As ideias aqui não são originalmente minhas, mas são fruto do que tenho aprendido da Palavra de Deus fora dos sistemas denominacionais com irmãos congregados ao nome do Senhor e também com autores de outras épocas que congregavam assim, como J. G. Bellett, C. H. Brown, J. N. Darby, E. Dennett, W. W. Fereday, J. L. Harris, W. Kelly, C. H. Mackintosh, A. Miller, F. G. Patterson, A. J. Pollock, H. L. Rossier, H. Smith, C. Stanley, W. Trotter, G. V. Wigram e muitos outros. Uma lista completa em inglês você encontra neste link.

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O Sudario de Turim pode converter alguem?



https://youtu.be/FjbBtNHwDrc

O fato de sua irmã ter crido em Jesus como Salvador graças ao Sudário de Turim, por ter entendido por meio da imagem ali os sofrimentos e ressurreição de Cristo, não torna o Sudário verdadeiro ou faz dele um instrumento de salvação.

Você pergunta o que o diabo ganharia inventando algo assim para enganar, se haveria a possibilidade de pessoas serem salvas justamente pela instrumentalidade de um objeto como o Sudário. Talvez o diabo faça as contas e veja que o número de pessoas que possam ser tocadas de forma legítima pela mensagem da cruz seja irrisório, se comparado às multidões que ele irá levar à idolatria.

A legitimidade do Sudário de Turim é controversa, e se você pesquisar verá que vários estudos independentes concluíram que o material é, no máximo, da Idade Média. Há até mesmo teorias de que teria sido criado por Leonardo da Vinci usando uma forma primitiva de fotografia que hoje sabemos ser possível com materiais disponíveis em sua época.

Na minha opinião é falso simplesmente porque a Bíblia diz que havia um lenço sobre o rosto de Jesus, o qual aparentemente teria sido o tecido marcado com a imagem da face, se isso acontecesse:

Joã 20:6-7 Chegou, pois, Simão Pedro, que o seguia, e entrou no sepulcro, e viu no chão os lençóis, E que o lenço, que tinha estado sobre a sua cabeça, não estava com os lençóis, mas enrolado num lugar à parte.

Ainda que o Sudário de Turim fosse legítimo, não deveria jamais ser transformado em objeto de culto, e deveria ser destruído se isso acontecesse. Este é um princípio bíblico aplicado para qualquer objeto de culto. Quando Deus mandou Moisés fazer uma serpente de bronze no deserto, aquilo era para apontar para Jesus, que seria levantado na cruz como a serpente de bronze foi levantada na haste para curar aqueles que olhassem para ela.

Núm_21:8 E disse o SENHOR a Moisés: Faze-te uma serpente ardente, e põe-na sobre uma haste; e será que viverá todo o que, tendo sido picado, olhar para ela.

Uns 700 anos mais tarde aquela serpente de bronze ("ardente" = bronze) é mencionada na Bíblia, pois tinha se transformado em um objeto de culto e até mesmo em um ídolo, ganhando o nome de e precisou ser destruída pelo Rei Ezequias, pois os judeus a adoravam tendo dado ao objeto o nome de um ídolo, Neustã.

2Rs_18:4 Ele tirou os altos, quebrou as estátuas, deitou abaixo os bosques, e fez em pedaços a serpente de metal que Moisés fizera; porquanto até àquele dia os filhos de Israel lhe queimavam incenso, e lhe chamaram Neustã.

O mesmo objeto que Deus usou para curar os israelitas no deserto e tinha o objetivo de apontar para Cristo foi transformado em um ídolo, algo abominável a Deus. É importante entender Deus pode usar qualquer coisa para levar uma pessoa a Cristo, mas isso não torna aquela coisa importante em si mesma.

Há relatos de conversões de pessoas que viram "A Paixão de Cristo" de Mel Gibson no cinema ou TV, mas isso não torna o filme um objeto de culto ou faz de Mel Gibson um evangelista idôneo. Eu mesmo evito filmes "bíblicos" pois geralmente são feitos por incrédulos e cheios de fantasias e erros (veja mais aqui http://www.respondi.com.br/2005/07/o-que-acha-de-filmes-sobre-temas.html). Conheci um irmão em Cristo que se converteu em uma boate, mas eu não poderia indicar às pessoas que fossem a uma boate ouvir o evangelho.

Também conheci um irmão que antes de se converter era motorista de táxi e ganhou uma Bíblia de uma Testemunha de Jeová. Foi lendo aquela Bíblia nas horas de folga que ele se converteu a Jesus. Mesmo assim, eu não poderia indicar que as pessoas lessem a Bíblia das Testemunhas de Jeová, que não passa de uma cópia mal feita da versão inglesa King James adicionada de passagens contendo heresias, na tentativa de comprovar as crenças daquela religião.

Judas, que traiu Jesus, pregou o evangelho e muita gente deve ter se convertido por intermédio de sua pregação, mas será que isso torna Judas um exemplo para nós? Deus pode usar qualquer coisa para levar alguém a ouvir Sua Palavra. No Antigo Testamento usou até mesmo uma jumenta para alertar Balaão do perigo que corria.

Núm 22:27-30 E, vendo a jumenta o anjo do SENHOR, deitou-se debaixo de Balaão; e a ira de Balaão acendeu-se, e espancou a jumenta com o bordão. Então o SENHOR abriu a boca da jumenta, a qual disse a Balaão: Que te fiz eu, que me espancaste estas três vezes? E Balaão disse à jumenta: Por que zombaste de mim; quem dera tivesse eu uma espada na mão, porque agora te mataria. E a jumenta disse a Balaão: Porventura não sou a tua jumenta, em que cavalgaste desde o tempo em que me tornei tua até hoje? Acaso tem sido o meu costume fazer assim contigo? E ele respondeu: Não.

Evidentemente o fato de Deus ter usado uma jumenta falante é algo que está no direito dEle. Isso não nos autoriza a fazer imagens da jumenta, construir um templo em sua honra, buscá-la em oração na esperança de obter algum milagre, ou nos reunirmos em torno de uma jumenta esperando que saia alguma profecia da boca do animal.

Quando algo ou alguém servir para indicar a Cristo, esse algo ou alguém deve desaparecer de vista tão logo encontremos o Salvador. João Batista ensinou isso quando disse: Joã_3:30 É necessário que ele cresça e que eu diminua. Seria uma tolice o viajante continuar olhando para a seta de indicação depois de ter chegado ao destino.

Slm_73:25  Quem tenho eu no céu senão a ti? e na terra não há quem eu deseje além de ti. 

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