Rei e seu povo de Israel.
Se considerarmos, como você sugeriu, que não exista um arrebatamento, então precisamos considerar que não existe uma distinção entre o que é Igreja e o que é o remanescente de Israel, do qual os Salmos falam especificamente. Veja que interessante este artigo escrito por J. N. Darby no século 19, que fala do remanescente e de como ele se encaixa na ordem toda.
"Um ponto conectado a isso tem sido apresentado com insistência pelos adversários da verdade, a respeito do qual eu exorto aqui que não seja levado em conta, porque, ainda que fosse verdadeiro, não diz respeito ao ponto principal e é usado tão somente para obscurecer essa verdade importante e vital que é o arrebatamento da igreja, isto é, o caráter secreto do arrebatamento.
"Os dois pontos sobre os quais é importante ter um testemunho claro das Escrituras são: primeiro, que haverá um remanescente judeu no final, com um lugar que lhe é particular como tal; segundo, o verdadeiro caráter da igreja de Deus (...)
Como consequência, qual é a evidência das Escrituras a esse respeito? Há seis passagens que falam da tribulação, e pelas quais sabemos que haverá uma tribulação. Quatro são claras e positivas em sua aplicação aos judeus; uma declara que os santos da igreja fiel serão livrados dessa tribulação; e a última, que diz respeito aos gentios, faz uma clara distinção deles em relação àqueles que representam a igreja, os santos no céu, os que receberam a coroa e os anciãos entronizados.
Portanto, as respectivas passagens são muito claras. Vimos que, de forma indireta, Apocalipse 2 confirma essa interpretação. O que mais? Os princípios, de uma forma geral. Portanto o que existe é uma tentativa de se incluir a igreja na tribulação, e é este o cerne de toda a questão - confundir a igreja de Deus com os judeus e com o mundo, com suas esperanças e com as provas que virão sobre eles".
A maior dificuldade que eu vejo quanto à ordem dos eventos proféticos não é do ponto de vista das palavras usadas para falar da vinda do Senhor, mas de como encaixar tudo o que é falado de um remanescente de Israel nas profecias do Antigo Testamento e também em Apocalipse em claro contraste com o que é dito a respeito da Igreja. Esta foi fundada no dia de Pentecostes (Atos 2), portanto não é mostrada no Antigo Testamento (era um mistério que só foi depois revelado a Paulo). Sobre a Igreja é feita menção a ela como algo ainda futuro do ponto de vista daquele momento em que o Senhor estava na terra ("edificarei") em Mateus 16:18. No mais, os evangelhos, em suas partes proféticas, mostram basicamente a relação entre o Rei e seu povo de Israel.
Se considerarmos, como você sugeriu, que não exista um arrebatamento, então precisamos considerar que não existe uma distinção entre o que é Igreja e o que é o remanescente de Israel, do qual os Salmos falam especificamente. Veja que interessante este artigo escrito por J. N. Darby no século 19, que fala do remanescente e de como ele se encaixa na ordem toda.
"Um ponto conectado a isso tem sido apresentado com insistência pelos adversários da verdade, a respeito do qual eu exorto aqui que não seja levado em conta, porque, ainda que fosse verdadeiro, não diz respeito ao ponto principal e é usado tão somente para obscurecer essa verdade importante e vital que é o arrebatamento da igreja, isto é, o caráter secreto do arrebatamento.
"Os dois pontos sobre os quais é importante ter um testemunho claro das Escrituras são: primeiro, que haverá um remanescente judeu no final, com um lugar que lhe é particular como tal; segundo, o verdadeiro caráter da igreja de Deus (...)
Como consequência, qual é a evidência das Escrituras a esse respeito? Há seis passagens que falam da tribulação, e pelas quais sabemos que haverá uma tribulação. Quatro são claras e positivas em sua aplicação aos judeus; uma declara que os santos da igreja fiel serão livrados dessa tribulação; e a última, que diz respeito aos gentios, faz uma clara distinção deles em relação àqueles que representam a igreja, os santos no céu, os que receberam a coroa e os anciãos entronizados.
Portanto, as respectivas passagens são muito claras. Vimos que, de forma indireta, Apocalipse 2 confirma essa interpretação. O que mais? Os princípios, de uma forma geral. Portanto o que existe é uma tentativa de se incluir a igreja na tribulação, e é este o cerne de toda a questão - confundir a igreja de Deus com os judeus e com o mundo, com suas esperanças e com as provas que virão sobre eles".
Mateus 24, Marcos 13 e Lucas 21 já aconteceram?
Alguns cristãos acreditam que esses capítulos seriam proféticos apenas até a destruição de Jerusalém, que ocorreu no ano 70. Alegam, por exemplo, que os judeus já foram espalhados pelas nações, como fala Lucas 21:24 e que Marcos 13:9 também já se cumpriu no livro de Atos, nos discípulos que eram açoitados nas sinagogas.
O apóstolo Paulo exortou Timóteo em 2 Tm 2:15 a dividir corretamente a Palavra. Como seria dividir corretamente (ou manejar corretamente, conforme outras traduções) estas passagens de Mateus 24, Marcos 13 e Lucas 21? Vamos ver.
