É difícil dizer qual a música correta para os cristãos louvarem a Deus quando estão congregados, pois a doutrina dos apóstolos encontrada nas epístolas não inclui partituras. Mas se entendermos um pouco a função da música na adoração e buscarmos a direção do Espírito Santo neste sentido, certamente poderemos nos precaver dos muitos erros cometidos hoje pela cristandade nesta área.
Acredito que seja Deus o criador, não apenas da música em sua essência, como também de nossa capacidade de compor, tocar, cantar e sermos tocados por ela. Em uma entrevista à Revista Época, o neurologista Oliver Sacks, autor de "Alucinações Musicais", diz que o homem é o único ser "dotado de ritmo, capaz de responder à música com movimentos. É também o único a apresentar um cérebro adaptado para compreender complexas estruturas musicais e ainda se emocionar com elas". Embora ele apresente seus argumentos do ponto de vista da teoria da evolução, é interessante ver que o senso de ritmo é algo inerentemente humano. (encontrei algumas entrevistas com ele aqui).
Neste vídeo Bobby McFerrin demonstra o poder da escala pentatônica e como a música é parte do ser humano.
Os pássaros podem cantar, mas aquilo é, na verdade, sua forma de comunicar e não um canto propriamente dito. Eles não compõem. Papagaios podem cantar por imitação e condicionamento. Mas somente o ser humano, além dos anjos, é capaz de criar e executar música.
Porém parece que os anjos não fazem isso há muito tempo. Você encontra referências a uma época quando os anjos cantavam e até mesmo Satanás, tipificado por Ezequiel como o Rei de Tiro, é elogiado por seus dotes musicais:
Jó 38:7 "Quando as estrelas da alva juntas alegremente cantavam, e todos os filhos de Deus jubilavam".
Ez 28:12-13 "Eras um selo de perfeição, cheio de sabedoria, de uma beleza acabada. Estavas no Éden, jardim de Deus... Tamborins e flautas, estavam a teu serviço, prontos desde o dia em que foste criado".
Aparentemente a música deixou de ser uma atividade dos anjos depois de sua queda, pois não os vemos tocar ou cantar depois disso, talvez por não existir para eles a redenção como existe para nós Um anjo, uma vez caído, jamais será restaurado. Em Lucas 2 costuma-se imaginar um coral de anjos no céu cantando louvores e anunciando o nascimento de Jesus, mas uma leitura atenta revela que eles não estão "cantando" louvores, mas "dizendo" louvores:
Lc 2:13-14 "E, no mesmo instante, apareceu com o anjo uma multidão dos exércitos celestiais, louvando a Deus e dizendo: Glória a Deus nas alturas, paz na terra, boa vontade para com os homens!"
No céu só os humanos redimidos cantam, enquanto anjos e criaturas apenas falam:
Ap 5:8-13 "E, havendo tomado o livro, os quatro animais e os vinte e quatro anciãos prostraram-se diante do Cordeiro, tendo todos eles harpas e salvas de ouro cheias de incenso, que são as orações dos santos. E cantavam um novo cântico, dizendo: Digno és de tomar o livro, e de abrir os seus selos; porque foste morto, e com o teu sangue compraste para Deus homens de toda a tribo, e língua, e povo, e nação; E para o nosso Deus os fizeste reis e sacerdotes; e eles reinarão sobre a terra. E olhei, e ouvi a voz de muitos anjos ao redor do trono, e dos animais, e dos anciãos; e era o número deles milhões de milhões, e milhares de milhares, Que com grande voz diziam: Digno é o Cordeiro, que foi morto, de receber o poder, e riquezas, e sabedoria, e força, e honra, e glória, e ações de graças. E ouvi toda a criatura que está no céu, e na terra, e debaixo da terra, e que está no mar, e a todas as coisas que neles há, dizer: Ao que está assentado sobre o trono, e ao Cordeiro, sejam dadas ações de graças, e honra, e glória, e poder para todo o sempre".
Tudo isso faz sentido quando vemos que a primeira vez que um cântico aparece na Bíblia é justamente o cântico dos que libertados do Egito em Êxodo 15. "Então cantou Moisés e os filhos de Israel este cântico ao SENHOR, e falaram, dizendo: Cantarei ao SENHOR, porque gloriosamente triunfou; lançou no mar o cavalo e o seu cavaleiro. O SENHOR é a minha força, e o meu cântico; ele me foi por salvação; este é o meu Deus, portanto lhe farei uma habitação; ele é o Deus de meu pai, por isso o exaltarei".
Isso também nos ensina a origem ("o Senhor é... o meu cântico") e o fim ("...por isso O exaltarei") do verdadeiro cântico de louvor: ele vem de Deus e é para Deus em razão do que Deus fez. Não há nada para o homem aí.
É claro que Deus também colocou em nós a apreciação pela música, por isso ela nos alegra, conforta, anima etc. Porém é bom entender muito bem a diferença de quando cantamos para Deus e quando cantamos para nós mesmos. Neste segundo caso o objetivo é estimular nossos sentidos, no primeiro caso não. Tendo isto em mente fica mais fácil avaliar qual música é mais adequada para os cristãos cantarem quando se reúnem ao nome do Senhor Jesus, tendo a Ele no meio e como centro de todas as atenções. Você iria querer chamar a atenção em um momento e lugar onde todas as atenções devem estar concentradas em Cristo? É claro que não.
Por ser a música também um instrumento para manipular as emoções, ela pode se tornar inadequada e até mesmo perigosa quando usada na adoração. Por exemplo, quanto mais ritmo tem uma música, maior sua influência sobre o corpo humano, que tende a acompanhar automaticamente o seu compasso. Por isso nem nos damos conta de que nosso corpo começa a balançar ou nosso pé bater no chão quando ouvimos uma batucada ou um samba.
Considerando que é o espírito, e não o corpo, que deve ser a parte mais ativa no louvor, há o perigo do cristão achar que está sendo tocado pelo Espírito Santo durante o louvor, quando na verdade isso nada mais é do que seus sentidos sendo estimulados pelo ritmo. Religiões pagãs usam e abusam do ritmo, pois isso ajuda a colocar as pessoas em transe. Há pessoas que não podem entrar em um show ou balada com profusão de luzes e sons sob o risco de sofrerem ataques epiléticos. Essas coisas realmente estimulam o corpo, mas isso nada tem a ver com louvor.
Do mesmo modo como todo arquiteto e designer de interiores sabe que as luzes, formas e cores dos ambientes têm uma forte influência sobre o comportamento humano, quem trabalha com marketing sabe que você pode melhorar seus negócios usando música ambiente de forma a manipular seus clientes. Um bom restaurante irá colocar música lenta quando estiver quase vazio, para as pessoas se demorarem ali e ajudarem a atrair outros. Aí passará a tocar música cada vez mais rápida se o ambiente estiver cheio e o gerente quiser que os clientes terminem logo a refeição para darem lugar a outros. Basta aumentar o ritmo para fazer as pessoas comerem mais depressa. Um supermercado, por sua vez, nunca deve ter música rápida para não apressar os clientes nas compras. O melhor é que eles fiquem lá dentro por muito tempo, e esta é a razão de não existirem relógios nas paredes dos supermercados.
Com tudo isso em mente, o cristão deve evitar ao máximo qualquer estímulo para a sua carne na hora de louvar a Deus pois, considerando que o motivo e fim de seu louvor é Deus. Se ele sentir ou não qualquer emoção forte enquanto canta, isso não fará grande diferença, pois Deus estará sendo louvado mesmo assim. É melhor que ele deixe a música estimulante (no sentido de manipular os sentidos) para ouvir ou tocar quando não estiver reunido para adorar a Deus. Em Romanos 12 Paulo fala de um "culto racional" e de conhecer qual seja "a boa e perfeita vontade de Deus". Isso nada tem a ver com a nossa vontade, nossos instintos, ou qualquer manifestação extática (de êxtase) que nos tire do perfeito controle de nosso corpo e mente.
Mas não é exatamente isso o que você vê os cristãos fazerem quando se reúnem. Com a desculpa de estarem louvando a Deus, promovem verdadeiros espetáculos de luz e som que não diferem nem um pouco dos cultos pagão com seus tambores e ritmos hipnóticos, ou inventam artifícios do "palmas para Jesus" para tentar fazer os presentes acreditarem que aquilo não passa de um show como outro qualquer. Ao chamarem a isso de “louvor”, se esquecem que louvor é aquele que os cristãos elevam a Deus em uníssono, com suas vozes, e não algo que alguns fazem enquanto outros assistem e aplaudem.
Além de entender o papel da música, é importante entender a diferença entre os que louvavam no Israel do Antigo Testamento e os que louvam na Igreja, o Corpo de Cristo. O louvor do israelita no A.T. era um louvor exterior, já que ninguém naquela época tinha o Espírito Santo habitando em si, como é o caso hoje daquele que crê em Jesus. Por ser uma adoração exterior, ela exigia todo um aparato especial, como um templo de pedras, cantores ensaiados, instrumentos musicais, vestes especiais e tantas outras coisas que são descritas em detalhes no A.T.
Porém, quando chegamos à adoração cristã que é segundo a doutrina dos apóstolos, encontrada nas epístolas, todos esses detalhes desaparecem para dar lugar ao louvor singelo de corações gratos "... com salmos, hinos e cânticos espirituais, cantando ao Senhor com graça em vosso coração... falando entre vós em salmos, e hinos, e cânticos espirituais; cantando e salmodiando ao Senhor no vosso coração". Cl 3:16; Ef 5:19.
Por ter o Espírito Santo habitando em si, qualquer cântico de um crente, por mais desafinado que seja, é agradável a Deus, porque vem dEle e é para Ele. Isso é muito diferente da música tocada ou cantada para estimular os sentidos de quem canta ou ouve. Paulo e Silas cantavam na prisão com os pés presos a um tronco, e não há qualquer indicação de que cantavam com acompanhamento. Será que aquele cântico, que precedeu um terremoto, capaz de mover os alicerces da prisão e romper cadeados e correntes, teria sido mais eficaz se fosse acompanhado de uma orquestra filarmônica ou de uma banda moderna de muitos decibéis?
Outro ponto importante é que o louvor cristão só faz sentido quando é cantado, não quando é tocado. É fácil perceber isso. Enquanto a música pode estimular nossos sentidos, são as palavras que efetivamente louvam a Deus, porque são elas que falam de nossa gratidão pelo que Deus é e fez para nos salvar. Você conseguiria imaginar Moisés, do outro lado do Mar Vermelho, apresentando um número musical, tipo um quarteto de cordas, para louvar a Deus? De modo algum. Eram as palavras do cântico de Moisés que faziam dele um louvor.
Música orquestrada não é louvor, pois os únicos instrumentos que interessam a Deus são os redimidos, que hoje formam a Igreja, o Corpo de Cristo e são, tanto individual quanto coletivamente, um templo santo do Espírito Santo e um sacerdócio com pleno acesso a Deus. Aliás, já é sabido que não existe um instrumento musical capaz de superar a capacidade, riqueza e beleza da voz humana. "Que farei, pois? ...cantarei com o espírito, mas também cantarei com o entendimento". 1 Co 14:15 Para você cantar com o entendimento é preciso que esteja dizendo alguma coisa, e não apenas assoviando ou dedilhando um instrumento musical.
Quando digo que onde me congrego ao nome do Senhor não são usados outros instrumentos além da voz para louvar a Deus, muitos estranham. Numa época em que a música instrumental religiosa se transformou quase numa norma entre os cristãos, e quando músicos e cantores cristãos são exaltados à condição de ídolos, transformando as reuniões de cristãos em verdadeiros shows, é natural que as pessoas estranhem que ainda existam cristãos que se congreguem para adorar e louvar a Deus usando apenas a voz e sem nenhum acompanhamento. A questão é que, quando nos reunimos, o Senhor Jesus está bem ali, em nosso meio, conforme prometeu em Mateus 18 que estaria quando dois ou três estivessem congregados para Ele.
Se estamos congregados, é porque o Espírito Santo nos congregou. Se pensar numa cesta de frutas, o Espírito Santo seria a cesta que mantém as frutas juntas. O louvor ali não deve ter uma função sensorial de estimular os sentidos ou revelar talentos musicais, mas deve simplesmente servir para apresentar nossa gratidão como redimidos. Considerando que o que importa para Deus não é a qualidade do cântico, mas o modo como Ele nos ouve cantar, seria tolice pensar em um cântico ensaiado. Se dependesse de qualidade, ainda que fôssemos tão afinados quanto os "Meninos Cantores de Viena", estaríamos mais para gralhas do que para rouxinóis quando nosso cântico entrasse nos ouvidos perfeitos de Deus.
Portanto, dependemos dEle, e só dEle, para despertar em nós tanto o motivo como o louvor. Como acontece na oração, quando o Espírito Santo nos assiste e não é pelo muito falar ou pela qualidade de nossa oratória que seremos ouvidos, assim acontece no louvor. O louvor não deve partir do homem e não deve ser para o homem visando a exaltação do homem. Tudo vem de Deus e é para Ele. Mas, mesmo assim, por que não usamos ao menos um violãozinho para fazer o acompanhamento? Explico com uma passagem dos evangelhos.
Na última noite o Senhor se reuniu com os Seus discípulos para partir o pão. Aquilo não era uma reunião da Igreja, pois esta só seria edificada a partir de Atos 2. Aquela também não era a ceia que os cristãos celebram, pois esta seria depois revelada diretamente a Paulo, conforme ele nos conta em 1 Coríntios 11. Era uma ceia antes da cruz, anunciando o sacrifício que viria. A ceia que celebramos é uma ceia depois da cruz, relembrando o sacrifício que já aconteceu.
Mesmo assim há uma característica que é praticamente a mesma de quando dois ou três estão congregados ao nome de Jesus: Ele próprio estava ali, bem no meio de Seus discípulos, como está hoje no meio de dois ou três reunidos em (ou para) Seu nome. Sua presença então era real e inquestionável, e não é diferente hoje, apesar de não enxergarmos o Senhor com nossos olhos de carne. Agora preste muita atenção neste versículo:
Mt 26:30 "E, tendo cantado o hino, saíram para o Monte das Oliveiras".
Seria patético pensar em um dos discípulos comentando com outro, depois de terem cantado o hino sem qualquer instrumento ou acompanhamento, algo do tipo:
"É, foi bom cantarmos ali, na companhia o próprio Senhor em nosso meio, mas acho que com o acompanhamento de um violãozinho teria sido melhor".
Mais sobre o assunto:
http://www.respondi.com.br/2009/03/que-hinos-voce-e-os-irmaos-cantam-nas.html
http://www.respondi.com.br/2009/07/voce-nao-acredita-em-danca-profetica.html
http://www.respondi.com.br/2009/07/devemos-rasgar-o-antigo-testamento.html
http://www.respondi.com.br/2009/05/artes-marciais-na-igreja-abre-brecha.html
http://manjarcelestial.blogspot.com/2009/03/musica-instrumental-nas-reunioes.html
Devo me separar de minha denominação?
Existem erros graves e outros menos graves quando o assunto são as várias denominações que os homens criaram. O fato de ter um pastor dirigindo as reuniões, o modo como celebram a ceia, a forma como encaram os dons, os abusos cometidos nas orações pedindo curas e a pretensão de alguns que se denominam profestas colocarem o selo de Deus em tudo o que dizem, como você encontra em muitas denominações, são erros e desvios da Verdade. Mas o maior erro, e que deve ser o real motivo de você buscar separar-se da denominação onde está e congregar-se somente ao nome do Senhor e para Ele, é o sectarismo ou a negação da unidade do corpo de Cristo.
Quando você coloca um nome em um grupo de cristãos, está dando a esse grupo uma identidade diferente de todos os outros salvos. Isso é negar na prática que o Corpo de Cristo seja apenas um, formado por TODOS os salvos. O texto "Por que nos reunimos assim" dará a você uma boa idéia da importância deste assunto.
Um outro texto que poderá ajudar é um livro escrito por Bruce Anstey. O Bruce é um irmão do Canadá que se reúne ao nome do Senhor naquele país e escreveu o livro "God's Order". Descobri na Internet alguém que traduziu o livro dele para o português (não sei se a tradução é boa ou ruim, mas o que sei é que nem o Bruce autorizou a tradução, e nem mesmo sabia de sua existência). Você encontra o livro para download em PDF aqui.
É importante entender a verdade do Corpo de Cristo que foi revelada a Paulo diretamente pelo Senhor, pois mesmo que um grupo de cristãos se reúna exatamente como diz a Bíblia, ele pode ser apenas mais uma seita ou divisão, mesmo não tendo denominação, se não entender o que é a Igreja e se não der testemunho do único corpo de Cristo e da verdade de que TODOS os salvos fazem parte dele. Quando partimos o pão, a primeira coisa que vemos ali são os símbolos do corpo e do sangue do Senhor, mas há também outra coisa que o pão representa antes de ser partido: o corpo de Cristo no sentido da comunhão de todos os salvos por Ele.
Quanto à sua pergunta do final, é assim mesmo que as coisas costumam acontecer. O primeiro passo será identificar e se apartar do erro, como ensina o capítulo 2 de 2 Timóteo. O segundo será buscar entrar em comunhão com a assembleia de irmãos reunidos somente ao nome do Senhor mais próxima de você. Com o tempo vocês acabarão se encontrando, mas enquanto isso não acontece é claro que é salutar que você e sua esposa se reúnam para ler a Palavra de Deus e orar em casa. Na verdade, essa prática deveria ser o costume de todas as famílias cristãs e , se for diária, ainda que sejam alguns minutos apenas, melhor ainda.
