O que ele diz sobre o evangelho nos vídeos que enviou está correto. Ele era pastor de uma denominação e aparentemente tem seu próprio trabalho que, queira ou não, é também uma denominação apenas com um nome e uma estrutura diferente. Mas dá para entender que ele é o líder. O fato de ter empunhado a bandeira do “contra as denominações tradicionais” ou fale de regeneração ou restauração da igreja não muda muita coisa.
Tem bastante gente empunhando essa bandeira e saindo das denominações para se reunirem em grupos familiares ou mesmo criarem uma denominação sem denominação. Mas não é essa a vontade de Deus: sair para criar mais grupos independentes. Quando percebemos a confusão existente na cristandade devemos sair a Cristo, e não a nós mesmos, a um líder ou a alguma nova forma de reunir.
Heb 13:13 "Portanto, saiamos até ele [CRISTO], fora do acampamento, suportando a desonra que ele suportou".
A pergunta que devemos fazer não é tanto "como devo me reunir", mas "onde devo me reunir", e a resposta é onde Cristo está no meio (e esse no meio significa o centro da reunião, o imã, o elemento aglutinador).
Quando escrevo sobre "a forma" das reuniões muitos chegam até a se interessar, mas quando falo do fundamento sobre o qual o cristão deve se reunir, isso já elimina alguns candidatos. Um irmão entrou em contato para dizer que concordava com "a forma" de reunir que eu explicava e era isso que ele procurava fazer com as pessoas com as quais se reunia. Entrei no blog dele e lá estava uma foto dele com colarinho eclesiástico e o título "Reverendo" antes do nome. Obviamente ele não entendeu que estar congregado ao nome do Senhor somente é tirar de cena o homem, o clero, e até o "Reverendo".
Voltando aos vídeos que você enviou, embora às vezes seja necessário apontar os descalabros que vemos ao redor como o autor dos vídeos faz, a bandeira do cristão não é denunciar os erros da cristandade, mas promover o conhecimento da Pessoa de Cristo.
O que chama a atenção no segundo vídeo é que o discurso fica muito centrado nele. Tem muito "eu", "eu", "eu"; você não achou que ele fala muito de si mesmo, como se dissesse "eu vou fazer assim, quem quiser que venha comigo"? Tenho aprendido que algo difícil é um clérigo perder a pose de clérigo. Ele foi criado assim e as pessoas o tratam assim. Uma vez clérigo, custa para tirar aquele colarinho duro, seja ele católico ou protestante. Obviamente para Deus nada é impossível.
Não existe na Palavra de Deus nenhuma indicação de que devamos restaurar a Igreja, porque ela é perfeita aos olhos de Deus. Quanto ao testemunho deixado aos homens, esse irá de mal a pior até depois do arrebatamento, quando ficarão na terra apenas os cristãos da boca para fora que seguirão o anticristo. Essa cristandade que fica para a tribulação é a prostituta de Apocalipse, a mulher que aparece montada sobre a besta (e depois é derrubada por ela).
Ainda sobre o que ele diz no vídeo, existe uma diferença entre a Igreja, que é o corpo de Cristo, e a cristandade, que é o testemunho que os homens dão desse corpo. A igreja, o corpo de Cristo, é e sempre será perfeita e sem mácula, porque Deus a fez assim. O testemunho dos homens é que está arruinado e não tem conserto. Não somos exortados a consertar coisa alguma, mas a guardar "a unidade do Espírito pelo vínculo da paz: há um só corpo e um só Espírito" Ef 4:3, 4. Essa unidade é indestrutível e é obra de Deus, não de homens.
Muitos hoje pregam a regeneração ou restauração da igreja (falando da cristandade ou do testemunho), mas essa regeneração não ocorrerá. Como aconteceu em todas as eras e dispensações (maneiras de Deus tratar os homens), tudo começa bem e acaba mal, porque os homens sempre destroem o que é de Deus.
Vivemos hoje o momento Laodicéia (entenda as 7 igrejas de Apocalipse também como 7 épocas da igreja no mundo), quando o valor é dado ao que é exterior (rica e abastada), mas Cristo está do lado de fora, batendo e buscando a comunhão individual. Não haverá restauração.
São poucos os que saem dos sistemas para voltar ao centro, que é Jesus. Isso sem alarde ou sem sentimentos revolucionários de quem está tentando consertar a cristandade. É importante fazer uma distinção clara disso para não cair no erro de criar mais uma denominação sem nome, que se propõe tão somente a reparar alguns erros do modus operandi das denominações, quando o grande erro está no fundamento que adotam.
Uma boa coisa a fazer quando escutar irmãos pregando contra denominações ou convidando as pessoas a saírem do sistema é perguntar: Acaso ele é um líder procurando por seguidores? A pergunta é muito importante, pois antes mesmo de existirem denominações o apóstolo Paulo alertou os anciãos de Éfeso dos perigos que viriam após sua partida: homens procurando atrair discípulos após si.
Ats 20:29, 30 "Porque eu sei isto: que, depois da minha partida, entrarão no meio de vós lobos cruéis [vindos de fora, incrédulos], que não perdoarão o rebanho. E que, dentre vós mesmos [crentes], se levantarão homens que falarão coisas perversas [ou pervertidas, distorcidas], para atraírem os discípulos após si".
Portanto, quando escutar alguém falando mal do atual estado da cristandade, das denominações, da maneira como os cristãos se afastaram da verdade etc e tal, veja se não é alguém querendo começar algo novo em torno de sua própria pessoa, ou seja, um ex-líder ou neo-líder em busca de seguidores.
Baixe todos as respostas de "O que respondi" até Dezembro/2011 em PDF (7Mb)
O que acha do livro "Por que você não quer mais ir à Igreja"?
Não conheço o livro "Por que você não quer mais ir à Igreja?", por Jake Colsen, portanto posso errar na precisão de meu julgamento. Na verdade, o autor que aparece na capa, "Jake Colsen", não existe. Os autores do livro são Dave Coleman e Wayne Jacobsen, este último fundador da Windblown Media, a editora que foi criada especialmente para publicar o livro "A Cabana" quando não foi encontrada uma editora cristã que quisesse correr o risco de fazê-lo. Repare que o sobrenome "Colsen" é construído com "COLeman" e "jacobSEN".
Saber da conexão de um dos autores com o livro "A Cabana" me preocupa. O livro "A Cabana" foi um dos livros que arquivei no "cesto arquivo" tamanhas as heresias que contém. Não se espante, eu realmente jogo fora os livros nos quais detecto erros graves quando comparados ao ensino da Palavra de Deus, e neste caso os erros eu descrevi neste link aqui.
Como já disse, não li o livro e ele pode conter idéias interessantes e até motivadoras no sentido de denunciar o erro de se transformar a Igreja em uma organização denominacional composta por um clero e tudo o que estamos acostumados a ver por aí, porém não na Bíblia.
Mas, do mesmo modo como o livro "A Cabana" mostra um Deus que está anos-luz do Deus que encontramos na Bíblia, aparentemente o livro em questão faz o mesmo em relação à Igreja, o Corpo de Cristo, que é apresentada na Palavra de Deus. A idéia romântica de "igrejas nos lares" ou "igreja em casa" não é bíblica. Mesmo que encontremos a igreja ou assembléia reunida em lares, tanto nos tempos do Novo Testamento como nos tempos modernos, "reunir-se nos lares" não é a base ou fundamento sobre o qual os cristãos devem estar congregados. O lugar físico onde estão reunidos não é o que importa, mas o fundamento.
Fiz algumas buscas de trechos do livro "Por que você não quer mais ir à Igreja?" em inglês ("So You Don't Want to Go to Church Anymore?") e pelo pouco que li os autores não entendem o que é a igreja, dirigindo todo o discurso do livro para o sentido de uma comunidade de relacionamentos. Nesse sentido, uma comunidade onde os relacionamentos são magníficos seria uma igreja boa, e uma comunidade que fica a dever neste sentido seria uma igreja ruim. A "igreja" apresentada no início do livro é, obviamente, a "igreja ruim".
Sei que o livro é uma história fictícia que apresenta uma caricatura de uma "igreja" no sentido denominacional e institucional (algo que também não é bíblico) e não tem a intenção de ser um tratado doutrinário com citações de versículos etc. Mas, considerando que sou escritor e meu estilo literário são crônicas ou histórias (reais ou não), também sei que a melhor maneira de você ensinar algo a alguém não é escrevendo um tratado científico, mas contando uma boa história. Por esta razão um pseudo-romance pode fazer mais estrago na mente das pessoas, afastando-as da Verdade, do que um livro de estudo cheio de heresias. O sucesso de "O Código Da Vinci" é prova disso.
Obviamente os autores de "Por que você não quer mais ir à Igreja?" procuram "ambientar" suas conclusões na Bíblia, sem citá-la formalmente. Mas até mesmo citações parafraseadas da Bíblia estão erradas, como esta:
"Jesus indicated that whenever two or three people get together focused on him, they would experience the vitality of church life." (Trad. "Jesus indicou que onde duas ou três pessoas se reúnem focadas nele, elas irão experimentar a vitalidade da vida da igreja").
Segundo os autores, Jesus teria dito que onde dois ou três "se reúnem" com foco nEle, experimentarão a vitalidade da vida da igreja. Isso não tem nada a ver com "Onde estiverem dois ou três reunidos em meu nome, aí estou eu, no meio deles" (Mt 18:20). O sentido original do versículo bíblico deixa claro que as pessoas não se reúnem, mas "são reunidas" por uma ação externa (no caso, o Espírito Santo). Pense na figura de um cesto de frutas: os crentes são as frutas e o Espírito Santo é o cesto que as mantém assim reunidas.