Lucas 21 até o vers. 24 é apenas a primeira parte da descrição de Mateus 24, só que Lucas dá mais detalhes. Em alguns aspectos o cerco de Jerusalém no ano 70 é semelhante ao que irá acontecer no futuro.
Se você quiser entender corretamente as passagens vai precisar levar em conta que os discípulos perguntaram 3 coisas em Mateus 24:3:
1. Quando aconteceria a destruição do Templo
2. Qual seria o sinal da vinda de Cristo
3. Qual seria o sinal do fim dos tempos (em algumas versões "fim do mundo" ou "fim da era")
Mateus 24 e Marcos 13 tratam das respostas às perguntas 2 e 3. Lucas é o único que inclui a resposta à pergunta 1, e faz isso no capítulo 21:12-24. A partir do versículo 25 ele volta a falar do futuro.
O fato de cristãos terem sido açoitados nas sinagogas não serve como referência de época, porque isso aconteceu em todas as épocas. É como falar que os cristãos seriam perseguidos, algo que nunca parou nos últimos 2 mil anos. Mas há coisas que são impossíveis de você conciliar com a história que já aconteceu.
Por exemplo:
Mat 24:21 porque haverá então uma tribulação tão grande, como nunca houve desde o princípio do mundo até agora, nem jamais haverá.
Mar 13:19 porque naqueles dias haverá uma tribulação tal, qual nunca houve desde o princípio da criação, que Deus criou, até agora, nem jamais haverá.
Mar 13:24 Mas NAQUELES DIAS, DEPOIS DAQUELA TRIBULAÇÃO, o sol escurecerá, e a lua não dará a sua luz;
Mar 13:25 as estrelas cairão do céu, e os poderes que estão nos céus, serão abalados.
Mar 13:26 Então verão vir o Filho do homem nas nuvens, com grande poder e glória.
Luk 21:25 E haverá sinais no sol, na lua e nas estrelas; e sobre a terra haverá angústia das nações em perplexidade pelo bramido do mar e das ondas.
Luk 21:26 os homens desfalecerão de terror, e pela expectação das coisas que sobrevirão ao mundo; porquanto os poderes do céu serão abalados.
Luk 21:27 Então verão vir o Filho do homem em uma nuvem, com poder e grande glória.
Luk 21:28 Ora, QUANDO ESSAS COISAS COMEÇAREM A ACONTECER, exultai e levantai as vossas cabeças, porque a vossa redenção se aproxima.
Como pode ver, ainda não vimos essa tribulação sem paralelo acontecer, algo mais terrível do que o dilúvio ou as duas guerras mundiais. Também não vimos ainda o sol se escurecer e a lua não dar sua luz, e nem as estrelas caindo e os poderes do céu sendo abalados. Também não vimos os homens desfalecendo de terror. Portanto, tudo isso ainda é futuro. É preciso saber dividir a Palavra de Deus.
2Ti 2:15 "Procura apresentar-te a Deus aprovado, como obreiro que não tem de que se envergonhar, que maneja bem a palavra da verdade."
O apóstolo Paulo exortou Timóteo em 2 Tm 2:15 a dividir corretamente a Palavra. Como seria dividir corretamente (ou manejar corretamente, conforme outras traduções) estas passagens de Mateus 24, Marcos 13 e Lucas 21? Vamos ver.
Lucas 21 até o vers. 24 é apenas a primeira parte da descrição de Mateus 24, só que Lucas dá mais detalhes. Em alguns aspectos o cerco de Jerusalém no ano 70 é semelhante ao que irá acontecer no futuro.
Se você quiser entender corretamente as passagens vai precisar levar em conta que os discípulos perguntaram 3 coisas em Mateus 24:3:
1. Quando aconteceria a destruição do Templo
2. Qual seria o sinal da vinda de Cristo
3. Qual seria o sinal do fim dos tempos (em algumas versões "fim do mundo" ou "fim da era")
Mateus 24 e Marcos 13 tratam das respostas às perguntas 2 e 3. Lucas é o único que inclui a resposta à pergunta 1, e faz isso no capítulo 21:12-24. A partir do versículo 25 ele volta a falar do futuro.
O fato de cristãos terem sido açoitados nas sinagogas não serve como referência de época, porque isso aconteceu em todas as épocas. É como falar que os cristãos seriam perseguidos, algo que nunca parou nos últimos 2 mil anos. Mas há coisas que são impossíveis de você conciliar com a história que já aconteceu.
Por exemplo:
Mat 24:21 porque haverá então uma tribulação tão grande, como nunca houve desde o princípio do mundo até agora, nem jamais haverá.
Mar 13:19 porque naqueles dias haverá uma tribulação tal, qual nunca houve desde o princípio da criação, que Deus criou, até agora, nem jamais haverá.
Mar 13:24 Mas NAQUELES DIAS, DEPOIS DAQUELA TRIBULAÇÃO, o sol escurecerá, e a lua não dará a sua luz;
Mar 13:25 as estrelas cairão do céu, e os poderes que estão nos céus, serão abalados.
Mar 13:26 Então verão vir o Filho do homem nas nuvens, com grande poder e glória.
Luk 21:25 E haverá sinais no sol, na lua e nas estrelas; e sobre a terra haverá angústia das nações em perplexidade pelo bramido do mar e das ondas.