É importante entender, porém, o caráter de uma reunião assim de você e sua esposa (que são "dois", mas ao mesmo tempo "uma só carne"), e sua diferença em relação a uma reunião de assembleia. Imagine uma empresa. Quando os funcionários se reúnem aqui e ali para tratar de assuntos da empresa, são reuniões feitas por iniciativa própria e que não necessariamente representam a empresa como um todo. Mas existe nas empresas uma reunião chamada de reunião da assembleia, que é quando a direção da empresa e seus sócios se reúnem em caráter solene para tratar de assuntos que irão afetar toda a empresa. O presidente da empresa faz a abertura da reunião e tudo é anotado em ata, como de costume. Essa reunião "de assembleia" é, evidentemente, diferente das pequenas reuniões informais que acontecem na empresa.
Usando isso de exemplo, imagine você e sua esposa se reunindo para ler e orar como essas "reuniões informais" e vocês participando de uma reunião do tipo oração, ministério da palavra ou ceia do Senhor com outros irmãos como uma "reunião da assembleia". É neste último caráter que se concretiza a promessa do Senhor Jesus de que "onde dois ou três estiverem reunidos em meu nome aí estou eu no meio deles". Por ser Deus, evidentemente Ele está em todo lugar, inclusive quando nos reunimos em casa em família para orar e ler a Palavra, mas na reunião da assembleia Ele toma o Seu lugar de direito no centro e também delega Sua autoridade aos que estão assim reunidos para ligar e desligar (leia mais em Mateus 18). Quando nos reunimos em assembleia, não é um homem que dirige a reunião, mas o Espírito Santo, e é para o Senhor que nos reunimos e em Seu nome. Numa reunião assim, mesmo que ninguém leia ou fale nada, ainda assim estamos obedecendo ao que ele pediu.
Quando você coloca um nome em um grupo de cristãos, está dando a esse grupo uma identidade diferente de todos os outros salvos. Isso é negar na prática que o Corpo de Cristo seja apenas um, formado por TODOS os salvos. O texto "Por que nos reunimos assim" dará a você uma boa idéia da importância deste assunto.
Um outro texto que poderá ajudar é um livro escrito por Bruce Anstey. O Bruce é um irmão do Canadá que se reúne ao nome do Senhor naquele país e escreveu o livro "God's Order". Descobri na Internet alguém que traduziu o livro dele para o português (não sei se a tradução é boa ou ruim, mas o que sei é que nem o Bruce autorizou a tradução, e nem mesmo sabia de sua existência). Você encontra o livro para download em PDF aqui.
É importante entender a verdade do Corpo de Cristo que foi revelada a Paulo diretamente pelo Senhor, pois mesmo que um grupo de cristãos se reúna exatamente como diz a Bíblia, ele pode ser apenas mais uma seita ou divisão, mesmo não tendo denominação, se não entender o que é a Igreja e se não der testemunho do único corpo de Cristo e da verdade de que TODOS os salvos fazem parte dele. Quando partimos o pão, a primeira coisa que vemos ali são os símbolos do corpo e do sangue do Senhor, mas há também outra coisa que o pão representa antes de ser partido: o corpo de Cristo no sentido da comunhão de todos os salvos por Ele.
Quanto à sua pergunta do final, é assim mesmo que as coisas costumam acontecer. O primeiro passo será identificar e se apartar do erro, como ensina o capítulo 2 de 2 Timóteo. O segundo será buscar entrar em comunhão com a assembleia de irmãos reunidos somente ao nome do Senhor mais próxima de você. Com o tempo vocês acabarão se encontrando, mas enquanto isso não acontece é claro que é salutar que você e sua esposa se reúnam para ler a Palavra de Deus e orar em casa. Na verdade, essa prática deveria ser o costume de todas as famílias cristãs e , se for diária, ainda que sejam alguns minutos apenas, melhor ainda.
É importante entender, porém, o caráter de uma reunião assim de você e sua esposa (que são "dois", mas ao mesmo tempo "uma só carne"), e sua diferença em relação a uma reunião de assembleia. Imagine uma empresa. Quando os funcionários se reúnem aqui e ali para tratar de assuntos da empresa, são reuniões feitas por iniciativa própria e que não necessariamente representam a empresa como um todo. Mas existe nas empresas uma reunião chamada de reunião da assembleia, que é quando a direção da empresa e seus sócios se reúnem em caráter solene para tratar de assuntos que irão afetar toda a empresa. O presidente da empresa faz a abertura da reunião e tudo é anotado em ata, como de costume. Essa reunião "de assembleia" é, evidentemente, diferente das pequenas reuniões informais que acontecem na empresa.
Usando isso de exemplo, imagine você e sua esposa se reunindo para ler e orar como essas "reuniões informais" e vocês participando de uma reunião do tipo oração, ministério da palavra ou ceia do Senhor com outros irmãos como uma "reunião da assembleia". É neste último caráter que se concretiza a promessa do Senhor Jesus de que "onde dois ou três estiverem reunidos em meu nome aí estou eu no meio deles". Por ser Deus, evidentemente Ele está em todo lugar, inclusive quando nos reunimos em casa em família para orar e ler a Palavra, mas na reunião da assembleia Ele toma o Seu lugar de direito no centro e também delega Sua autoridade aos que estão assim reunidos para ligar e desligar (leia mais em Mateus 18). Quando nos reunimos em assembleia, não é um homem que dirige a reunião, mas o Espírito Santo, e é para o Senhor que nos reunimos e em Seu nome. Numa reunião assim, mesmo que ninguém leia ou fale nada, ainda assim estamos obedecendo ao que ele pediu.
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Pessoas de religiões apóstatas estão salvas?
A salvação é garantida a todo aquele que crê em Jesus, independente do lugar que ele frequente. É claro que uma pessoa que realmente crê em Jesus tem o Espírito Santo e este a ajudará a discernir o erro. Eu mesmo fui convertido e católico durante um ano, até descobrir os erros daquela religião quando comecei a ler a Bíblia. Como Deus não disse que somos salvos por ler a Bíblia, eu já estava salvo desde o momento em que cri que Jesus morreu por mim na cruz e me salvou.
A maioria dos grupos cristãos concordam nas verdades básicas do cristianismo, como a morte expiatória de Jesus e o fato de ele ser o Filho eterno de Deus encarnado (ou Deus Filho, uma das Pessoas da divina trindade). Sua morte e ressurreição estão incluídas nisso. Mas religiões como Testemunhas de Jeová e Mórmons não crêem na divindade de Jesus, portanto não podem ser colocadas como realmente cristãs.
Outras acreditam na salvação por obras, como o Adventismo e o Catolicismo. Felizmente Deus mesmo conhece os que são seus e que estão nesses sistemas. Podemos julgar suas doutrinas, mas não as pessoas que nele estão, pois não conhecemos seus corações.
Aliás, a exortação em 2a. Timóteo, quando os falsos ensinos tinham entrado na "casa de Deus", não é para ficarmos vendo quem é de Deus e quem não é, mas para nos apartarmos da iniquidade tão logo a detectarmos. A ordem das coisas é (1) detectar o erro, (2) nos separarmos do erro, (3) nos separarmos dos vasos ou pessoas que desonram a Cristo, (3) seguirmos a justiça, o amor e a paz [congregados] com os que invocam o Senhor com um coração puro. Veja o trecho abaixo::
"... Himeneu e Fileto; Os quais se desviaram da verdade, dizendo que a ressurreição era já feita, e perverteram a fé de alguns. Todavia o fundamento de Deus fica firme, tendo este selo: O Senhor conhece os que são seus, e qualquer que profere o nome de Cristo aparte-se da iniqüidade. Ora, numa grande casa não somente há vasos de ouro e de prata, mas também de pau e de barro; uns para honra, outros, porém, para desonra. De sorte que, se alguém se purificar destas coisas, será vaso para honra, santificado e idôneo para uso do Senhor, e preparado para toda a boa obra. Foge também das paixões da mocidade; e segue a justiça, a fé, o amor, e a paz com os que, com um coração puro, invocam o Senhor."
Mais aqui: http://www.respondi.com.br/2005/05/qual-religio-pode-me-salvar.html
Quanto à sua segunda pergunta, é inegável que a Bíblia ensine a eleição e predestinação, mas ela também ensina que devemos pregar o evangelho e que o pecador tem responsabilidade de crer no Salvador. Além do mais, só existe um jeito de você saber se foi escolhida ou não: crendo em Cristo.
Mais sobre o tema em:
http://www.respondi.com.br/2009/06/nao-somos-livres-para-escolher-salvacao.html
http://www.respondi.com.br/2009/03/os-eleitos-ou-escolhidos-de-mt-2431-sao.html
http://www.respondi.com.br/2009/05/se-nao-tenho-o-livre-arbitrio-como.html
http://www.respondi.com.br/2008/06/depois-de-salvo-eu-perco-meu-livre.html
http://www.respondi.com.br/2005/06/bblia-fala-algo-sobre-eleio.html
http://www.respondi.com.br/2009/05/se-nao-tenho-o-livre-arbitrio-como.html
A maioria dos grupos cristãos concordam nas verdades básicas do cristianismo, como a morte expiatória de Jesus e o fato de ele ser o Filho eterno de Deus encarnado (ou Deus Filho, uma das Pessoas da divina trindade). Sua morte e ressurreição estão incluídas nisso. Mas religiões como Testemunhas de Jeová e Mórmons não crêem na divindade de Jesus, portanto não podem ser colocadas como realmente cristãs.
Outras acreditam na salvação por obras, como o Adventismo e o Catolicismo. Felizmente Deus mesmo conhece os que são seus e que estão nesses sistemas. Podemos julgar suas doutrinas, mas não as pessoas que nele estão, pois não conhecemos seus corações.
Aliás, a exortação em 2a. Timóteo, quando os falsos ensinos tinham entrado na "casa de Deus", não é para ficarmos vendo quem é de Deus e quem não é, mas para nos apartarmos da iniquidade tão logo a detectarmos. A ordem das coisas é (1) detectar o erro, (2) nos separarmos do erro, (3) nos separarmos dos vasos ou pessoas que desonram a Cristo, (3) seguirmos a justiça, o amor e a paz [congregados] com os que invocam o Senhor com um coração puro. Veja o trecho abaixo::
"... Himeneu e Fileto; Os quais se desviaram da verdade, dizendo que a ressurreição era já feita, e perverteram a fé de alguns. Todavia o fundamento de Deus fica firme, tendo este selo: O Senhor conhece os que são seus, e qualquer que profere o nome de Cristo aparte-se da iniqüidade. Ora, numa grande casa não somente há vasos de ouro e de prata, mas também de pau e de barro; uns para honra, outros, porém, para desonra. De sorte que, se alguém se purificar destas coisas, será vaso para honra, santificado e idôneo para uso do Senhor, e preparado para toda a boa obra. Foge também das paixões da mocidade; e segue a justiça, a fé, o amor, e a paz com os que, com um coração puro, invocam o Senhor."
Mais aqui: http://www.respondi.com.br/2005/05/qual-religio-pode-me-salvar.html
Quanto à sua segunda pergunta, é inegável que a Bíblia ensine a eleição e predestinação, mas ela também ensina que devemos pregar o evangelho e que o pecador tem responsabilidade de crer no Salvador. Além do mais, só existe um jeito de você saber se foi escolhida ou não: crendo em Cristo.
Mais sobre o tema em:
http://www.respondi.com.br/2009/06/nao-somos-livres-para-escolher-salvacao.html
http://www.respondi.com.br/2009/03/os-eleitos-ou-escolhidos-de-mt-2431-sao.html
http://www.respondi.com.br/2009/05/se-nao-tenho-o-livre-arbitrio-como.html
http://www.respondi.com.br/2008/06/depois-de-salvo-eu-perco-meu-livre.html
http://www.respondi.com.br/2005/06/bblia-fala-algo-sobre-eleio.html
http://www.respondi.com.br/2009/05/se-nao-tenho-o-livre-arbitrio-como.html
Você não acredita em dança profética?
Quando o apóstolo Paulo se dirigiu aos anciãos de Éfeso anunciando sua partida, ele os encomendou "...a Deus e à palavra da sua graça; a ele que é poderoso para vos edificar e dar herança entre todos os santificados". At 20:32 Não existe para o crente hoje outra referência que não seja a Palavra de Deus (e o próprio Deus) do modo como os cristãos devem adorar, ministrar a Palavra, se reunirem etc.
No Antigo Testamento havia Israel, o povo terreno de Deus que não tinha qualquer promessa celestial. Jesus veio primeiramente para esse povo ("veio para o que era seu, mas os seus não o receberam"). Com a rejeição, Deus introduz algo de novo, um mistério (ou segredo) oculto ao longo dos séculos, a Igreja, o corpo de Cristo e noiva do Senhor.
A adoração na Igreja (entende que Igreja não é um templo de pedras, certo?) não é a mesma de Israel, que precisava de um templo físico, sacerdotes, cantores, levitas, vestimentas especiais, instrumentos musicais, talheres, bacias, candelabros e todo um aparato físico para adorar, já que não tinham o Espírito Santo habitando neles, mas apenas sobre eles. A descida do Espírito para habitar na Igreja, coletivamente, e no crente, individualmente, só aconteceu no dia de Pentecostes em Atos 2.
Considerando tudo isso, sabemos que a adoração cristã é distinta, e não é no Antigo Testamento que devemos buscar elementos para ela, caso contrário precisaríamos também de um templo de pedras, incenso, sacrifícios de animais, e tantas outras coisas que a Lei dada a Moisés determinava.
O "modus operandi" da Igreja está no Novo Testamento, mais precisamente em Atos e nas epístolas dos apóstolos, já que até mesmo os evangelhos têm um caráter judaico e a Igreja é neles mencionada como algo ainda futuro: "...edificarei a minha igreja, e as portas do inferno não prevalecerão contra ela" Mateus 16:18
Os primeiros cristãos "perseveravam na doutrina dos apóstolos, e na comunhão, e no partir do pão, e nas orações". Atos 2:42, e é nesta doutrina dos apóstolos que temos de perseverar (além da própria comunhão, do partir do pão e orações).
Se você buscar na doutrina dos apóstolos dada à Igreja, não encontrará qualquer referência a algum tipo de dança. Devemos nos contentar com aquilo que o Espírito Santo nos revela por meio de Sua Palavra. A Palavra de Deus é nosso único guia seguro, e buscar experiências novas, à semelhança do que faz o mundo, não é exatamente o que encontramos ali. Pelo contrário, somos sempre exortados a permanecer naquilo que recebemos.
"Finalmente, irmãos, vos rogamos e exortamos no Senhor Jesus, que assim como recebestes de nós, de que maneira convém andar e agradar a Deus, assim andai, para que possais progredir cada vez mais". 1 Ts 4:1
Leia mais sobre o assunto em http://www.respondi.com.br/2009/07/o-que-voce-acha-da-danca-como-meio-de.html
No Antigo Testamento havia Israel, o povo terreno de Deus que não tinha qualquer promessa celestial. Jesus veio primeiramente para esse povo ("veio para o que era seu, mas os seus não o receberam"). Com a rejeição, Deus introduz algo de novo, um mistério (ou segredo) oculto ao longo dos séculos, a Igreja, o corpo de Cristo e noiva do Senhor.
A adoração na Igreja (entende que Igreja não é um templo de pedras, certo?) não é a mesma de Israel, que precisava de um templo físico, sacerdotes, cantores, levitas, vestimentas especiais, instrumentos musicais, talheres, bacias, candelabros e todo um aparato físico para adorar, já que não tinham o Espírito Santo habitando neles, mas apenas sobre eles. A descida do Espírito para habitar na Igreja, coletivamente, e no crente, individualmente, só aconteceu no dia de Pentecostes em Atos 2.
Considerando tudo isso, sabemos que a adoração cristã é distinta, e não é no Antigo Testamento que devemos buscar elementos para ela, caso contrário precisaríamos também de um templo de pedras, incenso, sacrifícios de animais, e tantas outras coisas que a Lei dada a Moisés determinava.
O "modus operandi" da Igreja está no Novo Testamento, mais precisamente em Atos e nas epístolas dos apóstolos, já que até mesmo os evangelhos têm um caráter judaico e a Igreja é neles mencionada como algo ainda futuro: "...edificarei a minha igreja, e as portas do inferno não prevalecerão contra ela" Mateus 16:18
Os primeiros cristãos "perseveravam na doutrina dos apóstolos, e na comunhão, e no partir do pão, e nas orações". Atos 2:42, e é nesta doutrina dos apóstolos que temos de perseverar (além da própria comunhão, do partir do pão e orações).
Se você buscar na doutrina dos apóstolos dada à Igreja, não encontrará qualquer referência a algum tipo de dança. Devemos nos contentar com aquilo que o Espírito Santo nos revela por meio de Sua Palavra. A Palavra de Deus é nosso único guia seguro, e buscar experiências novas, à semelhança do que faz o mundo, não é exatamente o que encontramos ali. Pelo contrário, somos sempre exortados a permanecer naquilo que recebemos.
