As ideias aqui não são originalmente minhas, mas são fruto do que tenho aprendido da Palavra de Deus fora dos sistemas denominacionais com irmãos congregados ao nome do Senhor e também com autores de outras épocas que congregavam assim, como J. G. Bellett, C. H. Brown, J. N. Darby, E. Dennett, W. W. Fereday, J. L. Harris, W. Kelly, C. H. Mackintosh, A. Miller, F. G. Patterson, A. J. Pollock, H. L. Rossier, H. Smith, C. Stanley, W. Trotter, G. V. Wigram e muitos outros. Uma lista completa em inglês você encontra neste link.

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A moral faria sentido sem Deus?



https://youtu.be/t28Nna2SurI

Você escreveu: "esse papo de que a pessoa só pode ser boa se temer a um deus é totalmente sem sentido"

Eu acharia sem sentido viver sem um norte, sem uma definição absoluta de bem e mal dada por alguém acima de mim. Ao dizer "ser boa" você precisa desse referencial e também de uma razão para obedecer ou não esse padrão moral. Talvez você diga que seu motivo ou razão seja sentir-se bem, o que tornaria certo tudo o que nos fizesse sentir bem, inclusive tomar drogas.

Mas aí você poderá argumentar que no longo prazo as consequências não serão boas, e então estaremos falando de consequências no final, que podem ser boas ou ruins conforme as escolhas que fazemos. Se no final tudo se acaba, então não faz qualquer sentido pensar no futuro. Como escreveu Paulo, “se os mortos não ressuscitam, comamos e bebamos que amanhã morreremos”.

"Ser ateu é não acreditar em deus apenas, e não transformar tudo em uma anarquia", diz você, mas o que faz pensar que uma anarquia seja pior ou menos válida do que uma sociedade organizada? Se eliminarmos Deus como um juiz no final para condenar o ímpio, então não haverá mais o que temer e não precisaremos prestar contas de nossos atos. Poderemos sim viver em anarquia e sem qualquer autoridade, se isto nos fizer sentir bem e for conveniente para o momento presente.

Mas você diz que as leis e regras de conduta existem para garantir o bem estar do conjunto humano. Aí eu volto ao ponto de nossa conversa anterior. Sem um padrão superior ao ser humano não há como estabelecer leis e regras, pois a lei que favorece você vai desfavorecer o bandido. Embora alguns considerassem isso justo, o bandido estaria igualmente no seu direito de considerar isso uma injustiça se não existisse uma justiça suprema, acima de todos.

Citar Montesquieu, como você fez, dizendo que "é preciso que o poder limite o poder" é fazer o mesmo que eu faço quando cito a Bíblia. Creio e adoto o padrão "DEUS" como absoluto, e a Bíblia como Sua palavra. E Montesquieu, o que é para você? Sem Alguém maior que Montesquieu até o pensamento dele fica sem sentido. Afinal, baseado em quê alguém pode se arvorar no direito de querer limitar o poder? Só se for alguém com mais poder, o que nos leva ao mesmo desequilíbrio do qual você pensa escapar ao dizer que leis e regras existem para garantir o bem estar do conjunto? Não se iluda, você vai precisar de alguém acima de Montesquieu e se continuar subindo nessa pirâmide vai topar com Deus.

Quando falei das abelhas e seu comportamento tão cruel quanto o das formigas do ponto de vista humano, já que elas não cuidam de seus doentes e velhos e só pensam na própria sobrevivência, você disse que se eu estudasse genética comportamental (nunca estudei) saberia que não existe vantagem evolutiva em matar deliberadamente outros seres vivos. Segundo você, "as abelhas têm esse espírito de união porque a evolução favoreceu as abelhas que se mantinham trabalhando juntas; se existiu um tipo de abelha egoísta que matava seus semelhantes deliberadamente, já foi extinta".

Bem, se o seu raciocínio fosse válido você e eu estamos extintos. No entanto aqui estamos nós, os seres dominantes neste planeta, apesar de descendentes da espécie que mais sangue derramou em toda a história de todos os seres vivos, a maior parte desse sangue sem qualquer objetivo que não fossem o egoísmo e a pura crueldade. Ou será que no andar da carruagem da evolução ainda nos resta a esperança de nos tornarmos abelhas?

"O ponto central do meu argumento foi: Deus não é necessario pra voce ser bom, esse é o ponto", diz você. Muito bem, e o que é ser bom? Quem vai decidir isso? Com base em quê. E se você decidir, por que eu devo aceitar? Quem é você para decidir? E se eu decidir, quem sou eu? Que poder tenho eu para - voltando a Montesquieu - limitar o seu poder de decidir?

Percebe como eu e você precisamos de Deus? Se Deus não existir vai ser preciso inventar um, talvez uma deusa com o nome de Minerva para nos tirar deste impasse. Sugiro pesquisarmos um pouco mais para vermos se não existe algum Deus de fato e direito, que não seja de pedra e nem tenha as imperfeições de Minerva.

Por que não começar com Jesus, que declarou ser Deus em várias ocasiões? Ao menos teremos um Deus que, além de Deus é também homem, ou seja, capaz de nos compreender perfeitamente. Se você quisesse se comunicar com as abelhas do nosso exemplo seria interessante se transformar em abelha para entender como elas vivem e poder falar com elas de abelha para abelha.

