As ideias aqui não são originalmente minhas, mas são fruto do que tenho aprendido da Palavra de Deus fora dos sistemas denominacionais com irmãos congregados ao nome do Senhor e também com autores de outras épocas que congregavam assim, como J. G. Bellett, C. H. Brown, J. N. Darby, E. Dennett, W. W. Fereday, J. L. Harris, W. Kelly, C. H. Mackintosh, A. Miller, F. G. Patterson, A. J. Pollock, H. L. Rossier, H. Smith, C. Stanley, W. Trotter, G. V. Wigram e muitos outros. Uma lista completa em inglês você encontra neste link.

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Estarei perdida para sempre?



http://youtu.be/uGZ3p-6f-40

Você contou que se converteu e passou a frequentar uma igreja que ocupa grande espaço na TV. Mas, depois de alguns meses encontrou na Bíblia o pecado sem perdão e passou a ter medo de cometê-lo. Na igreja lhe disseram que esse pecado era blasfemar contra o Espírito e isso foi suficiente para você não conseguir controlar maus pensamentos e achou que tinha cometido tal pecado. Entrou em depressão, vivia chorando e com medo de ir para o inferno. Você acabou abandonando aquela igreja e passou os últimos sete anos sofrendo com a ideia de estar perdida eternamente.

Sinto dizer que você não está sozinha. Muitas pessoas que frequentam ou frequentaram igrejas pentecostais acabam vítimas de terrorismo psicológico e acabam entrando em depressão por acharem que estão perdidas. Muitos pregadores de milagres usam desse argumento de "blasfemar contra o Espírito" por afirmarem que fazem milagres em nome de Jesus e pelo Espírito Santo, portanto alegam que se alguém duvidar deles estará blasfemando contra o Espírito. Mas o próprio Jesus nos alertou contra os tais:

“Acautelai-vos, porém, dos falsos profetas, que vêm até vós vestidos como ovelhas, mas, interiormente, são lobos devoradores. Muitos me dirão naquele dia: Senhor, Senhor, não profetizamos nós em teu nome? e em teu nome não expulsamos demônios? e em teu nome não fizemos muitas maravilhas? E então lhes direi abertamente: Nunca vos conheci; apartai-vos de mim, vós que praticais a iniquidade.” (Mt 7:15-23).

Esses contra os quais Jesus fala não são pagãos, feiticeiros, espíritas, macumbeiros etc., mas são homens que professam ser cristãos e fazer milagres em nome de Jesus. São os mesmos contra os quais Paulo e Judas escrevem em 1 Timóteo 3 e Judas 1. Judas os compara a Janes e Jambres, os magos de Faraó que imitavam os milagres que Deus fazia por intermédio de Moisés.

Existem passagens nos evangelhos que são específicas para aquele momento em que a passagem ocorria. Por exemplo, é comum você aprender de pregadores pentecostais que Jesus teria levado sobre si as nossas enfermidades na cruz e por isso jamais deveríamos ficar doentes. Caso ficarmos, devemos repreender a enfermidade lembrando que na cruz Jesus as levou todas sobre si.

Mas a verdade é que quando Jesus curava estavam se cumprindo as Escrituras que diziam que ele levaria sobre si as enfermidades das pessoas que ele curava, que foi o que profetizou Isaías 53:4: “Verdadeiramente ele tomou sobre si as nossas enfermidades, e as nossas dores levou sobre si; e nós o reputávamos por aflito, ferido de Deus, e oprimido”. O contexto todo do capítulo é dirigido ao povo que rejeitou o Messias, isto é, os judeus.

“Porque foi subindo como renovo perante ele, e como raiz de uma terra seca; não tinha beleza nem formosura e, olhando nós para ele, não havia boa aparência nele, para que o desejássemos. Era desprezado, e o mais rejeitado entre os homens, homem de dores, e experimentado nos trabalhos; e, como um de quem os homens escondiam o rosto, era desprezado, e não fizemos dele caso algum. Verdadeiramente ele tomou sobre si as nossas enfermidades, e as nossas dores levou sobre si; e nós o reputávamos por aflito, ferido de Deus, e oprimido.” (Is 53:2-4).

