As ideias aqui não são originalmente minhas, mas são fruto do que tenho aprendido da Palavra de Deus fora dos sistemas denominacionais com irmãos congregados ao nome do Senhor e também com autores de outras épocas que congregavam assim, como J. G. Bellett, C. H. Brown, J. N. Darby, E. Dennett, W. W. Fereday, J. L. Harris, W. Kelly, C. H. Mackintosh, A. Miller, F. G. Patterson, A. J. Pollock, H. L. Rossier, H. Smith, C. Stanley, W. Trotter, G. V. Wigram e muitos outros. Uma lista completa em inglês você encontra neste link.

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Você é dizimista?

Não. Entendo que o dízimo foi uma instituição ligada à lei dada por Moisés e teve seu lugar para o povo de Israel. Por isso você encontra o Senhor indicando ao povo que desse o dízimo, já que nos evangelhos encontramos o Senhor Jesus como o Messias que vinha para Seu povo Israel. Tudo nos Evangelhos ainda se encontra dentro do judaísmo.

Uma vez rejeitado o Messias, Israel é deixado de lado por um tempo enquanto Deus passa a ter a Igreja -- o corpo de Cristo, um novo povo formado por judeus e gentios -- como Seu testemunho no mundo. A doutrina e os preceitos dados à Igreja são encontrados nas cartas, no Novo Testamento.

Se eu hoje, que sou um cristão, salvo por Cristo e membro do Seu corpo, quisesse dar o dízimo, teria uma certa dificuldade em fazê-lo do modo como era indicado nas Escrituras do Antigo Testamento.

Primeiro, o dízimo era para ser levado ao templo de Jerusalém, aos levitas e sacerdotes, que o guardariam na câmara do tesouro do templo. Esse valor seria então utilizado para a manutenção do templo de Jerusalém, dos levitas e dos sacerdotes. Os levitas eram responsáveis pelos serviços do templo e os sacerdotes atuavam como intermediários entre Deus e os homens.

Hoje não há mais um templo designado por Deus, apesar de existirem muitos "templos" criados por homens, alguns deles caricaturas do templo cuja construção Deus ordenou apenas uma vez. Uma vez destruído aquele único templo divinamente ordenado, qualquer tentativa de se construir outro não passa de vã presunção humana. Portanto, eu não poderia separar um valor para a manutenção do templo quando já não há templo para ser mantido.

Além do mais, no Novo Testamento fica bem claro que o templo que Deus agora reconhece são os salvos, coletiva e individualmente.

O dízimo também era usado para a manutenção dos levitas, que cuidavam do serviço do templo. Não há levitas hoje, portanto não existiria razão para separar uma quantia para essas pessoas. Quanto aos sacerdotes de outrora, hoje temos o Senhor Jesus como nosso Sumo Sacerdote nos céus. Não há mais intermediários humanos como no passado, que precisassem ser mantidos com os dízimos.

Além disso, hoje todos os que crêem em Cristo são chamados de sacerdócio santo, com acesso direto a Deus por intermédio de Jesus. O véu do antigo templo foi rasgado de alto a baixo abrindo este acesso.

Como expliquei, por não existir mais um templo, uma classe de levitas e sacerdotes como os que havia no Antigo Testamento, seria impossível dar o dízimo e é por esta razão que tal prática não aparece na doutrina dos apóstolos dada à igreja nas epístolas.

Porém, como indica a mesma doutrina, faço contribuições espontâneas em coletas que são feitas quando me reúno com outros irmãos ao nome do Senhor Jesus todo primeiro dia da semana. As coletas não são públicas, mas reservadas apenas aos que estão em comunhão à mesa do Senhor (não são aceitas contribuições de visitantes). O valor assim arrecadado é destinado às necessidades dos santos (os salvos por Cristo), e não à manutenção de alguma organização religiosa ou para assalariar pregadores profissionais.

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