Luk 21:26 os homens desfalecerão de terror, e pela expectação das coisas que sobrevirão ao mundo; porquanto os poderes do céu serão abalados.
Luk 21:27 Então verão vir o Filho do homem em uma nuvem, com poder e grande glória.
Luk 21:28 Ora, QUANDO ESSAS COISAS COMEÇAREM A ACONTECER, exultai e levantai as vossas cabeças, porque a vossa redenção se aproxima.
Como pode ver, ainda não vimos essa tribulação sem paralelo acontecer, algo mais terrível do que o dilúvio ou as duas guerras mundiais. Também não vimos ainda o sol se escurecer e a lua não dar sua luz, e nem as estrelas caindo e os poderes do céu sendo abalados. Também não vimos os homens desfalecendo de terror. Portanto, tudo isso ainda é futuro. É preciso saber dividir a Palavra de Deus.
2Ti 2:15 "Procura apresentar-te a Deus aprovado, como obreiro que não tem de que se envergonhar, que maneja bem a palavra da verdade."
Devo ser conivente com a desonestidade na empresa?
Você contou de sua dificuldade em lidar com os jeitinhos e práticas desonestas nas quais acaba envolvida na empresa onde trabalha, sem concordar com isso. Sua dúvida é se deve deixar o emprego, mesmo sabendo da dificuldade que terá para encontrar outro em sua idade e nas condições atuais do mercado.
Sua dúvida é a mesma de muitos cristãos que desejam obedecer ao Senhor. Não existe uma fórmula para a resposta, pois cada caso é um caso e cada um deve ter o seu próprio exercício para com o Senhor. Eu, confortavelmente sentado aqui, posso achar um absurdo um cristão matar alguém numa guerra, mas não sei qual é o exercício desse soldado para com Deus. Essas dúvidas foram também de muitos cristãos alemães durante a 2a. Guerra Mundial: deviam obedecer o governo de Hitler ou não?
Eu acredito que o cristão deva obedecer naquilo que estiver de acordo com a Palavra de Deus, mas nem sempre temos todas as informações para julgar isso com precisão. Muitos cristãos alemães nem sabiam das atrocidades que eram cometidas por seu governo, porque a propaganda positiva era muito forte.
Se meu patrão me mandar matar ou roubar, eu devo me opor a isso. Se me mandar mentir, a Palavra de Deus é clara também neste sentido. Se me mandar idolatrar, idem. Agora vem o outro lado da moeda:
Você deve ter lido a história de Naamã em 2 Reis 5. Depois de curado da lepra, ele coloca a Eliseu uma dificuldade semelhante:
"Nisto perdoe o SENHOR a teu servo; quando meu senhor entrar na casa de Rimom para ali adorar, e ele se encostar na minha mão, e eu também tenha de me encurvar na casa de Rimom; quando assim me encurvar na casa de Rimom, nisto perdoe o SENHOR a teu servo."
Como oficial do rei da Síria, Naamã não podia deixar de acompanhar o rei e nem de se encurvar no templo do ídolo, ou seria morto caso se recusasse a fazê-lo. A resposta de Eliseu aparentemente não resolve sua dúvida, não aprova e nem desaprova tal proceder, mas diz apenas:
"E ele (Eliseu) lhe disse: Vai em paz".
Não sabemos se Naamã precisou se encurvar ao ídolo alguma vez depois de sua cura. Deus, que exerceu tamanho poder ao curá-lo de sua lepra, poderia muito bem conseguir para ele uma aposentadoria ou transferência de seu cargo, não sabemos.
O que sabemos é apenas que ali estava um homem realmente convertido que não conseguiria seguir tranquilamente nas mesmas práticas de antigamente, pois agora conhecia o Deus vivo. Creio que Deus tenha deixado a questão em aberto para que cada um tenha seu próprio exercício em situações assim.
A condição de Naamã parece ser igual àquela descrita por Paulo em 1 Coríntios 7:20:
"Cada um fique na vocação em que foi chamado. Foste chamado [ sendo ] servo? Não te dê cuidado; e, se ainda podes ser livre, aproveita a ocasião. Porque o que é chamado pelo Senhor, [ sendo ] servo, é liberto do Senhor; e, da mesma maneira, também o que é chamado, [ sendo ] livre, servo é de Cristo. Fostes comprados por bom preço; não vos façais servos dos homens".
Naamã foi chamado sendo servo do rei da Síria, o que incluía frequentar o templo do ídolo. Se ele não tivesse sido chamado por Deus nessa condição, então seria apenas uma decisão de não entrar em um tal relacionamento ou não buscar essa posição elevada próxima do rei. Mas como já estava assim quando foi salvo, o jeito era esperar por uma oportunidade para poder ser livre, como Paulo explica.
Se não tenho a resposta do que você deva fazer, pois isso depende de você orar e colocar diante de Deus, ao menos posso lhe contar uma experiência em um de meus primeiros empregos no qual meu chefe pedia que eu mentisse nas negociações. Eu disse a ele que não mentiria, mas que traria resultados.
