As ideias aqui não são originalmente minhas, mas são fruto do que tenho aprendido da Palavra de Deus fora dos sistemas denominacionais com irmãos congregados ao nome do Senhor e também com autores de outras épocas que congregavam assim, como J. G. Bellett, C. H. Brown, J. N. Darby, E. Dennett, W. W. Fereday, J. L. Harris, W. Kelly, C. H. Mackintosh, A. Miller, F. G. Patterson, A. J. Pollock, H. L. Rossier, H. Smith, C. Stanley, W. Trotter, G. V. Wigram e muitos outros. Uma lista completa em inglês você encontra neste link.

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Um cristao pode pertencer a maconaria?



https://youtu.be/EpGRjb1TLhs

Considerando que o cristão não vive sob uma lei, mas é uma pessoa nascida de novo pela fé no Salvador e Senhor Jesus, você não encontrará na Bíblia coisas como "Não serás maçom" ou "Não comerás carboidratos". Mas o cristão realmente salvo por Cristo tem o Espírito Santo para guiá-lo e dar a ele discernimento do que é ou não agradável ao seu Salvador.

No caso da maçonaria a questão é muito simples para mim. Eu não preciso mergulhar no conhecimento da maçonaria e analisar cada ritual, símbolo ou escrito daquela organização para saber que meu lugar como cristão não é no seu meio. Aliás, não é preciso conhecer em detalhes todas as formas de mal para evitá-los. Basta conhecer o bem. Quando você viaja, você não estuda os desvios no mapa. Você estuda o caminho.

Antes de minha conversão eu estive envolvido com filosofias orientais, espíritas e esotéricas e acreditava piamente numa salada de teorias que sempre tinham um ponto em comum: a evolução do ser humano por seus próprios esforços. Então Deus me mostrou pelo evangelho que eu era um pecador perdido incapaz de mover uma palha em prol de minha evolução. Em 1978 me converti e você encontra o relato de minha conversão neste link e também o que aconteceu depois neste link.

Embora tenha me envolvido com muitas coisas espiritualistas antes de minha conversão, não fazia ideia do que era a maçonaria, apesar de ter nascido na esquina do templo maçom de minha cidade. Tudo o que sabia eram as histórias que os meninos contavam uns para os outros sobre aquele templo, e eram sempre coisas do tipo rituais macabros de sacrifícios de bodes, gente que se deitava dentro de caixões e homens vestidos com um aventalzinho e lutando com espadinhas. Obviamente muito daquilo não passava de lenda.

Uns dois anos depois de minha conversão ganhei de um homem que era diácono da igreja presbiteriana e maçom um pacote de Novos Testamentos dos Gideões que ele havia guardado durante muitos anos no forro de sua loja. Fiquei feliz com o presente que pretendia distribuir. Era um enorme embrulho de jornal amarrado com barbante, extremamente empoeirado, que depois descobri tinha sido a festa dos cupins. Por ter ficado durante anos esquecido num forro, os livros estavam copletamente furados por cupins e só consegui aproveitar alguns.

Acontece que, embrulhado com os Novos Testamentos, descobri uma série de livretos numerados e assinados que eram basicamente os procedimentos internos da maçonaria. Por ter vindo de um passado de espiritualismo e esoterismo, logo vi que o conteúdo dos livretos não era diferente daquela ladainha de auto-evolução na qual acreditei durante anos. Nem me lembro mais do conteúdo dos livretos, exceto de um que dava instruções de como celebrar uma ceia com pão e vinho.

É claro que ali o significado girava em torno da ideia de fraternidade, irmandade, comunhão uns com os outros etc., mas logo pensei: Como poderia um cristão verdadeiro, que participa da ceia do Senhor para lembrar sua morte na cruz representada no pão e no vinho, participar daquela caricatura de ceia?

Destruí aquele e os outros livretos com a convicção de que estava diante de algo que nada tinha a ver com um cristão genuíno. Como disse, não preciso conhecer as profundezas de um erro para saber que é um erro, assim como não preciso beber um litro de vinagre para saber que é vinagre. Basta ler o rótulo.

O que diz a Bíblia sobre "irmandades", "fraternidades" e coisas semelhantes? Jo 1:12 "Mas a todos quantos o receberam deu-lhes o poder de serem feitos filhos de Deus: aos que creem no seu nome, os quais não nasceram do sangue, nem da vontade da carne, nem da vontade do varão, mas de Deus".

Este é o único fundamento de filiação e irmandade disponível para o ser humano: receber a Jesus como Salvador e Senhor para ser ser transformado em filho de Deus. Portanto, os homens não são irmãos, como prega a maçonaria, mas apenas seres criados por um mesmo Deus. O computador no qual escrevo não é irmão de outro da mesma marca. Eles apenas saíram da mesma fábrica. É apenas depois de nascer de novo que nos tornamos filhos de Deus, passamos a fazer parte da família de Deus, e temos o privilégio de chamar a deus de PAI. Antes disso não.

