As ideias aqui não são originalmente minhas, mas são fruto do que tenho aprendido da Palavra de Deus fora dos sistemas denominacionais com irmãos congregados ao nome do Senhor e também com autores de outras épocas que congregavam assim, como J. G. Bellett, C. H. Brown, J. N. Darby, E. Dennett, W. W. Fereday, J. L. Harris, W. Kelly, C. H. Mackintosh, A. Miller, F. G. Patterson, A. J. Pollock, H. L. Rossier, H. Smith, C. Stanley, W. Trotter, G. V. Wigram e muitos outros. Uma lista completa em inglês você encontra neste link.

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Existe um padrao para a vida de cada pessoa?



https://youtu.be/xs4eMQM0Fpw

Se existe um padrão para a vida de cada pessoa? Certamente. Afinal, todos viemos ao mundo a partir de uma mesma matriz com um defeito chamado "pecado", que é nossa natureza que busca a autossuficiência em rebelião contra o Criador. Essa matriz foi gerada no Jardim do Éden, quando Satanás prometeu a Eva: "Sereis como Deus". A partir daí nascemos achando que somos donos de nosso próprio nariz e destino. E uma vez dada a partida, corremos todos uma corrida semelhante e seguindo um mesmo padrão, que pode ou não ter um final feliz.

O processo de rebelião do homem, seja ele crente ou incrédulo, é mostrado nas etapas de distanciamento do "filho pródigo" ou perdulário no capítulo 15 do Evangelho de Lucas:

1. Começa com o filho mais novo fazendo exigências como se Deus estivesse ao seu dispor. Hoje você encontra essa disposição até entre pessoas que se dizem cristãs e acham que Deus lhes deve a obrigação de dar saúde e dinheiro em abundância: "Dá-me a parte da fazenda que me pertence" (vers. 12).

2. O filho pródigo se afasta o máximo possível do Pai, e acaso não é este o sentimento no coração de toda criatura que ainda não conhece a Cristo como Salvador e até mesmo daqueles que conhecem, mas deliberadamente preferem andar em pecado? "...partiu para uma terra longínqua" (vers. 13).

3. Ele desperdiça tudo o que recebeu por graça: "...ali desperdiçou a sua fazenda" (vers. 13)

4. Ele chega à estaca zero, fica sem nada: "...havendo ele gastado tudo" (vers. 14)

5. Ele passa necessidade: "...começou a padecer necessidades" (vers. 14)

6. Ele fica dependente de alguém, como um viciado depende do traficante fornecedor: "...e chegou-se a um dos cidadãos daquela terra" (vers. 15)

7. Ele sofre degradação, pois o diabo promete mas não entrega: "...o mandou... a apascentar porcos" (vers. 16) - apascentar porcos era uma profissão degradante aos olhos dos judeus

8. Ele passa a desejar só o pior: "...desejava... o que os porcos comiam" (vers. 16)

9. Ninguém lhe dá nada no lugar que escolheu para viver longe do Pai: "...e ninguém lhe dava nada" (vers. 16) - como eu disse, o diabo promete mas não entrega

10. Felizmente ele cai em si quando percebe a graça e a abundância que há na casa do Pai e decide voltar arrependido, mesmo que seja na condição de "jornaleiro" ou "diarista": "E, tornando em si, disse: Quantos jornaleiros de meu pai têm abundância de pão, e eu aqui pereço de fome! Levantar-me-ei, e irei ter com meu pai, e dir-lhe-ei: Pai, pequei contra o céu e perante ti; já não sou digno de ser chamado teu filho; faze-me como um dos teus jornaleiros." (vers. 17-19).

11. Mas ao invés de ser recebido como um jornaleiro ou diarista seu pai o vê ainda longe e corre para ele, recebendo-o com um beijo, um abraço, roupas limpas, anel no dedo e sandálias nos pés. Uma festa é dada e o Pai se alegra com o filho que voltou. "E, levantando-se, foi para seu pai; e, quando ainda estava longe, viu-o seu pai, e se moveu de íntima compaixão e, correndo, lançou-se-lhe ao pescoço e o beijou. E o filho lhe disse: Pai, pequei contra o céu e perante ti, e já não sou digno de ser chamado teu filho. Mas o pai disse aos seus servos: Trazei depressa a melhor roupa; e vesti-lho, e ponde-lhe um anel na mão, e alparcas nos pés; e trazei o bezerro cevado, e matai-o; e comamos, e alegremo-nos; porque este meu filho estava morto, e reviveu, tinha-se perdido, e foi achado. E começaram a alegrar-se." (vers. 20-24).

12. Enquanto o filho reconhecidamente pecador cai em si e volta arrependido para os braços do Pai, o filho mais velho, como qualquer religioso que se considera justo e correto e nunca saiu da casa do Pai, ao menos de modo visível, recusa-se a entrar na casa: "ele se indignou, e não queria entrar" (vers. 28). A verdade é que ele sempre viveu longe do Pai por valorizar mais seus amigos, talvez "justos e corretos" como ele, e isso fica claro em sua reclamação: "Eis que te sirvo há tantos anos, sem nunca transgredir o teu mandamento, e nunca me deste um cabrito para alegrar-me COM OS MEUS AMIGOS" (vers. 29).

Se você for como o filho mais jovem, que reconhece que pisou na bola toda a sua vida, em que estágio você se encontra? Que tal voltar arrependido de seu pecado e receber por graça o perdão e a comunhão do Pai? Ou será que você é como o filho mais velho, que se acha justo e correto e fica indignado ao saber "que Cristo Jesus veio ao mundo, para salvar os pecadores" (1 Tm 1:15)? Então espero que seja como Paulo, que era justo e correto segundo sua religião judaica e isso o levou a ser cúmplice e culpado da prisão e assassinato de famílias inteiras de cristãos, até ser alcançado pela misericórdia de Deus e considerar como esterco toda aquela tradição religiosa que recebeu de seus pais, aceitando que a salvação era tão somente pela fé e que ele era o principal dentre os pecadores.

por Mario Persona

Mario Persona é palestrante e consultor de comunicação, marketing e desenvolvimento profissional (www.mariopersona.com.br). Não possui formação ou título eclesiástico e nem está ligado a alguma denominação religiosa, estando congregado desde 1981 somente ao Nome do Senhor Jesus. Esta mensagem originalmente não contém propaganda. Alguns sistemas de envio de email ou RSS costumam adicionar mensagens publicitárias que podem não expressar a opinião do autor.)

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