"Finalmente, irmãos, vos rogamos e exortamos no Senhor Jesus, que assim como recebestes de nós, de que maneira convém andar e agradar a Deus, assim andai, para que possais progredir cada vez mais". 1 Ts 4:1
Leia mais sobre o assunto em http://www.respondi.com.br/2009/07/o-que-voce-acha-da-danca-como-meio-de.html
Como me precaver contra o erro?
Em nossos dias de tanta confusão, é preciso ser simples como a pomba, mas astuto como a serpente.
Mt 10:16 Eis que vos envio como ovelhas ao meio de lobos; portanto, sede prudentes como as serpentes e símplices como as pombas.
Satanás não atua tanto como um leão rugindo ao redor (1 Pd 5:8), como fazia no princípio do cristianismo (e ainda faz em alguns países) pelo ataque violento contra os cristãos. Hoje ele atua mais como anjo de luz e seus ministros como ministros de justiça, para enganar.
2 Co 11:13-15 Porque tais falsos apóstolos são obreiros fraudulentos, transfigurando-se em apóstolos de Cristo. E não é maravilha, porque o próprio Satanás se transfigura em anjo de luz. Não é muito, pois, que os seus ministros se transfigurem em ministros da justiça; o fim dos quais será conforme as suas obras.
Portanto hoje é preciso cautela, antes de afirmar se alguma coisa provém mesmo de Deus ou não. Por exemplo, ao ler um livro que fale de doutrina, vá para a última parte, para as conclusões. As heresias são construídas pouco a pouco pelos autores, como se quisessem ir acostumando o leitor e não chocá-lo com as afirmações finais. O fim do livro é onde o autor quer chegar, por isso comece por lá e julgue segundo a Palavra de Deus.
Outra dica: desconfie de todos os que vem com aquela conversa de que recebeu uma revelação de Deus, como se fosse um profeta ou apóstolo. Uma vez um sujeito veio até mim dizendo: "Irmão! Deus mandou que eu lhe diga algo!". Na mesma hora eu disse a ele que podia parar por ali, porque aquilo soava como uma ameaça. Como eu poderia julgar ou rejeitar o que ele iria me dizer se já começava dizendo ser uma mensagem recebida direto de Deus?
Foi dado a Paulo dar por completa a revelação da Palavra de Deus (no sentido em que ele trouxe a derradeira revelação acerca da Pessoa de Cristo e Sua igreja, o mistério que estava antes oculto - ver Ef 3 e Cl 1). Embora hoje possamos ser inspirados pelo Espírito Santo a fazer ou dizer uma coisa ou outra, nada disso tem a autoridade que têm as Escrituras e ninguém hoje pode falar como os apóstolos e profetas do Novo Testamento, aos quais foi dado lançarem os fundamentos (alicerce) da casa de Deus.
Ef 2:20-22 edificados sobre o fundamento dos apóstolos e dos profetas, de que Jesu Cristo é a principal pedra da esquina; no qual todo o edifício, bem ajustado, cresce para templo santo no Senhor, no qual também vós juntamente sois edificados para morada de Deus em espírito.
O que vem depois são simples pedras de parede, como eu e você, construídos sobre uma base sólida já estabelecida pelos apóstolos e profetas do Novo Testamento, a qual tem a Jesus como sua pedra angular.
1 Pd 2:5 vós também, como pedras vivas, vos edificai em casa espiritual e sacerdócio santo, para oferecer sacrifícios espirituais, agradáveis a Deus por Jesu Cristo.
Portanto, quando alguém lhe disser que teve uma revelação e que "Deus me disse isso..." ou "Deus me revelou aquilo...", acione o botão de alarme. Por que? Simples. Se alguém disser a você que Deus disse algo, como você irá contestar? Se discordar da pessoa estará discordando de Deus!
Uma vez me contaram o caso de um pastor que, no púlpito, sempre lembrava os presentes que o que ele falava ali era inspirado pelo Espírito Santo, portanto, se alguém discordasse ou saísse daquela denominação, estaria pecando contra o Espírito Santo e iria para o inferno. A questão é que Deus mesmo nos manda julgar tudo o que ouvimos, em especial quando os cristãos se reúnem:
1Co 14:29 "E falem dois ou três profetas, e os outros julguem". "Profetas" aí é no sentido de todo os que "proferem" algo da parte de Deus, mas não exatamente com autoridade divina, ou não seriam julgados.
Veja, por exemplo, isso que encontrei em um site na Web:
"Deus disse que eu deveria desenvolver um Site... veio a Palavra para criar este Site... conversando com Ele, que disse: “Quando virem a obra que irei realizar, os mais incrédulos dirão: “Só um Deus pode fazer isso.”... Todos os estudos bíblicos, revelações, experiências, escritos em geral e cânticos que havia recebido do Senhor há anos, agora seriam manifestados através do Site, o tempo determinado havia chegado... veio a Palavra ao entendimento que o Site deveria ser publicado no dia 7 de setembro, o Dia da Independência, Dia da Declaração da Liberdade. Não seria outra a data... Acordei nesse dia 6 de setembro, recebendo a Palavra da vontade de Deus: publicar o Site no dia seguinte."
Percebeu o que ele está fazendo? Quando diz que recebeu uma revelação de Deus, está barrando qualquer possibilidade de julgamento e crítica ao que ele escreve, porque está colocando o selo divino em suas próprias idéias. Como você vai discordar do que ele escreveu nesse site se ele diz que foi Deus quem mandou escrever?
Outra dica: Quando ler alguma coisa em algum site, é sempre bom procurar se existe uma seção onde diz em que as pessoas que criaram o site crêem. Uma vez recebi de uma pessoa alguns textos sobre profecia tirados de um site na Internet que pareciam até interessantes. Fui ao site e, na seção "Em que cremos", logo vi que negavam a divindade de Jesus. Ler qualquer coisa ali seria perder tempo com aqueles que escrevem no espírito do anticristo.
1 Jo 4:1-3 Amados, não creiais a todo o espírito, mas provai se os espíritos são de Deus, porque já muitos falsos profetas se têm levantado no mundo. Nisto conhecereis o Espírito de Deus: Todo o espírito que confessa que Jesus Cristo veio em carne é de Deus; E todo o espírito que não confessa que Jesus Cristo veio em carne não é de Deus; mas este é o espírito do anticristo, do qual já ouvistes que há de vir, e eis que já está no mundo.
Confessar que Jesus Cristo veio em carne é admitir sua pré-existência como o Filho Eterno de Deus, e não apenas como uma pessoa gerada e nascida neste mundo como qualquer um de nós, que tivemos nossa geração aqui como o início de nossa existência. Jesus é o Deus Filho, o Filho Eterno de Deus, que sempre existiu e se fez carne para entrar neste mundo, não para começar sua existência nele como um ser humano criado.
O que fazer quando alguém que não confessa que Jesus é Deus vindo em carne?
2 Jo 1:7-11 Porque já muitos enganadores entraram no mundo, os quais não confessam que Jesus Cristo veio em carne. Este tal é o enganador e o anticristo.... Se alguém vem ter convosco, e não traz esta doutrina, não o recebais em casa, nem tampouco o saudeis. Porque quem o saúda tem parte nas suas más obras.
Mt 10:16 Eis que vos envio como ovelhas ao meio de lobos; portanto, sede prudentes como as serpentes e símplices como as pombas.
Satanás não atua tanto como um leão rugindo ao redor (1 Pd 5:8), como fazia no princípio do cristianismo (e ainda faz em alguns países) pelo ataque violento contra os cristãos. Hoje ele atua mais como anjo de luz e seus ministros como ministros de justiça, para enganar.
2 Co 11:13-15 Porque tais falsos apóstolos são obreiros fraudulentos, transfigurando-se em apóstolos de Cristo. E não é maravilha, porque o próprio Satanás se transfigura em anjo de luz. Não é muito, pois, que os seus ministros se transfigurem em ministros da justiça; o fim dos quais será conforme as suas obras.
Portanto hoje é preciso cautela, antes de afirmar se alguma coisa provém mesmo de Deus ou não. Por exemplo, ao ler um livro que fale de doutrina, vá para a última parte, para as conclusões. As heresias são construídas pouco a pouco pelos autores, como se quisessem ir acostumando o leitor e não chocá-lo com as afirmações finais. O fim do livro é onde o autor quer chegar, por isso comece por lá e julgue segundo a Palavra de Deus.
Outra dica: desconfie de todos os que vem com aquela conversa de que recebeu uma revelação de Deus, como se fosse um profeta ou apóstolo. Uma vez um sujeito veio até mim dizendo: "Irmão! Deus mandou que eu lhe diga algo!". Na mesma hora eu disse a ele que podia parar por ali, porque aquilo soava como uma ameaça. Como eu poderia julgar ou rejeitar o que ele iria me dizer se já começava dizendo ser uma mensagem recebida direto de Deus?
Foi dado a Paulo dar por completa a revelação da Palavra de Deus (no sentido em que ele trouxe a derradeira revelação acerca da Pessoa de Cristo e Sua igreja, o mistério que estava antes oculto - ver Ef 3 e Cl 1). Embora hoje possamos ser inspirados pelo Espírito Santo a fazer ou dizer uma coisa ou outra, nada disso tem a autoridade que têm as Escrituras e ninguém hoje pode falar como os apóstolos e profetas do Novo Testamento, aos quais foi dado lançarem os fundamentos (alicerce) da casa de Deus.
Ef 2:20-22 edificados sobre o fundamento dos apóstolos e dos profetas, de que Jesu Cristo é a principal pedra da esquina; no qual todo o edifício, bem ajustado, cresce para templo santo no Senhor, no qual também vós juntamente sois edificados para morada de Deus em espírito.
O que vem depois são simples pedras de parede, como eu e você, construídos sobre uma base sólida já estabelecida pelos apóstolos e profetas do Novo Testamento, a qual tem a Jesus como sua pedra angular.
1 Pd 2:5 vós também, como pedras vivas, vos edificai em casa espiritual e sacerdócio santo, para oferecer sacrifícios espirituais, agradáveis a Deus por Jesu Cristo.
Portanto, quando alguém lhe disser que teve uma revelação e que "Deus me disse isso..." ou "Deus me revelou aquilo...", acione o botão de alarme. Por que? Simples. Se alguém disser a você que Deus disse algo, como você irá contestar? Se discordar da pessoa estará discordando de Deus!
Uma vez me contaram o caso de um pastor que, no púlpito, sempre lembrava os presentes que o que ele falava ali era inspirado pelo Espírito Santo, portanto, se alguém discordasse ou saísse daquela denominação, estaria pecando contra o Espírito Santo e iria para o inferno. A questão é que Deus mesmo nos manda julgar tudo o que ouvimos, em especial quando os cristãos se reúnem:
1Co 14:29 "E falem dois ou três profetas, e os outros julguem". "Profetas" aí é no sentido de todo os que "proferem" algo da parte de Deus, mas não exatamente com autoridade divina, ou não seriam julgados.
Veja, por exemplo, isso que encontrei em um site na Web:
"Deus disse que eu deveria desenvolver um Site... veio a Palavra para criar este Site... conversando com Ele, que disse: “Quando virem a obra que irei realizar, os mais incrédulos dirão: “Só um Deus pode fazer isso.”... Todos os estudos bíblicos, revelações, experiências, escritos em geral e cânticos que havia recebido do Senhor há anos, agora seriam manifestados através do Site, o tempo determinado havia chegado... veio a Palavra ao entendimento que o Site deveria ser publicado no dia 7 de setembro, o Dia da Independência, Dia da Declaração da Liberdade. Não seria outra a data... Acordei nesse dia 6 de setembro, recebendo a Palavra da vontade de Deus: publicar o Site no dia seguinte."
Percebeu o que ele está fazendo? Quando diz que recebeu uma revelação de Deus, está barrando qualquer possibilidade de julgamento e crítica ao que ele escreve, porque está colocando o selo divino em suas próprias idéias. Como você vai discordar do que ele escreveu nesse site se ele diz que foi Deus quem mandou escrever?
Outra dica: Quando ler alguma coisa em algum site, é sempre bom procurar se existe uma seção onde diz em que as pessoas que criaram o site crêem. Uma vez recebi de uma pessoa alguns textos sobre profecia tirados de um site na Internet que pareciam até interessantes. Fui ao site e, na seção "Em que cremos", logo vi que negavam a divindade de Jesus. Ler qualquer coisa ali seria perder tempo com aqueles que escrevem no espírito do anticristo.
1 Jo 4:1-3 Amados, não creiais a todo o espírito, mas provai se os espíritos são de Deus, porque já muitos falsos profetas se têm levantado no mundo. Nisto conhecereis o Espírito de Deus: Todo o espírito que confessa que Jesus Cristo veio em carne é de Deus; E todo o espírito que não confessa que Jesus Cristo veio em carne não é de Deus; mas este é o espírito do anticristo, do qual já ouvistes que há de vir, e eis que já está no mundo.
Confessar que Jesus Cristo veio em carne é admitir sua pré-existência como o Filho Eterno de Deus, e não apenas como uma pessoa gerada e nascida neste mundo como qualquer um de nós, que tivemos nossa geração aqui como o início de nossa existência. Jesus é o Deus Filho, o Filho Eterno de Deus, que sempre existiu e se fez carne para entrar neste mundo, não para começar sua existência nele como um ser humano criado.
O que fazer quando alguém que não confessa que Jesus é Deus vindo em carne?
2 Jo 1:7-11 Porque já muitos enganadores entraram no mundo, os quais não confessam que Jesus Cristo veio em carne. Este tal é o enganador e o anticristo.... Se alguém vem ter convosco, e não traz esta doutrina, não o recebais em casa, nem tampouco o saudeis. Porque quem o saúda tem parte nas suas más obras.
Foi a igreja catolica que definiu o Novo Testamento?
Deus cuidou de compilar o Antigo Testamento que já era usado nos tempos de Jesus e é usado até hoje pelos judeus. O que a igreja católica fez por volta do ano 400 foi adotar alguns livros a mais do que os existentes no cânone utilizado pelos judeus e mais tarde pelos protestantes, como Judite, Tobias, Sabedoria, Eclesiástico, Baruque e os dois livros de Macabeus, além de alguns trechos adicionais em Daniel, Ester e Esdras. Isso foi oficializado mais tarde no concílio de Trento, em 1546.
Quanto ao Novo Testamento há uma espécie de referência cruzada que ajuda a determinar os livros considerados inspirados. Por exemplo, o versículo em 1 Timóteo 5:18 que Paulo menciona é tirado metade do Antigo Testamento (Dt 25:4 e metade de Lucas 10:7. Assim Paulo endossa Lucas, considerando o que ele escreveu como "escritura". Outras formas como determinaram a inspiração de outros livros do Novo Testamento foi observar a correspondência dos primeiros cristãos e suas citações. Esse cânone que hoje temos do NT já era mencionado em correspondências dos dois primeiros séculos.
Então ocorre um impasse aqui: foi a igreja católica romana, como instituição, que determinou qual seria o cânone do Novo Testamento ou foi Deus quem fez isso? Certamente até o mais ferrenho defensor do catolicismo irá concordar que isso é obra de Deus, e não de homens. Portanto, os diferentes concílios não decidiram qual seria o cânone do Novo Testamento, mas apenas reconheceram o que já era notório entre os cristãos ao longo dos primeiros séculos, porque Deus simplesmente quis que fosse assim. Ou terão os homens poder e autoridade para determinar o que é Palavra de Deus e o que não é?
Quanto ao Novo Testamento há uma espécie de referência cruzada que ajuda a determinar os livros considerados inspirados. Por exemplo, o versículo em 1 Timóteo 5:18 que Paulo menciona é tirado metade do Antigo Testamento (Dt 25:4 e metade de Lucas 10:7. Assim Paulo endossa Lucas, considerando o que ele escreveu como "escritura". Outras formas como determinaram a inspiração de outros livros do Novo Testamento foi observar a correspondência dos primeiros cristãos e suas citações. Esse cânone que hoje temos do NT já era mencionado em correspondências dos dois primeiros séculos.
Então ocorre um impasse aqui: foi a igreja católica romana, como instituição, que determinou qual seria o cânone do Novo Testamento ou foi Deus quem fez isso? Certamente até o mais ferrenho defensor do catolicismo irá concordar que isso é obra de Deus, e não de homens. Portanto, os diferentes concílios não decidiram qual seria o cânone do Novo Testamento, mas apenas reconheceram o que já era notório entre os cristãos ao longo dos primeiros séculos, porque Deus simplesmente quis que fosse assim. Ou terão os homens poder e autoridade para determinar o que é Palavra de Deus e o que não é?
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Devemos rasgar o Antigo Testamento?
Não seja tão radical na interpretação do que escrevi. Será que não consegui me expressar? Eu não disse para rasgar o Antigo Testamento. O que eu disse foi que adorar em verdade no Antigo Testamento significava adotar todas aquelas coisas que Deus tinha estabelecido para o culto judaico. Todavia, a adoração da igreja não é uma adoração judaica, portanto não encontramos esses elementos (templo, sacerdotes, vestes especiais, coros profissionais, incensos etc) na doutrina dos apóstolos (que estão nas cartas). Lá encontramos apenas a adoração expressa na ceia do Senhor e em cânticos, orações e ações de graças.
