As ideias aqui não são originalmente minhas, mas são fruto do que tenho aprendido da Palavra de Deus fora dos sistemas denominacionais com irmãos congregados ao nome do Senhor e também com autores de outras épocas que congregavam assim, como J. G. Bellett, C. H. Brown, J. N. Darby, E. Dennett, W. W. Fereday, J. L. Harris, W. Kelly, C. H. Mackintosh, A. Miller, F. G. Patterson, A. J. Pollock, H. L. Rossier, H. Smith, C. Stanley, W. Trotter, G. V. Wigram e muitos outros. Uma lista completa em inglês você encontra neste link.

Pesquisar este blog

Carregando...

Como a minha justica pode exceder a dos fariseus?



https://youtu.be/oxnGtRbtbiY

Sua dúvida é como alguém pode ser justificado, se o Senhor exige que nossa justiça seja maior que a dos fariseus, que já eram tão zelosos em cumprir a Lei e os mandamentos. O versículo que citou é este: Mat 5:20 "Porque vos digo que, se a vossa justiça não exceder a dos escribas e fariseus, de modo nenhum entrareis no reino dos céus".

A justiça dos fariseus era uma justiça exterior, de fachada como são os sepulcros caiados. Era meramente ritualística e consistia em ordenanças. A justiça do crente em Cristo deve exceder a dos fariseus por ser de dentro para fora, e não de fora para dentro.

Pintar o sepulcro não altera seu interior cheio de podridão, mas aquele que foi salvo por Cristo teve primeiro seu interior transformado ao receber uma nova natureza, e é dessa nova natureza que procede a justiça que vem de Deus. A justiça do crente é consequência, e não causa, da justiça que excede a dos fariseus. O crente é feito "justiça de Deus" em Cristo, e expressa essa justiça em seu andar como resultado da obra de Deus em sua vida.

2Co 5:21 Àquele que não conheceu pecado, o fez pecado por nós; para que nele fôssemos feitos justiça de Deus.

Gál_3:24 De maneira que a lei nos serviu de aio [babá], para nos conduzir a Cristo, para que pela fé fôssemos justificados.

Rom_3:24 Sendo justificados gratuitamente pela sua graça, pela redenção que há em Cristo Jesus.

Rom_5:1 Tendo sido, pois, justificados pela fé, temos paz com Deus, por nosso Senhor Jesus Cristo;

Rom_5:9 Logo muito mais agora, tendo sido justificados pelo seu sangue, seremos por ele salvos da ira.

1Co_6:11 E é o que alguns têm sido; mas haveis sido lavados, mas haveis sido santificados, mas haveis sido justificados em nome do Senhor Jesus, e pelo Espírito do nosso Deus.

Gál_2:16 Sabendo que o homem não é justificado pelas obras da lei, mas pela fé em Jesus Cristo, temos também crido em Jesus Cristo, para sermos justificados pela fé em Cristo, e não pelas obras da lei; porquanto pelas obras da lei nenhuma carne será justificada.

Gál_5:18 Mas, se sois guiados pelo Espírito, não estais debaixo da lei.

Rom_4:5 Mas, àquele que não pratica, mas crê naquele que justifica o ímpio, a sua fé lhe é imputada como justiça.

Rom_8:33 Quem intentará acusação contra os escolhidos de Deus? É Deus quem os justifica. ["justificar" significa "considerar justo"]

Os fariseus seguiam a Lei, porém não entendiam o espírito da Lei. Por isso o Senhor segue na passagem de Mateus 5 falando do espírito da Lei ao tratar de seis pontos: o sexto mandamento ou "Não matarás" (Ex 20:13 x Mt 5:21-26)), o sétimo mandamento ou "Não adulterarás" (Ex 20:14 x Mt 5:27-30), a lei do divórcio (Dt 24:1 x Mt 5:31-32), dos juramentos (Lv 19:12 x Mt 5:33-37), da retribuição (Ex 21:24 x Mt 5:38-42) e de como tratar os inimigos (Dt 23:6 x Mt 5:43-48).

Sobre o sexto e sétimo mandamentos o Senhor ensina que não pesa somente a ação, mas a intenção do coração. A proibição não se restringe a matar ou adulterar, mas inclui odiar e cobiçar. Basta isto para mostrar que ninguém é justo segundo a carne e as aparências, que era como os fariseus tentavam justificar a si mesmos. A Lei serviu para mostrar a incapacidade do homem de atingir o nível de perfeição exigido por Deus, cabendo a ele tão somente esperar na graça e misericórdia de Deus para ser justificado.

Em meio aos comentários dessas seis leis, o Senhor ensina também que:

(1) nenhuma oferta é aceitável a Deus enquanto existir injustiça para com o próximo;
(2) que eles (os judeus) estavam incorrendo em uma condenação maior por considerarem a Jesus (e a Deus) como adversário, ao invés de buscarem a conciliação;
(3) que aquilo que Deus havia ordenado a Moisés acerca do divórcio não contemplava todo o pensamento de Deus, por ser brando em relação à posição mais radical de Deus, de existir apenas uma coisa (além da morte) capaz de dissolver o vínculo matrimonial, ou seja, o adultério;
(4) que ninguém estaria obrigado a criar vínculos através de juramentos;
(5) que agora estava valendo o inverso do que fora dito para o homem na carne ("olho por olho, dente por dente") e...
(6) que o amor que realmente agrada a Deus é irrestrito, ou seja, inclui amigos e inimigos, bons e maus, pois é assim que Deus também ama o homem.

Então vem uma revelação importante: "Sede vós pois perfeitos, como é perfeito o vosso Pai que está nos céus". Em nenhum momento a Lei colocava o homem na posição de filho de Deus, como Jesus faz aqui ao dizer "vosso Pai". Deus não é apresentado a eles como Jeová, o legislador, mas como o Pai amoroso.

Nenhum profeta jamais teria ousado falar assim: "Ouviste o que foi dito...", ao citar a Lei, e então, "Eu, porém, vos digo...". Quem jamais teria a ousadia de corrigir os mandamentos da Lei ou acrescentar coisas a eles? Isto seria blasfêmia, a menos que viesse da boca do mesmo que deu a Lei a Moisés no monte Sinai: o Emanuel, ou "Deus conosco".

por Mario Persona (respondida com a ajuda de comentários de J. N. Darby e F. B. Hole)

(Esta mensagem originalmente não contém propaganda. Alguns sistemas de envio de email ou RSS costumam adicionar mensagens publicitárias que podem não expressar a opinião do autor.)

Mais acessadas da semana