É apenas depois, no versículo 5, que o profeta faz alusão à sua obra na cruz, porém nos versículos anteriores está falando de Jesus vivo, em seu andar aqui neste mundo, sem beleza, desprezado, rejeitado, trabalhando arduamente e tomando para si as enfermidades das pessoas que curava, algo que só ele podia fazer por ser sem pecado e, portanto, imune às enfermidades. Se o ensino desses pregadores pentecostais fosse correto, não teríamos Epafrodito, Timóteo e outros discípulos doentes como vemos no Novo Testamento.

As enfermidades continuam aí e estamos sujeitos a elas porque estamos num corpo ainda corrompido pelo pecado. É só depois de ressuscitados que não experimentaremos mais doenças. Uma pinta na pele, uma cárie no dente, a redução da visão e audição, ou até mesmo a calvície são enfermidades, e mesmo esses pregadores que afirmam tal mentira não conseguem esconder essas enfermidades, mesmo que se tratem secretamente de outras em clínicas e hospitais particulares para seus seguidores acharem que eles nunca adoeçam.

Entenda que a profecia de Isaías cumpriu-se quando Mateus disse que ela estava se cumprindo, ou seja, quando Jesus curava as pessoas enquanto andava aqui:

“E, chegada a tarde, trouxeram-lhe muitos endemoninhados, e ele com a sua palavra expulsou deles os espíritos, e curou todos os que estavam enfermos; para que se cumprisse o que fora dito pelo profeta Isaías, que diz: Ele tomou sobre si as nossas enfermidades, e levou as nossas doenças.” (Mt 8:16-17).

Quanto à sua dúvida sobre o pecado sem perdão, veja que quando Jesus disse aquilo ele estava bem ali na frente dos fariseus curando pessoalmente as pessoas e sendo acusado de fazer aquilo pelo poder de Satanás. Ao fazerem aquilo os fariseus estavam blasfemando assim contra o Espírito Santo. Mas aquela era uma situação bem específica para aquele momento, como era também a passagem em que a profecia de Isaías se cumpriu ao Jesus tomar para si as enfermidades dos que eram curados.

Veja a passagem da blasfêmia como é apresentada no Evangelho de Marcos:

“Em verdade vos digo que tudo será perdoado aos filhos dos homens: os pecados e as blasfêmias que proferirem. Mas aquele que blasfemar contra o Espírito Santo não tem perdão para sempre, visto que é réu de pecado eterno. Isto, porque diziam: Está possesso de um espírito imundo. (Mc 3:28-30).

Repare que eles estavam dizendo que Jesus estava possesso de um demônio, o que seria impossível você dizer hoje pois Jesus já não está no mundo, e sim na glória.

Outro ponto: Uma pessoa que fique atribulada por ter tido um mau pensamento contra o Espírito Santo obviamente só poderá ser alguém que está sendo tocada em sua consciência pelo mesmo Espírito para confessar esse pecado a Deus. Se ela fosse totalmente indiferente a isso aí sim seria preocupante, pois ainda não teria sido despertada pelo Espírito, que é quem nos convence de pecado. Mas por estar sendo tocada neste sentido é porque tem vida em si mesma.

Lembre-se de que se blasfêmia fosse hoje um pecado sem perdão, Paulo jamais teria sido salvo, pois ele escreve: “A mim, que dantes fui blasfemo, e perseguidor, e injurioso; mas alcancei misericórdia, porque o fiz ignorantemente, na incredulidade.” (1 Tm 1:13).

por Mario Persona


Mario Persona é palestrante e consultor de comunicação, marketing e desenvolvimento profissional (www.mariopersona.com.br). Não possui formação ou título eclesiástico e nem está ligado a alguma denominação religiosa, estando congregado desde 1981 somente ao Nome do Senhor Jesus. Esta mensagem originalmente não contém propaganda. Alguns sistemas de envio de email ou RSS costumam adicionar mensagens publicitárias que podem não expressar a opinião do autor.)

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