Acrescentar elementos do Antigo Testamento na adoração da igreja é uma prática que nada tem a ver com a verdade da adoração da igreja. Ao fazer isso o cristão pode estar adorando em espírito (e ele tem o Espírito Santo em si), mas não está adorando em verdade segundo a doutrina dos apóstolos. Trata-se de um culto construído com os elementos que ele achou melhor usar, como fizeram os samaritanos em seu culto judaico distorcido.
Devemos sempre perguntar: Onde e como Deus quer que o cristão adore. A resposta está nas epístolas, e em nenhum outro lugar. Qualquer acréscimo será invenção humana, portanto fora da verdade que é a Palavra de Deus. A idéia de que usar elementos do Antigo Testamento também estaria correto por se tratar da Palavra de Deus abre as portas para uma porção de erros como vemos na cristandade. A adoração cristã é "fora do arraial" (Hb 13), ou seja, longe do sistema que havia sido estabelecido para Israel. É preciso distinguir bem as diferentes partes da Palavra de Deus e como devem ser aplicadas nas diferentes épocas:
2 Tm 2:15 Procura apresentar-te a Deus aprovado, como obreiro que não tem de que se envergonhar, que maneja bem (divide bem, sabe usar bem) a palavra da verdade.
Você não gostou de minha resposta pois achou que eu tinha dito que na adoração cristã não existe lugar cânticos. Eu não disse isso. Na adoração cristã encontramos os cânticos sim.
Ef 5:19 Falando entre vós em salmos, e hinos, e cânticos espirituais; cantando e salmodiando ao Senhor no vosso coração;
Cl 3:16 A palavra de Cristo habite em vós abundantemente, em toda a sabedoria, ensinando-vos e admoestando-vos uns aos outros, com salmos, hinos e cânticos espirituais, cantando ao Senhor com graça em vosso coração.
Portanto, cantar hinos e louvores a Deus faz parte da adoração cristã. O que não faz parte (leia de novo o que escrevi) é existirem cantores e músicos profissionais para isso, algo que fazia sentido no Antigo Testamento quando as pessoas não tinham o Espírito Santo habitando nelas. Então a adoração era exterior, havia os levitas, os cantores, os instrumentos musicais, as roupas especiais etc.
Os cristãos devem cantar "salmos e hinos e cânticos espirituais, cantando e salmodiando ao Senhor no vosso coração"... "com salmos, hinos e cânticos espirituais, cantando ao Senhor com graça em vosso coração", como dizem os versículos acima. O problema todo acontece quando tomamos o que vemos ao redor como verdade e a partir daí buscamos na Bíblia aquilo que esteja de acordo com o que vemos na cristandade hoje. As práticas dos cristãos não são o exemplo que devemos seguir ou a régua pela qual devemos medir as Escrituras, mas exatamente o inverso.
O Antigo Testamento são sombras das coisas que haviam de vir (Cl 2:17), mas agora temos a realidade de Cristo no meio de nós e do Espírito Santo habitando na igreja, coletivamente, e no crente, individualmente. A adoração, obviamente, não é a mesma dos israelitas. Na adoração cristã não existe lugar para altares, incenso, animais sacrificados, templo etc.
Mesmo quando utiliza algum Salmo, o cristão deve ter sabedoria para entender que muitos Salmos foram feitos para o povo terreno de Deus, Israel, para o qual as bênçãos prometidas eram terrenas e aos quais Deus disse que destruísse seus inimigos de carne e ossos. Portanto podia fazer sentido para um israelita pedir a Deus pela destruição de seus inimigos e louvar a Deus por isso, mas isso não faz qualquer sentido para um cristão hoje, cuja esperança está no céu e que vive no espírito de Cristo, Aquele que não veio aqui para matar e destruir, mas para salvar.
Esse contraste entre os modos de agir do Antigo e do Novo Testamento fica claro no modo dos discípulos (judeus) encararem as coisas segundo o exemplo que encontravam no Antigo Testamento, e como o Senhor os repreende mostrando que havia agora uma nova ordem de coisas:
Lc 9:54-56 "E os seus discípulos, Tiago e João, vendo isto, disseram: Senhor, queres que digamos que desça fogo do céu e os consuma, como Elias também fez? Voltando-se, porém, repreendeu-os, e disse: Vós não sabeis de que espírito sois. Porque o Filho do homem não veio para destruir as almas dos homens, mas para salvá-las. E foram para outra aldeia".
Fazer descer fogo do céu podia fazer sentido nos tempos de Elias, mas não agora. Do mesmo modo, nenhum cristão iria hoje, de sã consciência, cantar um Salmo como o 109:
"Fiquem órfãos os seus filhos, e viúva a sua mulher! Sejam poucos os seus dias, e outro tome o seu ofício! Fiquem órfãos os seus filhos, e viúva a sua mulher! Andem errantes os seus filhos, e mendiguem; esmolem longe das suas habitações assoladas. O credor lance mão de tudo quanto ele tenha, e despojem-no os estranhos do fruto do seu trabalho! Não haja ninguém que se compadeça dele, nem haja quem tenha pena dos seus órfãos!"
O fato do Salmo estar na Bíblia, que é a Palavra de Deus, não significa que possa ser aplicado em todas as épocas e situações. Não pode. Dá para perceber claramente o quanto essa coleção de maldições está longe da dispensação atual da graça de Deus e do modo como o Senhor nos ensinou a tratar nossos inimigos. A não compreensão do Antigo Testamento como uma maneira particular de Deus tratar com o mundo e com o Seu povo terreno, Israel, durante um determinado período de tempo, é o que tem levado a muita confusão hoje, quando cristãos tentam misturar as coisas. Aí um grupo escolhe o que lhe convém do Antigo Testamento, outro escolhe outra parte e assim por diante.
Lembre-se que o cristão deve saber manejar bem ou dividir bem a Palavra para não cair nesses erros.
Um bom texto para entender melhor isso é o livro "A Ordem de Deus".
Acrescentar elementos do Antigo Testamento na adoração da igreja é uma prática que nada tem a ver com a verdade da adoração da igreja. Ao fazer isso o cristão pode estar adorando em espírito (e ele tem o Espírito Santo em si), mas não está adorando em verdade segundo a doutrina dos apóstolos. Trata-se de um culto construído com os elementos que ele achou melhor usar, como fizeram os samaritanos em seu culto judaico distorcido.
Devemos sempre perguntar: Onde e como Deus quer que o cristão adore. A resposta está nas epístolas, e em nenhum outro lugar. Qualquer acréscimo será invenção humana, portanto fora da verdade que é a Palavra de Deus. A idéia de que usar elementos do Antigo Testamento também estaria correto por se tratar da Palavra de Deus abre as portas para uma porção de erros como vemos na cristandade. A adoração cristã é "fora do arraial" (Hb 13), ou seja, longe do sistema que havia sido estabelecido para Israel. É preciso distinguir bem as diferentes partes da Palavra de Deus e como devem ser aplicadas nas diferentes épocas:
2 Tm 2:15 Procura apresentar-te a Deus aprovado, como obreiro que não tem de que se envergonhar, que maneja bem (divide bem, sabe usar bem) a palavra da verdade.
Você não gostou de minha resposta pois achou que eu tinha dito que na adoração cristã não existe lugar cânticos. Eu não disse isso. Na adoração cristã encontramos os cânticos sim.
Ef 5:19 Falando entre vós em salmos, e hinos, e cânticos espirituais; cantando e salmodiando ao Senhor no vosso coração;
Cl 3:16 A palavra de Cristo habite em vós abundantemente, em toda a sabedoria, ensinando-vos e admoestando-vos uns aos outros, com salmos, hinos e cânticos espirituais, cantando ao Senhor com graça em vosso coração.
Portanto, cantar hinos e louvores a Deus faz parte da adoração cristã. O que não faz parte (leia de novo o que escrevi) é existirem cantores e músicos profissionais para isso, algo que fazia sentido no Antigo Testamento quando as pessoas não tinham o Espírito Santo habitando nelas. Então a adoração era exterior, havia os levitas, os cantores, os instrumentos musicais, as roupas especiais etc.
Os cristãos devem cantar "salmos e hinos e cânticos espirituais, cantando e salmodiando ao Senhor no vosso coração"... "com salmos, hinos e cânticos espirituais, cantando ao Senhor com graça em vosso coração", como dizem os versículos acima. O problema todo acontece quando tomamos o que vemos ao redor como verdade e a partir daí buscamos na Bíblia aquilo que esteja de acordo com o que vemos na cristandade hoje. As práticas dos cristãos não são o exemplo que devemos seguir ou a régua pela qual devemos medir as Escrituras, mas exatamente o inverso.
O Antigo Testamento são sombras das coisas que haviam de vir (Cl 2:17), mas agora temos a realidade de Cristo no meio de nós e do Espírito Santo habitando na igreja, coletivamente, e no crente, individualmente. A adoração, obviamente, não é a mesma dos israelitas. Na adoração cristã não existe lugar para altares, incenso, animais sacrificados, templo etc.
Mesmo quando utiliza algum Salmo, o cristão deve ter sabedoria para entender que muitos Salmos foram feitos para o povo terreno de Deus, Israel, para o qual as bênçãos prometidas eram terrenas e aos quais Deus disse que destruísse seus inimigos de carne e ossos. Portanto podia fazer sentido para um israelita pedir a Deus pela destruição de seus inimigos e louvar a Deus por isso, mas isso não faz qualquer sentido para um cristão hoje, cuja esperança está no céu e que vive no espírito de Cristo, Aquele que não veio aqui para matar e destruir, mas para salvar.
Esse contraste entre os modos de agir do Antigo e do Novo Testamento fica claro no modo dos discípulos (judeus) encararem as coisas segundo o exemplo que encontravam no Antigo Testamento, e como o Senhor os repreende mostrando que havia agora uma nova ordem de coisas:
Lc 9:54-56 "E os seus discípulos, Tiago e João, vendo isto, disseram: Senhor, queres que digamos que desça fogo do céu e os consuma, como Elias também fez? Voltando-se, porém, repreendeu-os, e disse: Vós não sabeis de que espírito sois. Porque o Filho do homem não veio para destruir as almas dos homens, mas para salvá-las. E foram para outra aldeia".
Fazer descer fogo do céu podia fazer sentido nos tempos de Elias, mas não agora. Do mesmo modo, nenhum cristão iria hoje, de sã consciência, cantar um Salmo como o 109:
"Fiquem órfãos os seus filhos, e viúva a sua mulher! Sejam poucos os seus dias, e outro tome o seu ofício! Fiquem órfãos os seus filhos, e viúva a sua mulher! Andem errantes os seus filhos, e mendiguem; esmolem longe das suas habitações assoladas. O credor lance mão de tudo quanto ele tenha, e despojem-no os estranhos do fruto do seu trabalho! Não haja ninguém que se compadeça dele, nem haja quem tenha pena dos seus órfãos!"
O fato do Salmo estar na Bíblia, que é a Palavra de Deus, não significa que possa ser aplicado em todas as épocas e situações. Não pode. Dá para perceber claramente o quanto essa coleção de maldições está longe da dispensação atual da graça de Deus e do modo como o Senhor nos ensinou a tratar nossos inimigos. A não compreensão do Antigo Testamento como uma maneira particular de Deus tratar com o mundo e com o Seu povo terreno, Israel, durante um determinado período de tempo, é o que tem levado a muita confusão hoje, quando cristãos tentam misturar as coisas. Aí um grupo escolhe o que lhe convém do Antigo Testamento, outro escolhe outra parte e assim por diante.
Lembre-se que o cristão deve saber manejar bem ou dividir bem a Palavra para não cair nesses erros.
Um bom texto para entender melhor isso é o livro "A Ordem de Deus".
O que você acha da dança como meio de evangelizar?
"Os filisteus chamaram os sacerdotes e os adivinhadores, dizendo: Que faremos nós com a arca do SENHOR? Fazei-nos saber como a tornaremos a enviar ao seu lugar. (...) Agora, pois, tomai e fazei-vos um carro novo, e tomai duas vacas com crias, sobre as quais náo tenha subido o jugo, e atai as vacas ao carro, e tirai delas os seus bezerros e levai-os para casa. Então tomai a arca do SENHOR, e ponde-a sobre o carro, e colocai, num cofre, ao seu lado, as figuras de ouro que lhe haveis de oferecer em expiação da culpa, e assim a enviareis, para que se vá". 1 Samuel 6:2-8
Essa foi a maneira que os sacerdotes e adivinhos dos filisteus ordenaram que fizessem para que a Arca da Aliança fosse devolvida a Israel, depois de todos os aborrecimentos que ela trouxe àquele povo. Até aí tudo bem, pois os filisteus não tinham qualquer obrigação de saber como Deus tinha ordenado que o Seu testemunho fosse levado neste mundo. A Arca fica algum tempo na casa de Abinadabe até Davi decidir buscá-la. E como Davi faz isso?
"E levantou-se Davi, e partiu, com todo o povo que tinha consigo, para Baalim de Judá, para levarem dali para cima a arca de Deus, sobre a qual se invoca o nome, o nome do SENHOR dos Exércitos, que se assenta entre os querubins. E puseram a arca de Deus em um carro novo, e a levaram da casa de Abinadabe, que está em Gibeá; e Uzá e Aió, filhos de Abinadabe, guiavam o carro novo. E levando-o da casa de Abinadabe, que está em Gibeá, com a arca de Deus, Aió ia adiante da arca. E Davi, e toda a casa de Israel, festejavam perante o SENHOR, com toda a sorte de instrumentos de pau de faia, como também com harpas, e com saltérios, e com tamboris, e com pandeiros, e com címbalos. E, chegando à eira de Nacom, estendeu Uzá a mão à arca de Deus, e pegou nela; porque os bois a deixavam pender. Então a ira do SENHOR se acendeu contra Uzá, e Deus o feriu ali por esta imprudência; e morreu ali junto à arca de Deus. E Davi se contristou, porque o SENHOR abrira rotura em Uzá; e chamou àquele lugar Perez-Uzá, até ao dia de hoje. E temeu Davi ao SENHOR naquele dia; e disse: Como virá a mim a arca do SENHOR?" 2 Samuel 6:2-9
Apesar de Deus ter dado instruções detalhadas de como a Arca da Aliança devia ser carregada, Davi preferiu imitar o modo como os filisteus fizeram e isso trouxe juízo sobre Israel. Em 1 Crônicas encontramos Davi desejando outra vez transportar a Arca, mas agora do modo correto.
"E Davi convocou a todo o Israel em Jerusalém, para fazer subir a arca do SENHOR ao seu lugar, que lhe tinha preparado... E disse-lhes: Vós sois os chefes dos pais entre os levitas; santificai-vos, vós e vossos irmãos, para que façais subir a arca do SENHOR Deus de Israel, ao lugar que lhe tenho preparado. Porquanto vós não a levastes na primeira vez, o SENHOR nosso Deus fez rotura em nós, porque não o buscamos segundo a ordenança.... E os filhos dos levitas trouxeram a arca de Deus sobre os seus ombros, pelas varas que nela havia, como Moisés tinha ordenado conforme a palavra do SENHOR". 1 Crônicas 15:2-15
Não consegui assistir até o fim o vídeo que você enviou, que mostra um grupo de dança tentando passar uma mensagem que inclui movimentos violentos, pulsos cortados e supostos espancamentos, mas nenhuma palavra. Creio que essa forma de testemunhar das coisas de Deus está mais para o carro de boi dos filisteus do que para o modo como Deus ordenou que a Sua Palavra fosse transmitida neste mundo, o qual é muito simples:
"De sorte que a fé é pelo ouvir, e o ouvir pela palavra de Deus". Rom 10:17 Não diz que "a fé vem pela dança ou dramatização".
Você poderá alegar que desde os primórdios do mundo Deus se fez ouvir através de sua Criação, que os céus anunciaram a Sua glória etc., e isso é correto. Acontece que hoje Deus nos fala de outro modo, e é desse modo que devemos ouvir o que Ele nos diz e passar adiante a Sua Palavra.
"Havendo Deus antigamente falado muitas vezes, e de muitas maneiras, aos pais, pelos profetas, a nós falou-nos nestes últimos dias pelo Filho" Hebreus 1:1
Hoje temos o testemunho do Filho de Deus e temos a Palavra profética que nos foi deixada pelos apóstolos e profetas.
"E temos, mui firme, a PALAVRA dos profetas, à qual bem fazeis em estar atentos, como a uma luz que alumia em lugar escuro, até que o dia amanheça, e a estrela da alva apareça em vossos corações. Sabendo primeiramente isto: que nenhuma PROFECIA da Escritura é de particular interpretação. Porque a PROFECIA nunca foi produzida por vontade de homem algum, mas os homens santos de Deus FALARAM inspirados pelo Espírito Santo". 2 Pedro 1:19-21
"PROFECIA" significa algo que foi PROFERIDO ou FALADO da parte de Deus.
Agora você envia o vídeo e quer saber minha opinião sobre o uso da dança como meio de comunicar a Palavra de Deus. Eu diria que precisaríamos alterar o versículo acima para adaptá-lo ao modo, por assim dizer, "filisteu" de fazer as coisas. É minha vez de perguntar: veja se faz sentido para você a leitura do mesmo trecho da seguinte forma:
"E temos, mui firme, a DANÇA dos profetas, à qual bem fazeis em estar atentos, como a uma luz que alumia em lugar escuro, até que o dia amanheça, e a estrela da alva apareça em vossos corações. Sabendo primeiramente isto: que nenhuma DANÇA da Escritura é de particular interpretação. Porque a DANÇA nunca foi produzida por vontade de homem algum, mas os homens santos de Deus DANÇARAM inspirados pelo Espírito Santo".
