As ideias aqui não são originalmente minhas, mas são fruto do que tenho aprendido da Palavra de Deus fora dos sistemas denominacionais com irmãos congregados ao nome do Senhor e também com autores de outras épocas que congregavam assim, como J. G. Bellett, C. H. Brown, J. N. Darby, E. Dennett, W. W. Fereday, J. L. Harris, W. Kelly, C. H. Mackintosh, A. Miller, F. G. Patterson, A. J. Pollock, H. L. Rossier, H. Smith, C. Stanley, W. Trotter, G. V. Wigram e muitos outros. Uma lista completa em inglês você encontra neste link.

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Por que Exodo nao diz o nome do Farao?

Não sei a razão da Bíblia usar apenas Faraó sem identificar seu nome. "Faraó" era o titulo da época e assim ele era conhecido no período em que vivia. Ao contrário de um presidente, que tem um mandato limitado, um Faraó tinha mandato vitalício. Se ele fosse entronizado ainda criança e vivesse, digamos, 90 anos, por que alguém iria identificá-lo pelo nome? Bastaria dizer "Faraó" que todos os seus contemporâneos saberiam de quem se tratava. Outros, como "César" e "Amaleque", também podiam ser identificados apenas por estes títulos, que não eram seus nomes.

O uso de nomes na Bíblia traz aspectos diferentes do que fazemos na cultura atual. Li que Tomé pode não ter sido um nome, mas um apelido tipo "gêmeo". As pessoas não tinham sobrenomes, mas eram identificadas pelo nome do pai, da cidade onde morava, da profissão (Alexandre latoeiro) etc, como ainda é feito informalmente no interior do Brasil. É interessante conhecer a história dos sobrenomes na Wikipedia.

Voltando à sua pergunta, se Deus não achou necessário citar o nome do Faraó do Êxodo é porque queria que prestássemos atenção naquilo que é realmente importante no contexto da história contada por Deus na Bíblia. Aliás, esta é uma das regras na leitura do texto bíblico: não perder tempo tentando descobrir o que não foi revelado.

Por exemplo, que proveito há em saber a composição dos pães que Jesus multiplicou, ou o tamanho da cruz? Porém, quando lemos as instruções para a construção do tabernáculo no deserto, ou do templo de Jerusalém, ficamos espantados com os detalhes de medidas e materiais. Tudo aquilo tinha uma razão de ser, pois eram figuras de Cristo.

A leitura das Escrituras sempre devem nos levar a olhar para Cristo. Se nos levam a olhar para outras coisas - por exemplo, para fantasias como a idéia da Arca da Aliança ser uma potente bateria - então estamos olhando para o lado errado. Hoje é comum as pessoas correrem atrás de qualquer novidade que não tem utilidade.

Mesmo que história e arqueologia possam trazer elementos interessantes ao conhecimento bíblico, precisamos apenas do Espírito Santo para compreender os pensamentos de Deus. Pelo menos é o que aprendemos de 1 Coríntios:

"Mas, como está escrito: As coisas que o olho não viu, e o ouvido não ouviu, E não subiram ao coração do homem, São as que Deus preparou para os que o amam. Mas Deus no-las revelou pelo seu Espírito; porque o Espírito penetra todas as coisas, ainda as profundezas de Deus. Porque, qual dos homens sabe as coisas do homem, senão o espírito do homem, que nele está? Assim também ninguém sabe as coisas de Deus, senão o Espírito de Deus". 1 Co 2:9-11

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