Devo guardar o sabado?

Fico contente por saber que meus textos e vídeos têm sido de ajuda. Quanto à sua discordância a respeito do que tenho escrito sobre a guarda do sábado, não me lembro de ter dito em algum lugar que a lei foi abolida. A lei continua tendo o seu papel e o Senhor mesmo disse que não veio abolir a lei, mas veio cumpri-la. Aliás, ele foi o único capaz de cumpri-la.

Porém é preciso entender que temos duas coisas muito distintas na Palavra de Deus: o que era antes da igreja e o que é para a igreja. Até a morte e ressurreição de Cristo você vê Deus tratando com o Seu povo terreno, os judeus. A partir daí temos a igreja, um novo povo, escolhido até mesmo antes dos judeus nos desígnios de Deus, antes mesmo da fundação do mundo. É na doutrina dos apóstolos (as epístolas) que vemos encontrar aquilo que é para esse povo. Veja mais sobre a lei e o cristão no link abaixo:

http://www.respondi.com.br/2009/08/qual-o-papel-da-lei-de-moises-para-o.html

Vi que sua dificuldade está com o sábado ou o Sabbath judeu, por acreditar que o cristão deva guardar o sábado assim como faziam os israelitas. Você disse pertencer a uma denominação que guarda o sábado, mas não disse qual. Antes de continuar, quero alertá-lo de que, se você pertence à religião adventista, está colocando sua confiança em algo cujas bases não são dignas de crédito por terem sido estabelecidas em desobediência à Palavra de Deus.

O adventismo tem suas bases no movimento criado por William Miller, que tinha o péssimo hábito de marcar a data da volta de Cristo. Mais tarde o movimento adotou uma profetisa, Ellen White, que alegava ter visões e receber revelações. O adventismo atual é baseado nos ensinos e visões de Ellen White e a Palavra de Deus nos dá razões suficientes para não darmos crédito a esses ensinos.

"Como em todas as igrejas dos santos, as mulheres estejam caladas nas igrejas; porque lhes não é permitido falar; mas estejam submissas como também ordena a lei. E, se querem aprender alguma coisa, perguntem em casa a seus próprios maridos; porque é indecoroso para a mulher o falar na igreja. Porventura foi de vós que partiu a palavra de Deus? Ou veio ela somente para vós? Se alguém se considera profeta, ou espiritual, reconheça que as coisas que vos escrevo são mandamentos do Senhor". 1 Coríntios 14

Se Ellen White se considerasse realmente espiritual, ela teria reconhecido este mandamento do Senhor: que as mulheres não devem ensinar e devem permanecer caladas nas reuniões da igreja. Não se trata de considerar a mulher inferior ao homem ou de um capricho cultural da época neo-testamentária, mas é apenas uma questão de ordem que o próprio Deus estabeleceu. "Reconheça que as coisas que vos escrevo são MANDAMENTOS DO SENHOR". A razão é explicada aqui:

"A mulher aprenda em silêncio com toda a submissão. Pois não permito que a mulher ensine, nem tenha domínio sobre o homem, mas que esteja em silêncio. Porque primeiro foi formado Adão, depois Eva. E Adão não foi enganado, mas a mulher, sendo enganada, caiu em transgressão" 1 Timóteo 2:11-14

Adão não foi enganado, mas simplesmente decidiu seguir sua mulher na decisão que ela já tinha tomado. Eva foi na conversa da serpente e acabou enganada. Por esta razão Deus não permite que a mulher ensine ou fale nas reuniões da igreja: a mulher é mais suscetível de ser enganada nas coisas referentes a doutrina (mais uma vez, não sou eu quem diz isso, mas a doutrina dos apóstolos). Ela tem a sua própria esfera de atuação, mas esta não inclui ensinar doutrinas aos homens.

Por não saber se você segue ou não os ensinos de Ellen White, vou interromper minha resposta por aqui até ter ciência disso. Se você realmente pertencer à religião adventista não haverá qualquer proveito em eu tentar lhe mostrar pela Bíblia a razão de não guardar o sábado. Você continuará tirando suas conclusões das doutrinas ensinadas por uma mulher, algo claramente desautorizado por Deus. De nada adiantará eu tentar curar o ferimento no pé de alguém que pretende continuar usando sapato com prego.

Quando o alicerce de uma casa está fora do projeto original, todas as suas paredes, por mais belas e firmes que sejam, estarão igualmente fora do projeto original. É uma questão de fundamento. Você segue as doutrinas ensinadas por essa mulher? Então precisa resolver isso antes de querer entender outras coisas.

Mas, se não for este o caso, por favor, volte a escrever e terei prazer em esclarecer este ponto segundo o que encontro na Palavra de Deus. Aproveite para ler alguma coisa que já escrevi sobre o assunto:

http://www.respondi.com.br/2007/08/os-costumes-citados-em-corntios-valem.html
http://www.respondi.com.br/2006/04/bblia-discrimina-mulher.html
http://www.respondi.com.br/2005/05/que-significado-tem-o-sbado-para-o.html

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Nao devemos julgar nossos irmaos?

Este correspondente achou que, ao escrever sobre os erros cometidos por muitos na cristandade, eu estaria incorrendo no erro de julgar meus irmãos em Cristo. Com base no "não julgueis" e no "obedecei a vossos guias" muitos hoje conseguem cegar multidões de cristãos ao tirarem deles a liberdade de conferir todas as coisas com a Palavra de Deus. Por isso acho importante publicar o que respondi a este irmão, mostrando a diferença entre julgar os motivos do coração (o que cabe a Deus) e julgar as práticas dos homens religiosos.

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Meu objetivo não é debater (e sei que o seu também não é) e tampouco olho para você de cima para baixo com sentimento de desprezo por você pertencer a uma denominação e eu não. Se fizer assim não estarei agindo com o amor que deve nortear todos os atos de um salvo por Jesus. Entenda que o que quero é apontar para você é apenas o que a Bíblia diz sobre determinados assuntos que são importantes aos olhos de Deus, embora aos nossos olhos possam parecer banais.

Nosso Deus é também um Deus de detalhes, que deixou instruções muito claras tanto para Seu povo da antiguidade (Israel) como para o Seu povo atual (Igreja). Pequenas coisas podem fazer grande diferença. Quando um navio desvia um grau que seja de seu rumo, lá na frente o ângulo que se formará o levará a um ponto a quilômetros de distância do destino pretendido.

Você alega que, ao escrever sobre o que a Palavra fala do modo como os cristãos devem estar congregados, eu estou aproveitando mal a oportunidade de edificar os irmãos. Mas se visitar www.stories.org.br verá mais de mil páginas de diversos assuntos. Uma parte é evangelística (Histórias de Verdade), outra é de comentários bíblicos (Chapter-A-Day) escritos por um irmão canadense que já está com o Senhor (www.stories.org.br/chaday) e uma pequena seção é a dos textos que você acessou (www.stories.org.br/library ). Em um universo de mais de mil páginas daquele site, meia dúzia (ou menos) tratam da questão de como os crentes devem se reunir.

Meu outro site "O que respondi" (www.respondi.com.br) tem cerca de 500 respostas a emails, a maioria de dúvidas diversas. Neste site há um número maior de respostas abrangendo o assunto "igreja" porque é isso o que está trazendo desgostos e dúvidas à maioria dos cristãos que estão sendo vítimas dos mercadores da fé, que enchem as estações de rádio e TV ávidos por dinheiro (se ler 2 Tm 3 verá que uma das características desses homens é a avareza, que é o amor ao dinheiro). Não posso evitar que existam tantas respostas sobre o assunto quando existem tantas perguntas.

Meu outro site "O evangelho em 3 minutos" (www.3minutos.net) tem quase 200 páginas de vídeo, texto e áudio e é evangelístico em sua essência, mas também ajuda os que já crêem a entenderem melhor o evangelho. Infelizmente, ao analisar "uma gota" deste ministério você tirou suas conclusões equivocadas a respeito de "um oceano".

Ao comentar esta ou aquela prática dos cristãos nos sistemas religiosos não estou fazendo um julgamento de corações, mas de ações realizadas fora das instruções dadas por Deus em Sua palavra. Deus mandou Moisés falar à rocha, mas Moisés feriu a rocha duas vezes por conta própria. Só por ter desobedecido essa simples ordem Moisés foi impedido de entrar na terra prometida. Deus mandou os israelitas fazerem uma serpente de bronze e olharem para ela para serem curados das picadas das serpentes quando estavam no deserto. Anos depois, já na terra prometida, a mesma serpente de bronze precisou ser destruída porque virou objeto de idolatria.

Como aconteceu com as boas intenções de Moisés ou dos israelitas, somos propensos a sair do rumo quando olhamos para nossas boas intenções. Graças a Deus temos a Palavra de Deus para nos guiar. Se não podemos justificar algo pela Palavra, ou se ela condena abertamente algo que fazemos, o melhor é mudarmos nossa maneira de proceder e nos submetermos à Palavra de Deus em humilde obediência.

Se eu vir um cristão sincero construindo um altar de tijolos ou se inclinando diante de um ídolo devo simplesmente deixar que ele siga adiante porque está com boa intenção? Não fazemos isso com um filho que está em um caminho errado. Assim como qualquer crente em Cristo eu tenhoo respaldo das Escrituras para avisar aquelas pessoa que não temos hoje um altar como antigamente, ou que deve tirar o ídolo dali. Creio que você já fez isso muitas vezes, ou seja, exortar pessoas a deixarem certas coisas porque poderiam servir de tropeço ou eram contrárias às instruções da Palavra de Deus.

