As ideias aqui não são originalmente minhas, mas são fruto do que tenho aprendido da Palavra de Deus fora dos sistemas denominacionais com irmãos congregados ao nome do Senhor e também com autores de outras épocas que congregavam assim, como J. G. Bellett, C. H. Brown, J. N. Darby, E. Dennett, W. W. Fereday, J. L. Harris, W. Kelly, C. H. Mackintosh, A. Miller, F. G. Patterson, A. J. Pollock, H. L. Rossier, H. Smith, C. Stanley, W. Trotter, G. V. Wigram e muitos outros. Uma lista completa em inglês você encontra neste link.

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Estou errando ao pedir a Deus a morte?

Você não é a única a pedir a morte. Há na Bíblia personagens que também desejaram morrer. A questão é que Deus os queria vivos, e vivos eles ficaram para deixarem o testemunho que temos hoje.

Seu desgosto pela vida é causado por sua enfermidade e pelos medicamentos psiquiátricos que é obrigada a tomar, coisas que a fazem sofrer. Acredito que não exista alguém que tenha sofrido tanto quanto Jó, um nome que virou sinônimo de sofrimento. Ele próprio também desejou a morte, porém sabia que o único que podia tirá-la era o mesmo que lhe havia dado: DEUS.

Jó 7:14 "Então, me espantas com sonhos e com visões me assombras; pelo que a minha alma escolheria, antes, a estrangulação; e, antes, a morte do que estes meus ossos. A minha vida abomino, pois não viverei para sempre; retira-te de mim, pois vaidade são os meus dias".

O profeta Jeremias também foi um que não via qualquer graça na vida:

Jer 20:14-18 "Maldito o dia em que nasci; o dia em que minha mãe me deu à luz não seja bendito. Maldito o homem que deu as novas a meu pai, dizendo: Nasceu-te um filho; alegrando-o com isso grandemente. E seja esse homem como as cidades que o SENHOR destruiu sem que se arrependesse; e ouça ele clamor pela manhã e, ao tempo do meio-dia, um alarido. Por que não me matou desde a madre? Ou minha mãe não foi minha sepultura? Ou não ficou grávida perpetuamente? Por que saí da madre para ver trabalho e tristeza e para que se consumam os meus dias na confusão?"

Mesmo assim, apesar de todo o sofrimento, decepção e angústia desses homens, eles não tentaram tirar a própria vida, pois sabiam que suas vidas não pertencia a eles, mas a Deus. Veja o que acontece quando a própria mulher de Jó sugere que a melhor saída para ele seria suicidar-se:

Jó 2:8 "E Jó, tomando um pedaço de telha para raspar com ele as feridas, assentou-se no meio da cinza. Então, sua mulher lhe disse: Ainda reténs a tua sinceridade? Amaldiçoa a Deus e morre. Mas ele lhe disse: Como fala qualquer doida, assim falas tu; receberemos o bem de Deus e não receberíamos o mal? Em tudo isto não pecou Jó com os seus lábios".

A mulher de Jó insistia para que ele amaldiçoasse a Deus e morresse (obviamente pelas próprias mãos), mas ele deixou claro que aceitava de Deus o mal que lhe afligia, tanto quanto o bem dos tempos de bonança.


Nosso Senhor Jesus não viveu para si mesmo, e não morreu para si mesmo. Por isso temos as bênçãos que temos e a salvação. Este é o legado que ele nos deixa como exemplo, de dar a sua vida por amor de outros. Deus tem um propósito na vida e na morte dos Seus, portanto não cabe a nós decidir.

Nossa vista é muito míope para enxergar o que Ele está fazendo através de nós e de nossos sofrimentos. Nem Jó ou Jeremias em seus dias devem ter enxergado o quanto suas vidas e sofrimentos iriam ajudar milhões de pessoas.


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