As ideias aqui não são originalmente minhas, mas são fruto do que tenho aprendido da Palavra de Deus fora dos sistemas denominacionais com irmãos congregados ao nome do Senhor e também com autores de outras épocas que congregavam assim, como J. G. Bellett, C. H. Brown, J. N. Darby, E. Dennett, W. W. Fereday, J. L. Harris, W. Kelly, C. H. Mackintosh, A. Miller, F. G. Patterson, A. J. Pollock, H. L. Rossier, H. Smith, C. Stanley, W. Trotter, G. V. Wigram e muitos outros. Uma lista completa em inglês você encontra neste link.

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O que você acha de experiências místicas?



https://youtu.be/ULU6P089Zqo

Li seu relato de um só fôlego até o fim e me identifiquei com muitas coisas pelas quais passou. Também sou (fui?) artista, embora sem ter exposto qualquer trabalho. Pintava a óleo e também desenhava retratos a grafite. Meu forte, porém, era o cartoon e durante o tempo da faculdade mantinha uma tira semanal no mural da faculdade que era um sucesso. Minha tese para formatura na faculdade de Arquitetura de Santos foi toda desenhada, quase como um gibi, e deu o que falar. Não só a proposta era revolucionária, como a apresentação.

Como você, mas talvez não tão intensamente, também vivi experiências místicas. Quando criança vi uma cruz se incendiando na parede de meu quarto e mais tarde vi um menino se materializar e sumir na minha frente. Por duas vezes vi OVNIs, e cheguei a praticar (com sucesso) exercícios simples de transmissão de pensamento com outra pessoa quando estava envolvidos com ocultismo. Também pratiquei um ritual onde fazia girar um objeto com a força da mente(?) e outras coisinhas mais.

Portanto não ponho em dúvida quanto as experiências que você diz ter passado, pois não podemos duvidar de experiências. Alguém já quis tentar me convencer de que aquilo que eu vi eu não vi, o que é ridículo. A experiência não pode ser contestada, mas a origem dela sim. Vivemos imersos em um mundo do qual enxergamos apenas uma parte infinitesimal. A grande atividade acontece nos bastidores, no mundo espiritual. Nossa comunicação com essa esfera invisível é pouca e imperfeita, e menor ainda nosso discernimento do que existe do "lado de lá". Portanto seremos navegantes tolos se tentarmos nos aventurar nesse oceano espiritual sem uma bússola, sem um mapa e um farol, ou referências seguras que nos garantam a viagem.

Você tem uma bússola para isso? Esta é a questão. Vem alguém e me diz isto. Outro me diz aquilo. Passo a considerar que qualquer coisa falada sobre o mundo espiritual seja verdade (aquela história, "se fala de Deus é bom"). Mas não posso me esquecer que no mundo espiritual há forças antagônicas e que Satanás é uma realidade, assim como seus ministros (anjos). E não apenas isto, mas tenho que me conscientizar de que ele conta com pelo menos seis mil anos de vantagem em experiência de mentir e enganar o homem. Quem sou eu, então, para ter um juízo seguro e poder discernir o que vem de Deus e o que não vem? De que vale minha pequenina sabedoria numa área assim?

Por isso precisamos de um guia seguro. Refiro-me à Bíblia, o livro que tem a "audácia" de se declarar "a Palavra de Deus". Sim, o livro que transporta você ao tempo de seus ancestrais judeus. Aliás, Benjamim e Judá são as únicas tribos conhecidas hoje; as outras estão dispersas e "perdidas" a uma identificação clara.

Já tentou passar suas experiências pelo filtro da Bíblia? Um dia eu tive que submeter as minhas experiências no campo espiritual à luz da Palavra de Deus e entendi que estava sendo descaradamente enganado por Satanás e seus anjos, usando ainda meus sentidos e forças, que indubitavelmente minha mente possui, mas que não foram disponibilizadas por Deus para serem usadas por um ser imperfeito e arruinado como eu. Em resumo, minhas experiências, ainda que reais e visíveis, as reconheço hoje como enganos que só serviram para me afastar ainda mais de Deus, colocando minha ocupação no que era sensorial, fazendo-me submergir no misticismo e aumentando meu senso de falta de paz e de certeza de coisa alguma. Mas isto foi um exercício pessoal entre mim e Deus, à luz da Sua Palavra. Não quero entrar no âmbito das suas experiências, pois é um julgamento que você mesmo terá que fazer à luz desse guia seguro que é a Bíblia. Não posso lhe passar uma convicção que me foi dada por Deus, pois seria para você convicção de homem, o que de nada serviria.