A idéia de dança e dramatização como a do vídeo que enviou me faz lembrar de mais dois versículos:
1 Co 9:26 "Pois eu assim corro, não como a coisa incerta; assim combato, não como batendo no ar".
1 Co 14:9 "Assim também vós, se com a língua não pronunciardes palavras bem inteligíveis, como se entenderá o que se diz? porque estareis como que falando ao ar".
Foi isso o que vi no vídeo: gente batendo no ar e gente falando ao ar. E tudo isso num estilo filisteu emprestado deste mundo numa tentativa de atrair a carne com aquilo que a carne já está habituada. A idéia não é nova. Constantino, quando oficializou o cristianismo no Império Romano trocou a roupa dos deuses romanos e os rebatizou com nomes dos apóstolos. Assim os pagãos poderiam se sentir em casa, adorando os mesmos deuses que adoravam antes e fazendo de conta que eram cristãos. Quando os rituais africanos foram trazidos ao Brasil pelos escravos, foi feito o mesmo sincretismo com os "santos" do catolicismo.
Essa foi a maneira que os sacerdotes e adivinhos dos filisteus ordenaram que fizessem para que a Arca da Aliança fosse devolvida a Israel, depois de todos os aborrecimentos que ela trouxe àquele povo. Até aí tudo bem, pois os filisteus não tinham qualquer obrigação de saber como Deus tinha ordenado que o Seu testemunho fosse levado neste mundo. A Arca fica algum tempo na casa de Abinadabe até Davi decidir buscá-la. E como Davi faz isso?
"E levantou-se Davi, e partiu, com todo o povo que tinha consigo, para Baalim de Judá, para levarem dali para cima a arca de Deus, sobre a qual se invoca o nome, o nome do SENHOR dos Exércitos, que se assenta entre os querubins. E puseram a arca de Deus em um carro novo, e a levaram da casa de Abinadabe, que está em Gibeá; e Uzá e Aió, filhos de Abinadabe, guiavam o carro novo. E levando-o da casa de Abinadabe, que está em Gibeá, com a arca de Deus, Aió ia adiante da arca. E Davi, e toda a casa de Israel, festejavam perante o SENHOR, com toda a sorte de instrumentos de pau de faia, como também com harpas, e com saltérios, e com tamboris, e com pandeiros, e com címbalos. E, chegando à eira de Nacom, estendeu Uzá a mão à arca de Deus, e pegou nela; porque os bois a deixavam pender. Então a ira do SENHOR se acendeu contra Uzá, e Deus o feriu ali por esta imprudência; e morreu ali junto à arca de Deus. E Davi se contristou, porque o SENHOR abrira rotura em Uzá; e chamou àquele lugar Perez-Uzá, até ao dia de hoje. E temeu Davi ao SENHOR naquele dia; e disse: Como virá a mim a arca do SENHOR?" 2 Samuel 6:2-9
Apesar de Deus ter dado instruções detalhadas de como a Arca da Aliança devia ser carregada, Davi preferiu imitar o modo como os filisteus fizeram e isso trouxe juízo sobre Israel. Em 1 Crônicas encontramos Davi desejando outra vez transportar a Arca, mas agora do modo correto.
"E Davi convocou a todo o Israel em Jerusalém, para fazer subir a arca do SENHOR ao seu lugar, que lhe tinha preparado... E disse-lhes: Vós sois os chefes dos pais entre os levitas; santificai-vos, vós e vossos irmãos, para que façais subir a arca do SENHOR Deus de Israel, ao lugar que lhe tenho preparado. Porquanto vós não a levastes na primeira vez, o SENHOR nosso Deus fez rotura em nós, porque não o buscamos segundo a ordenança.... E os filhos dos levitas trouxeram a arca de Deus sobre os seus ombros, pelas varas que nela havia, como Moisés tinha ordenado conforme a palavra do SENHOR". 1 Crônicas 15:2-15
Não consegui assistir até o fim o vídeo que você enviou, que mostra um grupo de dança tentando passar uma mensagem que inclui movimentos violentos, pulsos cortados e supostos espancamentos, mas nenhuma palavra. Creio que essa forma de testemunhar das coisas de Deus está mais para o carro de boi dos filisteus do que para o modo como Deus ordenou que a Sua Palavra fosse transmitida neste mundo, o qual é muito simples:
"De sorte que a fé é pelo ouvir, e o ouvir pela palavra de Deus". Rom 10:17 Não diz que "a fé vem pela dança ou dramatização".
Você poderá alegar que desde os primórdios do mundo Deus se fez ouvir através de sua Criação, que os céus anunciaram a Sua glória etc., e isso é correto. Acontece que hoje Deus nos fala de outro modo, e é desse modo que devemos ouvir o que Ele nos diz e passar adiante a Sua Palavra.
"Havendo Deus antigamente falado muitas vezes, e de muitas maneiras, aos pais, pelos profetas, a nós falou-nos nestes últimos dias pelo Filho" Hebreus 1:1
Hoje temos o testemunho do Filho de Deus e temos a Palavra profética que nos foi deixada pelos apóstolos e profetas.
"E temos, mui firme, a PALAVRA dos profetas, à qual bem fazeis em estar atentos, como a uma luz que alumia em lugar escuro, até que o dia amanheça, e a estrela da alva apareça em vossos corações. Sabendo primeiramente isto: que nenhuma PROFECIA da Escritura é de particular interpretação. Porque a PROFECIA nunca foi produzida por vontade de homem algum, mas os homens santos de Deus FALARAM inspirados pelo Espírito Santo". 2 Pedro 1:19-21
"PROFECIA" significa algo que foi PROFERIDO ou FALADO da parte de Deus.
Agora você envia o vídeo e quer saber minha opinião sobre o uso da dança como meio de comunicar a Palavra de Deus. Eu diria que precisaríamos alterar o versículo acima para adaptá-lo ao modo, por assim dizer, "filisteu" de fazer as coisas. É minha vez de perguntar: veja se faz sentido para você a leitura do mesmo trecho da seguinte forma:
"E temos, mui firme, a DANÇA dos profetas, à qual bem fazeis em estar atentos, como a uma luz que alumia em lugar escuro, até que o dia amanheça, e a estrela da alva apareça em vossos corações. Sabendo primeiramente isto: que nenhuma DANÇA da Escritura é de particular interpretação. Porque a DANÇA nunca foi produzida por vontade de homem algum, mas os homens santos de Deus DANÇARAM inspirados pelo Espírito Santo".
A idéia de dança e dramatização como a do vídeo que enviou me faz lembrar de mais dois versículos:
1 Co 9:26 "Pois eu assim corro, não como a coisa incerta; assim combato, não como batendo no ar".
1 Co 14:9 "Assim também vós, se com a língua não pronunciardes palavras bem inteligíveis, como se entenderá o que se diz? porque estareis como que falando ao ar".
Foi isso o que vi no vídeo: gente batendo no ar e gente falando ao ar. E tudo isso num estilo filisteu emprestado deste mundo numa tentativa de atrair a carne com aquilo que a carne já está habituada. A idéia não é nova. Constantino, quando oficializou o cristianismo no Império Romano trocou a roupa dos deuses romanos e os rebatizou com nomes dos apóstolos. Assim os pagãos poderiam se sentir em casa, adorando os mesmos deuses que adoravam antes e fazendo de conta que eram cristãos. Quando os rituais africanos foram trazidos ao Brasil pelos escravos, foi feito o mesmo sincretismo com os "santos" do catolicismo.
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Por que Lutero foi dividir os cristãos?
Primeiro, não sou luterano e nem pertenço a qualquer denominação dita protestante ou coisa do tipo. Sou convertido a Cristo desde 1978 quando ouvi o evangelho claro da graça de Deus e, sem saber para onde ir, voltei ao catolicismo de meus pais. Depois de um ano ajudando o padre e tocando violão na missa, promovendo estudos com os jovens da paróquia e estudando a doutrina católica e a Bíblia, percebi que as duas não entravam num acordo. Preferi ficar com o que encontrava na Bíblia, a seguir uma tradição de dois mil anos de erros e barbáries. Saí do catolicismo e passei a me congregar com outros irmãos em Cristo sem qualquer denominação, mas reunidos somente ao nome do Senhor Jesus e reconhecendo como “Igreja” todos os que em todo lugar creem no Salvador.
A intenção de Lutero não era dividir os cristãos, mas apontar os abusos cometidos pela igreja de Roma e pelo papa, como a venda de indulgências (perdão de pecados). Naquela época não havia qualquer ideia de mais de uma igreja, portanto o que Lutero estava fazendo tinha a ver com a única igreja que conhecia, que era o conjunto de todos os que creem em Cristo.
Os desdobramentos daquilo, inclusive a perseguição que ele sofreu da parte da igreja de Roma, acabaram criando muitas das divisões que você encontra hoje entre os cristãos, mas não era essa a intenção de Lutero. De qualquer modo, se ele queria mesmo seguir o que diz a Palavra de Deus teria de obedecer ao que está em 2 Timóteo 2:19-22 e se separar de Roma:
"Todavia o fundamento de Deus fica firme, tendo este selo: O Senhor conhece os que são seus, e qualquer que profere o nome de Cristo aparte-se da iniquidade. Ora, numa grande casa não somente há vasos de ouro e de prata, mas também de pau e de barro; uns para honra, outros, porém, para desonra. De sorte que, se alguém se purificar destas coisas, será vaso para honra, santificado e idôneo para uso do Senhor, e preparado para toda a boa obra. Foge também das paixões da mocidade; e segue a justiça, a fé, o amor, e a paz com os que, com um coração puro, invocam o Senhor."
O cristão que deseja ser fiel a Deus tem o dever de apartar-se ou separar-se da iniquidade, seja lá a forma como ela se apresenta. Se pensarmos em como o Senhor Jesus, nos evangelhos, era mais dócil e amigo de pecadores morais, porém extremamente severo e de chicote na mão quando o assunto era o pecado doutrinário ou eclesiástico, vemos que toda iniquidade cometida em nome de Deus tem um grau maior de importância para Deus, pois envolve o Seu nome.
Você sugeriu que eu visse um vídeo chamado "Bem-vindos à Igreja Católica". Assisti o vídeo que fala dos grandes feitos dessa organização com um tom de propaganda de seguradora . Lá diz ser a maior organização de caridade do mundo, mantenedora de hospitais, creches, instituições científicas e criadora das universidades. Se você estudar um pouco de história verá a que custo isso tudo foi construído. Coloco entre aspas algumas afirmações do vídeo acompanhadas de meus comentários:
"Somos... ricos e pobres..."
A igreja católica é hoje uma das organizações mais ricas do mundo, com participação em segmentos diversos de negócios. O tesouro que possui graças às doações de fiéis nos últimos dois mil anos é incomparável. A cidade do Rio de Janeiro é, até hoje, território da "santa sé". Se você comprar ou vender algum imóvel lá precisa recolher uma taxa à igreja católica, pois ela detém os direitos sobre o território (algo parecido com o que acontece com imóveis litorâneos em relação à Marinha e riquezas do subsolo em relação à União).
Quanto aos "pobres", os países colonizados por católicos são reconhecidamente mais pobres do que os colonizados por protestantes, pois a censura ao trabalho e às ideias gerou um grande atraso nesses países. No Brasil colonial, por muitos anos foi proibido publicar qualquer coisa que não tivesse a aprovação da Coroa e da igreja, e livros estrangeiros eram confiscados e queimados, além de seus portadores presos.
"...pecadores e santos"
A noção de "santo" do catolicismo nada tem a ver com o que encontramos na Palavra de Deus. Todos são pecadores, porém, os pecadores que se convertem a Cristo são todos santos, pois foram santificados por Deus. As epístolas dos apóstolos eram endereçadas "aos santos" das localidades, o que compreendia todos os crentes daquele lugar, e não apenas alguns mortos canonizados. Aliás, se apenas mortos canonizados fossem "santos", como teriam os apóstolos enviado cartas aos santos? Teriam eles tentado se comunicar com os espíritos dos mortos?
"...nós defendemos a dignidade de toda vida humana"
Devemos excluir aí os mouros massacrados pelas Cruzadas, os judeus perseguidos pela Inquisição depois de devidamente espoliados para a obtenção de meios para a igreja de Roma, e todas as vítimas de séculos de inquisição. São milhões de vidas humanas ceifadas por uma organização que agora diz defender a dignidade de toda vida humana. Um exame atento das obras de arte existentes no Vaticano revela que grande parte é fruto de pilhagem e roubo de seus donos e países de origem.
"...e preservamos o casamento e a família"
Isso é um engano muito grande, pois essa organização proíbe o casamento de seus ministros. Deus não tinha em seus planos o celibato dos ministros da Palavra. Aliás, em 1 Timóteo o apóstolo Paulo revela que "o Espírito expressamente diz que nos últimos tempos apostatarão alguns da fé, dando ouvidos a espíritos enganadores, e a doutrinas de demônios; Pela hipocrisia de homens que falam mentiras, tendo cauterizada a sua própria consciência; Proibindo o casamento, e ordenando a abstinência dos alimentos que Deus criou para os fiéis, e para os que conhecem a verdade, a fim de usarem deles com ações de graças". Fui católico tempo suficiente para saber que o sistema não apenas proíbe o casamento de seus ministros como também o consumo de determinados alimentos em determinados dias.
"...cidades receberam nomes de nossos reverenciados santos..."
Encontro na Bíblia uma passagem que deixa claro ser isso uma abominação para Deus, não algo de que se deva gloriar: "O seu pensamento interior é que as suas casas serão perpétuas e as suas habitações de geração em geração; dão às suas terras os seus próprios nomes. Todavia o homem que está em honra não permanece; antes é como os animais, que perecem. Este caminho deles é a sua loucura; contudo a sua posteridade aprova as suas palavras". (Salmo 49:11-13)
"...compilamos a Bíblia"
E depois a proibiram de ser lida pelos leigos, os quais pagavam com a própria vida quando encontrados com algum exemplar. Geralmente o método de execução era amarrar o exemplar ao pescoço do condenado e queimá-lo vivo em praça pública.
"...somos transformados pelas sagradas escrituras e pela sagrada tradição que nos têm guiado firmemente por dois mil anos".
Ao colocar a tradição como "voto de Minerva" em qualquer questão, o catolicismo romano efetivamente anula qualquer autoridade das sagradas escrituras, como faziam os judeus nos tempos de Jesus. "E assim invalidastes, pela vossa tradição, o mandamento de Deus" Mat 15:6.
"...por mais de dois mil anos, nós tivemos uma linha ininterrupta de pastores guiando a Igreja Católica..."
O que não é verdade. A "New Catholic Encyclopedia" diz "Mas deve ser francamente admitido que as idéias preconcebidas ou distorções nas fontes tornam impossível determinar em alguns casos se os que se diziam ser papas eram papas ou anti-papas". A razão disso é que muitos papas ocuparam o trono mediante guerras, golpes, assassinatos ou por indicação políticas de nobres e reis. Basta estudar história para ver isso.
Mas voltando à pergunta inicial, você a expressou assim: "Por que Lutero foi dividir os Cristãos, heim meu amigo?"
Bem, eu visitei uma cidadezinha no sul da Itália chamada hoje de "Guardia Piemontese" e lá descobri que em 5 de junho de 1561 cerca de 2 mil cristãos, homens, mulheres e crianças, foram literalmente divididos pelos soldados do papa, cabeça para um lado, corpo para o outro.
Você entra na cidade pela "Porta del Sangue", até hoje chamada assim por causa da carnificina promovida pela igreja católica no local. Nas fotos abaixo, que tirei no local, você vê esse porta e também uma laje de pedra, que antigamente ficava no chão, mas agora foi levantada como um monumento. Nela é possível ver os talhos feitos pelos machados dos soldados do papa. Sobre essa pedra muitos cristãos foram decapitados por ordem do papa da igreja católica romana.
O vídeo que você sugeriu termina dizendo: "Se você esteve fora da Igreja Católica, nós convidamos você a um novo olhar". Ok, dei uma nova olhada na história e não gostei nada do que vi. Não, muito obrigado. Prefiro manter-me longe desse sistema que derramou tanto sangue inocente.
A intenção de Lutero não era dividir os cristãos, mas apontar os abusos cometidos pela igreja de Roma e pelo papa, como a venda de indulgências (perdão de pecados). Naquela época não havia qualquer ideia de mais de uma igreja, portanto o que Lutero estava fazendo tinha a ver com a única igreja que conhecia, que era o conjunto de todos os que creem em Cristo.
Os desdobramentos daquilo, inclusive a perseguição que ele sofreu da parte da igreja de Roma, acabaram criando muitas das divisões que você encontra hoje entre os cristãos, mas não era essa a intenção de Lutero. De qualquer modo, se ele queria mesmo seguir o que diz a Palavra de Deus teria de obedecer ao que está em 2 Timóteo 2:19-22 e se separar de Roma:
"Todavia o fundamento de Deus fica firme, tendo este selo: O Senhor conhece os que são seus, e qualquer que profere o nome de Cristo aparte-se da iniquidade. Ora, numa grande casa não somente há vasos de ouro e de prata, mas também de pau e de barro; uns para honra, outros, porém, para desonra. De sorte que, se alguém se purificar destas coisas, será vaso para honra, santificado e idôneo para uso do Senhor, e preparado para toda a boa obra. Foge também das paixões da mocidade; e segue a justiça, a fé, o amor, e a paz com os que, com um coração puro, invocam o Senhor."