Talvez sua principal dúvida seja esta: Com que autoridade um cristão pode julgar as práticas de outro cristão que age com boas intenções? A resposta direta é com a autoridade que Deus nos dá por Sua Palavra, mas é bom lembrar que não podemos misturar duas coisas que são diferentes:

1. Julgar as pessoas, seu coração, intenções etc. (o que cabe a Deus)
2. Julgar as ações e práticas, pecados, erros etc.

Para o primeiro caso temos passagens como Mt 7:1 "Não julgueis, para que não sejais julgados".

Para o segundo caso temos "JULGUEIS" em várias situações que envolvem ações:

Jo 7:24 "Não julgueis segundo a aparência, mas julgai segundo a reta justiça".

1 Co 6:2-5 "Não sabeis vós que os santos hão de julgar o mundo? Ora, se o mundo deve ser julgado por vós, sois, porventura, indignos de julgar as coisas mínimas? Não sabeis vós que havemos de julgar os anjos? Quanto mais as coisas pertencentes a esta vida? Para vos envergonhar o digo: Não há, pois, entre vós sábios, nem mesmo um, que possa julgar entre seus irmãos?"

1 Co 5:12-13 "Porque que tenho eu em julgar também os que estão de fora? Não julgais vós os que estão dentro? Mas Deus julga os que estão de fora. Tirai, pois, dentre vós a esse iníquo".

1 Co 14:29 "E falem dois ou três profetas, e os outros julguem" (o que foi falado).

Você escreveu: "Se você considera as práticas anti bíblicas, então são heréticas. Se são heréticas, quem as pratica está servindo a outro senhor. Conclui-se então que não são irmãos em Cristo. Se não são irmãos em Cristo seus nomes não estão no livro da vida. É isto?"

De maneira nenhuma. Todo aquele que crê em Cristo como Salvador e Senhor é salvo, independente de onde está congregado e da quantidade de erros de seu modo de adorar a Deus. Mas cabe àqueles que se importam com esses irmãos ajudá-los a entender as Escrituras, não é assim? Veja o que dizem os apóstolos inspirados pelo Espírito Santo:

Rm 12:8 "o que exorta, use esse dom em exortar".

Tt 2:6-15 "Exorta semelhantemente os jovens a que sejam moderados... Fala disto, e exorta, e repreende com toda a autoridade. Ninguém te despreze".

2 Tm 4:2-3 "... que pregues a palavra, instes a tempo e fora de tempo, redarguas, repreendas, exortes, com toda a longanimidade e doutrina. Porque virá tempo em que não sofrerão [suportarão] a sã doutrina; mas, tendo comichão nos ouvidos, amontoarão para si doutores conforme as suas próprias concupiscências".

Ao contrário do que você pensou, ao achar que eu estivesse dizendo que "somente quem frequenta uma reunião num local que não tem nome será salvo", a salvação é por graça somente e fundamentada na obra de Cristo, não no que fazemos ou deixamos de fazer, onde reunimos ou não reunimos.

Quanto à apostasia à qual me referi, é o abandono da verdade. Existe uma diferença, porém, entre aquele que deliberadamente abandona a verdade e aquele que ignora que esteja na prática errada. A cristandade como um todo vive hoje no estado de Laodicéia, a última carta de Apocalipse. Rica e abastada etc. mas o Senhor está à porta, do lado de fora, esperando alguém abrir. Quando digo a cristandade, isso é geral, inclui eu e você.

A qualquer momento Cristo virá para arrebatar sua Igreja, isto é, TODOS os salvos, não importa onde estejam reunidos. A sorte estará selada para aqueles que ouviram o evangelho e não creram e aí sim a Babilônia irá se manifestar com todo o seu engano. Veja que após o arrebatamento continuarão a existir "cristãos" e "igrejas" neste mundo, mas só poderão ser salvos os que nunca ouviram o evangelho (leia 2 Ts 2:11 para entender). Para ver que Deus pode ter o Seu povo até dentro do sistema mais errado, veja o que é dito acerca da Babilônia em Apocalipse 18:4: "Ouvi outra voz do céu dizer: Sai dela, POVO MEU, para que não sejas participante dos sete pecados, e para que não incorras nas suas pragas".

Apesar de muitos protestantes acharem que a Babilônia de Apocalipse é a igreja católica, a verdade é que se trata de todo o sistema da cristandade, envolvendo católicos e protestantes.

Segundo você, não importa como os cristãos decidam se reunir, o importante apenas é que no final cada um dará conta de si diante do Senhor. Bem, mas se temos indicações claras para essas coisas nas Escrituras, por que agir segundo os próprios pensamentos a este resepeito seria menos errado do que agir segundo os próprios pensamentos nas outras coisas desta vida?

Em Lc 12:47 diz que "o servo QUE SOUBE A VONTADE DO SEU SENHOR E NÃO SE APRONTOU, NEM FEZ CONFORME A SUA VONTADE, será castigado com muitos açoites". Embora sabendo que os cristãos não receberão açoites (a passagem fala da obediência e do que perdemos ou ganhamos), aqui mostra como é importante andarmos conforme aquilo que o Senhor nos tem mostrado. Será que você acha mesmo que cada um deve agir de acordo com o que achar melhor? Não, você sabe que Deus não quer assim, apesar de hoje os cristãos estarem assim, no mesmo estado em que estava Israel em uma época de ruína, conforme atesta o triste lamento com que termina o livro de Juízes:

Jz 21:25 "Naqueles dias, não havia rei em Israel, porém cada um fazia o que parecia reto aos seus olhos".

Não quero mais aborrecer você. Você considerou falta de amor eu julgar o modo de proceder das denominações onde existem tantos irmãos sinceros e piedosos, por isso deixo para sua meditação um versículo que fala de duas coisas que precisam andar sempre juntas: VERDADE e AMOR.

2 Jo 1:3 "Graça, misericórdia, paz, da parte de Deus Pai e da parte de Jesus Cristo, o Filho do Pai, serão conosco em VERDADE e AMOR".
3 Jo 1:1 "O ancião ao amado Gaio, a quem eu AMO em VERDADE".


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Cristaos podem construir altares?

Assim que li seu email, fiquei preocupado e fui procurar qual seria o artigo que você teria lido, pensando ter me equivocado na tradução do texto. Encontrei a palavra "ridículo", que você achou inadequada, em "Por que nos reunimos assim".

O artigo não foi escrito por mim (eu não era nascido), eu apenas o traduzi. O texto é uma transcrição do que disse J. R. Gill em 1926 em uma conferência em Chicago. Como ele já não está aqui para responder, vou tentar fazê-lo.

Você escreveu: "O articulista usou a palavra 'ridículo' em determinado ponto do artigo e a imagem que logo me veio foi de alguém bradando do alto de um pedestal contra a plebe ignorante."

A imagem que você teve certamente não foi a que o autor queria passar. O termo "ridículo" do texto foi escolha minha para a tradução que fiz há alguns anos e talvez, por às vezes significar em português "digno de zombaria", você tenha tido essa impressão de todo o texto. Pensando em facilitar a leitura para o maior número possível de leitores, acabei traduzindo a palavra "travesty" do original em inglês para "ridículo". No original está assim:

"There is no other altar today. To set up an altar in a church is a travesty! It is an abomination!"

Em minha tradução ficou assim:

"Não existe hoje nenhum outro altar. Estabelecer um altar em uma igreja é ridículo! É uma abominação!"

A tradução não está errada. Além de "ridículo", são muitas as traduções possíveis para "travesty":

"paródia", "caricatura", "farsa", "distorção", "disfarce", "dissimulação", "fingimento", "tragédia", "imitação ruim", "imitação burlesca", "imitação exagerada".

O dicionário Houaiss explica que o termo vem do francês "travesti" e era usado em português em 1543 significando "disfarçado"; como substantivo (1831) 'homem vestido de mulher ou vice-versa'; part.pas. de travestir (1543)'vestir-se de modo a disfarçar sua condição, seu sexo, sua idade etc.', emprt.; ao it. travestire (1512) 'disfarçar(-se)'. Hoje o uso em nossa língua popularizou-se como um homem que se veste de mulher.

Os significados das palavras mudam ao longo do tempo e nem sempre é fácil entender o real sentido que alguém quis dar a uma palavra em 1926. Por exemplo, naquela época dizer "that man is gay" queria dizer simplesmente "aquele homem é alegre".

Do mesmo modo a palavra "igreja" nos tempos do Novo Testamento queria dizer simplesmente "reunião" ou "ajuntamento" de pessoas, jamais um edifício de pedras ou tijolos. A palavra "igreja" foi tão distorcida que até mesmo perdeu seu significado original para a maioria das pessoas. Se nos tempos dos apóstolos você dissesse que a igreja em Corinto estava precisando de uma pintura, os cristãos daquela cidade iriam pensar que você ficou louco. Que idéia é essa de pintar um grupo de pessoas?

A mesma distorção ocorreu com a palavra "altar". Na Bíblia "altar" significa uma plataforma onde são oferecidos sacrifícios cruentos ou não. A palavra original para altar em hebreu é mizbe'ah, que significa "lugar de matança ou sacrifício", e aparece pela primeira vez na Bíblia em Gn 8, quando Noé matou e queimou animais sobre um altar.

Em Êxodo 20:24, 25 o altar podia ser feito de um monte de terra ou uma pilha de pedras, contanto que as pedras não fossem lavradas e que o altar ficasse no nível do chão, ou seja, quem fosse sacrificar sobre ele não poderia subir degraus. O altar podia tanto ser para oferendas como para queimar incenso, e em Isaías 65:3 Deus abomina o altar construído de tijolos, costume que os israelitas provavelmente tomaram dos babilônios.

