As ideias aqui não são originalmente minhas, mas são fruto do que tenho aprendido da Palavra de Deus fora dos sistemas denominacionais com irmãos congregados ao nome do Senhor e também com autores de outras épocas que congregavam assim, como J. G. Bellett, C. H. Brown, J. N. Darby, E. Dennett, W. W. Fereday, J. L. Harris, W. Kelly, C. H. Mackintosh, A. Miller, F. G. Patterson, A. J. Pollock, H. L. Rossier, H. Smith, C. Stanley, W. Trotter, G. V. Wigram e muitos outros. Uma lista completa em inglês você encontra neste link.

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Por que nao consigo me identificar com os irmaos?



https://youtu.be/4G0uSZXkVHY

Você disse que, por ter vindo do mundanismo, tem um passado diferente dos irmãos com os quais tem se relacionado, já que eles vieram todos de denominações religiosas, antes de buscarem congregar somente ao nome do Senhor. Por isso você quase não tem conversa com eles por causa dessa diferença de background.

Não se preocupe. A questão de os irmãos sempre trazerem à conversa assuntos que são comuns a eles, como falarem de onde foram tirados, dos erros que viveram e coisas do tipo, é algo passageiro. Logo estarão mais ocupados com o Senhor presente do que com a religião passada. E com o tempo tudo aquilo fará parte de um passado tão distante que não terão qualquer vontade de falarem disso.

Digo isto porque nenhum proveito existe em se ficar trazendo à tona o passado, seja ele um passado religioso ou mundano e sensual. Ambas as coisas são carnais, porque o ser humano é, por natureza, voltado às coisas da religião e dos sentidos. Quando descobrimos a verdade ainda trazemos aquele sentimento de competição muito comum entre meninos, querendo um mostrar que no passado foi pior que o outro. Mas a Palavra de Deus nos lembra: "Que fruto tínheis então das coisas de que agora vos envergonhais?". A resposta é NENHUM, portanto de pouco adianta ficarmos orbitando em nosso passado de erros e enganos.


Nas denominações religiosas existe o costume de ficar tirando esqueletos do armário para apresentá-los publicamente e causar comoção nos ouvintes. A carne gosta disso e é por isso que os noticiários sensacionalistas na TV fazem tanto sucesso. Procuro ler sites de notícias na Web, mas fujo particularmente de um que pertence a um conglomerado de comunicação cujo dono é "bispo" de uma igreja evangélica. O site me lembra o antigo jornal "Notícias Populares", do qual costumávamos dizer que se espremesse saía sangue. Obviamente o tal "bispo" sabe como manipular as pessoas e agarrá-las pelos sentidos carnais.

O homem carnal adora ver violência, droga, sexo e coisas do tipo. Então muitas dessas "igrejas" transforam seus púlpitos em sessões de violência, droga, sexo etc. quando trazem os "testemunhos" de ex-bandidos, ex-drogados e ex-prostitutas. Alguns desses que dão "testemunhos" cobram caro para fazer isso. Outras "igrejas" chegam ao absurdo de entrevistarem supostos "demônios" em seus cultos, como se os cristãos devessem se reunir para ouvir a palavra do diabo!

Sob o pretexto de estarem ouvindo o evangelho, o público tem seus instintos carnais despertados quando o ex-bandido faz subir a taxa de adrenalina no sangue dos ouvintes descrevendo seus crimes, o ex-drogado descreve suas viagens na droga e a prostituta excita a plateia com suas experiências sexuais. É claro que no final eles acabam dizendo que foi naquela "igreja" que encontraram a libertação e a coleta de ofertas vem a seguir, aproveitando a empolgação e falta de resistência dos presentes, ainda enebriados por emoções carnais.

Mais aqui:
http://www.respondi.com.br/2005/06/o-que-voc-acha-dos-testemunhos.html
http://www.respondi.com.br/2012/12/o-que-voce-acha-do-testemunho-desta-ex.html

por Mario Persona

Mario Persona é palestrante e consultor de comunicação, marketing e desenvolvimento profissional (www.mariopersona.com.br). Não possui formação ou título eclesiástico e nem está ligado a alguma denominação religiosa, estando congregado desde 1981 somente ao Nome do Senhor Jesus. Esta mensagem originalmente não contém propaganda. Alguns sistemas de envio de email ou RSS costumam adicionar mensagens publicitárias que podem não expressar a opinião do autor.)

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