O "em meu nome" do versículo também tem o sentido original de "para o meu nome" e o contexto todo fala de se ter Jesus como o centro da reunião e de reconhecer Sua autoridade que é delegada aos que foram assim reunidos. O que estes fazem, eles o fazem no sentido que tem fazer algo em nome de Jesus ou com a autoridade que Jesus lhes delegou. É este o peso e autoridade que nome de Jesus tem na questão. Finalmente, o resultado dessa reunião não é "uma experiência de vitalidade da vida da igreja", como aparece na paráfrase dos autores do livro, mas a presença real e pessoal do Senhor Jesus: "Aí estou EU, no meio deles".
Neste caso, tal presença não é no sentido do Espírito Santo que habita em cada crente, mas sim da presença Pessoal de Jesus ali mesmo, tão real quanto Ele esteve com Seus discípulos após Sua ressurreição. Ainda que tal presença nos seja invisível agora aos olhos da carne, é na promessa dEle que nos agarramos, sabendo que Ele é fiel e cumpre o que prometeu.
O cerne da questão não está no que NÓS conseguimos realizar quando agimos de uma determinada maneira, mas naquilo que o Senhor promete fazer quando o Espírito Santo reúne dois ou três para o Seu nome.
Mais algumas citações tiradas do livro em inglês:
"My favorite expression of body life is where a local group of people chooses to walk together for a bit of the journey by cultivating close friendships and learning how to listen to God together."
(Trad: "Minha expressão favorita da vida como um corpo é quando um grupo de pessoas em um determinado lugar decidem andar juntas por um período de suas jornadas por meio do cultivo de íntimas amizades enquanto aprendem a escutar juntas o que Deus diz")
Os autores não compreendem as implicações da expressão "corpo de Cristo", um organismo real e não uma experiência resultante do relacionamento entre pessoas. Os crentes são corpo de Cristo porque o próprio Senhor os fez membros e os acrescentou ao Seu corpo, e não porque essas pessoas decidiram passar a ter algum tipo de relacionamento. Ainda que não exista qualquer amizade ou relacionamento entre dois crentes, mesmo assim eles são membros do mesmo corpo e indissoluvelmente ligados por Deus.
"[God’s wrath at the cross] wasn’t an expression of the punishment sin deserves; it was the antidote for sin and shame."
(Trad.: "A ira de Deus na cruz não foi uma expressão do castigo que o pecado merece; foi o antídoto para o pecado e a vergonha")
Este é um erro grave, pois transforma o sacrifício de Cristo em remédio. Seu sangue, sim, tem o poder de nos purificar de todos os pecados, mas a ira de Deus que caiu sobre Jesus é sim a expressão (e a realidade) do castigo que não apenas o pecado, como o próprio pecador, merece. Não precisamos sair de Isaías 53 para ter isso muito claro diante de nossos olhos:
"... ele foi ferido pelas nossas transgressões e moído pelas nossas iniqüidades; o castigo que nos traz a paz estava sobre ele, e, pelas suas pisaduras, fomos sarados.... o SENHOR fez cair sobre ele a iniqüidade de nós todos... e pela transgressão do meu povo foi ele atingido... ao SENHOR agradou o moê-lo, fazendo-o enfermar... porque as iniqüidades deles levará sobre si... ele levou sobre si o pecado de muitos".
Agora compare isso com o que os autores do livro dizem: "A ira de Deus na cruz não foi uma expressão do castigo que o pecado merece". Você concorda com os autores?
Saber da conexão de um dos autores com o livro "A Cabana" me preocupa. O livro "A Cabana" foi um dos livros que arquivei no "cesto arquivo" tamanhas as heresias que contém. Não se espante, eu realmente jogo fora os livros nos quais detecto erros graves quando comparados ao ensino da Palavra de Deus, e neste caso os erros eu descrevi neste link aqui.
Como já disse, não li o livro e ele pode conter idéias interessantes e até motivadoras no sentido de denunciar o erro de se transformar a Igreja em uma organização denominacional composta por um clero e tudo o que estamos acostumados a ver por aí, porém não na Bíblia.
Mas, do mesmo modo como o livro "A Cabana" mostra um Deus que está anos-luz do Deus que encontramos na Bíblia, aparentemente o livro em questão faz o mesmo em relação à Igreja, o Corpo de Cristo, que é apresentada na Palavra de Deus. A idéia romântica de "igrejas nos lares" ou "igreja em casa" não é bíblica. Mesmo que encontremos a igreja ou assembléia reunida em lares, tanto nos tempos do Novo Testamento como nos tempos modernos, "reunir-se nos lares" não é a base ou fundamento sobre o qual os cristãos devem estar congregados. O lugar físico onde estão reunidos não é o que importa, mas o fundamento.
Fiz algumas buscas de trechos do livro "Por que você não quer mais ir à Igreja?" em inglês ("So You Don't Want to Go to Church Anymore?") e pelo pouco que li os autores não entendem o que é a igreja, dirigindo todo o discurso do livro para o sentido de uma comunidade de relacionamentos. Nesse sentido, uma comunidade onde os relacionamentos são magníficos seria uma igreja boa, e uma comunidade que fica a dever neste sentido seria uma igreja ruim. A "igreja" apresentada no início do livro é, obviamente, a "igreja ruim".
Sei que o livro é uma história fictícia que apresenta uma caricatura de uma "igreja" no sentido denominacional e institucional (algo que também não é bíblico) e não tem a intenção de ser um tratado doutrinário com citações de versículos etc. Mas, considerando que sou escritor e meu estilo literário são crônicas ou histórias (reais ou não), também sei que a melhor maneira de você ensinar algo a alguém não é escrevendo um tratado científico, mas contando uma boa história. Por esta razão um pseudo-romance pode fazer mais estrago na mente das pessoas, afastando-as da Verdade, do que um livro de estudo cheio de heresias. O sucesso de "O Código Da Vinci" é prova disso.
Obviamente os autores de "Por que você não quer mais ir à Igreja?" procuram "ambientar" suas conclusões na Bíblia, sem citá-la formalmente. Mas até mesmo citações parafraseadas da Bíblia estão erradas, como esta:
"Jesus indicated that whenever two or three people get together focused on him, they would experience the vitality of church life." (Trad. "Jesus indicou que onde duas ou três pessoas se reúnem focadas nele, elas irão experimentar a vitalidade da vida da igreja").
Segundo os autores, Jesus teria dito que onde dois ou três "se reúnem" com foco nEle, experimentarão a vitalidade da vida da igreja. Isso não tem nada a ver com "Onde estiverem dois ou três reunidos em meu nome, aí estou eu, no meio deles" (Mt 18:20). O sentido original do versículo bíblico deixa claro que as pessoas não se reúnem, mas "são reunidas" por uma ação externa (no caso, o Espírito Santo). Pense na figura de um cesto de frutas: os crentes são as frutas e o Espírito Santo é o cesto que as mantém assim reunidas.
O "em meu nome" do versículo também tem o sentido original de "para o meu nome" e o contexto todo fala de se ter Jesus como o centro da reunião e de reconhecer Sua autoridade que é delegada aos que foram assim reunidos. O que estes fazem, eles o fazem no sentido que tem fazer algo em nome de Jesus ou com a autoridade que Jesus lhes delegou. É este o peso e autoridade que nome de Jesus tem na questão. Finalmente, o resultado dessa reunião não é "uma experiência de vitalidade da vida da igreja", como aparece na paráfrase dos autores do livro, mas a presença real e pessoal do Senhor Jesus: "Aí estou EU, no meio deles".
Neste caso, tal presença não é no sentido do Espírito Santo que habita em cada crente, mas sim da presença Pessoal de Jesus ali mesmo, tão real quanto Ele esteve com Seus discípulos após Sua ressurreição. Ainda que tal presença nos seja invisível agora aos olhos da carne, é na promessa dEle que nos agarramos, sabendo que Ele é fiel e cumpre o que prometeu.
O cerne da questão não está no que NÓS conseguimos realizar quando agimos de uma determinada maneira, mas naquilo que o Senhor promete fazer quando o Espírito Santo reúne dois ou três para o Seu nome.
Mais algumas citações tiradas do livro em inglês:
"My favorite expression of body life is where a local group of people chooses to walk together for a bit of the journey by cultivating close friendships and learning how to listen to God together."
(Trad: "Minha expressão favorita da vida como um corpo é quando um grupo de pessoas em um determinado lugar decidem andar juntas por um período de suas jornadas por meio do cultivo de íntimas amizades enquanto aprendem a escutar juntas o que Deus diz")
Os autores não compreendem as implicações da expressão "corpo de Cristo", um organismo real e não uma experiência resultante do relacionamento entre pessoas. Os crentes são corpo de Cristo porque o próprio Senhor os fez membros e os acrescentou ao Seu corpo, e não porque essas pessoas decidiram passar a ter algum tipo de relacionamento. Ainda que não exista qualquer amizade ou relacionamento entre dois crentes, mesmo assim eles são membros do mesmo corpo e indissoluvelmente ligados por Deus.
"[God’s wrath at the cross] wasn’t an expression of the punishment sin deserves; it was the antidote for sin and shame."
(Trad.: "A ira de Deus na cruz não foi uma expressão do castigo que o pecado merece; foi o antídoto para o pecado e a vergonha")
Este é um erro grave, pois transforma o sacrifício de Cristo em remédio. Seu sangue, sim, tem o poder de nos purificar de todos os pecados, mas a ira de Deus que caiu sobre Jesus é sim a expressão (e a realidade) do castigo que não apenas o pecado, como o próprio pecador, merece. Não precisamos sair de Isaías 53 para ter isso muito claro diante de nossos olhos:
"... ele foi ferido pelas nossas transgressões e moído pelas nossas iniqüidades; o castigo que nos traz a paz estava sobre ele, e, pelas suas pisaduras, fomos sarados.... o SENHOR fez cair sobre ele a iniqüidade de nós todos... e pela transgressão do meu povo foi ele atingido... ao SENHOR agradou o moê-lo, fazendo-o enfermar... porque as iniqüidades deles levará sobre si... ele levou sobre si o pecado de muitos".
Agora compare isso com o que os autores do livro dizem: "A ira de Deus na cruz não foi uma expressão do castigo que o pecado merece". Você concorda com os autores?