A palavra "ridículo" no texto em maneira alguma foi aplicada às pessoas que se congregam em lugares onde existe um altar, mas sim ao ato de colocar algo assim em um lugar de adoração cristã.

Com base na impressão equivocada que a palavra "ridículo" causou em você ao referir-se ao altar que os cristãos hoje constroem em seus templos ou "igrejas", você inferiu que o autor seria "alguém bradando do alto de um pedestal contra a plebe ignorante". Será que você se congrega em um local de reuniões cristãs ao qual dá o nome de "templo" ou "igreja"? Será que nesse local tem um altar construído de tijolos que fica acima do nível do piso e é acessado por degraus? Será que esse altar foi construído para outro propósito que não seja o de sacrificar animais ou oferecer incenso sobre ele?

Se todas as respostas forem sim, e é o que normalmente ocorre na maioria dos lugares aonde os cristãos se dirigem para adorar a Deus, talvez seja esta a razão de sua indignação. Pode ter certeza de que eu me indignei muito mais e por vários outros motivos da primeira vez em que tive contato com irmãos que me mostraram os erros que eu estava cometendo na denominação onde frequentava.

Se for o caso de você ter um altar no lugar onde frequenta, eu pergunto: qual é a razão da existência desse altar ou o que ele significa? Será que é apenas um mobiliário que o catolicismo emprestou do judaísmo, ou o protestantismo emprestou do catolicismo, sem nem mesmo perguntarem o porquê?

No texto que leu o autor chegou ao comentário que mencionou depois de explicar bem que a adoração cristã não tem nada a ver com a adoração judaica, daí a colocação de um altar para cristãos ser o mesmo que travestir o cristianismo de judaísmo. Um "altar cristão" é uma imitação ridícula, distorcida e ruim, palavras que ainda não são fortes o suficiente para o significado que um altar assim expressa: trata-se de um abominável desprezo ao que a Palavra de Deus claramente nos diz em Hebreus, quando convidava os cristãos a se desvencilharem de tudo aquilo que representava o culto judaico:

Hb 13:10-14 "Temos um altar, do qual não têm direito de comer os que servem ao tabernáculo. Porque os corpos dos animais, cujo sangue é trazido para dentro do santo lugar pelo sumo sacerdote como oferta pelo pecado, são queimados fora do arraial. Por isso também Jesus, para santificar o povo pelo seu próprio sangue, sofreu fora da porta. Saiamos pois a ele fora do arraial, levando o seu opróbrio. Porque não temos aqui cidade permanente, mas buscamos a vindoura".

Em que pese a boa intenção de cristãos que constroem e enfeitam seus altares, nosso guia não são as boas intenções, mas a Palavra de Deus, e devemos julgar todas as coisas somente por ela. Não nego que existam boas intenções em um cristão evangélico que constrói um templo com um altar em seu interior, ou em um cristão católico que enche seu templo de imagens de cristãos veneráveis, mas enquanto cabe somente a Deus julgar o intento dos corações, a nós cabe julgar a prática visível. Pessoas que se amam praticam sexo fora do casamento com a melhor das intenções, mas isso não torna a prática certa, por mais que Deus ame essas pessoas.

Mas fica evidente, ao ler a continuação de seu email, que o cerne da questão não está no altar ou no templo, coisas "travestidas" do judaísmo, mas no fato de o autor dizer que a maneira bíblica para os cristãos se congregarem é somente ao nome de Jesus, e não agregando outros nomes que dividam os mesmos filhos de Deus em diferentes "tribos". Você escreveu:

"Então porque esta celeuma toda em cima de algo que já existe e vai continuar até a volta de Cristo? Aliás, a celeuma pode existir, o que não pode é a arrogância. Melhor ainda, pode até a arrogância, pode tudo. Só precisa saber que existem pessoas que pensam diferente e estas pessoas vão continuar existindo até a volta daquele que sabe TODAS AS COISAS".

Você pode justificar suas posições pela Palavra de Deus? Estaríamos nós obrigados a simplesmente aceitar as coisas do jeito que elas são porque os homens as fizeram assim e esperar a volta de Cristo sentados confortavelmente no banco de uma "igreja" com práticas anti bíblicas? Ou será que nos é dito para "julgarmos todas as coisas" e retermos o bem?

Um cristianismo cuja "Bíblia" sejam os costumes dos cristãos e não a Palavra de Deus é um cristianismo apóstata, simplesmente porque o caminho da cristandade como um todo é o da apostasia, como bem descreve Paulo em 2 Timóteo 3. O que é a Babilônia de Apocalipse senão a prostituta, a falsa noiva, a cristandade apóstata que abandonou a verdade? E o que são as pessoas descritas em 2 Tessalonicenses, "que não receberam o amor da verdade", senão os mesmos apóstatas que preferem seguir o "status quo" ou a prática corrente da religião ao invés de fazerem como os varões de Beréia e conferir nas Escrituras para ver se as coisas são de fato assim?

Ao sentir-se ofendido pelo texto, cujo único objetivo é apontar para aqueles que desejam conhecer o que Deus diz na Palavra de Deus em contraste com os costumes do mundo cristianizado, você levou a coisa para o lado pessoal, achando que o autor estava criticando a fé de pessoas que com uma vida de devoção a Deus, ainda que dentro de uma denominação. É preciso ir muito além do texto para pensar assim e tirar as conclusões que tirou.

Em nenhum momento é colocada em dúvida a fidelidade das pessoas, mas sim algumas de suas práticas que são contrárias à doutrina dos apóstolos. Na maioria das vezes, não por deliberada desobediência, mas por simples desconhecimento. Eu prefiro que alguém aponte algo que esteja fazendo de errado por desconhecer, do que continuar ignorando. Posso não gostar no início, mas depois vejo que a correção foi proveitosa.

Hb 12:11 "Na verdade, nenhuma correção parece no momento ser motivo de gozo, porém de tristeza; mas depois produz um fruto pacífico de justiça nos que por ele têm sido exercitados".

A única Pessoa para a qual os cristãos devem estar congregados é a Pessoa de Jesus. E o único nome bíblico para os cristãos estarem congregados é o nome de Jesus. Mostre-me na Bíblia algum outro nome e eu irei prontamente concordar que você está com a razão. Deus, em sua graça, é capaz de relevar muitos de nossos erros e equívocos, por mais devotos e piedosos que sejamos, mas você sabe que com o conhecimento vem a responsabilidade. E agora você conhece. O fato de sua avó e tantos outros servos de Deus que tanto contribuíram para a disseminação do evangelho no Brasil desconhecerem isso não altera o fato de que temos princípios claros na Palavra de Deus a respeito.

Sugiro que leia a resposta que enviei a um leitor que também prezava em muito sua própria denominação e sentiu-se de certo modo igualmente ofendido ao ler este e outros textos a respeito. Leia também a resposta a outro leitor que perguntou "Que diferença tem a minha igreja da sua?".

Espero que estes textos possam esclarecer melhor o assunto, e tenha por certo que o que você chamou de "celeuma" nada tem a ver com a fé e devoção individual de milhões de cristãos em todo o mundo que ignoram que Deus é honrado quando representarmos que há um só corpo na prática na forma como nos reunimos. O desejo expresso pelo Senhor é muito claro:

Jo 17:20-24 "E rogo não somente por estes, mas também por aqueles que pela sua palavra hão de crer em mim; para que todos sejam um; assim como tu, ó Pai, és em mim, e eu em ti, que também eles sejam um em nós; para que o mundo creia que tu me enviaste. E eu lhes dei a glória que a mim me deste, para que sejam um, como nós somos um; eu neles, e tu em mim, para que eles sejam perfeitos em unidade, a fim de que o mundo conheça que tu me enviaste, e que os amaste a eles, assim como me amaste a mim. Pai, desejo que onde eu estou, estejam comigo também aqueles que me tens dado, para verem a minha glória, a qual me deste; pois que me amaste antes da fundação do mundo".

Pode o mundo enxergar unidade em um testemunho picado nessa colcha de retalhos formada por milhares de denominações?

"Qual o papel que minha igreja teve em minha salvação?"

"Que diferença tem a minha igreja da sua?"






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De onde vim, o que sou, para onde vou?

Você pergunta como posso saber de onde vim, o que sou ou estou fazendo aqui, e para onde vou. Bem, do mesmo modo como você lê em sua certidão de nascimento e acredita no que foi escrito lá por homens, eu também tenho a minha certidão de nascimento e sei que nasci de meus pais. Porém tenho outra certidão na qual acredito, que também foi escrita por homens, porém inspirados por Deus. É a "certidão" ou Palavra de Deus. Aliás, eu confio mais nesta do que naquela que está no cartório.

Vim de Deus, estou aqui para testemunhar dEle e adorá-lo, e vou para o céu viver eternamente com meu Salvador. Isso a Bíblia afirma em muitas partes.

A resposta para a pergunta "De onde eu vim?" pode ser encontrada aqui:

Jo 1:1-3 "No princípio era o Verbo, e o Verbo estava com Deus, e o Verbo era Deus. Ele estava no princípio com Deus. Todas as coisas foram feitas por intermédio dele, e sem ele nada do que foi feito se fez".

O Verbo aqui é Jesus, que é Deus e estava com Deus, por meio de quem todas as coisas foram feitas e sem ele nada do que foi feito se fez. Portanto, vim de Deus, que me criou por intermédio do Verbo que é Jesus.

