As ideias aqui não são originalmente minhas, mas são fruto do que tenho aprendido da Palavra de Deus fora dos sistemas denominacionais com irmãos congregados ao nome do Senhor e também com autores de outras épocas que congregavam assim, como J. G. Bellett, C. H. Brown, J. N. Darby, E. Dennett, W. W. Fereday, J. L. Harris, W. Kelly, C. H. Mackintosh, A. Miller, F. G. Patterson, A. J. Pollock, H. L. Rossier, H. Smith, C. Stanley, W. Trotter, G. V. Wigram e muitos outros. Uma lista completa em inglês você encontra neste link.
ATENÇÃO: POR FALTA DE TEMPO SÓ RESPONDEREI PERGUNTAS INÉDITAS. NÃO RESPONDO NO WHATSAPP.
PESQUISE "assunto"+"mario persona" NO GOOGLE PARA VER SE JÁ EXISTE RESPOSTA.

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Por que voce nao respondeu minha duvida?



https://youtu.be/eSZjqvOOwo4

Responder perguntas quando se tem milhares de leitores, espectadores e seguidores nas redes sociais é uma tarefa que pode alcançar um ponto de saturação. Para mim o ponteiro atingiu o nível máximo e foi percebido pelas pessoas em meu redor, quando de minhas orelhas começou a sair fumaça e um som de apito de panela de pressão. Enquanto isso vou descobrindo meus limites.

Hoje o número de perguntas é maior do que sou capaz de responder, mesmo usando links de respostas prontas, que às vezes geram manifestações indignadas como esta: "Não pensei que você fosse me responder DESSE JEITO!". Não é má vontade, simplesmente a forma que encontro de atender e ao mesmo tempo diminuir o estresse de reescrever para um o que já escrevi para outro. Para você ter uma ideia, precisei configurar meu celular para ficar silencioso depois de certa hora, pois já teve gente me ligando a 1:20 da madrugada com uma dúvida. Não, não era alguém morando no Japão, era do Brasil mesmo.

Não respondo perguntas por telefone ou WhatsApp porque me falta tempo. Volta e meia aparece a foto sorridente de alguém e número de telefone dizendo "Oi!". Nenhum nome, RG, CPF, nada! Só número e foto. Se respondo "Oi", aí vem um "Tudo bem?", e se respondo "Tudo" posso apostar que o outro vai escrever "Bom saber". Como meu interlocutor tem algo importantíssimo para dizer, pergunta: "Faz frio aí?". E por aí vai a conversa que logo percebo que não tem nada a ver e não vai levar a nada. Me lembra aquela piada da carta que o sujeito recebeu: "Sua gata subiu no telhado".

Na minha cabeça qualquer messenger exige que se vá direto ao assunto, pois inventaram essas coisas para que a gente não perdesse tempo. Tipo assim: "Oi, Mario, aqui é o Zé. Seu carro está sendo guinchado". Pronto, curto e grosso, sem dois "ois" pra cá, dois "ois" pra lá tipo dança de João Bosco com Elis Regina. Aí você diz: "Ora, Mario, é só alguém querendo bater papo porque está no intervalo do almoço. Seja mais paciente!". Mas será que eu também estou no intervalo? Para quem está ocupado com um milhão de coisas para fazer, dois "ois" pra lá e dois "ois" pra cá, isso será como "a ponta de um torturante band-aid no calcanhar".

Também deixo para ver depois perguntas enviadas em formato áudio, pois me deixam nervoso. Explico: enquanto uma mensagem de texto dá para ecanear com os olhos e imediatamente saber o que o outro deseja, receber uma mensagem de áudio pode ser uma tortura para quem está com pressa, pois nem todos têm capacidade de se comunicar como locutor de futebol. Geralmente é tudo muito lento, tipo "Hmm... Bom dia, irmããããoooo.... Hmm... É um prazer falar com você... Hããã.... Sabe o que eu queria dizer? Hããã....Não sabe? Hmm... Mas antes quero saudá-lo... Hããã... Tá frio aí?...". Aí, antes de ir direto no fósforo a pessoa fica descrevendo toda a caixa.

Infelizmente nem sempre as respostas que envio são valorizadas. Alguém quis saber sobre o arrebatamento e enviei 23 links de textos e vídeos que devem somar umas duas horas de ministério que já produzi sobre o assunto. Logo em seguida veio outra pergunta: "Para onde irão os arrebatados?". Obviamente não leu ou não entendeu ou não que entender.