Se Deus quer que todos sejam salvos, por que nao salva todos?
Sua dúvida é em 1 Timóteo 2:4 "Paulo estaria falando de todos os homens (seres humanos)? ou estará falando apenas nos homens que podem receber a verdade ou chegar ao conhecimento desta?"
O desejo de Deus é esse para TODOS os homens. Não podemos isolar este versículo de seu contexto que fala do modo como devemos agir para com todos os homens (versículos 1 ao 3):
1Tm 2:1-4 "Exorto, pois, antes de tudo que se façam súplicas, orações, intercessões, e ações de graças por todos os homens, pelos reis, e por todos os que exercem autoridade, para que tenhamos uma vida tranqüila e sossegada, em toda a piedade e honestidade. Pois isto é bom e agradável diante de Deus nosso Salvador, o qual deseja que todos os homens sejam salvos e cheguem ao pleno conhecimento da verdade".
Algumas versões dizem "todos os homens se salvem", mas a correta é esta forma, "sejam salvos", porque sabemos que ninguém se salva a si mesmo.
Considerando os versículos anteriores fica claro que aqui Paulo está falando da disposição que devemos ter para com todos os homens, que é também a disposição de Deus. Mas sabemos que nem todos serão salvos e este conhecimento pode nos levar a tratar alguns com menor atenção do que outros, ou limitar a pregação do evangelho apenas àqueles que "achamos" que serão salvos, o que é um erro grave.
Deus não limitou seu evangelho: ele é proclamado em todos os lugares, apesar de nem sempre encontrar ouvidos receptivos. Então Deus realmente está colocando a salvação à disposição de todos e essa também deve ser a disposição do coração de todo aquele que crê: interceder por todos os homens.
O assunto aqui não são os conselhos eternos de Deus, a eleição ou predestinação, ou aqueles que o Pai dá ao Filho para que sejam salvos. O assunto é a disposição para com todos os homens em graça, algo que é compatível com o amor de Deus (que não precisava salvar ninguém, mas quis fazê-lo) e deve ser também com o amor que devemos demonstrar para com todos os homens.
Deus fez a obra, enviou Seu Filho para morrer, ressuscitou-O de entre os mortos e abriu, por assim dizer, as inscrições para o céu. É pegar ou largar, e ninguém saberá se pegou por ter sido escolhido antes da fundação do mundo antes de pegar, ou seja, crer no Salvador. No que diz respeito ao evangelho, a porta está aberta para todos porque Cristo morreu por TODOS, mas "apenas" MUITOS serão salvos, aqueles cujas iniquidades Cristo levou sobre Si.
2Co 5:15 "E ele morreu por TODOS"
Isa 53:11 "O trabalho da sua alma ele verá e ficará satisfeito; com o seu conhecimento, o meu servo, o justo, justificará a MUITOS, porque as iniqüidades deles levará sobre si. Pelo que lhe darei a parte de muitos e, com os poderosos, repartirá ele o despojo; porquanto derramou a sua alma na morte e foi contado com os transgressores; mas ELE LEVOU SOBRE SI O PECADO DE MUITOS e pelos transgressores intercedeu". ".
Heb 9:28 "assim também Cristo, oferecendo-se uma vez, para tirar os pecados de MUITOS aparecerá segunda vez, sem pecado, aos que o esperam para a salvação".
Todavia, no que diz respeito aos desígnios eternos de Deus, "os que dantes conheceu, também os predestinou para serem conformes à imagem de seu Filho, a fim de que ele seja o primogênito entre muitos irmãos. E aos que predestinou, a esses também chamou; e aos que chamou, a esses também justificou; e aos que justificou, a esses também glorificou". Rm 8:29
Uma coisa não é incompatível com a outra simplesmente porque quando olhamos a figura mais ampla aprendemos que é assim que é, porque é assim que Deus fez. Não há o que discutir com Ele. Quando olhamos com desconfiança os desígnios de Deus acabamos duvidando do Seu amor, mas isso é só porque somos humanos, imperfeitos e incapazes de compreender o quadro todo. Uma criança não compreende muitas coisas que só poderá compreender quando chegar à fase adulta. Qualquer conclusão que uma criança venha a tirar enquanto é criança estará baseada em seu conhecimento parcial da vida. Em que fase está o nosso entendimento das coisas de Deus? Para certas coisas não podemos tirar conclusões, apenas crer que são assim porque Deus as revelou dessa maneira.
Eu sei que às vezes certas coisas parecem injustiça quando julgadas por nossa mente carnal e com as limitações que temos. Assim muitos erroneamente consideram uma injustiça Deus salvar apenas alguns enquanto os outros continuarão em sua condição de condenados. Mas se usássemos o mesmo tipo de julgamento poderíamos muito bem considerar que é uma injustiça Deus salvar quem quer que seja! A explicação é simples: pela Bíblia sabemos que "não há ninguém que busque a Deus" Rom 3:11. Oras, falando humanamente, um salvo poderia muito bem reclamar: "Por que fui salvo se não era isso que eu queria?".
Como nossa passagem de Timóteo está falando da disposição de Deus para com todos os homens no que diz respeito ao evangelho, ela não nos fala de eleição ou predestinação, mas de responsabilidade também, e é por isso que o versículo continua falando do conhecimento da Verdade e de que há um só Mediador. No final descobriremos que aqueles que foram salvos não o foram por sua própria vontade, mas pelos desígnios de Deus e por graça somente. Aqueles que não foram salvos não o foram simplesmente porque não queriam ser, uma condição que é comum a todos os seres humanos antes de nascerem de novo e receberam vida vinda de Deus, para que possam sentir o peso de seus pecados e crerem no Salvador.
Rom 11:33, 34 "Ó profundidade das riquezas, tanto da sabedoria, como da ciência de Deus! Quão insondáveis são os seus juízos, e quão inescrutáveis, os seus caminhos! Porque quem compreendeu o intento do Senhor? Ou quem foi seu conselheiro?"
O desejo de Deus é esse para TODOS os homens. Não podemos isolar este versículo de seu contexto que fala do modo como devemos agir para com todos os homens (versículos 1 ao 3):
1Tm 2:1-4 "Exorto, pois, antes de tudo que se façam súplicas, orações, intercessões, e ações de graças por todos os homens, pelos reis, e por todos os que exercem autoridade, para que tenhamos uma vida tranqüila e sossegada, em toda a piedade e honestidade. Pois isto é bom e agradável diante de Deus nosso Salvador, o qual deseja que todos os homens sejam salvos e cheguem ao pleno conhecimento da verdade".
Algumas versões dizem "todos os homens se salvem", mas a correta é esta forma, "sejam salvos", porque sabemos que ninguém se salva a si mesmo.
Considerando os versículos anteriores fica claro que aqui Paulo está falando da disposição que devemos ter para com todos os homens, que é também a disposição de Deus. Mas sabemos que nem todos serão salvos e este conhecimento pode nos levar a tratar alguns com menor atenção do que outros, ou limitar a pregação do evangelho apenas àqueles que "achamos" que serão salvos, o que é um erro grave.
Deus não limitou seu evangelho: ele é proclamado em todos os lugares, apesar de nem sempre encontrar ouvidos receptivos. Então Deus realmente está colocando a salvação à disposição de todos e essa também deve ser a disposição do coração de todo aquele que crê: interceder por todos os homens.
O assunto aqui não são os conselhos eternos de Deus, a eleição ou predestinação, ou aqueles que o Pai dá ao Filho para que sejam salvos. O assunto é a disposição para com todos os homens em graça, algo que é compatível com o amor de Deus (que não precisava salvar ninguém, mas quis fazê-lo) e deve ser também com o amor que devemos demonstrar para com todos os homens.
Deus fez a obra, enviou Seu Filho para morrer, ressuscitou-O de entre os mortos e abriu, por assim dizer, as inscrições para o céu. É pegar ou largar, e ninguém saberá se pegou por ter sido escolhido antes da fundação do mundo antes de pegar, ou seja, crer no Salvador. No que diz respeito ao evangelho, a porta está aberta para todos porque Cristo morreu por TODOS, mas "apenas" MUITOS serão salvos, aqueles cujas iniquidades Cristo levou sobre Si.
2Co 5:15 "E ele morreu por TODOS"
Isa 53:11 "O trabalho da sua alma ele verá e ficará satisfeito; com o seu conhecimento, o meu servo, o justo, justificará a MUITOS, porque as iniqüidades deles levará sobre si. Pelo que lhe darei a parte de muitos e, com os poderosos, repartirá ele o despojo; porquanto derramou a sua alma na morte e foi contado com os transgressores; mas ELE LEVOU SOBRE SI O PECADO DE MUITOS e pelos transgressores intercedeu". ".
Heb 9:28 "assim também Cristo, oferecendo-se uma vez, para tirar os pecados de MUITOS aparecerá segunda vez, sem pecado, aos que o esperam para a salvação".
Todavia, no que diz respeito aos desígnios eternos de Deus, "os que dantes conheceu, também os predestinou para serem conformes à imagem de seu Filho, a fim de que ele seja o primogênito entre muitos irmãos. E aos que predestinou, a esses também chamou; e aos que chamou, a esses também justificou; e aos que justificou, a esses também glorificou". Rm 8:29
Uma coisa não é incompatível com a outra simplesmente porque quando olhamos a figura mais ampla aprendemos que é assim que é, porque é assim que Deus fez. Não há o que discutir com Ele. Quando olhamos com desconfiança os desígnios de Deus acabamos duvidando do Seu amor, mas isso é só porque somos humanos, imperfeitos e incapazes de compreender o quadro todo. Uma criança não compreende muitas coisas que só poderá compreender quando chegar à fase adulta. Qualquer conclusão que uma criança venha a tirar enquanto é criança estará baseada em seu conhecimento parcial da vida. Em que fase está o nosso entendimento das coisas de Deus? Para certas coisas não podemos tirar conclusões, apenas crer que são assim porque Deus as revelou dessa maneira.
