As ideias aqui não são originalmente minhas, mas são fruto do que tenho aprendido da Palavra de Deus fora dos sistemas denominacionais com irmãos congregados ao nome do Senhor e também com autores de outras épocas que congregavam assim, como J. G. Bellett, C. H. Brown, J. N. Darby, E. Dennett, W. W. Fereday, J. L. Harris, W. Kelly, C. H. Mackintosh, A. Miller, F. G. Patterson, A. J. Pollock, H. L. Rossier, H. Smith, C. Stanley, W. Trotter, G. V. Wigram e muitos outros. Uma lista completa em inglês você encontra neste link.

Pesquisar este blog

Carregando...

É correto dizer que Deus morreu na cruz?



https://youtu.be/W_HwYcOQPF4

Sua pergunta se refere ao fato de Cristo ser Deus e, se Cristo morreu, então Deus morreu na cruz. Porém não é correto pensar assim. Em nenhum lugar das Escrituras encontro esta idéia. Cristo morreu na cruz como Homem (embora sendo Deus), mas Ele entregou Sua vida de Homem. Deus manteve-Se inalterado, e até O abandonou na cruz. Daí as trevas e o "Deus Meu por que Me desamparaste?" Creio que Ele não tenha ficado totalmente sozinho na cruz, pois o Pai estava com Ele. Que Deus O abandonou, temos isto escrito. Que o Pai ficou com Ele, vemos em tipo Abraão indo até o monte do sacrifício junto com o filho que carregava o lenho. Mas em nenhuma instância vemos que Deus tenha algum dia morrido.

Outra idéia falsa é que Cristo tenha morrido de uma hemorragia provocada pela lança do soldado que perfurou Seu lado. O Senhor estava morto quando Seu lado foi furado pela lança. "Mas vindo a Jesus, e vendo-O já morto, não Lhe quebraram as pernas (para morrer por asfixia). Contudo um dos soldados Lhe furou o lado com uma lança, e logo saiu sangue e água" Jo 19.33,34 O sangue que limpa nossos pecados é o sangue de um morto e não de um vivo. Era com sangue de um animal morto que o sacerdote entrava no santuário. Não foi o sangue da coroa de espinhos, nem das mãos ou dos pés, mas o sangue do lado, do Cordeiro morto, que nos salvou.

Existe um texto circulando na Internet, escrito por um médico, que descreve como os sofrimentos impostos a Cristo na cruz causaram Sua morte do ponto de vista médico. Por mais piedoso que pareça, o texto dá a falsa idéia de que Jesus tenha morrido por causas naturais: fadiga, hemorragia, embolia, deficiência respiratória, hipotermia, ou até por líquido acumulado nos pulmões, observação que decorre de haver saído sangue e água quando a lança do soldado perfurou Seu peito. A verdade é que nada ou ninguém matou o Senhor.

Ele não morreu de causas naturais, de choque ou de algum instrumento perfurante. Ele entregou a vida, um poder que não temos em nós, mas que Ele recebeu do Pai. Ninguém podia tirar Sua vida e Ele não estava sujeito à morte como nós estamos. Nós obrigatoriamente morremos e não podemos fazer nada para impedir, mas também não conseguimos morrer de livre e espontânea vontade, a não ser por um ato suicida. Ele simplesmente Se desfez de Sua vida por amor de nós. Alguém precisava morrer pelo pecado do homem — um cordeiro que fosse puro e sem defeito, como nos sacrifícios do Antigo Testamento. Ele foi esse Cordeiro.

Mais acessadas da semana