As ideias aqui não são originalmente minhas, mas são fruto do que tenho aprendido da Palavra de Deus fora dos sistemas denominacionais com irmãos congregados ao nome do Senhor e também com autores de outras épocas que congregavam assim, como J. G. Bellett, C. H. Brown, J. N. Darby, E. Dennett, W. W. Fereday, J. L. Harris, W. Kelly, C. H. Mackintosh, A. Miller, F. G. Patterson, A. J. Pollock, H. L. Rossier, H. Smith, C. Stanley, W. Trotter, G. V. Wigram e muitos outros. Uma lista completa em inglês você encontra neste link.

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Quem foi o faraó do Êxodo?



https://youtu.be/lV4J3Vdwugk

Em Ex 1:8-11 diz que os hebreus "edificaram a Faraó cidades-armazéns, Pitom e Ramessés." Por isso Hollywood adotou Ramsés II como o faraó do êxodo. Mas a cidade de Pi-Ramesses foi ocupada muito tempo antes de Ramsés II e o nome "Raamses" foi encontrado na parede do túmulo de Amenhotep III, que foi faraó 100 anos antes de Ramessés II.

Em 1 Reis 6:1 diz que Salomão começou a construir o Templo no quarto ano de seu reinado, 480 anos após o êxodo. O quarto ano do reinado de Salomão foi 967 A.C. Assim calcula-se que o êxodo tenha ocorrido em 1447 A.C. (967 + 480). Ramessés II começou a reinar em cerca de 1290 A.C., portanto não podia ser o faraó do êxodo.

Há dois outros candidatos: Amenhotep II (1450-1425 A.C.), filho de Tutmés III (1490-1450). Pode ser um dos dois. Quando Moisés nasceu (80 anos antes do êxodo) o faraó era Tutmés I. Sua filha casou-se com um filho adotivo que assumiu como Tutmés II (mas quem mandava era a patroa).

Tutmés II estava no trono quando Moisés fugiu do Egito aos 40 anos de idade. O historiador hebreu Josefo escreveu que o faraó de quando Moisés fugiu do Egito morreu e um novo faraó tomou seu lugar. Tutmés III reinou ao lado da esposa de seu pai (que não era sua mãe). Quando ela morreu, Tutmés III mandou raspar todas as referências a ela nos monumentos. A data da saída dos hebreus do Egito coincide com a data da morte de Tutmés III. Pode ter morrido no mar e o fato de sua múmia existir hoje pode ser explicado pelo seguinte:

"Assim o Senhor, naquele dia, salvou Israel da mão dos egípcios; e Israel viu os egípcios mortos na praia do mar." Ex 14:30

Mas há também um estudo que diz que aquela múmia não é do faraó (substituíram para o enterro), pois não possui o DNA correto. Pode ser, pois seria uma desonra deixar de enterrar um faraó com todas as pompas. Alguns faraós não eram nem mesmo enterrados sozinhos. Em alguns casos todos os seus criados e até o arquiteto da tumba eram trancados lá para servi-lo no além.

Quando você olha para as descobertas científicas e arqueológicas, não deve enxergar tudo como estático, como se tudo já tivesse sido descoberto. Tente ler o Tesouro da Juventude edição 1955 (que é a que meu pai comprou para mim) e você vai ver quanta bobagem era mostrada lá como "ciência". O mesmo ocorre com a arqueologia. Todos os dias há descobertas novas. Os céticos não creem em Adão porque a arqueologia no estágio atual ainda não encontrou uma múmia sem umbigo.

A posição dos céticos me faz lembrar da velhinha no sertão do nordeste quando os netos a levaram para ver um helicóptero que tinha pousado no vilarejo. Quando ela viu o monstro e os netos explicaram que as pessoas iam entrar nele e aquilo ia subir voando, a velhinha não titubeou:

"E quem disse que essa coisa é capaz de subir?"

Não deu outra. O helicóptero ligou, acelerou e subiu. A velhinha não abandonou mesmo assim seu ceticismo.

"E quem disse que essa coisa é capaz de descer?"

Se a ciência muda tanto, o que dizer dos documentários sobre a Bíblia? Eles geralmente costumam seguir as descobertas científicas, como fazem também os filmes, livros e novelas com temas bíblicos. Por isso eu hoje nem assisto mais filmes, novelas ou documentários sobre os personagens da Bíblia. Estes últimos apenas vejo quando são de arqueologia, mas sabendo que podem amanha mudar com novas descobertas. Mas o material de "entretenimento bíblico", do tipo novelas, filmes e romances, eu evito mesmo, pois geralmente trazem tantos erros que estes acabarão influenciando minha mente na hora de ler a Bíblia.

Às vezes até mesmo música cristã vem com erros. Quando me converti costumava ouvir um hino cuja letra dizia: “As noventa e nove, deixou no aprisco”. Tempos depois fui descobrir que as “noventa e nove” foram deixadas no deserto, não no aprisco. Será que você já se deu conta do quanto é influenciado por músicas, livros e filmes de temas bíblicos? Pois é, nem tudo o que é vendido como “cristão” ou “evangélico” é bom.

Sabe aquele calendário com Jesus de cabelos longos e olhos azuis? Jesus não era europeu e a Bíblia diz que é vergonhoso para o homem ter cabelos longos. Em um desenho animado do “filho pródigo” um cãozinho corre ao encontro do filho, salta em seus braços e lambe seu rosto. No Evangelho é o pai quem corre, o abraça e o beija. Em um livro para crianças Saulo aparece caindo do cavalo, mas Saulo não caiu do cavalo quando ia a Damasco prender cristãos -- ao menos não literalmente.

Noé se esforça para acionar o mecanismo que fecha a porta da arca em um filme cristão, mas na Bíblia quem fecha a porta é Deus. Em Hollywood Sansão é o mais musculoso, mas na Bíblia ninguém sabia de onde vinha sua força, portanto ele não era uma montanha de músculos. Em um filme sobre o Evangelho, Judas se joga no fogo do altar para morrer. A Bíblia diz que ele se enforcou e que seu corpo caiu de grande altura. Quantos reis magos você vê no presépio ou nas dramatizações dos evangelhos? A Bíblia não diz que eram três e eles não visitaram um bebê numa manjedoura, e sim um menino de dois anos.

Os escritores, ilustradores, roteiristas, artistas e diretores contratados para produzir obras comerciais com temas cristãos geralmente são incrédulos e às vezes até ateus, como o diretor de um filme sobre Noé e outro sobre José lançados nos últimos anos. Com filmes e novelas assim você aprende sobre figurinos e arquitetura antiga, mas não a Verdade. Ao contrário, você será influenciado por seus erros, pois para atrair público eles precisam inventar personagens e enredos que induzem você a acreditar que aquilo está na Bíblia, quando não está.

O homem natural “não é capaz de entendê-las [as coisas de Deus], porque elas são discernidas espiritualmente” (1 Co 2:14). Portanto nem tudo o que traz o selo “evangélico” ou “cristão” é bom. Quando o assunto é a Palavra de Deus é melhor você não se deixar levar pela arte de incrédulos e pela sabedoria do mundo .

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Se quiser saber o que penso de filmes e novelas de temas bíblicos, siga este link:
http://www.respondi.com.br/2005/07/o-que-acha-de-filmes-sobre-temas.html
http://www.respondi.com.br/2011/12/um-cristao-pode-ser-ator-ou-atriz.html

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