As ideias aqui não são originalmente minhas, mas são fruto do que tenho aprendido da Palavra de Deus fora dos sistemas denominacionais com irmãos congregados ao nome do Senhor e também com autores de outras épocas que congregavam assim, como J. G. Bellett, C. H. Brown, J. N. Darby, E. Dennett, W. W. Fereday, J. L. Harris, W. Kelly, C. H. Mackintosh, A. Miller, F. G. Patterson, A. J. Pollock, H. L. Rossier, H. Smith, C. Stanley, W. Trotter, G. V. Wigram e muitos outros. Uma lista completa em inglês você encontra neste link.

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Pra que Deus se temos as Regras de Ouro?



https://youtu.be/7iQUHBgnS18

Eu ia começar a responder e de repente percebi que minha resposta seria a mesma da outra vez, porque você ainda não percebeu que seu "mindset" é igualzinho ao de uma pessoa crédula em algum tipo de fé, como eu já tinha explicado.

Mudam apenas as referências e, ainda que você inclua palavras como "provou matematicamente" até mesmo essas provas estão condicionadas à interpretação que alguém deu à parcela do espectro de percepção de algum evento.

No caso da experiência que mencionou, trata-se da interpretação dos impulsos gerados por um equipamento eletrônico. Suas conclusões podem ser verdadeiras até descobrirem formas de detectar e interpretar outros impulsos que vão além da realidade capaz de ser detectada até aqui. Portanto, todo o seu raciocínio é construído sobre a capacidade de detecção da realidade que o homem hoje possui, nada mais. Amplie esta capacidade e as conclusões poderão ser outras.

De qualquer modo, não acredito que esta conversa irá levar a algo, já que você está transgredindo as próprias regras que diz serem a solução para todos os males da humanidade e certamente não irá querer admitir isso.

Quer um exemplo? Você diz: "Eu estou aqui porque não me conformo com pessoas como você que se deixam convencer com argumentos falaciosos escritos na Bíblia. Isso gera um atraso para a humanidade." E depois você cita uma de suas regras de ouro:

"1- Não faça com outro ser humano ,aquilo que não gostaria que fizesse por você, independente de qualquer adjetivo que posso estar agregado a este ser humano".

Bem, no meu modo de entender esse “independente de qualquer adjetivo” deveria incluir pessoas crédulas em “argumentos falaciosos escritos na Bíblia”, como você me adjetivou.

Percebe a incoerência de seu pensamento? Você faz comigo a mesma coisa que não gostaria que eu fizesse com você (1a. Regra de Ouro), ou seja, contestar suas crenças (que você diz serem provadas matematicamente etc e tal).

Eu sou a pedrinha no seu sapato ("não me conformo", diz você) e certamente você gostaria que pedrinhas como eu fossem radicalmente eliminadas da face da terra, para não estorvarem o desenvolvimento da humanidade.

O problema é que nesse "clube da humanidade desenvolvida" aparentemente só tem espaço para quem rezar segundo o seu catecismo que, de certa forma, é parecido com o meu, só que às avessas. A Bíblia diz que os incrédulos serão julgados e condenados por sua incredulidade. Será que entendi que é um destino semelhante que você quer para os crédulos?

Vamos à sua outra regra de ouro:

"2- Faça por outro ser humano aquilo que gostaria que fizesse por você, independente de qualquer adjetivo que posso estar agregando a este ser humano."

Ok, então faça a gentileza de crer na Bíblia e em Jesus como seu Salvador, pois é exatamente o que peço a Deus que aconteça com você. Será que pode fazer isto por mim?

"3- Não importa qual erro ou maldade tenha sido cometido contra você ou pessoas que você ama, não se deve violar as duas primeiras regras contra quem provocou este mal, independente de qualquer adjetivo que esteja agregado a este ser humano."

Será que não copiou estas leis das "Leis da Robótica" de Isac Asimov? Lembrei-me delas agora. Muito bem, você violou a primeira e segunda lei, o que o torna também culpado da terceira. Como reparar isso? Só tem um jeito: pedindo perdão à pessoa que foi ofendida ou ferida.

O problema é que, ao violar qualquer uma dessas leis, você se torna culpado, ou seja, é colocado na categoria de "mal" de exceção de sua declaração: "Você pode procurar e não vai encontrar. Não existe nenhum mal na humanidade que não seja uma violação das regras de ouro".

Percebe que você também tem noção de “pecado” ou da transgressão a um padrão adotado? Agora eu pergunto: quantas vezes você já ofendeu um cristão por sua fé? Isso é uma transgressão de suas “Regras de Ouro”, pois está fazendo ao outro o que não gostaria que fizessem com você. Está desrespeitando a crença de outro, colando nele adjetivos etc.

Ao violar suas três regras de ouro, você precisará fazer uma reparação ou continuará no papel de transgressor. Ou será que fica por isso mesmo, isto é, não existem consequências em se transgredir tais regras? Bastaria um sentimento de arrependimento? Bem, então já temos o conceito de pecado traduzido para o seu vocabulário e temos agora o conceito do arrependimento também.

E a reparação? Ou seja, quem vai dar o atestado de que você está perdoado e limpará sua ficha criminal de transgressor das “Regras de Ouro”? Será seu semelhante que foi ofendido? Pode funcionar, mas veja que nos tribunais humanos não basta Hitler dizer ao judeu morto que sente muito. Ele precisaria prestar contas à humanidade, pois seu crime foi contra algo maior do que o próprio indivíduo que ele lesou. Nós homens temos um tribunal superior para coisas assim.

Mas, e se todos os homens, sem exceção, forem achados culpados de transgredir as “Regras de Ouro”? Quem poderia se dizer isento o suficiente para ocupar a tribuna de Juiz? Lembre-se de que se entrar hoje num presídio, a maioria dos que estão ali dirão ser inocentes. Temos este problema, nunca admitimos nossos próprios erros, portanto somos também juízes falhos. Vamos precisar de um Supremo Tribunal muito mais supremo do que os que temos aqui, se todos os homens forem achados culpados. Vamos precisar de Deus.

O problema é que Deus ainda não foi provado, e poderá ser tarde demais para você quando isto acontecer. Então você descobrirá que não foi apenas um transgressor das “Regras de Ouro” em relação a mim e outros seres humanos, mas principalmente em relação a Deus, e nunca se preocupou em pedir desculpas a Ele e nem deu a Ele oportunidade de lhe perdoar.

Eu preciso de Jesus, não apenas porque violo todas essas e outras regras o tempo todo, em relação ao meu próximo (sim, você disse isso a meu respeito e concordo plenamente), mas principalmente por as violar em relação a Deus. E como eu mesmo não seria capaz de reparar meu erro, que se repete dia a dia, minuto a minuto, Deus providenciou um Salvador, Jesus, para sofrer o dano por meu pecado e me substituir na pena que devia ser aplicada a mim.

Ao menos é o que a Bíblia diz, mas você não crê na Bíblia. Mesmo assim admiro todo esse esforço seu em trabalhar arduamente para impor suas idéias. Pena que seu tempo esteja acabando, pois todos nós temos data de vencimento.

João 6:27 “Trabalhai, não pela comida que perece, mas pela comida que permanece para a vida eterna, a qual o Filho do homem vos dará; porque a este o Pai, Deus, o selou.”

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