As ideias aqui não são originalmente minhas, mas são fruto do que tenho aprendido da Palavra de Deus fora dos sistemas denominacionais com irmãos congregados ao nome do Senhor e também com autores de outras épocas que congregavam assim, como J. G. Bellett, C. H. Brown, J. N. Darby, E. Dennett, W. W. Fereday, J. L. Harris, W. Kelly, C. H. Mackintosh, A. Miller, F. G. Patterson, A. J. Pollock, H. L. Rossier, H. Smith, C. Stanley, W. Trotter, G. V. Wigram e muitos outros. Uma lista completa em inglês você encontra neste link.

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Como entender o dispensacionalismo?

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Você sabe o que é uma "conta conjunta", não sabe? É quando duas pessoas possuem tudo em comum. O sentido de Efésios 3:6 é de uma conta conjunta, de uma união de comunhão total. Tomando a liberdade de transgredir as regras da nova ortografia, separando o prefixo "co" para enfatizar a ideia que pretendo transmitir, a passagem poderia ser lido assim, :

"Os gentios são co-herdeiros, e co-membros de um mesmo corpo, e co-participantes da promessa em Cristo pelo evangelho".

O problema é que quando olhamos para as profecias do Antigo Testamento e de Apocalipse que falam do futuro vemos um Israel que é cabeça sobre as nações da terra (os gentios). Vemos os gentios indo atrás dos judeus pedindo que estes os ensinem a Palavra de Deus. Vemos também o que há de melhor na terra sendo dado a Israel e os gentios aparecendo como tributários levando presentes e ofertas a Jerusalém, como acontecia nos tempos do reino de Salomão. Como conciliar isso com a ideia de dois povos tendo uma conta conjunta, uma união com comunhão universal de bens, em condições iguais?

A única forma é entendendo que Efésios 3 está falando da Igreja como uma entidade distinta de Israel e gentios, apesar de ser formada por indivíduos convertidos de ambos os povos. Mas estes já não são considerados por Deus como judeus ou gentios, e sim um só corpo de Cristo. Enquanto isso Deus continua enxergando as duas outras entidades no mundo - judeus e gentios (ou gregos) separadamente, como fez no passado e fará no futuro, após o atual parêntese da Igreja no desenrolar da profecia.

1 Co 10:32 "Portai-vos de modo que não deis escândalo nem aos judeus, nem aos gregos, nem à igreja de Deus."

William MacDonald explica assim: "A era da Igreja é um parêntese nos desígnios de Deus que pode ser explicado da seguinte forma. Durante a maior parte do período de história registrado no Antigo Testamento Deus estava tratando principalmente com o povo judeu. Na verdade, de Gênesis 12 até Malaquias 4 a narrativa fica quase que exclusivamente centralizada em Abraão e seus descendentes.

Quando o Senhor Jesus veio ao mundo Ele foi rejeitado por Israel. Como consequência Deus deixou de lado aquela nação temporariamente como sendo o Seu povo escolhido na terra. Vivemos agora na era da Igreja, quando judeus e gentios estão em um mesmo nível diante de Deus. Após a Igreja estar completa e tiver sido levada para o lar celestial, Deus voltará a tratar com Israel como nação. Mais uma vez os ponteiros do relógio profético voltarão a se mover.

Portanto o atual período é uma espécie de parêntese entre os desígnios passados e futuros de Deus para com Israel. Trata-se de uma nova administração no programa divino, que é singular e separada de tudo o que veio antes ou virá depois."  ["Comentário Bíblico Popular" - W. MacDonald]

por Mario Persona


Mario Persona é palestrante e consultor de comunicação, marketing e desenvolvimento profissional (www.mariopersona.com.br). Não possui formação ou título eclesiástico e nem está ligado a alguma denominação religiosa, estando congregado desde 1981 somente ao Nome do Senhor Jesus. Esta mensagem originalmente não contém propaganda. Alguns sistemas de envio de email ou RSS costumam adicionar mensagens publicitárias que podem não expressar a opinião do autor.)

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