No sentido material da coisa, nasci de meus pais, nascido "do sangue", da "vontade da carne" e "do varão, como o mesmo evangelho de João esclarece no versículo abaixo. Porém nasci de novo, nasci de Deus, como o mesmo versículo indica falando daqueles que receberam a Jesus como Salvador e Senhor. Você lê mais sobre isso no capítulo 3 do mesmo evangelho de João.

Jo 1:12-13 "Mas, a todos quantos o receberam, aos que crêem no seu nome, deu-lhes o poder de se tornarem filhos de Deus; os quais não nasceram do sangue, nem da vontade da carne, nem da vontade do varão, mas de Deus".

Sua segunda pergunta, "o que estou fazendo aqui?", também é respondida pela Bíblia. Deus tem o desejo de que todos os homens sejam salvos e cheguem ao conhecimento da verdade, e isto acontece ainda aqui nesta vida.

1 Tm 2:3-5 "...Deus nosso Salvador, o qual deseja que todos os homens sejam salvos e cheguem ao pleno conhecimento da verdade. Porque há um só Deus, e um só Mediador entre Deus e os homens, Cristo Jesus, homem".

Se observar bem, verá que Deus deseja isso, porém também só existe uma forma de alcançar a salvação e o conhecimento da verdade, que é através do UM SÓ ou ÚNICO Mediador entre Deus e os homens, Cristo Jesus, aquele que é, ao mesmo tempo, Deus e Homem.

Além desse desejo de Deus para com os homens, existe o seu propósito para nós, que é fazer de nós adoradores:

Jo 4:23 "No entanto, está chegando a hora, e de fato já chegou, em que os verdadeiros adoradores adorarão o Pai em espírito e em verdade. São estes os adoradores que o Pai procura".

Ao crer em Jesus como meu Salvador e Senhor, fui feito apto para ser um adorador de Deus, que é o propósito para o qual fui criado. Portanto, estou neste mundo hoje nesta função de adorador, uma função que se estenderá por toda a eternidade. Enquanto esta razão de minha existência é permanente e começa aqui nesta vida, outras razões pelas quais estou aqui neste mundo são transitórias.

1 Pe 1:6-8 "...na qual [salvação] exultais, ainda que agora por um pouco de tempo, sendo necessário, estejais contristados por várias provações, para que a prova da vossa fé, mais preciosa do que o ouro que perece, embora provado pelo fogo, redunde para louvor, glória e honra na revelação de Jesus Cristo; a quem, sem o terdes visto, amais; no qual, sem agora o verdes, mas crendo, exultais com gozo inefável e cheio de glória".

Ao crer em Cristo, Deus perdoou TODOS os meus pecados, me santificou (separou), me justificou e já me colocou, posicionalmente, nos lugares celestiais como co-herdeiro com Cristo. Porém, condicionalmente ou circunstancialmente, Deus me deixa ainda um tempo aqui para eu conhecer coisas de meu Salvador que não seria possível conhecer no céu. Uma delas é exercitar a fé e a confiança em Quem não posso ver. Outra é reconhecer que até mesmo as provações são para meu benefício no longo prazo, resultando em louvor, glória e honra quando Cristo voltar.

Finalmente, se ainda não foram suficientes estes versículos para mostrar "para onde vou", e quiser entender como posso ter a certeza de ir para o céu, sugiro que leia mais aqui: "É possível ter a certeza de ir para  o céu?"

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Jesus elogiou a infidelidade do mordomo infiel?

A passagem de Lucas 16 que fala do mordomo infiel não é uma autorização para agirmos injustamente. Não é o modo injusto de agir do mordomo ou sua infidelidade que é o ensinamento do Senhor aqui, mas o que ele faz com aquilo que obteve durante seu tempo de mordomo vivendo em infidelidade: ele faz provisão para o futuro. Trata-se de um elogio à prudência, não à desonestidade. Esta é a lição.

J. N. Darby faz o seguinte comentário da passagem:

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"O homem de um modo geral é mordomo de Deus; e em outro sentido Israel foi mordomo de Deus, introduzido na vinha de Deus e recebendo a responsabilidade da lei, das promessas, das alianças, da adoração. Mas em tudo isso Israel desperdiçou aquilo que pertencia a Deus. O homem foi visto como um mordomo completamente infiel. Agora, o que fazer? Deus aparece e na soberania de Sua graça transforma aquilo que o homem utilizou mal na terra em um meio de se obter fruto celestial.

"As coisas deste mundo que foram confiadas ao homem não devem ser usadas para desfrutar agora deste mundo, o qual está totalmente separado de Deus, mas tendo em vista o futuro. Não devemos buscar possuir as coisas agora, mas usá-las corretamente para fazer uma provisão para um outro tempo. É melhor transformar tudo em um amigo que servirá em outra ocasião do que juntar dinheiro para o agora. O homem que aparece aqui está destinado à destruição. Portanto, no presente o homem é um mordomo fora do lugar que lhe foi confiado."
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Generalizando, podemos dizer que todas as atividades profissionais, industriais e comerciais trazem em si a marca do pecado, por serem concebidas e realizadas por homens caídos em um mundo arruinado. O próprio dinheiro que ganhamos com nosso trabalho é "riqueza da injustiça", já que não precisamos rastrear muito o dinheiro que temos no bolso para descobrir que passou por lugares e atividades pouco recomendáveis. "Porque TUDO O QUE HÁ NO MUNDO (o sistema e as concupiscências humanas)... não é do Pai, mas do mundo".

Granjeamos, negociamos e obtemos as "riquezas da injustiça" enquanto no mundo, mas se formos sábios como o mordomo da parábola, daremos a essas riquezas um destino que garanta resultados eternos. Evidentemente o assunto da parábola não é salvação, mas provisão, portanto isso não invalida o fato de que coisa alguma, incluindo riquezas, caridade, trabalho para Deus etc. pode nos dar a salvação, a qual só recebemos pela graça de Deus e pela fé em Cristo e em sua obra substitutiva e expiatória na cruz.

Depois de salvos (e não como meio de salvação), passamos a conquistar novos "amigos" eternos e a "fornecer material de construção", por assim dizer, que resultará, não em salvação, mas em galardão (recompensa ou prêmio). 1 Co 3:12-15 "E, se alguém sobre este fundamento levanta um edifício de ouro, prata, pedras preciosas, madeira, feno, palha, a obra de cada um se manifestará; pois aquele dia a demonstrará, porque será reveldada no fogo, e o fogo provará qual seja a obra de cada um. Se permanecer a obra que alguém sobre ele edificou, esse receberá galardão. Se a obra de alguém se queimar, sofrerá ele prejuízo; mas o tal será salvo todavia como que pelo fogo".

Uma historinha que li certa vez ilustra bem isso. Conta que um homem chegou no céu e viu muitas mansões construídas para habitação dos salvos. No final da rua havia um casebre e o anjo indicou que ali seria sua morada. O homem reclamou, mas o anjo explicou: "Foi o melhor que pudemos fazer com o material que você mandou".

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Por que Exodo nao diz o nome do Farao?

Não sei a razão da Bíblia usar apenas Faraó sem identificar seu nome. "Faraó" era o titulo da época e assim ele era conhecido no período em que vivia. Ao contrário de um presidente, que tem um mandato limitado, um Faraó tinha mandato vitalício. Se ele fosse entronizado ainda criança e vivesse, digamos, 90 anos, por que alguém iria identificá-lo pelo nome? Bastaria dizer "Faraó" que todos os seus contemporâneos saberiam de quem se tratava. Outros, como "César" e "Amaleque", também podiam ser identificados apenas por estes títulos, que não eram seus nomes.

O uso de nomes na Bíblia traz aspectos diferentes do que fazemos na cultura atual. Li que Tomé pode não ter sido um nome, mas um apelido tipo "gêmeo". As pessoas não tinham sobrenomes, mas eram identificadas pelo nome do pai, da cidade onde morava, da profissão (Alexandre latoeiro) etc, como ainda é feito informalmente no interior do Brasil. É interessante conhecer a história dos sobrenomes na Wikipedia.

Voltando à sua pergunta, se Deus não achou necessário citar o nome do Faraó do Êxodo é porque queria que prestássemos atenção naquilo que é realmente importante no contexto da história contada por Deus na Bíblia. Aliás, esta é uma das regras na leitura do texto bíblico: não perder tempo tentando descobrir o que não foi revelado.

Por exemplo, que proveito há em saber a composição dos pães que Jesus multiplicou, ou o tamanho da cruz? Porém, quando lemos as instruções para a construção do tabernáculo no deserto, ou do templo de Jerusalém, ficamos espantados com os detalhes de medidas e materiais. Tudo aquilo tinha uma razão de ser, pois eram figuras de Cristo.

A leitura das Escrituras sempre devem nos levar a olhar para Cristo. Se nos levam a olhar para outras coisas - por exemplo, para fantasias como a idéia da Arca da Aliança ser uma potente bateria - então estamos olhando para o lado errado. Hoje é comum as pessoas correrem atrás de qualquer novidade que não tem utilidade.

Mesmo que história e arqueologia possam trazer elementos interessantes ao conhecimento bíblico, precisamos apenas do Espírito Santo para compreender os pensamentos de Deus. Pelo menos é o que aprendemos de 1 Coríntios:

"Mas, como está escrito: As coisas que o olho não viu, e o ouvido não ouviu, E não subiram ao coração do homem, São as que Deus preparou para os que o amam. Mas Deus no-las revelou pelo seu Espírito; porque o Espírito penetra todas as coisas, ainda as profundezas de Deus. Porque, qual dos homens sabe as coisas do homem, senão o espírito do homem, que nele está? Assim também ninguém sabe as coisas de Deus, senão o Espírito de Deus". 1 Co 2:9-11

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Como desenvolver o fruto do Espirito?