Eu sei que às vezes certas coisas parecem injustiça quando julgadas por nossa mente carnal e com as limitações que temos. Assim muitos erroneamente consideram uma injustiça Deus salvar apenas alguns enquanto os outros continuarão em sua condição de condenados. Mas se usássemos o mesmo tipo de julgamento poderíamos muito bem considerar que é uma injustiça Deus salvar quem quer que seja! A explicação é simples: pela Bíblia sabemos que "não há ninguém que busque a Deus" Rom 3:11. Oras, falando humanamente, um salvo poderia muito bem reclamar: "Por que fui salvo se não era isso que eu queria?".
Como nossa passagem de Timóteo está falando da disposição de Deus para com todos os homens no que diz respeito ao evangelho, ela não nos fala de eleição ou predestinação, mas de responsabilidade também, e é por isso que o versículo continua falando do conhecimento da Verdade e de que há um só Mediador. No final descobriremos que aqueles que foram salvos não o foram por sua própria vontade, mas pelos desígnios de Deus e por graça somente. Aqueles que não foram salvos não o foram simplesmente porque não queriam ser, uma condição que é comum a todos os seres humanos antes de nascerem de novo e receberam vida vinda de Deus, para que possam sentir o peso de seus pecados e crerem no Salvador.
Rom 11:33, 34 "Ó profundidade das riquezas, tanto da sabedoria, como da ciência de Deus! Quão insondáveis são os seus juízos, e quão inescrutáveis, os seus caminhos! Porque quem compreendeu o intento do Senhor? Ou quem foi seu conselheiro?"
A relacao biblica homem-mulher esta fora de moda?
Após ter lido algum texto que escrevi sobre o namoro ou casamento você escreveu perguntando se a relação homem-mulher da Bíblia não deveria passar por uma atualização para seguir os padrões modernos. Segundo você, a maneira de um homem e uma mulher se relacionarem na Bíblia estaria muito longe do que é a prática considerada normal nos dias de hoje.
Talvez você tenha lido um destes links. Como disse que tinha lido apenas um link, então creio que os outros irão ajudar:
Por que o sexo não pode vir antes do casamento?
O sexo antes do casamento me faz perder a salvação?
Viver com alguém é fornicação?
Quanto à questão dos costumes das diferentes épocas, talvez ajude ler:
Os costumes citados em Coríntios valem para hoje?
É importante entender que mesmo lendo a Bíblia podemos ficar confusos sobre a interpretação do relacionamento entre o homem e a mulher, já que em Gênesis encontramos um casal e não muito tempo depois já vemos a poligamia praticada até mesmo entre o povo de Deus. Davi e Salomão, por exemplo, tiveram dezenas de mulheres.
Quando chegamos ao Novo Testamento as coisas pareciam mais comedidas, o que mostra que os costumes realmente mudam com os tempos, indo e voltando conforme o caso. Então o que fazer? Quando queremos descobrir como era uma construção que passou por muitas reformas o jeito é ir ver o projeto original. É o que Jesus aconselha aqui:
Mat 19:4-6 "Ele, porém, respondendo, disse-lhes: Não tendes lido que, no princípio, o Criador os fez macho e fêmea e disse: Portanto, deixará o homem pai e mãe e se unirá à sua mulher, e serão dois numa só carne? Assim não são mais dois, mas uma só carne."
Um homem, uma mulher, uma união. Este é o plano original de Deus e ratificado por Jesus nos Evangelhos. O modelo marido-mulher é a representação de algo muito maior: a relação entre Jesus e Sua Igreja, formada por todos os salvos:
Efs 5:31, 32 "Por isso, deixará o homem seu pai e sua mãe e se unirá à sua mulher; e serão dois numa carne. Grande é este mistério; digo-o, porém, a respeito de Cristo e da igreja".
Mais uma vez vemos um homem + uma mulher em uma união oficial. Para que exista isso e seja uma figura de Cristo e a Igreja é preciso que seja algo realmente decidido, não um "ficar". Deus nos livre de pensar que Cristo poderia apenas "ficar" com a Igreja por algum tempo e depois partir para outra experiência.
O matrimônio que a Palavra de Deus prevê para o casal é algo oficial. As leis da maioria dos povos prevê uma união civil entre um homem e uma mulher oficializada com testemunhas, portanto é assim que deve ocorrer.
No evangelho de João, capítulo 2, o primeiro milagre de Jesus acontece em uma festa de casamento. Veja que seu primeiro milagre não foi levantar um morto ou curar um leproso, mas providenciar vinho para o bufê da festa, aparentemente algo sem importância diante da grandeza de Jesus. Mas creio que Ele quis mostrar o quão importante é a união entre o homem e a mulher no casamento, pois afinal de contas a história toda termina em Apocalipse com um casamento: Cristo e Sua Igreja.
Espero ter respondido sua pergunta. Os detalhes, isto é, se pode beijar na boca, se pode fazer carícias, se pode isso ou aquilo, creio que o Espírito Santo lhe ajudará a ter discernimento quando for o caso, e os links que coloquei no início poderão ajudar.
Joã 2:1 E, ao terceiro dia, fizeram-se umas bodas em Caná da Galiléia; e estava ali a mãe de Jesus.
Joã 2:2 E foram também convidados Jesus e os seus discípulos para as bodas.
Joã 2:3 E, faltando o vinho, a mãe de Jesus lhe disse: Não têm vinho.
Joã 2:4 Disse-lhe Jesus: Mulher, que tenho eu contigo? Ainda não é chegada a minha hora.
Joã 2:5 Sua mãe disse aos empregados: Fazei tudo quanto ele vos disser.
Joã 2:6 E estavam ali postas seis talhas de pedra, para as purificações dos judeus, e em cada uma cabiam duas ou três metretas.
Joã 2:7 Disse-lhes Jesus: Enchei de água essas talhas. E encheram-nas até em cima.
Joã 2:8 E disse-lhes: Tirai agora e levai ao mestre-sala. E levaram.
Joã 2:9 E, logo que o mestre-sala provou a água feita vinho ( não sabendo de onde viera, se bem que o sabiam os empregados que tinham tirado a água ), chamou o mestre-sala ao esposo.
Joã 2:10 E disse-lhe: Todo homem põe primeiro o vinho bom e, quando já têm bebido bem, então, o inferior; mas tu guardaste até agora o bom vinho.
Joã 2:11 Jesus principiou assim os seus sinais em Caná da Galiléia e manifestou a sua glória, e os seus discípulos creram nele.
Talvez você tenha lido um destes links. Como disse que tinha lido apenas um link, então creio que os outros irão ajudar:
Por que o sexo não pode vir antes do casamento?
O sexo antes do casamento me faz perder a salvação?
Viver com alguém é fornicação?
Quanto à questão dos costumes das diferentes épocas, talvez ajude ler:
Os costumes citados em Coríntios valem para hoje?
É importante entender que mesmo lendo a Bíblia podemos ficar confusos sobre a interpretação do relacionamento entre o homem e a mulher, já que em Gênesis encontramos um casal e não muito tempo depois já vemos a poligamia praticada até mesmo entre o povo de Deus. Davi e Salomão, por exemplo, tiveram dezenas de mulheres.
Quando chegamos ao Novo Testamento as coisas pareciam mais comedidas, o que mostra que os costumes realmente mudam com os tempos, indo e voltando conforme o caso. Então o que fazer? Quando queremos descobrir como era uma construção que passou por muitas reformas o jeito é ir ver o projeto original. É o que Jesus aconselha aqui:
Mat 19:4-6 "Ele, porém, respondendo, disse-lhes: Não tendes lido que, no princípio, o Criador os fez macho e fêmea e disse: Portanto, deixará o homem pai e mãe e se unirá à sua mulher, e serão dois numa só carne? Assim não são mais dois, mas uma só carne."
Um homem, uma mulher, uma união. Este é o plano original de Deus e ratificado por Jesus nos Evangelhos. O modelo marido-mulher é a representação de algo muito maior: a relação entre Jesus e Sua Igreja, formada por todos os salvos:
Efs 5:31, 32 "Por isso, deixará o homem seu pai e sua mãe e se unirá à sua mulher; e serão dois numa carne. Grande é este mistério; digo-o, porém, a respeito de Cristo e da igreja".
Mais uma vez vemos um homem + uma mulher em uma união oficial. Para que exista isso e seja uma figura de Cristo e a Igreja é preciso que seja algo realmente decidido, não um "ficar". Deus nos livre de pensar que Cristo poderia apenas "ficar" com a Igreja por algum tempo e depois partir para outra experiência.
O matrimônio que a Palavra de Deus prevê para o casal é algo oficial. As leis da maioria dos povos prevê uma união civil entre um homem e uma mulher oficializada com testemunhas, portanto é assim que deve ocorrer.
No evangelho de João, capítulo 2, o primeiro milagre de Jesus acontece em uma festa de casamento. Veja que seu primeiro milagre não foi levantar um morto ou curar um leproso, mas providenciar vinho para o bufê da festa, aparentemente algo sem importância diante da grandeza de Jesus. Mas creio que Ele quis mostrar o quão importante é a união entre o homem e a mulher no casamento, pois afinal de contas a história toda termina em Apocalipse com um casamento: Cristo e Sua Igreja.
Espero ter respondido sua pergunta. Os detalhes, isto é, se pode beijar na boca, se pode fazer carícias, se pode isso ou aquilo, creio que o Espírito Santo lhe ajudará a ter discernimento quando for o caso, e os links que coloquei no início poderão ajudar.
Joã 2:1 E, ao terceiro dia, fizeram-se umas bodas em Caná da Galiléia; e estava ali a mãe de Jesus.
Joã 2:2 E foram também convidados Jesus e os seus discípulos para as bodas.
Joã 2:3 E, faltando o vinho, a mãe de Jesus lhe disse: Não têm vinho.
Joã 2:4 Disse-lhe Jesus: Mulher, que tenho eu contigo? Ainda não é chegada a minha hora.
