As ideias aqui não são originalmente minhas, mas são fruto do que tenho aprendido da Palavra de Deus fora dos sistemas denominacionais com irmãos congregados ao nome do Senhor e também com autores de outras épocas que congregavam assim, como J. G. Bellett, C. H. Brown, J. N. Darby, E. Dennett, W. W. Fereday, J. L. Harris, W. Kelly, C. H. Mackintosh, A. Miller, F. G. Patterson, A. J. Pollock, H. L. Rossier, H. Smith, C. Stanley, W. Trotter, G. V. Wigram e muitos outros. Uma lista completa em inglês você encontra neste link.

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Maria, cheia de graça, intercede por nós?



https://youtu.be/tBWgnX8bjSg

Sei que você é católico e vou tentar esclarecer suas dúvidas. Creio que é importante se conhecer a definição da palavra "graça". Do modo como você escreve, parece ser uma virtude de alguém, mas não é assim que a Bíblia ensina. Qualquer dicionário mostrará que graça é um favor recebido, e não algo que alguém possua em si mesmo. Na Bíblia sempre encontramos graça no sentido de favor imerecido, ou seja, algo que alguém recebe sem merecer. Deus concedeu a Maria a imensa graça de ter o Salvador gerado em seu ventre. A quem louvamos por isso? A Maria? Não, muito embora ela contasse com muitas virtudes, mas a Deus que a escolheu e fez dela um vaso propício aos Seus desígnios eternos.

Quando você afirma que um pedido que fizermos a Maria não será negado, devo dizer que já fui católico e entendo o que quer dizer. Talvez alguém pudesse pedir algo a Maria enquanto ela vivia aqui na terra, para que ela fosse ao Senhor transmitir o pedido, como fizeram no casamento de Caná. Mas hoje seria biblicamente errado nos dirigirmos a alguém que já morreu, pois não seria muito diferente das crenças pagãs e espíritas. "Entre ti não se achará... quem consulte os mortos" (Dt 18.10,11). Sei do apreço que você tem para com Maria, mas não poderá dirigir a ela orações sem estar com isto transgredindo a Palavra de Deus.

Maria morreu e aguarda a ressurreição, estando seu espírito com Deus e seu corpo como os que "dormem" de que nos fala Paulo em suas epístolas. Portanto, qualquer invocação de Maria ou de quem quer que seja, no sentido de se fazer uma oração ou pedido, é contrária à Palavra de Deus.

Aliás, você não encontrará em lugar nenhum do Novo Testamento uma oração sequer endereçada a Maria, ou aos apóstolos, a anjos ou mesmo ao Espírito Santo. Nenhuma. Somente a Deus Pai e ao Senhor Jesus, o Filho de Deus (e ao mesmo tempo Deus Homem ressuscitado). Confira e verá.

Nosso único guia seguro é a Bíblia. Você também não encontrará nenhuma adoração dispensada a Maria, apóstolos, anjos ou mesmo ao Espírito Santo (embora este último seja Deus, porém aqui agora no papel de Servo para levar as pessoas a Cristo) Às vezes das quais me recordo são quando Cornélio tenta adorar a Pedro, em Atos, e recebe uma reprimenda do apóstolo que diz: Eu também sou homem. Outra está no último capítulo de Apocalipse quando João tenta adorar o anjo e é barrado: Sou conservo seu, diz ele.

Você diz que pedir a Maria é uma conclusão lógica, pelo fato de ela ter sido mãe do Senhor na Sua humanidade. Não podemos usar a lógica nas coisas de Deus. A lógica nos leva a tirarmos nossas próprias conclusões e adicionarmos coisas ao que Deus falou. Eva fez isto e fez um grande estrago. Confira o que Deus disse (Gn 2.16,17) com o que ela diz à serpente em Gn 3.3. Ela acrescentou "nem nele tocareis", que Deus não havia falado. Quando saímos do fundamento estabelecido por Deus, acabamos invadindo o terreno do erro e ficamos suscetíveis a este. Faremos bem se nos atermos ao fundamento colocado por Deus mediante seus servos os profetas e apóstolos (veja Atos 2.42; Ef 2.20,21).

Você se refere a Maria como a grande evangelizadora, citando as bodas de Caná, quando ela diz aos servos para que fossem a Cristo, como se hoje ela continuasse convidando as pessoas a irem a Ele, através de supostas aparições. Fica difícil saber se o "convida" a que você se refere está limitado ao exemplo de Maria nas passagens bíblicas ou se é algo presente. Se for esta última a sua idéia, para mim cheira a espiritismo. Paulo nos alerta contra mensagens vindas do além (Gl 1.8) e faremos bem se julgarmos tudo o que vemos e ouvimos segundo nossa bússola segura, a Palavra de Deus. A Palavra de Deus nos alerta também que o próprio Satanás se transfigura em anjo de luz e seus ministros em ministros de justiça para enganar (1 Co 11.14,15).

Você citou São Francisco de Assis — "É preciso evangelizar sempre! Se for preciso, use algumas palavras !" — para justificar que a Palavra de Deus não seria necessária na evangelização, mas isso é um erro e se Francisco de Assis disse isso ele também errou. Afinal, era humano como qualquer um de nós. Pense neste versículo em Rm 10.17 (leia o contexto): "De sorte que a fé é pelo ouvir e o ouvir pela Palavra de Deus".

>Concordo plenamente com você no que diz respeito a João cuidar Dela. Mas
>isso nada impede de que Ela seja nossa Mãe ! Neste instante João
>representava a humanidade. Aqueles que não abandonaram Cristo. Estavam
>aos pés da cruz enquanto outros se escondiam.

Quanto à sua idéia de que Maria seja nossa mãe, não vejo de onde tirou. Sei que seu argumento é que, aos pés da cruz, João representava a humanidade e ele sai dali com ela. Mas o texto indica que foi dada a João a incumbência de cuidar dela, não o contrário. E em nenhum lugar pedir a alguém que cuidasse de Maria teria essa conotação que deseja dar, de que ele a adotaria como mãe e, por tabela, todos nós a teríamos como mãe. É muita volta para justificar uma doutrina inventada, não acha?

Creio que não podemos ir além do que está escrito, e em nenhum lugar encontro Maria como mãe de alguém além do Senhor Jesus e de Seus irmãos. Aos pés da cruz João não representava a humanidade. Pelo contrário, a humanidade estava bem representada por todos os seus segmentos: O governo secular (Lc 23.24,25), o poder militar (Lc 23.36), o clero religioso (Lc 23.10), o povo (Lc 23.18 - aliás, esta foi uma votação democrática: o povo escolheu!) e até o submundo do crime (Lc 23.39). Em nenhum lugar das Escrituras você encontrará a humanidade mais bem representada do que na crucificação. O ódio natural do homem contra o seu Criador mostrava ali como é generalizado em seu caráter.

Quanto ao que falou sobre ecumenismo, não concordo nem mesmo com esse movimento. Se você entende como ecumenismo uma convivência e diálogo pacífico entre pessoas com idéias diferentes, concordo inteiramente. Porém o ecumenismo na prática (oficialmente falando) não é isto. O que vemos é a união em detrimento da verdade. Por exemplo, um cristão abre mão de crer que Cristo é o ÚNICO caminho e passa a aceitar que Alá, Buda, etc. também são caminhos alternativos.

Finalmente, sobre as imagens do Senhor que vemos por aí, o Senhor certamente não tinha aparência nem formosura (Veja Isaías 53) como pintam os artistas. E nem cabelos compridos, se levarmos a sério o que a Palavra de Deus diz em 1 Coríntios 11, o que seria vergonhoso para Ele.

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