Assim desenvolvi algumas técnicas de negociação que pelo menos me mantinham afastado da mentira pura e simples. Por exemplo, quando alguém me perguntava sobre algo que eu não podia revelar (informação confidencial e estratégica na negociação), ao invés de responder que não sabia (o que seria uma mentira), eu respondia com outra pergunta. Tipo assim:
Pergunta: "Você está autorizado por sua empresa a pagar mais?"
Resposta: "Por que você acha que eu deveria pagar mais?". E aí a conversa tomava outro rumo.
Com o tempo e os bons resultados que consegui nas negociações acabei ganhando a confiança e o respeito de meu chefe, de tal modo que quando alguém ligava em meu ramal pedindo para falar com ele, que ficava numa mesa em frente à minha, ele sabia que eu não iria mentir dizendo que ele não estava.
Então, só pela minha conversa ao telefone e pelo nome do interlocutor que eu repetia em voz alta, ele já decidia o que fazer. Quando não queria atender, saía imediatamente da sala e eu dizia para a pessoa que meu chefe não estava na sala, o que tecnicamente era verdade. Era só eu desligar o telefone e ele voltava. Isso acabou virando motivo de diversão entre nós.
É isso, ore, peça a direção de Deus, veja se existe espaço para trabalhar de forma criativa sem desobedecer a Deus ou afligir sua consciência, e se possível testemunhe de sua fé e de sua preocupação em agir de forma desonesta. Há empresas que preferem ter funcionários honestos porque sabem que se contratarem mentirosos, desonestos e ladrões correm o risco de também serem vítimas de seus próprios funcionários.
Outra coisa que você precisa analisar é se os problemas que mencionou estão ligados diretamente ao seu trabalho ou são atividades que não dependem de você. Por exemplo, uma empresa pode ter um caixa dois e eu, que trabalho na linha de produção, não tenho qualquer poder em mudar isso por ser algo que nem passa pelas minhas mãos. Então não vou me afligir tanto quanto se eu fosse o contador da empresa.
Se você fizer uma busca minuciosa, praticamente todas as empresas terão em alguma de suas atividades algo questionável, nem que seja nos impostos que deixa de pagar, na matéria prima de qualidade inferior que usam em seus produtos, ou qualquer outra coisa. E mesmo os funcionários, cristãos ou não, uma vez ou outra também chegam tarde, saem cedo, fingem que trabalham ou usam para si mesmos recursos, materiais e insumos que pertencem à empresa.
Não quero com isso dizer que o erro é algo cabível, ou que um erro justifique o outro, mas apenas mostrar que quando olhamos para os erros da empresa ou dos colegas não podemos deixar também de fazer uma autoanálise. Aí sim, talvez seja a hora de pedir a direção de Deus para resolver tanto as minhas falhas, como também encontrar uma resposta de como não me envolver, ser conivente ou cúmplice nas falhas da empresa onde trabalho ou dos colegas com os quais convivo.
Sua dúvida é a mesma de muitos cristãos que desejam obedecer ao Senhor. Não existe uma fórmula para a resposta, pois cada caso é um caso e cada um deve ter o seu próprio exercício para com o Senhor. Eu, confortavelmente sentado aqui, posso achar um absurdo um cristão matar alguém numa guerra, mas não sei qual é o exercício desse soldado para com Deus. Essas dúvidas foram também de muitos cristãos alemães durante a 2a. Guerra Mundial: deviam obedecer o governo de Hitler ou não?
Eu acredito que o cristão deva obedecer naquilo que estiver de acordo com a Palavra de Deus, mas nem sempre temos todas as informações para julgar isso com precisão. Muitos cristãos alemães nem sabiam das atrocidades que eram cometidas por seu governo, porque a propaganda positiva era muito forte.
Se meu patrão me mandar matar ou roubar, eu devo me opor a isso. Se me mandar mentir, a Palavra de Deus é clara também neste sentido. Se me mandar idolatrar, idem. Agora vem o outro lado da moeda:
Você deve ter lido a história de Naamã em 2 Reis 5. Depois de curado da lepra, ele coloca a Eliseu uma dificuldade semelhante:
"Nisto perdoe o SENHOR a teu servo; quando meu senhor entrar na casa de Rimom para ali adorar, e ele se encostar na minha mão, e eu também tenha de me encurvar na casa de Rimom; quando assim me encurvar na casa de Rimom, nisto perdoe o SENHOR a teu servo."
Como oficial do rei da Síria, Naamã não podia deixar de acompanhar o rei e nem de se encurvar no templo do ídolo, ou seria morto caso se recusasse a fazê-lo. A resposta de Eliseu aparentemente não resolve sua dúvida, não aprova e nem desaprova tal proceder, mas diz apenas:
"E ele (Eliseu) lhe disse: Vai em paz".
Não sabemos se Naamã precisou se encurvar ao ídolo alguma vez depois de sua cura. Deus, que exerceu tamanho poder ao curá-lo de sua lepra, poderia muito bem conseguir para ele uma aposentadoria ou transferência de seu cargo, não sabemos.
O que sabemos é apenas que ali estava um homem realmente convertido que não conseguiria seguir tranquilamente nas mesmas práticas de antigamente, pois agora conhecia o Deus vivo. Creio que Deus tenha deixado a questão em aberto para que cada um tenha seu próprio exercício em situações assim.
