As ideias aqui não são originalmente minhas, mas são fruto do que tenho aprendido da Palavra de Deus fora dos sistemas denominacionais com irmãos congregados ao nome do Senhor e também com autores de outras épocas que congregavam assim, como J. G. Bellett, C. H. Brown, J. N. Darby, E. Dennett, W. W. Fereday, J. L. Harris, W. Kelly, C. H. Mackintosh, A. Miller, F. G. Patterson, A. J. Pollock, H. L. Rossier, H. Smith, C. Stanley, W. Trotter, G. V. Wigram e muitos outros. Uma lista completa em inglês você encontra neste link.

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Devo mentir se o chefe mandar?



https://youtu.be/Ou1tDAIJEes

Sua dúvida está em mentir ou não no ambiente de trabalho, pois é o que seu chefe pede para você fazer. Eu sempre encontrei esse problema nos lugares onde trabalhei e sempre deixei claro que não iria mentir. Aliás, sempre que chegava para trabalhar em um lugar novo, no primeiro dia eu descarregava minhas coisas na mesa, entre elas uma Bíblia.

Não a deixava sobre a mesa, mas na gaveta para eventualmente ler no horário de almoço. Mas fazia isso de modo que todos pudessem ver que ali tinha chegado "um crente". É interessante como isso já mudava algumas coisas, como os colegas baixarem a voz quando estavam contando uma piada suja e percebiam que eu passava perto.

Em uma empresa onde trabalhei, meu chefe tinha o costume de pedir para dizer que ele não estava quando alguém tocava em minha mesa pedindo para falar com ele (que ficava numa mesa na mesma sala). Eu expliquei que não faria assim pois isso iria contra minha consciência e ele entendeu.

A partir daquele dia, quando o telefone tocava, eu atendia e meu chefe logo percebia que era com ele, pois eu dizia "Sr. Gustavo, o sr. quer falar com o Reinaldo?". Então ele se levantava e saía da sala, e eu dizia que ele não estava na sala, mas que eu anotaria o recado. Ele ficava no corredor esperando eu desligar. Felizmente ele era legal a esse ponto.

Tente conversar com seu chefe ou então procure adaptar sua comunicação para uma que não comprometa. Por exemplo, é possível trocar "fulano não está no momento" por "fulano não pode atender no momento" ou "fulano não está disponível no momento". Alguém pode estar na empresa ou na sala, porém falando ao telefone, recebendo uma visita de um superior, atendendo um cliente etc., portanto, não disponível para atender outra pessoa.

Se corremos risco de perder o emprego adotando uma posição assim? Certamente. Mas como cristão corremos muitos riscos, não só de perder o emprego, mas de perder oportunidades de lucro em negócios escusos ou até de relacionamentos com incrédulos ou fora do casamento. Todas elas oportunidades que Deus não aprovaria e que não nos trariam qualquer proveito por esta mesma razão.

Felizmente hoje nas grandes empresas existem códigos de ética e conduta que estimulam a prática da transparência, mesmo porque um empregado que seja obrigado a mentir poderá processar a empresa por dano moral. Uma empresa que exige que seu empregado minta para quem é de fora não tem moral para exigir que ele fale a verdade para quem é de dentro, inclusive com o chefe. De qualquer modo, evite o enfrentamento, tente explicar a ele a razão de sua fé. “A resposta branda desvia o furor, mas a palavra dura suscita a ira” (Pv 15:1).

É bom lembrar que Deus odeia a mentira e que Satanás é o pai da mentira. Jesus disse aos fariseus que se opunham a ele: “Vós sois do diabo, que é vosso pai, e quereis satisfazer-lhe os desejos. Ele foi homicida desde o princípio e jamais se firmou na verdade, porque nele não há verdade. Quando ele profere mentira, fala do que lhe é próprio, porque é mentiroso e pai da mentira” (Jo 8:44).

Lembro-me de quando trabalhava num banco e fazia o levantamento de lugares para comprar para abrir agências. Quando entrei deixei claro que seria capaz de fazer o trabalho sem precisar mentir, o que meu chefe não acreditou muito. Evidentemente dava mais trabalho do que simplesmente mentir, mas acho que fazendo assim eu também treinava um pouco de criatividade.

Um dia estava numa oficina mecânica para saber se o dono se interessaria em vender o imóvel. Obviamente, apesar de estar de terno e gravata, só disse que estava ali representando um interessado e não revelei que era um banco, ou o preço iria disparar. Ele olhou para mim e perguntou: "O sr. é do banco tal?" Respondi com outra pergunta: "Por que, o pessoal do banco tal esteve aqui?".

Enquanto ele tentava explicar a razão de ter desconfiado que eu fosse do banco, chamei sua atenção para uma grande mancha de infiltração na parede e quis saber qual era a origem daquilo, se podia comprometer a estrutura etc. Ele imediatamente se esqueceu do assunto e passou a falar bem do imóvel tentando vender seu peixe.

Veja mais aqui: http://www.respondi.com.br/2009/03/devo-ser-conivente-com-desonestidade-na.html

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