Aliás, para um judeu nos tempos de Jesus era inconcebível alguém chamar a Deus de Pai (Jesus foi acusado de heresia por isso), e experimente hoje chamar a Deus de Pai dentro de uma mesquita muçulmana para ver a reação das pessoas ali.

Agora, como pode um cristão verdadeiro se filiar a uma "irmandade" composta por incrédulos, alguns declaradamente seguidores de religiões e doutrinas anti-cristãs, e chamá-los de "irmãos"? Como pode ter comunhão em uma caricatura da ceia que Jesus instituiu? Com quem ele pensa que está brincando por tratar de maneira tão leviana Aquele que o salvou?

Mais uma vez, basta saber muito pouco para ter a certeza de que a maçonaria não é lugar para um cristão verdadeiramente salvo por Jesus. Basta saber, por exemplo, isto:

2Co 6:14-18 "Não vos prendais a um jugo desigual com os infiéis; porque que sociedade tem a justiça com a injustiça? E que comunhão tem a luz com as trevas? E que concórdia há entre Cristo e Belial? Ou que parte tem o fiel com o infiel? E que consenso tem o templo de Deus com os ídolos? Porque vós sois o templo do Deus vivente, como Deus disse: Neles habitarei e entre eles andarei; e eu serei o seu Deus, e eles serão o meu povo. Pelo que saí do meio deles, e apartai-vos, diz o Senhor; e não toqueis nada imundo, e eu vos receberei; e eu serei para vós Pai, e vós sereis para mim filhos e filhas, diz o Senhor Todo-poderoso".

O "jugo" é aquilo que em algumas regiões rurais no Brasil é chamado de "canga", aquela peça de madeira que é colocada sobre o pescoço de dois animais de carga quando atrelados a um arado ou carroça. No Antigo Testamento Deus proibiu que os judeus atrelassem animais diferentes sob um mesmo jugo, e aqui o apóstolo mostra a aplicação prática daquela ordenança. Um boi e um cavalo, por exemplo, têm passos diferentes e trabalharem juntos pode ser um desastre. Colocar também animais de diferentes alturas, como um cavalo e um jumento, também não traria bons resultados.

Como então podem um cristão e um incrédulo andarem "irmanados" e dizendo-se filhos de um mesmo Pai? Só consigo conceber isso para cristãos com duas bocas: uma para chamar de "irmãos" os outros salvos por Cristo, e outra para chamar de "irmãos" os incrédulos com os quais se reúne no templo maçom onde, obviamente, seus "irmãos em Cristo" não terão acesso a menos que assumam um lugar nessa irmandade paralela.

Conheço alguns irmãos em Cristo que se converteram e abandonaram a maçonaria justamente por entenderem que nada tinham a fazer ali. Um deles conta o testemunho de sua conversão neste link. No texto abaixo ele conta em um email por que saiu da maçonaria:

"Hoje já não pertenço ao quadro da Maçonaria. Depois de fazer parte daquela fraternidade por mais de 20(vinte) anos, solicitei o meu afastamento definitivo.

"A razão deste afastamento é que ela não comunga com a minha crença religiosa. Há muitas divergências entre os ensinos da Maçonaria e os da Palavra de Deus (a Bíblia). Dentre muitos, encontramos a crença na imortalidade da alma e na reencarnação, pois nos ensina a Maçonaria que o homem evolui por seus méritos e seus esforços, sem a necessidade do sacrifício de Jesus Cristo que morreu para nos salvar. Com isto, o nosso Salvador e a importância de seu sacrifício são totalmente descartados.

"Outra coisa que você facilmente verificará, é que as obras da Maçonaria são feitas com muito alarde, ou seja, quando se faz algo em prol de alguém necessitado, ou mesmo uma ajuda qualquer, eles fazem uma grande propaganda para que todos vejam o que está sendo feito. Isto é contrário às palavras de Cristo: "Mas quando tu deres esmola, não saiba a tua mão esquerda o que faz a tua direita".(Mateus 6:3). Se você se der ao trabalho de ler algumas obras Maçônicas, verificará que existem muitas coisas erradas, vistas pela ótica do autêntico Cristianismo.

"Portanto, se o amigo é Cristão, aconselho, com base em minha experiência, que nunca entre na Maçonaria, pois, como eu, um dia irá se arrepender. Digo isto, porque hoje sou um homem arrependido por ter feito parte daquela organização, não pelas pessoas que fazem parte dela, mas pelos seus ensinos.

"Devo também acrescentar que muitos dos Maçons são pessoas de boa vontade, muitos são sinceros, muitos são bem intencionados, muitos são religiosos, porém estão enganados. Diz-nos a Bíblia que "há caminhos que ao homem parece direito, mas o fim dele são os caminhos da morte". (Provérbios 14:12). Também digo que tenho muitos amigos que fazem parte da Maçonaria, mas isto não quer dizer que corrobore com eles de suas crenças."


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