As ideias aqui não são originalmente minhas, mas são fruto do que tenho aprendido da Palavra de Deus fora dos sistemas denominacionais com irmãos congregados ao nome do Senhor e também com autores de outras épocas que congregavam assim, como J. G. Bellett, C. H. Brown, J. N. Darby, E. Dennett, W. W. Fereday, J. L. Harris, W. Kelly, C. H. Mackintosh, A. Miller, F. G. Patterson, A. J. Pollock, H. L. Rossier, H. Smith, C. Stanley, W. Trotter, G. V. Wigram e muitos outros. Uma lista completa em inglês você encontra neste link.

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O arrebatamento e a volta de Jesus não são a mesma coisa?



https://youtu.be/TGs6i0su5ho

Pergunta: O que você diz ser o arrebatamento da igreja não é a mesma coisa que a vinda de Jesus, quando todo olho o verá? Me parece que as palavras usadas no grego não fazem distinção ou apontam para algum outro tipo de "vinda".

A maior dificuldade que eu vejo quanto à ordem dos eventos proféticos não é do ponto de vista das palavras usadas para falar da vinda do Senhor, mas de como encaixar tudo o que é falado de um remanescente de Israel nas profecias do Antigo Testamento e também em Apocalipse em claro contraste com o que é dito a respeito da Igreja. Esta foi fundada no dia de Pentecostes (Atos 2), portanto não é mostrada no Antigo Testamento (era um mistério que só foi depois revelado a Paulo). Sobre a Igreja é feita menção a ela como algo ainda futuro do ponto de vista daquele momento em que o Senhor estava na terra ("edificarei") em Mateus 16:18. No mais, os evangelhos, em suas partes proféticas, mostram basicamente a relação entre o Rei e seu povo de Israel.

Se considerarmos, como você sugeriu, que não exista um arrebatamento, então precisamos considerar que não existe uma distinção entre o que é Igreja e o que é o remanescente de Israel, do qual os Salmos falam especificamente. Veja que interessante este artigo escrito por J. N. Darby no século 19, que fala do remanescente e de como ele se encaixa na ordem toda.

"Um ponto conectado a isso tem sido apresentado com insistência pelos adversários da verdade, a respeito do qual eu exorto aqui que não seja levado em conta, porque, ainda que fosse verdadeiro, não diz respeito ao ponto principal e é usado tão somente para obscurecer essa verdade importante e vital que é o arrebatamento da igreja, isto é, o caráter secreto do arrebatamento.


"Os dois pontos sobre os quais é importante ter um testemunho claro das Escrituras são: primeiro, que haverá um remanescente judeu no final, com um lugar que lhe é particular como tal; segundo, o verdadeiro caráter da igreja de Deus (...)


Como consequência, qual é a evidência das Escrituras a esse respeito? Há seis passagens que falam da tribulação, e pelas quais sabemos que haverá uma tribulação. Quatro são claras e positivas em sua aplicação aos judeus; uma declara que os santos da igreja fiel serão livrados dessa tribulação; e a última, que diz respeito aos gentios, faz uma clara distinção deles em relação àqueles que representam a igreja, os santos no céu, os que receberam a coroa e os anciãos entronizados.


Portanto, as respectivas passagens são muito claras. Vimos que, de forma indireta, Apocalipse 2 confirma essa interpretação. O que mais? Os princípios, de uma forma geral. Portanto o que existe é uma tentativa de se incluir a igreja na tribulação, e é este o cerne de toda a questão - confundir a igreja de Deus com os judeus e com o mundo, com suas esperanças e com as provas que virão sobre eles".

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