Gl 5:22 "Mas o fruto do espírito é: caridade, (Gr. ágapéi: amor divino em ação) gozo (alegria, satisfação), paz, longanimidade (paciência, tolerância), benignidade (gentileza, consideração), bondade (desejo de ajudar), (fidelidade), mansidão (brandura), temperança (domínio próprio)." Os acréscimos entre parêntese são de termos encontrados em diferentes traduções da Bíblia.

O fruto do espírito é o caráter do cristão revelado em suas múltiplas facetas. Não se trata de "frutos do Espírito", no plural, mas do "fruto do Espírito", no singular. Esse singular pode tanto dar a ideia de totalidade, como usamos em expressões como "o fruto do meu trabalho", e também de algo coeso e integral, como uma fruta que é formada por casca, polpa, sementes, fibras, vitaminas etc. Mesmo assim é uma fruta que tem todas essas coisas se desenvolvendo de forma harmoniosa e simultânea.

Quando um cristão é paciente, mas que não demonstra amor ou temperança, essa paciência pode não ser fruto do Espírito, mas apenas um traço natural de sua personalidade. Você encontra incrédulos ou ateus que podem possuir essas qualidades individuais muito mais acentuadas do que muitos cristãos, mesmo assim são apenas qualidades naturais de caráter, e não o fruto do Espírito.

Um exemplo da multiplicidade de característica de um fruto é o vinho e a descrição que um degustador especializado é capaz de fazer de suas múltiplas qualidades, apesar de ter sido produzido de uma fruta comum, a uva. Se olharmos deste ponto de vista, o fruto do Espírito é o sabor e a fragrância que os outros podem notar no crente.

Para que seja o fruto do Espírito, todas essas características precisam se desenvolver simultaneamente e em conjunto, e não individualmente. Uma fruta, cuja semente ou casca se desenvolvesse mais do que as outras partes, seria uma aberração e acabaria não passando em um teste de qualidade. Quem diz que ama a Deus e odeia a seu irmão não está falando do amor que é fruto do Espírito.

O Senhor Jesus é o exemplo perfeito de um Homem no qual podiam ser encontradas essas múltiplas facetas do fruto do Espírito:

  1. Amor: Ninguém maior amor do que o demonstrado na cruz.
  2. Gozo: Ninguém jamais teve maior gozo ou alegria em fazer a vontade do Pai.
  3. Paz: Você se lembra de como ele dormia no barco enquanto a tempestade rugia?
  4. Longanimidade: Lembra quem disse "Pai, perdoa-lhes porque não sabem o que fazem"?
  5. Benignidade: Quem foi que pediu que deixassem as criancinhas irem a ele, e que disse a todos "Vinde a mim"?
  6. Bondade: Jesus é o próprio samaritano da parábola que ele mesmo contou.
  7. Fé, no sentido de fidelidade: Jesus jamais falhou em atender as expectativas, tanto do Pai como dos que vão a ele.
  8. Mansidão: Ninguém é mais manso e humilde do que aquele que lavou os pés de seus discípulos.
  9. Temperança: O Senhor manteve total controle de si mesmo e submissão ao Pai diante das tentações no deserto.

Procure enxergar o fruto do Espírito como os atributos de Cristo em nós que são produzidos pelo Espírito de Deus. Outro exercício interessante é tentar associar essas qualidades com as que encontramos relacionadas ao amor em 1 Coríntios 13:4-8.

As obras da carne, que afetam diretamente sua manifestação, são relacionadas nos versículos anteriores, como "adultério, prostituição (fornicação, imoralidade), impureza, lascívia (luxúria, libertinagem, indecência), idolatria, feitiçarias (bruxaria, superstição), inimizades (ódio), porfias (pleitos, litígios, brigas, rivalidades), emulações (ciúmes), iras (acessos de raiva), pelejas (rivalidades), dissensões (disputas, discórdias, sedições, divisões), heresias (facções, partidos), invejas, homicídios, bebedices, glutonarias e coisas semelhantes" (Gl 5:19-21)

Antes que você considere isso uma lista fechada, não se esqueça dos "coisas semelhantes".

Na passagem "o fruto do Espírito" é apresentado em contraste com as "obras da carne". Obras são coisas produzidas pela energia humana e pela vontade própria, enquanto um fruto é produzido pelo ramo que recebe sua seiva do tronco. A diferença entre uma obra e um fruto é tão grande quanto a diferença entre uma fruta de plástico produzida em uma fábrica e uma fruta cultivada em um pomar. Por maior que seja a semelhança exterior de uma fruta artificial com a verdadeira, ela continua sendo uma obra morta, como são as tentativas do homem religioso de transformar seu caráter pela obediência à Lei de Moisés, que é o contraste que o contexto apresenta aqui.

Neste sentido podemos entender que as obras da carne podem tanto ser as coisas daninhas, que impedem que o fruto do Espírito se manifeste, como também nossos esforços em criarmos um fruto artificial, uma mera aparência da obra do Espírito em nossa vida. Ódio, mau humor, inquietude, intolerância, rejeição, indiferença para com os que sofrem, infidelidade, falta de humildade e de controle próprio são apenas alguns dos traços que se contrapõem ao fruto do Espírito.

Gl 5:16 "Digo, porém: Andai em Espírito e não cumprireis a concupiscência da carne".

O fruto do Espírito é cultivado por meio de uma atitude, ou "andar em Espírito", enquanto as obras da carne vêm por meio de uma concessão: dar lugar à carne para que ela se manifeste. É por isso que precisamos beber constantemente da água pura da Palavra de Deus, para que esse fruto do Espírito seja cada vez mais manifesto em nós. Lembre-se de que a fruta artificial precisa de trabalho para ser produzido, mas a verdadeira cresce em função de sua ligação com a fonte da seiva que a alimenta. Quanto maior essa ligação, maior e mais saudável a fruta. Quanto mais essa conexão com o tronco estiver estrangulada por outras coisas, menor e menos evidente é a fruta.

Se o fruto estiver incerto quanto à sua conexão com o tronco, ele não crescerá. A certeza da salvação eterna e da fidelidade de Deus nos salvando em graça são essenciais para que a seiva corra livremente. O fruto do Espírito não pode ser fabricado com nossos esforços. É só a vida de Cristo que pode produzir este fruto.

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Voce nao cre na cura divina?

A passagem que mencionou em Marcos 16 faz parte da comissão que o Senhor deu aos apóstolos, e aqueles sinais efetivamente acompanharam seu ministério, como pode ser encontrado em Atos (apenas não temos registro do beber veneno).

Ainda hoje Deus é capaz de curar, caso contrário eu não oraria por um filho doente. A questão é que as curas e sinais do início da Igreja tinham um objetivo muito claro, que era de comprovar que Deus estava começando algo novo e os sinais eram uma espécie de selo e comprovação. Mas quem já crê e é salvo não precisa de comprovação, portanto a cura passa a ser uma misericórdia de Deus se Ele achar que a pessoa deve ser curada. Não é uma regra, como acontecia quando o Senhor curava através dos apóstolos e eram TODOS curados.

Ats 5:16 "E até das cidades circunvizinhas concorria muita gente a Jerusalém, conduzindo enfermos e atormentados de espíritos imundos, os quais todos eram curados".

Todos signfica todos, ou seja, de unha encravada a cegueira de nascença ninguém voltava para casa dizendo que com ele não funcionou. TODOS eram curados. Obviamente você não vê isso hoje e nem é para ver, porque até entre os próprios discípulos havia doentes que os apóstolos não curaram provavelmente porque tais curas não serviriam como um sinal para os incrédulos. É o caso de

Deus fazia os milagres tendo em vista o povo judeu em sua incredulidade. Não sou eu quem diz isso, mas a Palavra de Deus:

"Porque os judeus pedem sinal, e os gregos buscam sabedoria" 1 Coríntios 1:22
"De sorte que as línguas são um sinal, não para os fiéis, mas para os infiéis; e a profecia não é sinal para os infiéis, mas para os fiéis". 1 Coríntios 14:22

Até mesmo o apóstolo Paulo tinha uma enfermidade, que chamava de espinho na carne, deixou "Trófimo doente em Mileto" (2 Timóteo 4:20) e sugeriu a Timóteo: "Não bebas mais água só, mas usa de um pouco de vinho, por causa do teu estômago e das tuas freqüentes enfermidades". (1 Timóteo 5:23)

Por que Paulo não curou Trófimo ao invés de deixá-lo doente, ou Timóteo, a quem preferiu receitar um remédio caseiro? Porque curá-los não estava nos planos de Deus provavelmente por não trazer qualquer conseqüência favorável à obra de Deus. Ou também porque curá-los poderia impedi-los de aprender alguma lição que Deus estava tentando lhes ensinar.

Você diz que foi "a diversas "igrejas" as quais não acreditam na cura, que o Senhor Jesus não nos cura hoje, então me senti um peixe fora d'agua". Será que quis dizer que em determinadas igrejas Deus cura e em outras não? Você vê curas acontecendo em igrejas na Bíblia ou vê esses sinais acontecendo para os incrédulos quando os apóstolos pregavam? Hoje existe uma tendência em associar curas e milagres a esta ou aquela denominação, ou a este ou aquele pregador, mas isso não tem fundamento bíblico.