O cristão que deseja ser fiel a Deus tem o dever de apartar-se ou separar-se da iniquidade, seja lá a forma como ela se apresenta. Se pensarmos em como o Senhor Jesus, nos evangelhos, era mais dócil e amigo de pecadores morais, porém extremamente severo e de chicote na mão quando o assunto era o pecado doutrinário ou eclesiástico, vemos que toda iniquidade cometida em nome de Deus tem um grau maior de importância para Deus, pois envolve o Seu nome.
Você sugeriu que eu visse um vídeo chamado "Bem-vindos à Igreja Católica". Assisti o vídeo que fala dos grandes feitos dessa organização com um tom de propaganda de seguradora . Lá diz ser a maior organização de caridade do mundo, mantenedora de hospitais, creches, instituições científicas e criadora das universidades. Se você estudar um pouco de história verá a que custo isso tudo foi construído. Coloco entre aspas algumas afirmações do vídeo acompanhadas de meus comentários:
"Somos... ricos e pobres..."
A igreja católica é hoje uma das organizações mais ricas do mundo, com participação em segmentos diversos de negócios. O tesouro que possui graças às doações de fiéis nos últimos dois mil anos é incomparável. A cidade do Rio de Janeiro é, até hoje, território da "santa sé". Se você comprar ou vender algum imóvel lá precisa recolher uma taxa à igreja católica, pois ela detém os direitos sobre o território (algo parecido com o que acontece com imóveis litorâneos em relação à Marinha e riquezas do subsolo em relação à União).
Quanto aos "pobres", os países colonizados por católicos são reconhecidamente mais pobres do que os colonizados por protestantes, pois a censura ao trabalho e às ideias gerou um grande atraso nesses países. No Brasil colonial, por muitos anos foi proibido publicar qualquer coisa que não tivesse a aprovação da Coroa e da igreja, e livros estrangeiros eram confiscados e queimados, além de seus portadores presos.
"...pecadores e santos"
A noção de "santo" do catolicismo nada tem a ver com o que encontramos na Palavra de Deus. Todos são pecadores, porém, os pecadores que se convertem a Cristo são todos santos, pois foram santificados por Deus. As epístolas dos apóstolos eram endereçadas "aos santos" das localidades, o que compreendia todos os crentes daquele lugar, e não apenas alguns mortos canonizados. Aliás, se apenas mortos canonizados fossem "santos", como teriam os apóstolos enviado cartas aos santos? Teriam eles tentado se comunicar com os espíritos dos mortos?
"...nós defendemos a dignidade de toda vida humana"
Devemos excluir aí os mouros massacrados pelas Cruzadas, os judeus perseguidos pela Inquisição depois de devidamente espoliados para a obtenção de meios para a igreja de Roma, e todas as vítimas de séculos de inquisição. São milhões de vidas humanas ceifadas por uma organização que agora diz defender a dignidade de toda vida humana. Um exame atento das obras de arte existentes no Vaticano revela que grande parte é fruto de pilhagem e roubo de seus donos e países de origem.
"...e preservamos o casamento e a família"
Isso é um engano muito grande, pois essa organização proíbe o casamento de seus ministros. Deus não tinha em seus planos o celibato dos ministros da Palavra. Aliás, em 1 Timóteo o apóstolo Paulo revela que "o Espírito expressamente diz que nos últimos tempos apostatarão alguns da fé, dando ouvidos a espíritos enganadores, e a doutrinas de demônios; Pela hipocrisia de homens que falam mentiras, tendo cauterizada a sua própria consciência; Proibindo o casamento, e ordenando a abstinência dos alimentos que Deus criou para os fiéis, e para os que conhecem a verdade, a fim de usarem deles com ações de graças". Fui católico tempo suficiente para saber que o sistema não apenas proíbe o casamento de seus ministros como também o consumo de determinados alimentos em determinados dias.
"...cidades receberam nomes de nossos reverenciados santos..."
Encontro na Bíblia uma passagem que deixa claro ser isso uma abominação para Deus, não algo de que se deva gloriar: "O seu pensamento interior é que as suas casas serão perpétuas e as suas habitações de geração em geração; dão às suas terras os seus próprios nomes. Todavia o homem que está em honra não permanece; antes é como os animais, que perecem. Este caminho deles é a sua loucura; contudo a sua posteridade aprova as suas palavras". (Salmo 49:11-13)
"...compilamos a Bíblia"
E depois a proibiram de ser lida pelos leigos, os quais pagavam com a própria vida quando encontrados com algum exemplar. Geralmente o método de execução era amarrar o exemplar ao pescoço do condenado e queimá-lo vivo em praça pública.
"...somos transformados pelas sagradas escrituras e pela sagrada tradição que nos têm guiado firmemente por dois mil anos".
Ao colocar a tradição como "voto de Minerva" em qualquer questão, o catolicismo romano efetivamente anula qualquer autoridade das sagradas escrituras, como faziam os judeus nos tempos de Jesus. "E assim invalidastes, pela vossa tradição, o mandamento de Deus" Mat 15:6.
"...por mais de dois mil anos, nós tivemos uma linha ininterrupta de pastores guiando a Igreja Católica..."
O que não é verdade. A "New Catholic Encyclopedia" diz "Mas deve ser francamente admitido que as idéias preconcebidas ou distorções nas fontes tornam impossível determinar em alguns casos se os que se diziam ser papas eram papas ou anti-papas". A razão disso é que muitos papas ocuparam o trono mediante guerras, golpes, assassinatos ou por indicação políticas de nobres e reis. Basta estudar história para ver isso.
Mas voltando à pergunta inicial, você a expressou assim: "Por que Lutero foi dividir os Cristãos, heim meu amigo?"
Bem, eu visitei uma cidadezinha no sul da Itália chamada hoje de "Guardia Piemontese" e lá descobri que em 5 de junho de 1561 cerca de 2 mil cristãos, homens, mulheres e crianças, foram literalmente divididos pelos soldados do papa, cabeça para um lado, corpo para o outro.
Você entra na cidade pela "Porta del Sangue", até hoje chamada assim por causa da carnificina promovida pela igreja católica no local. Nas fotos abaixo, que tirei no local, você vê esse porta e também uma laje de pedra, que antigamente ficava no chão, mas agora foi levantada como um monumento. Nela é possível ver os talhos feitos pelos machados dos soldados do papa. Sobre essa pedra muitos cristãos foram decapitados por ordem do papa da igreja católica romana.
O vídeo que você sugeriu termina dizendo: "Se você esteve fora da Igreja Católica, nós convidamos você a um novo olhar". Ok, dei uma nova olhada na história e não gostei nada do que vi. Não, muito obrigado. Prefiro manter-me longe desse sistema que derramou tanto sangue inocente.
Porta Del Sangue
Roccia di Val Pellice
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O que acha do que diz o ateu Richard Dawkins?
A princípio Richard Dawkins não era conhecido por seu ateísmo, mas por sua contribuição ao meio científico. Embora tenha escrito livros principalmente em defesa da teoria da evolução, ele só virou uma celebridade conhecida fora dos limites científicos e acadêmicos quando passou a criticar a existência de Deus. Seu livro "Deus, um delírio" levou sua popularidade ao status de ídolo dos ateus.
Eu não posso confiar em suas ideias por duas razões. A primeira é que ele me faz lembrar esses pastores que ganham a vida pregando contra a Disney. Adotam a plataforma e saem por aí de púlpito em púlpito dando detalhes das mensagens subliminares escondidas em desenhos animados ou de algum detalhe erótico de um personagem, coisas que só podem ser percebidas se você usar um microscópio, tocar um disco ao contrário ou virar o desenho de ponta cabeça. Se a Disney fechar eles ficam sem assunto.
Embora Richard Dawkins possa não admitir, é graças a Deus que ele tem comida na mesa e carro na garagem. Se não fosse por Deus, seu saldo bancário seria muito menor, tocando a vida como cientista, autor de livros acadêmicos e professor da Universidade de Oxford. Cientistas costumam viver no ostracismo, livros acadêmicos nunca vão para a lista dos best-sellers e ninguém fica rico dando aulas em universidades.
É no seu combate a Deus, à Bíblia e ao cristianismo que reside o sucesso de Richard Dawkins, por isso não posso confiar em tudo o que ele diz. Há interesses demais envolvidos nisso e acaba ficando difícil saber onde acaba o que ele diz por convicção e o que diz por força de contrato. Se é ateu e, portanto, não acredita que existe um Deus a Quem deverá prestar contas, devo crer que não haverá mal algum se ele escrever seus textos deliberadamente para enganar as pessoas. Afinal, se a sua crítica contra Deus não for bem apimentada, que editor vai se interessar?
Dawkins ganha dinheiro com Deus e se Deus não existisse ele viveria frustrado e mais pobre. Seu site é na verdade uma loja, não um site de um cientista disposto a divulgar suas descobertas. Tem de tudo ali: livros, CDs, DVDs, canecas, sacolas e camisetas. Na lista dos mais vendidos o item que ocupa o primeiro lugar é um alfinete de lapela com a letra "A" de "Ateu". Quem não usa paletó pode comprar uma camiseta com textos falando mal do Deus que ele diz não existir.
Existem cientistas ateus que você nem sabe que são ateus. Simplesmente trabalham, desenvolvem suas pesquisas e não se preocupam muito em tentar provar que Deus não existe. Afinal, por que iriam gastar seu precioso tempo tentando provar que elefantes voadores não existem se eles efetivamente não existem? Há também ateus que não são cientistas, mas são ateus por convicção pessoal e vão vivendo assim, sem se preocuparem em convencer os outros.
Mas há ateus que não vivem bem se não conseguirem ganhar algum com isso ou destruir a fé dos que acreditam em Deus, em Cristo, na Bíblia, na Criação etc. Eles simplesmente se sentem incomodados por existirem pessoas que pensam diferente, ou talvez sejam inseguros demais para continuar vivendo sem ver o seu time aumentar. É o caso de Richard Dawkins, que empunha, não a bandeira científica pró-evolução, mas a bandeira religiosa contra-criação. Um cristão não precisa do ateísmo para expressar suas crenças, mas um ateu assim precisa desesperadamente do cristianismo para sua crença fazer algum sentido.
Esta semana um ateu assim deixou uma mensagem criticando um de meus vídeos do evangelho. Entrei em seu perfil do Youtube e descobri que ele faz isso sistematicamente em vídeos cristãos, e em alguns ele deixa uma mensagem aconselhando as pessoas a não perderem tempo com os cristãos.
Talvez alguém argumente que os cristãos fazem o mesmo, perturbando todo mundo com sua insistência em provar que Deus existe. Eu diria que essa atitude de um cristão, de querer contar para todo mundo do Deus que ele descobriu, é muito mais coerente com o espírito científico das descobertas do que a atitude do ateu que tenta contar para todo mundo do Deus que não descobriu.
Mas, voltando a Richard Dawkins, eu disse que tinha duas razões para não confiar no que ele diz, e uma é por ele depender de Deus para fazer sucesso. A outra está mais para sua posição como Darwinista. Se ele acredita na evolução e, por conseguinte, na evolução também de seu cérebro, como posso estar seguro de que as conclusões que ele produziu com seu cérebro em processo de evolução sejam definitivas? Talvez seja prudente esperar um pouco mais...
Eu não posso confiar em suas ideias por duas razões. A primeira é que ele me faz lembrar esses pastores que ganham a vida pregando contra a Disney. Adotam a plataforma e saem por aí de púlpito em púlpito dando detalhes das mensagens subliminares escondidas em desenhos animados ou de algum detalhe erótico de um personagem, coisas que só podem ser percebidas se você usar um microscópio, tocar um disco ao contrário ou virar o desenho de ponta cabeça. Se a Disney fechar eles ficam sem assunto.
Embora Richard Dawkins possa não admitir, é graças a Deus que ele tem comida na mesa e carro na garagem. Se não fosse por Deus, seu saldo bancário seria muito menor, tocando a vida como cientista, autor de livros acadêmicos e professor da Universidade de Oxford. Cientistas costumam viver no ostracismo, livros acadêmicos nunca vão para a lista dos best-sellers e ninguém fica rico dando aulas em universidades.
É no seu combate a Deus, à Bíblia e ao cristianismo que reside o sucesso de Richard Dawkins, por isso não posso confiar em tudo o que ele diz. Há interesses demais envolvidos nisso e acaba ficando difícil saber onde acaba o que ele diz por convicção e o que diz por força de contrato. Se é ateu e, portanto, não acredita que existe um Deus a Quem deverá prestar contas, devo crer que não haverá mal algum se ele escrever seus textos deliberadamente para enganar as pessoas. Afinal, se a sua crítica contra Deus não for bem apimentada, que editor vai se interessar?
Dawkins ganha dinheiro com Deus e se Deus não existisse ele viveria frustrado e mais pobre. Seu site é na verdade uma loja, não um site de um cientista disposto a divulgar suas descobertas. Tem de tudo ali: livros, CDs, DVDs, canecas, sacolas e camisetas. Na lista dos mais vendidos o item que ocupa o primeiro lugar é um alfinete de lapela com a letra "A" de "Ateu". Quem não usa paletó pode comprar uma camiseta com textos falando mal do Deus que ele diz não existir.
Existem cientistas ateus que você nem sabe que são ateus. Simplesmente trabalham, desenvolvem suas pesquisas e não se preocupam muito em tentar provar que Deus não existe. Afinal, por que iriam gastar seu precioso tempo tentando provar que elefantes voadores não existem se eles efetivamente não existem? Há também ateus que não são cientistas, mas são ateus por convicção pessoal e vão vivendo assim, sem se preocuparem em convencer os outros.
Mas há ateus que não vivem bem se não conseguirem ganhar algum com isso ou destruir a fé dos que acreditam em Deus, em Cristo, na Bíblia, na Criação etc. Eles simplesmente se sentem incomodados por existirem pessoas que pensam diferente, ou talvez sejam inseguros demais para continuar vivendo sem ver o seu time aumentar. É o caso de Richard Dawkins, que empunha, não a bandeira científica pró-evolução, mas a bandeira religiosa contra-criação. Um cristão não precisa do ateísmo para expressar suas crenças, mas um ateu assim precisa desesperadamente do cristianismo para sua crença fazer algum sentido.
Esta semana um ateu assim deixou uma mensagem criticando um de meus vídeos do evangelho. Entrei em seu perfil do Youtube e descobri que ele faz isso sistematicamente em vídeos cristãos, e em alguns ele deixa uma mensagem aconselhando as pessoas a não perderem tempo com os cristãos.
Talvez alguém argumente que os cristãos fazem o mesmo, perturbando todo mundo com sua insistência em provar que Deus existe. Eu diria que essa atitude de um cristão, de querer contar para todo mundo do Deus que ele descobriu, é muito mais coerente com o espírito científico das descobertas do que a atitude do ateu que tenta contar para todo mundo do Deus que não descobriu.
Mas, voltando a Richard Dawkins, eu disse que tinha duas razões para não confiar no que ele diz, e uma é por ele depender de Deus para fazer sucesso. A outra está mais para sua posição como Darwinista. Se ele acredita na evolução e, por conseguinte, na evolução também de seu cérebro, como posso estar seguro de que as conclusões que ele produziu com seu cérebro em processo de evolução sejam definitivas? Talvez seja prudente esperar um pouco mais...
O que significa adorar em espirito e em verdade?
O que o Senhor diz à mulher samaritana tem a ver com três grupos de pessoas: os judeus, os samaritanos e aqueles que viriam a adorar a Deus na nova ordem de coisas que estava para ser estabelecida.
"Mas a hora vem, e agora é, em que os verdadeiros adoradores adorarão o Pai em espírito e em verdade; porque o Pai procura a tais que assim o adorem. Deus é Espírito, e importa que os que o adoram o adorem em espírito e em verdade". João 4:23-24
A palavra de Deus é a verdade, portanto os judeus que adoravam de acordo com a Palavra de Deus adoravam em verdade. Eles adoravam no lugar correto, que era o templo de Jerusalém, e da maneira correta, que era segundo os preceitos da Lei dada a Moisés. Quando o Senhor curava alguém, mandava que a pessoa se apresentasse aos sacerdotes e fizesse as ofertas conforme mandava a Lei, o que dá a entender que ele reconhecia, não apenas o lugar, que chamava de "casa de meu Pai", mas também a forma como a adoração era conduzida ali e até mesmo a pessoa do sacerdote como autoridade instituída por Deus.
Em Levítico 12:6 dizia que "quando forem cumpridos os dias da sua purificação por filho ou por filha, trará um cordeiro de um ano por holocausto, e um pombinho ou uma rola para expiação do pecado, diante da porta da tenda da congregação, ao sacerdote". Quando ele nasceu, seus pais o levaram ao templo "para darem a oferta segundo o disposto na lei do Senhor: Um par de rolas ou dois pombinhos".
Lucas 2:24 não faz menção do cordeiro, provavelmente por José e Maria não terem condições para tanto (Levítico 12:8 "Mas, se em sua mão não houver recursos para um cordeiro, então tomará duas rolas, ou dois pombinhos, um para o holocausto e outro para a propiciação do pecado; assim o sacerdote por ela fará expiação, e será limpa". Além disso José e Maria seguiram os outros rituais da Lei, como a circuncisão do menino Jesus e os dias de purificação de Maria por 40 dias após o parto. Resumindo, Jesus era um judeu, de família de judeus, seguindo e reconhecendo a Lei judaica e sua forma de adoração.