Joã 2:5 Sua mãe disse aos empregados: Fazei tudo quanto ele vos disser.
Joã 2:6 E estavam ali postas seis talhas de pedra, para as purificações dos judeus, e em cada uma cabiam duas ou três metretas.
Joã 2:7 Disse-lhes Jesus: Enchei de água essas talhas. E encheram-nas até em cima.
Joã 2:8 E disse-lhes: Tirai agora e levai ao mestre-sala. E levaram.
Joã 2:9 E, logo que o mestre-sala provou a água feita vinho ( não sabendo de onde viera, se bem que o sabiam os empregados que tinham tirado a água ), chamou o mestre-sala ao esposo.
Joã 2:10 E disse-lhe: Todo homem põe primeiro o vinho bom e, quando já têm bebido bem, então, o inferior; mas tu guardaste até agora o bom vinho.
Joã 2:11 Jesus principiou assim os seus sinais em Caná da Galiléia e manifestou a sua glória, e os seus discípulos creram nele.
O inferno e' eterno?
Não é a minha ou sua opinião que importa, mas o que Deus diz em Sua Palavra. O céu é um lugar de eterna ocupação com Cristo, e se você acha tedioso isso provavelmente não O conheceu ainda. Já o lago de fogo é um lugar de eterna separação de Deus e sofrimentos indizíveis. Não fui eu quem inventou isso, mas é o que a Bíblia diz. Você diz que um castigo assim contraria a própria lei de Deus, mas se Deus levasse para o céu quem não quer morar lá, o céu seria um inferno para alguém assim. Curiosamente o maior número de citações do inferno encontradas na Bíblia são da boca do Senhor Jesus nos evangelhos.
Ele chama essa condenação de "fogo eterno", não fogo fátuo, passageiro ou temporário, embora deixe claro que não é um lugar originalmente preparado para os homens, mas para os anjos. Os homens irão para lá por vontade própria:
Mt 25:41 "Então, dirá também aos que estiverem à sua esquerda: Apartai-vos de mim, malditos, para o FOGO ETERNO, preparado para o diabo e seus anjos".
Jesus também não estipula uma data para esse fogo terminar, ao contrário ele diz que NUNCA apagará:
Mt 3:12 "Em sua mão tem a pá, e limpará a sua eira, e recolherá no celeiro o seu trigo, e queimará a palha com fogo que NUNCA SE APAGARÁ".
Mc 9:43 "... para o inferno, para o fogo que NUNCA SE APAGA, onde o seu bicho não morre, e O FOGO NUNCA SE APAGA.
Jesus deixa claro que o tormento nesse fogo que nunca se apaga é igualmente eterno:
Mt 25:46 "E irão estes para o TORMENTO ETERNO, mas os justos, para a vida eterna".
Daniel mostra que o que espera os salvos é tão eterno quanto o que espera os perdidos. Negar a eternidade de uma realidade é negar a eternidade de ambas:
Dn 12:2 "E muitos dos que dormem no pó da terra ressuscitarão, uns para a VIDA ETERNA e outros para VERGONHA E DESPREZO ETERNO".
Apocalipse confirma a eternidade dessa perdição:
Ap 14:10 "também o tal beberá do vinho da ira de Deus, que se deitou, não misturado, no cálice da sua ira, e será atormentado com fogo e enxofre diante dos santos anjos e diante do Cordeiro. E a fumaça do seu tormento SOBE PARA TODO O SEMPRE; e não têm repouso, nem de dia nem de noite".
Portanto, você pode ter até sua opinião, mas não pode dizer que ela seja baseada na Palavra de Deus, a qual é categórica a respeito da eternidade, tanto da salvação quanto da perdição.
Ele chama essa condenação de "fogo eterno", não fogo fátuo, passageiro ou temporário, embora deixe claro que não é um lugar originalmente preparado para os homens, mas para os anjos. Os homens irão para lá por vontade própria:
Mt 25:41 "Então, dirá também aos que estiverem à sua esquerda: Apartai-vos de mim, malditos, para o FOGO ETERNO, preparado para o diabo e seus anjos".
Jesus também não estipula uma data para esse fogo terminar, ao contrário ele diz que NUNCA apagará:
Mt 3:12 "Em sua mão tem a pá, e limpará a sua eira, e recolherá no celeiro o seu trigo, e queimará a palha com fogo que NUNCA SE APAGARÁ".
Mc 9:43 "... para o inferno, para o fogo que NUNCA SE APAGA, onde o seu bicho não morre, e O FOGO NUNCA SE APAGA.
Jesus deixa claro que o tormento nesse fogo que nunca se apaga é igualmente eterno:
Mt 25:46 "E irão estes para o TORMENTO ETERNO, mas os justos, para a vida eterna".
Daniel mostra que o que espera os salvos é tão eterno quanto o que espera os perdidos. Negar a eternidade de uma realidade é negar a eternidade de ambas:
Dn 12:2 "E muitos dos que dormem no pó da terra ressuscitarão, uns para a VIDA ETERNA e outros para VERGONHA E DESPREZO ETERNO".
Apocalipse confirma a eternidade dessa perdição:
Ap 14:10 "também o tal beberá do vinho da ira de Deus, que se deitou, não misturado, no cálice da sua ira, e será atormentado com fogo e enxofre diante dos santos anjos e diante do Cordeiro. E a fumaça do seu tormento SOBE PARA TODO O SEMPRE; e não têm repouso, nem de dia nem de noite".
Portanto, você pode ter até sua opinião, mas não pode dizer que ela seja baseada na Palavra de Deus, a qual é categórica a respeito da eternidade, tanto da salvação quanto da perdição.
Foi errada a escolha de Matias para apostolo?
Sua dúvida é se a escolha de Matias não teria sido uma iniciativa de homens apenas, e não de Deus. Segundo você, Pedro teria se apressado ao decidir que alguém deveria tomar o lugar de Judas, sem esperar para saber qual era a intenção do Senhor. Além disso, a escolha feita lançando sortes não seria, no seu entender, correta para um cristão. No meu entender, a escolha de Matias foi correta por algumas razões.
1. Os doze apóstolos originais não foram escolhidos como apóstolos para a Igreja, mas para Israel, já que a Igreja só viria a existir a partir de Atos 2. A missão dos apóstolos era primeiramente pregar o evangelho do Reino a Israel.
2. Todo o relacionamento do Senhor com Seus apóstolos nos evangelhos é um relacionamento judaico, onde coisas como o Templo, sacrifícios, ofertas, sacerdotes etc. continuam em vigor. Os apóstolos não tinham o Espírito Santo habitando neles, o que só ocorreu após Pentecostes, mas tinham o Espírito atuando por intermédio deles.
3. Embora não tivessem ainda o Espírito habitando em si, os apóstolos tinham a autoridade apostólica que o Senhor delegou a eles, e isso inclui Judas. Autoridade delegada não significa infalibilidade.
4. É com base nessa autoridade que eles procedem à escolha do décimo segundo, mas mesmo assim não decidem de si mesmos, mas colocam diante do Senhor. Primeiro eles fazem uma seleção com base nas características e pré-requisitos que aprenderam do próprio Senhor: ter convivido com o Senhor Jesus desde o batismo de João até o dia da ascensão, e ter testemunhado a ressurreição. Isso restringia as possibilidades a apenas dois candidatos.
At 1:21-26 "É necessário, pois, que, dos varões que conviveram conosco todo o tempo em que o Senhor Jesus entrou e saiu dentre nós, começando desde o batismo de João até ao dia em que dentre nós foi recebido em cima, um deles se faça conosco testemunha da sua ressurreição. E apresentaram dois: José, chamado Barsabás, que tinha por sobrenome o Justo, e Matias. E, orando, disseram: Tu, Senhor, conhecedor do coração de todos, mostra qual destes dois tens escolhido, para que tome parte neste ministério e apostolado, de que Judas se desviou, para ir para o seu próprio lugar. E, lançando-lhes sortes, caiu a sorte sobre Matias. E, por voto comum, foi contado com os onze apóstolos".
5. O fato de terem lançado sortes para que o Senhor indicasse através das sortes não era anti-bíblico se considerarmos que eles ainda não tinham o Espírito Santo neles dando discernimento. O Antigo Testamento autorizava essa prática, e reconhecia-se que a decisão viria do Senhor.
Pv 16:33 "A sorte se lança no regaço, mas do SENHOR procede toda a sua disposição".
Hoje o crente pode receber a direção do Senhor pela Palavra de Deus e também pelo Espírito Santo que habita em si. Não é aconselhável tomar decisões hoje lançando-se sortes como faziam aqueles que não tinham o Espírito Santo. Quem abre a Bíblia a esmo esperando tomar uma decisão baseada num versículo qualquer apontado de olhos fechados corre o risco de encontrar sob seu dedo o trecho: "E ele, atirando para o templo as moedas de prata, retirou-se e foi-se enforcar".)
6. A escolha de Matias não é negada ou repreendida por Deus em lugar algum do Novo Testamento, pelo contrário, ele passa a ser reconhecido como um dos "doze" antes mesmo do surgimento de Paulo.
At 6:2 "E os doze, convocando a multidão dos discípulos, disseram: Não é razoável que nós deixemos a palavra de Deus e sirvamos às mesas".
7. O próprio apóstolo Paulo reconhece que Matias é um dos doze ao mencionar que o Senhor foi visto "pelos doze", o que refere-se ao número completo incluindo Matias, já que então Judas estava morto. Paulo também faz distinção entre a experiência dos apóstolos e a sua própria, bem posterior, como de um nascido fora de tempo.
1 Co 15:5-8 "e que foi visto por Cefas e depois pelos doze [deve estar agora se referindo a Cefas + os 11]. Depois, foi visto, uma vez, por mais de quinhentos irmãos, dos quais vive ainda a maior parte, mas alguns já dormem também. Depois, foi visto por Tiago [talvez individualmente] , depois, por todos os apóstolos [outra vez "os doze"] e, por derradeiro de todos, me apareceu também a mim, como a um abortivo".