A condição de Naamã parece ser igual àquela descrita por Paulo em 1 Coríntios 7:20:
"Cada um fique na vocação em que foi chamado. Foste chamado [ sendo ] servo? Não te dê cuidado; e, se ainda podes ser livre, aproveita a ocasião. Porque o que é chamado pelo Senhor, [ sendo ] servo, é liberto do Senhor; e, da mesma maneira, também o que é chamado, [ sendo ] livre, servo é de Cristo. Fostes comprados por bom preço; não vos façais servos dos homens".
Naamã foi chamado sendo servo do rei da Síria, o que incluía frequentar o templo do ídolo. Se ele não tivesse sido chamado por Deus nessa condição, então seria apenas uma decisão de não entrar em um tal relacionamento ou não buscar essa posição elevada próxima do rei. Mas como já estava assim quando foi salvo, o jeito era esperar por uma oportunidade para poder ser livre, como Paulo explica.
Se não tenho a resposta do que você deva fazer, pois isso depende de você orar e colocar diante de Deus, ao menos posso lhe contar uma experiência em um de meus primeiros empregos no qual meu chefe pedia que eu mentisse nas negociações. Eu disse a ele que não mentiria, mas que traria resultados.
Assim desenvolvi algumas técnicas de negociação que pelo menos me mantinham afastado da mentira pura e simples. Por exemplo, quando alguém me perguntava sobre algo que eu não podia revelar (informação confidencial e estratégica na negociação), ao invés de responder que não sabia (o que seria uma mentira), eu respondia com outra pergunta. Tipo assim:
Pergunta: "Você está autorizado por sua empresa a pagar mais?"
Resposta: "Por que você acha que eu deveria pagar mais?". E aí a conversa tomava outro rumo.
Com o tempo e os bons resultados que consegui nas negociações acabei ganhando a confiança e o respeito de meu chefe, de tal modo que quando alguém ligava em meu ramal pedindo para falar com ele, que ficava numa mesa em frente à minha, ele sabia que eu não iria mentir dizendo que ele não estava.
Então, só pela minha conversa ao telefone e pelo nome do interlocutor que eu repetia em voz alta, ele já decidia o que fazer. Quando não queria atender, saía imediatamente da sala e eu dizia para a pessoa que meu chefe não estava na sala, o que tecnicamente era verdade. Era só eu desligar o telefone e ele voltava. Isso acabou virando motivo de diversão entre nós.
É isso, ore, peça a direção de Deus, veja se existe espaço para trabalhar de forma criativa sem desobedecer a Deus ou afligir sua consciência, e se possível testemunhe de sua fé e de sua preocupação em agir de forma desonesta. Há empresas que preferem ter funcionários honestos porque sabem que se contratarem mentirosos, desonestos e ladrões correm o risco de também serem vítimas de seus próprios funcionários.
Outra coisa que você precisa analisar é se os problemas que mencionou estão ligados diretamente ao seu trabalho ou são atividades que não dependem de você. Por exemplo, uma empresa pode ter um caixa dois e eu, que trabalho na linha de produção, não tenho qualquer poder em mudar isso por ser algo que nem passa pelas minhas mãos. Então não vou me afligir tanto quanto se eu fosse o contador da empresa.
Se você fizer uma busca minuciosa, praticamente todas as empresas terão em alguma de suas atividades algo questionável, nem que seja nos impostos que deixa de pagar, na matéria prima de qualidade inferior que usam em seus produtos, ou qualquer outra coisa. E mesmo os funcionários, cristãos ou não, uma vez ou outra também chegam tarde, saem cedo, fingem que trabalham ou usam para si mesmos recursos, materiais e insumos que pertencem à empresa.
Não quero com isso dizer que o erro é algo cabível, ou que um erro justifique o outro, mas apenas mostrar que quando olhamos para os erros da empresa ou dos colegas não podemos deixar também de fazer uma autoanálise. Aí sim, talvez seja a hora de pedir a direção de Deus para resolver tanto as minhas falhas, como também encontrar uma resposta de como não me envolver, ser conivente ou cúmplice nas falhas da empresa onde trabalho ou dos colegas com os quais convivo.
O que você acha do pensamento filosófico cristão?
A essência da diferença entre todo o pensamento filosófico "cristão" e o cristianismo bíblico está na obra expiatória e substitutiva de Cristo. Renegar isso é renegar Cristo e fazer do cristianismo algo parecido com qualquer outra religião, uma lista de preceitos e belas palavras. Mas o sacrifício de Cristo na cruz e seu sangue derramado é a base de tudo, e não pode ser entendida por quem busca sabedoria ou se baseia na sabedoria humana. Veja 1 Coríntios 1:
18 Porque a palavra da cruz é loucura para os que perecem; mas para nós, que somos salvos, é o poder de Deus.
19 Porque está escrito: Destruirei a sabedoria dos sábios, E aniquilarei a inteligência dos inteligentes.
20 Onde está o sábio? Onde está o escriba? Onde está o inquiridor deste século? Porventura não tornou Deus louca a sabedoria deste mundo?
21 Visto como na sabedoria de Deus o mundo não conheceu a Deus pela sua sabedoria, aprouve a Deus salvar os crentes pela loucura da pregação.