Até então estava valendo isso, e a própria samaritana testifica que, segundo os judeus, o lugar de adoração era Jerusalém. Que Deus havia estabelecido um único lugar para adoração, isto pode ser visto em Deuteronômio 12 antes mesmo de indicar o lugar físico, que viria a ser Jerusalém, o mesmo onde Abraão levou o seu filho para ser sacrificado, onde Salomão construiu o templo e onde Jesus foi crucificado (ainda que fora dos portões).
Os judeus adoravam, portanto, em verdade, isto é, segundo a Palavra de Deus. Porém não se pode dizer que adorassem em espírito, já que, primeiro, não tinham o Espírito Santo habitando em si e, segundo, o próprio Senhor testemunhou, citando Isaías 29:13, que aquele povo adorava a Deus com a boca, mas seu coração estava longe de Deus (Mt 15:8 e Mc 7:6).
Os samaritanos, por sua vez, não adoravam nem em espírito, nem em verdade, já que tinham inventado para si mesmos o seu jeito de adorar, o qual não era segundo a verdade encontrada na Palavra de Deus. Até o lugar era diferente, e até hoje eles adoram em Gerizim.
Mas o Senhor anunciou um tempo em que não seria mais Jerusalém (e muito menos Samaria) o lugar onde se devia adorar, mas em espírito e em verdade. Hoje um salvo por Cristo pode adorar em espírito, porém se a sua adoração não estiver de acordo com a Palavra de Deus ele não estará adorando em verdade. O único documento que temos mostrando a vontade de Deus quanto à adoração cristã são as epístolas dos apóstolos. Se voltarmos a adotar o local e as práticas judaicas do Antigo Testamento, já não estaremos adorando em verdade, pois não vemos tal coisa na adoração cristã nas epístolas.
Hoje o que se vê na cristandade é uma mescla de preceitos no Novo Testamento com práticas do Antigo Testamento, além do acréscimo de idéias estranhas a uma e outra dispensação. Não se pode dizer que um cristão que acredite que Jerusalém seja o lugar onde deve adorar esteja adorando em verdade segundo a nova ordem de coisas que o Senhor anunciou.
O mesmo se pode dizer de adorar em um local chamado de "templo". Até mesmo pelos preceitos do Antigo Testamento seria uma abominação construir um templo em qualquer lugar que não fosse Jerusalém, e pelas epístolas aprendemos que o templo agora não é um lugar de pedras, mas o conjunto dos cristãos, ou a Igreja, e o próprio crente, individualmente.
Somando tudo o que víamos na adoração judaica, como templo, clero, cantores e músicos profissionais, incenso, vestes e instrumentos cerimoniais, dízimos, altar etc., qualquer agrupamento de cristãos que inclua em sua adoração esses elementos não está adorando segundo a verdade da Palavra de Deus encontrada na doutrina dos apóstolos.
Você perguntou ainda sobre "o ministério da dança", e eu pergunto: pode encontrar isso na adoração da Igreja conforme é revelada na doutrina dos apóstolos? Quando não adoramos em espírito e em verdade em conformidade com a Palavra de Deus dada à Igreja, corremos o risco de recriar uma adoração judaica ou agirmos como os samaritanos. Deus não reconhece nem uma coisa, nem outra, como uma adoração em espírito e em verdade, caso contrário Jesus não teria dito, quando ainda existia uma adoração judaica: "Mas a hora vem, e agora é, em que os verdadeiros adoradores adorarão o Pai em espírito e em verdade" João 4:23
"Mas a hora vem, e agora é, em que os verdadeiros adoradores adorarão o Pai em espírito e em verdade; porque o Pai procura a tais que assim o adorem. Deus é Espírito, e importa que os que o adoram o adorem em espírito e em verdade". João 4:23-24
A palavra de Deus é a verdade, portanto os judeus que adoravam de acordo com a Palavra de Deus adoravam em verdade. Eles adoravam no lugar correto, que era o templo de Jerusalém, e da maneira correta, que era segundo os preceitos da Lei dada a Moisés. Quando o Senhor curava alguém, mandava que a pessoa se apresentasse aos sacerdotes e fizesse as ofertas conforme mandava a Lei, o que dá a entender que ele reconhecia, não apenas o lugar, que chamava de "casa de meu Pai", mas também a forma como a adoração era conduzida ali e até mesmo a pessoa do sacerdote como autoridade instituída por Deus.
Em Levítico 12:6 dizia que "quando forem cumpridos os dias da sua purificação por filho ou por filha, trará um cordeiro de um ano por holocausto, e um pombinho ou uma rola para expiação do pecado, diante da porta da tenda da congregação, ao sacerdote". Quando ele nasceu, seus pais o levaram ao templo "para darem a oferta segundo o disposto na lei do Senhor: Um par de rolas ou dois pombinhos".
Lucas 2:24 não faz menção do cordeiro, provavelmente por José e Maria não terem condições para tanto (Levítico 12:8 "Mas, se em sua mão não houver recursos para um cordeiro, então tomará duas rolas, ou dois pombinhos, um para o holocausto e outro para a propiciação do pecado; assim o sacerdote por ela fará expiação, e será limpa". Além disso José e Maria seguiram os outros rituais da Lei, como a circuncisão do menino Jesus e os dias de purificação de Maria por 40 dias após o parto. Resumindo, Jesus era um judeu, de família de judeus, seguindo e reconhecendo a Lei judaica e sua forma de adoração.
Até então estava valendo isso, e a própria samaritana testifica que, segundo os judeus, o lugar de adoração era Jerusalém. Que Deus havia estabelecido um único lugar para adoração, isto pode ser visto em Deuteronômio 12 antes mesmo de indicar o lugar físico, que viria a ser Jerusalém, o mesmo onde Abraão levou o seu filho para ser sacrificado, onde Salomão construiu o templo e onde Jesus foi crucificado (ainda que fora dos portões).
Os judeus adoravam, portanto, em verdade, isto é, segundo a Palavra de Deus. Porém não se pode dizer que adorassem em espírito, já que, primeiro, não tinham o Espírito Santo habitando em si e, segundo, o próprio Senhor testemunhou, citando Isaías 29:13, que aquele povo adorava a Deus com a boca, mas seu coração estava longe de Deus (Mt 15:8 e Mc 7:6).
Os samaritanos, por sua vez, não adoravam nem em espírito, nem em verdade, já que tinham inventado para si mesmos o seu jeito de adorar, o qual não era segundo a verdade encontrada na Palavra de Deus. Até o lugar era diferente, e até hoje eles adoram em Gerizim.
Mas o Senhor anunciou um tempo em que não seria mais Jerusalém (e muito menos Samaria) o lugar onde se devia adorar, mas em espírito e em verdade. Hoje um salvo por Cristo pode adorar em espírito, porém se a sua adoração não estiver de acordo com a Palavra de Deus ele não estará adorando em verdade. O único documento que temos mostrando a vontade de Deus quanto à adoração cristã são as epístolas dos apóstolos. Se voltarmos a adotar o local e as práticas judaicas do Antigo Testamento, já não estaremos adorando em verdade, pois não vemos tal coisa na adoração cristã nas epístolas.
Hoje o que se vê na cristandade é uma mescla de preceitos no Novo Testamento com práticas do Antigo Testamento, além do acréscimo de idéias estranhas a uma e outra dispensação. Não se pode dizer que um cristão que acredite que Jerusalém seja o lugar onde deve adorar esteja adorando em verdade segundo a nova ordem de coisas que o Senhor anunciou.
O mesmo se pode dizer de adorar em um local chamado de "templo". Até mesmo pelos preceitos do Antigo Testamento seria uma abominação construir um templo em qualquer lugar que não fosse Jerusalém, e pelas epístolas aprendemos que o templo agora não é um lugar de pedras, mas o conjunto dos cristãos, ou a Igreja, e o próprio crente, individualmente.
Somando tudo o que víamos na adoração judaica, como templo, clero, cantores e músicos profissionais, incenso, vestes e instrumentos cerimoniais, dízimos, altar etc., qualquer agrupamento de cristãos que inclua em sua adoração esses elementos não está adorando segundo a verdade da Palavra de Deus encontrada na doutrina dos apóstolos.
Você perguntou ainda sobre "o ministério da dança", e eu pergunto: pode encontrar isso na adoração da Igreja conforme é revelada na doutrina dos apóstolos? Quando não adoramos em espírito e em verdade em conformidade com a Palavra de Deus dada à Igreja, corremos o risco de recriar uma adoração judaica ou agirmos como os samaritanos. Deus não reconhece nem uma coisa, nem outra, como uma adoração em espírito e em verdade, caso contrário Jesus não teria dito, quando ainda existia uma adoração judaica: "Mas a hora vem, e agora é, em que os verdadeiros adoradores adorarão o Pai em espírito e em verdade" João 4:23
Devo me sujeitar a meus pais?
Você diz ter 19 anos e não aguentar mais viver na casa de seu pai. Você escreve dizendo que está numa encruzilhada, que precisa fazer uma escolha definitiva, porém que seja da vontade de Deus pois não quer se arrepender depois. Isso é muito bom. Então vem as reclamações, como família muito rígida, sentir-se algemada e numa prisão, um pai que a trata como criança, que a proíbe de sair etc. Em suma, você quer sair de casa para morar sozinha, o que é um desejo muito comum nessa idade.
Mas uma frase sua chamou minha atenção: "lembro do que Jesus passou por mim na cruz do calvário para que eu vivesse em plena liberdade para o adorar e seguir a vontade do meu coração".
Você está enganada. Jesus morreu por você, mas não foi para você seguir a vontade de seu próprio coração. Ele mesmo, embora fosse Deus, andou aqui sempre sujeito à vontade do Pai, e creio que este é um exemplo para você seguir. Seu pai não está maltratando você, mas apenas amando você do jeito dele, o que às vezes pode até ser difícil de entender. Só que se você olhar um pouco mais longe irá reconhecer que o pai que você tem foi o PAI quem lhe deu, portanto... será que vai culpar a Deus por seu pai ser tão cuidadoso?
Sair de casa sem estar preparada pode ser desastroso, e o problema é que nessa idade a gente sempre acha que está preparado. Quando olho para trás e lembro como eu era na sua idade, digo um "ufa!" do tipo "não sei como sobrevivi!".
A única coisa que move seu pai a ser tão cuidadoso é o amor e o receio que você siga os caminhos que ele seguiu na incredulidade, como você mesma reconheceu. Se perguntarmos a Deus o que Ele quer que você faça, o que será que Deus irá responder?
Uma das características dos últimos dias é que "...haverá homens amantes de si mesmos... presunçosos, soberbos... desobedientes a pais e mães, ingratos..." 2 Tm 3:2. Você certamente não deseja isso para si mesma, não é? Você sabe o que é pecado? Pecado é fazer a própria vontade. Foi o que Adão e Eva fizeram e é o que continuamos fazendo sempre que damos ouvidos à nossa velha natureza.
Se, por um lado, para o seu pai Deus diz: "Vós, pais, não irriteis a vossos filhos, para que não percam o ânimo", por outro Ele também diz a você: "Vós, filhos, obedecei em tudo a vossos pais, porque isto é agradável ao Senhor" Cl 3:20. Ele dará conta dele a Deus por estar ou não cumprindo o que diz aí, mas você precisará antes poder afirmar que está obedecendo "EM TUDO" ao seu pai.
Deus tem uma promessa para quem é filho: "Vós, filhos, sede obedientes a vossos pais no Senhor, porque isto é justo. Honra a teu pai e a tua mãe, que é o primeiro mandamento com promessa; Para que te vá bem, e vivas muito tempo sobre a terra". Ef 6:1-3 Observe que aí não diz para os filhos serem obedientes aos pais que forem bons, corretos ou mesmo crentes. Diz para obedecerem aos pais, não importa como sejam, porque Deus estabeleceu uma ordem nas relações humanas.
Nessa ordem está Deus, Cristo, o homem e a mulher, vindo abaixo deles (não significa ordem de importância, mas hierárquica) os filhos, netos etc. No trabalho também há uma ordem que deve ser respeitada, entre patrões (senhores) e empregados (servos), e na sociedade também, pois temos presidentes, juízes, delegados, policiais, professores. Sempre existe alguém a quem eu devo me sujeitar.
Agora pense outra vez no Senhor Jesus que, apesar de ser Deus Filho e jamais ter um pensamento que não estivesse em total sintonia com Deus Pai, mesmo assim disse várias vezes que seu alimento era fazer a vontade do Pai, orava dizendo que se fosse da vontade do Pai e até precisou aprender obediência, algo que jamais teve na eternidade.
Pensou em Jesus? Agora pense no que Ele faria se estivesse em seu lugar. Será que Ele teria decidido seguir sua própria vontade e fugir da cruz, cuja expectativa terrível já o fez suar sangue no Getsemani?
Mas uma frase sua chamou minha atenção: "lembro do que Jesus passou por mim na cruz do calvário para que eu vivesse em plena liberdade para o adorar e seguir a vontade do meu coração".
Você está enganada. Jesus morreu por você, mas não foi para você seguir a vontade de seu próprio coração. Ele mesmo, embora fosse Deus, andou aqui sempre sujeito à vontade do Pai, e creio que este é um exemplo para você seguir. Seu pai não está maltratando você, mas apenas amando você do jeito dele, o que às vezes pode até ser difícil de entender. Só que se você olhar um pouco mais longe irá reconhecer que o pai que você tem foi o PAI quem lhe deu, portanto... será que vai culpar a Deus por seu pai ser tão cuidadoso?
Sair de casa sem estar preparada pode ser desastroso, e o problema é que nessa idade a gente sempre acha que está preparado. Quando olho para trás e lembro como eu era na sua idade, digo um "ufa!" do tipo "não sei como sobrevivi!".
A única coisa que move seu pai a ser tão cuidadoso é o amor e o receio que você siga os caminhos que ele seguiu na incredulidade, como você mesma reconheceu. Se perguntarmos a Deus o que Ele quer que você faça, o que será que Deus irá responder?
Uma das características dos últimos dias é que "...haverá homens amantes de si mesmos... presunçosos, soberbos... desobedientes a pais e mães, ingratos..." 2 Tm 3:2. Você certamente não deseja isso para si mesma, não é? Você sabe o que é pecado? Pecado é fazer a própria vontade. Foi o que Adão e Eva fizeram e é o que continuamos fazendo sempre que damos ouvidos à nossa velha natureza.
Se, por um lado, para o seu pai Deus diz: "Vós, pais, não irriteis a vossos filhos, para que não percam o ânimo", por outro Ele também diz a você: "Vós, filhos, obedecei em tudo a vossos pais, porque isto é agradável ao Senhor" Cl 3:20. Ele dará conta dele a Deus por estar ou não cumprindo o que diz aí, mas você precisará antes poder afirmar que está obedecendo "EM TUDO" ao seu pai.
Deus tem uma promessa para quem é filho: "Vós, filhos, sede obedientes a vossos pais no Senhor, porque isto é justo. Honra a teu pai e a tua mãe, que é o primeiro mandamento com promessa; Para que te vá bem, e vivas muito tempo sobre a terra". Ef 6:1-3 Observe que aí não diz para os filhos serem obedientes aos pais que forem bons, corretos ou mesmo crentes. Diz para obedecerem aos pais, não importa como sejam, porque Deus estabeleceu uma ordem nas relações humanas.
Nessa ordem está Deus, Cristo, o homem e a mulher, vindo abaixo deles (não significa ordem de importância, mas hierárquica) os filhos, netos etc. No trabalho também há uma ordem que deve ser respeitada, entre patrões (senhores) e empregados (servos), e na sociedade também, pois temos presidentes, juízes, delegados, policiais, professores. Sempre existe alguém a quem eu devo me sujeitar.
Agora pense outra vez no Senhor Jesus que, apesar de ser Deus Filho e jamais ter um pensamento que não estivesse em total sintonia com Deus Pai, mesmo assim disse várias vezes que seu alimento era fazer a vontade do Pai, orava dizendo que se fosse da vontade do Pai e até precisou aprender obediência, algo que jamais teve na eternidade.
Pensou em Jesus? Agora pense no que Ele faria se estivesse em seu lugar. Será que Ele teria decidido seguir sua própria vontade e fugir da cruz, cuja expectativa terrível já o fez suar sangue no Getsemani?
Deus armou uma armadilha para suas criaturas?
Você questiona a bondade e retidão de Deus em provar o homem (inicialmente no Éden e mais tarde de outras maneiras) sabendo de antemão que o homem cairia, e depois ainda reprová-lo ou condená-lo por isso. Você comparou isso a Deus armar uma armadilha para o homem cair nela.
Sempre que falamos de coisas como bondade, justiça, amor, misericórdia etc., não falamos de sentimentos ou percepções que tenhamos desenvolvido por nós mesmos ou que sejam costumes simiescos aperfeiçoados. Falamos de absolutos que sempre estão acima de nossa capacidade de executar.
Essas noções que eu e você temos dessas coisas nos foram legadas pela nossa cultura judaico-cristã, pois em alguns pontos elas podem diferir de alguém que seja, por exemplo, muçulmano. Mas mesmo o muçulmano, o hinduísta ou o pagão terão, em última instância, obtido essas idéias de uma mesma fonte: Deus.
