As ideias aqui não são originalmente minhas, mas são fruto do que tenho aprendido da Palavra de Deus fora dos sistemas denominacionais com irmãos congregados ao nome do Senhor e também com autores de outras épocas que congregavam assim, como J. G. Bellett, C. H. Brown, J. N. Darby, E. Dennett, W. W. Fereday, J. L. Harris, W. Kelly, C. H. Mackintosh, A. Miller, F. G. Patterson, A. J. Pollock, H. L. Rossier, H. Smith, C. Stanley, W. Trotter, G. V. Wigram e muitos outros. Uma lista completa em inglês você encontra neste link.

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Devo vender tudo e dividir com outros cristãos?



https://youtu.be/2dgbsBfyQKw

Sua pergunta está relacionada com o que faziam os primeiros cristãos em Atos dos Apóstolos 4:34,35: "Não havia, pois, entre eles necessitado algum; porque todos os que possuíam herdades ou casas, vendendo-as, traziam o preço do que fora vendido, e o depositavam aos pés dos apóstolos. E repartia-se a cada um, segundo a necessidade que cada um tinha".

Não sei se vendiam tudo, pois diz apenas que os que tinham posses faziam isso, mas não era algo compulsório dar o produto da venda, como Pedro vai explicar no capítulo 5 a Ananias e Safira.

Tentar se relacionar hoje com a cristandade ou aqueles que se dizem cristãos nos mesmos moldes de Atos dos Apóstolos (por isso se chama "atos dos apóstolos" e não "doutrina dos apóstolos") não é mais possível. Aquela era uma época quando o pecado de um cristão era julgado até com a morte (como Ananias e Safira) e com o poder, pelos apóstolos, de entregar alguém a Satanás para a destruição do corpo.

Se tentarmos viver hoje como viviam os primeiros cristãos, especialmente numa sociedade ocidental onde todo mundo se diz cristão, seremos obrigados a fechar os olhos para os alertas da Palavra de Deus sobre a progressão do mal no reino dos céus descrita nos evangelhos (joio x trigo, massa toda levedada, grande árvore com pássaros de todas as espécies em seus galhos etc.). Não é possível julgar as coisas hoje sem levar em conta que estamos nos últimos dias descritos por Paulo em 2 Timóteo que foi também sua última carta antes de morrer.

A cristandade entre a qual vivemos hoje é aquela descrita em 2 Timóteo 3:

1 Sabe, porém, isto: que nos últimos dias sobrevirão tempos trabalhosos.
2 Porque haverá homens amantes de si mesmos, avarentos, presunçosos, soberbos, blasfemos, desobedientes a pais e mães, ingratos, profanos,
3 Sem afeto natural, irreconciliáveis, caluniadores, incontinentes, cruéis, sem amor para com os bons,
4 Traidores, obstinados, orgulhosos, mais amigos dos deleites do que amigos de Deus,
5 Tendo aparência de piedade, mas negando a eficácia dela. Destes afasta-te.
6 Porque deste número são os que se introduzem pelas casas, e levam cativas mulheres néscias carregadas de pecados, levadas de várias concupiscências;
7 Que aprendem sempre, e nunca podem chegar ao conhecimento da verdade.
8 E, como Janes e Jambres resistiram a Moisés, assim também estes resistem à verdade, sendo homens corruptos de entendimento e réprobos quanto à fé.

Paulo escreve isso em continuidade ao que escreveu no capítulo 2, quando exortou Timóteo a se apartar daqueles que tinham alguma má doutrina ou de vasos de desonra. Em uma época quando há tantos enganadores se dizendo cristãos, não posso ser ingênuo ao ponto de acreditar que estamos vivendo nos dias do princípio da Igreja, ou que tudo continua lindo e maravilhoso como numa época em que os sinais e maravilhas eram abundantes, antes que o fermento do pecado viesse a levedar toda a massa, a cristandade se tornasse numa grande árvore com aves de rapina aninhadas em seus galhos e não faltasse joio plantado no meio do trigo.

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