As ideias aqui não são originalmente minhas, mas são fruto do que tenho aprendido da Palavra de Deus fora dos sistemas denominacionais com irmãos congregados ao nome do Senhor e também com autores de outras épocas que congregavam assim, como J. G. Bellett, C. H. Brown, J. N. Darby, E. Dennett, W. W. Fereday, J. L. Harris, W. Kelly, C. H. Mackintosh, A. Miller, F. G. Patterson, A. J. Pollock, H. L. Rossier, H. Smith, C. Stanley, W. Trotter, G. V. Wigram e muitos outros. Uma lista completa em inglês você encontra neste link.

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Posso orar no inicio das aulas?



http://youtu.be/wpzjm-V7eUk

Sua dúvida é se deve continuar orando com seus alunos antes de iniciar as aulas do dia. Pelo que disse você pediu e a direção da escola autorizou que fizesse assim, sem contudo dar conotação à sua oração de ligação com alguma igreja ou denominação, mas apenas orando e agradecendo a Deus em nome de Jesus.

Se você morasse nos EUA provavelmente já estaria sendo processado por alguma mãe avessa à expressão de qualquer fé. O pior é que lá não são muçulmanos ou budistas que protestam contra orações nas escolas, e sim norte-americanos natos, vindos de famílias cristãs porém que agora nutrem ódio contra o nome de Jesus. Esta semana em uma escola de New Jersey a direção proibiu as crianças cantarem músicas natalinas no Natal, que agora na escola só pode ser chamado de "Festividades de Inverno" (a notícia que acabo de ler é que a escola voltou atrás após virar notícia e ser alvo de protestos).

Na minha opinião, se você começa suas aulas com uma oração e isso é feito de forma respeitosa e com a aprovação da direção da escola, continue. Sua oração pode ser a única oportunidade de alguns alunos escutarem o nome de Jesus de maneira reverente, principalmente numa época em que oração virou sinônimo de gritaria de pastores da prosperidade pedindo dinheiro no rádio e na TV e prometendo curas e carros importados para seus seguidores incautos.

O que não sou favorável é ao ensino religioso formal nas escolas, porque isso abre espaço para qualquer um querer ensinar sua religião ou contratarem um professor neutro o bastante para só deixar os alunos apáticos e indiferentes às coisas espirituais. É o que ocorre em países como a Suíça, onde há professores de religião que são ateus. Também não sou favorável à transformação oficial de espaços públicos em "ambientes cristãos", como é o costume de se colocar um crucifixo nas dependências de escolas e prédios públicos, ou de escrever "Cremos em Deus" no dinheiro. (sobre isto, clique aqui)

Mas quando a iniciativa de dar testemunho de Cristo parte de indivíduos, então tem tudo a ver com o caráter do cristão neste mundo: vivendo no mundo, porém separado dele e testemunhando para os incrédulos. Portanto, se um dia a direção decidir proibir as orações você terá de sujeitar-se a ela e parar, aproveitando outras horas e ocasiões para testemunhar do evangelho. Mas é claro que se um dia o governo do país como um todo proibir o evangelho, os cristãos deverão continuar nos bastidores evangelizando, como acontece nos países onde a fé cristã é proibida.

Quando jovem eu lecionava em uma escola estadual de primeiro grau em Alto Paraíso de Goiás. Na época eu estava lá recém convertido e cheio de idealismo, e a cidade era muito pequena, longe de tudo e com serviços públicos bem precários. Por causa da falta de professores eu e minha esposa lecionávamos várias matérias cada um para classes com crianças dos onze aos vinte anos de idade (sim, havia alguns marmanjos atrasados).

Como a luz da cidade vinha de um pequeno gerador instalado numa pequena barragem, quando chegava a época da seca era comum faltar luz. O operador daquela "micro-hidrelétrica" ficava sentado num banquinho pilotando um volante que abria ou fechava a vazão da água, aumentando ou diminuindo a potência gerada. Mas na seca ele era obrigado a fechar a torneira durante algum tempo e esperar a represa encher para poder abrir de novo. Como as aulas eram noturnas, as aulas ficavam entrecortadas com intervalos escuros, durante os quais simplesmente aguardávamos a luz voltar com os alunos dentro da sala jogando conversa fora.

Então tive uma ideia. Comprei uma caixa de Novos Testamentos e dei de presente para todos os meus alunos. Cada um também ganhou uma vela e uma caixa de fósforos e, como a direção da escola não nos obrigava dar aulas nos períodos escuros, podíamos fazer o que bem entendêssemos. E eu bem entendi que seria proveitoso para os alunos se estudássemos juntos o evangelho de João. Era interessante ver que eles gostavam tanto das leituras (cada um podia ler um versículo) que até vibravam quando a luz começava a diminuir até se apagar por completo. Então as velas saíam das mochilas e em instantes estavam todos com suas carteiras iluminadas e com seus Novos Testamentos abertos, famintos pela Palavra de Deus.

Tenho notícia de que alguns de meus alunos (hoje já adultos) se converteram depois daquela época em que puderam ouvir o puro evangelho de Cristo, e Deus é glorificado por isso.

por Mario Persona


Mario Persona é palestrante e consultor de comunicação, marketing e desenvolvimento profissional (www.mariopersona.com.br). Não possui formação ou título eclesiástico e nem está ligado a alguma denominação religiosa, estando congregado desde 1981 somente ao Nome do Senhor Jesus. Esta mensagem originalmente não contém propaganda. Alguns sistemas de envio de email ou RSS costumam adicionar mensagens publicitárias que podem não expressar a opinião do autor.)

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