Agora, se temos esses sentimentos em nós em um grau de tão grande imperfeição, como podemos jultar os motivos ou razões dAquele que nos legou isso? Se você trabalhar de faxineiro numa grande indústria, as decisões do presidente não farão qualquer sentido para você dentro dos parâmetros limitados de visão que tem um faxineiro dentro de uma grande organização.
É por isso que a salvação ou a comunhão com Deus não vem da razão ou do entendimento. Não é comprendendo o modus operandi de Deus que somos salvos ou passamos a ter comunhão com Ele, mas apenas crendo. A maior parte da Bíblia foi escrita por pessoas que não entenderam nada do que estavam escrevendo, mas mesmo assim cumpriram seu papel em nos legar a Palavra inspirada de Deus. Somente hoje aquele que é convertido a Cristo e que, portanto, possui o Espírito Santo, pode compreender as coisas do Antigo Testamento, e mesmo assim em parte, como diz em Coríntios.
Creio que estas duas passagens ajudarão a responder melhor do que eu sua dúvida. Mas, lembre-se: nós não estamos aqui para entender, mas para crer.
"Jesus Cristo; Ao qual, não o havendo visto, amais; no qual, não o vendo agora, mas crendo, vos alegrais com gozo inefável e glorioso; Alcançando o fim da vossa fé, a salvação das vossas almas. Da qual salvação inquiriram e trataram diligentemente os profetas que profetizaram da graça que vos foi dada, Indagando que tempo ou que ocasião de tempo o Espírito de Cristo, que estava neles, indicava, anteriormente testificando os sofrimentos que a Cristo haviam de vir, e a glória que se lhes havia de seguir. Aos quais foi revelado que, não para si mesmos, mas para nós, eles ministravam estas coisas que agora vos foram anunciadas por aqueles que, pelo Espírito Santo enviado do céu, vos pregaram o evangelho; para as quais coisas os anjos desejam bem atentar. Portanto, cingindo os lombos do vosso entendimento, sede sóbrios, e esperai inteiramente na graça que se vos ofereceu na revelação de Jesus Cristo" 1 Pd 1:8-13
"Porque agora vemos por espelho em enigma, mas então veremos face a face; agora conheço em parte, mas então conhecerei como também sou conhecido". 1 Co 13:12
Agora pense nisto: Deus não fez o que fez sentado confortavelmente no céu e simplesmente assistindo para ver o que iria acontecer com suas criaturas. Deus se envolveu ao ponto de se fazer homem e assumir a culpa por nossos erros. Lembre-se sempre de que a conta pela dívida não foi enviada diretamente ao pecador, mas ao Salvador. A salvação não custa nada para nós, mas custou um alto preço para Deus.
Desde a queda Deus vem avisando que pagaria a conta, mas mesmo assim nossa desconfiança nos faz achar que ele esteja mentindo ou querendo nos enganar. Quando teimosamente nos recusamos a aceitar que Deus é bom, justo e misericordioso, e o rejeitamos, o que resta então senão a separação eterna de Deus?
Sempre que falamos de coisas como bondade, justiça, amor, misericórdia etc., não falamos de sentimentos ou percepções que tenhamos desenvolvido por nós mesmos ou que sejam costumes simiescos aperfeiçoados. Falamos de absolutos que sempre estão acima de nossa capacidade de executar.
Essas noções que eu e você temos dessas coisas nos foram legadas pela nossa cultura judaico-cristã, pois em alguns pontos elas podem diferir de alguém que seja, por exemplo, muçulmano. Mas mesmo o muçulmano, o hinduísta ou o pagão terão, em última instância, obtido essas idéias de uma mesma fonte: Deus.
Agora, se temos esses sentimentos em nós em um grau de tão grande imperfeição, como podemos jultar os motivos ou razões dAquele que nos legou isso? Se você trabalhar de faxineiro numa grande indústria, as decisões do presidente não farão qualquer sentido para você dentro dos parâmetros limitados de visão que tem um faxineiro dentro de uma grande organização.
É por isso que a salvação ou a comunhão com Deus não vem da razão ou do entendimento. Não é comprendendo o modus operandi de Deus que somos salvos ou passamos a ter comunhão com Ele, mas apenas crendo. A maior parte da Bíblia foi escrita por pessoas que não entenderam nada do que estavam escrevendo, mas mesmo assim cumpriram seu papel em nos legar a Palavra inspirada de Deus. Somente hoje aquele que é convertido a Cristo e que, portanto, possui o Espírito Santo, pode compreender as coisas do Antigo Testamento, e mesmo assim em parte, como diz em Coríntios.
Creio que estas duas passagens ajudarão a responder melhor do que eu sua dúvida. Mas, lembre-se: nós não estamos aqui para entender, mas para crer.
"Jesus Cristo; Ao qual, não o havendo visto, amais; no qual, não o vendo agora, mas crendo, vos alegrais com gozo inefável e glorioso; Alcançando o fim da vossa fé, a salvação das vossas almas. Da qual salvação inquiriram e trataram diligentemente os profetas que profetizaram da graça que vos foi dada, Indagando que tempo ou que ocasião de tempo o Espírito de Cristo, que estava neles, indicava, anteriormente testificando os sofrimentos que a Cristo haviam de vir, e a glória que se lhes havia de seguir. Aos quais foi revelado que, não para si mesmos, mas para nós, eles ministravam estas coisas que agora vos foram anunciadas por aqueles que, pelo Espírito Santo enviado do céu, vos pregaram o evangelho; para as quais coisas os anjos desejam bem atentar. Portanto, cingindo os lombos do vosso entendimento, sede sóbrios, e esperai inteiramente na graça que se vos ofereceu na revelação de Jesus Cristo" 1 Pd 1:8-13
"Porque agora vemos por espelho em enigma, mas então veremos face a face; agora conheço em parte, mas então conhecerei como também sou conhecido". 1 Co 13:12
Agora pense nisto: Deus não fez o que fez sentado confortavelmente no céu e simplesmente assistindo para ver o que iria acontecer com suas criaturas. Deus se envolveu ao ponto de se fazer homem e assumir a culpa por nossos erros. Lembre-se sempre de que a conta pela dívida não foi enviada diretamente ao pecador, mas ao Salvador. A salvação não custa nada para nós, mas custou um alto preço para Deus.
Desde a queda Deus vem avisando que pagaria a conta, mas mesmo assim nossa desconfiança nos faz achar que ele esteja mentindo ou querendo nos enganar. Quando teimosamente nos recusamos a aceitar que Deus é bom, justo e misericordioso, e o rejeitamos, o que resta então senão a separação eterna de Deus?
A cristandade está decadente?
Sim, entendo que a cristandade está caminhando "morro abaixo" e sua trajetória culminará na grande meretriz do Apocalipse, a mesma mulher com a qual o apóstolo João se espantou. Não é opinião minha, mas o que encontro na Palavra profética. A cristandade está decadente, rumando à apostasia, e quando falo de cristandade falo do testemunho exterior da Igreja e me incluo nesta decadência de Laodiceia, pois faço parte da "grande casa" de 2 Timóteo 2 em que se tornou a cristandade.
Do lado de Deus, porém, a Igreja continua sem mancha e sem mácula e será assim, perfeita, que será tirada da Terra a qualquer momento no arrebatamento. Então este mundo ficará vazio de todos os que verdadeiramente creram em Cristo, pois todos subirão para estar com Ele. Mas este ponto de vista esbarra no ponto de vista daqueles que acreditam numa unificação do cristianismo para o bem e até acham que isso esteja acontecendo. A Bíblia, porém, mostra que todo fim de época é de ruína. Foi assim pouco antes do dilúvio, pouco antes da libertação dos israelitas do Egito e pouco antes da vinda do Senhor há 2 mil anos. De lá para cá temos o período da igreja, que começou bem e está como está.
Costumo receber e-mails de pessoas que acreditam que na Bíblia existe fundamento para se criar denominações, ou seja, separar os cristãos por diferentes nomes. Às vezes esses interpretam que se reunir sem denominação, como faço, é apenas criar mais uma denominação, porém sem nome.
Esquecem-se, porém, que os primeiros cristãos também se reuniam sem denominação e nem por isso podemos chamar aquilo de uma denominação sem nome. A idéia de uma denominação sem nome só poderia surgir numa época quando a idéia de grupos de cristãos denominados tivesse se tornado uma espécie de regra, e não o contrário. Há dois mil anos isso seria uma exceção, não a regra.
Não devemos julgar a Palavra de Deus pelo que vemos os cristãos fazendo ao nosso redor, mas o contrário: julgar as práticas pela Palavra, e não por um credo, dogma, estatuto ou regra de fé que alguém estabeleceu no passado, ou ainda por algum sistema do qual se alegue “ter dado certo”.
Os primeiros cristãos poderiam ser acusados de formar uma denominação "sem denominação"? No entanto eles estavam reunidos "somente" ao nome do Senhor. O centro era o Senhor. Era Ele o imã que os atraia a estarem juntos, não algum nome, homem ou doutrina. Era o Espírito Santo que os dirigia, não algum homem ou organização.
Suponha que transportássemos Pedro ou Paulo para nossos dias e os colocássemos diante da grande confusão que hoje existe: inúmeras seitas e divisões, má doutrina, erros, templos imensos e luxuosos emprestados do judaísmo, um clero se sobrepondo à ordem simples dada pelo Espírito para as reuniões cristãs, mulheres nos púlpitos, mulheres orando e profetizando com a cabeça descoberta, coros, orquestras, cantores e artistas centralizando as atenções, concertos de rock "cristão", pessoas em pecado participando ativamente do governo da igreja, avidez por membros & lucros, etc.
Então, suponha que, após mostrarmos tudo isso a Pedro ou Paulo, perguntássemos: "De que denominação vocês gostariam de ser membros?" Não precisamos de muito discernimento para entender que eles não iriam querer se fazer membros de coisa alguma. Eles iriam procurar um canto quieto onde pudessem, em dois ou três, se reunir para o Senhor, para a Sua glória, para o Seu nome e deixar que o Espírito lhes guiasse em simplicidade.
Uma vez uma jovem cristã, ao saber que eu não pertencia a uma denominação, me convidou a fazer-me membro da sua. Respondi que prazerosamente o faria, desde que ela me mostrasse na Bíblia que eu deveria me fazer membro de algo que não inclui todos os membros do corpo de Cristo. Ela não conseguiu encontrar um versículo sequer.
No mundo às avessas em que vivemos, alguns irmãos me chamaram de sectário por eu testemunhar que não quero levar sobre mim um nome que não possa ser levado por todos os que crêem! Ser simplesmente cristão é ser sectário? Sair do particular para testemunhar do geral tornou-se restritivo? Expressar unidade de um modo prático, deixando qualquer identificação que seja exclusiva, tornou-se exclusivismo!
Bom, desculpe-me pelo longo mail, mas achei que deveria apresentar as razões de minha tristeza. Não espero ver toda a cristandade abandonando seus sistemas, e nem me coloco como um aríete tentando derrubar sistemas. Longe de mim tal pensamento. Tudo caminhará em franco progresso rumo à apostasia final que a Palavra de Deus já previu, e a união com a Roma religiosa e política será cada vez maior.
Certamente Deus tem o Seu povo espalhado nos muitos compartimentos denominacionais que o homem criou e, como irmãos, os amo com o amor que Deus colocou em meu coração. Mas não quero nada com seus sistemas. Alguns irmãos com quem converso talvez procurem sinceramente buscar nas Escrituras, como os de Bereia, para ver se estas idéias têm fundamento ou não.
Outros simplesmente irão preferir permanecer na falsa segurança que seus sistemas eclesiásticos lhes oferece. Já ouvi de um irmão dizer que ele concordava com tudo, porém a estrutura organizacional de uma denominação lhe dava segurança e motivação para se manter fiel.
É uma questão de consciência individual, e quando alguém entende ser da vontade de Deus que o lugar onde o Senhor prometeu estar foi onde dois ou três estivessem reunidos ao Seu nome, esse naturalmente acabará se afastando dos sistemas criados pelos homens. Não se trata de uma questão de oposição ou combate contra status quo formado hoje pelo sistema denominacional, mas simplesmente de separação dele.
Do lado de Deus, porém, a Igreja continua sem mancha e sem mácula e será assim, perfeita, que será tirada da Terra a qualquer momento no arrebatamento. Então este mundo ficará vazio de todos os que verdadeiramente creram em Cristo, pois todos subirão para estar com Ele. Mas este ponto de vista esbarra no ponto de vista daqueles que acreditam numa unificação do cristianismo para o bem e até acham que isso esteja acontecendo. A Bíblia, porém, mostra que todo fim de época é de ruína. Foi assim pouco antes do dilúvio, pouco antes da libertação dos israelitas do Egito e pouco antes da vinda do Senhor há 2 mil anos. De lá para cá temos o período da igreja, que começou bem e está como está.
Costumo receber e-mails de pessoas que acreditam que na Bíblia existe fundamento para se criar denominações, ou seja, separar os cristãos por diferentes nomes. Às vezes esses interpretam que se reunir sem denominação, como faço, é apenas criar mais uma denominação, porém sem nome.
Esquecem-se, porém, que os primeiros cristãos também se reuniam sem denominação e nem por isso podemos chamar aquilo de uma denominação sem nome. A idéia de uma denominação sem nome só poderia surgir numa época quando a idéia de grupos de cristãos denominados tivesse se tornado uma espécie de regra, e não o contrário. Há dois mil anos isso seria uma exceção, não a regra.
Não devemos julgar a Palavra de Deus pelo que vemos os cristãos fazendo ao nosso redor, mas o contrário: julgar as práticas pela Palavra, e não por um credo, dogma, estatuto ou regra de fé que alguém estabeleceu no passado, ou ainda por algum sistema do qual se alegue “ter dado certo”.
Os primeiros cristãos poderiam ser acusados de formar uma denominação "sem denominação"? No entanto eles estavam reunidos "somente" ao nome do Senhor. O centro era o Senhor. Era Ele o imã que os atraia a estarem juntos, não algum nome, homem ou doutrina. Era o Espírito Santo que os dirigia, não algum homem ou organização.
Suponha que transportássemos Pedro ou Paulo para nossos dias e os colocássemos diante da grande confusão que hoje existe: inúmeras seitas e divisões, má doutrina, erros, templos imensos e luxuosos emprestados do judaísmo, um clero se sobrepondo à ordem simples dada pelo Espírito para as reuniões cristãs, mulheres nos púlpitos, mulheres orando e profetizando com a cabeça descoberta, coros, orquestras, cantores e artistas centralizando as atenções, concertos de rock "cristão", pessoas em pecado participando ativamente do governo da igreja, avidez por membros & lucros, etc.
Então, suponha que, após mostrarmos tudo isso a Pedro ou Paulo, perguntássemos: "De que denominação vocês gostariam de ser membros?" Não precisamos de muito discernimento para entender que eles não iriam querer se fazer membros de coisa alguma. Eles iriam procurar um canto quieto onde pudessem, em dois ou três, se reunir para o Senhor, para a Sua glória, para o Seu nome e deixar que o Espírito lhes guiasse em simplicidade.
Uma vez uma jovem cristã, ao saber que eu não pertencia a uma denominação, me convidou a fazer-me membro da sua. Respondi que prazerosamente o faria, desde que ela me mostrasse na Bíblia que eu deveria me fazer membro de algo que não inclui todos os membros do corpo de Cristo. Ela não conseguiu encontrar um versículo sequer.
No mundo às avessas em que vivemos, alguns irmãos me chamaram de sectário por eu testemunhar que não quero levar sobre mim um nome que não possa ser levado por todos os que crêem! Ser simplesmente cristão é ser sectário? Sair do particular para testemunhar do geral tornou-se restritivo? Expressar unidade de um modo prático, deixando qualquer identificação que seja exclusiva, tornou-se exclusivismo!
Bom, desculpe-me pelo longo mail, mas achei que deveria apresentar as razões de minha tristeza. Não espero ver toda a cristandade abandonando seus sistemas, e nem me coloco como um aríete tentando derrubar sistemas. Longe de mim tal pensamento. Tudo caminhará em franco progresso rumo à apostasia final que a Palavra de Deus já previu, e a união com a Roma religiosa e política será cada vez maior.
Certamente Deus tem o Seu povo espalhado nos muitos compartimentos denominacionais que o homem criou e, como irmãos, os amo com o amor que Deus colocou em meu coração. Mas não quero nada com seus sistemas. Alguns irmãos com quem converso talvez procurem sinceramente buscar nas Escrituras, como os de Bereia, para ver se estas idéias têm fundamento ou não.
Outros simplesmente irão preferir permanecer na falsa segurança que seus sistemas eclesiásticos lhes oferece. Já ouvi de um irmão dizer que ele concordava com tudo, porém a estrutura organizacional de uma denominação lhe dava segurança e motivação para se manter fiel.
É uma questão de consciência individual, e quando alguém entende ser da vontade de Deus que o lugar onde o Senhor prometeu estar foi onde dois ou três estivessem reunidos ao Seu nome, esse naturalmente acabará se afastando dos sistemas criados pelos homens. Não se trata de uma questão de oposição ou combate contra status quo formado hoje pelo sistema denominacional, mas simplesmente de separação dele.
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