As ideias aqui não são originalmente minhas, mas são fruto do que tenho aprendido da Palavra de Deus fora dos sistemas denominacionais com irmãos congregados ao nome do Senhor e também com autores de outras épocas que congregavam assim, como J. G. Bellett, C. H. Brown, J. N. Darby, E. Dennett, W. W. Fereday, J. L. Harris, W. Kelly, C. H. Mackintosh, A. Miller, F. G. Patterson, A. J. Pollock, H. L. Rossier, H. Smith, C. Stanley, W. Trotter, G. V. Wigram e muitos outros. Uma lista completa em inglês você encontra neste link.
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Se Satanas sabia quem era Jesus para que tenta-lo no deserto?



https://youtu.be/mvyfm5rCHbw

Nos capítulos 1 e 2 do livro de Jó vemos Satanás comparecendo no céu na presença de Deus. Com tal acesso ele certamente sabia quem era o Filho de Deus, e daí surge sua dúvida: Por que razão o diabo iria querer tentar Jesus no deserto, se não apenas ele, mas até os demônios sabiam quem ele era?

Que Satanás sabia, não há dúvida, e que os demônios também sabiam nós podemos ver de passagens como esta: "E os espíritos imundos vendo-o, prostravam-se diante dele, e clamavam, dizendo: Tu és o Filho de Deus." (Mc 3:11). É importante sempre lembrar que não foi o diabo quem conduziu Jesus ao deserto para ser tentado. A iniciativa partiu do Espírito Santo, como vemos aqui:  "Então foi conduzido Jesus pelo Espírito ao deserto, para ser tentado pelo diabo." (Mt 4:1). O diabo ali foi apenas um instrumento que ajudou a comprovar a impecabilidade do Filho de Deus.

Aquela não foi uma tentação no sentido que conhecemos, pois em nós existe a resposta à tentação externa. Tiago explica bem esse processo que ocorre em nós como resposta a uma tentação externa ou tendo sua origem totalmente dentro de nós mesmos: "Ninguém, sendo tentado, diga: De Deus sou tentado; porque Deus não pode ser tentado pelo mal, e a ninguém tenta. Mas cada um é tentado, quando atraído e engodado pela sua própria concupiscência. Depois, havendo a concupiscência concebido, dá à luz o pecado; e o pecado, sendo consumado, gera a morte." (Tg 1:13-15).

A tentação à qual Jesus foi submetido foi mais um teste ou prova, como fazemos quando colocamos o ouro ou a prata no fogo ou sob a ação de um ácido para comprovar sua pureza. Apesar de isso dar uma ideia do que ocorreu no deserto, sabemos que todo exemplo falha, pois ao contrário do ouro e da prata nos quais o teste pode revelar alguma mistura ou sujidade, Jesus entrou e saiu da tentação do mesmo jeito, sem nenhum subproduto de pecado em si.

O diabo obviamente sabia quem ele era, mas, como se diz, não custava tentar. Afinal, ele tinha diante de si, não o Filho de Deus tal como o conhecia nas regiões celestiais, mas Jesus na forma humana e de servo, com todas as fragilidades que seu corpo humano lhe dava. De qualquer modo, a prova que o Espírito Santo queria mostrar ao levá-lo ao deserto para ser tentado não era só para o diabo, mas principalmente para os milhões de seres humanos que desde então podem ter a certeza da natureza santa e impecável de Jesus.

Quando um novo embaixador é designado para um país ele precisa apresentar suas credenciais para comprovar que ele é quem diz ser. Portanto pode ter plena certeza de que Jesus, o Filho de Deus, é Deus e Homem; um que não tem pecado, nunca pecou e é incapaz de pecar.

por Mario Persona

Mario Persona é palestrante e consultor de comunicação, marketing e desenvolvimento profissional (www.mariopersona.com.br). Não possui formação ou título eclesiástico e nem está ligado a alguma denominação religiosa, estando congregado desde 1981 somente ao Nome do Senhor Jesus. Esta mensagem originalmente não contém propaganda. Alguns sistemas de envio de email ou RSS costumam adicionar mensagens publicitárias que podem não expressar a opinião do autor.)

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