Somos imperfeitos por natureza, e você sabe disso. Estamos perdidos por natureza, no tempo e no espaço, sem saber de onde viemos nem para onde vamos. Já se sentiu só e perdido em uma cidade grande e estranha, onde as pessoas falam uma outra língua desconhecida a você? Tenho certeza de que já teve esta sensação. De repente aparece alguém que parece conhecer você, saber de seus desejos, suas preferências, fala sua língua... Pronto! Deduzimos imediatamente ser aquilo a providência divina e cegamente seguimos o estranho, que nos parece tão familiar. Muita gente se deu mal fazendo no mundo material. O que pensar então de uma situação semelhante em termos espirituais?

Os anjos nos rodeiam e nos conhecem. Há miríades de anjos que deixaram sua condição original de obediência e se rebelaram contra Deus. Continuam anjos, continuam sábios, continuam poderosos, e nos conhecem nos mínimos detalhes. Devemos sucumbir ao seu "canto de sereia" sem qualquer análise, sem qualquer restrição ou resistência? É aí que mora o perigo e milhares têm sucumbido ao encanto do espiritismo, do ocultismo e de outros "ismos" mais. Volto a insistir que nenhuma viagem é segura sem um bom guia. E Deus providenciou o Guia dos Guias, a Sua Palavra. E como se não bastasse, Ele providenciou uma Pessoa, o Espírito Santo, para nos "guiar nesse Guia". Quando eu sei que o próprio Deus está preocupado comigo, quer falar comigo, por que vou perder tempo com intermediários, sejam eles anjos, espíritos ou mesmo homens?

A conversa de Deus comigo começa diferente daquela do Sedutor, que é Satanás. Ele, no jardim do Éden, iniciou a conversa colocando dúvidas sobre o que Deus havia dito, depois passou a contradizer claramente o que Deus afirmara para finalmente jogar confete em Eva dizendo que, se desobedecessem, seriam "como Deus, conhecedores do bem e do mal". Quer algo mais sedutor do que a oferta de ser como Deus? Eva deve ter pensado: "Uau! Ser dona de meu próprio nariz e não ter que prestar contas a Deus!"

Daí vem também aquela famosa idéia incutida em nós (já senti isso e já disseram para mim também): "Você é médium, precisa desenvolver!" O meu ego se banqueteia quando alguém me diz que sou alguma coisa, um diamante que precisa ser lapidado e outras coisas do gênero. Mas será que sou? Vamos ver o que Deus diz em Sua Palavra:

(RM 3:23) "Porque todos pecaram e destituídos estão da glória de Deus;"

Isto inclui eu e você. TODOS pecaram, TODOS destituídos (afastados) da glória de Deus, TODOS igualmente arruinados e caídos. Não é uma coisa muito simpática de se ouvir, não é mesmo? Mas é a verdade. O médico nos conta a verdade e não gostamos, mas se o faz é porque quer que aceitemos o tratamento.

Aí vem o espíritismo ou qualquer ismo sedutor e diz: Você não é tão mau assim, precisa se aprimorar. Então leio em Romanos 3 a descrição do que sou aos olhos de Deus. Em quem devo acreditar? Da decisão que advém desta pergunta dependerá toda a sua vida. Se quer acreditar no que Deus diz, então há um remédio divino esperando, o qual é Cristo Jesus, Deus feito Homem, vindo para salvar você. Se preferir continuar acreditando no que dizem os supostos espíritos ou acalentar sensações, então não estará pronto para escutar a verdade, por dolorida que possa parecer no princípio.

Você quer a verdade, você anseia por ela? Não vou falar de religião, mas de Cristo, aquele judeu que você certamente sabe Quem foi. Em poucas palavras, Ele substituiu você no inevitável juízo que merece como pecador, para que você possa sair livre e ter seu relacionamento vital com Deus restabelecido (lembre-se de que todos pecaram e estão, por natureza, afastados de Deus). Certamente não parecem ser as palavras simpáticas (pecado, juízo, morte) que você costuma escutar partindo do espiritismo, mas quem se importa com palavras doces quando a eternidade - salvo ou perdido - está em jogo? Ao ver meu filho necessitado de cuidados médicos mais sérios estarei sendo culpado de negligência se tentar tratá-lo com band-aid apenas para evitar o incômodo que uma cirurgia possa lhe trazer.

A esta altura dos acontecimentos creio que você já tenha lido minha página e a do Luiz Carlos que indiquei. Se leu, estará mais familiarizado com o assunto que proponho abordar. Você gostaria de embarcar em uma conversa franca sobre seu destino eterno à luz da Bíblia? A empatia que sinto por você é muito grande pois posso me enxergar andando nos seus sapatos há alguns anos, e gostaria que você também tivesse a certeza que hoje Deus me dá pela Sua Palavra. Nada mais de um futuro desconhecido, nada mais da falta de paz e segurança em minha alma, nada mais de uma vida vazia e sem significado, incapaz até de indicar aos meus mais queridos um caminho que seja seguro e inequívoco.

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