Existem também os que perguntam coisas que podem ser respondidas por qualquer dicionário, porque são dúvidas de português, não da Bíblia. Há também dúvidas de Geografia,História e outras disciplinas que eu mesmo teria de Googlar para saber. Será que nunca ouviram falar da Wikipedia? Tem tudo lá. Aliás, até pergunta sobre a Bíblia eu Googlo algumas palavras do assunto acrescentando meu nome para ver se já respondi algo semelhante. Afinal, entre as mais de duas mil páginas de texto, vídeo e áudio que tenho publicadas, deve existir uma resposta pronta. Faço buscas no Google assim: "dízimo"+"mario persona" quando a pergunta é "Devemos pagar o dízimo?"; "sábado"+"mario persona" para "Devemos guardar o sábado?", "Tiago 2"+" mario persona" para "Por que Tiago diz que a salvação é por obras?" ou "cabeça plana"+"mario persona" para "A terra é plana?".

Há também muitas perguntas sobre sexo em diferentes modalidades e posições anatômicas, namoro, divórcio, casamento, relacionamento e principalmente as de teorias conspiratórias dos vídeos publicados por terroristas psicológicos no Youtube. Esses caras não imaginam mal que fazem e o terror que causam em mentes sensíveis, e também o desfavor que fazem ao evangelho. Nem gosto de pensar "quem" poderia estar por detrás dessas mensagens. Com um pouco de discernimento o cristão pode identificar quando a mensagem se desvia da "graça de Cristo para outro evangelho, o qual não é outro, mas há alguns que vos inquietam e querem transtornar o evangelho de Cristo" (Gl 16-7).

Há também as perguntas feitas por pessoas que sofrem de convulsões, têm alucinações, escutam vozes ou veem luzes, e estão aterrorizadas porque o pastor da igreja que frequentam ou da TV que assistem disse que precisam ser exorcizadas. O mais provável é que o pastor precise de exorcismo e a pobre alma apenas de cuidados médicos e psiquiátricos para tratar sua epilepsia, esquizofrenia ou alguma outra disfunção do cérebro.

Boa parte do tempo que gasto não é para ensinar a verdade, mas para desfazer a mentira pregada nas centenas de religiões cristãs — principalmente as pentecostais — no rádio e na TV. Destas vêm a maioria das perguntas do tipo: "Pequei! Perdi a salvação?"; "Não consegui pagar o dízimo. Perdi a salvação?"; "Pensei mal do Espírito Santo. Meu pecado não tem mais perdão?". A ameaça de perda de salvação costuma ser pregada por pastores que se sentem ameaçados de perder membros de suas igrejas. Ou audiência para os vídeos dos terroristas psicológicos conspiratórios, que obviamente são mais apavorantes que seus sermões. Uma vez um pastor pentecostal me confidenciou: "Eu sei que o crente não perde a salvação, mas se eu pregar isso minha igreja fica vazia!".

Existem também os que perguntam não querendo saber. São aqueles para os quais não adianta responder porque acham que já conhecem a resposta e só darão ouvidos se ela for igual ao que já pensam e não querem deixar de pensar. Tive um amigo assim, que veio me perguntar se eu achava que ele deveria trocar de carro, um Corcel I que tinha acabado de reformar do teto às rodas passando pelo motor. Mostrei a ele que seria melhor aproveitar por mais algum tempo o investimento feito, antes de trocar. Aí, enquanto caminhávamos, tive que ouvir uns dez quarteirões de razões pelas quais ele achava que deveria trocar. Ele não queria minha opinião, queria apenas um partidário, talvez para ajudar a convencer a patroa.

Outros querem apenas iniciar um diálogo para retornarem corrigindo o que eu disse e despejando um tonel de má doutrina em minha abarrotada caixa de e-mails. Tipo clonador de cartão, que primeiro faz um débito irrisório de um real só para ver se a flag do banco não toca a sirene, e depois torra seu crédito comprando iPhone.

Portanto, se ainda não respondi sua pergunta, provavelmente não irei responder porque em meu Pronto Socorro chegaram dúvidas mais urgentes e vitais. Achei que não iria fazer grande diferença você saber quantos anjos cabem na cabeça de um alfinete ou a cor das sandálias de Moisés. Mas se ainda insiste, existe resposta pronta na Web e basta você buscar por "Questão Bizantina".

http://amplieseuvocabulario.blogspot.com.br/2012/01/questao-bizantina-post-28.html

por Mario Persona

Mario Persona é palestrante e consultor de comunicação, marketing e desenvolvimento profissional (www.mariopersona.com.br). Não possui formação ou título eclesiástico e nem está ligado a alguma denominação religiosa, estando congregado desde 1981 somente ao Nome do Senhor Jesus. Esta mensagem originalmente não contém propaganda. Alguns sistemas de envio de email ou RSS costumam adicionar mensagens publicitárias que podem não expressar a opinião do autor.)

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