As ideias aqui não são originalmente minhas, mas são fruto do que tenho aprendido da Palavra de Deus fora dos sistemas denominacionais com irmãos congregados ao nome do Senhor e também com autores de outras épocas que congregavam assim, como J. G. Bellett, C. H. Brown, J. N. Darby, E. Dennett, W. W. Fereday, J. L. Harris, W. Kelly, C. H. Mackintosh, A. Miller, F. G. Patterson, A. J. Pollock, H. L. Rossier, H. Smith, C. Stanley, W. Trotter, G. V. Wigram e muitos outros. Uma lista completa em inglês você encontra neste link.

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Deus nao seria injusto salvando um filho que se desviou?



https://youtu.be/s-DZsqvsAsQ

Você escreveu discordando de que uma vez salvo, alguém esteja salvo para sempre, e afirmando que Deus seria injusto se premiasse com a salvação eterna um filho que deliberadamente viesse a se afastar da casa do Pai. É aí que está o seu erro: Você acha que a vida eterna é um prêmio por bom comportamento. O perdão dos pecados não é um favor merecido pelo pecador, mas completamente imerecido. O homem é réu, Deus é Juiz, um réu precisa ser condenado a menos que pague a pena. Como homem nenhum seria capaz de pagar Deus enviou o seu Filho para morrer no lugar do pecador culpado e agora convida você para que aceite o juízo já executado, ou seus pecados continuarão sendo seus.

Para quem acha que tem qualquer merecimento na salvação vale o que Paulo escreveu aos Gálatas, que estavam sendo influenciados por falsos mestres que falavam de uma salvação baseada em merecimento: "Maravilho-me de que tão depressa passásseis daquele que vos chamou à graça de Cristo para outro evangelho; o qual não é outro, mas há alguns que vos inquietam e querem transtornar o evangelho de Cristo. Mas, ainda que nós mesmos ou um anjo do céu vos anuncie outro evangelho além do que já vos tenho anunciado, seja anátema. Assim, como já vo-lo dissemos, agora de novo também vo-lo digo. Se alguém vos anunciar outro evangelho além do que já recebestes, seja anátema." (Gl 1:6-9)

Você erra também ao enxergar a salvação como um processo, quando ela é um fato consumado e imediato para aquele que OUVE e CRÊ, que TEM vida eterna neste momento, NÃO ENTRARÁ em julgamento futuro, mas PASSOU da morte para a vida. Jesus prometeu: "Na verdade, na verdade vos digo que quem ouve a minha palavra, e crê naquele que me enviou, tem a vida eterna, e não entrará em condenação, mas passou da morte para a vida." (Jo 5:24).

Os quatro pontos que você colocou como sendo exigências para alguém ser salvo podem parecer corretos numa leitura apressada, mas se analisar detalhadamente verá que eles fazem do homem seu próprio salvador, pois não levam em consideração. Esses pontos que você colocou como necessários são (1) arrependimento, (2) fé, (3) confissão pública pelo batismo e (4) uma vida de humilhação constante diante de Deus procurando seguir as instruções do Pai e desviando-se do mal. Todavia, repare que tudo isso, por mais bíblico que seja, só funciona se tiver sua origem em Deus, e não no homem:

1. O arrependimento genuíno é gerado por Deus: “Desprezas tu as riquezas da sua benignidade, e paciência e longanimidade, ignorando que a benignidade de Deus te leva ao arrependimento?... Porque a tristeza segundo Deus opera arrependimento para a salvação, da qual ninguém se arrepende; mas a tristeza do mundo opera a morte.” (Rm 2:4; 2 Co 7:10)

2. A fé é dom de Deus, como Paulo explica em Efésios 2:8:  "Porque pela graça sois salvos, por meio da fé; e isto não vem de vós, é dom de Deus."

3. O batismo é uma ordenança e fazemos bem em cumpri-la, mas não pode salvar pois se pudesse teríamos dois "salvadores", Cristo e a pessoa que batiza. Se um deles faltasse estaríamos perdidos. Esta, juntamente com a ceia do Senhor, é uma das duas ordenanças deixadas pelo Senhor que devemos cumprir, mas nenhuma delas tem qualquer poder ou influência sobre nossa salvação. Lembre-se de que o malfeitor arrependido teve a garantia de uma salvação imediata, naquele mesmo dia, mesmo sem ter sido batizado ou participado de uma ceia.

4. Seu quarto ponto deveria ser suficiente para qualquer pessoa sem hipocrisia perceber que não consegue cumpri-lo. Responda com sinceridade: Você conseguiria levar uma vida de humilhação constante diante de Deus procurando seguir as instruções do Pai e desviando-se do mal? Se conseguir terá um problema, pois "Cristo Jesus veio ao mundo, para salvar os pecadores" (1 Tm 1:15), não pessoas que levam uma vida de humilhação. E Paulo deixou claro que Deus "justifica o ímpio" (Rm 4:5), não o justo. Qualquer vida de humilhação só pode ser gerada pelo Espírito Santo habitando no crente DEPOIS DE SALVO. Veja dois versículos que atestam o bom proceder e as boas obras como resultado de uma salvação já recebida e garantida:

"Porque pela graça sois salvos, por meio da fé; e isto não vem de vós, é dom de Deus.  não vem das obras, para que ninguém se glorie;  porque somos feitura sua, criados em Cristo Jesus para as boas obras, as quais Deus preparou para que andássemos nelas."  (Ef 2:8-10)

"Assim, meus amados, como sempre vocês obedeceram, não apenas em minha presença, porém muito mais agora na minha ausência, ponham em ação a salvação de vocês com temor e tremor, pois é Deus quem efetua em vocês tanto o querer quanto o realizar, de acordo com a boa vontade dele." (Fp 2:12-13 NVI).

"Nosso Salvador Jesus Cristo; o qual se deu a si mesmo por nós para nos remir de toda a iniqüidade, e purificar para si um povo seu especial, zeloso de boas obras." (Tt 2:13-14).

Quando é que você vai deixar de lado o orgulho de se achar capaz de ser salvo por seus próprios esforços e se render sem reservas nos braços do Salvador? Enquanto o afogado se debate o salva-vidas não entra em ação. Ele aguarda a vítima se cansar e deixar de tentar salvar-se para então abraçá-lo.

por Mario Persona


Mario Persona é palestrante e consultor de comunicação, marketing e desenvolvimento profissional (www.mariopersona.com.br). Não possui formação ou título eclesiástico e nem está ligado a alguma denominação religiosa, estando congregado desde 1981 somente ao Nome do Senhor Jesus. Esta mensagem originalmente não contém propaganda. Alguns sistemas de envio de email ou RSS costumam adicionar mensagens publicitárias que podem não expressar a opinião do autor.)

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