As ideias aqui não são originalmente minhas, mas são fruto do que tenho aprendido da Palavra de Deus fora dos sistemas denominacionais com irmãos congregados ao nome do Senhor e também com autores de outras épocas que congregavam assim, como J. G. Bellett, C. H. Brown, J. N. Darby, E. Dennett, W. W. Fereday, J. L. Harris, W. Kelly, C. H. Mackintosh, A. Miller, F. G. Patterson, A. J. Pollock, H. L. Rossier, H. Smith, C. Stanley, W. Trotter, G. V. Wigram e muitos outros. Uma lista completa em inglês você encontra neste link.

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Como a carta de Elias chegou ao rei depois de ser arrebatado?



https://youtu.be/L6lLGrOdvs4

Sua dúvida tem a ver com uma suposta discordância no texto bíblico. Sua pergunta foi: "Gostaria de entender como é que após 8 anos do pseudo-arrebatamento [de Elias] Jeorão, filho de Jeosafá, recebe uma carta do profeta Elias?".

O texto da carta à qual você se referiu foi:

"Então lhe veio um escrito da parte de Elias, o profeta, que dizia: Assim diz o SENHOR Deus de Davi teu pai: Porquanto não andaste nos caminhos de Jeosafá, teu pai, e nos caminhos de Asa, rei de Judá, Mas andaste no caminho dos reis de Israel, e fizeste prostituir a Judá e aos moradores de Jerusalém, segundo a prostituição da casa de Acabe, e também mataste a teus irmãos da casa de teu pai, melhores do que tu; Eis que o SENHOR ferirá com um grande flagelo ao teu povo, aos teus filhos, às tuas mulheres e a todas as tuas fazendas. Tu também terás grande enfermidade por causa de uma doença em tuas entranhas, até que elas saiam, de dia em dia, por causa do mal." 2 Cr 21:12

Eu não chamaria de "pseudo-arrebatamento", pois aí estaria colocando em dúvida a veracidade, não de minha interpretação, mas do texto bíblico. Que Elias foi arrebatado ao céu num redemoinho, não há como negar, pois a Bíblia é clara. O que pode ocorrer é uma dificuldade de compreensão ou de cronologia.

2Rs 2:11 E sucedeu que, indo eles andando e falando, eis que um carro de fogo, com cavalos de fogo, os separou um do outro; e Elias subiu ao céu num redemoinho.

Portanto, este ponto do arrebatamento de Elias ao céu num redemoinho é inegável, já que é textual. Como nenhuma passagem diz que ele tenha voltado do céu (exceto em sua aparição momentânea no monte da transfiguração), então é de supor que tenha ficado por lá.

Então temos o problema da cronologia que, esta sim, pode não estar na ordem. Por exemplo, sabemos que os evangelhos nem sempre trazem os assuntos numa cronologia exata, mas colocados no momento em que os fatos são importantes para o que Deus quer revelar. O mesmo pode se dar no Antigo Testamento. Lembre-se de que não podemos cobrar exatidão cronológica ou "jornalística" da Bíblia, porque seu objetivo é apontar para Cristo. Tudo o que for relevante neste sentido estará lá, mas o que não for será suprimido do relato. Por isso não nos é dito o nome da mulher de Caim, por exemplo.

Tentarmos negar o fato do arrebatamento de Elias por dificuldades de entendermos a cronologia dos eventos joga por terra a autoridade da Palavra de Deus (o fato textual) e coloca a autoridade em nossa capacidade de interpretar os eventos.

William MacDonald coloca assim a questão: "Elias foi levado ao céu em algum momento durante o reinado de Jeosafá (2 Rs 2:11). Considerando que Jeorão reinou com seu pai por cerca de cinco anos, Elias poderia estar vivo quando essa mensagem foi entregue. Ou o profeta poderia ter escrito a carta por divina instrução e a entregado a Eliseu para que a entregasse no momento apropriado".

Portanto, partindo do princípio de que a Palavra de Deus declara com todas as letras que ocorreu a ascensão de Elias ao céu (um fato, portanto inquestionável), só posso deduzir que:

1. A ordem dos eventos nem sempre é cronológica nos livros de Reis e Crônicas (há vários estudos sobre isso na Internet, portanto não há necessidade de me deter nisso aqui). Portanto (conforme explica William MacDonald) Elias poderia estar por aqui quando a carta foi entregue.

2. Elias recebeu a revelação antes de ser arrebatado e deixou-a em carta para ser entregue apenas para a pessoa e no momento devido. Não me lembro se existe algum caso assim nas Escrituras, mas é perfeitamente normal pessoas deixarem testamentos com mensagens que só podem ser abertas em uma determinada data.

3. Os correios da época eram péssimos. :)

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