8. O apóstolo Paulo foi o apóstolo escolhido do Senhor para ser o apóstolo dos gentios. A ele foi feita uma revelação que não tinha sido feita aos outros: a Igreja. Nenhum dos doze apóstolos sabia da Igreja antes de Paulo explicar a eles. Os doze tinham sido comissionados pelo Senhor para anunciar o Cristo, que estava aqui no mundo, aos judeus. Paulo foi comissionado para anunciar Jesus, no céu em glória, aos gentios.
Finalmente, quanto à sua última dúvida, se é Matias ou Paulo que terá seu nome em um dos doze fundamentos da Santa Jerusalém que desce do céu em Apocalipse 21:
Apo 21:14 "E o muro da cidade tinha doze fundamentos e, neles, os nomes dos doze apóstolos do Cordeiro".
A resposta é Matias. Considere que:
1. Os doze apóstolos originais não foram escolhidos como apóstolos para a Igreja, mas para Israel, já que a Igreja só viria a existir a partir de Atos 2. A missão dos apóstolos era primeiramente pregar o evangelho do Reino a Israel.
2. Todo o relacionamento do Senhor com Seus apóstolos nos evangelhos é um relacionamento judaico, onde coisas como o Templo, sacrifícios, ofertas, sacerdotes etc. continuam em vigor. Os apóstolos não tinham o Espírito Santo habitando neles, o que só ocorreu após Pentecostes, mas tinham o Espírito atuando por intermédio deles.
3. Embora não tivessem ainda o Espírito habitando em si, os apóstolos tinham a autoridade apostólica que o Senhor delegou a eles, e isso inclui Judas. Autoridade delegada não significa infalibilidade.
4. É com base nessa autoridade que eles procedem à escolha do décimo segundo, mas mesmo assim não decidem de si mesmos, mas colocam diante do Senhor. Primeiro eles fazem uma seleção com base nas características e pré-requisitos que aprenderam do próprio Senhor: ter convivido com o Senhor Jesus desde o batismo de João até o dia da ascensão, e ter testemunhado a ressurreição. Isso restringia as possibilidades a apenas dois candidatos.
At 1:21-26 "É necessário, pois, que, dos varões que conviveram conosco todo o tempo em que o Senhor Jesus entrou e saiu dentre nós, começando desde o batismo de João até ao dia em que dentre nós foi recebido em cima, um deles se faça conosco testemunha da sua ressurreição. E apresentaram dois: José, chamado Barsabás, que tinha por sobrenome o Justo, e Matias. E, orando, disseram: Tu, Senhor, conhecedor do coração de todos, mostra qual destes dois tens escolhido, para que tome parte neste ministério e apostolado, de que Judas se desviou, para ir para o seu próprio lugar. E, lançando-lhes sortes, caiu a sorte sobre Matias. E, por voto comum, foi contado com os onze apóstolos".
5. O fato de terem lançado sortes para que o Senhor indicasse através das sortes não era anti-bíblico se considerarmos que eles ainda não tinham o Espírito Santo neles dando discernimento. O Antigo Testamento autorizava essa prática, e reconhecia-se que a decisão viria do Senhor.
Pv 16:33 "A sorte se lança no regaço, mas do SENHOR procede toda a sua disposição".
Hoje o crente pode receber a direção do Senhor pela Palavra de Deus e também pelo Espírito Santo que habita em si. Não é aconselhável tomar decisões hoje lançando-se sortes como faziam aqueles que não tinham o Espírito Santo. Quem abre a Bíblia a esmo esperando tomar uma decisão baseada num versículo qualquer apontado de olhos fechados corre o risco de encontrar sob seu dedo o trecho: "E ele, atirando para o templo as moedas de prata, retirou-se e foi-se enforcar".)
6. A escolha de Matias não é negada ou repreendida por Deus em lugar algum do Novo Testamento, pelo contrário, ele passa a ser reconhecido como um dos "doze" antes mesmo do surgimento de Paulo.
At 6:2 "E os doze, convocando a multidão dos discípulos, disseram: Não é razoável que nós deixemos a palavra de Deus e sirvamos às mesas".
7. O próprio apóstolo Paulo reconhece que Matias é um dos doze ao mencionar que o Senhor foi visto "pelos doze", o que refere-se ao número completo incluindo Matias, já que então Judas estava morto. Paulo também faz distinção entre a experiência dos apóstolos e a sua própria, bem posterior, como de um nascido fora de tempo.
1 Co 15:5-8 "e que foi visto por Cefas e depois pelos doze [deve estar agora se referindo a Cefas + os 11]. Depois, foi visto, uma vez, por mais de quinhentos irmãos, dos quais vive ainda a maior parte, mas alguns já dormem também. Depois, foi visto por Tiago [talvez individualmente] , depois, por todos os apóstolos [outra vez "os doze"] e, por derradeiro de todos, me apareceu também a mim, como a um abortivo".
8. O apóstolo Paulo foi o apóstolo escolhido do Senhor para ser o apóstolo dos gentios. A ele foi feita uma revelação que não tinha sido feita aos outros: a Igreja. Nenhum dos doze apóstolos sabia da Igreja antes de Paulo explicar a eles. Os doze tinham sido comissionados pelo Senhor para anunciar o Cristo, que estava aqui no mundo, aos judeus. Paulo foi comissionado para anunciar Jesus, no céu em glória, aos gentios.
Finalmente, quanto à sua última dúvida, se é Matias ou Paulo que terá seu nome em um dos doze fundamentos da Santa Jerusalém que desce do céu em Apocalipse 21:
Apo 21:14 "E o muro da cidade tinha doze fundamentos e, neles, os nomes dos doze apóstolos do Cordeiro".
A resposta é Matias. Considere que:
- Matias foi o apóstolo escolhido em Atos 1 para ser o décimo-segundo e completar "os doze"
- Ele foi reconhecido como "os doze" em Atos 6
- Efésios 2:20 diz que a Igreja (e é a Igreja essa Santa Jerusalém que desce do céu em Apocalipse) foi edificada "sobre o fundamento dos apóstolos e dos profetas, de que Jesus Cristo é a principal pedra da esquina".
- A fundação (a inauguração ou o lançamento dos fundamentos) da Igreja ocorreu em Atos 2, antes de Paulo se converter. Embora Paulo fale do fundamento em 1 Co 3:10, ali ele está se referindo a Cristo.
Como interpretar o Apocalipse?
O mês passado joguei fora alguns livros que tinha em minha estante. Eram livros escritos na década de 70 e 80 que falavam de profecias, mas tentando interpretá-las por meio das coisas visíveis e boa parte das interpretações agora já caducaram. Livros assim fazem parecer que a Bíblia está errada, pois quando as interpretações do autor não se cumprem, as pessoas pensam que o problema está na Bíblia.
Esses livros se concentravam nas coisas que víamos em redor nos tempos da Guerra Fria, quando a União Soviética existia e era aquele suspense contínuo. Lembro-me de que quando morei nos EUA em 1972 via casas que tinham abrigos anti-atômicos subterrâneos no quintal. Visitei uma antiga mina de mármore desativada que você podia entrar de carro, de tão imensa que era, onde estavam empilhadas toneladas e toneladas de alimentos, camas e equipamentos para a população da cidade viver lá em caso de guerra nuclear.
Os autores que interpretavam as profecias com base no que estava ocorrendo no mundo naquele momento cometeram muitos erros, simplesmente porque os eventos ao nosso redor mudam todos os dias. Desde o princípio do cristianismo existe algum líder mundial que é a bola da vez como candidato a anticristo. Muitos papas já ocuparam essa vaga e Hitler foi o candidato mais forte do século 20. Mas também vi Mikhail Gorbachev ser identificado como o anticristo porque tinha uma marca na testa.
Outra "profetada", que são essas interpretações proféticas equivocadas, foi o código de barra. Cheguei a conhecer cristãos que se negavam a comprar qualquer produto que tivesse um código de barra na embalagem, pois o código de barra, segundo alguns autores da época, era a marca da besta.
Existe um risco muito grande em tentar interpretar a profecia por meio do que vemos no mundo neste momento, porque amanhã tudo pode ser diferente. É preciso entender que a profecia não se refere à Igreja, mas a Israel. Ela é encontrada no Antigo Testamento, nos Evangelhos (porque o Senhor Jesus primeiramente tratou com Seus discípulos como judeus) e em Apocalipse. Alguma coisa concernente à Igreja nós encontramos nas epístolas, principalmente em 1 Tessalonicenses, mas tudo o que vem a partir do capítulo 4 de Apocalipse diz respeito a Israel (exceto, obviamente, quando fala claramente da noiva do Cordeiro, que é a Igreja).
Por isso nem tudo nós, cristãos, iremos entender, porque não temos elemento para tanto. Por exemplo, o anticristo só será revelado depois da retirada da Igreja e do Espírito Santo da terra no arrebatamento (2 Ts 2), portanto qualquer exercício de "adivinhação" agora é improdutiva. Tentar interpretar a profecia com elementos atuais é o mesmo que tentar interpretar a Bíblia usando a ciência. Todos os dias a ciência faz novas descobertas e muitas afirmações de cientistas renomados são sepultadas para dar lugar a novas afirmações.
Assim é com a profecia. Tem autores que tentam interpretar os juízos de Apocalipse fazendo referência à bomba atômica, mas isso é porque bomba atômica é o máximo de destruição que conhecemos hoje. Há 500 anos alguém poderia ter interpretado usando explosões de pólvora, porque era tudo o que conheciam na época. Em um daqueles livros que joguei fora o autor dizia que os gafanhotos de Ap 9:6, 7 serão helicópteros com metralhadoras na cauda, mas isso é porque a coisa mais parecida que existe hoje é o helicóptero com metralhadora na cauda. E amanhã?
O Apocalipse é um livro de símbolos e o terreno mais seguro para entendermos a profecia é buscarmos na própria Bíblia os significados e paralelos para o que lemos lá. Por exemplo, quando lemos "a antiga serpente", vamos para Gênesis. É assim que se interpreta profecia.
