As ideias aqui não são originalmente minhas, mas são fruto do que tenho aprendido da Palavra de Deus fora dos sistemas denominacionais com irmãos congregados ao nome do Senhor e também com autores de outras épocas que congregavam assim, como J. G. Bellett, C. H. Brown, J. N. Darby, E. Dennett, W. W. Fereday, J. L. Harris, W. Kelly, C. H. Mackintosh, A. Miller, F. G. Patterson, A. J. Pollock, H. L. Rossier, H. Smith, C. Stanley, W. Trotter, G. V. Wigram e muitos outros. Uma lista completa em inglês você encontra neste link.

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A familia do carcereiro foi salva sem crer?



https://youtu.be/sen9cnmxwkY

Sua dúvida - se a família do carcereiro foi salva automaticamente - está nesta passagem: Ats 16:29-32 "E, pedindo luz, saltou dentro e, todo trêmulo, se prostrou ante Paulo e Silas. E, tirando-os para fora, disse: Senhores, que é necessário que eu faça para me salvar? E eles disseram: Crê no Senhor Jesus Cristo e serás salvo, tu e a tua casa. E lhe pregavam a palavra do Senhor, e a todos os que estavam em sua casa".

Deixe-me mudar a cena e imagine que Paulo esteja em um barco jogando uma corda para o carcereiro e sua família que estão na água após um naufrágio. Paulo diria: "Agarre a corda e você e toda a sua família será salva". Obviamente a corda seria o único meio de salvação para quem agarrasse a corda. De nada adiantaria o carcereiro agarrar e seus filhos não. A salvação estaria disponível a todos na corda, e o ato de agarrá-la garantiria o mesmo destino para todos. Se prestar atenção verá que Paulo e Silas não pregam a Palavra apenas ao carcereiro, mas "a todos os que estavam em sua casa".

Mas a salvação no versículo que citou pode ter também mais de um aspecto: a salvação eterna e a salvação do mundo, que é a preservação do mal enquanto se vive aqui.

Ao crer no Salvador o carcereiro foi salvo de todos os seus pecados eternamente. Aqueles de sua família que creram também foram salvos, mas os que não creram foram colocados sob um privilégio que é o mesmo daqueles que são batizados sem crer em Jesus, ou seja, estão "a salvo" das contaminações deste mundo pela responsabilidade que agora têm por levarem o nome de Cristo sobre si (ainda que não tenham tido uma conversão real).

1Pe 3:20-21 Os quais noutro tempo foram rebeldes, quando a longanimidade de Deus esperava nos dias de Noé, enquanto se preparava a arca; na qual poucas (isto é, oito) almas se salvaram pela água; Que também, como uma verdadeira figura, agora vos salva, o batismo, não do despojamento da imundícia da carne, mas da indagação de uma boa consciência para com Deus, pela ressurreição de Jesus Cristo;

Noé salvou seus familiares ao levá-los para a arca, e Moisés salvou a todos os israelitas que foram conduzidos através do Mar Vermelho, inclusive as crianças. Neste sentido também uma esposa ou marido crente "salva" seu cônjuge e filhos incrédulos, colocando-os em uma posição de separação. Embora eles tenham de crer por si mesmos, o fato de viverem agora dentro de uma esfera cristã dá a eles um privilégio que outros não têm, como por exemplo ouvir mais a Palavra e observar mais a vida daquele que crê em Jesus.

1Co_7:14 Porque o marido descrente é santificado pela mulher; e a mulher descrente é santificada pelo marido; de outra sorte os vossos filhos seriam imundos; mas agora são santos.

1Pe 3:1-2 Semelhantemente, vós, mulheres, sede sujeitas aos vossos próprios maridos; para que também, se alguns não obedecem à palavra, pelo porte de suas mulheres sejam ganhos sem palavra; Considerando a vossa vida casta, em temor.

Um caso semelhante ao do carcereiro você encontra em Cornélio, o centurião, ao qual um anjo avisou que deveria ouvir as palavras de Pedro, que serviriam para salvar a ele e sua família:

Ats 11:14 O qual te dirá palavras com que te salves, tu e toda a tua casa.

Ainda que em todos os casos a salvação irá depender da fé individual, é de grande consolo para qualquer pai ou mãe crente saber que Deus promete esse privilégio aos seus familiares. Não são poucas as famílias que têm a alegria de ver todos os seus membros serem salvos depois da conversão do pai ou mãe.

Pode ser que a promessa tenha também o sentido da salvação ou preservação dos filhos pequenos, que ainda não têm idade para entender e crer no evangelho. Vou colar aqui um trecho do livro "Acontecimentos Proféticos" de Bruce Anstey que explica isso:

"As crianças com idade insuficiente para serem consideradas responsáveis por seus pecados, cujos pais (ou mesmo um deles) são redimidos, subirão também para encontrar o Senhor nos ares. (1 Co 7.14 'santos'.) Os filhos de pais incrédulos serão deixados com seus pais não salvos para entrarem na tribulação.


"À medida que forem crescendo, durante a tribulação, terão oportunidade de ouvir e crer no Evangelho do Reino. Se algum deles for morto durante os sete anos de tribulação, sua alma estará a salvo com Cristo no céu (Mt 18.10,11). De qualquer modo isto seria um ato de misericórdia, pois se fossem deixados para crescer e atingir a idade adulta separados da operação da graça de Deus, iriam se tornar como seus pais incrédulos, rejeitando o evangelho e sendo levados a juízo.


"Por ocasião do arrebatamento o mundo não ficará esvaziado de suas crianças. 'Deus não assaltará o berço do incrédulo no arrebatamento' (C.H. Brown). Os tipos de juízo lançados sobre o mundo no livro de Gênesis nos dão indícios disto. Por ocasião do dilúvio os incrédulos e suas famílias não foram tirados antes que caísse o juízo, como aconteceu no caso de Noé e sua família. Do mesmo modo, no julgamento de Sodoma e Gomorra as famílias incrédulas daquelas cidades não foram tiradas antes que caísse o fogo e a saraiva, como aconteceu com a família de Ló".

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