22 Porque os judeus pedem sinal, e os gregos buscam sabedoria;
23 Mas nós pregamos a Cristo crucificado, que é escândalo para os judeus, e loucura para os gregos.
24 Mas para os que são chamados, tanto judeus como gregos, lhes pregamos a Cristo, poder de Deus, e sabedoria de Deus.
25 Porque a loucura de Deus é mais sábia do que os homens; e a fraqueza de Deus é mais forte do que os homens.
26 Porque, vede, irmãos, a vossa vocação, que não são muitos os sábios segundo a carne, nem muitos os poderosos, nem muitos os nobres que são chamados.
27 Mas Deus escolheu as coisas loucas deste mundo para confundir as sábias; e Deus escolheu as coisas fracas deste mundo para confundir as fortes;
28 E Deus escolheu as coisas vis deste mundo, e as desprezíveis, e as que não são, para aniquilar as que são;
29 Para que nenhuma carne se glorie perante ele.
Ou seja, o evangelho da cruz é algo tão simples que qualquer criança pode entender. A filosofia humana é algo tão complexo e intrincado que apenas os sábios podem compreender. E é aí que entra o versículo 29, pois gostamos da sapiência porque ela nos faz sentir mais elevados do que os outros.
Uma vez, no interior de Goiás, eu falava do evangelho (da cruz) ao dono de uma farmácia que seguia um movimento chamado gnose. Ele, por sua vez, me falava de todos os degraus de sabedoria que sua crença ensinava. Aí entrou o Sebastião, um lavrador de lá que era crente e semi-analfabeto (só sabia ler porque aprendeu a ler a Bíblia, mas não sabia escrever) e, quando percebeu que eu falava do evangelho, entrou na conversa. Depois de um tempo eu perguntei ao farmacêutico:
-- Se Deus quisesse realmente indicar um caminho de salvação, será que ele faria isso de forma a ficar acessível apenas a mim e a você que temos curso superior, ou Ele daria algo que fosse assessível a qualquer pessoa? Tudo isso que sua gnose ensina pode ser muito interessante, mas é preciso estudar, desenvolver etc e tal. O evangelho, por sua vez, é algo tão simples que estamos eu e o Sebastião falando a mesma coisa, apesar da diferença em nossa formação.
Prezado, você diz que sua intenção com o livro de filosofia cristã que pretende escrever é convencer os ateus e agnósticos da fé cristã, mas não estamos falando da mesma fé. Você está falando de uma fé que também foi minha antes de minha conversão, mas era no fundo uma fé em mim mesmo, em minha capacidade de aprender, desenvolver, reencarnar, subir etc. Eu estou falando da fé no sangue redentor, no sacrifício de um único substituto, nAquele que foi prenunciado no Éden, quando Deus matou um animal para fazer roupas de peles para Adão e Eva; daquele que foi prefigurado nos milhares de sacrifícios de animais ao longo do Antigo Testamento, e finalmente foi consumado quando entrou no mundo identificado por João Batista como "o Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo". Para qualquer judeu de então fazia todo o sentido chamar de Cordeiro aquele que devia morrer no lugar do pecador.
Você questiona o valor do Sangue de Cristo, dizendo (suas palavras): "Como poderiam cinco litros de hemoglobina, criminosamente derramados por homens pecadores, constituir a base da redenção do gênero humano? E como poderia o ato de um terceiro purificar as impurezas de milhões de homens, a maior parte dos quais ignoravam, e continuam a ignorar, até a simples existência desse redentor"
Há ateus, há crentes (em qualquer tipo de deus), há cristãos (porque se denominam assim) e há salvos pelo sangue de Cristo. É dessa última classe que estou falando. Não existe cristianismo e não existe evangelho sem sangue. Quando Paulo resume o evangelho que pregava, ele não fala de sermão da montanha ou de práticas ou virtudes cristãs. Ele fala da cruz, da morte e ressurreição de Cristo:
1 Coríntios 15
1 TAMBÉM vos notifico, irmãos, o evangelho que já vos tenho anunciado; o qual também recebestes, e no qual também permaneceis.
2 Pelo qual também sois salvos se o retiverdes tal como vo-lo tenho anunciado; se não é que crestes em vão.
3 Porque primeiramente vos entreguei o que também recebi: que Cristo morreu por nossos pecados, segundo as Escrituras,
4 E que foi sepultado, e que ressuscitou ao terceiro dia, segundo as Escrituras.
Quanto à questão que levantou, de sua preocupação em convencer ateus, sugiro a leitura de um ex-filósofo-ateu que se converteu depois de ouvir o evangelho de J. R. R. Tolkien, autor de "O Senhor dos Anéis". Refiro-me a C. S. Lewis, que escreveu "As crônicas de Narnia" e outros livros (Narnia é uma alegoria a Cristo, o leão da história, e seu sacrifício substitutivo). Mas sugiro mesmo que leia "Cristianismo Puro e Simples", no qual ele relata como chegar a Deus sem falar em Deus. A segunda parte do livro eu não sugiro porque é mesclada de crenças e práticas anglicanas, que foi a religião à qual ele se uniu após sua conversão a Cristo. Mas a primeira parte é simplesmente ótima e faz um ateu pensar duas vezes.
