As ideias aqui não são originalmente minhas, mas são fruto do que tenho aprendido da Palavra de Deus fora dos sistemas denominacionais com irmãos congregados ao nome do Senhor e também com autores de outras épocas que congregavam assim, como J. G. Bellett, C. H. Brown, J. N. Darby, E. Dennett, W. W. Fereday, J. L. Harris, W. Kelly, C. H. Mackintosh, A. Miller, F. G. Patterson, A. J. Pollock, H. L. Rossier, H. Smith, C. Stanley, W. Trotter, G. V. Wigram e muitos outros. Uma lista completa em inglês você encontra neste link.

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Voce jogou fora seus livros quando se converteu?



https://youtu.be/-YEJymGZwD8

Você deve ter lido a história de minha conversão, antes, durante e depois. A resposta é sim, aconteceu exatamente como está escrito lá com minha biblioteca de livros esotéricos e afins. Mesmo sem saber na época, aquilo que fiz tinha fundamento bíblico:

Atos dos Apóstolos 19:19: "Também muitos dos que seguiam artes mágicas trouxeram os seus livros, e os queimaram na presença de todos e, feita a conta do seu preço, acharam que montava a cinqüenta mil peças de prata".

Tem muita gente que escreve que também trilhou o caminho esotérico antes de encontrar o Senhor. O engraçado é que quando algum esotérico lê meu testemunho acha que está tudo bem, que tudo faz parte de meu processo "evolutivo". ;D

Quanto aos livros, há livros e livros. Os que joguei fora era livros espiritualistas que tinham o claro objetivo de exaltar o homem e diminuir o Salvador e Sua obra na cruz. É fácil descobrir se um livro é bom ou ruim do ponto de vista de Deus. Basta você perguntar: "exalta a Deus ou ao homem?" Os livros espiritualistas ou esotéricos exaltam o homem, pois dão a ele o mérito por sua "elevação", "evolução espiritual" ou qualquer outro nome que dêem a isso.

Um livro baseado na Bíblia irá exalter a Deus e colocar o homem no seu devido lugar: um pecador perdido incapaz de se salvar e que depende da graça e misericórdia de Deus. O problema é que hoje você encontra muitos livros ditos "evangélicos" que nada mais são do que um espiritualismo com etiqueta protestante. Não passam de livros de auto-ajuda, que incentivam o cristão a fazer obras para obter ou manter sua salvação.

Depois de minha conversão cheguei a abrir uma pequena livraria evangélica numa sala na frente de meu escritório de arquitetura, mas era uma tarefa difícil que me dava prejuízo escolher o que vender, pois era obrigado a comprar e ler o livro antes de colocá-lo à venda, para ter a certeza de estar oferecendo algo de valor. Meu sustento vinha de minha profissão de arquiteto, portanto a livraria era uma espécie de hobby e também uma forma de evangelismo.

Nela continuei me livrando de livros que percebia serem veneno de rato: 99% milho e 1% estriquinina, hábito que tenho até hoje, principalmente com livros que abordam temas espirituais. Acho que isto responde a sua outra pergunta que é do quanto de proveito há em se ler um livro deliberadamente contrário à Bíblia apenas para buscar nele alguma coisa positiva. Não me sinto a vontade em manter ou dar a alguém algum livro no qual encontro doutrinas claramente anticristãs, como negar a suficiência de Cristo ou até mesmo sua divindade, como já vi alguns fazerem. É claro que aqui estou me referindo aos livros descaradamente antibíblicos ou anti Cristo, já que apenas a Bíblia é livre de erros.

Para falar a verdade, devo ter em minha estante uns dois ou três livros "espiritualistas", mas que estão lá só porque me foram presenteados pelos autores e autografados por eles. Seria indelicado se eles descobrissem que me livrei de seus livros, não é mesmo? :)

Quanto aos livros de outras categorias, como científicos, de história, ficção, acadêmicos etc., tenho vários, pois nada mais são do que a cultura normal deste mundo, a qual precisamos adquirir até para poder estudar e trabalhar. O cristão sabe que tudo o que há no mundo (inclusive sua cultura) não provém de Deus, mas do mundo (pois a Palavra assim o diz), bem como toda a tecnologia e tudo mais (até mesmo este computador no qual escrevo). São as coisas que o homem precisou inventar para amenizar o fato de ter decidido viver independente de Deus.

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