As ideias aqui não são originalmente minhas, mas são fruto do que tenho aprendido da Palavra de Deus fora dos sistemas denominacionais com irmãos congregados ao nome do Senhor e também com autores de outras épocas que congregavam assim, como J. G. Bellett, C. H. Brown, J. N. Darby, E. Dennett, W. W. Fereday, J. L. Harris, W. Kelly, C. H. Mackintosh, A. Miller, F. G. Patterson, A. J. Pollock, H. L. Rossier, H. Smith, C. Stanley, W. Trotter, G. V. Wigram e muitos outros. Uma lista completa em inglês você encontra neste link.

Pesquisar este blog

Carregando...

O nome de Jesus só pode ser pregado em hebraico?



https://youtu.be/iJZEOPPGqKc

Você disse que leu sobre denominações que ensinam que não seria correto anunciar o nome do Senhor Jesus, a menos que isso fosse feito em hebraico, ou seja, na forma original que, segundo essas pessoas, seria "Yehoshua".

Já vi algo assim e em linguagem popular a expressão usada para isso é "procurar pelo em ovo" ou "chifre na cabeça de cavalo". A idéia dessas pessoas de só falar o nome em hebraico é uma bobagem muito grande, pois os próprios evangelhos (exceto Mateus) e o restante do Novo Testamento foram escritos em grego.

É claro que elas alegam que está assim nos manuscritos que deram origem às traduções que temos hoje, mas nos originais escritos pelos apóstolos a grafia seria a correta. Obviamente isso implica em uma pitada de teoria da conspiração para culpar a igreja católica por ter dado sumiço nesses originais. Só não fica claro como souberam que nos aludidos originais estava assim se eles sumiram...

Além disso, a que hebraico essas pessoas estão se referindo? Sim, pois há o hebraico clássico, falado nos tempos do Antigo Testamento, e o moderno falado hoje. Entre um e outro há o aramaico, falado nos tempos de Jesus. Veja mais sobre isso na Wikipedia.

Lá diz que o hebraico clássico é hoje impronunciável por ser indecifrável, devido à não existência de vogais. Seria como se hoje você descobrisse a palavra "ncnsttcnlssmmnt" em um suposto português de dois mil anos atrás (obviamente não havia português há dois mil anos) e tentasse decifrá-la. Quem poderia saber que aí estaria escrito "inconstitucionalissimamente"?

Quase 600 anos antes de Cristo o hebraico clássico começou a ser substituído pelo aramaico, que era a língua usada nos tempos do Senhor Jesus. Foi só no final do século 19 e começo do 20 que apareceu o hebraico moderno, o iídiche, que tem influências de outras línguas.

Mas talvez essas pessoas estejam se referindo ao aramaico, e não ao hebraico clássico, em sua exigência de se falar corretamente o nome de Jesus. Mas como saber como era falado o aramaico há 2 mil anos? Sabemos como era escrito, mas isso não garante que vá ser falado da mesma maneira por um chinês, um árabe e um alemão.

Um espanhol lê "Jesus" fazendo soar "Ressus". Um paulista que ler a palavra "Jesus" irá pronunciar "Jêsús" e alguém do nordeste "Jésus", enquanto no Rio vai soar mais ou menos como "Jesuich" (cariocas fazem o último "s" soar como "ch" ou "xis". Se isso acontece no Brasil no século 21, como vamos saber como o nome era falado há dois mil anos em Israel?

Essa é mais uma seita que procura colocar alguma particularidade sob um imenso farol só para dizer que ninguém mais está salvo exceto seus membros. Neste caso é o nome em hebraico, enquanto em outras é a guarda do sábado, a proibição para o uso de fotografias etc. Alguém sempre vai inventar alguma regra exclusiva. Por mais que o nome represente a pessoa, não foi um nome que morreu na cruz do calvário, mas a pessoa do Senhor. E é Ele "quem" salva, e não "o que" salva.

Tenho certeza de que se cavarmos mais fundo nas doutrinas dessa gente iremos encontrar alguma heresia das bravas, pois geralmente quando alguém se apega um detalhe assim é apenas para criar uma barreira de fumaça para não vermos onde está o erro grande.

"Portanto, assim como recebestes a Cristo Jesus, o Senhor, assim também nele andai, arraigados e edificados nele, e confirmados na fé, assim como fostes ensinados, abundando em ação de graças. Tendo cuidado para que ninguém vos faça presa sua, por meio de filosofias e vãs sutilezas, segundo a tradição dos homens, segundo os rudimentos do mundo, e não segundo Cristo... Se morrestes com Cristo quanto aos rudimentos do mundo, por que vos sujeitais ainda a ordenanças, como se vivêsseis no mundo, tais como: não toques, não proves, não manuseies (as quais coisas todas hão de perecer pelo uso), segundo os preceitos e doutrinas dos homens? As quais têm, na verdade, alguma aparência de sabedoria em culto voluntário, humildade fingida, e severidade para com o corpo, mas não têm valor algum no combate contra a satisfação da carne.". Cl 2

E se tem uma coisa que perece ou se altera com o uso é o idioma. A grafia de um nome é decorrência do modo como é pronunciado, e a pronúncia, por sua vez, também vem das influências culturais e idiomáticas sobre quem lê a mesma palavra. Existe até uma anedota a respeito disso. Vai abaixo, para descontrair. Mas não perca seu tempo com essa bobagem, porque é mais uma das milhões de seitas que tentam achar algo em que se apoiar só para desviar a atenção do verdadeiro evangelho e do caminho da salvação, que é pela fé em Cristo e em Sua obra consumada.

"O Paiva, ao chegar nos Estados Unidos, teve problemas com seu nome. Foi só entregar um cartão com seu nome, "Paiva", para o americano pronunciar "Peiva". Como queria agradar o cliente, o jeito foi mandar fazer um novo cartão escrito "Mr. Peiva". O próximo americano que leu chamou-o de "Piva". O Paiva imprimiu novos cartões, agora com "Piva", achando que era assim que os clientes gostariam de chamá-lo. A partir daí os americanos passaram a chamá-lo de "Paiva"."

Mais acessadas da semana