18 Porque a palavra da cruz é loucura para os que perecem; mas para nós, que somos salvos, é o poder de Deus.
19 Porque está escrito: Destruirei a sabedoria dos sábios, E aniquilarei a inteligência dos inteligentes.
20 Onde está o sábio? Onde está o escriba? Onde está o inquiridor deste século? Porventura não tornou Deus louca a sabedoria deste mundo?
21 Visto como na sabedoria de Deus o mundo não conheceu a Deus pela sua sabedoria, aprouve a Deus salvar os crentes pela loucura da pregação.
22 Porque os judeus pedem sinal, e os gregos buscam sabedoria;
23 Mas nós pregamos a Cristo crucificado, que é escândalo para os judeus, e loucura para os gregos.
24 Mas para os que são chamados, tanto judeus como gregos, lhes pregamos a Cristo, poder de Deus, e sabedoria de Deus.
25 Porque a loucura de Deus é mais sábia do que os homens; e a fraqueza de Deus é mais forte do que os homens.
26 Porque, vede, irmãos, a vossa vocação, que não são muitos os sábios segundo a carne, nem muitos os poderosos, nem muitos os nobres que são chamados.
27 Mas Deus escolheu as coisas loucas deste mundo para confundir as sábias; e Deus escolheu as coisas fracas deste mundo para confundir as fortes;
28 E Deus escolheu as coisas vis deste mundo, e as desprezíveis, e as que não são, para aniquilar as que são;
29 Para que nenhuma carne se glorie perante ele.
Ou seja, o evangelho da cruz é algo tão simples que qualquer criança pode entender. A filosofia humana é algo tão complexo e intrincado que apenas os sábios podem compreender. E é aí que entra o versículo 29, pois gostamos da sapiência porque ela nos faz sentir mais elevados do que os outros.
Uma vez, no interior de Goiás, eu falava do evangelho (da cruz) ao dono de uma farmácia que seguia um movimento chamado gnose. Ele, por sua vez, me falava de todos os degraus de sabedoria que sua crença ensinava. Aí entrou o Sebastião, um lavrador de lá que era crente e semi-analfabeto (só sabia ler porque aprendeu a ler a Bíblia, mas não sabia escrever) e, quando percebeu que eu falava do evangelho, entrou na conversa. Depois de um tempo eu perguntei ao farmacêutico:
-- Se Deus quisesse realmente indicar um caminho de salvação, será que ele faria isso de forma a ficar acessível apenas a mim e a você que temos curso superior, ou Ele daria algo que fosse assessível a qualquer pessoa? Tudo isso que sua gnose ensina pode ser muito interessante, mas é preciso estudar, desenvolver etc e tal. O evangelho, por sua vez, é algo tão simples que estamos eu e o Sebastião falando a mesma coisa, apesar da diferença em nossa formação.
Prezado, você diz que sua intenção com o livro de filosofia cristã que pretende escrever é convencer os ateus e agnósticos da fé cristã, mas não estamos falando da mesma fé. Você está falando de uma fé que também foi minha antes de minha conversão, mas era no fundo uma fé em mim mesmo, em minha capacidade de aprender, desenvolver, reencarnar, subir etc. Eu estou falando da fé no sangue redentor, no sacrifício de um único substituto, nAquele que foi prenunciado no Éden, quando Deus matou um animal para fazer roupas de peles para Adão e Eva; daquele que foi prefigurado nos milhares de sacrifícios de animais ao longo do Antigo Testamento, e finalmente foi consumado quando entrou no mundo identificado por João Batista como "o Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo". Para qualquer judeu de então fazia todo o sentido chamar de Cordeiro aquele que devia morrer no lugar do pecador.
Você questiona o valor do Sangue de Cristo, dizendo (suas palavras): "Como poderiam cinco litros de hemoglobina, criminosamente derramados por homens pecadores, constituir a base da redenção do gênero humano? E como poderia o ato de um terceiro purificar as impurezas de milhões de homens, a maior parte dos quais ignoravam, e continuam a ignorar, até a simples existência desse redentor"
Há ateus, há crentes (em qualquer tipo de deus), há cristãos (porque se denominam assim) e há salvos pelo sangue de Cristo. É dessa última classe que estou falando. Não existe cristianismo e não existe evangelho sem sangue. Quando Paulo resume o evangelho que pregava, ele não fala de sermão da montanha ou de práticas ou virtudes cristãs. Ele fala da cruz, da morte e ressurreição de Cristo:
1 Coríntios 15
1 TAMBÉM vos notifico, irmãos, o evangelho que já vos tenho anunciado; o qual também recebestes, e no qual também permaneceis.