Seu argumento de que "se fossemos todos selvagens assassinos já estaríamos mortos" também não tem fundamento. Se estudar história verá que somos sim, todos nós, selvagens assassinos. Como eu disse da outra vez, "traição é uma questão de datas". Eu disse que foi Alexandre Dumas quem escreveu isso, mas na verdade ele citou Talleyrand-Périgord, ministro das relações exteriores de Napoleão. Terrorista é quem perde e vira oposição. Quem ganha, por mais assassinatos que tenha cometido e bombas que tenha explodido, deixa de ser chamado de terrorista para ser chamado de presidente, chanceler, imperador ou algum título de dignidade.

Em Romanos diz que "Todos pecaram e estão destituídos da glória de Deus". Faz sentido ler isto em Romanos, pois está numa Bíblia que se declara a Palavra de Deus e onde existe um código moral para podermos ter um referencial do que seja pecado. É bom lembrar que nela a palavra pecado aparece em dois sentidos: fazer a própria vontade (pecado) e os frutos da vontade própria (pecados).

Já que nos faltam os parâmetros para dizermos "se fossemos todos selvagens assassinos", vamos precisar de um padrão moral que não seja nem meu e nem seu. Então o que diz em Romanos pode ser um bom começo, já que não existe uma afirmação mais democrática do que a de que “todos pecaram”. Ao dizer isso a Bíblia coloca todos no mesmo nível. Não tem melhor nem pior, todos são igualmente incapazes, eu e você inclusive. Então não podemos esperar que algum de nós se arvore no direito de ditar normas para os outros seguirem e vamos precisar de um Deus que faça isso.

Ao que parece você não compreendeu a mensagem da Bíblia, e posso ver isto pelo que escreveu: “você quer colocar todo mundo como malvado, todo mundo como pecador, então as pessoas só ficaram boas depois da chegada dos judaico-cristãos”. Não foi o que eu disse. Eu disse que, apesar de você se dizer ateu, suas conclusões de bem e mal são formadas pela cultura judaico-cristã na qual está inserido.

Mas, ao contrário de seu raciocínio, as pessoas não se tornam melhores quando entram em contato com a Palavra de Deus: elas se tornam infinitamente piores, porque são colocadas diante do padrão de Deus, um padrão impossível de ser alcançado pelo homem pecador. A Palavra de Deus é a medida pela qual você será julgado, a menos que antes disso conheça o perdão de seus pecados que está disponível em Jesus.

Quando sugeri que começasse por Jesus, você perguntou: “Porque Jesus? o que ele tem de tão especial que Maomé não tem? O que que o cristianismo tem de tão especial que o hinduísmo ou as religiões indígenas não tem?”

Muita coisa. Mas eu destacaria a improbabilidade como uma das mais atraentes. Foi isso que chamou a atenção de C. S. Lewis (autor de “As crônicas de Narnia”), um ex-ateu cujo amigo cristão e especialista em lendas (J. R. R. Tolkien autor de “O senhor dos anéis”) convenceu de que os evangelhos não eram uma lenda, mas um relato de fatos. Comece por Mateus e você já encontra uma improbabilidade nos primeiros versículos.

Na genealogia de Jesus você encontra um caso de incesto (Judá e Tamar), uma prostituta (Raab) e um adultério (Davi com a mulher de Urias). Quem escrevesse a genealogia de alguém tido como o Filho de Deus, o equivalente a ser Deus, teria omitido essas coisas, pois são péssimos antecedentes. Por que não falar simplesmente de Davi e de sua mulher Batseba? Por que lembrar o nome de Urias, um dos melhores amigos do Rei Davi, que este mandou abandonar na frente de batalha para ser morto com o inimigo e poder roubar sua mulher?

Continue lendo os evangelhos e você vai se surpreender com o tanto de vezes que os próprios autores evangelistas se colocam na posição de verdadeiros idiotas revelando suas falhas sem qualquer retoque. Você não vê isso nos textos de outras religiões. Eles são cuidadosamente escovados para deixar uma impressão positiva para a posteridade. Os evangelhos realmente formam um texto sui generis, muito semelhante ao Antigo Testamento que revela toda a mesquinhez do povo hebreu também sem retoques.

Você falou que não faz sentido em algo que não pode ser provado e deu o exemplo da gravidade, na qual você acredita porque pode ser provada pela ciência. Sim, pode, mas a ciência ainda não conseguiu explicá-la (as diferentes explicações tentadas pela ciência não funcionam em todos os casos). Deus também pode ser provado, mas não explicado, só que para isso você terá de usar instrumentos diferentes dos usados pelos cientistas. Para se ter uma prova da existência de Deus é preciso colocar os joelhos no chão e pedir a Ele para se revelar a você. Está disposto a fazer o teste? Não, você não está, pois existe o risco de precisar rever sua fé atual. Um dia eu fiz o teste e Ele não me decepcionou. Agora eu sei.

Provai, e vede que o SENHOR é bom; bem-aventurado o homem que nele confia.” Sl 34:8

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