Não sei porque alguns crentes em Cristo têm essa fixação em curas e sinais. Acaso Cristo não é suficiente para eles? Lembre-se de que o Senhor não confiava naqueles que o seguiam porque tinham visto sinais. E a Tomé ele disse que mais bem aventurados seriam aqueles que creriam sem ver.

Jo 2:23-24 "E, estando ele em Jerusalém pela Páscoa, durante a festa, muitos, vendo os sinais que fazia, creram no seu nome. Mas o mesmo Jesus não confiava neles, porque a todos conhecia".

Jo 20:29 "Disse-lhe Jesus: Porque me viste, Tomé, creste; bem-aventurados os que não viram e creram!"

Essa fixação que muitos cristãos têm por curas só levam à decepção pois, afinal, se Cristo não vier no tempo de nossa vida aqui, todos nós morreremos. Exceto os que morrerão por acidentes ou incidentes criminosos, todos os outros cristãos morrerão doentes, porque a doença é consequência do pecado que arruinou nosso corpo. Até mesmo aquele que morre com mais de cem anos morre porque algum órgão deixou de funcionar direito, ou seja, uma enfermidade.

Quando você escreve que "a palavra salvação quer dizer, além de vida eterna, tambem cura e perdão", será que está achando que vai viver eternamente nesse corpo que só fica cada vez pior com os efeitos daninhos do pecado? A salvação envolve o perdão de pecados, a justificação e a ressurreição, não da velha carne, mas do corpo em sua forma incorruptível. Aí sim teremos saúde eterna por estarmos em um corpo incorruptível, mas enquanto ainda estamos em nosso velho corpo de carne, não espere grandes coisas ou você vai viver sempre uma vida de decepção e miséria.

Se ficar doente, ore. Se for da vontade de Deus ele irá curá-la. Se isso não acontecer, louve a Deus do mesmo modo, porque Ele certamente tem um propósito naquela enfermidade, para você e para quem estiver por perto. A diferença entre um pagão idólatra e um cristão verdadeiramente nascido de novo é que o primeiro só acredita que Deus está ao seu lado quando tudo vai bem. O verdadeiro crente, porém, se regozija também na falta de saúde, dinheiro, prosperidade, liberdade etc.

Fp 4:12-13 "Sei estar abatido e sei também ter abundância; em toda a maneira e em todas as coisas, estou instruído, tanto a ter fartura como a ter fome, tanto a ter abundância como a padecer necessidade. Posso todas as coisas naquele que me fortalece".

Apesar de alguns usarem esse "posso todas as coisas" no sentido de o cristão ser uma espécie de todo-poderoso, eu creio que Paulo fala do contexto, que é estar fortalecido em Cristo para enfrentar o que quer que lhe aconteça. O exemplo de Habacuque é ótimo também: ele se alegra e exulta independente das condições materiais.

Hc 3:17-19 "Porquanto, ainda que a figueira não floresça, nem haja fruto na vide; o produto da oliveira minta, e os campos não produzam mantimento; as ovelhas da malhada sejam arrebatadas, e nos currais não haja vacas, todavia, eu me alegrarei no SENHOR, exultarei no Deus da minha salvação. JEOVÁ, o Senhor, é minha força, e fará os meus pés como os das cervas, e me fará andar sobre as minhas alturas".

É também por isso que o evangelho é considerado uma loucura pelos que perecem, porque apenas um louco cantaria louvores com os pés nos troncos em uma masmorra, como fizeram Paulo e Silas na prisão. Lembre-se de que quando eles faziam isso ainda não sabiam que iam ser libertos.

At 16:23-25 "E, havendo-lhes dado muitos açoites, os lançaram na prisão, mandando ao carcereiro que os guardasse com segurança, o qual, tendo recebido tal ordem, os lançou no cárcere interior e lhes segurou os pés no tronco. Perto da meia-noite, Paulo e Silas oravam e cantavam hinos a Deus, e os outros presos os escutavam".

Para que não tenha ilusões quanto aos serviços prestados a um preso do primeiro século, antes de existirem direitos humanos, aqui vai uma idéia:



E aqui a foto de como fica uma pessoa (neste caso um escravo) que foi açoitada, e lembre-se de que Paulo diz que sofru açoites "muitas vezes":



Se as pessoas que enchem as igrejas desses pregadores de saúde física e financeira soubessem que crer em Cristo inclui a possibilidade de passar o resto da vida preso, pobre e doente, uma situação que não raro muitos cristãos verdadeiros experimentam, certamente elas não se animariam nem um pouco a crer em Cristo.

Lembre-se: quanto mais você esperar por curas e sinais, como se Deus tivesse obrigação de lhe dar uma vida tranquila aqui, mais irá se decepcionar quando isso não acontecer. Olhe para Cristo. Acaso ele teve uma vida fácil e livre de sofrimentos neste mundo? E os apóstolos? E os cristãos perseguidos e martirizados ao longo de 2 mil anos de história da Igreja? Então não espere grandes coisas, porque somos estrangeiros, não apenas numa terra estranha, mas em um corpo completamente arruinado pelo pecado.

Mais feliz é o cristão pobre e preso a uma cama e que verdadeiramente conhece o Senhor, do que o incrédulo rico e saudável vivendo segundo os seus próprios pensamentos e concupiscências. A diferença entre o incrédulo e o cristão não está no resultado dos exames médicos ou na conta bancária, mas no sangue que lhe deu acesso aos lugares celestiais em Cristo Jesus. Quem tem isso pode querer mais o quê?

Efs 1:3-7 "Bendito o Deus e Pai de nosso Senhor Jesus Cristo, o qual nos abençoou com todas as bênçãos espirituais nos lugares celestiais em Cristo, como também nos elegeu nele antes da fundação do mundo, para que fôssemos santos e irrepreensíveis diante dele em caridade, e nos predestinou para filhos de adoção por Jesus Cristo, para si mesmo, segundo o beneplácito de sua vontade, para louvor e glória da sua graça, pela qual nos fez agradáveis a si no Amado. Em quem temos a redenção pelo seu sangue, a remissão das ofensas, segundo as riquezas da sua graça".

Será que precisamos mais, ou nos contentamos com isso?

Sugiro a leitura de:
"Os dons do Espírito Santo"


"Línguas e outros dons de sinais"

"Existem milagres?"

"Já não fomos curados pelas chagas de Jesus?"


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A Biblia errou na semente de mostarda?

Você comentou meu vídeo do "Evangelho em 3 minutos" dizendo que a Bíblia teria errado em Mateus 13:31 ao se referir à mostarda como a menor de todas as sementes. Segundo você a menor de todas as sementes é a de morango.

"Propôs-lhes outra parábola, dizendo: O reino dos céus é semelhante a um grão de mostarda que um homem tomou, e semeou no seu campo; o qual é realmente a menor de todas as sementes; mas, depois de ter crescido, é a maior das hortaliças, e faz-se árvore, de sorte que vêm as aves do céu, e se aninham nos seus ramos".

Ler a Bíblia buscando precisão científica é perder de vista seu objetivo e passar ao largo das coisas que a Palavra de Deus quer ensinar. O ponto que o Senhor levanta na parábola do grão de mostarda não tem nada a ver com a semente propriamente dita, mas com os significados envolvidos no exemplo.

Para entender a Bíblia é preciso antes fazer algumas perguntas. Primeiro, o que a Palavra de Deus está querendo nos ensinar? Depois, a quem aquilo foi dito? Quando foi dito e em que contexto? Sem ter essas coisas em mente fica impossível desfrutar daquilo que o texto tem para você.

Por exemplo, já vi pessoas tentando desacreditar a Bíblia por encontrarem no Antigo Testamento o morcego sendo classificado como ave, e não como mamífero. Quem diz isso não faz nem ideia do que seja uma classificação e de seus objetivos.

As coisas na ciência moderna são classificadas apenas para organizar melhor os pensamentos, mas a verdade é que um morcego tem muito pouca semelhança com uma vaca. No Antigo Testamento, qualquer animal que voasse era chamado de ave por voar. Na classificação moderna, adotamos outro critério. Só isso.

Até o século 19 o tomate era considerado uma fruta, passando depois a ser legume. Mas em Portugal voltou a ser classificado como fruta porque os portugueses fabricam geleia de tomate e a Comunidade Europeia aplica uma tributação maior para legumes e menor para frutas. Pelo mesmo motivo, hoje a cenoura é classificada como fruta em Portugal, para reduzir a carga tributária sobre sua geléia de cenoura.

Mas voltando à sua afirmação, de que a Bíblia errou ao não dizer que a menor semente é a do morango (que acho que também não é), Jesus estava ensinando uma lição por meio da parábola e a semente de mostarda era a que melhor servia para falar de algo pequeno que se torna uma grande árvore.

Usar a semente de morango não iria funcionar, e nem estava errado ele dizer que a mostarda era a menor semente, porque efetivamente era a menor semente cultivada na Palestina de há dois mil anos. O morango nem existia na época.

A planta que hoje produz morango só foi criada por meio de cruzamentos e enxertos em 1740 na França, a partir de plantas silvestres trazidas da América do Norte. Como Jesus poderia falar de uma semente que só viria a ser conhecida 1740 anos depois a milhares de quilômetros dali?



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Voce se acha o dono da verdade?

Sua pergunta é importante, porque expressa o que muitas pessoas pensam mas não têm coragem de perguntar. Depois de visitar este blog você escreveu que "O próprio papel de ser o que tem as respostas para as dúvidas sobre o assunto, ao ponto de criar um blog para tal, evidencia a pretensão".