Esses livros se concentravam nas coisas que víamos em redor nos tempos da Guerra Fria, quando a União Soviética existia e era aquele suspense contínuo. Lembro-me de que quando morei nos EUA em 1972 via casas que tinham abrigos anti-atômicos subterrâneos no quintal. Visitei uma antiga mina de mármore desativada que você podia entrar de carro, de tão imensa que era, onde estavam empilhadas toneladas e toneladas de alimentos, camas e equipamentos para a população da cidade viver lá em caso de guerra nuclear.
Os autores que interpretavam as profecias com base no que estava ocorrendo no mundo naquele momento cometeram muitos erros, simplesmente porque os eventos ao nosso redor mudam todos os dias. Desde o princípio do cristianismo existe algum líder mundial que é a bola da vez como candidato a anticristo. Muitos papas já ocuparam essa vaga e Hitler foi o candidato mais forte do século 20. Mas também vi Mikhail Gorbachev ser identificado como o anticristo porque tinha uma marca na testa.
Outra "profetada", que são essas interpretações proféticas equivocadas, foi o código de barra. Cheguei a conhecer cristãos que se negavam a comprar qualquer produto que tivesse um código de barra na embalagem, pois o código de barra, segundo alguns autores da época, era a marca da besta.
Existe um risco muito grande em tentar interpretar a profecia por meio do que vemos no mundo neste momento, porque amanhã tudo pode ser diferente. É preciso entender que a profecia não se refere à Igreja, mas a Israel. Ela é encontrada no Antigo Testamento, nos Evangelhos (porque o Senhor Jesus primeiramente tratou com Seus discípulos como judeus) e em Apocalipse. Alguma coisa concernente à Igreja nós encontramos nas epístolas, principalmente em 1 Tessalonicenses, mas tudo o que vem a partir do capítulo 4 de Apocalipse diz respeito a Israel (exceto, obviamente, quando fala claramente da noiva do Cordeiro, que é a Igreja).
Por isso nem tudo nós, cristãos, iremos entender, porque não temos elemento para tanto. Por exemplo, o anticristo só será revelado depois da retirada da Igreja e do Espírito Santo da terra no arrebatamento (2 Ts 2), portanto qualquer exercício de "adivinhação" agora é improdutiva. Tentar interpretar a profecia com elementos atuais é o mesmo que tentar interpretar a Bíblia usando a ciência. Todos os dias a ciência faz novas descobertas e muitas afirmações de cientistas renomados são sepultadas para dar lugar a novas afirmações.
Assim é com a profecia. Tem autores que tentam interpretar os juízos de Apocalipse fazendo referência à bomba atômica, mas isso é porque bomba atômica é o máximo de destruição que conhecemos hoje. Há 500 anos alguém poderia ter interpretado usando explosões de pólvora, porque era tudo o que conheciam na época. Em um daqueles livros que joguei fora o autor dizia que os gafanhotos de Ap 9:6, 7 serão helicópteros com metralhadoras na cauda, mas isso é porque a coisa mais parecida que existe hoje é o helicóptero com metralhadora na cauda. E amanhã?
O Apocalipse é um livro de símbolos e o terreno mais seguro para entendermos a profecia é buscarmos na própria Bíblia os significados e paralelos para o que lemos lá. Por exemplo, quando lemos "a antiga serpente", vamos para Gênesis. É assim que se interpreta profecia.
O jovem que fugiu nu era Marcos ou Joao?
Mc 14:50:52 "Então todos o abandonaram e fugiram. Um jovem, vestindo apenas um lençol de linho, estava seguindo a Jesus. Quando tentaram prendê-lo, ele fugiu nu, deixando o lençol para trás".
A Bíblia não diz quem era o jovem, portanto é especulação dizer que era Marcos ou João. Mas a boa lição que aprendemos deste episódio é que aqueles que querem seguir a Jesus na energia da carne ou das aparências só trarão vergonha sobre si mesmos.
Foi o que fez Pedro (João 18:10), ao tentar defender seu Mestre usando uma espada para cortar a orelha do servo do sumo sacerdote. No fim ele só deu trabalho para o Senhor, que precisou curar a orelha do homem, e ainda ouviu uma repreensão na frente de todo mundo o que deve ter deixado Pedro profundamente envergonhado:
Mt 26:52 "Então, Jesus disse-lhe: Mete no seu lugar a tua espada, porque todos os que lançarem mão da espada à espada morrerão. Ou pensas tu que eu não poderia, agora, orar a meu Pai e que ele não me daria mais de doze legiões de anjos?"
Enquanto Pedro nos fala da energia da carne, o jovem, que seguia a Jesus envolto em um lençol, que algumas traduções indicam ser de linho, nos fala da justiça exterior, "porque o linho fino são as justiças dos santos" (Ap 19:8). Como diz o ditado, por fora o jovem era "bela viola", mas por dentro devia ser "pão bolorento". O resultado é que na hora "H" a mera aparência não é suficiente para seguir a Jesus. Então, só resta fugir e isso da forma mais vergonhosa, ou seja, nu.
A Bíblia não diz quem era o jovem, portanto é especulação dizer que era Marcos ou João. Mas a boa lição que aprendemos deste episódio é que aqueles que querem seguir a Jesus na energia da carne ou das aparências só trarão vergonha sobre si mesmos.
Foi o que fez Pedro (João 18:10), ao tentar defender seu Mestre usando uma espada para cortar a orelha do servo do sumo sacerdote. No fim ele só deu trabalho para o Senhor, que precisou curar a orelha do homem, e ainda ouviu uma repreensão na frente de todo mundo o que deve ter deixado Pedro profundamente envergonhado:
Mt 26:52 "Então, Jesus disse-lhe: Mete no seu lugar a tua espada, porque todos os que lançarem mão da espada à espada morrerão. Ou pensas tu que eu não poderia, agora, orar a meu Pai e que ele não me daria mais de doze legiões de anjos?"
Enquanto Pedro nos fala da energia da carne, o jovem, que seguia a Jesus envolto em um lençol, que algumas traduções indicam ser de linho, nos fala da justiça exterior, "porque o linho fino são as justiças dos santos" (Ap 19:8). Como diz o ditado, por fora o jovem era "bela viola", mas por dentro devia ser "pão bolorento". O resultado é que na hora "H" a mera aparência não é suficiente para seguir a Jesus. Então, só resta fugir e isso da forma mais vergonhosa, ou seja, nu.
Deus aprova a escravidao?
Fazer afirmações do tipo "Deus aprova a escravidão", sem detalhar o que era escravidão há 4 mil anos ou mesmo nos tempos de Jesus, é torcer os fatos. O problema é que quando pensamos em escravos pensamos no Brasil colônia, no navio negreiro etc. Todavia, o eunuco que se converte no caminho de volta de Jerusalém era um escravo da rainha da Etiópia. O centurião que procura Jesus em busca de cura para seu escravo (ou servo) não parecia alguém cruel como os que escravizavam negros há 500 anos. Abraão chamava a si mesmo de servo (escravo) de Deus, Maria se denomina serva (escrava) do Senhor.
Uma leitura do Antigo e Novo Testamentos irá mostrar que escravos estavam mais para empregados em um regime diferente do atual do que para os escravos das colônias nos séculos recentes. Escravo nos tempos bíblicos era uma classe social e provavelmente um escravo egípcio que passasse o dia abanando o Faraó em seu palácio não trocaria de lugar com um operário trabalhando numa fundição atual dessas de fundo de quintal ou pendurado em um andaime capenga de uma construção qualquer. Hoje a arqueologia já admite que as pirâmides não foram construídas por escravos (no sentido que conhecemos dos tempos coloniais), mas por uma classe de servos que trabalhava por sustento e por acreditar no que estava fazendo (era um sentimento religioso).
No Antigo Testamento um homem livre podia vender a si mesmo como escravo (veja em Deuteronômio 15). Agora eu pergunto: Quem seria louco de querer vender a si mesmo como escravo se a escravidão naquela época fosse a mesma coisa dos tempos dos navios negreiros? Vamos ver o que diz a passagem:
Dt 15:12-18 "Quando teu irmão hebreu ou irmã hebréia se vender a ti, seis anos te servirá, mas, no sétimo ano, o despedirás forro de ti. E, quando o despedires de ti forro, não o despedirás vazio. Liberalmente o fornecerás do teu rebanho, e da tua eira, e do teu lagar; daquilo com que o SENHOR, teu Deus, te tiver abençoado lhe darás. E lembrar-te-ás de que foste servo na terra do Egito e de que o SENHOR, teu Deus, te resgatou; pelo que te ordeno hoje esta coisa. Porém será que, dizendo-te ele: Não sairei de ti, porquanto te ama a ti e a tua casa, por estar bem contigo, então, tomarás uma sovela e lhe furarás a orelha, à porta, e teu servo será para sempre; e também assim farás à tua serva. Não seja aos teus olhos coisa dura, quando o despedires forro de ti; pois seis anos te serviu por metade do salário do jornaleiro; assim, o SENHOR, teu Deus, te abençoará em tudo o que fizeres".
Aqui diz:
(1) Que um homem ou mulher livre pode se vender a si mesmo como "escravo";
(2) Que esse "contrato" pode ser no máximo de 6 anos;
(3) Que no final do período de "escravidão" o "escravo" deve sair abastecido de um rebanho, cereais e vinho;
(4) Que é possível o "escravo" gostar tanto do que faz que não irá querer ser "livre";
(5) Que nos seis anos que ele trabalhou custou ao senhor a metade do que custaria um diarista (porque ao diarista, além da comida e abrigo era preciso pagar o salário).