2 Pelo qual também sois salvos se o retiverdes tal como vo-lo tenho anunciado; se não é que crestes em vão.
3 Porque primeiramente vos entreguei o que também recebi: que Cristo morreu por nossos pecados, segundo as Escrituras,
4 E que foi sepultado, e que ressuscitou ao terceiro dia, segundo as Escrituras.
Quanto à questão que levantou, de sua preocupação em convencer ateus, sugiro a leitura de um ex-filósofo-ateu que se converteu depois de ouvir o evangelho de J. R. R. Tolkien, autor de "O Senhor dos Anéis". Refiro-me a C. S. Lewis, que escreveu "As crônicas de Narnia" e outros livros (Narnia é uma alegoria a Cristo, o leão da história, e seu sacrifício substitutivo). Mas sugiro mesmo que leia "Cristianismo Puro e Simples", no qual ele relata como chegar a Deus sem falar em Deus. A segunda parte do livro eu não sugiro porque é mesclada de crenças e práticas anglicanas, que foi a religião à qual ele se uniu após sua conversão a Cristo. Mas a primeira parte é simplesmente ótima e faz um ateu pensar duas vezes.
O que voce acha da teoria do intervalo?
Eu realmente creio que exista um intervalo de tempo não conhecido entre os versículos 1 e 2 de Gênesis. "NO princípio criou Deus os céus e a terra. E a terra era sem forma e vazia; e havia trevas sobre a face do abismo". Gn 1:1,2
O versículo 1 é a criação original. Entre o versículo 1 de Gênesis e o 2 você pode imaginar zilhões de anos atuais e não temos idéia do que aconteceu nesse período. Qualquer descrição desse período, como idéias de uma terra governada por Satanás, como crêem alguns, é pura especulação.
Provavelmente foi nesse intervalo que ocorreu a queda de Lúcifer e seus anjos, o que acabou transformando a criação original de Deus em um verdadeiro caos. Daí "sem forma e vazia", "trevas" e "abismo", coisas estranhas à Criação, já que "Deus é luz, e não há nele trevas nenhumas". 1 Jo 1:5 Considerando que antes das coisas virem à existência só existia Deus, fica fácil concluir que não havia trevas.
Além disso há outra referência de que Deus não teria criado a terra "vazia" em Isaías 4518: "Porque assim diz o SENHOR que tem criado os céus, o Deus que formou a terra, e a fez; ele a confirmou, não a criou vazia, mas a formou para que fosse habitada".
Algumas referências a Lúcifer e aos anjos de um modo geral existentes na Bíblia apontam para uma época anterior ao estado caótico e às etapas de criação, que poderíamos chamar de restauração da criação, descritas a partir de Gênesis 4.
A artigo que sugeriu supõe muitas coisas que não encontramos na Bíblia, portanto não posso concordar com o autor quanto aos detalhes, embora concorde quanto ao fato do intervalo de tempo não conhecido entre os dois versículos. Neste sentido a criação em 6 dias descrita nos versículos seguintes de Gênesis não é uma criação original, mas uma restauração do planeta Terra.
O versículo 1 é a criação original. Entre o versículo 1 de Gênesis e o 2 você pode imaginar zilhões de anos atuais e não temos idéia do que aconteceu nesse período. Qualquer descrição desse período, como idéias de uma terra governada por Satanás, como crêem alguns, é pura especulação.
Provavelmente foi nesse intervalo que ocorreu a queda de Lúcifer e seus anjos, o que acabou transformando a criação original de Deus em um verdadeiro caos. Daí "sem forma e vazia", "trevas" e "abismo", coisas estranhas à Criação, já que "Deus é luz, e não há nele trevas nenhumas". 1 Jo 1:5 Considerando que antes das coisas virem à existência só existia Deus, fica fácil concluir que não havia trevas.
Além disso há outra referência de que Deus não teria criado a terra "vazia" em Isaías 4518: "Porque assim diz o SENHOR que tem criado os céus, o Deus que formou a terra, e a fez; ele a confirmou, não a criou vazia, mas a formou para que fosse habitada".
Algumas referências a Lúcifer e aos anjos de um modo geral existentes na Bíblia apontam para uma época anterior ao estado caótico e às etapas de criação, que poderíamos chamar de restauração da criação, descritas a partir de Gênesis 4.
A artigo que sugeriu supõe muitas coisas que não encontramos na Bíblia, portanto não posso concordar com o autor quanto aos detalhes, embora concorde quanto ao fato do intervalo de tempo não conhecido entre os dois versículos. Neste sentido a criação em 6 dias descrita nos versículos seguintes de Gênesis não é uma criação original, mas uma restauração do planeta Terra.
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Esta é a última pergunta de sua carta. Geralmente deixamos para o fim o que queremos perguntar primeiro. Como você lê a Bíblia, acredito que...
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A respeito do anticristo, e do número da besta, a palavra "besta" é usada simbolicamente para demontrar a ignorância do homem (Salmos 73:22)...
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Minha mãe costumava dizer que quando alguém vinha a ela com más intenções, um sininho tocava. Era comum expressões como, "Fulana? Hmmm... nã...
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Recebi sua carta e me alegro por seu interesse de pregar a Palavra de Deus. Não existe, por assim dizer, uma técnica para se pregar a Palavr...
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Há vários indícios na Palavra que mostram que o anticristo não será manifestado enquanto a igreja estiver na terra. Talvez a passagem mais c...
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As 15 passagens que lhe mostraram para tentar convencê-la de que você poderia perder a salvação é a maior lista que já recebi. Mas é possíve...
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Em sua carta você pergunta sobre corte de cabelo da mulher, modo de vestir, etc. Embora a Palavra seja clara quando diz que o cabelo é a gló...