Sinto que meu blog tenha causado uma má impressão em você. Ele não foi criado para me apresentar como dono da verdade ou aquele que tem todas as respostas, mas apenas para ser depositário de um arquivo enorme de correspondências pessoais que achei que poderiam ajudar algumas pessoas que tivessem as mesmas dúvidas daquelas que um dia me procuraram.

Eu explico isso no próprio blog (coluna da direita)...

"O conteúdo deste blog é formado por respostas a cartas, e-mails e perguntas de correspondentes, portanto as afirmações feitas aqui podem ou não se aplicar a outras pessoas e situações. Algumas respostas não são de alguma correspondência em particular, mas foram construídas a partir da reunião de muitas dúvidas que o autor recebeu ou detectou entre seus correspondentes.... O autor é favorável à livre expressão e, ainda que seu entendimento da Bíblia possa conflitar com a opinião de alguns, defende que as pessoas devem ser respeitadas, independente de suas crenças, idéias ou preferências".

Portanto, entenda que este blog é uma coleção de quase 500 cartas e emails enviados a correspondentes durante um período de mais de 20 anos (sou convertido a Cristo desde 1978). Eu podia simplesmente largar tudo numa pasta ou em disquetes perdidos numa gaveta (como efetivamente ficou por anos na era pré-Internet), ou podia compartilhar com o mundo na tentativa de algumas respostas serem úteis a alguém. Decidi fazer isso, mesmo correndo o risco de receber críticas como a sua.

Este blog recebe em média 15 mil visitantes por mês que acessam 35 mil páginas, ou seja, mais de uma página por visitante. Nos últimos 30 dias eles vieram de 46 países (o blog tem uma opção de tradutor na coluna à direita) e as perguntas mais acessadas foram (em ordem):

1. Qual o significado da besta e do 666?
2. O que significa galardão?
3. Existe vida em outros planetas?
4. O que a Bíblia diz sobre o homossexualismo?
5. O que você achou do livro A Cabana?
6. Como pregar o evangelho?
7. A Bíblia proíbe a mulher de cortar o cabelo?
8. A Bíblia condena o sexo antes do casamento?
9. Como expulsar demônios?
10. O que significa dispensação?

Ontem, ao clicar na aba da direita que mostra quantas pessoas estão conectadas na página naquele momento, vi que alguém estava lendo a página "Cometer suicídio não seria uma solução?" Curiosamente esta página recebe um grande número de visitas. Essa pessoa deve ter chegado ali via busca, por curiosidade ou necessidade real. Como pode ver, o blog não tem por objetivo criticar essa ou aquela denominação religiosa, mas esclarecer dúvidas (às vezes vitais) das pessoas.

Você escreve que eu me comporto "como uma espécie de dono da verdade, de oráculo, apesar de escrever o contrário, inclusive ao dizer para a pessoa que perguntou que ela não deve se deixar guiar como se você fosse a única luz. Não creio que isso o isente da prepotência após um longo e excelente texto argumentativo onde você defende o que "você" acha que é certo, que é melhor, que é verdade".

Isso é inevitável. Sempre que alguém adota uma posição, torna-se excludente. Se você é cristã, o simples fato de professar sua fé já exclui todos aqueles que pensam diferente. E mesmo que você seja daquelas pessoas que querem passar uma imagem de neutralidade, de politicamente correta, que acreditam que todas as crenças são válidas, isso também é uma posição que exclui aqueles que acreditam que apenas uma crença pode ser a verdadeira. E esta é uma posição ainda pior e mais orgulhosa, por arvorar conhecer todas as crenças a ponto de poder fazer tal afirmação.

Ao dizer que não ia ler minhas outras respostas, com base na idéia que você concebeu a meu respeito (preconceito?), você adotou uma posição que exclui centenas de pessoas que consideram meu blog uma opção viável para suas dúvidas, quer elas concordem ou não com as respostas. Recebo mensagens de pessoas que afirmam discordar de várias opiniões que viram ali, mas que acham ótimo existir o blog para pesquisa.

Não há como fugir do fato de sermos excludentes ao adotarmos uma opinião. Acho até melhor você ter uma posição assim do que não ter nenhuma. Pessoas mornas, que não dizem sim, nem não, muito pelo contrário, são aquelas que Deus abomina. Portanto, saiba que adoro quando alguém me contesta, pois me faz repensar tudo e às vezes sou obrigado a mudar de idéia. Felizmente o que escrevemos na Web pode ser editado e corrigido sempre que aprendemos algo novo.

Não entendi quando disse que suspeitou de mim quando viu a palavra “marketing” em meu currículo profissional. Você considera errado eu ser um "fabricante de tendas" que fala de Jesus e não um teólogo ou clérigo? Você teria dado maior credibilidade ao blog se ele fosse assinado por alguém com o título de Reverendo, Pastor, Missionário, Apóstolo, Profeta...? Na atual confusão em que mergulhou a cristandade, com tantos mercadores da fé dominando a rádio e TV, saiba que são esses que me causam arrepios.

Quanto à minha atuação profissional, talvez você tenha uma idéia equivocada do que seja marketing. Será que pensa que marketing é sinônimo de propaganda? Ou pior, de picaretagem? Saiba que o carro que você dirige começou em um projeto de marketing para detectar, analisar e definir as necessidades e desejos de um determinado público, e produzir algo à altura disso, gerando valor para o comprador e lucro para a empresa.

Foram as pesquisas do departamento de marketing que passaram para o design as informações de preferências de cores e estilos, e para a engenharia as principais exigências de segurança buscadas pelos clientes. Foi o marketing que analisou tudo o que a concorrência fazia para fazer melhor, e foi o marketing que determinou o melhor preço, a melhor forma de distribuição, os melhores canais de comunicação, as melhores formas de pagamento etc. Sugiro conhecer um pouco mais sobre o assunto na Wikipedia http://pt.wikipedia.org/wiki/Marketing

Aproveite também para conhecer meus outros sites:

Profissionais
Mario Persona - Site profissional
Mario Persona CAFE - Blog profissional
TV Barbante - Vídeos de marketing, comunicação, carreira etc.
Quero ser palestrante - Dicas para falar em público
Entrevistado - Revistas, sites e jornais que me entrevistam
Rádio Barbante - TV Barbante versão áudio
Vida, Carreira e Negócios - Podcast (áudio)

Pessoais
O evangelho em 3 minutos (texto, vídeo e MP3)
Podcast O evangelho em 3 minutos - só áudio MP3
Respondi - Respostas sobre a Bíblia tiradas de minha correspondência
Histórias de Verdade (inglês/português)
Chapter-a-Day - Meditações bíblicas em inglês/português/francês (por Norman Berry)
Manjar Celestial - Diversos autores
Quero contar... - Blog de meu filho portador de necessidades especiais


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O evangelho ja foi pregado a toda criatura?

Sua dúvida está no tempo do verbo do versículo em Colossenses:

Cl 1:23 "... do evangelho que tendes ouvido, o qual foi pregado a toda criatura que há debaixo do céu, e do qual eu, Paulo, estou feito ministro".

Um dia o evangelho terá alcançado toda criatura, mas antes disso a igreja vai ser arrebatada. Quem irá continuar essa tarefa serão os que se converterem depois do arrebatamento, aqueles que antes não escutaram o evangelho, principalmente judeus no período da tribulação. (veja links no final)

Sua dúvida aqui é em relação ao tempo do verbo, já que diz que o evangelho "foi pregado a toda criatura que há debaixo do céu", e isto Paulo escreveu quando pouquíssima gente tinha tido acesso às boas novas.

Neste caso o evangelho foi pregado a toda criatura no sentido de que ele foi feito acessível a toda criatura, embora ainda nem toda criatura tenha tido acesso a ele. Quando o presidente anuncia o valor do novo salário mínimo para todos os trabalhadores, aquilo já está valendo, mesmo que nem todos os trabalhadores tenham ficado sabendo disso. O valor do salário mínimo já foi anunciado a todo trabalhador.

O governo pode dizer que o novo salário mínimo já foi "pregado" a toda criatura do país. A proclamação já foi feita, agora é apenas uma questão de tempo até que mensagem seja ouvida nos confins da terra. Quando alguém bate o martelo numa tábua numa construção ao longe, vemos o martelo bater, mas só depois ouvimos a batida. Um outro exemplo é a proclama de casamento que é obrigatório publicar no jornal quando alguém pretende se casar, para o caso de outra pessoa saber que um dos noivos já era casado anteriormente. Uma vez publicado (tornado público) ninguém poderá dizer que aquilo era desconhecido do público.

Veja mais sobre a pregação do evangelho em todo o mundo:
http://www.respondi.com.br/2007/10/quem-nao-ira-no-arrebatamento.html
http://www.respondi.com.br/2009/09/depois-do-arrebatamento-nao-havera.html

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Para ser salvo preciso ir a frente orar com o pastor?

O ladrão na cruz nunca frequentou uma igreja e nem repetiu alguma oração pré-fabricada, no entanto foi salvo ao reconhecer-se pecador e pedir que Jesus se lembrasse dele. Se ler o livro de Atos você encontra muitas histórias de conversões, e cada uma é diferente da outra. Portanto não existe uma fórmula ou um ritual para ser salvo. A questão é entre você e Deus somente. A Palavra de Deus diz:

Rom 10:8-11 "Mas que diz? A palavra está junto de ti, na tua boca e no teu coração; esta é a palavra da fé, que pregamos, a saber: Se, com a tua boca, confessares ao Senhor Jesus e, em teu coração, creres que Deus o ressuscitou dos mortos, serás salvo. Visto que com o coração se crê para a justiça, e com a boca se faz confissão para a salvação. Porque a Escritura diz: Todo aquele que nele crer não será confundido".