Pergunto: Você já viu escravidão assim? E lembre-se de que tal escravidão nada tem a ver com cor de pele, já que está falando de uma relação dentro do próprio povo hebreu. Já quando se tratava de escravidão baseada em raça, Deus deixou bem clara Sua opinião ao castigar o Egito que se negou a libertar o Seu povo da escravidão que era baseada na diferença racial. A escravidão nos moldes dos tempos coloniais é claramente condenada por Deus também na sua forma de conseguir escravos, que era através do sequestro: Êx 21:16 "E quem furtar algum homem e o vender, ou for achado na sua mão, certamente morrerá". E em 1 Timóteo 1:8-10 a Palavra de Deus coloca os "traficantes de homens" na mesma classe daqueles que matam o pai ou a mãe.
Um escravo dos tempos bíblicos tinha até condições de subir na vida, como é o caso do eunuco de Atos 8, convertido pela pregação de Filipe. Aquele homem era escravo (servo) eunuco de Candace, Rainha dos Etíopes, e era responsável pela guarda de todos os tesouros da rainha. Que escravo é esse que tem o posto de Secretário do Tesouro?! Escravos na Antiguidade tinham regalias, podiam ocupar até mesmo postos de responsabilidade. Talvez daqui a 2 mil anos as pessoas olhem para nós e achem que é um absurdo pessoas trabalharem 8 horas por dia ganhando salário mínimo, porque daqui a 2 mil anos as pessoas podem achar que isso é um tipo de escravidão, como nós avaliamos os escravos de 2 mil anos atrás, que chegavam a ser tão bem tratados que o centurião não mede esforços para curar um escravo seu.
Veja que você citou Tito 2:9, como "prova" de que Deus aceita a escravidão, mas não mencionou o que diz sobre os senhores: Cl 4:1 "Vós, senhores, fazei o que for de justiça e eqüidade a vossos servos, sabendo que também tendes um Senhor nos céus".
Se pesquisar mais, verá quais as obrigações de senhores e servos em Efésios 6:5-9:
"Vós, servos, obedecei a vosso senhor segundo a carne, com temor e tremor, na sinceridade de vosso coração, como a Cristo, não servindo à vista, como para agradar aos homens, mas como servos de Cristo, fazendo de coração a vontade de Deus; servindo de boa vontade como ao Senhor e não como aos homens, sabendo que cada um receberá do Senhor todo o bem que fizer, seja servo, seja livre. E vós, senhores, fazei o mesmo para com eles, deixando as ameaças, sabendo também que o Senhor deles e vosso está no céu e que para com ele não há acepção de pessoas".
Leia a carta de Paulo a Filemon e diga-me se você vê ali uma posição indigna. Veja que é uma carta na qual Paulo exorta Filemon a receber de volta seu "escravo" Onésimo. Quase posso apostar que Onésimo era melhor tratado do que muitos trabalhadores com carteira assinada de nossos dias.
Aqui escrevi alguma coisa sobre a escravidão dos negros (que não tem nada a ver com a dos tempos bíblicos):
www.respondi.com.br/2008/12/deus-destinou-os-negros-para-serem.html
Uma leitura do Antigo e Novo Testamentos irá mostrar que escravos estavam mais para empregados em um regime diferente do atual do que para os escravos das colônias nos séculos recentes. Escravo nos tempos bíblicos era uma classe social e provavelmente um escravo egípcio que passasse o dia abanando o Faraó em seu palácio não trocaria de lugar com um operário trabalhando numa fundição atual dessas de fundo de quintal ou pendurado em um andaime capenga de uma construção qualquer. Hoje a arqueologia já admite que as pirâmides não foram construídas por escravos (no sentido que conhecemos dos tempos coloniais), mas por uma classe de servos que trabalhava por sustento e por acreditar no que estava fazendo (era um sentimento religioso).
No Antigo Testamento um homem livre podia vender a si mesmo como escravo (veja em Deuteronômio 15). Agora eu pergunto: Quem seria louco de querer vender a si mesmo como escravo se a escravidão naquela época fosse a mesma coisa dos tempos dos navios negreiros? Vamos ver o que diz a passagem:
Dt 15:12-18 "Quando teu irmão hebreu ou irmã hebréia se vender a ti, seis anos te servirá, mas, no sétimo ano, o despedirás forro de ti. E, quando o despedires de ti forro, não o despedirás vazio. Liberalmente o fornecerás do teu rebanho, e da tua eira, e do teu lagar; daquilo com que o SENHOR, teu Deus, te tiver abençoado lhe darás. E lembrar-te-ás de que foste servo na terra do Egito e de que o SENHOR, teu Deus, te resgatou; pelo que te ordeno hoje esta coisa. Porém será que, dizendo-te ele: Não sairei de ti, porquanto te ama a ti e a tua casa, por estar bem contigo, então, tomarás uma sovela e lhe furarás a orelha, à porta, e teu servo será para sempre; e também assim farás à tua serva. Não seja aos teus olhos coisa dura, quando o despedires forro de ti; pois seis anos te serviu por metade do salário do jornaleiro; assim, o SENHOR, teu Deus, te abençoará em tudo o que fizeres".
Aqui diz:
(1) Que um homem ou mulher livre pode se vender a si mesmo como "escravo";
(2) Que esse "contrato" pode ser no máximo de 6 anos;
(3) Que no final do período de "escravidão" o "escravo" deve sair abastecido de um rebanho, cereais e vinho;
(4) Que é possível o "escravo" gostar tanto do que faz que não irá querer ser "livre";
(5) Que nos seis anos que ele trabalhou custou ao senhor a metade do que custaria um diarista (porque ao diarista, além da comida e abrigo era preciso pagar o salário).
Pergunto: Você já viu escravidão assim? E lembre-se de que tal escravidão nada tem a ver com cor de pele, já que está falando de uma relação dentro do próprio povo hebreu. Já quando se tratava de escravidão baseada em raça, Deus deixou bem clara Sua opinião ao castigar o Egito que se negou a libertar o Seu povo da escravidão que era baseada na diferença racial. A escravidão nos moldes dos tempos coloniais é claramente condenada por Deus também na sua forma de conseguir escravos, que era através do sequestro: Êx 21:16 "E quem furtar algum homem e o vender, ou for achado na sua mão, certamente morrerá". E em 1 Timóteo 1:8-10 a Palavra de Deus coloca os "traficantes de homens" na mesma classe daqueles que matam o pai ou a mãe.
Um escravo dos tempos bíblicos tinha até condições de subir na vida, como é o caso do eunuco de Atos 8, convertido pela pregação de Filipe. Aquele homem era escravo (servo) eunuco de Candace, Rainha dos Etíopes, e era responsável pela guarda de todos os tesouros da rainha. Que escravo é esse que tem o posto de Secretário do Tesouro?! Escravos na Antiguidade tinham regalias, podiam ocupar até mesmo postos de responsabilidade. Talvez daqui a 2 mil anos as pessoas olhem para nós e achem que é um absurdo pessoas trabalharem 8 horas por dia ganhando salário mínimo, porque daqui a 2 mil anos as pessoas podem achar que isso é um tipo de escravidão, como nós avaliamos os escravos de 2 mil anos atrás, que chegavam a ser tão bem tratados que o centurião não mede esforços para curar um escravo seu.
Veja que você citou Tito 2:9, como "prova" de que Deus aceita a escravidão, mas não mencionou o que diz sobre os senhores: Cl 4:1 "Vós, senhores, fazei o que for de justiça e eqüidade a vossos servos, sabendo que também tendes um Senhor nos céus".
Se pesquisar mais, verá quais as obrigações de senhores e servos em Efésios 6:5-9:
"Vós, servos, obedecei a vosso senhor segundo a carne, com temor e tremor, na sinceridade de vosso coração, como a Cristo, não servindo à vista, como para agradar aos homens, mas como servos de Cristo, fazendo de coração a vontade de Deus; servindo de boa vontade como ao Senhor e não como aos homens, sabendo que cada um receberá do Senhor todo o bem que fizer, seja servo, seja livre. E vós, senhores, fazei o mesmo para com eles, deixando as ameaças, sabendo também que o Senhor deles e vosso está no céu e que para com ele não há acepção de pessoas".
Leia a carta de Paulo a Filemon e diga-me se você vê ali uma posição indigna. Veja que é uma carta na qual Paulo exorta Filemon a receber de volta seu "escravo" Onésimo. Quase posso apostar que Onésimo era melhor tratado do que muitos trabalhadores com carteira assinada de nossos dias.
Aqui escrevi alguma coisa sobre a escravidão dos negros (que não tem nada a ver com a dos tempos bíblicos):
www.respondi.com.br/2008/12/deus-destinou-os-negros-para-serem.html
Assinar:
Postagens (Atom)
Mais acessadas da semana
-
Quanto à questão de sexo, a Bíblia é bastante clara no sentido de mostrar que Deus criou o homem e a mulher para que se unissem em matrimôni...
-
A questão é extremamente complexa, principalmente quando consideramos que um desequilíbrio qualquer e nosso próprio planeta pode ficar morto...
-
Você perguntou o que é galardão. O Novo Testamento fala, com frequência, de galardões futuros reservados para o cristão. Trata‑se de recompe...
-
Esta é a última pergunta de sua carta. Geralmente deixamos para o fim o que queremos perguntar primeiro. Como você lê a Bíblia, acredito que...
-
A respeito do anticristo, e do número da besta, a palavra "besta" é usada simbolicamente para demontrar a ignorância do homem (Salmos 73:22)...
-
Minha mãe costumava dizer que quando alguém vinha a ela com más intenções, um sininho tocava. Era comum expressões como, "Fulana? Hmmm... nã...
-
Recebi sua carta e me alegro por seu interesse de pregar a Palavra de Deus. Não existe, por assim dizer, uma técnica para se pregar a Palavr...
-
Há vários indícios na Palavra que mostram que o anticristo não será manifestado enquanto a igreja estiver na terra. Talvez a passagem mais c...
-
As 15 passagens que lhe mostraram para tentar convencê-la de que você poderia perder a salvação é a maior lista que já recebi. Mas é possíve...
-
Em sua carta você pergunta sobre corte de cabelo da mulher, modo de vestir, etc. Embora a Palavra seja clara quando diz que o cabelo é a gló...