As ideias aqui não são originalmente minhas, mas são fruto do que tenho aprendido da Palavra de Deus fora dos sistemas denominacionais com irmãos congregados ao nome do Senhor e também com autores de outras épocas que congregavam assim, como J. G. Bellett, C. H. Brown, J. N. Darby, E. Dennett, W. W. Fereday, J. L. Harris, W. Kelly, C. H. Mackintosh, A. Miller, F. G. Patterson, A. J. Pollock, H. L. Rossier, H. Smith, C. Stanley, W. Trotter, G. V. Wigram e muitos outros. Uma lista completa em inglês você encontra neste link.

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As pragas no Egito não mataram todos os animais?



https://youtu.be/ZP-4fHLSplg

Sua dúvida está no fato de que, após as pragas lançadas por Deus sobreo Egito para dizimar os animais, o exército de Faraó ainda tinha cavalos para perseguir os egípcios. Esta é uma suposta contradição que os céticos gostam de explorar. Os céticos dariam péssimos detetives ou investigadores, porque não trabalham com possibilidades. Que tal aguçar a visão periférica? Vamos lá:

6 E o SENHOR fez isso no dia seguinte, e todo o gado dos egípcios morreu; porém do gado dos filhos de Israel não morreu nenhum.
7 E Faraó enviou a ver, e eis que do gado de Israel não morrera nenhum


Se vc fosse Faraó e descobrisse que ainda tinha gente cujos animais não tinham morrido, o que faria? Eu sei a resposta. Ele confiscaria o que o povo não conseguisse esconder. Primeira possibilidade.

Considerando que esta foi a primeira praga, e calcula-se que as pragas levaram no mínimo 50 dias (e não 50 minutos como nos filmes) para acontecer, se você fosse governante de um país onde seu gado e cavalos tivessem sido mortos, que providência tomaria no mesmo dia?

Dica: O Egito possuía um dos melhores sistemas de transporte terrestre, marítimo e fluvial da época. O Cairo está a 120 km do Golfo Pérsico, a 150 km do Mediterrâneo e havia ainda povos vizinhos. O Nilo também era uma verdadeira auto-estrada, e a viagem para o Egito, vinda dos lados da nascente do Nilo, era obviamente mais rápida do que o caminho inverso, por aproveitar não apenas o vento como também a correnteza do rio.

Portanto, esta é uma segunda possibilidade: importação de animais, além dos que já estariam chegando no mesmo dia porque a cadeia de suprimentos dos egípcios continuava funcionando, com barcos e caravanas chegando todos os dias.

20 Quem dos servos de Faraó temia a palavra do SENHOR, fez fugir os seus servos e o seu gado para as casas;
21 Mas aquele que não tinha considerado a palavra do SENHOR deixou os seus servos e o seu gado no campo.


Ah, então além dos israelitas havia também egípcios que eram prudentes. Terceira possibilidade: a proteção dos animais pelo próprio povo egípcio.

26 Somente na terra de Gósen, onde estavam os filhos de Israel, não havia saraiva.

Quarta possibilidade: Na praga da saraiva foi poupado não apenas o gado de um povo específico, mas de outros que morassem na terra de Gósen (devia ter muito egípcio morando lá) e também daqueles em outros lugares que temeram e protegeram seus animais.

Qualquer detetive inteligente e com bom senso teria investigado essas possibilidades para concluir que o Egito não ficava na Lua, portanto era bem possível receber suprimentos extras de outras terras, além de encontrar entre o próprio povo hebreu animais para confiscar.

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