Você crê em seu coração que Jesus morreu para levar os seus pecados e ressuscitou para sua justificação (para você ser considerado justo e idôneo aos olhos de Deus)? É isso que importa. A realidade da sua fé interna você mostrará externamente confessando a Jesus como seu Senhor (seu dono) com sua boca.

Mas mesmo esse confessar com a boca pode variar de pessoa para pessoa, considerando que um mudo jamais será capaz de fazer isso e uma pessoa se afogando, que creia em Jesus enquanto se encontra debaixo d'água, não será capaz de dizer coisa alguma. Você acha que Deus iria condenar a pessoa porque nessa hora ela não conseguiu falar ou repetir uma oração tim-tim por tim-tim?

Transformar a salvação de uma alma em um gesto como ir à frente em uma igreja, repetir uma oração inventada por alguém ou até mesmo se fazer membro de uma religião é uma afronta a Cristo, que derramou seu sangue precioso para nos purificar de nossos pecados. Nossa salvação não está numa religião, numa oração ou em algum tipo de gesto, como ir à frente.

Também não depende de outra pessoa nos dizer se estamos salvos ou não. A salvação é uma questão pessoal entre você e Deus que é resolvida no momento em que crê em Jesus. Depois que você crê, é o próprio Senhor que dá a você a certeza de que está salvo. Se você acredita nas palavras de Jesus, irá acreditar nisto que ele diz sobre aquele que que OUVE, CRÊ, TEM, NÃO ENTRARÁ e PASSOU:

Jo 5:24 "Na verdade, na verdade vos digo que quem ouve a minha palavra e crê naquele que me enviou tem a vida eterna e não entrará em condenação, mas passou da morte para a vida".

Se prestar atenção nos verbos verá que ouvir e crer é algo que se faz agora. Uma vez tendo ouvido e crido no evangelho, o que acontece? Jesus diz que você TEM (veja que o verbo está também no presente, valendo para o momento em que a pessoa crê. Não se trata de "terá" a vida eterna no futuro, mas de algo que já se tem aqui e agora. O próximo verbo diz que você "não entrará" em condenação ou juízo no futuro, e o verbo seguinte deixa claro que ao crer aconteceu algo que mudou tudo: Você "PASSOU DA MORTE PARA A VIDA".

Sugiro que leia os links abaixo que falam da certeza da salvação:

http://www.respondi.com.br/2007/02/ser-que-minha-converso-foi-real.html
http://www.respondi.com.br/2008/01/e-pecado-considerar-se-salvo.html
http://www.respondi.com.br/2007/12/salvao-e-pela-graca-somente.html
http://www.respondi.com.br/2007/05/possvel-ter-certeza-de-ir-para-o-ceu.html
http://www.respondi.com.br/2010/02/posso-ser-cortado-depois-de-crer.html
http://www.respondi.com.br/2008/06/o-que-fazer-quando-nao-sinto-presenca.html

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Posso ser cortado depois de crer?

Você escreveu que em Romanos 11:22 Paulo fala que podemos ser cortados. É importante ler todo o contexto e ver que ele está tratando do contraste entre Israel e gentios como testemunho na terra. Israel foi "cortado" dos privilégios que tinha (ao menos por algum tempo) e os gentios não devem achar que isso não possa acontecer também com eles.

Veja que o assunto é o testemunho coletivo, não a salvação individual. Em um certo sentido, o arrebatamento da Igreja, apesar de representar uma bênção para cada crente individualmente, é também um "corte" no sentido que o testemunho como um todo falhou. Basta vermos o estado da última igreja (Laodicéia) em Apocalipse para entendermos isso. Depois de falar de Laodicéia o apóstolo João ouve um chamado "sobe até aqui" (cap. 4)

A outra passagem que citou é o exemplo que o Senhor dá das varas em João 15, mas o assunto ali é dar fruto, não salvação eterna. Primeiramente a aplicação deve ser para Israel, já que ele disse isso inicialmente aos seus discípulos que eram judeus, viviam antes da formação da Igreja e estavam inseridos no contexto de Israel, com seu templo, sacrifícios, ordenanças etc. Este é um aspecto importante quando lemos qualquer um dos quatro evangelhos e o primeiro capítulo de Atos.

Voltando ao exemplo das varas, logicamente não damos fruto a não ser quando estamos "ligados" à fonte da seiva, que é Cristo. O próprio "fogo" de que fala a passagem não é um juízo de Deus, mas circunstancial: "tais varas são recolhidas, lançadas no fogo e queimadas". Isso mostra que não têm utilidade e são recolhidas (por terceiros) para serem queimadas. Um cristão sem comunhão com Cristo é uma vida desperdiçada.

1 Coríntios também fala em fogo e mesmo assim refere-se a pessoas salvas: 1Co 3:15 "Se a obra de alguém se queimar, sofrerá ele prejuízo; mas o tal será salvo todavia como que pelo fogo". Nos dois casos o que está sendo tratado são as obras ou o fruto do crente, não sua salvação. Caso contrário na figura das varas acabaríamos concluindo que a salvação é por esforço humano (permanecer em Cristo) e não por obra de Deus.

Você diz que não acredita que pessoas que aceitaram a Jesus e agora vivem totalmente no pecado sejam salvas, pois a Bíblia fala que nem adúlteros, nem efeminados herdarão o reino de Deus. É correta a idéia de achar que alguém não pode estar salvo porque suas obras negam a realidade de sua fé. A carta de Tiago fala disso pois está tratando das evidências da fé, e não do coração. A única forma de nós, seres humanos, sabermos se alguém é salvo ou não é observando seu andar. Mas mesmo assim isso não nos dá certeza absoluta. Você encontra muitos ateus ou pessoas que adoram demônios vivendo vidas exemplares. Como saber?

Não dá para saber, pois não somos Deus, o único capaz de sondar os corações. O único coração que consigo sondar, e ainda assim de forma completamente imperfeita, é o meu próprio coração, e pode ter certeza de que não gosto nem um pouco do que vejo lá.

Você diria que um homem que adulterou e mandou matar o marido da adúltera para encobrir seu pecado seria salvo? E alguém que tivesse negado Jesus para salvar a pele? Davi e Pedro foram assim, portanto nunca é prudente tirarmos conclusões precipitadas sobre a salvação de outras pessoas. Além do mais, quando entendemos realmente o quanto somos pecadores e a profundidade do mal interior que existe em nosso coração, não olhamos mais com um sentimento superioridade para aqueles que exteriorizam isso em suas práticas.

O Senhor ensinou que não é apenas o adultério exterior que conta, mas também o dos pensamentos. E a violência contra o próximo que é colocada em prática nada mais é do que a violência que maquinamos em nossos corações. Quem pode dizer que não peca? E, se pecamos, como podemos considerar que nosso pecado em oculto é menos grave do que o pecado de outro que é feito às claras?

Mat 5:21-28 "Ouvistes que foi dito aos antigos: Não matarás; e, Quem matar será réu de juízo. Eu, porém, vos digo que todo aquele que se encolerizar contra seu irmão, será réu de juízo... e quem lhe disser: Tolo, será réu do fogo do inferno... Ouvistes que foi dito: Não adulterarás. Eu, porém, vos digo que todo aquele que olhar para uma mulher para a cobiçar, já em seu coração cometeu adultério com ela".

Se você for feito do mesmo material que eu, então irá concordar que pecamos o tempo todo, mesmo que ninguém veja qualquer evidência e exteriormente sejamos sepulcros perfeitamente caiados. Pode ter certeza de uma coisa: se não for por graça, ninguém é salvo. E se não for por graça, ninguém será capaz de permanecer salvo. Dependemos da graça e da misericórdia de Deus para nos salvar e para nos manter até que Cristo venha nos buscar.

Rom 3:9-10 "Pois quê? Somos melhores do que eles? De maneira nenhuma, pois já demonstramos que, tanto judeus como gregos, todos estão debaixo do pecado; como está escrito: Não há justo, nem sequer um".

Entenda que esse "não há um justo, nem sequer um" continua valendo para nós em nosso estado natural, mesmo depois de salvos, pois, de nós mesmos, não temos justiça que garanta nossa idoneidade diante de Deus. Dependemos de Cristo para Deus poder olhar para nós com outros olhos e nos considerar justos e idôneos, não pelo que somos ou fazemos, mas por aquilo que Cristo é e fez para Deus. Somos perdoados por Deus (nossa dívida é saldada) e justificados (ganhamos a reputação de justos) também por Deus.

Em suma, se tivéssemos apenas um vislumbre de como Deus vê o pecado, aí sim desistiríamos de qualquer tentativa de nos salvarmos a nós mesmos ou de nos mantermos salvos por nossos próprios esforços. Se dissermos que não pecamos, enquanto acusamos outros de serem mais pecadores do que nós, estamos incorrendo no pecado da mentira. O versículo a seguir não foi escrito para incrédulos, mas para crentes:

1 Jo 1:8 "Se dissermos que não temos pecado nenhum, enganamo-nos a nós mesmos, e a verdade não está em nós".

Quanto ao que você disse, de pessoas que aceitaram a Jesus e agora vivem totalmente no pecado, sempre cabe perguntar: Aceitaram mesmo ou apenas levantaram a mão em um culto evangélico ou se filiaram a uma religião?

Sugiro a leitura deste texto:

http://www.stories.org.br/textos/nunca.html

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