As ideias aqui não são originalmente minhas, mas são fruto do que tenho aprendido da Palavra de Deus fora dos sistemas denominacionais com irmãos congregados ao nome do Senhor e também com autores de outras épocas que congregavam assim, como J. G. Bellett, C. H. Brown, J. N. Darby, E. Dennett, W. W. Fereday, J. L. Harris, W. Kelly, C. H. Mackintosh, A. Miller, F. G. Patterson, A. J. Pollock, H. L. Rossier, H. Smith, C. Stanley, W. Trotter, G. V. Wigram e muitos outros. Uma lista completa em inglês você encontra neste link.

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Como perdoar quem nao aceita meu perdao?



https://youtu.be/VSFf335wmsE

Em Lucas vemos o perdão condicionado ao arrependimento: Luc 17:3-4 "Olhai por vós mesmos. E, se teu irmão pecar contra ti, repreende-o e, se ele se arrepender, perdoa-lhe. E, se pecar contra ti sete vezes no dia, e sete vezes no dia vier ter contigo, dizendo: Arrependo-me; perdoa-lhe".

Creio que aqui esteja falando do perdão governamental, isto é, daquele que segue uma confissão pública e é também dado de forma pública, formal ou audível. Porém, aprendemos de outras partes que não devemos guardar raiz de amargura em nosso coração.

Heb 12:15 Tendo cuidado de que ninguém se prive da graça de Deus, e de que nenhuma raiz de amargura, brotando, vos perturbe, e por ela muitos se contaminem.

Então talvez o melhor caminho seja perdoar a todos os que nos ofendem como Cristo nos perdoou. Evidentemente Cristo nos perdoou quando nos convertemos e fomos a ele arrependidos pedindo por perdão, o que mostra que o perdão completo está condicionado ao reconhecimento de pecado da parte daquele que nos ofende.

Mesmo assim nosso perdão deve ser incondicional como foi o de Jesus para conosco (lembre-se de que não teríamos ido a ele se não fosse pela ação do Espírito Santo que nos convenceu do pecado):

Efs 4:32 Antes sede uns para com os outros benignos, misericordiosos, perdoando-vos uns aos outros, como também Deus vos perdoou em Cristo.

Col 3:13 Suportando-vos uns aos outros, e perdoando-vos uns aos outros, se alguém tiver queixa contra outro; assim como Cristo vos perdoou, assim fazei vós também.

Colocando meus pensamentos em ordem, primeiro, quando sou ofendido, devo perdoar imediatamente em meu coração para me livrar da raiva e da amargura que aquela ofensa irá criar se eu guardá-la. Por que eu deveria alimentar a raiva em meu coração? Enquanto ficar corroendo aquilo corro o risco de aumentar o potencial do pecado do outro e eu mesmo pecar por isso.

Mas a partir do momento em que meu coração está disposto a perdoar, a responsabilidade toda recai sobre o ofensor. Já não é mais problema meu, porque já não me sinto mais ofendido. É ele quem deve tomar a iniciativa de pedir perdão para ser perdoado de fato. Talvez eu devesse chamar esse perdão no coração de disposição para perdoar, uma espécie de embrião do perdão.

Segundo, uma vez tendo perdoado em meu coração, já não estarei mais algemado àquele irmão por sua ofensa; não precisarei mais trocar de calçada quando o vir ou desviar o olhar dele. Com um coração apto a perdoar eu me torno acessível para o caso de ele se arrepender e me procurar. Ele deve perceber minha boa disposição em perdoar assim como percebemos essa disposição no coração de Deus que fez tudo neste sentido.

Mas não é o caso de eu ir a ele dizendo que está perdoado, como costumam ensinar os psicanalistas visando apenas o bem estar de seu paciente, e não a correção do erro da parte do ofensor. Porque se ele não reconheceu seu erro de nada irá valer o meu perdão. Este será tão inútil quanto um presente que compro para dar a alguém e a pessoa nunca passa em casa para receber. Por isso pode ser o caso de admoestá-lo pelo seu erro, como ensina Lucas 17:3, visando sua correção.

Deus nos disciplina quando erramos, portanto o perdão não deve ser encarado como um paliativo para deixar para lá o pecado como se fosse algo inofensivo. Nunca é. Do ponto de vista governamental (quero dizer administrativo, exterior ou público), o pecado deve ser reconhecido, confessado e julgado, antes de ser perdoado.

Terceiro, se ele reconhecer o erro e confessá-lo em arrependimento, devo revelar a ele o meu perdão. Quero dizer com tudo isso que, quando nós fomos a Deus para pedir perdão, ele não nos deixou esperando na fila enquanto ia pensar se devia nos perdoar ou não. O perdão estava bem ali, disponível, como um presente já comprado e pago, só aguardando nosso arrependimento e contrição para recebê-lo.

Assim deve ser conosco. Creio que o perdão fica sendo uma espécie de estado constante no coração do cristão, mas que só é manifestado publicamente quando requerido por uma confissão do ofensor arrependido. Portanto, se o ofensor não está disposto a aceitar nosso perdão, ele não está arrependido e, por isso, não terá a garantia de perdão.

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